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Uma mulher de 80 anos morreu e ao menos nove tiveram ferimentos leves nesta sexta-feira após uma explosão registrada em um edifício de Madri, informaram os serviços de emergência. O acidente ocorreu por volta das 16h10, no horário local, no bairro de Carabanchel, no sudoeste da capital espanhola, segundo um porta-voz dos serviços de emergência.
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Questionados sobre as possíveis causas da explosão, os serviços de emergência não deram explicações. Moradores de prédios vizinhos afirmaram ter ouvido “uma forte explosão” e que, em seguida, escutaram “gritos” pedindo que saíssem de suas casas. A polícia evacuou o edifício e mantém toda a área isolada.
Explosão em prédio de Madri deixa um morto e nove feridos
Segundo o porta-voz dos bombeiros, “o prédio número 38, vizinho ao 36, também foi evacuado, totalizando a retirada de moradores de 32 residências”. Os bombeiros preveem permanecer no local durante toda a noite para tentar garantir a segurança de ambos os imóveis.
Eles estimam que os moradores evacuados só poderão retornar às suas casas após, no mínimo, três dias, já que “há risco de colapso”, alertaram. “Até que a área esteja completamente segura, não será permitida a entrada”, acrescentaram.
Imagens divulgadas na conta oficial dos serviços de emergência na rede social X mostram um desabamento parcial na fachada do prédio. Em outubro de 2025, o desabamento de um edifício em obras no centro de Madri deixou quatro mortos.
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Autoridades locais e regionais prometeram agilizar as investigações para determinar a causa exata da explosão e do colapso parcial, além de reforçar a inspeção de sistemas de gás e infraestruturas residenciais em toda a cidade para evitar novos episódios semelhantes.
A prefeitura de Madri emitiu nota lamentando as vítimas e afirmou que apoiará as famílias afetadas, ao mesmo tempo em que pediu “máxima colaboração” da população com as equipes de resgate e investigadores neste momento crítico.

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Os salários de juízes, promotores e procuradores brasileiros com os chamados penduricalhos foi tema de encontro entre os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, nesta segunda-feira (25).

Os penduricalhos são valores extras somados ao salário de algumas carreiras que costumam elevar os rendimentos acima do teto constitucional do funcionalismo público.

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Os chefes dos poderes Legislativo e Judiciário discutiram o futuro anteprojeto de lei sobre a remuneração da magistratura que pode entrar na pauta do Parlamento.

Em nota conjunta encaminhada à imprensa, Alcolumbre e Fachin informaram que o debate abordou a necessidade de aperfeiçoamento do sistema remuneratório no serviço público.

“Diante da multiplicação de vantagens pecuniárias acessórias — como gratificações, adicionais, abonos e parcelas autônomas — que comprometem a transparência, tensionam a observância do teto constitucional previsto no art. 37, XI, da Constituição Federal e estimulam litigiosidade funcional”, disseram Alcolumbre e Fachin.

O artigo 37 da Constituição determina que o teto salarial na administração pública direta é de R$ 46,3 mil, igual aos salários dos ministros do STF. Porém, têm proliferado benefícios de caráter indenizatório que elevam o vencimento dos magistrados e procuradores para acima desse teto.  

Alcolumbre informou que, na reunião com Fachin, foi destacada a jurisprudência consolidada do STF que considera inconstitucional vantagens que extrapolem o teto ou que sejam criados benefícios salariais sem vínculo com atividade laboral específica.

“Reconheceu-se que se trata de questão estrutural, a demandar solução legislativa de caráter geral que preserve a valorização das carreiras públicas”, comunicou em nota conjunta

Alcolumbre e Fachin acrescentaram que os “diálogos institucionais” devem continuar, com envolvimento do Poder Executivo e a outros atores interessados, “visando à construção de propostas e ao recebimento de sugestões sobre o tema”.

Entenda

Os gastos do Judiciário com salários acima do limite constitucional aumentaram 49,3% entre 2023 e 2024. O valor extra-teto saltou de R$ 7 bilhões para R$ 10,5 bilhões em apenas um ano, segundo estudo do Movimento Pessoas à Frente.

Em meio à repercussão negativa sobre os supersalários, o Supremo Tribunal Federal (STF) limitou, em julgamento de março deste ano, os penduricalhos de juízes, promotores e procuradores a até 35% do valor do teto constitucional. Com isso, o valor máximo do salário poderá chegar a R$ 62,5 mil. 

Na semana passada, a Associação dos Juízes Federais (Ajufe) apresentou recurso contra a decisão do STF que limitou o pagamento de penduricalhos, pedindo a flexibilização de benefícios que foram cortados pelo Supremo, como auxílio-alimentação e auxílio de proteção à primeira infância e à maternidade. 

O que está sendo negociado entre Estados Unidos e Irã ainda não é paz, nem o desmantelamento dos programas nucleares e de mísseis. Essas questões ainda serão debatidas — talvez dentro de alguns meses. Segundo o secretário de Estado americano, Marco Rubio, há uma “proposta bastante sólida com prazo determinado sobre a questão nuclear”. Mas, por ora, o presidente dos EUA, Donald Trump, apresentou um acordo que pode estender o cessar-fogo e reabrir o Estreito de Ormuz, aliviando a maior interrupção energética da História moderna.
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A melhor notícia desta negociação, mediada por um general paquistanês linha-dura, é que um conflito que facilmente poderia ter saído ainda mais do controle parece estar desacelerando. Supondo que tanto Trump quanto o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, que se encontra escondido, aprovem a redação final do acordo, o ponto de estrangulamento por onde passam 20% do petróleo mundial deverá ser reaberto.
Isso não é trivial em um momento que os republicanos temem chegar às eleições de meio de mandato, que vai acontecer em novembro, com a gasolina em torno de US$ 4,50 (mais de R$ 22, na cotação atual) o galão e um presidente que buscava uma guerra à qual a maioria dos americanos se opõe, segundo as pesquisas de opinião. Para os iranianos, a oportunidade surge justamente quando sua fragilizada economia parecia prestes a entrar em colapso, devido à perda da maior parte de sua receita petrolífera.
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Mas para um presidente que, há 11 semanas, havia afirmado que “não haverá acordo com o Irã, exceto a RENDIÇÃO INCONDICIONAL”, o acordo que ele anunciou neste fim de semana ficou muito aquém disso. E seu tom foi visivelmente diferente.
“As negociações estão a decorrer de forma ordenada e construtiva, e informei os meus representantes para não se precipitarem num acordo, pois o tempo está a nosso favor”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social, no domingo. Até que o líder supremo e outros funcionários iranianos certifiquem o entendimento, “o bloqueio permanecerá em pleno vigor e efeito”, escreveu ele, referindo-se ao bloqueio americano aos portos iranianos.
E ele acrescentou: “Não pode haver erros! Nossa relação com o Irã está se tornando muito mais profissional e produtiva”.
Trump, porém, cedeu à exigência iraniana de adiar as questões mais espinhosas — embora aparentemente tenha conseguido forçar os iranianos a pôr fim, pelo menos temporariamente, ao seu domínio sobre uma das vias navegáveis ​​mais vitais do mundo.
No fim, cada lado teve pouca escolha a não ser ceder. Escolheram a menos pior dentre as opções que consideravam ruins. E isso começa a restaurar o status quo ao ponto em que se encontrava em 28 de fevereiro, quando Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, iniciaram uma guerra para pôr fim aos programas nucleares e de mísseis do Irã.
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Até agora, eles não conseguiram atingir esses objetivos: o Irã ainda possui mais de 11 toneladas de combustível nuclear, incluindo 440 kg de material próximo ao grau necessário para bombas — embora esteja enterrado sob escombros, a grande profundidade. Um plano inicial para, essencialmente, realizar um golpe de Estado , derrubar o governo e colocar no poder o ex-presidente linha-dura iraniano Mahmoud Ahmadinejad, nunca se concretizou.
Impasse sobre o urânio
Os assessores de Trump afirmam que, caso o estreito seja reaberto, planejam iniciar uma segunda fase para retomar negociações com os iranianos sobre as questões que desencadearam a guerra. No domingo, uma autoridade do governo Trump, que pediu para não ser identificado, disse que os iranianos já haviam concordado, em linhas gerais, em entregar seu urânio enriquecido a 60% — um estoque que poderia ser convertido em 12 bombas em um prazo relativamente curto.
Mas os iranianos não disseram nada sobre entregar esse combustível, que, juntamente com seu poder de interromper o tráfego no estreito, é sua melhor arma de negociação. A autoridade americana também admitiu que o mecanismo exato pelo qual o Irã se desfaria de seu urânio altamente enriquecido permanece indefinido, tal como a questão de saber se, no final das negociações, a República Islâmica enviará todo o urânio adicional em sua posse, de acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica.
Imagem de satélite do complexo nuclear de Isfahã, no Irã, após os ataques dos Estados Unidos
Maxar Technologies
Os EUA também disseram que os iranianos concordaram, verbalmente, com algum tipo de suspensão do enriquecimento de novo combustível nuclear. Mas, há pouco mais de uma semana, o próprio Trump disse a repórteres que os líderes de Teerã haviam recuado do compromisso de suspender essa atividade por 20 anos, e não está claro qual é a posição deles sobre o assunto agora.
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E o Irã, até agora, se recusou sequer a discutir limites para o tamanho e o alcance de seus mísseis, algo que os EUA disseram que insistiriam em impor. Essa é uma questão crucial para os israelenses, que estão ao alcance de muitos dos mísseis balísticos iranianos.
Apesar da confiança dos EUA de que todas essas questões seriam resolvidas, parecia possível que as negociações e o frágil cessar-fogo pudessem ruir a qualquer momento.
Mas a autoridade americana afirmou que a reabertura do estreito aliviaria a pressão econômica, tranquilizaria os mercados e criaria espaço para lidar com as questões nucleares. Mas não disse como Washington lidaria com a reivindicação do Irã, feita nos últimos três meses, de que agora detém soberania sobre a hidrovia, que até então era atravessado como águas internacionais.
‘Objetivos da guerra foram abandonados’
Também no domingo, um dia depois de elevar as expectativas pelo fim da guerra, Trump afirmou que “se eu fizer um acordo com o Irã, será um acordo bom e adequado, não como aquele feito por Obama”, em 2015.
O acordo nuclear de 2015, conhecido como Plano de Ação Conjunto Global (Jpcoa), impôs limites rigorosos ao enriquecimento de urânio pelo Irã, mas não o proibiu completamente. Trump, que retirou os EUA do acordo durante seu primeiro mandato, insiste que o Irã não tem permissão para enriquecer urânio internamente.
“Nosso acordo é exatamente o oposto, mas ninguém o viu, nem sabe do que se trata. Nem sequer foi totalmente negociado ainda”, escreveu ele em sua plataforma Truth Social. “Portanto, não deem ouvidos aos perdedores, que criticam algo que desconhecem completamente”.
Entre os “perdedores” estavam membros proeminentes do próprio partido de Trump. Republicanos defensores de uma linha-dura contra o Irã disseram que ele cedeu à pressão e não conseguiu concluir a missão. Entre os críticos mais ferrenhos estava o senador Roger Wicker, republicano do Mississippi e presidente do Comitê de Serviços Armados do Senado, que havia alertado que “tudo o que foi conquistado pela Operação Fúria Épica seria em vão”.
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Mike Pompeo, diretor da CIA durante o primeiro mandato de Trump e depois secretário de Estado, foi igualmente desdenhoso, levando Steven Cheung, diretor de comunicações da Casa Branca, a declarar nas redes sociais que Pompeo “deveria calar a boca e deixar o trabalho de verdade para os profissionais”.
— É isso que acontece quando uma guerra de escolha mal concebida se transforma em uma ‘paz’ por necessidade, repleta de falhas — disse Aaron David Miller, ex-negociador do Oriente Médio e atualmente na Fundação Carnegie para a Paz Internacional. — Os objetivos de guerra originais, irrealizáveis, foram abandonados e, agora, há pouca influência para garantir o que realmente importa: conter a capacidade nuclear do Irã e manter os estreitos permanentemente abertos.
Até alguns dias atrás, o governo Trump insistia que não entraria em nenhum acordo que não abordasse de imediato a questão mais difícil: o programa nuclear. Mas os membros do governo cederam — em parte porque precisavam reabrir o estreito e porque reconheceram a complexidade de negociar o vasto complexo nuclear do Irã, uma tarefa que levou quase dois anos para o governo Obama e resultou em um acordo de 160 páginas.
— Não se pode fazer algo relacionado à energia nuclear em 72 horas, rabiscando num guardanapo — disse Rubio a repórteres, durante sua visita à Índia, no domingo. — O estreito precisa ser reaberto imediatamente e, assim, iniciaremos, dentro de parâmetros acordados, conversas muito sérias sobre o enriquecimento de urânio, sobre o urânio altamente enriquecido e sobre o compromisso deles de nunca possuírem armas nucleares.
Segundo o secretário de Estado, o Irã estava fazendo concessões significativas, mas que as decisões mais difíceis ainda estavam por vir.
Duas questões permanecem misteriosas: como os Estados Unidos lidarão, em última instância, com as exigências iranianas para o desbloqueio de bilhões de dólares em fundos congelados e para o levantamento de anos de sanções impostas ao Irã, que o impedem de vender petróleo ou comprar bens e tecnologia.
Essas questões nem sequer foram abordadas, de acordo com a autoridade americana.
— Sem poeira, sem dólares — disse a autoridade, numa referência às repetidas menções de Trump à “poeira nuclear”, sua maneira de se referir ao urânio altamente enriquecido que se encontra em grande parte no complexo nuclear de Isfahã, bombardeado pelos EUA em junho passado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou nesta segunda-feira (25) tratamento de radioterapia no couro cabeludo. A medida foi adotada após a retirada de uma lesão na pele em 24 de abril. O Procedimento, no Hospital Sírio-Libanês em Brasília, é preventivo e terá 15 sessões.

De acordo com o hospital, o presidente seguirá com suas atividades diárias sem restrições, mantendo acompanhamento das equipes médicas lideradas pelo cardiologista Roberto Kalil Filho e pela médica Ana Helena Germoglio.

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Segundo o Planalto, as sessões ocorerão ao longo de três semanas, com duração aproximada de dois minutos cada.

Apesar do início do tratamento nesta manhã, o presidente mantém compromissos no Palácio do Planalto, incluindo evento com representantes de países africanos.

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A radioterapia preventiva ocorre após procedimento cirúrgico ocorrido em abril, em São Paulo, para retirada de um carcinoma basocelular no couro cabeludo. À época, a equipe médica informou que a cirurgia transcorreu sem intercorrências. O presidente teve alta no mesmo dia.

O carcinoma basocelular é o tipo mais comum de câncer de pele, geralmente associado à exposição solar. Trata-se de uma lesão de crescimento lento, que raramente se dissemina para outras partes do corpo e apresenta altos índices de cura quando diagnosticada precocemente.

O boletim médico desta segunda-feira é assinado pelo diretor de Governança Clínica do Sírio-Libanês, Rafael Gadia, e pelo diretor clínico, Volney Vilela.

Um passeio de scooter elétrica por uma estrada rural nos arredores de Budapeste terminou de forma improvável para o húngaro Dániel Kovács. Enquanto trafegava pela cidade de Százhalombatta, ele foi atingido no rosto por uma lebre que atravessou a pista em alta velocidade e saltou na direção do veículo, provocando a queda.
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O acidente aconteceu neste mês e foi registrado por uma câmera acoplada ao capacete do piloto. As imagens mostram o momento em que o animal surge no acostamento e, em vez de cruzar a via, salta diretamente contra Kovács, que seguia a cerca de 35 km/h. Após o impacto, ele perde o controle da scooter e cai no asfalto.
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— Nós colidimos quando ela estava na altura da minha cabeça. Eu ainda segurava o guidão, mas soltei tudo quando bati no chão. Fiquei em choque porque é algo que você nunca imagina que possa acontecer — afirmou Kovács à emissora húngara “Tények”.
Apesar da violência da batida, o piloto sofreu apenas escoriações e hematomas. Segundo ele, o capacete e os equipamentos de proteção evitaram ferimentos mais graves. Logo após a colisão, a lebre voltou correndo para uma área de vegetação às margens da estrada.
O vídeo se espalhou rapidamente pelas redes sociais nos últimos dias e acumulou milhões de visualizações em plataformas como X, Reddit e Instagram. Parte da repercussão veio não apenas pela cena inusitada, mas também pela reação do motociclista logo após a queda. Usuários húngaros destacaram nos comentários a sequência de xingamentos dita por Kovács após o acidente, descrita por internautas como uma “aula criativa” de palavrões no idioma local.
Attila Feldvári, integrante da Câmara de Caça da Hungria, explicou à imprensa local que lebres podem reagir de forma imprevisível quando entram em estado de estresse. Segundo ele, o animal provavelmente se desorientou ao tentar escapar da aproximação da scooter.
Especialistas ouvidos pela imprensa húngara afirmaram que encontros com animais silvestres são relativamente comuns em estradas rurais do país, sobretudo durante períodos de maior atividade no campo. A recomendação é reduzir a velocidade em áreas de vegetação aberta e manter atenção redobrada em trechos afastados dos centros urbanos.
A declaração de Donald Trump de que o acordo para o fim do conflito com o Irã estaria próximo, e de que estariam sendo discutidos os detalhes, levou o petróleo a cair abaixo dos US$ 100. A economia mundial se agarra à possibilidade de término da Guerra do Oriente Médio, que já dura três meses e tem provocado muitos distúrbios globalmente, o que explica a grande expectativa pelo fim do conflito. No entanto, é da natureza de Trump e de seu governo emitirem sinais contraditórios e ambíguos. Na manhã desta segunda-feira, a manchete do jornal Financial Times traz uma declaração de Marco Rubio, secretário de Estado americano, de que ou se consegue um bom acordo ou se alcançará o fim da guerra “por outro meio”, another way. Rubio não disse, porém, qual seria esse outro meio. Ficou a ameaça no ar. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O Papa Leão XIV lançou nesta segunda-feira a encíclica “Magnifica Humanitas” (“Magnífica Humanidade”), documento em que alerta para os riscos da Inteligência Artificial (IA) e defende limites éticos para o avanço da tecnologia. Mas, afinal, o que é uma encíclica e por que esses textos têm peso histórico dentro e fora da Igreja Católica?
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Tradicionalmente, encíclicas são cartas abertas escritas pelo Papa e dirigidas a “todas as pessoas de boa vontade”, nas quais o Pontífice apresenta orientações morais, sociais e políticas sobre temas considerados centrais em cada época. Ao longo da história, esses documentos ajudaram a moldar debates sobre trabalho, economia, guerra e direitos humanos.
No caso de “Magnifica Humanitas”, texto com cerca de 42.300 palavras em sua versão em inglês, Leão XIV volta o olhar para a IA, que descreve como uma força capaz de transformar profundamente a sociedade. O objetivo, segundo ele, é preservar a dignidade e a autonomia humanas em um cenário em que sistemas digitais podem substituir pessoas em diversas funções.
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O documento foi apresentado ao lado de Christopher Olah, cofundador da Anthropic, uma importante empresa de IA, em um gesto simbólico de aproximação entre o Vaticano e o setor de tecnologia.
Embora ressalte que a tecnologia não deve ser vista como uma força contrária à Humanidade, o Papa faz um alerta direto: “a busca por maiores lucros não pode justificar escolhas que sacrifiquem sistematicamente empregos”.
Entre as propostas apresentadas na encíclica, estão:
A regulamentação governamental das empresas privadas que lideram o desenvolvimento da IA;
A proteção e requalificação de trabalhadores cujos empregos estão ameaçados;
A educação para ajudar estudantes a pensar criticamente sobre o uso da IA;
As ações para proteger crianças de conteúdos online violentos, hipersexualizados ou falsos, frequentemente gerados por IA;
As garantias de que seres humanos, e não a IA, permaneçam responsáveis por todas as decisões relacionadas ao uso de armas.
Mais do que um diagnóstico técnico, a encíclica traz um alerta social. O Papa afirma que uma sociedade que concentra empregos em uma pequena parcela da população, mesmo com alto desenvolvimento tecnológico, pode levar ao “empobrecimento humano e cultural”.
“Isso cria um paradoxo de progresso material e regressão antropológica que mina as bases de uma paz social justa e estável”, escreve.
Ao apresentar o documento no Vaticano, Leão afirmou que suas reflexões foram influenciadas por conversas com cientistas, engenheiros e líderes políticos. Ele destacou o papel de Olah nesse diálogo e disse que a cooperação entre diferentes áreas é essencial diante dos desafios da Inteligência Artificial.
A nova encíclica também dialoga diretamente com uma tradição histórica da Igreja. O texto foi assinado em 15 de maio, mesma data de “Rerum Novarum”, publicada em 1891 por Leão XIII.
Considerada um marco da doutrina social da Igreja, “Rerum Novarum” tratou dos impactos da Revolução Industrial e defendeu direitos dos trabalhadores diante da exploração econômica. Agora, mais de um século depois, Leão XIV retoma esse debate em um novo contexto, marcado pela transformação digital.
Assim como no documento histórico, o trabalho aparece como eixo central. Para o Papa, trabalhar não é apenas uma forma de renda, mas “uma exigência da condição humana”, ligada ao desenvolvimento e à realização pessoal.
Além das questões econômicas, a encíclica aborda temas como o uso de armas autônomas, o impacto da tecnologia sobre crianças e até o papel histórico da Igreja. Em um dos trechos, Leão pede desculpas pela atuação do Vaticano em períodos de escravidão.
Embora tenha base religiosa, o texto se aproxima, em vários momentos, de um documento de políticas públicas, com propostas concretas de regulação e governança da tecnologia.
Dentro da tradição católica, encíclicas costumam ter efeitos duradouros e ajudam a definir não apenas o rumo de um pontificado, mas também o posicionamento da Igreja diante das grandes transformações do mundo.
Um funcionário de um campo de golfe foi encontrado morto após ficar preso sob um cortador de grama dentro de um lago em Paris, no estado de Illinois, nos Estados Unidos. A vítima, identificada como Jay Roush, de 64 anos, trabalhava no Eagle Ridge Golf Course e foi localizada pouco depois do meio-dia da sexta-feira (22).
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Segundo informações do Gabinete do Médico Legista do Condado de Edgar, um homem acionou o serviço de emergência após encontrar Roush inconsciente na água, preso embaixo de um cortador de grama do tipo “zero turn”, equipamento usado na manutenção de grandes áreas verdes. Policiais, bombeiros e paramédicos foram enviados ao local, mas o trabalhador teve a morte constatada ainda no campo de golfe.
As autoridades informaram que o corpo estava em uma área com cerca de um metro de profundidade. Até o momento, permanece sem explicação como o veículo foi parar dentro do lago. Investigadores relataram que outro funcionário decidiu procurar Roush depois que ele deixou de atender ligações telefônicas. O local exato do acidente dentro do campo de 18 buracos não foi divulgado.
Investigações e homenagens
O Departamento do Xerife do Condado de Edgar e o médico legista continuam investigando as circunstâncias do acidente. Uma autópsia foi marcada para ocorrer em Springfield, também em Illinois.
Descrito por familiares e amigos como uma pessoa “otimista, sociável e extrovertida”, Jay Roush era conhecido na comunidade local pelo envolvimento com esportes, especialmente golfe, softball e beisebol. Integrante da liga de quarta-feira à noite do Eagle Ridge, ele mantinha handicap 10 no golfe e era membro vitalício da Igreja Metodista Unida de Vermilion.
Nas redes sociais, amigos e parentes prestaram homenagens à vítima. Shelly Gower Andrews escreveu que “nunca ouviu uma palavra ruim” sobre Roush. “Ninguém poderia substituir Jay Roush. Ele fará falta e será lembrado com carinho por muitos anos”, afirmou.
Jeff Chambers também destacou a relação de Jay com a comunidade esportiva e religiosa local. “Quer você fosse um membro da família, um amigo do softball, um colega de trabalho ou alguém da igreja, ele mostrava um pouco de como é o amor de Deus”, escreveu.
Jake Phegley, amigo da vítima, lamentou a morte. “Ver isso me deixa triste”, disse, ao definir Roush como uma “figura fundamental” para a comunidade do beisebol local.
O funeral de Jay Roush está marcado para quinta-feira. Segundo a família, os convidados poderão comparecer usando roupas casuais ou camisetas do Chicago Cubs, time de beisebol favorito dele.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou nesta segunda-feira que foi alcançado um certo grau de entendimento com os Estados Unidos em muitas questões, mas deixou claro que um acordo não é iminente. A declaração ocorre dias depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, elevar a expectativa pelo fim da guerra ao afirmar que um acordo tinha sido “em grande parte negociado”, apesar do recuo de domingo, quando apontou que Washington não pretende “se precipitar” para alcançar termos finais sem que os objetivos americanos sejam atingidos.
— É correto afirmar que chegamos a conclusões sobre grande parte das questões, mas ninguém pode afirmar que isso significa que a assinatura de um acordo seja iminente — disse Baghaei a repórteres, em declarações transmitidas pela emissora estatal iraniana.
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Baghaei descreveu o acordo como uma estrutura preliminar que não entra em detalhes sobre as questões mais espinhosas e reiterou a exigência de Teerã de que a guerra termine em todas as frentes, incluindo o Líbano.
— O foco das negociações é o fim da guerra e, nesta fase, não há discussão sobre detalhes nucleares — acrescentou o porta-voz, referindo-se a um dos principais pontos de discórdia: o programa nuclear iraniano.
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O memorando de entendimento supostamente envolve uma prorrogação do cessar-fogo por 60 dias, a reabertura do Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% do comércio mundial de petróleo e gás em tempos de paz, e um plano posterior sobre o programa nuclear iraniano.
O porta-voz também afirmou que o Irã estava focado em garantir o trânsito seguro pelo Estreito de Ormuz, mas que o acordo não detalha como seria o processo para a reabertura. Ele sugeriu que Irã e Omã estavam discutindo separadamente uma administração da hidrovia.
Também nesta segunda, durante uma visita à Índia, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que as negociações “ainda estão em andamento”. Para ele, há uma “proposta bastante sólida com prazo determinado sobre a questão nuclear e sobre a capacidade do Irã de reabrir o Estreito de Ormuz”.
Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio (centro à esquerda), sua esposa Jeanette (centro) e o embaixador dos EUA na Índia, Sergio Gor (segundo à direita), visitam o Taj Mahal
AFP
— Eu não daria muita importância a isso. Leva um tempo para recebermos uma resposta. [Trump] não tem pressa e não vai fazer um mau acordo — disse Rubio. — Ou chegaremos a um bom acordo ou teremos que lidar com isso de outra forma.
Em meio às negociações, Trump tentou se defender das críticas de figuras linha-dura, incluindo alguns republicanos, de que o potencial acordo com o Irã se assemelha muito a um tratado firmado pelo ex-presidente Barack Obama. “O acordo com o Irã será ótimo e significativo, ou não haverá acordo”, escreveu o presidente em sua plataforma Truth Social nesta segunda, acrescentando que seria “exatamente o oposto” do acordo assinado durante o governo Obama.
Mensagem unificadora para derrotar o trumpismo: Maga se afasta de Trump e defende pautas ainda mais antidemocráticas para 2028
O acordo nuclear de 2015, conhecido como Plano de Ação Conjunto Global (Jpcoa), impôs limites rigorosos ao enriquecimento de urânio pelo Irã, mas não o proibiu completamente. Trump, que retirou os EUA do acordo durante seu primeiro mandato, insiste que o Irã não tem permissão para enriquecer urânio internamente.
Ainda na coletiva de imprensa desta segunda, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que tem testemunhado repetidas mudanças na posição do governo Trump durante a guerra e isso “cria problemas para qualquer processo de negociação”.
— Em poucas horas, você pode se deparar com posições completamente diferentes e, em muitos casos, contraditórias — disse ele. — Não há qualquer garantia de que os Estados Unidos cumprirão seus compromissos.
(Com New York Times)
Uma turista de 33 anos morreu após ser pisoteada durante uma briga entre elefantes em um acampamento turístico na Índia. O caso ocorreu na segunda-feira (18), no acampamento de elefantes de Dubare, em Coorg, no estado de Karnataka, e imagens do episódio passaram a circular nas redes sociais nos últimos dias.
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Os vídeos mostram Tulasi sendo atingida pelas patas de um dos animais enquanto dois elefantes brigavam dentro de um rio. A mulher aparece caída entre os animais enquanto pessoas ao redor tentam retirá-la do local. Segundo relatos, o marido dela conseguiu escapar segurando a filha do casal no colo, mas não conseguiu socorrer a esposa durante o ataque.
Assista:
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A família havia viajado de Chennai, cidade no litoral indiano, para passar dois dias de férias na região. Tulasi observava o banho dos elefantes quando a confusão começou. Um dos animais atacou o outro repentinamente, e a turista, que estava próxima, acabou atingida. Um treinador que estava montado em um dos elefantes não conseguiu conter o confronto.
Mudanças após o acidente
De acordo com autoridades locais, os tratadores conseguiram controlar os animais depois de alguns minutos, mas Tulasi não resistiu aos ferimentos. A elefanta considerada mais fraca na disputa, uma fêmea de 34 anos chamada Marthanda, também morreu na manhã seguinte, apesar de ter recebido tratamento veterinário.
Turista morre pisoteada após se envolver em uma briga com elefantes
Redes Sociais
Após o episódio, autoridades recomendaram que turistas mantenham distância mínima de 30 metros dos elefantes em acampamentos turísticos. A nova orientação também proíbe que visitantes alimentem os animais ou façam fotos muito próximas deles. Especialistas afirmam que, mesmo treinados, elefantes podem apresentar reações imprevisíveis.
O caso ocorreu cerca de dois meses depois da morte de duas turistas durante um safári no Parque Nacional de South Luangwa, na Zâmbia. A britânica Janet Taylor Easton, de 67 anos, e a prima dela, Alison Taylor, também de 67 anos e natural da Nova Zelândia, foram atacadas por uma elefanta enquanto participavam de um passeio ao nascer do sol.
Segundo relatos da polícia local, os guias chegaram a disparar contra o animal na tentativa de conter o ataque, mas não conseguiram evitar as mortes. A investigação apontou que as duas vítimas morreram em decorrência de graves lesões torácicas traumáticas.
O Papa Leão XIV apresentou nesta segunda-feira uma encíclica sobre os riscos da Inteligência Artificial (IA) e fez um alerta a líderes políticos e empresariais para que protejam a Humanidade dos efeitos mais disruptivos da tecnologia. O documento, uma carta aberta a “todas as pessoas de boa vontade” com cerca de 42.300 palavras, expõe a preocupação do Pontífice com a preservação da dignidade e da autonomia humanas em uma era em que sistemas digitais podem substituir pessoas em diversos papéis profissionais e sociais.
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‘Só a Onipotência do amor nos salvará guerra’: Papa pede paz em missa de Pentecostes
O texto foi apresentado ao lado de Christopher Olah, cofundador da Anthropic, uma importante empresa de IA, em um gesto simbólico de diálogo entre os mundos religioso e tecnológico.
Embora ressalte que “a tecnologia não deve ser considerada, em si mesma, como uma força contrária à Humanidade”, o Papa afirma que “a busca por maiores lucros não pode justificar escolhas que sacrificam sistematicamente empregos”.
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Entre as propostas, Leão defende: a regulamentação das empresas que lideram o desenvolvimento da IA, a proteção e requalificação de trabalhadores ameaçados pela automação, a educação para o uso crítico da tecnologia e medidas para proteger crianças de conteúdos violentos, sexualizados ou falsos. Também pede garantias de que decisões sobre o uso de armas permaneçam sob controle humano.
O Pontífice enfatiza ainda a necessidade de preservar um papel social para todos.
“Uma sociedade que garante emprego a apenas uma pequena parcela da população, apesar de alto nível de desenvolvimento técnico, corre o risco de levar muitos à inatividade forçada, à falta de responsabilidades e de estímulos cotidianos, resultando em empobrecimento humano e cultural”, afirma. “Isso cria um paradoxo de progresso material e regressão antropológica que mina as bases de uma paz social justa e estável”.
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A encíclica era aguardada há meses por religiosos, acadêmicos e especialistas em tecnologia, e já é vista como um dos alertas morais mais contundentes até agora sobre o uso excessivo ou indevido da Inteligência Artificial.
Desde o início de seu pontificado, Leão tem destacado os riscos da tecnologia. Em seu segundo dia como Papa, afirmou ao Colégio de Cardeais que a Igreja abordaria os impactos da IA sobre “dignidade humana, justiça e trabalho”. Desde então, voltou ao tema em viagens internacionais, encontros com universidades católicas e até em celebrações do Dia Internacional da Matemática.
Na semana passada, o Vaticano anunciou a criação de uma comissão de alto nível para discutir os desafios impostos pela IA. O antecessor de Leão, o Papa Francisco, também havia alertado para os perigos da tecnologia e defendido seu uso ético.
Embora tenha sido apresentada agora, a encíclica foi assinada em 15 de maio, data que marca os 135 anos de “Rerum Novarum”, texto de Leão XIII que estabeleceu bases da doutrina social da Igreja ao tratar dos impactos da Revolução Industrial sobre os trabalhadores.

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