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Uma coalizão liderada pela Arábia Saudita anunciou nesta quarta-feira que realizou “ataques preventivos limitados” no Iêmen para impedir que separatistas apoiados pelos Emirados Árabes Unidos (EAU) intensifiquem o conflito.
Os separatistas tomaram, em dezembro, grandes extensões do território do Iêmen, incluindo partes da província de Hadramaut, que faz fronteira com a Arábia Saudita.
As forças separatistas foram rechaçadas na semana passada por ataques aéreos da coalizão liderada pela Arábia Saudita e por uma contraofensiva terrestre.
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Tropas apoiadas pela Arábia Saudita posicionadas na cidade de Mukalla, na província costeira de Hadramawt, no sul do Iêmen
AFP
A aliança afirmou nesta quarta-feira que lançou os novos ataques para impedir que o líder separatista Aidaros Alzubidi “escale o conflito” e o estenda para a região de Aldhale.
Acrescentou que “trabalha com o governo iemenita e as autoridades locais (…) para apoiar os esforços de segurança e manter a ordem”.
Alzubidi, segundo a coalizão, “fugiu para um local desconhecido”, depois de não ter embarcado em um avião que deveria levá-lo à Arábia Saudita para participar de negociações de paz.
Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, países petrolíferos e vizinhos, apoiam facções rivais dentro do fragmentado governo do Iêmen, que controla o sul do país.
Inicialmente, uniram forças na coalizão saudita contra os rebeldes huthis, apoiados pelo Irã, que desde 2014 controlam grande parte do norte do país.
Aldrich Ames, o agente da Agência Central de Inteligência de Estados Unidos (CIA) que foi condenado à prisão perpétua por vender segredos a Moscou, morreu na segunda-feira sob custódia, informaram autoridades de Estados Unidos.
Ames, que morreu aos 84 anos, segundo a Agência Federal de Prisões, trabalhou como analista de contrainteligência por 31 anos. Junto com a esposa, Rosario, foi condenado em 1994 por vender informações à União Soviética entre 1985 e 1993 em troca de mais de US$ 2,5 milhões.
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Segundo a Justiça de Estados Unidos, a traição comprometeu dezenas de operações secretas e custou a vida de uma dúzia de agentes duplos que espionavam para Washington.
Ames foi chefe do setor soviético no grupo de contrainteligência da CIA.
O estilo de vida luxuoso dele e da esposa na época levantou suspeitas: mantinham dinheiro em contas bancárias suíças, dirigiam um Jaguar e acumulavam US$ 50 mil anuais em faturas de cartões de crédito.
Promotores federais disseram que Ames espionou para a União Soviética e, após o colapso russo, continuou vendendo informações a Moscou, até ser descoberto em 1994.
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Com base em informações falsas fornecidas por Ames, funcionários da CIA desinformaram repetidamente os presidentes de Estados Unidos Ronald Reagan, George H. W. Bush e outros altos cargos sobre capacidades militares soviéticas e outros detalhes estratégicos.
O processo contra Ames intensificou as tensões entre Washington e Moscou, mesmo quando o movimento de reformas da “perestroika”, do então presidente da antiga URSS, Mikhail Gorbachev, dava lugar à “glasnost”, ou abertura, em direção a Ocidente, sob Boris Yeltsin, o primeiro líder russo após a era soviética.
O então diretor da CIA, James Woolsey, renunciou em meio ao escândalo, depois de se recusar a demitir ou rebaixar colegas por causa do caso, em Langley, Virgínia, onde fica a sede da agência de espionagem.
O então presidente de Estados Unidos Bill Clinton classificou o caso Ames como “muito grave” e sugeriu que poderia prejudicar os laços com Moscou.
O Kremlin minimizou o incidente, e um diplomata russo descreveu os americanos como “extremamente emocionais”.
Um terremoto de magnitude 6,4 sacudiu a costa sul de Filipinas nesta quarta-feira, informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), sem que fosse emitido alerta de tsunami nem registrados danos imediatos.
O tremor, inicialmente registrado pelo USGS com magnitude de 6,7, ocorreu a cerca de 27 quilômetros a leste da Cidade de Santiago, na ilha de Mindanao, segundo o órgão.
Nash Paragas, um socorrista na província de Davao Oriental, disse à AFP que não havia relatos iniciais de vítimas ou danos.
– Houve um tremor. Vi alguns carros se moverem, mas acho que foi apenas por um breve período, cerca de cinco segundos – disse ele.
O leste de Mindanao foi atingido em outubro por dois terremotos de magnitudes 7,4 e 6,7 que mataram pelo menos oito pessoas.
Esses tremores ocorreram após um sismo de magnitude 6,9 ​​dias antes, que matou 76 pessoas e destruiu ou danificou 72 mil casas na província de Cebu, na região central do país, segundo dados do governo.
Terremotos são quase diários nas Filipinas, país localizado no Círculo de Fogo do Pacífico, um arco de intensa atividade sísmica que se estende do Japão, passando pelo Sudeste Asiático e pela bacia do Pacífico.
O Japão exigiu que a China revogue a recente decisão de reforçar os controles sobre a exportação de produtos de uso duplo civil e militar, entre os quais podem estar incluídas as terras-raras.
O Ministério do Comércio chinês anunciou na terça-feira que as autoridades “decidiram reforçar os controles de exportação de artigos de uso duplo ao Japão”, acrescentando que as novas medidas entraram em vigor imediatamente.
A decisão foi tomada num momento em que Pequim aumenta a pressão sobre Tóquio, depois que a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sugeriu em novembro que o arquipélago asiático poderia reagir militarmente diante de qualquer ataque a Taiwan.
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Pequim reivindica essa ilha de regime independente como parte de seu próprio território e não descarta sequer tomá-la pela força.
Embora o comunicado chinês não mencionasse itens específicos, o texto alimentou a preocupação no Japão de que o gigante asiático possa restringir o fornecimento de terras-raras, minerais essenciais para indústrias como a tecnologia e a defesa.
Alguns desses elementos constam em uma lista chinesa de produtos considerados de uso duplo.
Horas após o anúncio chinês, Masaaki Kanai, secretário-geral do Escritório de Assuntos da Ásia e da Oceania do Ministério das Relações Exteriores japonês, “protestou energicamente e exigiu a retirada dessas medidas”.
Ele apresentou a queixa a Shi Yong, subchefe de missão da embaixada chinesa, informou a chancelaria japonesa em comunicado datado de terça-feira.
Kanai afirmou que essas medidas “se desviam significativamente da prática internacional, são absolutamente inaceitáveis e profundamente lamentáveis”.
A consultoria de riscos globais Teneo avaliou que a redação ambígua da declaração chinesa pode ter como objetivo pressionar Takaichi a adotar uma postura mais conciliadora em relação a China.
Comandantes das guerrilhas colombianas que supostamente atuam na Venezuela estariam fugindo de volta para o seu país, após a operação militar dos Estados Unidos que resultou na deposição de Nicolás Maduro, indicou nessa terça-feira (6) uma fonte das forças da Colômbia.
Bogotá suspeita que líderes de organizações rebeldes poderosas, como o Exército de Libertação Nacional (ELN), e de facções dissidentes das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) estavam vivendo do outro lado da fronteira. Segundo uma autoridade das Forças Armadas, alguns deles tentam, agora, retornar para a Colômbia.
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A operação ordenada por Donald Trump no último sábado capturou Maduro, um dos mediadores das tentativas de diálogo de paz entre os guerrilheiros e o governo do colombiano Gustavo Petro. Centros de estudo sobre o conflito e organizações como a Human Rights Watch afirmam que grupos armados como o ELN atuam na Venezuela com o conhecimento das autoridades, e que chegaram a contar com o apoio delas em zonas fronteiriças, o que Maduro sempre negou.
O governo Petro acredita que os líderes dessa guerrilha podem estar na Venezuela. Suspeita-se que o comandante máximo do ELN, Antonio García, tenha cruzado a fronteira, assim como o ex número dois das Farc, Iván Márquez, que, após assinar a paz em 2016, formou sua própria organização armada.
A presença de líderes guerrilheiros na fronteira representa uma ameaça à segurança da Colômbia após a queda de Maduro, segundo o Ministério da Defesa.
Quando o presidente deposto foi enviado a Nova York para responder perante a Justiça, Bogotá emitiu um alerta sobre possíveis atentados. Em seguida, mobilizou cerca de 30 mil militares para garantir a ordem na fronteira, de mais de 2.200km.
A AFP observou a presença de militares colombianos na cidade fronteiriça de Cúcuta por ordem de Petro, em meio a ameaças de Trump sobre um possível ataque em solo colombiano contra o narcotráfico, e às suas ameaças ao presidente esquerdista.
Petro, um ex-guerrilheiro que assinou a paz na década de 1990, afirmou que está disposto a pegar em armas para se defender de Washington. Grupos guerrilheiros colombianos alertaram Trump de que vão resistir com armas a qualquer tentativa de entrada em seu país.
A captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, durante uma rápida operação militar dos Estados Unidos na madrugada do último sábado revelou a fragilidade não apenas das forças de Defesa da Venezuela, mas também da eficiência da inteligência cubana. O governo cubano afirmou que 32 oficiais das Forças Armadas Revolucionárias e do Ministério do Interior, responsáveis pelos serviços de inteligência, foram mortos em serviço enquanto faziam parte da equipe de segurança de Maduro, um dos alvos mais valiosos sob proteção da inteligência de Cuba. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A operação militar de larga escala dos Estados Unidos na Venezuela que culminou no último fim de semana com a captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, contou com semanas de planejamento, inteligência de ponta e a execução controlada por parte das tropas americanas. Como resultado, imagens de satélite e registros audiovisuais mostram áreas com infraestrutura militar seriamente afetada, colunas de fumaça persistentes e danos visíveis em complexos estratégicos de Caracas e estados vizinhos. No país, os dias que se seguiram foram marcados pela tentativa de normalização da vida cotidiana, a reorganização do comando político e militar e por incertezas quanto ao impacto humano e material da ofensiva. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Longe de acreditar que a saída de Nicolás Maduro do poder significará uma abertura política no país que levará, entre outras coisas, à liberação dos 863 presos políticos que vivem em condições de isolamento, em muitos casos sofrendo torturas e adoecendo pelas condições desumanas de reclusão, seus familiares vivem dias de angústia e incerteza na Venezuela chavista. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, nomeou nesta terça-feira o líder de sua equipe econômica, uma posição que ela ocupou até a queda de Nicolás Maduro e que é prioridade de sua administração. Este é o primeiro anúncio de mudança feito por Delcy à frente do governo, que designou Calixto Ortega Sánchez como vice-presidente da área econômica.
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Delcy era a vice-presidente do país e primeira na linha de sucessão, mas também atuava como ministra de Hidrocarbonetos e “czar” da economia.
Seu substituto foi presidente do Banco Central da Venezuela entre 2018 e 2025. Antes disso, Ortega Sánchez trabalhou na indústria do petróleo.
— Até o fim de 2026, esperamos consolidar os números de 2025 e crescer ainda mais — disse Delcy Rodríguez na TV estatal, citando a estimativa de crescimento de 6,5% da Cepal para 2025.
O cenário econômico venezuelano é complexo, com uma desvalorização da moeda local de quase 500% que reacende os temores de uma hiperinflação. Não obstante, especialistas melhoraram suas perspectivas para 2026 com Delcy Rodríguez à frente do governo.
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Delcy assumiu as rédeas da política econômica durante os anos da crise mais profunda, quando flexibilizou controles e despenalizou o uso do dólar.
A presidente interina assume o governo sob a lupa do presidente americano, Donald Trump, que ordenou o bombardeio a Caracas que levou à captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, acusados de narcotráfico nos Estados Unidos.
O republicano manifestou especial interesse nas reservas de petróleo da Venezuela, enquanto Delcy defende uma relação equilibrada e de respeito. Especialistas estimam que a nova administração pode levar a uma flexibilização do embargo vigente desde 2019.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje que a Venezuela enviará aos EUA até 50 milhões de barris de petróleo. Segundo o republicano, o produto será vendido e a receita obtida beneficiará ambos os países.
“Tenho o prazer de anunciar que as autoridades interinas da Venezuela entregarão entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo de alta qualidade, sujeito a sanções, aos Estados Unidos”, escreveu Trump em uma publicação em sua rede social.
“Este petróleo será vendido ao preço de mercado, e esse dinheiro será controlado por mim, como Presidente dos Estados Unidos da América, para garantir que seja usado em benefício do povo da Venezuela e dos Estados Unidos!”, acrescentou Trump.
A Venezuela acumula milhões de barris de petróleo em navios e tanques de armazenamento, sem conseguir exportá-los por causa de um bloqueio imposto pelos EUA, em vigor desde dezembro. Segundo fontes ouvidas pela agência Reuters, autoridades da Venezuela e dos Estados Unidos já estavam discutindo a exportação de petróleo bruto venezuelano para os americanos. Um acordo para vender o petróleo parado da Venezuela às refinarias dos EUA redirecionaria embarques que antes seguiriam para a China.
O gigante asiático é o maior comprador da Venezuela na última década, especialmente desde que os americanos impuseram sanções a empresas envolvidas no comércio de petróleo venezuelano em 2020.
Representantes do Departamento de Energia e da Casa Branca não responderam imediatamente aos pedidos de mais detalhes sobre o anúncio de Trump. Considerando os níveis de produção anteriores ao bloqueio americano, o volume anunciado pelo presidente representaria o equivalente a cerca de 30 a 50 dias da produção venezuelana de petróleo Os Estados Unidos produzem cerca de 13,8 milhões de barris por dia.
Considerando os preços atuais do petróleo bruto WTI, referência nos EUA, o volume poderia ser avaliado em mais de US$ 2,8 bilhões.
Trump afirmou que o petróleo autorizado “será transportado por navios-tanque e levado diretamente para os cais de descarga nos Estados Unidos”. Na publicação, o presidente disse ter incumbido o Secretário de Energia, Chris Wright, de executar o plano “imediatamente”.
Embora a transferência de petróleo de Trump pareça se concentrar na produção nova e existente, ele também se vangloriou do gigantesco potencial petrolífero da Venezuela. O país é abençoado com vastas reservas de petróleo, mas sua produção caiu em relação aos níveis recordes da década de 1970, após décadas de negligência e a saída de algumas empresas petrolíferas americanas.

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