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Ex-comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, o parlamentar iraniano Ebrahim Azizi afirmou que o Irã nunca abrirá mão do controle do Estreito de Ormuz. A declaração foi dada em entrevista à BBC News em Teerã.
Azizi, que preside a Comissão de Segurança Nacional e Política Externa no parlamento, classificou o controle da via marítima como um “direito inalienável” do país e disse que caberá ao Irã decidir sobre o direito de passagem de embarcações, incluindo a concessão de permissões para travessia.
O parlamentar informou que um projeto de lei está sendo apresentado no parlamento para formalizar esse controle, com base no artigo 110 da Constituição. A proposta abrange temas como meio ambiente, segurança marítima e segurança nacional, e deverá ser implementada pelas forças armadas.
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A declaração de Azizi ocorre em meio ao aumento das tensões na região e à crescente preocupação internacional com a possibilidade de restrições na passagem pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo e gás.
Azizi afirmou que, durante o conflito recente, o estreito passou a ser tratado por Teerã como um trunfo estratégico diante de adversários. O cenário político iraniano também tem sido marcado pelo fortalecimento de setores de linha-dura, especialmente ligados à Guarda Revolucionária.
Analistas avaliam que o controle do estreito é central para a estratégia iraniana no pós-conflito. Segundo o pesquisador Mohammad Eslami, da Universidade de Teerã, a medida é vista como essencial para restaurar a capacidade de dissuasão do país e ampliar sua influência em negociações futuras.
Enquanto aposta em seu estilo impulsivo para vencer a guerra contra o Irã, que já ultrapassou o prazo previsto por ele de seis semanas, o presidente do Estados Unidos, Donald Trump, enfrenta seus próprios medos e inseguranças ao liderar as forças americanas num conflito de alto risco político. A poucos meses das eleições de meio de mandato, o líder americano enfrenta grandes desafios — alguns criados por ele mesmo — que ameaçam o desempenho de seus aliados republicanos no pleito de novembro e, consequentemente, sua governabilidade em parceria com o Legislativo americano e seu poder de influência política. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A Ucrânia tem ampliado o uso de robôs terrestres armados para atacar posições russas e reduzir a exposição de seus soldados na guerra. Equipados com explosivos, metralhadoras e foguetes, esses veículos já foram empregados em milhares de missões recentes na linha de frente. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participará de uma leitura pública da Bíblia esta semana no Salão Oval. O episódio marca mais um capítulo da integração religiosa, particularmente do cristianismo, que o governo do republicano tem feito com a agenda da política americana. Nas últimas semanas, autoridades do governo já relacionaram a guerra contra o Irã a uma missão religiosa, o presidente trocou farpas publicamente com o Papa Leão XIV e publicou uma imagem feita por inteligência artificial de si mesmo retratado na figura de Jesus Cristo. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Mesmo para quem vive na China e se habituou à febre nacional dos robôs, é um espetáculo que supera a imaginação. A Meia Maratona de Robôs Humanoides, disputada no domingo em Pequim, foi uma espécie de showroom de mais uma corrida tecnológica que está sendo vencida pela China. A linha de chegada continua distante e é cedo para saber o que vem pelo caminho. Mas já não há dúvidas de que transformará a Humanidade. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A dois dias do fim do cessar-fogo entre EUA e Irã, há poucos sinais animadores sobre um acordo definitivo para a guerra iniciada no final de fevereiro. Pelo lado iraniano, divisões dentro do regime ficaram à mostra no fim de semana, e a desconfiança em relação a Washington é palpável. Pelo lado americano (e israelense), o presidente Donald Trump transparece seu incômodo com a extensão de um conflito impopular. Segundo fontes diplomáticas, os dois lados devem se sentar à mesa no Paquistão nos próximos dois dias, com expectativas mais modestas do que na primeira rodada, há duas semanas.
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Além da incerteza sobre a própria reunião, cuja participação iraniana não foi confirmada até a noite desta segunda-feira, os dois lados têm diante de si dois pontos urgentes. O primeiro, a extensão da trégua, que pode sair antes do fim do prazo, noite de quarta-feira pelo horário de Washington, mas não se sabe por qual período. Já o segundo, a reabertura do Estreito de Ormuz, esbarra em objetivos militares e nas divisões internas do regime em Teerã.
Na sexta-feira, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, anunciou na rede social X a reabertura “completa” de Ormuz, fechado desde o início de março. A decisão foi saudada como uma vitória por Trump e recebida com alívio por governos nacionais e organizações internacionais. Afinal, poderia ser o fim de um dos mais graves bloqueios navais da História recente, liberando a via por onde, em tempos de paz, passam cerca de 20% das exportações globais de petróleo e gás.
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Editoria de Arte/O Globo
Em questão de horas, a Guarda Revolucionária, responsável pelo bloqueio, corrigiu Araghchi publicamente, alegando que os navios que quisessem passar por Ormuz ainda deveriam buscar autorização do Irã, trafegar em rotas pré-estabelecidas e pagar pedágio. Veículos de imprensa estatais criticaram o chanceler, um parlamentar o ameaçou com o impeachment e uma mensagem de rádio da Guarda a navios na área, obtida pelo Wall Street Journal, dizia que “vamos abrir [o Estreito de Ormuz] por ordem do nosso líder, o imã [Mojtaba] Khamenei, e não por tuítes de algum idiota”.
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Para a Guarda Revolucionária, a abertura soou como uma concessão indevida e inexplicada aos EUA.
“A opinião pública levanta a seguinte questão: se é do interesse do país que os detalhes das negociações ou dos desenvolvimentos recentes não sejam divulgados, por que esse mesmo interesse e a razão para evitar a transparência não são explicados ao povo?”, questionou um artigo da agência Fars, ligada à Guarda.
O estreito permanece fechado, e as parcas perspectivas de uma reabertura ecoaram nos mercados. Nesta segunda-feira, o barril do tipo Brent, referência no mercado, subiu mais de 5%, encostando em US$ 96. Na sexta-feira, diante da possível retomada do tráfego, houve queda de mais de 9%.
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Os comandantes apontaram ainda que o anúncio veio em meio a um bloqueio naval americano aos portos iranianos e navios de bandeira do Irã, considerado por eles uma violação do cessar-fogo. Segundo o Comando Central dos EUA, 27 embarcações foram barradas nos últimos dias. No domingo, um navio cargueiro de bandeira do Irã foi atacado e interceptado pelas forças americanas na região do Golfo de Omã, em um ato que os militares prometeram responder à altura.
— Como disse o nosso líder (Mojtaba Khamenei), não confiamos em negociações com vocês (EUA), mas acreditamos no poder de Deus, do povo e dos combatentes — disse o chefe das forças aeroespaciais da Guarda Revolucionária, Majid Mousavi, nesta segunda-feira. — Onde quer que vocês estejam, responderemos com firmeza sempre que quisermos.
Antes do início da guerra, quando se especulava sobre o futuro do regime, um dos cenários propostos por analistas era a confirmação do domínio da Guarda Revolucionária. Com a “Operação Fúria Épica” em curso, a Guarda, criada por Ruhollah Khomeini para proteger a República Islâmica, tomou as rédeas militares e instalou aliados no comando político. A ausência do antigo líder supremo, Ali Khamenei, que atuava como mediador nos bastidores, acelerou o processo.
“A consolidação do controle da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) sobre a tomada de decisões no Irã indica que as autoridades políticas iranianas que atualmente negociam com os Estados Unidos não têm poder para determinar de forma independente as posições de negociação do Irã”, apontou análise publicada pelo Instituto para o Estudo da Guerra, dos EUA, na semana passada. “A IRGC parece ter marginalizado figuras mais pragmáticas com as quais os Estados Unidos negociaram.”
Ao menos um ponto traz convergência entre os aparatos civil e militar: ninguém está disposto a abrir mão do programa nuclear, acusado de ter finalidades militares pelo Ocidente. Na semana passada, Trump disse que os iranianos “concordaram com tudo”, sugerindo que Teerã estava de acordo com uma pausa longa (de até 20 anos) no enriquecimento de urânio, e que poderia enviar material já enriquecido ao exterior. Os iranianos negaram publicamente, e deixaram claro que esse tema não será tratado às pressas ou em postagens no Truth Social — fazer as vontades do republicano, no momento em que o regime se considera empoderado, seria uma declaração de submissão ao “Grande Satã”.
— Trump diz que o Irã não pode exercer seus direitos nucleares, mas não diz por qual crime. Quem é ele para privar uma nação de seus direitos? — disse no domingo o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, um reformista que, assim como Araghchi, foi atacado no passado pela Guarda por declarações vistas como excessivamente apaziguadoras.
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Pelo lado americano, um elemento é o maior entrave à paz: Donald Trump. A decisão de lançar uma guerra sem objetivos claros provocou cisões entre seus comandantes e assessores. Sua verborragia nas redes sociais alia mensagens de destruição civilizacional com mensagens sobre desfechos diplomáticos positivos. Muitas de suas falas, como sobre as supostas concessões nucleares, deixam o campo da comunicação oficial de chefe de Estado e avançam sobre o terreno da especulação e da propaganda: em uma publicação no Truth Social, afirmou que os EUA estão “ganhando a guerra” e acusou a imprensa local de criar uma atmosfera derrotista.
Nesta segunda-feira, Trump mais uma vez alternou ameaças com perspectivas otimistas. Em entrevista, disse ser “extremamente improvável” a extensão do cessar-fogo sem um acordo até quarta. Ao mesmo tempo, disse que um novo acerto com Teerã seria “muito melhor” do que o firmado em 2015 por seu antecessor Barack Obama, que estabelecia limites às atividades nucleares iranianas em troca do alívio de sanções. O texto, eficaz enquanto esteve em vigor, foi rasgado por Trump em 2018, e substituído por uma política mais agressiva que não produziu resultados positivos.
— O comportamento ilegal dos Estados Unidos e as posições contraditórias de seus líderes são incompatíveis com os princípios diplomáticos — disse Araghchi em conversa telefônica com o chanceler russo, Sergei Lavrov, citado pela Chancelaria iraniana, nesta segunda-feira.
Segundo reportagem do Wall Street Journal, a impaciência de Trump com a guerra, e o medo de tomar decisões que possam lhe causar problemas políticos nos EUA já preocupam assessores e aliados. Alguns veem suas bravatas, que raramente passam por revisão prévia, como riscos às negociações com os iranianos, e passam uma imagem de improvisação na Casa Branca. Em fevereiro, antes da guerra, uma pesquisa da Reuters em parceria com o instituto Ipsos mostrou que 61% dos americanos consideravam que o republicano ficou mais errático com a idade. Ele completará 80 anos em junho.
O chefe do Escritório das ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários, Thomas Fletcher, disse nesta segunda-feira que o dinheiro gasto pelos Estados Unidos no conflito contra o Irã poderia salvar milhões de pessoas pelo mundo. Em palestra em Londres, Fletcher mencionou os impactos econômicos e sociais causados pela guerra, e alertou que a normalização de discursos violentos é um presente para os autocratas.
— Para cada dia deste conflito, são gastos US$ 2 bilhões. Minha meta para um plano de prioridade máxima para salvar 87 milhões de vidas é de US$ 23 bilhões — disse Fletcher, durante palestra no centro de estudos britânico Chatham House, se referindo a uma iniciativa lançada no ano passado pela ONU, e que poderia ser financiada com o valor equivalente a duas semanas de guerra, chamada por ele de “irresponsável”.
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Fletcher, um ex-diplomata britânico, destacou os impactos graves da guerra além do Oriente Médio, mencionando o aumento dos preços de combustíveis e itens básicos, especialmente em países pobres: para ele, “sentiremos o impacto durante anos na África subsaariana e na África Oriental, empurrando muito mais pessoas para a pobreza”.
As doações feitas por nações mais ricas também começaram a rarear, agravando a crise de financiamento a ações humanitárias classificada por ele de “cataclísmica”. A agência comandada por Fletcher já sofreu um corte de 50% no orçamento.
— O efeito cascata da crise no Estreito de Ormuz, independentemente do que aconteça no Mar Vermelho, das crises nas cadeias de abastecimento e assim por diante, será que todos os outros países se tornarão menos generosos — afirmou, mencionando a crescente aversão política a gastos públicos com doações ao Sistema ONU e ONGs independentes. — [Os países doadores] não querem publicidade porque estão enfrentando protestos sobre os preços dos combustíveis [internos].
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Para ele, a atual guerra e a linguagem agressiva usada pelos beligerantes traz o risco de normalização de um discurso violento — o exemplo mais conhecido dessa retórica veio com a ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de eliminar a civilização iraniana e bombardear instalações do sistema elétrico e de dessalinização de água, uma declaração que, por si só, configura um crime de guerra na visão de juristas.
— A ideia de que, de repente, é aceitável dizer: “Vamos explodir tudo, vamos bombardear vocês até a Idade da Pedra, destruir sua civilização”, normalizar esse tipo de linguagem é realmente perigoso — explicou. — Isso dá mais liberdade a todos os outros aspirantes a autocratas ao redor do mundo para usar esse tipo de linguagem e esse tipo de tática, atacando infraestrutura civil e civis de uma forma que viola completamente o direito internacional.
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Trump é um notório crítico das Nações Unidas, que retirou seu país de importantes agências e iniciativas, contribuindo para os atuais problemas orçamentários. Para Fletcher, as relações com Washington na atual era trumpista são como uma “montanha-russa”, agravada pela pouca experiência de muitos de seus integrantes com o meio político.
— Para o governo Trump, a desordem é mais eficaz. A imprevisibilidade, pegar o adversário e o aliado desprevenidos, eles acreditam que isso traz mais resultados — afirmou Fletcher, ao mesmo tempo em que revelou ter convencido alguns funcionários do governo americano de que a ONU não é “apenas um bando de burocratas politicamente corretos, incompetentes, inúteis e exaustos”.
Uma mulher canadense foi morta a tiros nesta segunda-feira no sítio arqueológico das pirâmides de Teotihuacán, no centro do México, por um homem que depois cometeu suicídio, informaram as autoridades. Outras quatro pessoas ficaram feridas por disparos no ataque em um dos sítios arqueológicos mais emblemáticos do país, disse Cristóbal Castañeda, secretário de Segurança do Estado do México, onde as pirâmides estão localizadas. O casal de cariocas Henrique Reis e Marina Beta estava curtindo o último dia de férias no país quando foi surpreendido pelo ataque e acabou sendo feito refém pelo atirador.
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O secretário de Segurança acrescentou que entre os feridos estão dois colombianos, uma mulher russa e outra canadense. Além disso, duas pessoas ficaram feridas em quedas, detalhou a secretaria de Segurança local em um comunicado. Teotihuacán está localizada a 50 quilômetros da Cidade do México, de onde são oferecidos passeios diários para turistas nacionais e estrangeiros.
Em entrevista ao GLOBO, Henrique relatou que ele e a namorada tiravam fotos numa parte média de uma das pirâmides do local, a Pirâmide da Lua, num ponto até onde turistas podem subir, quando ouviram os primeiros disparos. Apesar do barulho, os dois não chegaram a se assustar, contou o rapaz. Como o local é conhecido por ter uma acústica especial, “é comum que haja barulhos o tempo todo”, principalmente de guias e turistas fazendo experimentações com a característica peculiar do sítio arqueológico.
Na sequência, conforme os visitantes no local começaram a correr, Henrique e Marina fizeram a mesma coisa. Como o casal de brasileiros estava mais distante da escada, que é bastante íngreme, não conseguiu descer antes que o atirador os ameaçasse no local. Segundo Henrique, cerca de 20 pessoas ficaram presas como reféns neste ponto da pirâmide.
— Por um tempo eu demorei para entender o que que era. Ele tinha uma bolsa. Eu achei que ele ia roubar a gente. Achei que era um ladrão e que ele ia pegar nossos pertences — relatou o carioca.
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Segundo o relato de Henrique, durante os cerca de 15 minutos que passaram sob poder do atirador, o homem disparava na direção dos reféns e chegou a atingir alguns deles. Durante esse tempo, o homem repetia frases um pouco desconexas, xingava os turistas e dizia que eles não deveriam estar ali num local “que deveria ser sagrado”.
— Os tiros passavam voando por cima da gente. A maioria dos que ele deu. Ele dava alguns para baixo também, para a parte onde é a cidade arqueológica. Onde estava todo mundo que conseguiu descer e quem já estava lá embaixo — detalhou.
Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram registros do momento do ataque. Nas imagens é possível ver várias pessoas abaixadas num ponto médio da pirâmide enquanto um homem armado vestido de camisa xadrez e máscara no rosto anda de um lado para o outro.
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Ao longo dos minutos que passaram ali, Henrique e Marina chegaram a ser ameaçados diretamente pelo atirador. O saco que o homem carregava, segundo o brasileiro, estava repleto de munições. Num dado momento, ele exigiu que um dos reféns cortasse uma cerca de plástico que impede a passagem para pontos mais altos da pirâmide. Nessa hora, contou Henrique, ele pediu a Marina que cortasse a estrutura e arremessou a faca no chão na direção dela. Na sequência, ele disse que se ela colaborasse, seria liberada. Marina então seguiu as orientações do atirador e foi liberada para descer as escadas.
— Meu maior medo nessa hora era que ele desse um tiro nela pelas costas — disse Henrique. — Graças a Deus ele não fez isso.
Pouco tempo depois, a polícia chegou ao local. Henrique relatou que o atirador começou a falar com ele dizendo que o brasileiro o estava deixando nervoso. Ele assume que a razão era por Henrique encará-lo sem parar. Diante disso, o homem o escolheu para descer da pirâmide e avisar aos policiais que havia muitos reféns lá em cima, a fim de convencer os agentes a não subirem e nem atirarem.
— Eu fui fazer o que ele mandou. Que era avisar para a polícia. Então eu quis deixar bem claro. E como o lugar é grande, eu gritei lá de cima. Mas mesmo quando eu cheguei perto dos policiais fiquei de mão levantada avisando: “tem refém lá em cima. Tem muitos reféns” — disse o brasileiro, que conseguiu ir embora do local com a namorada após os dois serem liberados.
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“O que aconteceu hoje em Teotihuacán nos causa profunda tristeza. Expresso minha mais sincera solidariedade às pessoas afetadas e suas famílias. Estamos em contato com a embaixada canadense”, publicou a presidente Claudia Sheinbaum nas redes sociais.
As autoridades federais encontraram “uma arma de fogo, uma arma branca (faca) e munição” no local, que permanece sob a proteção da polícia estadual e da Guarda Nacional, segundo um comunicado do Gabinete de Segurança Federal.
As Nações Unidas e a União Europeia anunciaram, nesta segunda-feira, que serão necessários US$ 71,4 bilhões (R$ 355 bilhões, na cotação atual) para reconstruir a Faixa de Gaza durante a próxima década, segundo estimativas de um estudo realizado com o Banco Mundial.
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“Esta avaliação considera os danos, as perdas econômicas e as necessidades de recuperação e reconstrução em Gaza após 24 meses de conflito”, indicaram em um comunicado conjunto.
As instituições detalharam que, durante os primeiros 18 meses, serão necessários US$ 26,3 bilhões (R$ 130,7 bilhões) “para restabelecer os serviços essenciais, reconstruir infraestruturas principais e apoiar a recuperação econômica”.
“Os danos materiais às infraestruturas são estimados em US$ 35,2 bilhões (R$ 175 bilhões), enquanto as perdas econômicas e sociais chegam a US$ 22,7 bilhões (R$ 113 bilhões)”, detalha o documento, que indica, ainda, que os setores mais afetados são “a habitação, a saúde, a educação, o comércio e a agricultura”.
A guerra em Gaza foi desencadeada após o ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, que deixou 1.219 mortos do lado israelense, a maioria civis, segundo um levantamento da AFP baseado em dados oficiais.
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A campanha de represálias israelense causou ao menos 72.549 mortos em Gaza, em sua maioria civis, de acordo com um balanço divulgado no sábado pelo Ministério da Saúde de Gaza — território controlado pelo Hamas —, cujos números são considerados confiáveis pela ONU.
Segundo o estudo, no total, mais de 371.888 moradias e quase todas as escolas foram destruídas ou danificadas, mais de 50% dos hospitais estão fora de serviço e a economia encolheu 84% no território. Aproximadamente 1,9 milhão de pessoas foram deslocadas, muitas delas várias vezes, e mais de 60% da população perdeu sua moradia.
O presidente da Argentina, Javier Milei, recebeu nesta segunda-feira a Medalha Presidencial de Honra de Israel, principal distinção civil concedida pelo país, em cerimônia oficial com o presidente Isaac Herzog. A homenagem ocorreu durante visita de Estado de Milei a Jerusalém e reforçou a aproximação diplomática entre os dois governos.
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Segundo a presidência israelense, a medalha reconhece o “apoio constante e firme” de Milei a Israel, além de seu compromisso com familiares das vítimas dos ataques de 7 de outubro de 2023. A condecoração é destinada a personalidades israelenses e estrangeiras que tenham prestado contribuição excepcional ao Estado de Israel ou à humanidade.
— No início de 2024, apenas alguns meses após o massacre de 7 de outubro, o presidente Milei optou por fazer sua primeira visita oficial ao Estado de Israel, enquanto a guerra ainda assolava o país. Juntos, visitamos o Kibutz Nir Oz e choramos juntos ao ver a destruição. Diante da profunda dor e do trauma vivenciados por toda a sociedade israelense, ele ofereceu sua corajosa amizade durante um dos momentos mais difíceis que já enfrentamos — disse o presidente israelense, que recebeu o argentino com todas as honras — tapete vermelho, hinos nacionais — em sua residência em Jerusalém.
A agenda de Milei em Israel inclui encontros com Herzog e com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. No domingo, os dois governos anunciaram os chamados “Acordos de Isaac”, iniciativa voltada ao fortalecimento da cooperação bilateral em áreas como tecnologia, inteligência artificial, comércio e transporte aéreo.
Durante a visita, Milei também reafirmou o alinhamento político com Israel e Estados Unidos em temas de segurança internacional. Desde o início de seu mandato, o presidente argentino tem ampliado laços com o governo israelense e defendido a transferência da embaixada argentina de Tel Aviv para Jerusalém.
— Assim como me sinto honrado com esta distinção, celebro a contínua reaproximação entre nossos povos, celebro a consolidação desta amizade, que tem sido um dos pilares da política externa do nosso governo e parte de um retorno aos valores judaico-cristãos que nos tornaram grandes — disse Milei. — Hoje, graças ao renovado abraço do povo argentino aos ideais de liberdade, retornamos ao caminho do Ocidente, aos valores judaico-cristãos e a tudo aquilo que nos tornou uma grande civilização — acrescentou, reiterando o “estreito laço de amizade” entre as nações, expressando sua esperança de que ele “perdure alo longo do tempo”.
Mais tarde, no último compromisso do dia — fechado à imprensa — o presidente visitou a Yeshiva Hebron, um dos mais importantes institutos de estudo da Torá, onde foi homenageado pela Academia de Estudos Talmúdicos.
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