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O Papa Leão XIV enfatizou nesta semana a importância de ouvir as vítimas de abuso sexual por membros do clero durante um encontro com cardeais de todo o mundo, segundo declarações divulgadas neste sábado. Em suas considerações finais no consistório de dois dias, realizado a portas fechadas, o pontífice peruano-americano afirmou que o abuso de crianças e adultos vulneráveis ​​por padres continua sendo uma “ferida” na Igreja Católica.
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“Ouvir é profundamente importante. Não podemos fechar os olhos nem o coração”, disse Leão, de acordo com uma transcrição do Vaticano.
Ele observou que a questão do abuso não estava especificamente na pauta das discussões do consistório, o primeiro desde que assumiu a liderança dos 1,4 bilhão de católicos do mundo em maio, após a morte do Papa Francisco. No entanto, ele quis abordar o assunto em suas considerações finais, afirmando que esse flagelo é “um problema que ainda hoje é verdadeiramente uma ferida na vida da Igreja em muitos lugares”.
“Gostaria de encorajá-los a compartilhar isso com os bispos: muitas vezes a dor das vítimas foi agravada por não serem acolhidas ou ouvidas”, disse ele. “O abuso em si causa uma ferida profunda que pode durar a vida toda. Mas muitas vezes o escândalo na Igreja se deve ao fato de a porta ter sido fechada e as vítimas não terem sido acolhidas. Uma delas me disse recentemente que o mais doloroso foi que nenhum bispo quis ouvi-la”, insistiu.
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Cerca de 170 cardeais estiveram presentes no Vaticano na quarta e quinta-feira para o consistório, durante o qual discutiram a direção futura da Igreja. Leão XIII os convidou a se reunirem novamente no final de junho, no que o Vaticano indicou que se tornará um encontro anual.
A Coreia do Norte exigiu neste domingo (11) uma ‘explicação’ oficial da Coreia do Sul sobre a suposta incursão de um drone em seu território, segundo informou a imprensa estatal norte-coreana.
De acordo com Pyongyang, a aeronave não tripulada teria cruzado a fronteira no sábado, partindo da cidade sul-coreana de Ganghwa em direção à localidade norte-coreana de Kaesong. As autoridades do Norte divulgaram imagens do que afirmam ser os destroços do equipamento, alegando que o aparelho foi abatido.
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Seul rejeitou a acusação. O Ministério da Defesa da Coreia do Sul declarou que o modelo de drone apresentado por Pyongyang não é utilizado por suas Forças Armadas.
Em comunicado divulgado pela agência oficial KCNA, Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, afirmou que o Exército da República da Coreia (RDC, nome oficial da Coreia do Sul) reconheceu que a suposta incursão não teve efeitos práticos nem intenção de provocar ou irritar o Norte.
“Mesmo assim, considero necessário apresentar uma explicação detalhada sobre o caso de um drone que cruzou a fronteira com a nossa República”, declarou Kim Yo Jong, segundo a KCNA.
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Em resposta, o Exército sul-coreano informou que sua própria investigação concluiu que não operou nem lançou qualquer veículo aéreo não tripulado no horário e na data mencionados pela Coreia do Norte.
O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, determinou no sábado a abertura de uma “investigação rápida e rigorosa”, conduzida conjuntamente por autoridades militares e policiais, para esclarecer o episódio.
Quando as primeiras bombas americanas caíram sobre Caracas, Jorge Suárez se despediu da família e partiu para o combate. Ele é militante de um dos chamados “colectivos”, considerados o braço armado da revolução chavista. Foi “como um best-seller, como coisa de cinema”, descreveu Suárez, de 50 anos. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Uma fila com ao menos 80 venezuelanos já se formava na manhã de quarta-feira, em frente ao posto de ajuda humanitária do Exército a poucos metros da fronteira com o Brasil, em Pacaraima (RR), quando Antonio Ramón, de 40 anos, chegou com a filha de 10 anos. Ele deixara Caracas no domingo, um dia depois dos ataques dos EUA à capital da Venezuela, e percorreu os 1.200 quilômetros até o território brasileiro após cruzar trechos de ônibus, com caronas que conseguiu na estrada e parte a pé. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela no último 3 de janeiro levou a um processo inevitável de reconfiguração do poder dentro do regime venezuelano. Sem a dupla que entre 2013 e o início de 2026 governou o país com mão de ferro, formada pelo presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cília Fores, agora sob custódia das autoridades americanas e respondendo a um processo judicial nos tribunais de Nova York, fontes em Caracas asseguram que a presidente interina, Delcy Rodríguez, e seu irmão Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional (o congresso venezuelano), são a nova dupla poderosa do chavismo. Mas eles não estão sozinhos. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Em Washington, as dúvidas sobre o futuro da relação entre os EUA de Donald Trump e o governo da Venezuela, agora comandado pela presidente interina Delcy Rodríguez, ainda são muitas. Sem rodeios, o embaixador Thomas Shannon, ex-secretário de Estado para o Hemisfério Ocidental, afirma que um dos desafios de Trump é explicar como será sua relação com um governo que, até pouco tempo, considerava ilegal e criminoso. “Até agora, tudo parece muito improvisado. O presidente e [o secretário de Estado] Rubio tiveram dificuldades de explicar o que pretendiam fazer após o ataque”, aponta Shannon. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, instou os Estados Unidos a “pararem com a chantagem” que visa obter o controle direto da Groenlândia, em entrevista publicada neste sábado por diversos veículos de imprensa europeus. Barrot afirmou que “não acredita” em uma intervenção militar dos EUA para tomar a Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca, como sugeriu o presidente Donald Trump, acrescentando que “nada a justificaria”.
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“A Groenlândia é um território europeu, sob proteção da OTAN […]. Eu acrescentaria que os europeus têm meios muito poderosos para defender seus interesses. Essa chantagem deve parar”, acrescentou Barrot na entrevista publicada pelo Ouest-France, pelo veículo de imprensa alemão Funke e pelo polonês Gazeta Wyborcza.
Trump disse na sexta-feira que a Rússia ou a China estão esperando para “ocupar a Groenlândia”, dizendo que “é isso que farão se não fizermos nada”. Durante uma reunião com executivos da indústria petrolífera focada na exploração de petróleo na Venezuela, Trump advertiu que cumpriria seu objetivo na Groenlândia “por bem ou por mal”.
Essa declaração teve resposta dos líderes dos cinco partidos no Parlamento da Groenlândia naquela mesma sexta-feira à noite: “Não queremos ser americanos, não queremos ser dinamarqueses, queremos ser groenlandeses”.
Colônia dinamarquesa até 1953, a Groenlândia, rica em recursos minerais e transformada em uma rota marítima estratégica pelo derretimento do gelo ártico, conquistou sua autonomia 26 anos depois. Desde 1951, existe um acordo de defesa entre os Estados Unidos e a Dinamarca, que praticamente concede carta branca às forças americanas em território groenlandês, mediante notificação prévia às autoridades locais.
O proprietário francês do bar que pegou fogo na Suíça, matando 40 pessoas na véspera de Ano Novo, disse aos investigadores que uma “porta de serviço” estava trancada por dentro. A maioria dos mortos eram adolescentes, e outras 116 pessoas ficaram feridas na tragédia.
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Questionado pela promotoria de Valais, Jacques Moretti, um dos dois proprietários do bar Le Constellation, na estação de esqui suíça de Crans-Montana, disse que, ao chegar ao bar logo após o incêndio, “forçou a porta” porque estava “trancada por dentro”, segundo trechos do processo judicial publicados por diversos veículos de imprensa franceses e suíços, cuja autenticidade foi confirmada à AFP por uma fonte próxima ao caso.
Moretti, que está em prisão preventiva desde sexta-feira após a audiência, disse aos investigadores que se tratava de uma “porta de serviço” e que não estava sinalizada “como saída de emergência”.
O incêndio teria sido causado por sinalizadores colocados em garrafas de champanhe, segundo as investigações iniciais. Há também questionamentos sobre a presença e o acesso a extintores de incêndio, bem como sobre a segurança das rotas de fuga do bar.
“Costumamos colocar um sinalizador no bar quando servimos uma garrafa”, explicou Jessica Moretti, mulher do proprietário e coproprietária do estabelecimento, que foi liberada após a audiência na sexta-feira. “Fazemos isso há dez anos e nunca houve problema”, afirmou o marido.
Segundo ele, “não é impossível” que os sinalizadores tenham causado o incêndio, mas acredita que “deve haver algo mais”. Ele acrescentou que os sinalizadores “não eram potentes o suficiente para inflamar a espuma acústica” e afirmou: “Fiz testes”.
O casal é suspeito de “homicídio culposo, lesão corporal culposa e incêndio criminoso culposo”. Após a investigação, o Ministério Público do Valais decidirá se arquiva o caso ou apresenta uma denúncia para possível julgamento.
As forças americanas e aliadas realizaram ataques em “grande escala” contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) na Síria neste sábado, informou o Exército dos EUA, na mais recente resposta a um ataque ocorrido no mês passado que deixou três americanos mortos. Washington afirmou que um atirador solitário do grupo militante realizou o ataque de 13 de dezembro em Palmira — cidade que abriga ruínas antigas listadas pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e que já foi controlada por combatentes jihadistas —, que matou dois soldados americanos e um intérprete civil americano.
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“Os ataques de hoje tiveram como alvo o Estado Islâmico em toda a Síria” e fizeram parte da Operação Ataque Hawkeye, lançada “em resposta direta ao ataque mortal do Estado Islâmico contra as forças americanas e sírias em Palmira”, disse o Comando Central dos EUA (Centcom) em um comunicado sobre o X, usando uma sigla para o grupo jihadista.
Os Estados Unidos e a Jordânia realizaram uma rodada anterior de ataques como parte da mesma operação no mês passado, atingindo dezenas de alvos do grupo Estado Islâmico.
O ataque em Palmira foi o primeiro incidente desse tipo desde a queda do antigo governante da Síria, Bashar al-Assad, em dezembro de 2024.
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Os militares americanos que foram alvejados estavam apoiando a Operação Resolução Inerente, o esforço internacional para combater o Estado Islâmico, que tomou vastas áreas do território sírio e iraquiano em 2014.
Os jihadistas foram finalmente derrotados pelas forças terrestres locais, apoiadas por ataques aéreos internacionais e outros tipos de suporte, mas o Estado Islâmico ainda mantém presença na Síria, especialmente no vasto deserto do país.
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O presidente dos EUA, Donald Trump, sempre se mostrou cético em relação à presença de Washington na Síria, tendo ordenado a retirada das tropas durante seu primeiro mandato, mas, no fim das contas, mantendo as forças americanas no país.
Em abril, o Pentágono anunciou que os Estados Unidos reduziriam pela metade o número de militares americanos na Síria nos meses seguintes, enquanto o enviado dos EUA para a Síria, Tom Barrack, afirmou em junho que Washington eventualmente reduziria suas bases no país para apenas uma.
O Instituto Nobel esclareceu neste sábado que o Prêmio Nobel da Paz não pode ser transferido, compartilhado ou revogado depois de ser concedido, e que decisão de premiar alguém é final e permanente. A declaração foi feita após a líder da oposição venezuelana María Corina Machado, vencedora do Nobel da Paz de 2025, sugerir em entrevista que poderia ceder ou compartilhar seu prêmio com o presidente dos EUA, Donald Trump, em agradecimento pelo papel do país na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro no último sábado.
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“Uma vez anunciado, o Prêmio Nobel não pode ser revogado, compartilhado ou transferido para terceiros”, declararou o Comitê Norueguês do Nobel e o Instituto Norueguês do Nobel. “A decisão é final e irrevogável.” O instituto também destacou que os comitês Nobel não comentam as ações ou declarações dos laureados depois da premiação.
María Corina fez as declarações em entrevista à Fox News na segunda-feira, e Trump disse que ficaria “honrado” em aceitar o prêmio se fosse oferecido por ela. Ela já havia dedicado o prêmio ao republicano.
— Ouvi dizer que ela queria isso. Seria uma grande honra — afirmou o mandatário republicano.
“Amo o povo venezuelano e já estou trabalhando para tornar a Venezuela próspera e segura novamente. Parabéns e obrigado a todos que estão tornando isso possível!”, escreveu o presidente na Truth Social neste sábado.
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María Corina liderou uma campanha eleitoral bem-sucedida em 2024 contra Maduro e tinha a maior legitimidade popular para liderar a nação, mas Trump disse que ela não tem o apoio ou o respeito necessários dentro da Venezuela para governá-la.
Mesmo antes de invadir a capital da Venezuela, Trump já havia decidido o que aconteceria depois que Maduro saísse de cena. Ele não daria seu apoio a María Corina. Nos bastidores, o americano chegou a essa conclusão com base em vários fatores decisivos, incluindo avaliações de inteligência americana, o desgaste da relação entre María Corina e autoridades em Washington e, segundo fontes próximas à Casa Branca, até mesmo a decisão dela de aceitar o Prêmio Nobel da Paz, honraria que Trump cobiça abertamente.
O magnata frequentemente reivindica o crédito por ter encerrado várias guerras desde que assumiu o cargo em janeiro e assumiu o crédito pela libertação de presos políticos em andamento na Venezuela. Em alguns casos, as partes em conflito lhe atribuíram o mérito de promover a paz ou acalmar as hostilidades. Em outros, seu papel é contestado ou menos claro, ou os combates foram retomados.
Receber o Nobel da Paz é uma obsessão antiga de Trump, que o acompanha desde seu primeiro mandato, mas que ganhou força em seu retorno à Casa Branca, com o discurso de grande pacificador e uma longa de controversa lista de conflitos resolvidos: segundo ele, foram oito até hoje, incluindo uma guerra de 12 dias entre Israel e Irã, que terminou após bombardeios americanos contra instalações nucleares iranianas. Trump também se gaba de ter conduzido as negociações para um acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza, mas constantes violações da trégua e a demora no estabelecimento de planos para o futuro do enclave põem em xeque a iniciativa.
Com agências internacionais.

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