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O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, fez um discurso contundente na terça-feira durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, levando os líderes globais presentes na plateia a se levantarem para aplaudir de pé. Carney descreveu o fim da era sustentada pela hegemonia dos Estados Unidos, chamando a fase atual de “ruptura”. Desde o início de seu governo, em março do ano passado, o premier tem alertado repetidamente que o mundo não voltaria à normalidade pré-Donald Trump. Ele reafirmou essa mensagem em um discurso que não mencionou o presidente americano, mas ofereceu uma análise do impacto do republicano nos assuntos globais.
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— Estamos em meio a uma ruptura, não a uma transição — afirmou o premier, acrescentando que uma nova realidade se instalou e que “potências médias, como o Canadá”, devem se “adaptar”.
Carney declarou que o Canadá se beneficiou de uma era de “hegemonia americana”, mas que agora precisa mudar de rumo, visto que as grandes potências utilizam cada vez mais seu poder econômico como instrumento de pressão. Potências médias, como Canadá, Austrália, Argentina, Coreia do Sul e Brasil, são nações que ainda exercem grande influência na política global, mesmo que suas economias sejam menores.
O discurso ocorreu no momento em que Trump reiterou as ameaças de anexar a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, afirmando que imporia novas tarifas às potências europeias — que também são suas aliadas na Otan, a aliança militar liderada por Washington — por elas serem contra à sua ambição pela ilha no Ártico.
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— Todos os dias somos lembrados de que vivemos em uma era de rivalidade entre grandes potências — disse Carney no início de seu discurso. — A ordem baseada em regras está desaparecendo. Os fortes fazem o que podem e os fracos sofrem o que devem. As potências médias devem agir em conjunto, porque se não estivermos à mesa, estaremos no cardápio.
Líderes europeus, cautelosos em esgarçar ainda mais a aliança, têm se esforçado para encontrar uma resposta unificada. Carney, que escreveu o próprio discurso, deixou claro que está escolhendo um outro caminho.
O premier falou pouco depois de Trump ter publicado nas redes sociais uma montagem gerada por inteligência artificial que apresentava um mapa com as bandeiras americanas sobrepostas às do Canadá, da Groenlândia e da Venezuela. Ele reiterou que seu país apoia incondicionalmente a Groenlândia e a Dinamarca, mas, ao contrário das potências europeias, não enviou tropas à ilha.
Imagem gerada por IA mostra líderes europeus enfileirados, ouvindo Trump; ao fundo, mapa mostra Groenlândia, Canadá e Venezuela como territórios americanos
Reprodução
Carney também repreendeu outros líderes, muitos dos quais acompanhavam seu discurso em Davos, por não defenderem seus interesses.
— Há uma forte tendência entre os países de cederem para manter a harmonia. Para se acomodarem. Para evitarem problemas. Para esperarem que a conformidade lhes garanta segurança. Não garantirá — afirmou.
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O presidente francês, Emmanuel Macron, fez coro com Carney, afirmando que “preferimos o respeito aos valentões e preferimos o Estado de Direito à brutalidade”. Além disso, Macron condenou as mais recentes ameaças de tarifas de Trump como um “acúmulo interminável e inaceitável, usado como manobra contra a soberania territorial”.
Trump também quer o Canadá?
Trump iniciou seu segundo mandato, em janeiro do ano passado, reivindicando o Canadá como o 51º estado e ameaçando o então primeiro-ministro Justin Trudeau, a quem ridicularizou publicamente, com o cancelamento unilateral de acordos que regiam a relação entre os países vizinhos há mais de um século.
O presidente americano também impôs tarifas ao Canadá, um dos dois principais parceiros comerciais dos Estados Unidos, juntamente com o México, que estão prejudicando alguns dos principais setores econômicos de Ottawa, como o automotivo, o siderúrgico, o de alumínio e o madeireiro.
Carney e Trump na Casa Branca
Haiyun Jiang/The New York Times
Os aliados de Trump, principalmente Steve Bannon, seu estrategista de longa data, têm falado sobre os benefícios da anexação do Canadá pelos EUA. Um é sobre o vasto acesso que Washington teria ao Ártico — que também é uma das justificativas de Trump para a Groenlândia — e aos seus recursos naturais, incluindo minerais críticos e terras raras.
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O Canadá exporta cerca de 75% de seus bens e serviços para os Estados Unidos; seu segundo maior parceiro, a China, recebe menos de 5%. Os dois países compartilham a fronteira terrestre mais longa do mundo. As tropas americanas realizam exercícios e cooperam diariamente com os canadenses, inclusive no Ártico, e as duas forças armadas trabalham em estreita colaboração.
Washington e Ottawa possuem um comando conjunto para a defesa aérea da América do Norte. Esta semana, aeronaves de ambos os países estão em uma base aérea americana na Groenlândia como parte de um exercício de treinamento regular que, segundo o comando aéreo conjunto, foi aprovado pela Dinamarca. Essa situação se tornaria rapidamente muito difícil para o Canadá caso os Estados Unidos optassem por se envolver militarmente na Groenlândia.
Recálculo canadense
O discurso de Carney em Davos ocorreu ao final de uma semana de viagens oficiais, com visitas à China e ao Catar. O premier firmou um acordo com Pequim para permitir a entrada de um pequeno número de veículos elétricos no Canadá com tarifas reduzidas, rompendo com a política americana que vinha seguindo desde o governo de Joe Biden, em troca da redução de algumas tarifas chinesas sobre produtos agrícolas canadenses.
Mais importante, talvez, é que a China e o Canadá declararam estar em uma “parceria estratégica”, o que sinaliza uma nova era de cooperação com o rival dos Estados Unidos na disputa pela supremacia.
Desde o início de seu governo, em março do ano passado, Carney passou quase 60 dias viajando, tentando garantir novos acordos comerciais. Em comparação, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e Macron passaram cerca de 40 dias cada um em viagens internacionais durante o mesmo período.
O ritmo e a intensidade da atuação global de Carney, juntamente com sua promessa de ajudar o Canadá a sobreviver a essa mudança histórica no poder americano, criaram grandes expectativas entre os canadenses que o elegeram.
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Muitos analistas, por outro lado, afirmam que existe a possibilidade de os resultados não serem os esperados e reconhecem que nenhum parceiro ou acordo isolado pode substituir rapidamente o papel preponderante que os Estados Unidos desempenham na economia e segurança do Canadá.
Ainda assim, num momento em que os EUA são liderados por um presidente imprevisível e, por vezes, ameaçador, o Canadá está tentando romper com sua longa dependência da América.
Uma intensa atividade solar atingiu a Terra entre segunda-feira (19) e esta terça-feira (20), provocando auroras boreais coloridas e interferências em sistemas de GPS usados pela aviação. Segundo o Centro de Previsão do Clima Espacial (SWPC), ligado ao Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos, trata-se da maior tempestade de radiação solar em mais de 20 anos.
Tempestade solar que coloca o mundo em alerta nesta segunda é a mais intensa em 20 anos e pode provocar auroras fora do comum
O fenômeno foi classificado no nível quatro de uma escala que vai até cinco, indicando alta severidade. Tempestades de radiação solar são caracterizadas pela liberação intensa de partículas carregadas e de alta velocidade em direção à Terra, capazes de impactar operações de satélites, lançamentos espaciais, sistemas de comunicação e a navegação aérea.
De acordo com o SWPC, o último evento de magnitude semelhante havia sido registrado em outubro de 2003, durante as chamadas “tempestades espaciais do Halloween”, que provocaram apagões na Suécia e danos a transformadores de energia na África do Sul.
Além dos efeitos tecnológicos, a tempestade aumentou os riscos de exposição à radiação para astronautas em órbita baixa — como os que estão a bordo da Estação Espacial Internacional — e para passageiros de voos que cruzam rotas polares. Por precaução, o SWPC alertou companhias aéreas, a Nasa, a Administração Federal de Aviação e outros órgãos de emergência e infraestrutura antes da chegada do pico da atividade solar.
A potência da explosão solar também ampliou a visibilidade da aurora boreal para latitudes pouco habituais. O fenômeno foi observado no noroeste da Inglaterra na noite de segunda-feira e, nesta terça, em regiões como a Groenlândia e até em Portugal.
No Reino Unido, moradores relataram tons intensos de verde e rosa iluminando o céu noturno. Conhecida como “luzes do norte”, a aurora boreal ocorre quando partículas carregadas do Sol colidem com gases da atmosfera terrestre, gerando emissões luminosas visíveis sobretudo em altas latitudes
Imagens divulgadas pelo aeroporto da Groenlândia, nesta quarta-feira (21), registraram a ocorrência da aurora boreal sobre o território autônomo dinamarquês, em um momento em que a ilha voltou ao centro de tensões diplomáticas internacionais. O fenômeno foi observado enquanto declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possível incorporação da Groenlândia repercutiam no cenário político global.
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A aurora boreal é um fenômeno típico das altas latitudes e ocorre quando partículas carregadas emitidas pelo Sol — o chamado vento solar — interagem com a magnetosfera da Terra. Essas partículas são direcionadas aos polos e colidem com gases da atmosfera, como oxigênio e nitrogênio, liberando energia na forma de luz. As emissões, geralmente em tons de verde, roxo e vermelho, acontecem principalmente na termosfera e na ionosfera e são frequentes na Groenlândia.
Confira as imagens:
Aurora boreal ilumina o céu da Groenlândia em dia de discussão sobre futuro do território
Entre ciência e geopolítica no Ártico
A divulgação das imagens ocorreu às vésperas da chegada de Trump ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Nos últimos dias, o presidente americano voltou a mencionar publicamente a Groenlândia, incluindo postagens em redes sociais e a divulgação de uma imagem gerada por inteligência artificial em que aparece com a bandeira dos Estados Unidos no território. As declarações provocaram reações de governos europeus e ampliaram o debate sobre soberania e segurança na região do Ártico.
A Groenlândia integra o Reino da Dinamarca, embora possua amplo grau de autonomia administrativa. A ilha tem relevância estratégica por sua posição geográfica no Ártico e por seu papel em discussões ligadas à segurança e à presença internacional na região. Em Davos, o tema passou a ser tratado por líderes europeus, que reafirmaram apoio à Dinamarca, enquanto o governo americano sustenta que o território tem importância para a segurança global.
Um menino de 12 anos atacado por um tubarão no porto de Sydney permanece internado no Hospital Infantil da cidade, vivo, mas com diagnóstico de morte cerebral. Segundo a polícia de Nova Gales do Sul, o quadro de saúde é irreversível e não houve mudanças desde a internação.
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O ataque ocorreu por volta das 16h20 (horário local) deste domingo (18), no Parque Nielsen, na zona leste de Sydney, quando o garoto saltou de uma saliência rochosa de cerca de seis metros. Ele foi atingido por um tubarão — possivelmente um tubarão-touro — e sofreu ferimentos graves nas duas pernas. A criança só sobreviveu ao ataque inicial porque um dos amigos que estavam com ela entrou na água e conseguiu arrastá-la até as rochas, enquanto o animal ainda nadava nas proximidades.
Ataques em sequência e alerta nas praias
O episódio foi o primeiro de uma série de quatro encontros com tubarões registrados em apenas três dias em Nova Gales do Sul. Apesar de informações iniciais apontarem a morte da criança, um parente próximo confirmou ao Daily Mail que ela continua viva, embora com morte cerebral. A polícia também confirmou que o estado de saúde permanece inalterado.
O ataque desencadeou uma onda de comoção. Amigos e familiares organizaram uma campanha de arrecadação de fundos para ajudar a família, já que parte dos parentes mora no exterior e precisará viajar à Austrália. Uma academia de futebol local, onde o menino treinava havia sete anos, prestou homenagem ao atleta nas redes sociais, descrevendo-o como dedicado e querido pela comunidade.
Na noite desta segunda-feira (19), outro ataque grave ocorreu na praia de North Steyne, em Manly. O surfista Andre de Ruyter, de 27 anos, foi atingido por um tubarão-touro enquanto surfava e retirado da água por banhistas, que prestaram os primeiros socorros. Ele foi levado em estado crítico ao Royal North Shore Hospital, onde precisou de transfusões maciças de sangue. “Foi quase como uma parada nos boxes da Fórmula 1, tudo aconteceu em menos de dez segundos”, disse Christie Marks, superintendente interina do Serviço de Ambulâncias de Nova Gales do Sul, à AAP.
Nesta quarta-feira (21), a família de De Ruyter informou, em comunicado divulgado pelo Manly Observer, que o jovem apresentou uma recuperação considerada impressionante e se encontra em condição estável, sob cuidados médicos. A nota também pediu respeito à privacidade do surfista durante o processo de recuperação.
Outros dois incidentes foram registrados no mesmo período: um menino de 11 anos foi derrubado de sua prancha em Dee Why após um tubarão morder o equipamento, mas não se feriu; e um homem de 39 anos sofreu um ataque em Point Plomer, na costa norte central do estado, escapando com ferimentos leves após o animal atingir sua prancha e roupa de mergulho.
Segundo biólogos marinhos do Departamento de Indústrias Primárias, marcas de mordida encontradas nas pranchas indicam a presença de tubarões-touro, cuja temporada de pico na região de Sydney ocorre entre janeiro e fevereiro. As fortes chuvas recentes, que aumentaram a turbidez da água e a entrada de água doce no porto, criaram, de acordo com o superintendente Joseph McNulty, uma “tempestade perfeita” para esse tipo de ataque.
Após os episódios, salva-vidas instalaram placas de alerta, mobilizaram jet skis e drones para patrulhamento e fecharam todas as praias da região de Northern Beaches. As autoridades também recomendaram que a população evite nadar em águas turvas ou com baixa visibilidade. As praias devem permanecer fechadas por pelo menos mais 24 horas, enquanto as condições seguem sendo reavaliadas.
Um funcionário de um aeroporto na Califórnia morreu após o veículo que conduzia ser esmagado por um palete de carga enquanto trabalhava no Aeroporto Internacional de San Francisco. O acidente ocorreu na noite deste domingo (18) e vitimou John Brandon Picazo Lacayanga, de 28 anos, segundo confirmaram autoridades locais.
Equipes de emergência foram acionadas e encontraram o carro de Lacayanga completamente comprimido sob o palete que ele rebocava, de acordo com informações repassadas por funcionários do aeroporto à Bay City News. O jovem atuava para a dnata, empresa com sede em Dubai que presta serviços de assistência em terra, carga, catering, viagens e varejo em aeroportos.
Investigação aponta acidente de trabalho
Segundo o aeroporto, Lacayanga transportava cargas entre o Terminal 3 e a área internacional G por volta das 19h quando ocorreu o acidente. Não houve envolvimento de outros veículos, e o funcionário estava sozinho no momento do ocorrido. O gabinete do legista confirmou que ele era residente de San Francisco.
Em nota oficial, o aeroporto informou: “É com profundo pesar que confirmamos o falecimento de um membro da equipe da dnata enquanto estava em serviço no Aeroporto Internacional de San Francisco, em 18 de janeiro”. O comunicado acrescenta que a empresa está oferecendo apoio à família e colaborando com as autoridades para esclarecer as circunstâncias do caso.
A Administração de Segurança e Saúde Ocupacional (OSHA) e o Gabinete do Xerife do Condado de San Mateo investigaram o episódio e concluíram que a morte foi acidental. A família de Lacayanga iniciou uma campanha de arrecadação de fundos no GoFundMe para custear as despesas do funeral. Ele deixa os pais, Hospicio Lacayanga e Mary Jane Lacayanga.
Um voo de rotina terminou em tragédia no interior do Mississippi. Um instrutor de aviação e um adolescente morreram após a queda de um avião de pequeno porte seguida de incêndio, na tarde deste domingo (18), nas proximidades do Aeroporto Holly Springs–Marshall County.
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Na manhã desta segunda-feira (19), o Gabinete do Xerife do Condado de Marshall identificou as vítimas como Wesley Bolden, de 29 anos, morador da região, e Jordan Hall, de 17, da cidade de Olive Branch. Bolden era instrutor de voo e havia inaugurado, em agosto, sua própria escola de aviação, a Firecrest Aviation, sediada no aeroporto onde ocorreu o acidente.
Queda em área arborizada
Segundo as autoridades locais, os dois estavam a bordo de um Piper Cherokee monomotor de asa fixa, que caiu por volta das 17h (horário local) em uma área arborizada a leste da pista. Registros da Administração Federal de Aviação (FAA) indicam que a aeronave estava registrada em nome da escola de voo de Bolden. O xerife Kenny Dickerson relatou à emissora WREG que o avião atingiu primeiro um pinheiro de grande porte antes de se chocar contra o solo. “Ao bater no chão, aparentemente pegou fogo imediatamente, queimando os dois ocupantes”, afirmou.
O impacto provocou chamas intensas, exigindo a atuação de diversos corpos de bombeiros da região. Ainda não está claro quem pilotava a aeronave no momento do acidente, nem se o avião realizava uma decolagem ou uma tentativa de pouso. O aeroporto é de pequeno porte, com pista de cerca de 975 metros e sem torre de controle de tráfego aéreo.
Investigadores da FAA, enviados de Jackson, começaram a chegar ao local na tarde de segunda-feira para analisar os destroços. “Esperamos que, com a experiência deles, possamos entender melhor o que aconteceu ou o que causou o incidente”, disse Dickerson à WREG. Até a última atualização, as autoridades não haviam divulgado uma causa preliminar. O Daily Mail informou que tentou contato com o gabinete do xerife fora do horário de expediente, sem obter resposta.
Bolden era ex-aluno da Marshall Academy, turma de 2017, onde também atuou como treinador assistente de futebol americano. Em homenagem publicada no Facebook, a escola o descreveu como “um aviador habilidoso, com verdadeira paixão por ensinar e orientar”, além de destacar seu papel na família e na comunidade. Ele deixa a noiva, Erika Keller, e a filha do casal, Ruby Jean, de um ano. Dickerson afirmou à imprensa local que Bolden e sua família eram “pessoas de primeira linha”.
Sobre Jordan Hall, há poucas informações divulgadas. O xerife disse à Fox13 que não conhecia pessoalmente o adolescente, mas ressaltou ter ouvido “apenas coisas boas” sobre ele e seus familiares.
Um vídeo que circula nas redes sociais desde sexta-feira (16) mostra o momento tenso em que uma mulher é resgatada de um carro que afundava rapidamente no oceano, em Virginia Beach, no estado da Virgínia, nos Estados Unidos.
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O incidente ocorreu próximo ao restaurante Bubba’s, conhecido por servir caranguejos à beira-mar. As imagens, registradas por um funcionário do local, mostram o veículo deslizando para a água nas imediações de uma rampa para barcos, enquanto ao menos quatro homens tentam, de forma desesperada, retirar a motorista de dentro do carro. Eles aparecem quebrando vidros e tentando se comunicar com a mulher, enquanto pessoas no cais gritam, em pânico.
Confira o momento:
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A cena ganhou contornos ainda mais dramáticos quando o veículo começou a se afastar do cais e a inclinar-se, com a parte dianteira mergulhando em direção ao fundo. Testemunhas choravam e repetiam pedidos para que a vítima saísse pela parte traseira do veículo.
Ex-militar lidera resgate em água gelada
Entre os socorristas estava Jeremy Way, veterano da Marinha dos EUA com 17 anos de serviço. Em entrevista à emissora WAVY, ele contou que almoçava com um amigo no Bubba’s quando ouviu o barulho do carro caindo na água. “Eu estava no lugar certo, na hora certa”, afirmou. Segundo Way, a mulher não conseguia destrancar as portas do veículo.
Momento do resgate
Captura de tela/Redes sociais
Após um dos homens quebrar o vidro traseiro, ele entrou no carro já em processo de submersão e conseguiu retirar a motorista poucos instantes antes de o carro desaparecer completamente sob a água. “O carro estava totalmente submerso. Usei as técnicas de resgate aquático que aprendi, coloquei-a no quadril e nadei até os pilares”, relatou Way.
Uma corda foi lançada do cais para ajudar a puxar a mulher até a terra firme, enquanto uma testemunha agradecia em voz alta pelo desfecho do salvamento. Way disse que tentou tranquilizar a vítima durante o trajeto até um local seguro, guiado pelo lema aprendido no serviço militar: “para que outros possam viver”.
De acordo com a FOX 13, dois dos homens que participaram do resgate e a motorista foram levados ao hospital com ferimentos leves. A polícia local informou que o caso segue sob investigação e que a causa do acidente ainda não foi determinada.
O México enviou 37 pessoas acusadas de serem membros de organizações criminosas aos Estados Unidos na terça-feira, na mais recente tentativa aparente de aliviar a pressão do presidente Trump para que o país intensifique o combate aos poderosos grupos que contrabandeiam drogas pela fronteira.
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Essa foi a primeira transferência desse tipo neste ano, em que as ameaças de ação militar de Trump contra o México se tornaram mais diretas, mas a terceira desde que ele assumiu o cargo. As autoridades mexicanas já enviaram aos Estados Unidos quase 100 pessoas acusadas de serem criminosos importantes.
As transferências fazem parte de um esforço maior das autoridades mexicanas para apaziguar o Sr. Trump, que ameaça realizar ataques unilaterais em território mexicano — um ato que a presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou ser uma violação da soberania de seu país.
Em meio a essas ameaças, a Sra. Sheinbaum lançou uma campanha agressiva contra os cartéis, reforçou o policiamento na fronteira, cedeu às exigências econômicas do Sr. Trump e enviou dezenas de criminosos acusados ​​para o norte.
Muitos especialistas no México questionaram os fundamentos legais e as manobras políticas das transferências, uma vez que foram realizadas fora do processo normal de extradição. Omar García Harfuch, chefe de segurança do México , afirmou na terça-feira que as transferências eram legais e que, em acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, a pena de morte não seria solicitada. (A pena capital é proibida no México.)
“Esses indivíduos representavam uma ameaça real à segurança do país”, publicou ele online.
Harfuch acrescentou que os detidos foram enviados para várias cidades dos EUA em aviões militares mexicanos. A Casa Branca não respondeu imediatamente ao pedido de comentário.
Durante um ano, Trump ameaçou com medidas militares e tarifas para tentar forçar as autoridades mexicanas a tomarem medidas mais enérgicas contra os cartéis e a imigração ilegal. Após o ataque dos EUA à Venezuela, as ameaças do Sr. Trump tornaram-se mais severas. Ele afirmou, em entrevista à Fox News em 8 de janeiro, que os Estados Unidos “começariam agora a atacar em terra, no que diz respeito aos cartéis” no México.
Esses comentários preocuparam muito as autoridades mexicanas, que acreditavam que os laços econômicos profundos entre os dois países e a cooperação aprimorada em segurança protegeriam o México de ações unilaterais.
Na semana passada, o The New York Times noticiou que os Estados Unidos estavam intensificando a pressão sobre o México para que este permitisse que as forças militares americanas realizassem operações conjuntas para desmantelar laboratórios de fentanil dentro do país.
A França deseja que um exercício da Otan seja realizado na Groenlândia e está “disposta a contribuir com ele”, anunciou a Presidência francesa nesta quarta-feira, em meio às tensões sobre as tentativas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de anexar o território autônomo dinamarquês.
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Desde que retornou à Casa Branca há um ano, o líder republicano argumenta que “precisa” da ilha rica em minerais e terras raras por razões de segurança nacional, para impedir que Rússia e China imponham sua hegemonia.
“A França está solicitando um exercício da Otan na Groenlândia e está preparada para contribuir com ele”, declarou o Palácio do Eliseu.
Nuuk, capital da Groenlândia
AFP
Diversos países europeus, incluindo França, Alemanha e Reino Unido, enviaram na semana passada uma pequena equipe de soldados em uma missão de reconhecimento, em preparação para um exercício dinamarquês organizado com aliados da Otan, mas fora da estrutura da aliança atlântica e, portanto, sem o envolvimento dos EUA.
A ação provocou a ira de Trump, que ameaçou impor tarifas de até 25% a oito países europeus que se opõem aos seus planos para a Groenlândia. A França acredita que um exercício da Otan permitiria envolver Washington e demonstrar que os europeus levam a segurança do Ártico a sério.
Os primeiros instantes do acidente envolvendo o trem de alta velocidade da Iryo, em Adamuz, no sul da Espanha, começaram com incerteza. A dúvida que marcou aqueles segundos iniciais — o que, afinal, havia acontecido — é agora parcialmente esclarecida por gravações da chamada feita pelo maquinista à central de controle da Adif, em Atocha, registradas pela caixa-preta do trem e obtidas com exclusividade pelo portal Cordópolis, e divulgadas nesta terça-feira (20).
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Os áudios, extraídos dos registros telefônicos do Iryo 6189, permitirão às autoridades reconstruir os minutos posteriores ao descarrilamento ocorrido por volta das 19h45 (horário local) deste domingo (18). O acidente vitimou 42 pessoas e, até o momento, deixou 45 desaparecidas. As vítimas viajavam na linha Málaga-Madri ou no trem Alvia, que fazia o trajeto Madri-Huelva.
Confira a colisão:
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Na primeira comunicação, o maquinista do trem Iryo 6189 mencionou problemas técnicos e informou que o trem estava bloqueado. A central da Adif orientou a redução dos pantógrafos — dispositivos responsáveis por captar energia da rede aérea —, mas o condutor respondeu que eles já estavam totalmente abaixados e que o comboio permanecia imobilizado. Ao fundo, segundo os áudios, o sistema da cabine indicava a ativação do freio de emergência.
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As gravações sugerem que, naquele momento, o maquinista ainda não tinha consciência de que havia ocorrido uma colisão com outro trem. As hipóteses sobre a sensação inicial de “congestionamento” seguem em aberto: investigadores avaliam se ela foi causada pelo impacto com o Alvia, por um objeto desprendido do próprio Iryo, por um defeito na via férrea ou por uma combinação desses fatores.
Poucos segundos depois, em uma segunda ligação, o tom muda. O maquinista informa de forma explícita que houve um descarrilamento e que o trem havia invadido a linha férrea adjacente, ressaltando a gravidade da situação. Ele solicita, com urgência, a interrupção do tráfego nos trilhos e comunica a presença de um incêndio em um dos vagões, além de feridos a bordo. Ainda assim, a central de controle informou não ter registro da aproximação de outro trem naquele trecho.
Apesar da gravidade das informações transmitidas, nem o maquinista nem a central mencionaram, nesse momento, a colisão direta entre o Iryo e o Alvia. A confirmação plena do choque entre os dois trens só seria estabelecida posteriormente, com o avanço das investigações e a análise do cenário no local.
As gravações, extraídas da caixa-preta do Iryo, são consideradas fundamentais para a apuração conduzida pela Guarda Civil e pela Comissão de Investigação de Acidentes Ferroviários (CIAF). Fontes ligadas ao inquérito destacam que o caso é tecnicamente complexo e que o cenário mais provável aponta para a falha simultânea de vários elementos, e não de um único fator isolado. Entre as medidas já solicitadas está a imobilização do vagão número seis do Iryo, o primeiro a descarrilar, peça-chave para esclarecer como se iniciou a sequência que levou à colisão.

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