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Com mais de 50 anos de carreira na política, Raul Jungmann, que morreu no último domingo (18), foi de vereador a deputado e também atuou como ministro nos governos de Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer.

Por toda essa vivência no universo político, sua morte, provocada por um câncer no pâncreas, gerou grande repercussão entre amigos e políticos das mais diversas correntes ideológicas.

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O ex-presidente Michel Temer, que teve Jungmann como ministro da Defesa e Segurança Pública, escreveu em nota:

“Um brasileiro que soube servir ao país. Por onde passou deixou sua marca. Fosse como ministro da Reforma Agrária, ministro da Defesa e Segurança Pública, fosse como grande parlamentar. Tristeza no plano cívico, saudades no plano pessoal. Descanse em paz, Raul!”

Paulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar do governo Lula postou uma mensagem em suas redes sociais:

“Enquanto sua saúde permitiu participou, com generosidade e espírito democrático, do conselho dos ex-ministros do Desenvolvimento Agrário que montei como espaço de consulta e reflexão no ministério. Meus agradecimentos e meus sentimentos aos familiares e amigos de Raul Jungmann”.

Ministro do STF, Gilmar Mendes publicou um longo texto sobre Jungmann nas redes sociais. Um trecho:

“Raul foi um homem público de rara integridade e de extraordinária densidade republicana. No exercício de funções centrais no Estado brasileiro, especialmente como ministro no governo de Fernando Henrique, integrou um verdadeiro dream team comprometido com a estabilização institucional, as reformas estruturais e a consolidação da ordem constitucional inaugurada em 1988. (…) O Brasil perde um grande homem público; eu perco um amigo.”

Outro ministro do STF, Alexandre de Moraes, também se manifestou, em nota, sobre a morte de Jungmann:

“Raul Jungmann, um grande democrata, foi exemplo de homem público, que exerceu diversos cargos, sempre com competência, lealdade e eficiência, como presenciei durante as Olimpíadas no Rio de Janeiro, quando trabalhamos juntos na coordenação da inteligência e segurança do evento”.

Randolfe Rodrigues, senador e líder do governo no Congresso Nacional, postou:

“A política brasileira perde um grande quadro, um homem de diálogo, firmeza e profundo compromisso com o interesse público. Ficam seu legado, seu exemplo e a saudade entre todos que acreditam na boa política“.

O governador do Rio Grande do Sul, Marcelo Leite, é outro político que lamentou a morte de Raul Jungmann:

“Lamento profundamente a morte de Raul Jungmann, aos 73 anos, homem público de trajetória marcante e de grande compromisso com o Brasil. Atuou com seriedade e espírito republicano em diferentes momentos da vida nacional, deixando uma contribuição relevante ao serviço público”.

O Cidadania, último partido ao qual Jungmann foi filiado, divulgou nota oficial de seu presidente, Roberto Freire, lamentando e relembrando a trajetória do político:

“Mesmo após sua saída formal do partido, manteve uma relação próxima com o Cidadania. Seguiu sendo parceiro, presente no debate político e disponível para contribuir com ideias e formação.”

O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), órgão que tinha Raul Jungmann como presidente, informou que o velório do político acontece nesta segunda (19), das 15h30 às 17h, na capela do Cemitério Campo da Esperança, em Brasília. A cerimônia é restrita a parentes e amigos próximos.

* Matéria editada às 13h39 para ajuste de formatação.

Dois bebês morreram e 53 foram hospitalizados após um incidente ocorrido nesta segunda-feira em uma creche ilegal em Jerusalém, que, segundo a mídia local, pode estar relacionado ao sistema de aquecimento do estabelecimento.
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Uma das vítimas, uma menina, morreu após ser levada ao hospital em “estado crítico”, disse Gal Pachis, chefe do centro de emergências do hospital Shaare Zedek.
Pouco depois, o hospital Hadassa anunciou a morte de um menino de 6 meses, apesar dos “esforços de reanimação realizados pela equipe médica”.
Os médicos não especificaram as causas das mortes.
Antes dos anúncios, o serviço de emergências de Israel havia informado que paramédicos estavam “proporcionando tratamento médico e evacuando 55 feridos para hospitais da cidade, incluindo dois bebês em estado crítico”.
Mulher segura seu bebê no local onde um suposto defeito no sistema de aquecimento deixou duas crianças mortas e muitas outras feridas em uma creche em Jerusalém, em 19 de janeiro de 2026
AFP
“Os esforços de reanimação continuam e 53 bebês estão sendo submetidos a mais exames e tratamento médico”, acrescentou o serviço.
A polícia informou que três adultos que estavam na creche foram detidos para interrogatório.
Segundo o The Times of Israel, a creche operava sem licença e os investigadores analisam se o incidente está relacionado ao sistema de aquecimento do local.
Zalmi Neufeld, de 22 anos, disse à AFP que viu “a equipe de emergência tirando as crianças do prédio”.
— Vi pais chorando, muitas crianças chorando, crianças por toda a parte — relatou.
A creche funciona em um apartamento situado em uma área habitada principalmente por membros da comunidade judaica ultraortodoxa.
Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados
Jungmann foi ministro da Defesa; da Segurança Pública; e do Desenvolvimento Agrário

O ex-deputado federal Raul Jungmann morreu no domingo (18), aos 73 anos, em Brasília, em decorrência de um câncer no pâncreas.

Nascido no Recife (PE), Jungmann exerceu o cargo em três legislaturas: de 2003 a 2007; de 2007 a 2011; e de 2015 a 2019.

Na Câmara, foi vice-líder do antigo PPS e integrante de diversas comissões, como a de Constituição e Justiça e de Cidadania; a de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e a de Relações Exteriores e de Defesa Nacional.

Foi relator do texto que deu origem à Lei Complementar 136/10, que prevê que todas as Forças Armadas, e não apenas o Exército, poderão realizar ações preventivas e repressivas na faixa de fronteira terrestre, no mar e nas águas interiores contra crimes típicos de fronteiras, como tráfico de drogas e crimes ambientais (tráfico de espécies protegidas, por exemplo).

Também foi um dos autores proposta que resultou na Emenda Constitucional 66, que facilitou a dissolução do casamento civil, suprimindo o requisito de separação judicial prévia por mais de um ano ou de separação de fato por mais de dois anos.

Outros cargos
Raul Jungmann foi ainda ministro da Defesa, entre 2016 e 2018, e da Segurança Pública, em 2018, ambos durante o governo de Michel Temer.

Também chefiou o Ministério do Desenvolvimento Agrário no governo de Fernando Henrique Cardoso, de 1999 a 2002.

Atualmente, ocupava o cargo de diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).

Repercussão
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), lamentou a morte de Jungmann. Em suas redes sociais, Motta afirmou que o ex-deputado deixa lições como diálogo, construção de pontes e respeito institucional.

Em dezembro, o presidente da Casa concedeu a Jungmann uma moção de louvor como reconhecimento da sua trajetória pública e de serviços prestados ao país.

“Ficam as lições sobre diálogo, construção de pontes e respeito institucional. Meus sentimentos aos familiares e amigos. Que Deus os conforte neste difícil momento”, afirmou Motta.

Embora conhecido por sua imprevisibilidade, Donald Trump está falando sério sobre sua ambição de ter o “controle total e completo” da Groenlândia. Doa a quem doer. A vontade do republicano — sob o argumento de segurança nacional — abriu uma fissura inédita no coração da Otan, a aliança militar liderada pelos próprios Estados Unidos. Pela primeira vez desde sua criação, em 1949, a aliança enfrenta a possibilidade de um de seus membros ameaçar a soberania de outro. O tratado fundador do bloco simplesmente não prevê esse cenário. Soma-se a isso o tarifaço imposto por Trump a oito países europeus, também aliados na Otan, após eles enviarem tropas à Groenlândia desde que o presidente endureceu sua retórica. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Uma safira estrela púrpura considerada única no mundo foi descoberta no Sri Lanka e pode entrar para a história como uma das pedras preciosas mais valiosas já encontradas. Com 3.563 quilates, a gema foi batizada de Estrela da Terra Pura e, segundo especialistas, reúne características raríssimas que a colocam no topo do mercado internacional de joias.
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Encontrada em 2023 em uma mina próxima à cidade de Rathnapura — conhecida como a “cidade das gemas” —, a pedra só teve seu potencial totalmente reconhecido cerca de dois anos depois, quando os proprietários, que preferem permanecer anônimos por motivos de segurança, obtiveram certificações de dois laboratórios independentes. A informação foi confirmada, neste mês de janeiro, pelo gemólogo consultor Ashan Amarasinghe, responsável pela avaliação técnica da safira.
Asterismo raro diferencia a gema
De acordo com Amarasinghe, a Estrela da Terra Pura apresenta um asterismo excepcional — efeito óptico que forma um desenho semelhante a uma estrela na superfície da pedra. “Esta é a maior safira estrela roxa do seu tipo. Ela apresenta um asterismo bem definido, com seis raios, o que a diferencia de todas as outras pedras”, afirmou o especialista. O fenômeno ocorre devido à presença de minúsculas inclusões em forma de agulha do mineral rutilo, que refletem a luz de maneira precisa.
Segundo explicações da The Natural Sapphire Company, uma safira estrelada ideal deve exibir a estrela perfeitamente centralizada, com raios de igual comprimento, nítidos e contínuos, estendendo-se da coroa à base do cabochão. Essas qualidades, consideradas raras, estariam plenamente presentes na gema encontrada no Sri Lanka.
O valor da safira ainda não foi oficialmente definido, mas avaliadores internacionais estimam um preço entre US$ 300 milhões e US$ 400 milhões (cerca de R$ 2,14 bilhões), de acordo com Amarasinghe. Caso a cifra se confirme, a Estrela da Terra Pura superaria com folga pedras famosas do mercado, como o diamante azul Oppenheimer Blue, vendido por US$ 57,5 milhões em 2016, e o Williamson Pink Star, arrematado por US$ 57,7 milhões em 2022.
Especialistas do setor, como os da Jeweler’s Touch, explicam que gemas extremamente valiosas costumam reunir atributos que vão além da beleza, como cores únicas, detalhes raros e uma história singular — fatores que elevam seu status a peças praticamente inestimáveis.
Um incêndio que começou no fim de semana em um shopping center em Carachi, no sul do Paquistão, deixou 21 mortos, informaram equipes de resgate locais nesta segunda-feira. Elas ainda procuram por cerca de 60 pessoas desaparecidas.
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O incêndio começou na noite de sábado no Gul Plaza, um dos shoppings mais movimentados de Carachi, com três andares e 1.200 lojas. O edifício tinha uma área de 8 mil metros quadrados. De acordo com a BBC, os bombeiros precisaram de mais de 24 horas para extinguir as chamas.
— No total, encontramos 21 corpos e as operações de busca continuam — disse Hasan Jan, chefe das operações de resgate, à AFP nesta segunda-feira. Ele acrescentou que o incêndio está sob controle.
Entre os mortos está um bombeiro que integrava o resgate. As equipes correm contra o tempo para encontrar os desaparecidos. O trabalho é dificultado em áreas do estabelecimento, uma vez que parte do prédio desabou. Equipes de resgate disseram à Reuters que o restante do prédio poderia ruir. O incêndio também deixou cerca de 30 pessoas feridas, que precisaram ser hospitalizadas.
Pessoas observam os bombeiros realizarem uma operação de resfriamento de parte do shopping atingido por um incêndio Carachi, no Paquistão
Asif Hassan / AFP
Por sua vez, o inspetor de polícia Syed Asad Raza disse que 60 pessoas ainda estão desaparecidas. Um posto foi montado pela administração municipais para registrar os nomes e as informações dos desaparecidos.
Shehbaz Ghulam, de 45 anos, não tem notícias do sobrinho desde sábado.
— Estamos apelando às autoridades. Seja qual for o estado dele, se o encontrarem, teremos paz — disse ele ao lado do shopping, onde ainda era possível ver fumaça.
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Assim como ele, vários familiares foram ao local do incêndio na esperança de notícias de seus entes queridos.
Comerciantes e famílias criticam as autoridades pela suposta lentidão das operações de resgate. Uma testemunha disse à BBC Urdu que os lojistas tentaram usar extintores de incêndio, mas as chamas já estavam incontroláveis.
Na megacidade, que tem mais de 20 milhões de habitantes, os incêndios são frequentes devido à precariedade da infraestrutura. Neste shopping, segundo o porta-voz do serviço de resgate 1122 na cidade, Hassan Khan, o fogo se alastrou rapidamente devido à presença de materiais inflamáveis no prédio, como espuma plástica, tecido e perfume, disse em entrevista à BBC Urdu.
O presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, manifestou suas condolências e pediu ao governo da província de Sindh, onde está Carachi, que realize uma revisão abrangente das medidas de segurança em edifícios comerciais e residenciais em toda a área.
O governo da província anunciou uma indenização de 10 milhões de rúpias paquistanesas (cerca de R$ 590.770 na cotação atual) para as famílias dos mortos no incêndio.
As investigações para entender como aconteceu o incêndio no Le Constellation, na estação de esqui de Crans-Montana, Suíça, na noite de réveillon continuam. As imagens do circuito interno de segurança poderiam ajudar a elucidar pontos-chave. No entanto, as gravações não estão disponíveis. Isso porque, segundo um dos proprietários, o sistema teria “caído” três minutos antes do fogo começar. O incidente deixou 40 mortos e 116 feridos.
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Jaques Moretti, que está sob investigação por homicídio culposo e danos corporais negligentes, já tinha falado em seu primeiro depoimento, ainda no dia 1º, horas depois da tragédia, que “naquele momento, o sistema falhou. Não posso resetar”, de acordo com o jornal alemão Bild.
Nesta segunda-feira, este periódico divulgou que os detetives responsáveis pelo caso têm acesso às imagens até 1h23 do dia 1º, três minutos antes do início do incêndio.
Em seu depoimento, Jaques Moretti mostrou aos investigadores capturas de tela das últimas gravações, com 11 ângulos de câmera que mostravam, entre outros ambientes, o espaço do DJ, o bar e a área com sofás. O estabelecimento, que funcionava no subsolo, numa espécie de porão, aparece praticamente vazio, e sem indício da catástrofe.
Outro ponto que chamou a atenção foi a exclusão de fotos e vídeos do bar nas redes sociais horas após a tragédia, o que levou à suspeita de que os proprietários estariam tentando apagar provas.
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Os proprietários do bar, Jacques Moretti e Jessica Moretti, respondem na Justiça por acusações que incluem homicídio culposo por negligência. Recentemente, em entrevista à emissora suíça SRF, os advogados do casal negaram que eles próprios tenham deletado os perfis: “As redes sociais nunca foram excluídas. O acesso foi bloqueado para que a investigação pudesse ser conduzida com tranquilidade sob a supervisão do judiciário”, afirmou Nicola Maier, advogada de defesa.
As investigações buscam confirmar se as chamas provenientes das velas de faísca que eram presas a garrafas de champagne, numa ação de divulgação, começaram o incêndio. Uma das linhas da polícia é de que as velas teriam encostado no teto do bar, que era revestido com uma espuma de isolamento acústico. O material inflamável teria propagado as chamas rapidamente.
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No curso das investigações, autoridades locais admitiram que o estabelecimento havia passado por uma inspeção de segurança contra incêndio pela última vez em 2019. As inspeções devem ser, obrigatoriamente, realizadas anualmente.
Entre as suspeitas é de que a garçonete Cyane Panine, de 24 anos, uma das vítimas fatais, encostou as velas de faísca de uma das garrafas que segurava no teto do estabelecimento. A família da jovem veio a público afirmando que Cyane não recebeu treinamento de segurança e desconhecia os riscos das chamas próximas ao teto. Uma testemunha deu uma declaração, que consta em um relatório oficial elaborado pelas autoridades suíças, de que a jovem usava um capacete que impedia a visão em determinados ângulos, o que teria impedido de ver que as velas tocavam o teto.
Na China, as vendas de imóveis novos caíram para o nível mais baixo em mais de 15 anos, e os preços de apartamentos já existentes estão despencando. Milhões de famílias, afetadas pela queda no valor de seus imóveis, reduziram os gastos. Os governos locais, que dependem fortemente do setor imobiliário para obter receita, estão tendo dificuldade para pagar seus servidores públicos.
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No início do ano passado, muitos na China temiam que uma guerra comercial com o presidente Donald Trump pudesse ser o maior desafio para a economia. No entanto, o superávit comercial total da China aumentou no ano passado, enquanto o verdadeiro problema para Pequim acabou sendo o colapso do mercado imobiliário, que começou há quatro anos e vem se agravando a cada mês.
Apesar de todos os problemas econômicos desencadeados pelo colapso lento do mercado imobiliário do país, os estatísticos chineses continuam a divulgar um crescimento econômico previsivelmente estável, impulsionado por um bom volume das exportações que resultou em um superávit comercial recorde de US$ 1,19 trilhão em 2025.
Nesta segunda-feira, o Escritório Nacional de Estatísticas informou que a economia chinesa cresceu 5% no ano passado, exatamente o mesmo ritmo do ano anterior. A taxa oficial de crescimento atingiu a meta do governo, definida em março, pelo segundo ano consecutivo.
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A economia chinesa cresceu 4,5%, de outubro a dezembro do ano passado, a um ritmo que, se mantido por um ano inteiro, representaria uma taxa de crescimento de 4,9%.
Com a queda nos valores dos imóveis, milhões de famílias reduziram seus gastos
The New York Times
As exportações robustas estão compensando o fraco nível de gastos tanto das famílias urbanas quanto das rurais. Em novembro, as vendas no varejo mal cresceram em relação ao ano anterior, marcando o pior desempenho mensal do consumo desde a pandemia de Covid-19. Em dezembro, então, as vendas no varejo caíram 0,1%, mesmo em relação ao fraco resultado de novembro.
Avaliações mais pessimistas
Alguns economistas ocidentais agora afirmam que o crescimento real da economia pode ser apenas metade do que indicam as estatísticas oficiais. O Rhodium Group, uma empresa de pesquisa sediada em Nova York e especializada na China, estima que a economia do país tenha crescido entre 2,5% e 3% no ano passado e que desacelere ainda mais neste ano.
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Mas autoridades chinesas apresentaram avaliações otimistas da economia como parte de um esforço mais amplo para elevar a confiança dos consumidores, que, segundo pesquisas governamentais, está muito fraca.
— De modo geral, a economia nacional manteve o impulso de um progresso constante em 2025, apesar de múltiplas pressões — disse Kang Yi, diretor do escritório nacional de estatísticas, em uma coletiva de imprensa para anunciar o desempenho da economia.
A construção civil e outras atividades imobiliárias representaram cerca de um quarto da economia chinesa até 2021. Assim, a forte desaceleração do setor prejudicou famílias e indústrias em todo o país.
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O investimento em novos conjuntos de apartamentos, torres de escritórios, fábricas e outros ativos fixos caiu 3,8% no ano passado, informou o órgão de estatísticas. Foi o primeiro recuo desde 1989, quando o governo conteve os investimentos em meio a pressões inflacionárias que contribuíram para os grandes protestos da Praça da Paz Celestial naquele ano.
“A forte queda do setor imobiliário pode explicar quase inteiramente o desempenho econômico fraco dos últimos três anos”, escreveu Zhu Tian, professor de economia da China Europe International Business School, em Xangai, em uma análise publicada em novembro.
A retração também gerou arrependimento entre compradores. Zoe Zhao, uma servidora pública de 27 anos em Xi’an, cidade do centro da China, comprou uma casa com os pais em outubro de 2024, depois que os preços haviam despencado, apenas para vê-los cair ainda mais.
— É difícil dizer que não me arrependo, mas pelo menos posso me consolar dizendo que este apartamento é para eu morar — disse ela. — Ainda bem que não compramos no auge.
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Queda acentuada de preços
Dados oficiais mostram que os preços caíram um quinto desde 2021 — aproximadamente o mesmo que a queda média nacional nos Estados Unidos durante o colapso do mercado imobiliário entre 2008 e 2010. Dados não oficiais, porém, indicam que as quedas de preços na China são pelo menos o dobro disso.
Dados oficiais mostram que os preços dos imóveis caíram cerca de 20% desde 2021
Gilles Sabrié/The New York Times
O número de transações estagnou, especialmente no caso de apartamentos novos. Um relatório do mês passado da China Index Academy, uma empresa de pesquisa imobiliária, afirmou que os imóveis colocados à venda agora permanecem no mercado por uma média de 22,2 meses antes da conclusão do negócio.
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Descontos de até 80%
Os compradores vêm exigindo descontos de até 80% em relação ao pico do mercado em 2021. Os vendedores têm resistido a aceitar perdas tão grandes, fazendo com que o mercado de apartamentos congele em muitas cidades.
Sam Radwan, diretor executivo da Enhance International, uma consultoria imobiliária sediada em Chicago, disse que em 45 anos acompanhando mercados imobiliários em mais de duas dezenas de países, nunca havia visto imóveis permanecerem sem venda por tanto tempo quanto agora na China. Em suas viagens recentes pelo país, afirmou que os profissionais do setor continuam extremamente pessimistas.
—Você conversa com todo mundo, e eles sabem que não há solução. Isso não vai desaparecer na próxima década — afirmou Radwan.
O colapso dos preços abalou a confiança no setor imobiliário, antes considerado o lugar mais seguro para aplicar a poupança das famílias. Agora, os líderes chineses buscam restaurar a fé no mercado.
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As autoridades governamentais começaram a censurar fortemente, no fim do ano passado, postagens pessimistas na internet sobre os mercados imobiliários de Pequim e Xangai. A divulgação pública dos mais conhecidos índices de preços de apartamentos do setor privado também foi suspensa.
Alguns especialistas chineses em mercado imobiliário defendem que uma melhora pode ocorrer já neste ano. Meng Xiaosu, um analista popular na China apelidado de “padrinho do setor imobiliário”, previu em comentários recentes publicados on-line que os preços começariam a se recuperar neste ano.
— Se medidas organizadas pelo governo central — como converter a compra de imóveis existentes em habitação acessível — puderem ser implementadas em determinadas regiões, isso também sinalizaria estabilização — disse ele.
Meng há muito tempo atua como entusiasta do mercado imobiliário e, em 2016, afirmou: “Ele nunca caiu sequer em um ano — como poderia ser uma bolha?”
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Governos locais têm tentado adquirir apartamentos não vendidos de incorporadoras em dificuldade para transformá-los em moradia acessível. Mas a queda da arrecadação de impostos e das vendas de terrenos significa que os governos locais não têm recursos para subsidiar essas transações.
Sem grandes reduções de preço — algo que as incorporadoras relutam em fazer —, os governos locais terão prejuízos elevados ao alugar os apartamentos, disse Radwan.
Por trás dos problemas do mercado imobiliário está uma enorme oferta de moradias recém-construídas, combinada com a queda no número de casamentos e nascimentos a cada ano, o que reduziu o impulso para a compra de novas casas.
Em 2024, a China tinha cerca de 440 pés quadrados (37 metros quadrados) de moradia para cada homem, mulher ou criança que vive nas cidades, acima dos 340 pés quadrados (31,5 metros quadrados) de apenas 15 anos antes. Antes da morte de Mao Tsé-tung, em 1976, esse número era inferior a 100 pés quadrados (9,2 metros quadrados) por pessoa.
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Uma sequência de três supostos ataques de tubarão em pouco mais de 24 horas abalou Sydney, na Austrália, e deixou ao menos três jovens feridos, dois deles meninos de 11 e 12 anos — as vítimas mais novas registradas nesse intervalo.
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O caso mais recente ocorreu na tarde desta segunda-feira (19), por volta das 18h30 (horário local), na praia de Manly, em North Sydney, onde um jovem foi atendido por paramédicos que realizaram manobras de reanimação cardiopulmonar. As autoridades ainda apuram a gravidade das lesões e a confirmação do ataque.
Se confirmado, o episódio em Manly será o segundo ataque registrado na cidade apenas nesta segunda-feira e o terceiro em cerca de 26 horas. Mais cedo, pela manhã, um menino de 11 anos foi lançado ao mar após um tubarão morder repetidas vezes sua prancha enquanto ele surfava em Dee Why, no norte de Sydney. A criança foi retirada da água pelo pai e por um pedestre que ouviu seus gritos. Testemunhas relataram a presença de um tubarão-touro, possivelmente com até 1,5 metro de comprimento.
Ataque mais grave deixou menino de 12 anos em estado crítico
Os dois episódios de segunda-feira ocorreram um dia depois de um ataque considerado o mais grave da sequência. Neste domingo (18) à tarde, um menino de 12 anos ficou entre a vida e a morte após sofrer ferimentos severos nas pernas no Parque Nielsen, em Vaucluse, área que combina zonas cercadas por redes e trechos de águas abertas. Cinco amigos presenciaram a agressão e entraram no mar para resgatá-lo antes da chegada do socorro.
A polícia de Nova Gales do Sul informou que mobilizou diversos recursos, incluindo equipes aeromédicas. Os paramédicos aplicaram torniquetes e realizaram reanimação durante o transporte até Rose Bay, de onde o garoto seguiu para o Hospital Infantil de Sydney, em Randwick, em estado crítico. Segundo a corporação, os ferimentos são compatíveis com um ataque de tubarão de grande porte.
Após os ataques, praias foram interditadas e devem permanecer fechadas por até 48 horas, segundo o Surf Life Saving New South Wales. A polícia isolou áreas rochosas e segue procurando o animal responsável, enquanto o Departamento de Pesca do estado analisa fragmentos de uma prancha danificada para tentar identificar a espécie. A ministra da Agricultura, Tara Moriarty, classificou o episódio como trágico e afirmou que as autoridades trabalham para determinar quais tubarões estão envolvidos.
Especialistas e autoridades alertam que as fortes chuvas recentes deixaram as águas mais turvas, condição que pode atrair tubarões para áreas costeiras. Banhistas e surfistas foram orientados a evitar o mar até nova avaliação das condições de segurança.
Em carta ao primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que não se sente mais “obrigado a pensar apenas na paz” depois que o Comitê Norueguês não lhe concedeu o Prêmio Nobel da Paz. Støre confirmou, nesta segunda-feira, ter recebido a carta, que chegou pouco depois de ele e o presidente da Finlândia, Alexander Stubb, terem “manifestado oposição às tarifas anunciadas por [Trump] contra” países que rejeitam a ambição do republicano de assumir o “controle total e completo” da Groenlândia.
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“Considerando que seu país decidiu não me conceder o Prêmio Nobel da Paz por ter impedido mais de 8 guerras, não me sinto mais obrigado a pensar apenas em paz”, disse Trump ao premier norueguês, acrescentando que agora poderia “pensar no que é bom e apropriado” para os EUA.
No ano passado, Trump fez uma campanha intensa para ganhar o prêmio, que foi concedido a María Corina Machado, líder da oposição venezuelana. Ela recebeu o prêmio em Oslo no mês passado, mas, desde então, o dedicou a Trump. Machado diz que o republicano “merece” o prêmio, apesar de Trump ter apoiado Delcy Rodríguez como sucessora de Nicolás Maduro na Venezuela.
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Na semana passada, em visita à Casa Branca, a líder opositora entregou a medalha da Paz ao republicano, embora o Comitê Norueguês do Nobel tenha afirmado que o prêmio não pode ser transferido, compartilhado ou revogado.
Na carta, Trump voltou a insistir em seu desejo de assumir o controle da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, e relacionou suas reiteradas ameaças de anexação à sua rejeição ao Prêmio Nobel da Paz.
“A Dinamarca não pode proteger aquela terra da Rússia ou da China, e por que eles teriam um ‘direito de propriedade’ afinal? Não existem documentos escritos, apenas se sabe que um barco atracou lá há centenas de anos, mas nós também tínhamos barcos atracados lá”, escreveu Trump. “O mundo não estará seguro a menos que tenhamos o controle completo e total da Groenlândia”.
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Em comunicado, Støre lembrou que não cabe ao governo da Noruega conceder o Prêmio Nobel da Paz, mas sim a um comitê independente. “Expliquei com clareza, inclusive ao presidente Trump, que, como é amplamente conhecido, o prêmio é concedido por um Comitê Nobel independente”, afirmou o primeiro-ministro.
Além disso, o premier afirmou que “a posição da Noruega sobre a Groenlândia é clara: a [ilha] faz parte do Reino da Dinamarca, e [Oslo] apoia integralmente o Reino da Dinamarca nesta questão”.
Nas últimas semanas, Trump intensificou sua retórica contra a Groenlândia, afirmando que os EUA assumiriam o controle do território “de um jeito ou de outro”. No último sábado, o presidente ameaçou impor uma tarifa de 10% sobre as importações da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia a partir de 1º de fevereiro, até que os EUA sejam autorizados a comprar a ilha do Ártico. Os países, aliados na Otan, enviaram tropas à Groenlândia para reforçar a defesa da ilha nos últimos dias.
Em um comunicado conjunto, os oito países ameaçados por Trump reafirmaram apoio mútuo, e criticaram a abordagem americana, afirmando que fragiliza a relação entre os aliados. “As ameaças tarifárias minam as relações transatlânticas e correm o risco de provocar uma perigosa espiral descendente”, afirmaram. “Permaneceremos unidos e coordenados na nossa resposta. Estamos comprometidos com a defesa da nossa soberania”.
(Com AFP)

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