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Guerrilheiros dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) assumiram a responsabilidade pelo atentado que matou 21 civis e deixou 56 feridos no último fim de semana, no sudoeste da Colômbia. O ataque ocorreu em uma estrada do departamento de Cauca e, segundo o grupo, foi um “erro tático” durante um confronto com o Exército, a pouco mais de um mês das eleições presidenciais.
Tensão: em período eleitoral, ataque a bomba na Colômbia deixa pelo menos 21 mortos e dezenas de feridos
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O Estado-Maior Central (EMC), principal grupo formado por ex-integrantes das FARC que não aceitaram o acordo de paz de 2016, disse em comunicado que a explosão aconteceu por falhas durante uma ação militar. “Com profunda dor, assumimos a responsabilidade política por este erro tático, que não tem justificativa”, afirmou o grupo.
De acordo com uma fonte do Exército ouvida pela AFP, os guerrilheiros tinham montado um bloqueio na estrada para atacar militares, mas civis acabaram sendo atingidos quando os explosivos foram detonados.
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O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, disse que o ataque foi uma resposta à pressão das forças de segurança, após o fracasso das negociações de paz entre o presidente Gustavo Petro e Iván Mordisco, líder do EMC e um dos guerrilheiros mais procurados do país.
A Organização das Nações Unidas pediu que o governo aumente a proteção da população e evite novos ataques. O órgão também cobrou que os grupos armados parem com ações violentas contra civis.
Enterro coletivo das vítimas de um atentado com bomba à beira da estrada no cemitério local de Cajibio, departamento de Cauca, Colômbia, em 28 de abril de 2026
AFP
As autoridades informaram que o principal suspeito de organizar o atentado, conhecido como “Mi Pez”, foi preso na terça-feira.
O presidente Gustavo Petro afirmou que o objetivo do ataque era “atrapalhar as eleições”. A votação acontece em um momento importante, já que a esquerda tenta continuar no poder após vencer pela primeira vez em 2022.
Entre os candidatos, Iván Cepeda, aliado de Petro, aparece à frente nas pesquisas. Ele disputa contra o advogado Abelardo de la Espriella e a senadora Paloma Valencia, que recentemente sugeriu o ex-presidente Álvaro Uribe como possível ministro da Defesa.
O caso aumenta a tensão no país e traz de volta o debate sobre segurança pública durante o período eleitoral.
Mais de 70 pessoas de 15 países participaram, neste fim de semana, do Campeonato Europeu de Imitação de Gaivota, realizado na cidade costeira de De Panne, na Bélgica. Em sua sexta edição, o evento reuniu competidores dispostos a reproduzir os sons característicos da ave em uma tentativa de combater a fama negativa associada aos animais, frequentemente vistos como incômodos em áreas litorâneas.
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A competição ocorreu neste domingo, em um bar e restaurante local. Os participantes foram avaliados por um júri que atribuiu até 15 pontos pela qualidade da imitação e mais cinco pela originalidade da apresentação.
— Nos primeiros anos, era basicamente gente gritando. Agora há participantes que primeiro imitam o chamado de contato entre parceiros antes de passar ao canto mais longo. Às vezes, é impressionante o quanto se aproxima do som original — afirmou Claude Velter, integrante do júri, à emissora local WTV.
Pela primeira vez, o número de competidores estrangeiros superou o de belgas. Segundo a organização, houve representantes de países como Reino Unido, Estônia, Noruega e Espanha.
Vencedores
A vencedora da categoria principal foi Carine Gronholz, de 41 anos, moradora de Oslo, na Noruega, com 90 pontos de um total de 100.
— Pensei: não vou ser entediante nem fazer só coisas de adulto agora. Vou participar dessa competição — disse ela à BBC.
A espanhola Olga Méndez Reus ficou em segundo lugar, com 88 pontos, seguida pelo belga Tom Dupont, com 87.
O torneio também teve categoria infantil, aberta a crianças a partir de 6 anos. O campeão foi o belga Arne Nayaert, com 94 pontos. Cooper Wallace, do Reino Unido, e Astrid Andersen, da Dinamarca, terminaram empatados com 92 pontos.
Cooper já havia vencido as edições de 2024 e 2025. Segundo a BBC, o menino passou a se interessar por imitar gaivotas após ser bicado por uma delas quando era mais novo.
Organizador do evento, Claude Willaert defendeu uma mudança na percepção pública sobre as aves.
— Quando você está de férias, sempre se lembra das ondas do mar e do canto das gaivotas. Então, seja positivo em relação a elas — afirmou à Reuters.
Entre os participantes, Sam, professor de geografia de Rochester, na Inglaterra, terminou em sexto lugar e elogiou os animais.
— São criaturas fantásticas. Elas sabem quando termina o recreio e o horário de almoço na minha escola, mergulham e limpam todas as migalhas que ficaram para trás. São muito mais inteligentes do que costumamos reconhecer — disse.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (29) a indicação de Jorge Rodrigo Araújo Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Foram 16 votos favoráveis e 11 contrários. Com a aprovação, a indicação segue para votação no plenário do Senado, onde precisa obter o voto favorável de pelo menos 41 dos 81 senadores.

A CCJ aprovou ainda um pedido de urgência para a votação da indicação no plenário. De acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a indicação de Jorge Messias será levada para votação em plenário ainda hoje.

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A sabatina do advogado-geral da União no colegiado teve início por volta das 9h. Pouco depois das 12h, o painel de votação foi aberto. A votação foi encerrada perto das 18h. Durante a sabatina, Messias respondeu a perguntas de senadores da base governista e da oposição.

A indicação de Jorge Messias foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva há cerca de cinco meses, mas a mensagem oficial com a indicação (MSF 7/2026) só chegou ao Senado no início de abril. Ele foi indicado pelo governo federal para assumir a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso.

Matéria em atualização

A Promotoria federal de Nova York acusou, nesta quarta-feira, o governador do estado mexicano de Sinaloa, Rubén Rocha Moya, de narcotráfico, informou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Medida ocorre em meio à escalada de tensão entre os dois países por conta da pressão crescente que o presidente americano, Donald Trump, tem aplicado sobre o governo mexicano por um combate mais ostensivo às organizações criminosas, sob ameaças de realizar ações militares unilaterais em território mexicano contra os cartéis. Diante deste cenário, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, tem trabalhado exaustivamente para conter as investidas de Trump, que entraram em nova fase com o anúncio de hoje.
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Rocha Moya, membro do partido governista Morena, comanda este violento estado desde 2021. Durante sua gestão, Sinaloa tem sido sacudido por disputas entre duas facções do cartel de mesmo nome. Segundo um comunicado, a Promotoria disse que Rocha Moya e outros “antigos ou altos funcionários do governo e das forças de ordem” se associaram ao Cartel de Sinaloa “para distribuir quantidades massivas de narcóticos nos Estados Unidos”.
Entre os indiciados estão um senador do Morena, Enrique Inzunza, o prefeito de Culiacán (capital do estado), Juan de Dios Gámez, o vice-procurador-geral do estado, Dámaso Castro, e o secretário de Administração e Finanças do estado, Enrique Díaz Vega. A promotoria afirmou que a facção dos filhos de Joaquín “El Chapo” Guzmán dentro do Cartel de Sinaloa, conhecida como “Los Chapitos”, ajudou Rocha Moya a se eleger governador.
“Em troca, tanto antes quanto depois de se tornar governador, Rocha Moya se encontrou com os ‘Chapitos’, prometendo-lhes proteção enquanto distribuíam grandes quantidades de drogas para os Estados Unidos”, afirma o documento.
Antes de se tornar governador, Rubén Rocha Moya, de 76 anos, foi deputado estadual e senador por Sinaloa. Seu governo foi marcado pela violência entre duas facções do Cartel de Sinaloa: os “Chapitos” e os herdeiros de Ismael “Mayo” Zambada, que foi preso em julho de 2024. O conflito entre os dois grupos deixou centenas de mortos e desaparecidos. Seus supostos vínculos com o crime organizado vieram à tona com uma carta de “Mayo” Zambada, na qual ele alegava ter sido sequestrado e levado para os Estados Unidos enquanto se dirigia a um encontro com Rocha Moya.
O Cartel de Sinaloa é um dos seis grupos mexicanos de narcotráfico designados como organizações terroristas pelo presidente dos EUA. O ciclo de contenção das investidas de Trump é alimentado por exigências cada vez maiores, seguidas por conversas telefônicas em que Sheinbaum acalma os interesses do presidente americano, toma medidas para agradar, recebe elogios públicos e é confrontada com mais reivindicações.
Em várias ocasiões, Trump ofereceu apoio militar a Sheinbaum para combater os cartéis de droga, proposta rejeitada pela presidente. Diante de ameaças diretas e indiretas, a presidente mexicana chegou a ordenar ações que pudessem aliviar os interesses do republicano de realizar ações militares unilaterais em solo mexicano. Ultimamente, no entanto, Trump, que parece realmente respeitar a mandatária, tem pressionado Sheinbaum a fazer movimentos com potencial de abalar as relações da presidente com sua base política de esquerda.
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Em reportagem publicada no domingo, o Los Angeles Times já havia revelado que, além da ofensiva americana contra o narcotráfico, o governo Trump havia lançado também uma campanha contra políticos mexicanos com ligações ao crime organizado.
As investigações americanas envolveriam não apenas o cancelamento dos vistos americanos de suspeitos, afetando pelo menos cinquenta políticos e funcionários mexicanos, mas também a preparação de “denúncias criminais em tribunais americanos”, dizia a publicação. Desde então, o governo mexicano vinha tentando minimizar o impacto, alegando não ter registro de quem foi afetado e acusando Washington de não compartilhar essas informações com seu governo.
Na última sexta-feira, o embaixador dos EUA, Robert Johnson, exigiu “certeza, segurança e um ambiente livre de corrupção” para os investimentos americanos. Ele concluiu seu discurso dizendo: “Provavelmente veremos ações significativas sobre este assunto em breve. Fiquem atentos”.
“É isso que estamos fazendo”, respondeu a presidente mexicana. Nesta segunda-feira, a mandatária reforçou o tom pelo combate à corrupção e em defesa da soberania mexicana.
— Se houver uma investigação por parte de qualquer procuradoria contra qualquer servidor público no México, deve haver provas e evidências claras. Não vamos acobertar ninguém que tenha provas de corrupção — afirmou durante sua coletiva de imprensa matinal, concluindo com uma mensagem que soou como um contra-ataque: — E também, nos Estados Unidos, eles têm que revisar os casos nos Estados Unidos. (…) Não queremos ter um relacionamento ruim com o governo dos EUA, mas eles têm que nos respeitar.
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Agentes americanos
Após a revelação de que dois agentes americanos mortos em um acidente em território mexicano estavam no país sem autorização, Sheinbaum enviou uma nota diplomática à embaixada americana exigindo explicações sobre o caso. Na terça-feira, ela revelou que os Estados Unidos, em resposta, se comprometeram “a respeitar as leis do México”.
Os dois agentes americanos que, segundo a imprensa dos EUA, pertenciam à Agência Central de Inteligência (CIA) e não tinham autorização do governo federal mexicano para atuar, morreram em 19 de abril em um acidente de carro no estado fronteiriço de Chihuahua, no norte do país, quando voltavam de uma operação antidrogas. Sem engajar num debate público com Washington, Sheinbaum atribuiu a responsabilidade do caso publicamente à governadora de Chihuahua — a oposicionista María Eugenia Campos Galván —, cujos oficiais estavam trabalhando com os agentes americanos.
Mesmo apesar da postura da líder, o caso aumentou a tensão com Washington e levou, na segunda-feira, à renúncia do procurador estadual de Chihuahua, César Jáuregui, que reconheceu “omissões” em relação à presença dos dois americanos. Após a nota enviada pelo México às autoridades americanas, “eles nos disseram claramente que querem respeitar a lei e a Constituição do México”, afirmou Sheinbaum em sua entrevista coletiva matinal.
Segundo autoridades de Chihuahua, os agentes estrangeiros estavam desarmados, à paisana e com o rosto coberto, e não participaram diretamente da operação para desmontar um laboratório clandestino de drogas em uma área montanhosa. O acidente ocorreu na volta da região e também matou dois comandantes mexicanos.
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A presidente reiterou, no entanto, que os americanos estiveram “em uma operação que cabe somente às autoridades mexicanas”. No sábado, o México disse que um dos funcionários da CIA tinha um passaporte diplomático e o outro havia entrado no país como visitante. Nenhum dos dois foi credenciado para participar de operações no México, disseram os altos funcionários de segurança mexicanos em um comunicado por escrito, e o governo federal não foi informado sobre suas atividades. De acordo com a lei mexicana, agentes estrangeiros estão proibidos de participar de operações em território mexicano.
Na segunda-feira, a Procuradoria de Chihuahua confirmou que havia quatro pessoas sem vínculo com a instituição no local, incluídos os dois agentes mortos, mas sem detalhar se todas eram estrangeiras. Após o incidente e a nota diplomática enviada pelo México, a Casa Branca criticou a postura de Sheinbaum, dizendo esperar “um pouco de solidariedade” diante da morte dos agentes.
(Com AFP)
Em uma decisão que deve ter ramificações complexas antes das eleições de novembro, a Suprema Corte dos EUA declarou que o mapa eleitoral do estado da Louisiana é inconstitucional, e praticamente derrubou um dos pontos mais importantes da Lei dos Direitos de Voto, criada nos anos 1960 para evitar a discriminação nas urnas. A determinação, por 6 votos a 3, veio em meio a disputas sobre a composição dos distritos eleitorais nos EUA, e foi mais uma vitória do presidente Donald Trump em sua batalha para mudar as regras do voto no país.
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O caso tem suas origens no começo da década, quando a Assembleia Legislativa da Louisiana, dominada pelos republicanos, aprovou um mapa distrital com apenas um distrito de população majoritariamente negra (de um total de seis), sendo que os negros constituem um terço da população do estado. O governador à época, o democrata John Bel Edwards, tentou barrar o plano, mas seu veto foi derrubado.
Em 2024, após batalha judicial — durante a qual a Suprema Corte permitiu que o mapa fosse usado temporariamente —, um segundo distrito majoritariamente negro foi criado.
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Nesta quarta-feira, o tribunal declarou a mudança inconstitucional e atacou um dos pilares da Lei do Direito de Voto, de 1965, criada para proibir a discriminação nas urnas: a Seção 2, que veta aos estados qualquer ação que “resulte na negação ou restrição do direito de voto de qualquer cidadão em razão de raça ou cor”.
“A Seção 2 da Lei dos Direitos de Voto foi concebida para fazer cumprir a Constituição — não para entrar em conflito com ela”, escreveu o juiz Samuel Alito, de viés conservador, no voto que representou a opinião da maioria. “Infelizmente, tribunais inferiores às vezes aplicaram os precedentes desta Corte [da Seção] 2 de uma forma que força os Estados a se envolverem na própria discriminação racial que a Constituição proíbe.”
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Para o magistrado, “como a Lei dos Direitos de Voto não exigia que a Louisiana criasse um distrito adicional com maioria de minorias, nenhum interesse legítimo justificava o uso da raça pelo Estado” na hora de estabelecer um novo distrito eleitoral.
“A lei só impõe responsabilidade quando as evidências sustentam uma forte inferência de que o Estado intencionalmente desenhou seus distritos para oferecer menos oportunidades aos eleitores minoritários por causa de sua raça”, afirmou Alito, antes de concluir. “Esse mapa é um exemplo inconstitucional de manipulação de distritos eleitorais, e seu uso violaria os direitos constitucionais dos demandantes.”
No voto da dissidência, representando as três magistradas de viés progressista, a juíza Elena Kagan disse que a decisão desta quarta-feira é uma “demolição completa” da Lei do Direito de Voto, segundo ela nascida “do sangue literal de soldados da União e manifestantes pelos direitos civis”.
“[A lei] inaugurou uma mudança inspiradora, aproximando esta Nação da realização dos ideais de democracia e igualdade racial”, continuou Kagan. “E foi repetida e esmagadoramente reautorizada pelos representantes do povo no Congresso. Somente eles têm o direito de dizer que não é mais necessária — não os membros desta Corte.”
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Ao contrário do Brasil, onde os deputados são eleitos pela população de um estado ou do Distrito Federal através de um sistema proporcional, os EUA usam o modelo distrital, pelo qual os representantes são escolhidos por eleitores dos 435 distritos do país, em votações locais. Por décadas, associações de defesa dos direitos civis pressionaram para que os mapas garantissem o direito à representatividade de minorias e permitissem que candidatos dessas comunidades fossem eleitos, com base no princípio de não discriminação previsto pela Seção 2 da Lei do Direito de Voto.
— Juízes, membros do conselho escolar, vereadores, não importa, todos serão afetados — disse Press Robinson, um dos moradores da Louisiana envolvidos na ação para garantir o mapa distrital atual, em entrevista coletiva. — Muitos dos nossos representantes eleitos, tanto em nível local quanto estadual, desaparecerão e voltaremos ao ponto em que estávamos na época em que a escravidão foi declarada ilegal neste país. Este país parece não querer avançar além desse período.
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Ao lado da guerra de Donald Trump no Irã, do elevado custo de vida e da crescente insatisfação dos americanos com suas políticas internas, a batalha pelo redesenho dos mapas eleitorais é destaque da votação que, em menos de seis meses, renovará a Câmara e parte do Senado. As pesquisas demonstram que a oposição é favorita para começar o próximo ano legislativo com a maioria de deputados, e com chances, mais comedidas, de controlar as duas Casas do Congresso.
No ano passado, o Texas, a pedido de Trump, mudou o mapa distrital de forma a tentar garantir mais cinco cadeiras para os republicanos na Câmara, em uma disputa que foi parar na Suprema Corte. Em resposta, a Califórnia também aprovou um mapa atualizado, mas favorável aos democratas. Houve alterações em estados como Ohio, Carolina do Norte e Missouri — pró-Trump — e na Virgínia, em favor do Partido Democrata.
Nesta quarta-feira, a Flórida aprovou seu novo mapa, que pode dar aos governistas até quatro novos deputados, e republicanos defendem que, após a decisão da Suprema Corte, outros estados revejam os distritos. Dentro do sistema americano, a maior parte do país vota de maneira consistente em democratas ou republicanos ao longo de décadas, e as eleições legislativas geralmente são definidas nos poucos “swing districts”. Em 2026, há ao menos 13 disputas na Câmara sem vencedor claro.
Ainda não está claro se a nova jurisprudência pode ser aplicada na eleição de novembro.
“Redesenhar os mapas nesta fase não seria prudente”, escreveu, em comunicado, o deputado Cleo Fields, cujo distrito eleitoral, o 6ª da Louisiana, está no centro da decisão da Suprema Corte. “Através do processo de qualificação, os eleitores da Louisiana já tomaram suas decisões em relação à votação de novembro, e quaisquer alterações na configuração do mapa invalidariam suas escolhas.”
Ofensiva jurídica
A decisão sobre a Louisiana foi mais uma vitória de Donald Trump em uma Suprema Corte moldada por ele desde seu primeiro mandato, e mais um avanço sobre as leis que regem o direito ao voto nos Estados Unidos. Na segunda-feira, os juízes autorizaram, em definitivo, que o contestado mapa eleitoral do Texas seja usado já nestas eleições (embora tenha feito o mesmo com a Califórnia). Em fevereiro, uma decisão declarou ser legal a contestação judicial das regras para a contagem de votos, mesmo após o fechamento das urnas.
A lista de sucessos de Trump pode aumentar nas próximas semanas. A Corte vai se pronunciar em breve sobre um caso que questiona os limites de gastos impostos a candidatos e partidos em eleições, e que pode expandir o poder dos grandes doadores dentro das campanhas.
E no processo que mais interessa o presidente, os juízes decidirão se uma lei do Mississipi que dá um prazo adicional para o recebimento de cédulas enviadas por correio é constitucional. Na ação, o Comitê Nacional Republicano diz que os votos devem ser recebidos até o dia da eleição, sob pena de serem invalidados. No começo do mês, Trump anunciou uma ordem executiva para limitar o voto por correio — modalidade usada por ele no passado —, mas não está claro se tem poderes para tal.
O chefe de gabinete argentino, Manuel Adorni, negou, nesta quarta-feira, ter cometido “qualquer crime” ao comparecer perante o Congresso, onde apresentou seu balanço de gestão. Adorni estava acompanhado pelo presidente, Javier Milei, um sinal de respaldo em meio a suspeitas de corrupção pelo aumento de seu patrimônio. O chefe de gabinete está há quase dois meses no olho do furacão devido a revelações sobre a compra de imóveis em operações com agiotas que omitiu e que estão sendo investigadas pela Justiça. E também por viagens familiares suntuosas e gastos que não condizem com seu patrimônio desde que assumiu seu cargo em dezembro de 2023.
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— Não cometi nenhum crime e vou provar isso na Justiça — declarou Adorni ao plenário, enquanto Milei e parte de seu gabinete o aplaudiam das galerias, em uma presença presidencial incomum no Congresso.
O presidente tem o defendido sem meias-palavras, mesmo apesar dos efeitos negativos para seu governo. Em meio ao escândalo envolvendo Adorni — considerado braço-direito da secretária geral da Presidência, Karina Milei, irmã do chefe de Estado —, a Casa Rosada recebeu outra péssima notícia em março: a inflação mensal atingiu 3,2%, superando a média de em torno de 2% dos últimos meses.
— Os corruptos são vocês, são vocês — respondeu aos jornalistas que o abordaram quando entrou no Congresso e lhe perguntaram por que continuava apoiando Adorni.
O governo de Milei, que proclamou “fazer da moral uma política de Estado”, foi sacudido por vários escândalos por suspeitas de corrupção, desde desvios de fundos para deficiência e ocultação patrimonial de vários membros do governo até uma suposta fraude milionária com a criptomoeda Libra, que respinga no próprio presidente.
Nesta semana, o próprio chefe da agência arrecadadora de impostos ficou sob suspeita pela suposta omissão de bens no exterior. E o ministro da Economia demitiu seu secretário de coordenação após a descoberta de que ele não havia declarado ao fisco sete apartamentos em Miami.
Nesse contexto, o habitual relatório de gestão do chefe de gabinete transformou-se em uma espécie de interrogatório com mais de 4.000 perguntas. Adorni, de 46 anos, considerou todas as acusações “tendenciosas e falsas”.
— Como explica que recebe em pesos e gasta em dólares muito mais do que seus rendimentos? — perguntou-lhe a deputada de esquerda Myriam Bregman.
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Mais cortes
Em sua apresentação do relatório aos parlamentares, o chefe de gabinete ratificou que a política de austeridade e equilíbrio fiscal “é inegociável” e anunciou que continuarão os cortes orçamentários em todos os ministérios.
— Eliminamos nove ministérios, 100 secretarias, 25 organismos… Hoje há 65 mil funcionários a menos no Estado. A economia anual supera US$ 2,5 bilhões (R$ 12,49 bilhões, na cotação atual) — afirmou.
Adorni também admitiu que o aumento sustentado da inflação nos últimos meses é um dado negativo, mas atribuiu isso a “uma turbulência gerada pelo kirchnerismo, por empresários devedores e por alguns meios de comunicação”, mais do que a fragilidades do plano econômico.
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Nos arredores do Congresso, o governo montou uma forte operação de segurança. Um punhado de aposentados realizou seu protesto habitual de todas as quartas-feiras por melhorias em seus benefícios e repudiaram o chefe de gabinete.
— Estou aqui porque o povo não aguenta mais, há uma crise que nunca vivi na minha vida — disse à AFP a aposentada Ana Martínez, de 76 anos. — Adorni é um ladrão e não tem vergonha, utiliza o dinheiro do povo para viajar, é um delinquente.
O caso coincide com sinais adversos: a atividade econômica caiu 2,1% em 12 meses até fevereiro e a confiança no governo recuou pelo quarto mês consecutivo, segundo a Universidade Di Tella.

A Câmara dos Deputados instalou nesta quarta-feira (29) a comissão especial que analisará a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19, que trata da redução da jornada de trabalho no país e extingue a escala 6×1.

O deputado federal Alencar Santana (PT-SP) foi eleito para presidir os trabalhos por 28 votos favoráveis e três brancos, e a relatoria caberá a Leo Prates (Republicanos-BA).

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O colegiado analisará duas propostas de redução na jornada de trabalho. A primeira, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 36 horas semanais. A transição se daria ao longo de dez anos.

A outra proposta apensada (PEC 8/25), da deputada Erika Hilton (Psol-SP), prevê uma escala de quatro dias de trabalho por semana, com limite de 36 horas no período.

Na prática, as PECs acabam com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1). Se aprovados na comissão especial, os projetos irão depois para votação no plenário.

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Presidência da comissão

Ao tomar posse como presidente, Santana disse que vai haver um debate amplo sobre o tema e lembrou das mudanças no mundo do trabalho ao longo dos séculos, frutos de lutas e disputas na sociedade.

“Menos de dois séculos atrás, no nosso país, ainda existia escravidão”, disse. “Nós tivemos, ao longo da história, o trabalho infantil praticamente como regra. Uma exploração brutal de crianças, adolescentes, sem qualquer dignidade, sem qualquer respeito. O mundo avançou, e todas essas mudanças ocorreram com divergências, resistências, mas o mundo foi evoluindo”, continuou.

Santana citou ainda a oposição a direitos previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), criada durante o governo de Getúlio Vargas.

“Quando se criou o salário mínimo, quando se criaram outros direitos, como férias, décimo terceiro, sempre houve um setor que jogava de maneira contrária. Mas o mundo progrediu, e o trabalhador foi ganhando direitos ao longo do tempo”, afirmou.

 


Brasília – DF- 29/04/2026 – Instalação da comissão especial da Câmara que vai analisar as propostas que acabam com a escala 6x1.  Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.

Instalação da comissão especial da Câmara que vai analisar as propostas que acabam com a escala 6×1. Foto: Lula Marques/Agencia Brasil

O relator, deputado federal Leo Prates, defendeu a redução da jornada e afirmou que a mudança, além de dar um maior período de descanso, trará mais qualidade de vida ao trabalhador. Esse tempo poderá ser utilizado para o convívio familiar, o lazer e cuidar da saúde. 

“Não há preço que seja caro demais para a gente pagar enquanto poder público para um benefício social tão grande”, disse. “É sobre o futuro do nosso país, é sobre os seres humanos”.

“Eu vejo muitos cristãos falando da deterioração das famílias. É sobre isso que nós estamos falando aqui. Não é só sobre os trabalhadores, é sobre as crianças que nós estamos falando. O relatório não será contra ninguém, será a favor das pessoas e a favor do nosso futuro do nosso país”, afirmou.

Os integrantes da comissão elegeram ainda a deputada Daiana Santos (PCdoB-RS) como primeira vice-presidente. A deputada conduzirá os trabalhos na ausência do presidente.

A parlamentar considera que o debate é um momento histórico para o país e defendeu que a redução trará um ambiente de trabalho mais digno, justo e honesto.

“Eu sou a única mulher que compõe essa mesa. Pelas mulheres trabalhadoras desse país, que têm dupla, tripla, quádrupla jornada, coloco aqui a minha disposição para o trabalho, para que a gente possa fazer essa entrega para as mulheres trabalhadoras, para os trabalhadores e para o povo brasileiro”, concluiu.

Além de Daiana, a comissão elegeu como segundo vice-presidente o deputado Luiz Gastão (PSD-CE), e a terceira vice-presidência ficou com o deputado Mauro Benevides Filho (União-CE).

Prazo

Composta por 38 membros titulares e igual número de suplentes, a comissão terá o prazo de até 40 sessões para proferir seu parecer. A partir de amanhã, tem início o prazo para a apresentação das emendas, que é de 10 sessões.

O presidente da comissão afirmou que o tempo para a análise da proposta é apertado e que o colegiado deverá realizar, inicialmente, duas reuniões semanais, às terças e quartas-feiras, para debater a matéria.

A comissão foi criada na sexta-feira (24) após a proposta ter a sua admissibilidade aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na quarta-feira (22).

Ontem (28), ao anunciar a instalação do colegiado, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que conversou com o presidente e o relator da comissão para conduzir o debate ouvindo amplos setores da sociedade. Motta citou como exemplo trabalhadores, empresários, Judiciário, governo, pesquisadores, universidades, entre outros.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesta quarta-feira os quatro astronautas da missão Artemis II, que realizou o histórico sobrevoo lunar no início de abril. Segundo o mandatário, os EUA têm “uma chance” de realizar um pouso na Lua até o fim de seu mandato, em 2029. A tripulação formada pelo comandante Reid Wiseman, o piloto Victor Glover, a especialista em missão Christina Koch e o especialista em missão canadense Jeremy Hansen retornou à Terra após a missão de 10 dias que os levou mais longe no espaço do que nunca, marcando um avanço importante nos planos de retorno ao satélite da Terra até 2028, conforme o planejamento da Nasa.
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— Temos aqui pessoas que capturaram a atenção do mundo inteiro. Não apenas do nosso país, mas do mundo todo. (…) Estamos muito orgulhosos dessas pessoas. Elas têm uma coragem inacreditável. Inacreditável. E muitas outras qualidades também — disse Trump.
Questionado se acreditava que a agência espacial americana atingiria a meta de realizar um pouso lunar antes do término de seu segundo mandato, no início de 2029, Trump disse:
— Não gostamos de afirmar com certeza, acho que temos boas chances.
O encontro ocorre após o administrador da agência espacial americana, Jared Isaacman — também presente no Salão Oval —, defender no Congresso os cortes propostos por Trump para o orçamento da agência em 2027.
*Em atualização

O indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) Jorge Messias defendeu nesta quarta-feira (29), em sabatina no Senado, que o Judiciário atue por meio da conciliação para pacificar conflitos por terra no campo brasileiro.

“A melhor forma que nós temos de compor os conflitos de interesse desse país, principalmente conflitos fundiários, é a conciliação, o diálogo, a pacificação”, disse Messias.

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O atual advogado-geral da União (AGU) respondia ao senador Jayme Campos (União-MT), que criticou a “insegurança jurídica” do produtor agrícola brasileiro diante da controvérsia em torno da tese do marco temporal, considerada inconstitucional pelo STF.

A tese, aprovada em projeto de lei no Congresso Nacional, diz que os povos indígenas só teriam direito às terras que já ocupavam durante a promulgação da Constituição, em 1988. Messias argumentou que a conciliação pode resolver impasses envolvendo as terras indígenas. 

“Este que vos fala foi o primeiro AGU a ter a coragem de assinar um acordo no STF reconhecendo o direito ao pagamento da indenização justa a um proprietário de terra que tinha um justo título em Mato Grosso, numa terra indígena que estava há anos em conflito”, disse.

Messias foi indicado pelo governo federal para assumir a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso. Para assumir o cargo, precisa dos votos favoráveis de 41 dos 81 senadores.

Sobre os conflitos em torno do marco temporal, o indicado ao STF destacou que não é possível “transigir naquilo que a Constituição estabelece”.

“Mas nós também não podemos retirar do proprietário de terra legítimo um direito à justa indenização ou uma pacificação”, completou, acrescentando que o melhor caminho para a “paz social” é conciliar o direito à propriedade privada com o direito dos povos indígenas.

“É possível conciliar. Fizemos um acordo histórico na região do Paraná que, após 40 anos, nós conseguimos entregar, a partir do pagamento por compra de terra, os direitos dos indígenas Avá-Guarani, que foram ali deslocados com a usina de Itaipu”, completou. 

Meio ambiente

O senador Jayme Campos criticou ainda a demora em processos de licenciamento ambiental e decisões judiciais que paralisam as obras do Ferrogrão, ferrovia que liga o Centro-Oeste aos portos do Norte do Brasil.

Messias disse que esse projeto é vital para o país e lembrou que buscou a conciliação entre as partes, como AGU, para destravar as obras do Ferrogrão. Ele defendeu um desenvolvimento sustentável para o Brasil, que seja capaz de proteger o meio ambiente.

 “Não há que se ter antagonismo entre a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico. Nós podemos conciliar as duas coisas”.

“É preciso ter clareza nas condicionantes ambientais, é preciso ter clareza na oitiva aos povos indígenas, aos povos originários, mas tudo isso pode ser feito em benefício do desenvolvimento”, ponderou.

Aborto

O indicado ao STF Jorge Messias destacou ainda, durante a sabatina, que é “totalmente contra o aborto”.

“Da minha parte não haverá qualquer tipo de ação, de ativismo em relação ao tema aborto, na minha jurisdição constitucional. Eu quero deixar absolutamente vossas excelências tranquilas quanto a isso”, disse.

Messias ponderou que essa é uma concepção “pessoal, filosófica e cristã” dele, não sendo esse um tema para o Judiciário, por ser de competência privativa do Congresso Nacional.

O AGU respondia a questionamento do senador Weverton Rocha (PDT-MA), relator da indicação e Messias na CCJ, que questionou sobre o parecer da Advocacia-Geral contra medida do Conselho Federal de Medicina (CFM) que restringia o acesso ao aborto legal.

Segundo Messias, o CFM não tem competência para isso, sendo essa uma atribuição do Parlamento. “Quem tem a competência deve exercê-la. Nós não podemos estabelecer atalhos. Portanto, defendi o princípio da legalidade, defendi o princípio da separação de Poderes”, disse.

O indicado ao Supremo disse ainda que, “qualquer que seja a circunstância”, o aborto é uma “tragédia humana”.

“Agora, a gente precisa olhar também com humanidade: há uma mulher, há uma criança, há uma adolescente, há uma vida. É por isso que a lei estabeleceu hipóteses muito restritas de excludentes da ilicitude ─ e isso há décadas”, acrescentou.

A lei permite o aborto em casos de estupro, de risco de morte da mãe, ou de anencefalia fetal, malformação congênita grave e fatal.

8 de janeiro

Messias ainda foi provocado, pela oposição, sobre a decisão dele, enquanto advogado-geral da União, de pedir a prisão de envolvidos nos atentados do 8 de janeiro de 2023. O ataque depredou as sedes dos Poderes, em Brasília, pedindo um golpe militar contra a posse do presidente Lula.

O sabatinado disse que era um dever do cargo dele pedir a prisão em flagrante daqueles que atentavam contra a democracia.

“Foi a defesa do patrimônio da União. E por que eu fiz? Porque é meu dever constitucional. Se eu não tivesse feito o pedido que fiz, eu teria prevaricado ─ e prevaricador nunca fui e não serei”, afirmou.

Imagens apresentadas nesta quarta-feira pelo governo dos Estados Unidos mostram Cole Tomas Allen com armas em um quarto de hotel momentos antes do ataque. O atirador foi detido após realizar disparos em um jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, que contava com a presença de Donald Trump, no último fim de semana.
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As fotos e mais detalhes da atuação do suspeito antes de efetuar os disparos foram apresentadas por promotores, que defederam a manutenção da detenção até o julgamento. Allen, de 33 anos, se declarou inocente da acusação de tentativa de assassinato do presidente americano e das demais que lhe foram atribuidas.
Nas imagens é possível ver Allen em seu quarto de hotel em frente a um espelho com várias armas presas ao corpo, incluindo uma faca e uma bolsa com munição.

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