Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Pelo menos 39 pessoas morreram em uma colisão de trens no domingo, no sul da Espanha, segundo o último balanço provisório, confirmado na manhã desta segunda-feira, pelo Ministério do Interior espanhol. O número anterior de mortos era de 21 no acidente, que ocorreu no domingo, às 19h45 (hora local), na província de Córdoba, na região da Andaluzia. As causas do acidente ainda não foram esclarecidas.
Initial plugin text
O acidente ocorreu quando um trem da empresa espanhola Iryo, que viajava de Málaga com destino a Madri, descarrilou e invadiu a linha adjacente, onde trafegava um trem de outra empresa, a Renfe, que ia de Madri para Huelva, disse a operadora da rede ferroviária pública da Espanha, Adif. O segundo trem também descarrilou, e parte dos vagões de um deles caiu em um barranco de 4 metros.
Incêndios fora de controle no sul do Chile deixam 19 mortos e milhares fora de suas casas
Em área turística: menino de 12 anos é atacado por tubarão e sofre ferimentos nas duas pernas na Austrália
“O impacto foi terrível, fazendo com que os dois primeiros vagões do trem da Renfe fossem arremessados ​​para fora dos trilhos”, afirmou o Ministro dos Transportes espanhol, Óscar Puente, em uma publicação na rede social X.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, disse que “essa noite é de profunda tristeza para o nosso país. Quero expressar minhas mais profundas condolências às famílias e entes queridos das vítimas. Nenhuma palavra pode aliviar tamanho sofrimento, mas quero que saibam que todo o país está com eles neste momento tão difícil”, disse Sánchez no X.
O presidente francês, Emmanuel Macron, também se pronunciou, dizendo que seus “pensamentos” estão com as vítimas do acidente ferroviário, classificando-o como “uma tragédia” e prometendo o apoio de seu país à Espanha.
“Uma tragédia ferroviária atingiu a Andaluzia. Meus pensamentos estão com as vítimas, suas famílias e todo o povo da Espanha. A França se solidariza com eles”, escreveu Macron no X, na noite de domingo.
O Palácio do Planalto e a diplomacia brasileira começam a analisar nesta segunda-feira o convite feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva integre o Conselho de Paz para Gaza.
A proposta, recebida na última sexta-feira pela embaixada brasileira em Washington, daria a Lula a chance de participar da segunda negociação importante em seus três mandatos no Oriente Médio.
Há16 anos, em seu segundo período à frente do cargo, Lula tentou atuar como mediador em uma crise internacional de alta complexidade: o impasse nuclear envolvendo o Irã.
Em 2010, Lula atuou ao lado da Turquia na tentativa de mediar o impasse entre o país persa e as potências ocidentais.
Os dois países negociaram diretamente com Teerã um acordo de troca de combustível nuclear, numa tentativa de atender às exigências dos EUA e de outros países do Conselho de Segurança da ONU. O objetivo de evitar o avanço de novas sanções internacionais.
A iniciativa, no entanto, não foi acolhida por Washington, por suspeitar que a teocracia continuaria a apostar no projeto da bomba nuclear. Segundo o então governo de Barack Obama, o plano de levar urânio enriquecido do Irã para o exterior não era “realista” e Teerã demonstrava, à época, “descumprir suas obrigações”.
Assim, a frente acabou esvaziada. À época, o então chanceler Celso Amorim foi um dos principais articuladores do concerto diplomático.
Em “Teerã, Ramalá e Doha: memórias da política externa ativa e altiva”, livro em que revisita o episódio, Amorim relata os bastidores da tentativa de mediação e a frustração com a decisão das potências ocidentais.
Agora, ao ser convidado a integrar um conselho voltado à reconstrução de Gaza, Lula se vê diante de uma nova oportunidade — e de riscos semelhantes — de atuação em um tabuleiro diplomático marcado por interesses estratégicos das grandes potências.
A análise em curso no governo busca medir até que ponto a participação brasileira pode ampliar o protagonismo internacional do país sem repetir os impasses que marcaram a tentativa de mediação no Oriente Médio há mais de uma década.
Auxiliares do presidente afirmam que a proposta precisa ser examinada com cautela antes de qualquer decisão. Segundo esses interlocutores, não há como definir uma posição sem compreender com clareza as consequências políticas e diplomáticas da iniciativa, e a avaliação não pode ser feita de forma açodada, dada a sensibilidade do conflito e o papel dos Estados Unidos na condução do processo.
O conselho, presidido por Trump, foi concebido para reunir líderes e representantes internacionais com o objetivo de supervisionar a reconstrução e a governança da Faixa de Gaza após anos de conflito entre Israel e o grupo palestino Hamas.
Além de Lula, estão entre os convidados os presidentes da Argentina, Javier Milei, e da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan; o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o secretário de Estado americano Marco Rubio, o genro de Trump Jared Kushner, o presidente do Banco Mundial Ajay Banga e o diplomata Nickolay Mladenov, indicado como diretor-geral do colegiado.
Uma série de incêndios florestais que avançam, fora de controle, no sul de Chile, neste domingo, deixou ao menos 19 mortos e milhares de pessoas retiradas de suas casas, segundo o último balanço oficial.
Incêndios no sul do Chile: imagens revelam destruição
Incêndios florestais suspendem jogo entre Universidad de Chile e Racing: ‘Futebol fica em segundo plano’
Em pleno verão austral, com altas temperaturas e ventos fortes, bombeiros combatem 14 focos de incêndio nas regiões de Ñuble e Biobío, a cerca de 500 quilômetros ao sul de Santiago. As duas regiões permanecem sob alerta vermelho.
No último informe oficial, o ministro da Segurança, Luis Cordero, atualizou para 19 o número de mortos: – O total de pessoas falecidas até agora é de 19. Dezoito correspondem à região de Biobío e uma à região de Ñuble – afirmou.
Mais cedo, ao informar 18 vítimas, o presidente Gabriel Boric assegurou ter “certeza de que esse número vai aumentar”.
Boric anunciou, ainda, toque de recolher noturno nas localidades mais afetadas da região de Biobío, como Lirquén e Penco. – As condições são muito adversas – advertiu o mandatário.
Em Lirquén, militares faziam a guarda das ruas com a chegada da noite.
No entanto, apesar do toque de recolher, vários grupos de moradores continuavam trabalhando na remoção de escombros ou apagando focos de incêndio, iluminados apenas por lanternas.
Colisão entre trens no sul da Espanha deixa ao menos 21 mortos e 30 feridos graves
O presidente Boric viajou, no domingo, a Concepción para liderar as operações de controle das chamas. Depois retornou a Santiago e anunciou que nesta segunda-feira se reunirá com o presidente eleito, José Antonio Kast, “para compartilhar informações atualizadas” sobre a tragédia.
– Em momentos difíceis, Chile se une. Nosso governo e o presidente eleito trabalharemos juntos – afirmou o mandatário.
‘Não ficou nada de pé’
O último balanço oficial contabilizou 1.500 pessoas afetadas, 325 moradias destruídas e mais de mil casas danificadas.
Até o momento, mais de 25 mil hectares foram consumidos pelas chamas, e quase 50 mil pessoas precisaram ser deslocadas.
Os incêndios começaram na tarde de sábado e avançaram durante a madrugada para áreas povoadas, onde devastaram bairros inteiros.
– Às duas e meia da madrugada, o fogo estava descontrolado. Havia um redemoinho que engoliu as casas da parte de baixo do bairro – contou Matías Cid, estudante de 25 anos que mora em Villa Italia, em Penco.
– A velocidade das chamas foi tal que tivemos de sair apenas com a roupa do corpo. Acho que, se tivéssemos ficado mais vinte minutos, teríamos morrido carbonizados – acrescentou.
O prefeito de Penco, Rodrigo Vera, disse a jornalistas que só nesse local 14 pessoas morreram carbonizadas. Na vizinha Lirquén, o cenário era igualmente desolador.
O incêndio avançou em “segundos e queimou vários bairros”. Muitos moradores “se salvaram do fogo porque correram em direção à praia”, relatou Alejandro Arredondo, morador de Lirquén, de 57 anos.
– Não ficou nada de pé – acrescentou, diante de uma imagem dantesca na manhã de domingo: latas, vigas e o pouco de concreto que escapou das chamas ainda em combustão.
Lirquén é um pequeno povoado portuário, com cerca de 20 mil habitantes, por onde são exportados principalmente produtos florestais.
Incêndios recorrentes
As condições climáticas do domingo foram muito difíceis para conter os incêndios. Nas duas regiões, as temperaturas superaram os 30ºC e foram registrados ventos fortes. Para esta segunda-feira, são esperadas condições semelhantes.
Cerca de 3.700 bombeiros participam do combate ao fogo.
As regiões de Ñuble e Biobío estão sob estado de “catástrofe” por ordem do presidente Boric. A medida local divulga que as Forças Armadas assumiram o controle de ambas as áreas.
Nos últimos anos, os incêndios florestais atingiram o Chile com força, especialmente na região centro-sul.
Até o retorno de Donald Trump ao poder nos EUA, há um ano amanhã, a Casa Branca adotava uma atitude cautelosa em relação à política interna dos demais países do continente, sobretudo durante processos eleitorais — mas não apenas. O governo Trump 2.0 abandonou tons e atitudes ambíguas e decidiu jogar abertamente a favor de seus aliados e contra seus adversários latino-americanos e na América do Norte. Para isso, adotou duas estratégias essenciais: promessas de ajuda e de um relacionamento privilegiado, a quem deseja favorecer, e ataques militares, ameaças, sanções e tarifaços para intimidar governos inimigos. Após um primeiro ano com permanentes sobressaltos e até mesmo uma ação militar inédita na América do Sul nos últimos 200 anos, é impossível pensar a política do Hemisfério Ocidental sem considerar o fator Trump como central. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A ação dos EUA na Venezuela em 3 de janeiro revelou o papel central do uso da força na política externa americana implementada pelo governo Donald Trump — que, apesar de impressionar pela contundência, não é uma novidade na abordagem de Washington na região, na avaliação do analista político Brian Winter, brasilianista e editor-chefe da Americas Quartely, que há mais de 25 anos segue de perto as relações EUA-América Latina. Em conversa com O GLOBO, Winter afirmou que a centralização no presidente da definição e execução da política externa aumentou a imprevisibilidade das ações americanas na região e classificou como possíveis novas ações militares, inseridas na leitura de segurança nacional da nova Casa Branca. Leia trechos da entrevista: Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A União Europeia (UE) avalia impor tarifas de retaliação sobre produtos americanos e mesmo recorrer a suas sanções econômicas mais séries em resposta à decisão anunciada anteontem pelo presidente dos EUA, Donald Trump, de impor a partir de 1º de fevereiro 10% de tarifas a Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia, membros da Otan (aliança militar ocidental) que enviaram tropas à Groenlândia para uma missão de treinamento. Segundo o presidente americano, a alíquota subirá para 25% em 1º de junho caso não seja alcançado “um acordo para a compra completa e total da Groenlândia”, que é um território dinamarquês. O ultimato marca a crise mais séria nas relações transatlânticas em décadas. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Ao menos 21 pessoas morreram e várias ficaram feridas após a colisão de dois trens neste domingo no sul da Espanha, informaram autoridades locais. O acidente ocorreu na província de Córdoba, na região da Andaluzia, e envolveu composições que transportavam centenas de passageiros.
Incêndios no sul do Chile: imagens revelam destruição que já deixou pelo menos 15 mortos
Em área turística: menino de 12 anos é atacado por tubarão e sofre ferimentos nas duas pernas na Austrália
Inicialmente, um porta-voz da polícia havia informado à agência AFP a morte de cinco pessoas, mas o número de vítimas fatais foi atualizado horas depois para dez e depois para 21, no relatório mais recente. Segundo os serviços de emergência da Andaluzia, ao menos 25 feridos estão em estado grave.
Segundo a administradora da infraestrutura ferroviária espanhola, a ADIF, um trem que seguia de Málaga para Madri descarrilou nas proximidades do município de Adamuz, invadiu a linha contrária e colidiu com outro trem que vinha em sentido oposto. Com o impacto, a segunda composição também descarrilou.
— Recebemos chamadas de pessoas relatando haver feridos e passageiros presos — afirmou à AFP um porta-voz dos serviços de emergência regionais.
Após fortes nevascas: avalanches matam cinco esquiadores fora de pista nos Alpes da Áustria
Uma testemunha disse à emissora pública TVE que um dos vagões do primeiro trem chegou a virar completamente.
Imagens exibidas pela televisão espanhola mostraram equipes médicas e do Corpo de Bombeiros atuando no resgate das vítimas no local do acidente. Um jornalista da rádio pública RNE, que estava a bordo de um dos trens, afirmou que o impacto foi sentido como “um terremoto”. Segundo ele, passageiros utilizaram martelos de emergência para quebrar janelas dos vagões e conseguir sair.
No X, uma usuária chamada Carmen, que estava no trem do momento do acidente, compartilhou imagens que mostram o estado dos trens após a colisão:
Initial plugin text
Relatos da imprensa local indicam que cerca de 400 pessoas estavam a bordo das duas composições no momento da colisão.
Em nota, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou que acompanha a situação “de perto”. Já a presidente da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso, disse que os hospitais da região estão à disposição da Andaluzia, caso seja necessário reforço no atendimento às vítimas.
O tráfego ferroviário entre Madri e a Andaluzia foi suspenso, enquanto as autoridades investigam as causas do acidente.
O candidato socialista António José Seguro alcançou o primeiro lugar nas eleições presidenciais deste domingo, em Portugal, de acordo com as pesquisas boca de urna divulgadas ao fim do pleito. Com o resultado, Seguro superou o líder da extrema direita André Ventura, que era apontado como favorito na disputa. A TV pública RTP projetou Seguro com algo entre 30% e 35% dos votos, e Ventura, com 20% a 24% — ainda disputando uma vaga no segundo turno com o liberal João Cotrim, que deve alcançar de 17% a 21% dos votos válidos.
Leia também: Portugal vai às urnas com extrema direita favorita a chegar ao segundo turno das eleições presidenciais
Análise: Presidente próximo dos brasileiros, Marcelo Rebelo sairá de cena em Portugal
A superioridade do candidato socialista no primeiro turno contrariou as pesquisas realizadas até então, que apontavam que Ventura, líder do partido radical Chega, na primeira colocação. Seguro, de 63 anos , incorporou em sua campanha a imagem de integrador e moderado, defensor da democracia e dos serviços públicos frente ao “extremismo”.
Initial plugin text
— Convoco todos os democratas, todos os progressistas e todos os humanistas a concentrarem seus votos em nossa candidatura — declarou, no último dia de campanha.
Ventura, que se autoproclamou como “candidato do povo”, encerrou sua campanha pedindo aos outros partidos de direita para não “colocarem obstáculos” em um eventual segundo turno com o candidato socialista — as mesmas projeções que indicavam a dianteira no primeiro turno para o candidato, previam sua derrota no segundo turno, em 8 de fevereiro. Pouco após o fechamento das urnas, e com os números indicando sua ida ao segundo turno, o candidato disse esperar unir todos os votos de direita a seu favor no segundo turno.
— O que vamos ter a partir de amanhã é uma luta entre o socialismo e quem não quer o socialismo — disse Ventura, em uma fala registrada pelo jornal português Público. — [Agora é hora de] liderar a direita, agregar, juntar esforços para evitar o que ninguém à direita quer, que é um socialista em Belém.
Sob a liderança de Ventura, o Chega cresceu e conquistou uma presença massiva no Parlamento de Portugal, conquistando 60 deputados nas legislativas de maio. Apesar dos recentes resultados, a sigla ainda é vista com desconfiança por outros partidos de direita, que evitam uma aproximação com os radicais.
Em uma primeira manifestação após os resultados parciais, o primeiro-ministro Luís Montenegro disse que sua sigla, o Partido Social Democrata (PSD), não apoiaria nenhum candidato no 2º turno, após seu concorrente, Luis Marques, pode terminar em quinto lugar, com entre 8% e 11% dos votos, segundo as projeções — em uma frustrante quinta colocação.
A avaliação inicial do premier foi de que a “divisão de votos” com outros candidatos de centro-direita, como o terceiro colocado, Cotrim, teria tirado a corrente política governista do segundo turno.
O Bloco de Esquerda e o Partido Comunista Português (PCP) anunciaram apoio expresso a Seguro ainda na noite do domingo, convocando seus eleitores a se posicionarem contra o avanço da extrema direita no país.
— [Impõe-se evitar] uma agenda e concepções reacionárias, retrógradas e antidemocráticas de questionamento do regime democrático e de ostensiva desvalorização e ataque à Revolução de Abril — disse o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo. — [Fazê-lo] exige de forma clara e evidente o voto contra a candidatura de André Ventura e conduz o voto em António José Seguro.
O presidente português não tem poderes executivos, mas pode ter um papel de árbitro em caso de crise, pois tem o direito de dissolver o Parlamento para convocar eleições legislativas. O vencedor do segundo turno vai substituir o conservador Marcelo Rebelo de Sousa, eleito duas vezes em primeiro turno. (Com AFP)
Em meio a escalada de tensão com os Estados Unidos, o presidente do Irã, Masud Pezeshkian, advertiu neste domingo que qualquer ataque contra o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, será considerado uma declaração de guerra. Enquanto isso, o acesso à internet foi parcialmente restabelecido no Irã, 10 dias depois de o regime impor um bloqueio nacional devido à onda de protestos, que duraram mais de duas semanas e deixaram centenas de mortos, informou a Netblocks, uma organização de cibersegurança.
Entrevista: ‘Se o Irã permanecer como está, é uma bomba-relógio’, diz analista iraniana
Escala de tensão: Khamenei afirma que Trump é ‘culpado’ por mortes de manifestantes no Irã
“Um ataque contra o grande líder do nosso país equivale a uma guerra total contra a nação iraniana”, escreveu Pezeshkian no X, em aparente resposta ao presidente americano, Donald Trump, que, após reiteradas ameaças de ataque à Republica Islâmica, afirmou que “é hora de buscar uma nova liderança no Irã”.
No sábado, Khamenei, culpou Trump pelas mortes ocorridas na recente onda de protestos no país, duramente reprimida pelas forças de segurança, segundo diversas ONGs.
Initial plugin text
— Consideramos o presidente americano culpado pelos mortos, pelos danos e pelas acusações formuladas contra a nação iraniana — afirmou o aiatolá perante uma multidão de apoiadores reunidos para uma festividade religiosa. — Tudo isto foi uma conspiração americana (…) o objetivo dos Estados Unidos é devorar e submeter o Irã militar, política e economicamente.
Segundo o balanço mais recente da Iran Human Rights (IHR), pelo menos 3.428 manifestantes morreram. Outras estimativas elevam este número a mais de 5 mil, segundo esta ONG com sede na Noruega. Ainda assim, a ONG alerta que o número real de mortos provavelmente é muito maior, mas a imprensa não consegue confirmar de forma independente esse balanço por conta do apagão de internet.
Desde a semana passada, as autoridades iranianas afirmam que têm controle das manifestações, que eclodiram no final do ano passado contra a crise econômica e se transformaram em um grande movimento contra o regime teocrático no poder desde a Revolução Islâmica, em 1979. Neste domingo, Teerã determinou a reabertura das escolas e das universidades.
Guga Chacra: Regime do Irã enfraquecido, mas não em colapso
No último dia 8, o Irã cortou, sem aviso prévio, todas as comunicações, em resposta à onda de manifestações. Jornalistas da AFP em Teerã conseguiram se conectar à internet neste domingo, embora a maioria dos provedores de acesso sigam bloqueados. “Os dados de tráfego indicam um retorno significativo a alguns serviços on-line, como o Google, o que sugere que foi habilitado um acesso com alto nível de filtragem”, afirmou a Netblocks nas redes sociais.
As ligações telefônicas para o exterior, por exemplo, foram restabelecidas na última terça-feira e as mensagens de texto, no sábado. Em condições normais, os aplicativos estrangeiros mais usados no Irã são Instagram, WhatsApp e Telegram, apesar das restrições que obrigam o uso de uma rede virtual privada (VPN).
Nos últimos dias, grandes marchas em solidariedade aos protestos no Irã foram realizadas em várias cidades do mundo, incluindo manifestações em Berlim, Londres e Paris neste domingo.
Na última terça-feira, após dias de constantes ameaças, Trump afirmou que todas as reuniões com autoridades iranianas foram canceladas até que a repressão pare e acrescentou: “A ajuda está a caminho”.
Dois dias depois, a imprensa americana revelou imagens de satélite que indicam que os EUA deslocaram o porta-aviões USS Abraham Lincoln e seu grupo de ataque do Mar da China Meridional em direção ao Oriente Médio.
Em Teerã, o ministro das Relações Exteriores, Abás Araqchi, também havia afirmado na última segunda-feira que o Irã está “preparado para uma guerra”.
Já no último domingo, o presidente do Parlamento iraniano afirmou que, caso os EUA lancem um novo ataque, Teerã retaliaria mirando alvos militares e navais americanos, além de instalações israelenses.
— Em caso de um ataque militar dos Estados Unidos, a ocupação [referindo-se a Israel] e as bases militares americanas e navios serão ambos nossos alvos legítimos — declarou Mohammad Bagher Ghalibaf ao Legislativo iraniano, em comentários transmitidos pela televisão estatal.
Os integrantes do Conselho de Paz da Faixa de Gaza, anunciado no sábado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terão mandato de três anos. Segundo informação confirmada por auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apenas aqueles que desembolsarem US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,37 bilhões) em dinheiro vivo poderão ocupar cargos vitalícios.
Lula foi convidado por Trump a integrar o conselho. De acordo com esses interlocutores, o governo brasileiro começa a avaliar a proposta na segunda-feira e considera que a decisão não pode ser tomada sem uma análise detalhada das consequências políticas e diplomáticas da iniciativa.
A estrutura do conselho está sendo enviada a cerca de 60 países em um documento preliminar que prevê que cada Estado-membro cumprirá um mandato de no máximo três anos a partir da entrada em vigor desta Carta, sujeito à renovação pelo presidente. O texto estabelece ainda que o limite de três anos não se aplicará aos países que contribuírem com mais de US$ 1 bilhão em recursos financeiros no primeiro ano de funcionamento do órgão.
Auxiliares de Lula afirmam que ainda é necessário compreender com precisão o papel do conselho, sua composição e seus efeitos práticos antes de qualquer resposta oficial do Brasil. A proposta tem gerado questionamentos internacionais, sobretudo pela ausência de representantes palestinos no núcleo decisório e pelo protagonismo direto dos EUA na condução do órgão.
Além de Lula, o convite para integrar o conselho foi estendido a presidentes e outros líderes internacionais, entre eles Recep Tayyip Erdogan, da Turquia, Javier Milei, da Argentina, e Nayib Bukele, de El Salvador, segundo informações divulgadas pelo governo americano.
O Conselho de Paz integra a nova fase do plano anunciado por Washington para a Faixa de Gaza, voltado à reconstrução do território e à definição de um modelo de governança após o conflito entre Israel e o Hamas.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress