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O governo espanhol e a Igreja Católica chegaram a um acordo nesta quinta-feira sobre um sistema para “quitar uma dívida histórica” ​​e fornecer reparações às vítimas de abuso sexual por membros do clero, após anos de relutância e opacidade por parte da hierarquia eclesiástica. O pacto, assinado nesta quinta-feira pelo Ministério da Justiça e pela Conferência Episcopal Espanhola (CEE), prevê “reparações abrangentes para as vítimas de abuso sexual dentro da Igreja” que não podem recorrer aos tribunais comuns, geralmente devido à prescrição, afirmou o ministério em um comunicado à imprensa.
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O acordo permite “quitar uma dívida moral histórica que tínhamos com as vítimas de abuso”, já que “durante décadas houve silêncio, houve acobertamento, danos morais que muitas vezes são impossíveis de compensar”, afirmou o Ministro da Justiça, Félix Bolaños, em uma coletiva de imprensa.
O ministro indicou que as reparações serão financiadas pela Igreja, que, até então, se recusava a participar de um esquema desse tipo. “Para nós, [o acordo] representa mais um passo adiante no caminho que temos trilhado há anos”, afirmou Luis Argüello, presidente da Conferência Episcopal Espanhola (CEE), que disse que será “uma abordagem complementar” ao mecanismo interno que a Igreja já havia implementado para compensar os afetados.
O Vaticano deu “um impulso necessário e essencial para chegarmos a este acordo”, observou Bolaños, que já havia discutido o assunto com o falecido Papa Francisco e com o Secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin.
Avaliação “positiva”
O anúncio foi bem recebido pelas associações de vítimas, que há anos criticam a inação da Igreja neste país com sua profunda tradição católica.
“Nossa avaliação é positiva. Acreditamos que isso é algo pelo qual temos lutado há muitos anos”, disse Juan Cuatrecasas, porta-voz da Associação da Infância Roubada, à AFP. “O fato de a Igreja estar agora, mesmo que devido à pressão do Vaticano, se comprometendo com as reparações, parece-nos muito importante”, acrescentou.
Através do novo sistema, que deverá estar operacional dentro de um mês, as vítimas apresentarão suas queixas ao Provedor de Justiça, que proporá reparações que podem ser “econômicas, morais, psicológicas, restaurativas ou até mesmo as quatro simultaneamente”, explicou Bolaños.
Se a vítima ou a Igreja não aceitarem essa proposta, ela será analisada por uma “comissão mista composta por Igreja, Estado e vítimas”, e se também não houver acordo nessa comissão, “prevalecerá a decisão do Provedor de Justiça”, acrescentou o ministro. O sistema estará em vigor por um ano, “renovável por dois”, um período “mais do que suficiente para que todas” as vítimas “iniciem o processo”, disse Bolaños.
Sem “imposição”
A Conferência Episcopal Equatoriana (CEE) esclareceu em comunicado que o acordo “não se baseia na imposição de uma obrigação legal, mas sim no compromisso moral da Igreja”. A Conferência Episcopal Espanhola (CEE) também saudou o fato de o governo do socialista Pedro Sánchez ter concordado em isentar as indenizações financeiras de impostos, já que, caso contrário, as vítimas teriam que pagar até 30% do valor recebido, segundo Luis Argüello.
Por fim, a CEE celebrou o compromisso do governo “em abordar a reparação integral das vítimas de abusos em todas as esferas da vida social”, algo que a Igreja vinha exigindo, pois sempre insistiu que o foco não fosse apenas nela ao se discutir esses abusos.
Diante da inação da Igreja e a pedido do Parlamento espanhol, o Provedor de Justiça preparou um relatório, publicado em 2023, que estimou que, desde 1940, mais de 200 mil menores sofreram abuso sexual por parte do clero católico, número que subiria para 400 mil se fossem incluídos os abusos cometidos por leigos em contextos religiosos.
A Igreja encomendou uma auditoria a um escritório de advocacia que identificou pelo menos 2.056 vítimas. Mas a Conferência Episcopal Espanhola (CEE), crítica tanto do relatório do Provedor de Justiça quanto da auditoria, publicou seu próprio relatório, que documentou 1.057 “casos registrados” em suas diversas dioceses, dos quais apenas 358 foram considerados “comprovados” ou “plausíveis”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite de quarta-feira que espera que os EUA administrem a Venezuela e extraiam petróleo de suas vastas reservas por anos. Em entrevista ao New York Times, Trump disse que o governo interino venezuelano, formado inteiramente por aliados de Nicolás Maduro, está cooperando com Washington. Ao ser perguntado por quanto tempo sua administração exigirá supervisão direta sobre o país sul-americano, porém, o líder republicano evitou estabelecer prazos:
— Só o tempo dirá — disse, acrescentando que a política dos EUA ocorre sob a ameaça permanente de uma ação militar. — Nós vamos reconstruí-la de uma forma muito lucrativa. Vamos usar petróleo, e vamos tirar petróleo. Estamos baixando os preços do petróleo, e vamos dar dinheiro à Venezuela, algo que eles precisam desesperadamente.
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As declarações foram feitas pouco após integrantes do governo americano afirmarem que os EUA planejam assumir o controle da venda do petróleo venezuelano por tempo indeterminado. A medida faz parte de um plano em três fases apresentado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, a membros do Congresso. Embora parlamentares republicanos tenham apoiado em grande parte as ações do governo, democratas reiteraram na quarta-feira seus alertas de que o país caminha para uma intervenção internacional prolongada sem uma base legal clara.
Durante a entrevista, Trump foi questionado mais uma vez sobre por quanto tempo os EUA deveriam permanecer como tutores políticos da Venezuela. Indagado se o período seria de três meses, seis meses, um ano ou mais, ele respondeu: “Eu diria que muito mais tempo”. Na mesma conversa, o presidente abordou diversos temas, entre eles o tiroteio fatal envolvendo agentes do Serviço de Imigração (ICE) em Minneapolis, a imigração, a guerra entre Rússia e Ucrânia, a Groenlândia, a Otan, sua saúde e planos para novas reformas na Casa Branca.
Tempo indefinido
Trump não assumiu compromissos sobre quando eleições seriam realizadas na Venezuela, que teve uma longa tradição democrática do fim dos anos 1950 até Hugo Chávez chegar ao poder em 1999. Ele também não respondeu o motivo de ter reconhecido Delcy Rodríguez, vice-presidente de Maduro, como líder da Venezuela, em vez de apoiar María Corina Machado, líder opositora cujo partido conduziu uma campanha eleitoral bem-sucedida contra Maduro em 2024 e que recebeu o Nobel da Paz. Questionado se havia falado com Delcy, ele se recusou a comentar.
— Mas o Marco fala com ela o tempo todo — disse, referindo-se ao secretário de Estado Marco Rubio. — Posso dizer que estamos em comunicação constante com ela e com o governo.
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Pouco depois de quatro repórteres do New York Times se sentarem com Trump, o presidente interrompeu a entrevista para atender a uma ligação do líder da Colômbia, Gustavo Petro. O contato ocorreu dias depois de Trump ter ameaçado tomar medidas contra a Colômbia por seu papel como polo do tráfico de cocaína. O americano convidou os repórteres a permanecerem para ouvir a conversa, sob a condição de que o conteúdo permanecesse fora do registro. Estavam presentes o vice-presidente JD Vance e Rubio, que deixaram o local após o fim da ligação.
Depois de falar com Petro, Trump ditou a um assessor uma publicação para sua rede social afirmando que o colombiano havia ligado “para explicar a situação das drogas” provenientes de laboratórios rurais de cocaína e que fora convidado a visitar Washington. A ligação, que durou cerca de uma hora, pareceu afastar qualquer ameaça imediata de ação militar dos EUA contra a Colômbia. Trump indicou ainda acreditar que a captura de Maduro intimidou outros líderes da região a se alinharem a Washington. Ao NYT, Trump celebrou a operação.
Ele disse ter acompanhado de perto o treinamento das forças, incluindo a construção de uma réplica em tamanho real do complexo onde Maduro estava com a esposa, Cilia Flores. Trump afirmou temer que a operação se transformasse em um “desastre do Jimmy Carter”, em referência à fracassada missão de resgate de reféns americanos no Irã, em 1980. Na ocasião, um helicóptero americano colidiu com uma aeronave no deserto, uma tragédia que marcou o legado de Carter, mas levou à criação de forças de operações especiais muito mais bem treinadas.
— Não sei se ele (Carter) teria vencido a eleição. Mas certamente não tinha chance alguma depois daquele desastre — disse Trump, comparando o sucesso da captura de Maduro, em uma operação que matou cerca de 70 venezuelanos e cubanos, com ações conduzidas por governos anteriores. — Você não teve um Jimmy Carter derrubando helicópteros por todo lado, nem um desastre do Afeganistão do [ex-presidente Joe] Biden (quando a retirada americana no país, em 2021, resultou na morte de 13 militares dos Estados Unidos).
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Futuro venezuelano
Trump disse que os EUA já começaram a obter ganhos financeiros ao apreender petróleo que estava sob sanções internacionais. Ele citou o anúncio feito na noite de terça de que Washington obterá entre 30 milhões e 50 milhões de barris de petróleo bruto pesado venezuelano. Trump, no entanto, não estabeleceu um cronograma para o processo e reconheceu que a recuperação do setor petrolífero levará anos.
— O petróleo vai levar um tempo — afirmou.
O presidente pareceu muito mais focado na missão de resgate do que nos detalhes de como conduzir o futuro da Venezuela. Ele se recusou a dizer, por exemplo, em que circunstâncias enviaria tropas americanas ao território venezuelano. Questionado se isso ocorreria caso o governo local bloqueasse o acesso ao petróleo ou se se recusasse a expulsar militares russos e chineses, respondeu: “Não posso dizer isso”. Trump disse que autoridades venezuelanas têm o tratado “com grande respeito”, indicando que boa relação “com o governo que está lá agora”.
O americano também evitou responder por que não instalou Edmundo González Urrutia, o diplomata aposentado reconhecido pelos EUA e outros governos internacionais como vencedor da eleição presidencial venezuelana de 2024. González Urrutia era considerado um candidato de consenso da oposição, ligado a María Corina Machado. Trump reiterou que aliados de Maduro seguem cooperando com Washington:
— Eles estão nos dando tudo o que consideramos necessário. Não se esqueçam de que eles tomaram o petróleo de nós anos atrás — afirmou, em referência à nacionalização de ativos de empresas petrolíferas americanas.
Segundo Trump, executivos do setor de energia dos Estados Unidos já foram procurados para investir nos campos venezuelanos. Muitos, porém, demonstram cautela, temendo que a operação perca sustentação quando Trump deixar o cargo ou que militares e serviços de inteligência da Venezuela minem o processo por estarem excluídos dos lucros. Ao fim da entrevista, Trump disse que gostaria de visitar a Venezuela no futuro.
— Acho que em algum momento será seguro — afirmou.
A morte de uma mulher de 37 anos em Minneapolis, alvejada por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês) na quarta-feira, deu início a uma guerra de narrativas entre republicanos leais ao governo e opositores do Partido Democrata, à medida que imagens gravadas deste que é o 9º caso de disparo de arma de fogo envolvendo um funcionário da agência federal nos últimos quatro meses vão sendo publicadas (veja abaixo). A cena provocou reações diversas, inclusive por parte do presidente dos EUA, Donald Trump, que classificou a gravação como “horrível de assistir” em uma entrevista ao New York Times — pouco depois de ter culpado a vítima pela ação do agente de segurança. As imagens contestam a versão oficial, que culpa a mulher pelo incidente.
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A sequência básica dos acontecimentos na cidade localizada em Minnesota — marcada nos últimos anos por inquietações sociais após casos de violência, como a morte do homem negro George Floyd por um policial branco — não é contestada: a motorista de um veículo é abordada por agentes do ICE após bloquear a pista durante um protesto. Ela dá ré e depois avança. Um agente próximo do veículo dispara. A motorista, identificada posteriormente como Renee Nicole Good, morre.
Vídeo mostra momento em que agente do ICE atira em mulher em Minneapolis
A interpretação sobre os fatos — e sobre as imagens — é que ocorreu de maneira radicalmente diferente. Líderes políticos deram seus veredictos em questão de horas, apresentando narrativas aparentemente conclusivas, mesmo sem os fatos estarem devidamente esclarecidos.
Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump descreveu o caso como um ataque violento contra um agente federal. Ele afirmou que a motorista do veículo seria “uma agitadora profissional”, afirmando que ela teria gritado e resistido às ordens das autoridades, até “atropelar violentamente, intencionalmente e cruelmente” o agente do ICE. Ainda disse que o agente parecia ter atirado “em legítima defesa”.
A secretária de Segurança Interna Kristi Noem foi além em suas conclusões. Em uma coletiva de imprensa no Texas, ela classificou o caso como “um ato de terrorismo doméstico”, reforçando as afirmações do presidente sobre a intenção da mulher — mãe de três filhos, incluindo uma criança de seis anos — em atropelar o agente, e o enquadramento do caso como legítima defesa.
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Em Minnesota, os dois democratas mais proeminentes do Estado assistiram às mesmas imagens e chegaram à conclusão oposta. O governador Tim Walz instou o público a rejeitar o que chamou de “máquina de propaganda” do governo federal, e observou que Washington já havia declarado o caso encerrado antes mesmo de os investigadores retirarem a mulher de seu veículo. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, rechaçou a alegação de legítima defesa como “absurda”, e usou um palavrão para dizer que o ICE deveria sair da cidade.
Uma análise visual realizada pelo New York Times, a partir de vídeos gravados no local do incidente, aponta que as imagens contradizem a versão da Casa Branca. A publicação afirma que um vídeo de um ângulo de trás do carro — provavelmente o visto primeiramente por Trump e seus aliados — dá a impressão de que o veículo tivesse tentado atropelar o agente. Contudo, ao cruzar com imagens filmadas do lado oposto, fica claro que o agente estava fora da rota traçada pela motorista, que mais parecia tentar se retirar do local.
As imagens analisadas pelo New York Times ainda mostram que os agentes impediram cidadãos no local, incluindo um que se identificou como médico, de prestarem primeiros-socorros à vítima. A análise sugere que os agentes também podem ter alterado a cena de um possível crime.
Foto de Renee Good é colada em poste, no local em que ela foi morta por agente do ICE
David Guttenfelder/The New York Times
Em entrevista à rede americana CNN, o ex-agente do FBI Josh Campbell afirmou que a situação pode ser mais complexa de analisar do que os comentários iniciais das autoridades. Campbell afirmou que os agentes não recebem treinamento ou autorização para disparar contra um veículo apenas para impedi-lo de progredir, mas que o agente também não é obrigado a recuar ao se deparar com alguém potencialmente violento. A direção do veículo e intenção da vítima, pelas imagens, também entram em um campo interpretativo.
— Essa situação é tão explosiva, porque envolve essencialmente dois aspectos: Existe a política, a lei, o que os agentes estão autorizados a fazer, e existe também a questão do julgamento: só porque você pode fazer algo, isso significa que você deveria? — disse o analista da CNN.
Em uma entrevista exclusiva a repórteres do New York Times, na quarta-feira, Trump falou sobre o vídeo novamente — após a postagem nas redes sociais. Ele disse não querer “ver ninguém ser baleado”, mas afirmou que também não era de ser agrado ter ninguém “gritando e tentando atropelar policiais”, culpando a mulher pelo crime.
Assessora de Donald Trump mostra gravação de incidente em Minneapolis a repórteres do New York Times
Doug Mills/The New York Times
O presidente insistiu em exibir imagens do local do crime aos repórteres, mas antes da exibição reconheceu a natureza trágica do caso. Enquanto um vídeo em câmera lenta do tiroteio era exibido, segundo os repórteres, o presidente foi contestado de que o ângulo não parecia mostrar que um agente do ICE havia sido atropelado.
— Bem — disse Trump. — Eu… do jeito que eu vejo…
Ao final do vídeo, o presidente americano afirmou se tratar de “uma cena terrível”.
— Acho horrível de assistir. Não, eu detesto ver isso — disse.
Questionado se os disparos — o mais recente de uma série de nove disparos feitos por agentes do ICE contra pessoas de cinco estados e de Washington, resultando em ao menos um outro morto — eram um sinal de que as operações da agência tinham ido longe demais Trump esquivou-se da pergunta, culpando as políticas de imigração de seu antecessor. (Com NYT)
Um passageiro viveu momentos de terror após uma bateria externa explodir dentro do bolso de sua jaqueta em uma estação de metrô de Xangai, na China. O incidente ocorreu enquanto o homem descia uma escada rolante na estação ferroviária oeste da cidade, provocando correria e pânico entre os demais usuários. As cenas foram registradas em vídeos que circularam nas redes sociais e na mídia local nos últimos dias.
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As imagens mostram o passageiro correndo pela estação com as roupas em chamas, enquanto pessoas ao redor recuavam assustadas. Em seguida, um segundo vídeo revela o local tomado por uma densa fumaça preta, o que levou à paralisação temporária dos serviços. Testemunhas relataram que o fogo começou sem qualquer aviso prévio. “Ficamos chocados ao ver o homem fugindo com chamas na jaqueta. As pessoas começaram a gritar e imediatamente alertamos a equipe da estação”, disse uma passageira à imprensa local.
Confira o momento:
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Equipamento tinha certificação e não estava em uso
Segundo informações divulgadas pelas autoridades, faíscas teriam saído do bolso do homem segundos antes de o incêndio se alastrar. O carregador portátil havia sido comprado no mês anterior, possuía a certificação de segurança 3C — exigida na China — e não estava conectado a nenhum aparelho no momento da explosão. O fogo foi controlado rapidamente, e, de forma considerada milagrosa pelas testemunhas, não houve registro de ferimentos graves.
Após o episódio, autoridades chinesas emitiram novos alertas sobre os riscos associados a baterias externas. De acordo com os órgãos de segurança, esses dispositivos podem pegar fogo mesmo quando estão ociosos, em razão de curtos-circuitos internos, defeitos de fabricação, exposição a altas temperaturas ou danos causados por carregamento inadequado.
O caso na China ocorre em meio a preocupações semelhantes nos Estados Unidos. Recentemente, autoridades de emergência de Oklahoma relataram um incidente em que uma bateria externa de íon-lítio explodiu dentro de uma residência, quase atingindo dois cães. O dispositivo, deixado ao alcance dos animais, entrou em combustão após um deles mastigá-lo, espalhando faíscas e fumaça e incendiando móveis da casa. Os cães conseguiram escapar e foram resgatados sem ferimentos, segundo o Corpo de Bombeiros de Tulsa.
A corporação norte-americana divulgou imagens do ocorrido e reforçou o alerta para que baterias portáteis não sejam deixadas sem supervisão, especialmente perto de animais de estimação. O órgão destacou que carregadores danificados, perfurados ou com falhas internas podem entrar em combustão de forma súbita, sem sinais prévios.
A morte de Renee Nicole Good, de 37 anos, baleada por um agente do ICE em Minneapolis, ganhou novos contornos dramáticos após a divulgação de imagens da esposa da vítima em prantos, tomada pelo desespero no local do tiroteio. Chorando, ela afirmou se sentir responsável pela tragédia.
Agente de imigração dos EUA mata mulher a tiros em Minneapolis; incidente provocou protestos pelo país
— Eu fiz ela vir para cá, é culpa minha. Eles acabaram de atirar na minha esposa — disse a mulher, não identificada, em meio a lágrimas, segundo vídeos gravados por testemunhas.
De acordo com relatos no local, Renee Good e a companheira atuavam como observadoras legais, filmando a abordagem de agentes federais durante um protesto contra operações migratórias na cidade. Testemunhas afirmam que Renee foi atingida três vezes no rosto quando um agente abriu fogo durante a confusão na rua.
As autoridades federais alegam que a vítima tentou atropelar agentes com o carro, versão que é contestada por autoridades locais, testemunhas e pela Prefeitura de Minneapolis, que classificou a ação como imprudente. Vídeos analisados pela imprensa mostram agentes se aproximando de um SUV parado, tentando abrir a porta do motorista, antes de os disparos serem efetuados quando o veículo tenta se mover.
O caso está sob investigação do FBI. Em comunicado, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou que o agente disparou em “legítima defesa”, alegando que o carro teria sido usado como arma. Já o Conselho Municipal de Minneapolis disse que Renee estava apenas “cuidando de seus vizinhos”.
O episódio provocou protestos e vigílias na cidade e em outras regiões dos Estados Unidos, reacendendo o debate sobre uso da força por agentes federais e a presença do ICE em cidades governadas por democratas. O local do tiroteio fica a cerca de 1,5 km de onde George Floyd foi morto em 2020.
A comoção aumentou com o depoimento da esposa de Renee, cuja dor passou a simbolizar a revolta de manifestantes que pedem o fim das operações do ICE na cidade. As escolas públicas de Minneapolis cancelaram as aulas pelo restante da semana, citando preocupações com segurança após confrontos e prisões próximas a unidades escolares.
Mais dois milhões de pessoas participaram, nesta terça-feira (6), da tradicional Procissão dos Três Reis Magos na Polônia, uma das maiores celebrações públicas católicas da Europa. Conhecido localmente como Orszak Trzech Króli, o evento marcou a Epifania e mobilizou comunidades de norte a sul do país, com desfiles realizados simultaneamente em 941 cidades e vilas.
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Vestidos como personagens bíblicos e usando coroas de papel, os participantes percorreram as ruas ao som de cânticos natalícios até presépios montados em praças públicas. Em Varsóvia, a principal procissão partiu do Monumento a Copérnico, seguiu pela Krakowskie Przedmieście e terminou na Praça do Castelo, no centro histórico, reunindo milhares de pessoas. Pela primeira vez, o desfile da capital foi transmitido ao vivo em inglês pela EWTN Polónia.
A Epifania, celebrada em 6 de janeiro, recorda a manifestação de Jesus Cristo ao mundo, simbolizada na tradição cristã pela visita dos Três Reis Magos ao menino recém-nascido, guiados por uma estrela. A data marca o reconhecimento de Cristo como salvador não apenas pelos judeus, mas também pelos povos estrangeiros, e encerra oficialmente o ciclo litúrgico do Natal na Igreja Católica.
Assista:
De iniciativa escolar a tradição nacional
De acordo com o Vatican News, o número de localidades envolvidas cresceu em relação a 2025, quando cerca de menos de dois milhões de fiéis participaram em procissões realizadas em 905 comunidades na Polônia e no exterior. Neste ano, foram produzidas aproximadamente 600 mil coroas, 150 mil livretos com cânticos e 200 mil autocolantes para distribuição aos participantes. Só em Varsóvia, a procissão havia reunido cerca de 50 mil pessoas na edição anterior.
A primeira procissão de rua dos Três Reis Magos ocorreu em 2009, na capital polaca, como desdobramento de uma peça de Natal encenada por alunos de uma escola local. O crescimento ganhou impulso a partir de 2011, quando a Epifania passou a ser feriado nacional, transformando a iniciativa num evento de alcance nacional.
Orszak Trzech Króli
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Uma mensagem de esperança e reconciliação
O lema deste ano, “Alegrai-vos na Esperança”, dialoga com o tema do Ano Jubilar da Igreja Católica, “Peregrinos da Esperança”, que se encerra nesta terça-feira. A expressão tem origem num cântico natalício polonês do século XVII, tradicionalmente associado à Epifania. Segundo os organizadores, a proposta foi reforçar uma mensagem de confiança, fé e reconciliação num contexto de desafios globais.
O presidente da Polônia e a primeira-dama enviaram uma mensagem aos participantes, destacando o simbolismo dos Três Reis Magos como exemplo de perseverança na busca pela paz. Inspirada em tradições locais, a procissão também incorpora elementos de celebrações da Epifania em países como Espanha e México, reforçando o caráter cultural e religioso do evento.
O governo dos EUA declarou em dezembro que buscava “estabilidade estratégica com a Rússia”. O objetivo colidiu frontalmente com uma prioridade ainda maior de Donald Trump: demonstrar o poder americano. Na quarta-feira, Washington tomou uma de suas medidas mais provocativas contra Moscou desde que o republicano retornou à Casa Branca, apreendendo um navio petroleiro de bandeira russa no Atlântico Norte, em uma operação militar que envolveu uma aeronave P-8 da Marinha, especializada em caça a submarinos, e as poderosas aeronaves de ataque AC-130.
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Autoridades dos EUA disseram que a operação visava reforçar o bloqueio às exportações de petróleo venezuelano e descreveram o petroleiro, que fugia das autoridades americanas há mais de duas semanas, como “apátrida”. Mas para a Rússia, que havia solicitado formalmente aos Estados Unidos que interrompessem a perseguição ao navio, a medida representou a mais recente afronta de um presidente que não hesita em cercear os interesses russos quando lhe convém.
— Isto é pirataria do século XXI — disse Leonid Slutsky, um influente parlamentar russo, à agência de notícias estatal Tass.
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O episódio mostrou como os esforços de Trump para cortejar o líder russo, Vladimir Putin, ao mesmo tempo em que afirma a dominância global americana, são repletos de contradições e representam riscos para ambos os lados.
Por um lado, a adoção de Trump pelo uso da força para promover o que ele vê como interesses nacionais combina com a concepção de Putin de uma ordem mundial dominada e dividida por grandes potências. Mas o foco de Trump na força também escalou tensões com a Rússia em regiões como a América Latina, onde Putin tem buscado estender sua influência — e ressaltou as fraquezas globais de Moscou, atolada na Ucrânia.
— Quantos problemas Trump resolve para Putin? Para mim, pouquíssimos — disse Michael Kimmage, diretor do Instituto Kennan em Washington, um centro de pesquisa sobre a ex-União Soviética. — Parece que ele cria muito mais problemas do que resolve.
EUA apreendem petroleiro com bandeira russa ligado à Venezuela no Atlântico
Apesar de suas extensas conversas com Putin, Trump até agora não forçou a Ucrânia a capitular para uma vitória russa, e continuou a compartilhar inteligência americana valiosa com Kiev. Na Europa, argumentou Kimmage, a discórdia de Trump com os líderes ocidentais pode ser satisfatória aos olhos do Kremlin — mas o aumento do investimento europeu em sua própria defesa, como resultado disso, é um desenvolvimento menos agradável para Moscou.
Na Venezuela, aliada de longa data do Kremlin, o ataque de sábado validou a visão de mundo de esferas de interesse de Putin, mas também destacou a incapacidade da Rússia de ajudar seus parceiros. A captura de Nicolás Maduro, o líder venezuelano, foi o golpe mais recente contra um governante próximo a Moscou, ocorrendo logo após os ataques aéreos dos EUA no Irã e, antes de Trump retornar à presidência, a queda do líder sírio Bashar al-Assad em dezembro de 2024.
— Parece que aquelas defesas aéreas russas não funcionaram tão bem assim, não é? — disse o Secretário de Defesa, Pete Hegseth, em um discurso no Estaleiro Naval de Newport News, na Virgínia, na segunda-feira, referindo-se ao armamento russo no arsenal da Venezuela.
Fontes americanas: EUA pressionam Venezuela a expulsar assessores oficiais de China, Cuba, Irã e Rússia
Karoline Leavitt, secretária de imprensa da Casa Branca, disse que o relacionamento pessoal de Trump com Putin e com o presidente chinês, Xi Jinping, “continuará” apesar de quaisquer tensões sobre a Venezuela. Mas em uma postagem em redes sociais na quarta-feira, na qual criticava a Noruega por sua falta de um Prêmio Nobel da Paz, Trump deixou claro que via seus relacionamentos com esses líderes através das lentes do poder militar.
“A única nação que a China e a Rússia temem e respeitam são os EUA RECONSTRUÍDOS POR DJT”, escreveu Trump, usando suas iniciais.
Durante a maior parte de seu segundo mandato, Trump buscou uma acomodação com Putin, mesmo quando o líder russo rejeitou os esforços dos EUA para forjar um compromisso para interromper os combates na Ucrânia. Em dezembro, a Casa Branca codificou essa abordagem em sua atualização de seu principal documento de política externa, a Estratégia de Segurança Nacional, que descreveu o fim da guerra na Ucrânia e a conquista da “estabilidade estratégica com a Rússia” como uma prioridade máxima.
Janaína Figueiredo: Diplomata dos EUA e petroleiras negociaram manutenção do chavismo no poder
No Hemisfério Ocidental, a abordagem dos EUA em relação à Rússia tem sido mais confrontadora. Autoridades americanas descreveram a Rússia como um dos adversários dos EUA que usou sua parceria com a Venezuela para expandir sua influência pela América Latina — uma dinâmica que a captura de Maduro pelos EUA supostamente deve interromper.
Os Estados Unidos estão pressionando o governo interino venezuelano para expulsar espiões e pessoal militar da China, Rússia, Cuba e Irã, informou o The New York Times. E, ao aplicar seu bloqueio naval às exportações de energia venezuelanas, Washington está desafiando o sistema de navios da “frota fantasma” em que a Rússia e outros países sancionados confiam para vender seu petróleo.
Na quarta-feira, os militares dos EUA tomaram medidas extraordinárias para apreender um petroleiro que havia escapado das autoridades americanas após ser parado no Caribe a caminho de buscar petróleo na Venezuela. Em um esforço de última hora para evitar a apreensão, o navio, anteriormente conhecido como Bella 1, começou a hastear a bandeira russa. A Rússia enviou pelo menos um navio militar para escoltar o petroleiro e fez um pedido diplomático formal pedindo aos EUA que parassem a perseguição.
Pós-Maduro: Conexões de Delcy Rodríguez com setor petroleiro são cálculo para sucessão na Venezuela
Mas essas medidas não dissuadiram os americanos, que enviaram aviões de guerra de bases no Reino Unido na operação para abordar o navio. Leavitt disse que a tripulação poderia ser levada aos EUA para processo judicial.
A Rússia protestou que a apreensão violou o direito internacional e exigiu que os cidadãos russos a bordo fossem libertados o mais rápido possível. No entanto, o governo russo não ameaçou com consequências, e Putin e seus militares não comentaram imediatamente sobre a captura do navio.
Foi um sinal de que Moscou estava tentando manter as tensões sob controle, como fez após as críticas de Trump a Putin no último ano ou após outras ações dos EUA que desafiaram a influência global da Rússia, como os ataques contra o Irã. Ao fazer isso, a Rússia buscou manter a porta aberta para um acordo favorável sobre a Ucrânia com Trump. Mas isso também revelou os limites de seu próprio poder.
— A Rússia não é o tipo de país que pode contar puramente com a força coercitiva — disse Kimmage. — Essa é a contradição de Putin e, ironicamente, Trump talvez esteja ajudando a revelar essa contradição.
O rei da Espanha, Felipe VI, foi o monarca europeu com mais dias de compromissos oficiais em 2025, ao somar 192 dias de trabalho ao longo do ano. Os dados constam de um relatório divulgado neste domingo (4) pela plataforma especializada Ufo No More, dedicada ao acompanhamento da atividade institucional das famílias reais europeias. O resultado contraria uma das críticas mais frequentes às monarquias, segundo a qual seus membros não manteriam uma agenda compatível com os recursos públicos que recebem.
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Felipe VI superou o príncipe Alberto II de Mônaco, que havia liderado o ranking no ano anterior, consolidando a monarquia espanhola como a mais ativa da Europa em número de dias oficiais de trabalho. Em comparação com 2024, o soberano espanhol ampliou sua agenda em quatro dias. Junho foi o mês de maior intensidade, com 24 dias dedicados a compromissos institucionais.
Ao considerar o conjunto da família real, a Espanha acumulou 216 dias de trabalho em um calendário de 253 dias úteis, reforçando o peso da Casa Real no cenário político e social do país. Confira o relatório completo aqui!
Letizia lidera entre as consortes europeias
Apesar de ocupar apenas a oitava posição no ranking geral, a rainha Letizia destacou-se como a consorte mais ativa entre todas as monarquias europeias. Em 2025, ela cumpriu 121 dias de compromissos oficiais, superando figuras como a princesa Victoria da Suécia, a rainha Mary da Dinamarca e a princesa de Gales, Kate. O estudo observa que sua posição mais baixa na lista geral decorre do fato de o ranking priorizar chefes de Estado e herdeiros diretos, mas ressalta o volume expressivo de funções exercidas pela consorte espanhola.
A princesa Leonor e a infanta Sofia não aparecem na lista principal. A herdeira do trono cumpre a formação militar obrigatória, enquanto a irmã mais nova cursa graduação em Lisboa. Ainda assim, ambas desempenharam, em média, cerca de dez dias de funções oficiais ao longo do ano. Já a rainha emérita Sofia manteve presença regular em eventos institucionais, com 36 dias de compromissos registrados.
O segundo lugar do ranking ficou com o príncipe Alberto II de Mônaco, que somou 165 dias de trabalho em 2025 — uma queda de 43 dias em relação ao ano anterior. A redução chama atenção por ocorrer justamente no ano em que o principado celebrou os 20 anos de seu reinado. A princesa Charlene contabilizou 72 dias de atividade, três a mais do que em 2024.
O pódio é completado pelo príncipe herdeiro Haakon, da Noruega, com 156 dias de compromissos oficiais. O aumento de sua atuação está diretamente ligado à redução permanente da agenda do rei Haroldo V, de 88 anos, por razões de saúde. O monarca norueguês registrou 108 dias de trabalho e ficou em posição intermediária no ranking. A princesa Mette-Marit teve apenas 59 dias de atividade, em um ano marcado por questões de saúde e por problemas judiciais envolvendo seu filho mais velho.
Na sequência aparecem o rei Philippe, da Bélgica, com 139 dias, e o rei Carlos XVI Gustavo, da Suécia, com 131. Entre as mulheres, além de Letizia, a princesa Victoria da Suécia destacou-se como a segunda mais ativa, com 119 dias de compromissos.
O levantamento inclui ainda os príncipes de Gales. William ocupou a 14ª posição, com 109 dias úteis, número significativamente maior do que em 2024, quando reduziu a agenda para acompanhar o tratamento oncológico de Kate. A princesa de Gales aparece no 25º lugar, com 52 dias de trabalho, mesmo ainda em recuperação após anunciar a remissão do câncer. O relatório não apresenta dados sobre o rei Charles III e a rainha Camilla, sem justificar a ausência, embora informações paralelas indiquem que o monarca britânico tenha alcançado em 2025 um recorde pessoal de compromissos.
A Ufo No More é uma plataforma europeia especializada no monitoramento sistemático das atividades públicas das casas reais, com base em agendas oficiais divulgadas por palácios e governos. O relatório anual reúne e compara os dias de compromissos institucionais cumpridos por reis, rainhas, herdeiros e consortes, oferecendo um panorama detalhado do nível de atuação das monarquias no espaço público europeu.
O último golpe ocorreu no bairro de Recoleta, em Buenos Aires, onde morava a mulher de quem ela deveria cuidar. Primeiro, a suspeita conquistou a confiança da vítima. Aproveitou os momentos em que realizava serviços de limpeza para identificar os locais onde a dona da casa guardava dinheiro e objetos de valor e, depois, no momento oportuno, roubou tudo o que conseguiu. Para não ser descoberta, como fazem as chamadas “viúvas-negras”, drogou a vítima com soníferos misturados aos medicamentos de uso regular e, em seguida, fugiu com o butim.
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Não era a primeira vez. Segundo fontes da Polícia da Cidade ouvidas pelo La Nacion, tratava-se de um modus operandi utilizado ao menos em outras três ocasiões.
A investigada, Soledad Verónica G., de 36 anos, foi detida nas últimas horas quando retornava à sua residência em Villa Albertina, no município de Lomas de Zamora. A prisão foi realizada por detetives da Divisão de Crimes contra a Saúde e a Segurança Pessoal da Polícia da Cidade, que já acompanhavam seus passos. O caso é conduzido pelo juiz nacional do foro criminal e correcional Martín Peluso.
— O modus operandi era sempre o mesmo. A suspeita chegava para trabalhar por recomendação de alguma pessoa. Primeiro fazia serviços de limpeza e, depois, também era contratada para cuidar de idosos. Uma vez que conquistava a confiança, roubava dinheiro e objetos de valor. Para concretizar o plano criminoso, drogava as vítimas e as deixava dormindo — disse um detetive que participou da investigação.
Os investigadores iniciaram as apurações no começo do mês passado, após o último roubo atribuído a Soledad Verónica G., ocorrido em Recoleta.
“A investigação permitiu estabelecer que a imputada utilizava uma modalidade criminosa reiterada, consistente em ganhar a confiança de pessoas da terceira idade, a quem assistia na condição de cuidadora e funcionária de limpeza, para depois lhes fornecer substâncias psicotrópicas e/ou soníferas, aproveitando-se do estado de indefesa das vítimas para se apropriar ilegalmente de bens e valores”, informou-se oficialmente.
Com o avanço das diligências, foi identificado o endereço da suspeita, em Villa Albertina. O juiz Peluso autorizou a busca no imóvel e decretou a prisão da investigada. A operação foi realizada no dia 23 de dezembro.
“No dia da operação, a suspeita não estava em casa, mas o pessoal policial apreendeu psicofármacos e prescrições médicas, elementos considerados de relevante interesse para a investigação”, disseram fontes do caso.
As investigações prosseguiram, com vigilância discreta nas imediações da residência. Anteontem, os policiais flagraram Soledad Verónica G. ao entrar no imóvel e efetuaram a prisão.
De acordo com informações obtidas pelo La Nacion junto a fontes da investigação, no caso de Recoleta — o mais recente atribuído à suspeita —, o contato entre vítima e cuidadora ocorreu por meio da indicação de uma pessoa ligada a uma operadora de saúde.
— A suspeita era contratada por indicação. Evidentemente, não roubou em todos os domicílios onde trabalhou — afirmou um investigador.
Nos próximos dias, o juiz Martín Peluso deverá definir a situação processual de Soledad Verónica G.
Três crianças ficaram gravemente feridas após caírem do andar superior de um ônibus escolar na tarde desta quarta-feira (7) em Ashton-in-Makerfield, na região metropolitana de Manchester, no Reino Unido. Segundo a Polícia Metropolitana de Manchester (GMP), os alunos do ensino médio caíram por uma janela do último andar do veículo no período da tarde.
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De acordo com as autoridades, os ferimentos foram classificados como “potencialmente graves”, embora não haja, até o momento, indicação de risco de morte. As vítimas foram socorridas por equipes de emergência e levadas ao Hospital Infantil de Manchester; uma ambulância aérea chegou a pousar nas proximidades do local do acidente.
Investigação e atendimento às vítimas
O inspetor Simon Barrie, do distrito de Wigan da GMP, afirmou que a prioridade é garantir o atendimento adequado às crianças. “Este é um incidente grave que causará transtornos. Felizmente, não acreditamos que os ferimentos sejam fatais”, disse. Segundo ele, tudo indica, neste estágio inicial, tratar-se de “um acidente lamentável”, embora as circunstâncias ainda estejam sob investigação.
Em comunicado, a GMP informou que a apuração está em fase inicial e busca esclarecer todos os detalhes do ocorrido. A Bolton Road chegou a ser interditada, provocando congestionamentos, especialmente no cruzamento com a Golborne Road, mas foi reaberta após as diligências iniciais dos agentes.
O vereador Danny Fletcher, do distrito de Ashton-in-Makerfield South, disse ter conversado com a polícia e relatou que algumas das crianças sofreram ferimentos que “podem mudar suas vidas”. Ele afirmou ainda ter entrado em contato com as escolas envolvidas para garantir apoio da prefeitura às famílias. “Meus pensamentos estão com as crianças e seus familiares”, declarou.
Moradores relataram a movimentação intensa de viaturas e ambulâncias no local. Uma vizinha disse ao Manchester Evening News que crianças contaram que a janela do último andar teria cedido antes da queda. A Transport for Greater Manchester (TfGM) confirmou o incidente, informou que três crianças foram levadas ao hospital e afirmou estar colaborando com a empresa de ônibus e com a polícia na investigação.

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