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Os primeiros passos dados pelos Estados Unidos e a Venezuela para retomar as relações diplomáticas entre os dois países confirmam que a Casa Branca vinha se preparando para buscar acordos com o regime chavista após o ataque de 3 de janeiro passado. Tudo o que veio depois parece seguir um roteiro por momentos caótico e cujo desfecho ainda é incerto, mas com alguns elementos muito claros. O presidente Donald Trump optou pela continuidade do governo de Nicolás Maduro no poder, mesmo com Maduro agora sob custódia da Justiça dos EUA. A grande dúvida que paira sobre a Venezuela é, essencialmente, se esta aliança pragmática entre Maduro e o chavismo é sustentável. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Interlocutores do governo brasileiro avaliam que a ação dos Estados Unidos na Venezuela, ao retirar Nicolás Maduro do poder de forma considerada ilegal por diversos países –inclusive o Brasil –, pode produzir um efeito paradoxal: em vez de acelerar o fim do chavismo, o episódio pode abrir uma janela de oportunidade para setores remanescentes do regime se reorganizarem política e economicamente.
Para um importante embaixador, “não dá para cravar que o desfecho disso é o fim do chavismo”. Hoje, a Venezuela é presidida interinamente por Delcy Rodriguez, antes vice-presidente de Maduro.
Com a retirada de Maduro e a ausência de perspectiva de eleições a curto prazo, a impressão de alguns auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é que parte do regime enxergue o novo cenário como uma chance de recomposição. Um dos caminhos seria a reativação do setor petrolífero, hoje com produção em torno de 700 mil barris por dia: se conseguirem aumentar a produção para um milhão, dois milhões de barris, e administrar ao menos parte desses recursos, ainda que sob algum grau de controle americano, pode haver espaço para políticas sociais mínimas.
Segundo essa leitura, uma melhora relativa das condições de vida poderia ter impacto político relevante. Se a população começa a perceber que a vida está melhorando, e o discurso sempre foi o de que o sofrimento vinha das sanções e do imperialismo americano, é possível que setores ligados ao chavismo voltem a se tornar eleitoralmente competitivos, algo que parecia fora do horizonte até recentemente.
Esses interlocutores observam que o desgaste do regime é profundo após mais de duas décadas no poder e uma crise humanitária que levou milhões de venezuelanos a deixar o país. Cerca de 9 milhões de pessoas deixaram o país e nem todas são de direita, ressaltam.
Na avaliação de integrantes do governo Lula, a operação americana, iniciada em 4 de janeiro com um ataque militar a Caracas, rompeu princípios básicos de soberania e integridade territorial e criou um precedente que preocupa inclusive governos críticos a Maduro. Eles ressaltam que, se de um lado muitos dizem que não vão chorar por Maduro, porque é um ditador; por outro há um presidente sequestrado por uma potência estrangeira, o que “bagunça todo o jogo”.
O desfecho, segundo essa avaliação, permanece em aberto e dependerá tanto da dinâmica interna venezuelana quanto das disputas dentro do próprio governo americano. Pessoas a par das discussões em Brasília apontam que há divergências entre setores mais duros, favoráveis ao confronto, e outros mais cautelosos, preocupados com o risco de instabilidade prolongada, guerra civil ou impactos eleitorais nos EUA. Nas palavras de um diplomata, “é um jogo muito difícil de antecipar; essa história ainda não está escrita”.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, manteve nesta sexta-feira conversas telefônicas com os líderes de Brasil, Colômbia e Espanha, aos quais manifestou a intenção de seu governo de enfrentar pela “via diplomática” o que classificou como “agressão criminosa” dos Estados Unidos. Estes países estão entre os mais vocais na condenação perante a comunidade internacional dos ataques americanos a Caracas no último sábado, em uma operação que culminou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
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Delcy informou, em comunicado, sobre o encontro virtual com os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Gustavo Petro e Pedro Sánchez, “no contexto da grave agressão criminosa, ilegal e ilegítima perpetrada contra a República Bolivariana da Venezuela” em 3 de janeiro, quando os Estados Unidos bombardearam Caracas e prenderam o líder chavista.
“Reafirmei que a Venezuela continuará enfrentando essa agressão pela via diplomática”, acrescentou pouco depois de anunciar que recebe uma comissão dos Estados Unidos e explora a retomada das relações diplomáticas com Washington.
Os líderes defenderam “o avanço de uma ampla agenda de cooperação bilateral” que respeite a soberania e o diálogo. Delcy também agradeceu a Lula e Sánchez por sua posição contra a “agressão” sofrida pela Venezuela.
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Em uma segunda declaração, a líder interina também agradeceu ao Emir do Catar, Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani, por sua “disposição em contribuir para a construção de uma agenda de diálogo entre os Estados Unidos e a Venezuela”.
O Catar atua há anos como mediador nas negociações entre a Venezuela e os Estados Unidos. Após o ataque, o governo do Catar ofereceu novamente sua mediação e pediu a “resolução das disputas por meio do diálogo”.
Um homem foi preso acusado de profanar um cemitério histórico, onde ele arrombava túmulos e roubava restos de corpos e ossos para uma espécie de coleção que mantinha em sua casa. Jonathan Christ Gerlach, de 34 anos, morador da Filadélfia, na Pensilvânia, Estados Unidos, tinha mais de 100 crânios humanos, além de ossos longos, pés mumificados e torsos em decomposição, entre outros restos mortais. As informações foram divulgadas pela polícia local, que definiu o caso como “um filme de terror que ganhou vida”. O homem foi acusado por mais de 400 crimes.
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Gerlach foi detido na noite da última terça-feira, após uma investigação de cerca de um mês. O alvo da ação do homem era o Cemitério Mount Moriah, onde mais de 25 mausoléus e túmulos foram violados e arrombados, casos que vinham acontecendo desde o início de novembro. Os ossos e os restos humanos foram encontrados durante revista na casa e no depósito de Gerlach, segundo o New York Post.
No endereço ainda foram encontradas joias, que a polícia investiga se estão ligadas Às sepulturas violadas, e até mesmo um marca-passo ainda conectado.
— Eles estavam em vários estados de conservação. Alguns estavam pendurados, por assim dizer. Alguns estavam remontados, outros eram apenas crânios em uma prateleira — disse o promotor do condado de Delaware, Tanner Rouse, porta-voz sobre o caso.
O cemitério, de 1855, é considerado o maior do país em estado de abandono, de acordo com a organização Amigos do Cemitério Mount Moriah ao jornal norte-americano. São cerca de 150 mil sepulturas. Os alvos de Gerlach, de acordo com as investigações, eram mausoléus e jazigos subterrâneos.
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Os investigadores chegaram até Gerlach ao analisarem imagens de câmeras de vigilância da região. Na terça-feira, o carro dele foi avistado nos arredores do cemitério. Na ocasião, ele foi visto saindo do local com um saco de estopa e um pé de cabra. Segundo as autoridades, foram encontrados ossos no banco traseiro do veículo, destacaram publicações, como o New York Post e o The Sun. Ele foi preso quando voltava para o carro.
— Dada a enormidade do que estamos vendo e a completa falta de uma explicação razoável, é difícil dizer neste momento, exatamente o que aconteceu. Estamos tentando descobrir — disse Rouse à imprensa.
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Segundo a polícia, o homem confessou que havia levado cerca de 30 conjuntos de restos mortais humanos. Ele ainda indicou quais túmulos violou para ter acesso aos cadáveres.
Gerlach está preso sob fiança de US$ 1 milhão. Segundo o New York Post, não há advogado listado nos autos do processo. A audiência preliminar está marcada para 20 de janeiro, de acordo com o The Sun.
Ainda segundo o jornal, ele agora enfrenta 496 acusações. Destas, 100 dizem respeito ao abuso de cadáver, outras 100 de furto, 100 de receptação de bens roubados e as demais por invasão de propriedade e de profanação intencional de um monumento.
Uma mulher de 80 anos morreu e ao menos nove tiveram ferimentos leves nesta sexta-feira após uma explosão registrada em um edifício de Madri, informaram os serviços de emergência. O acidente ocorreu por volta das 16h10, no horário local, no bairro de Carabanchel, no sudoeste da capital espanhola, segundo um porta-voz dos serviços de emergência.
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Questionados sobre as possíveis causas da explosão, os serviços de emergência não deram explicações. Moradores de prédios vizinhos afirmaram ter ouvido “uma forte explosão” e que, em seguida, escutaram “gritos” pedindo que saíssem de suas casas. A polícia evacuou o edifício e mantém toda a área isolada.
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Segundo o porta-voz dos bombeiros, “o prédio número 38, vizinho ao 36, também foi evacuado, totalizando a retirada de moradores de 32 residências”. Os bombeiros preveem permanecer no local durante toda a noite para tentar garantir a segurança de ambos os imóveis.
Eles estimam que os moradores evacuados só poderão retornar às suas casas após, no mínimo, três dias, já que “há risco de colapso”, alertaram. “Até que a área esteja completamente segura, não será permitida a entrada”, acrescentaram.
Imagens divulgadas na conta oficial dos serviços de emergência na rede social X mostram um desabamento parcial na fachada do prédio. Em outubro de 2025, o desabamento de um edifício em obras no centro de Madri deixou quatro mortos.
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Autoridades locais e regionais prometeram agilizar as investigações para determinar a causa exata da explosão e do colapso parcial, além de reforçar a inspeção de sistemas de gás e infraestruturas residenciais em toda a cidade para evitar novos episódios semelhantes.
A prefeitura de Madri emitiu nota lamentando as vítimas e afirmou que apoiará as famílias afetadas, ao mesmo tempo em que pediu “máxima colaboração” da população com as equipes de resgate e investigadores neste momento crítico.

O vice-presidente Geraldo Alckmin disse, nesta sexta-feira (9), que o acordo entre Mercosul e União Europeia deve ser assinado nos “próximos dias” e que o governo brasileiro espera que entre em vigência ainda no ano de 2026. 

Para isso ocorrer, Alckmin explicou em entrevista à imprensa que é necessário “internalizar”. Isso quer dizer que é preciso que o Parlamento Europeu e os Congressos de cada país do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) aprovem o pacto comercial. Alckmin destacou que a sociedade vai ganhar com produtos mais baratos e de melhor qualidade.

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“Se o Congresso Brasileiro votar no primeiro semestre, nós não dependemos da Argentina, Paraguai e Uruguai, para já entrar em vigência”, afirmou Alckmin. 

Emprego e investimentos

Geraldo Alckmin destacou que o acordo tem potencial de gerar emprego e investimentos para o Brasil.

“Nós deveremos ter mais investimentos europeus na região do Mercosul e no Brasil, e mais investimentos brasileiros nos 27 países da Europa”, acrescentou Alckmin.

O vice-presidente destacou que o acordo fortalece o multilateralismo, em detrimento do isolacionismo. Para valorizar o potencial do acordo, Alckmin enumerou que a União Europeia é o segundo maior parceiro comercial do País e fica atrás apenas da China. Inclusive a corrente comercial (somando exportações e importações) no ano passado foi de US$ 100 bilhões. 

Um exemplo é que somente a indústria de transformação brasileira exportou US$ 23,6 bilhões para a União Europeia, o que representou um crescimento de 5,4% desse setor (para o mundo, essa elevação foi de 3,8%). 

“A União Europeia foi o primeiro ou o segundo destino da exportação de 22 estados brasileiros [no ano passado]”, destacou o vice-presidente. Alckmin também observou que 30% dos exportadores brasileiros vendem produtos para aquele continente, o que representa mais de 9 mil empresas brasileiras. “Essas empresas exportadoras empregam mais de três milhões de trabalhadores”. 

Sustentabilidade

Alckmin assinalou que o acordo possibilita um comércio com regras e também fortalece a sustentabilidade ao gerar compromissos dos países no combate às mudanças climáticas. “É um ganha-ganha. Quem for mais competitivo vende”. 

O vice-presidente ponderou ainda que o acordo se torna ainda mais fundamental levando em conta o momento geopolítico “difícil, de instabilidade e de conflitos”.

“(O acordo) mostra que é possível construir caminho de comércio com regras, de abertura comercial e de fortalecimento não do isolacionismo, mas do multilateralismo”. 

Decisão histórica

A aprovação do acordo comercial com o Mercosul foi confirmado nesta sexta pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, por “ampla maioria dos países que integram a União Europeia (UE)”.

“A decisão do Conselho de apoiar o acordo UE-Mercosul é histórica”, escreveu Ursula em postagem no microblog X.  “Estamos empenhados em criar crescimento, empregos e em garantir os interesses dos consumidores e das empresas europeias”, escreveu a presidente da comissão.

O Chile desarticulou, nesta sexta-feira, uma organização criminosa e deteve pelo menos 39 pessoas, entre elas chilenos e chineses, acusados de lavar ativos no valor de 200 milhões de dólares (mais de R$ 1 bilhão) após fraudar principalmente cidadãos americanos. A investigação, informou o Ministério Público chileno, foi iniciada em maio passado após uma denúncia do FBI, que alertou sobre fraudes transnacionais por meio de plataformas fraudulentas de investimento online.
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As vítimas “eram principalmente idosos americanos que transferiram importantes somas de dinheiro para contas no Chile”, explicou o MP. Segundo indicou à imprensa o procurador-geral Ángel Valencia, como resultado da operação, “há aproximadamente 39 pessoas detidas, entre elas cidadãos chineses”.
O MP disse que entre os detidos há também venezuelanos, equatorianos, bolivianos e peruanos, mas a organização era liderada por “cidadãos chineses e chilenos”. A rede operava principalmente na cidade chilena de Iquique, cerca de 1.800 km ao norte de Santiago, e utilizava sociedades comerciais estabelecidas na zona franca dessa cidade.
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Os americanos “investiam supostamente em fundos no Chile por meio de diferentes plataformas bancárias”, explicou à imprensa a promotora regional de Tarapacá, Trinidad Steinert. Os montantes “depois eram transferidos de uma empresa para outra, para, ao final, não concretizar os investimentos que as vítimas entendiam estar realizando”, acrescentou Steinert.
Até o momento, sabe-se que há cerca de 400 pessoas afetadas nos Estados Unidos. De acordo com as autoridades chilenas, para ocultar a origem do dinheiro, a organização criou no país cerca de 119 sociedades comerciais, que facilitaram seu posterior envio ao exterior.
Um homem de 67 anos foi condenado à prisão perpétua com pena mínima de 16 anos por coagir uma mulher a manter relações sexuais com estranhos ao longo de três décadas, em um padrão de abuso descrito pelo tribunal como “predatório e compulsivo”. A sentença, proferida no Tribunal da Coroa de Norwich, em Norfolk, no Reino Unido, marca o fim de um caso que agora motiva investigações mais amplas sobre possíveis envolvidos em outros crimes sexuais no país.
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Rodney Johnston, natural de Stalham, Norfolk, organizava encontros sexuais em locais isolados, como florestas, estradas e carros, muitas vezes envolvendo várias pessoas ao mesmo tempo. De acordo com o julgamento, a vítima era levada a participar de orgias que podiam durar horas, com até 15 homens, e os atos eram frequentemente filmados ou fotografados.
A mulher, que tem anonimato garantido por lei, relatou que as experiências traumáticas ocorreram por muitos anos e que se sentia desprezada, usada e aterrorizada, sem poder recusar ou escapar ao controle de Johnston. A juíza que presidiu o caso qualificou o comportamento como “sexo forçado na prática, mesmo que não no nome” e afirmou que o impacto sobre a vítima seria “severo e duradouro”.
— Acabei em uma situação que nunca imaginei que viveria. O que tive de suportar depois disso não desejo a ninguém. Eu não tinha voz, nem escolha. Eu me sentia suja, enjoada, usada, degradada, humilhada e aterrorizada, mas isso acabou se tornando o meu normal — disse a mulher em depoimento.
O esquema foi descoberto após uma investigação da polícia de Norfolk, que analisou milhares de mensagens de texto e aproximadamente 30 000 imagens e vídeos recuperados, os quais ajudaram a comprovar a coerção e exploração da vítima. Johnston negou repetidamente as acusações durante o julgamento, alegando que os encontros eram consensuais ou “brincadeira”, mas o júri rejeitou sua versão.
Investigação ampliada e centenas de suspeitos
Após a condenação, as autoridades britânicas anunciaram que centenas de homens, possivelmente até mil, podem enfrentar acusações relacionadas a crimes sexuais no âmbito de uma investigação mais ampla. O inspetor-detetive responsável afirmou que a polícia está a “examinar evidências para identificar vítimas e responsáveis, e fará tudo para levar perpetradores à Justiça”.
A descoberta de mensagens e multimídia do esquema de encontros, além de relatos de outras possíveis vítimas, impulsionou as investigações para além do caso individual de Johnston. A polícia britânica encoraja mulheres que possam ter passado por situações semelhantes a apresentarem relatos, parte de um esforço maior para compreender a extensão dos abusos.
Johnston foi condenado por vários crimes, incluindo coação de mulher para manter relações sexuais sob ameaça, causar atividade sexual sem consentimento e intimidação de testemunha. A sentença perpétua significa que ele não poderá ser considerado para liberdade condicional até cumprir o mínimo estabelecido pela juíza.
Repercussão e impacto
O caso chamou a atenção nacional e internacional pela extensão do abuso e pela aparente normalização de encontros sexuais coercitivos em sites de redes sociais ou por meio de mensagens em massa. A defesa do condenado havia argumentado que os encontros eram consensuais e mediados por plataformas adultas, mas a corte e a investigação policial concluíram que a dinâmica de poder e a coerção da vítima eram evidentes.
Organizações de apoio a sobreviventes de abuso sexual destacaram a importância de reconhecer padrões de coerção e manipulação, mesmo quando não evidentes à primeira vista, e de fornecer suporte contínuo às vítimas.
O caso permanece sob investigação, com autoridades alertando para a possibilidade de novos desdobramentos e acusações à medida que mais evidências e relatos são analisados.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, com vetos, a lei que institui o Código de Defesa do Contribuinte, beneficia bons pagadores e torna mais rígidas as regras contra devedores contumazes. A sanção foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (9).  

“Um dos principais objetivos da lei é impedir que empresas usem brechas legais para, ao longo de anos, ficarem sem pagar impostos, prejudicando de forma desleal as instituições sérias que concorrem com elas e todo cidadão que cumpre com suas obrigações em dia”, diz nota do governo federal.

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A nova legislação cria a figura do “devedor contumaz”, pessoa que pratica inadimplência reiterada, utilizando a prática como estratégia de negócio. 

“Quem for comprovadamente um devedor contumaz fica impedido de receber benefícios fiscais, contratar com o Poder Público e não é beneficiado com extinção de punibilidade em crimes tributários caso pague o tributo”, acrescenta a nota.

Ao mesmo tempo em que coíbe a ação de sonegadores, a lei traz benefícios às empresas que têm um bom histórico de pagamento, com a instituição do Programa de Estímulo à Conformidade Tributária (Sintonia). A lei também cria o Programa de Conformidade Cooperativa Fiscal (Confia) e o Programa Brasileiro de Operador Econômico Autorizado (Programa OEA), no âmbito aduaneiro.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira que o presidente colombiano, Gustavo Petro, um esquerdista que sua administração há muito menospreza, visitará a Casa Branca no próximo mês, expressando otimismo em relação às relações bilaterais. Os dois concordaram na quinta-feira em realizar ações conjuntas contra o Exército de Libertação Nacional (ELN) — principal guerrilha em atividade, com atuação marcante na fronteira com a Venezuela — após uma escalada de tensões em razão dos bombardeios americanos em Caracas, da captura do presidente venezuelano deposto, Nicolás Maduro, e de ameaças de possíveis ações militares semelhantes na Colômbia. A tensão regional pelas ameaças de Trump também alcança o México, cuja presidente, Claudia Sheinbaum, demonstrou nesta sexta-feira o desejo de “fortalecer coordenação” com os Estados Unidos.
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“Tenho certeza de que tudo correrá muito bem para a Colômbia e para os EUA, mas a cocaína e outras drogas devem ser IMPEDIDAS de entrar nos Estados Unidos”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.
Os dois líderes “se comprometeram a fazer ações conjuntas” contra o ELN, que desafia o governo de Petro com ataques constantes e sequestros de agentes de segurança após negociações de paz fracassadas desde que assumiu o poder em 2022. Em dezembro, a organização paramilitar ordenou o confinamento de civis nas áreas sob seu domínio, no que chamou de “greve armada” para responder às “ameaças de intervenção de Trump”.
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No telefonema, Petro já havia aceitado o convite de Trump para uma reunião em Washington e pediu “ajuda para atingir duramente o ELN na fronteira” com a Venezuela, afirmou o ministro do Interior colombiano, Armando Benedetti. Segundo o ministro, os guerrilheiros “sempre terminavam na Venezuela” após confrontos com a força pública colombiana. “Havia vezes em que a Venezuela ajudava e outras em que não”, pontuou na quinta-feira.
Horas mais tarde, o líder rebelde mais procurado da Colômbia convocou outros comandantes guerrilheiros para uma reunião a fim de discutir a prisão de Maduro pelos Estados Unidos. “Hoje enfrentamos um inimigo comum”, disse Ivan Mordisco, líder dos remanescentes do extinto movimento armado das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), em um vídeo enviado à imprensa. “Convocamos vocês com urgência para uma cúpula de comandantes insurgentes da Colômbia e de toda a América.”
Colômbia e Venezuela compartilham uma fronteira porosa de 2.200 quilômetros, onde diferentes grupos armados disputam as rendas do narcotráfico, da mineração ilegal e do contrabando. Para Benedetti, é necessário que os guerrilheiros “também sejam atacados na retaguarda quando são atacados aqui”.
Petro tentou sem sucesso negociar a paz com o ELN após assumir o poder em 2022, como parte de sua política para desmobilizar todos os grupos armados por meio do diálogo. As negociações com o ELN estão suspensas após uma ofensiva dos rebeldes contra combatentes de outra guerrilha em uma área de fronteira conhecida como Catatumbo, há um ano, que deixou uma centena de mortos e dezenas de milhares de deslocados.
Petro e Trump tiveram repetidos desencontros sobre temas como narcotráfico, tarifas e imigração. Aliados militares e econômicos históricos, Colômbia e Estados Unidos estão em um dos piores momentos de sua relação bilateral. Desde o fim de setembro, Petro não tem visto americano por ordem de Trump.
Ameaça de ataque por terra
Também sob a mira americana, a presidente do México afirmou nesta sexta-feira que seu governo busca maior coordenação com os Estados Unidos após Trump, ter ameaçado “atacar por terra” os cartéis de drogas.
— Ontem [quinta-feira], pedi ao chanceler Juan Ramón de la Fuente que entrasse em contato direto com o secretário do Departamento de Estado e, se necessário, conversasse com o presidente Trump para fortalecer a coordenação no âmbito [do acordo bilateral de segurança] — disse a presidente em sua coletiva de imprensa matinal.
Sheinbaum abordou o assunto em resposta a uma pergunta sobre seu telefonema na quinta-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
— Discutimos muitos tópicos, incluindo a situação na América Latina e a defesa da soberania — disse a presidente.
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Em atualização. Com AFP.

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