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A Nasa desmentiu categoricamente uma teoria viral que circulou nas redes sociais afirmando que a Terra perderia sua gravidade por sete segundos em 12 de agosto deste ano. A agência espacial afirmou que a premissa é uma “besteira absoluta” e descartou a possibilidade de um evento dessa natureza.
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Segundo a narrativa que ganhou força na internet, o planeta experimentaria uma inexplicável perda de gravidade na data citada, o que provocaria um caos global sem precedentes. As publicações sugeriam que a ausência temporária de uma das forças fundamentais do universo teria consequências catastróficas.
O impacto descrito pela teoria incluía a previsão de até 40 milhões de mortes causadas por quedas e alegações de investimentos bilionários da agência espacial para lidar com o suposto fenômeno.
Especialistas ressaltam que, se a gravidade — força que mantém pessoas, oceanos e estruturas presas ao planeta — simplesmente desaparecesse, o cenário seria de desastre em escala global. Ainda assim, um porta-voz da Nasa foi categórico ao afirmar ao site de checagem Snopes que isso não vai acontecer.
Do ponto de vista científico, a explicação é direta: a gravidade da Terra depende de sua massa. Para que o planeta deixasse de exercer atração gravitacional, seria necessária uma perda maciça de matéria, envolvendo componentes essenciais como núcleo, manto, crosta, oceanos, água continental ou atmosfera — hipótese considerada impossível.
Eclipse solar total
Sobre o dia 12 de agosto, a Nasa confirmou que haverá, de fato, um evento astronômico relevante: um eclipse solar total. O fenômeno, no entanto, não tem qualquer efeito incomum sobre a gravidade terrestre. A atração gravitacional exercida pelo Sol e pela Lua, responsável pelas marés, é um processo natural, previsível e amplamente estudado.
A agência foi enfática ao comentar a origem do boato, afirmando que a ideia “pode ser atribuída a uma teoria conspiratória estúpida e barata, impulsionada na internet por pessoas que não sabem como a gravidade funciona”.
Com a aproximação do eclipse, a Nasa aproveitou para reforçar orientações de segurança ao público. A observação do Sol deve ser feita apenas com proteção ocular adequada, como óculos de eclipse certificados, já que olhar diretamente para o astro pode causar danos permanentes à visão.
O único momento em que é seguro observar o fenômeno a olho nu é durante a fase de totalidade, quando a Lua cobre completamente o Sol. Assim que a luz solar começa a reaparecer, o uso da proteção ocular volta a ser indispensável.
O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, foi criticado em público durante um jantar exclusivo à margem do Fórum Econômico Mundial, em Davos, oferecido por Larry Fink, CEO da BlackRock, a maior gestora de ativos do mundo. A informação foi revelada pelo jornal Financial Times.
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No jantar, Lutnick, de acordo com o Financial Times, disse que o mundo deveria se concentrar no carvão como fonte de energia em vez de energias renováveis ​​e fez comentários depreciativos sobre a Europa.
Após as declarações, segundo a Bloomberg, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, abandonou o local. Um dos que interromperam o discurso de Lutnick foi o ex-vice-presidente dos EUA Al Gore.
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Na terça-feira, o secretário escreveu um artigo de opinião para o Financial Times, no qual afirmou: “Não vamos a Davos para defender o status quo. Vamos confrontá-lo de frente”. “Estamos aqui em Davos para deixar uma coisa muito clara, com o presidente [dos Estados Unidos, Donald] Trump, o capitalismo tem um novo xerife na cidade”, acrescentou Lutnick.
Um dos diretores executivos presentes no jantar, ainda segundo o Financial Times, descreveu o ambiente como “tenso”, enquanto outro disse que era “barulhento e acalorado”.
Ao Financial Times, pouco antes do início do Fórum Econômico Mundial, Fink afirmou que o mundo está “mais polarizado”.
— Há mais pessoas falando umas com as outras, e não conversando umas com as outras. Meu papel é elevar o nível de todos e promover um diálogo sério — afirmou o financista americano.
Trump chegou nesta quarta-feira ao Fórum Econômico Mundial, num momento de tensão aguda com a Europa, após uma escalada de declarações, ameaças comerciais e gestos políticos que colocaram a Groenlândia no centro de uma crise diplomática entre Washington e seus aliados. A ofensiva americana acabou por redefinir o tom do encontro anual da elite política e econômica global, que passou a ser dominado por discussões sobre segurança, soberania e o futuro da relação transatlântica.
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Os confrontos transformaram Trump no tema incontornável de um encontro que se apresenta como “Comprometido em melhorar o estado do mundo”. Cerca de 3 mil participantes de 130 países desembarcaram em Davos, incluindo 65 chefes de Estado e 850 executivos de grandes empresas, segundo os organizadores do fórum. Diante da ofensiva, autoridades europeias passaram a tratar Davos como um espaço de contenção de danos.
Líderes da União Europeia (UE) e de países da Otan começaram a usar discursos e encontros paralelos para responder às ameaças, reafirmar apoio à Groenlândia, ameaçada de anexação aos EUA por Trump, e discutir possíveis contramedidas.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou, nesta quarta-feira (25), que o fim da escala de seis dias de trabalho por um de folga (6×1) no Brasil deve levar ao aumento da produtividade da economia do país. Em entrevista ao programa Bom dia, Ministro, do Canal Gov, ele defendeu a redução de jornada para os trabalhadores e deu exemplos de empresas que já adotaram novos regimes de trabalho.

Segundo Boulos, um estudo da Fundação Getulio Vargas, em 2024, envolvendo 19 empresas que reduziram a jornada de trabalho apontou aumento de receita de 72% delas e de cumprimento de prazos em 44%. “Estão reduzindo mesmo sem a legislação”, destacou.

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“E por que aumenta a produtividade? Com seis dias de trabalho, um de descanso – e às vezes esse um, principalmente para as mulheres, é para fazer serviço de cuidado em casa – quando essa pessoa chega ao trabalho, ela já está cansada. Quando esse trabalhador ou trabalhadora está mais descansado, o resultado é que ele vai trabalhar melhor. Então, o que a gente sustenta é baseado em dados”, afirmou.

O ministro contou ainda que a empresa Microsoft, no Japão, adotou a escala 4 por 3 e teve aumentou de 40% na produtividade individual do trabalhador. Boulos também deu exemplo de outros países.

“A Islândia em 2023 reduziu para 35 horas [semanais], com jornada 4 por 3. Sabe o que aconteceu? A economia da Islândia cresceu 5% e a produtividade do trabalho aumentou 1,5%. Nos Estados Unidos, houve uma redução média de 35 minutos de trabalho por dia nos últimos três anos. Não foi uma lei, isso aconteceu pela própria dinâmica do mercado e aumentou em média 2% da produtividade”, disse.

Segundo Boulos, a baixa produtividade da economia é um dos argumentos de quem é contra a mudança na escala de trabalho.

“Se a produtividade é baixa e você não quer deixar um tempo para o trabalhador fazer um curso de qualificação, como é que vai aumentar a produtividade?”, questionou.

“Aliás, uma parte importante de uma produtividade menor que a média no Brasil não é responsabilidade do trabalhador, é do setor privado que não investe em inovação e tecnologia. Quase todo o investimento em inovação, tecnologia e pesquisa no Brasil é do setor público. O setor privado brasileiro é um dos que menos investe, proporcionalmente aos países no mesmo patamar”, argumentou.

A proposta defendida pelo governo é a redução das atuais 44 horas semanais de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário, em um regime de, no máximo, cinco dias de trabalho por dois de folga (6×1). A medida deve incluir ainda um período de transição e compensações para micro e pequenas empresas.

“Essa é a proposta que está sendo desenhada para todos os setores da economia no Brasil, por uma questão de dignidade dos trabalhadores”, disse Boulos, destacando que há um avanço na discussão com o Congresso para que o tema seja votado ainda neste semestre.

Em fevereiro do ano passado, foi protocolada na Câmara dos Deputados a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 8/2025 que acaba com a escala 6×1. A PEC estabelece a jornada de trabalho de, no máximo, 36 horas semanais e 4 dias de trabalho por semana, mas há outras propostas no Congresso que tratam da redução de jornada.

Juros

O projeto sofre resistência de setores empresariais que também alegam que a medida levaria ao aumento dos custos operacionais das empresas com a contratação de mais trabalhadores. Para Boulos, há um super dimensionamento do custo da redução de escala de trabalho, mas que para os pequenos será discutido um modelo de adaptação.

O ministro da Secretaria-Geral criticou os juros altos no Brasil e afirmou que isso pressiona mais o setor produtivo.

“Muitas vezes, esses pequenos negócios estão endividados por essa taxa de juro escorchante [abusiva], de agiotagem, que a gente tem no Brasil”, afirmou.

Uns dos instrumentos para controlar a inflação é a taxa básica de juros (a Selic), definida atualmente em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

Mesmo com o recuo dos preços, a Selic está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. Após chegar a 10,5% ao ano em maio de 2024, a taxa começou a ser elevada em setembro de 2024. A Selic chegou a 15% ao ano na reunião de junho do ano passado, sendo mantida nesse nível desde então.

“Já passou da hora de reduzir essa taxa de juros, porque 15% de juros nenhum trabalhador aguenta e nenhum empresário aguenta. Como é que você vai aumentar o investimento? Como é que você vai arrumar capital de giro com esse custo do dinheiro? Não tem o menor cabimento. Então, parte do problema que vai aliviar os pequenos, os médios e, nesse caso, até os grandes empresários do Brasil é a redução da taxa de juros escorchante e injustificável”, argumentou.

A próxima reunião do Copom ocorre em 27 e 28 de janeiro. Em comunicado, na última reunião em dezembro, o colegiado não deu pistas de quando deve começar a cortar os juros. O BC informou que o cenário atual está marcado por grande incerteza, que exige cautela na política monetária, e que a estratégia da instituição é manter a Selic neste patamar por bastante tempo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou nesta quarta-feira à Suíça para participar do Fórum Econômico Mundial, em Davos, após um atraso de mais de duas horas provocado por um problema técnico em sua aeronave. Apesar do contratempo, o discurso do republicano foi mantido no horário previsto. A participação do líder americano ocorre em meio à escalada de declarações, ameaças comerciais e gestos políticos que colocaram a Groenlândia no centro de uma crise diplomática entre Washington e seus aliados — e passou a definir o tom do encontro anual da elite política e econômica global, agora dominado por discussões sobre segurança, soberania e o futuro da relação transatlântica.
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Como antecipado por um funcionário da Casa Branca que falou sob condição de anonimato com a Associated Press, o discurso de Trump começou focado na política interna. O presidente americano iniciou sua fala exaltando a conclusão de seu primeiro ano no cargo, citando o que descreveu como uma economia “em expansão”. Ele citou recordes do mercado de ações, crescimento econômico e forte valorização dos planos de aposentadoria. Trump declarou que “a inflação foi derrotada” e que a antiga “fronteira aberta e perigosa” dos EUA foi fechada. A inflação mais recente, porém, foi registrada em 2,7% ao ano, acima da meta de 2%.
— As pessoas estão indo muito bem, estão muito satisfeitas comigo — disse, apesar dos índices de aprovação desfavoráveis.
Trump então passou a atacar o que chamou de “migração em massa descontrolada” e o foco europeu em energia verde. Ele afirmou que certos lugares da Europa “não são mais reconhecíveis” e que, embora queira que o continente vá bem, acredita que ele não está seguindo na direção correta. Em seguida, declarou que está reduzindo impostos e elevando tarifas sobre países estrangeiros para “pagar pelos danos” que, segundo ele, teriam causado. As tarifas, no entanto, são pagas por importadores, ou seja, empresas e consumidores dos Estados Unidos.
Trump desembarcou em Zurique após ser obrigado a retornar à Base Conjunta Andrews, nos arredores de Washington, logo após a decolagem inicial, devido a um “pequeno problema elétrico”, segundo a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt. O presidente e sua comitiva embarcaram em um novo avião pouco depois da meia-noite, viajando em um Boeing 757 menor, geralmente utilizado pelo vice-presidente e membros do gabinete, em vez do tradicional Boeing 747 presidencial.
A chegada tardia teve impacto imediato na agenda do presidente. Uma reunião bilateral prevista para esta quarta-feira entre Trump e o chanceler alemão, Friedrich Merz, foi cancelada, segundo uma fonte alemã ouvida pela Reuters. Ainda assim, Trump deve cumprir uma agenda intensa em Davos, com reuniões com líderes estrangeiros e participação em eventos com empresários.
A expectativa em torno do discurso é elevada após dias de escalada de tensões entre os Estados Unidos e aliados europeus. Nas últimas semanas, Trump ameaçou impor tarifas a oito países da Otan, entre eles Reino Unido e Dinamarca, em resposta à oposição às suas declarações sobre a possibilidade de tornar a Groenlândia parte do território americano. As ameaças provocaram reações duras na Europa e trouxeram volatilidade aos mercados financeiros.
Reações públicas
Antes mesmo da chegada do presidente, autoridades americanas e europeias trocaram declarações públicas no fórum. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, já presente em Davos, afirmou que a Europa deveria “se sentar e esperar” para ouvir diretamente de Trump seus argumentos. Segundo ele, os aliados deveriam evitar reações precipitadas antes do pronunciamento do presidente.
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Já do lado europeu, o tom foi de alerta. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o mundo vive uma mudança “sísmica e permanente” na ordem internacional e defendeu que a Europa acelere sua busca por autonomia estratégica. Ao comentar as ameaças de tarifas ligadas à Groenlândia, disse que justificá-las por razões de segurança é “simplesmente errado” e acrescentou que líderes europeus se reunirão na quinta para discutir uma resposta.
— A Europa prefere o diálogo, mas está totalmente preparada para agir, se necessário — afirmou. — Neste mundo cada vez mais sem leis, a Europa precisa de suas próprias alavancas de poder. Nós as conhecemos: uma economia forte, um mercado único e uma base industrial robustos, grande capacidade de inovação e tecnologia, sociedades unidas e, acima de tudo, uma capacidade real de nos defendermos.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, que também discursou no Parlamento, afirmou que as tarifas de Trump minariam as relações transatlânticas e são incompatíveis com o acordo comercial entre a União Europeia e os Estados Unidos. Em seu discurso, Costa disse que a UE está pronta para se defender — assim como seus Estados-membros e cidadãos — contra “qualquer forma de coerção”.
O presidente da França, Emmanuel Macron, também adotou um discurso firme ao falar no fórum. Sem citar Trump nominalmente, disse preferir “o Estado de Direito à brutalidade” e “o respeito aos valentões”. Suas declarações ocorreram após o presidente americano ameaçar impor tarifas de 200% sobre vinhos e champanhes franceses, depois que Paris recusou convite para integrar o chamado Conselho de Paz proposto por Washington. Macron defendeu que a União Europeia avalie instrumentos de retaliação, incluindo um mecanismo de “bazuca comercial”.
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No Reino Unido, o primeiro-ministro Keir Starmer optou por não comparecer a Davos. O secretário de Energia, Ed Miliband, afirmou que o premier tem adotado uma abordagem “calma” em relação a Trump, buscando pontos de convergência, mas deixando claras as divergências, especialmente sobre a Groenlândia. A chanceler do Tesouro britânico, Rachel Reeves, disse que Londres “não descarta nada” em relação a tarifas retaliatórias, embora tenha afirmado ter recebido garantias de que o acordo comercial entre Reino Unido e EUA seguirá em vigor.
Monopólio do debate
Antes mesmo de chegar aos Alpes suíços, Trump já havia monopolizado o debate internacional. Nas redes sociais, o presidente americano atacou aliados europeus, criticou decisões do Reino Unido e compartilhou mensagens privadas de líderes como o presidente francês e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte. Em uma das postagens, Trump divulgou uma imagem gerada por inteligência artificial em que aparece hasteando a bandeira americana na Groenlândia, acompanhada da legenda “Território dos EUA. Fundado em 2026”.
Os confrontos transformaram Trump no tema incontornável de um encontro que se apresenta como “Comprometido em melhorar o estado do mundo”. Cerca de 3 mil participantes de 130 países desembarcaram na cidade suíça, incluindo 65 chefes de Estado e 850 executivos de grandes empresas, segundo os organizadores do fórum. Diante da ofensiva, autoridades europeias passaram a tratar Davos como um espaço de contenção de danos. Líderes da UE e de países da Otan começaram a usar discursos e encontros paralelos para responder às ameaças, reafirmar apoio à Dinamarca e discutir contramedidas.
Na terça, o premier da Bélgica, Bart De Wever, afirmou em Davos que a Europa não pode ser uma “escrava miserável” de Trump, enquanto outros líderes incentivaram o enfrentamento. À margem do Fórum Mundial, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, classificou a resposta europeia às ameaças tarifárias de Trump como “patética” e “constrangedora” e pediu que os líderes do continente se unam para enfrentar os EUA. O democrata, apontado como principal opositor do líder republicano, disse ser hora de “manter-se erguido e firme”.
Retórica sobre Groenlândia
Também na terça-feira, o americano elevou o tom e afirmou que dirigentes do continente europeu “não oferecerão muita resistência” à sua intenção de incorporar o território semiautônomo ligado à Dinamarca. Segundo ele, o tema deverá ser tratado com “diversas partes” à margem do Fórum Econômico. Trump ainda repetiu que a Groenlândia é “estratégica” para a segurança nacional e global dos EUA.
As declarações, por sua vez, ocorrem após o anúncio de tarifas de 10% sobre exportações da Dinamarca e outros sete países europeus (Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia) que se alinharam contra a iniciativa americana — medida que provocou queda nos mercados e reacendeu temores de uma guerra comercial transatlântica. A UE avalia impor tarifas de retaliação sobre produtos americanos e mesmo recorrer a suas sanções econômicas mais sérias em resposta às recentes medidas de Trump.
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Em reunião nesta semana sobre a crise, os principais diplomatas do bloco europeu discutiram reviver um plano para tarifas no valor de € 93 bilhões (R$ 580,5 bilhões) sobre produtos americanos, que havia sido suspenso até 6 de fevereiro após Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, alcançar um acordo comercial com Trump em agosto do ano passado. Os maiores partidos do Parlamento Europeu anunciaram que adiariam a votação planejada sobre medidas para reduzir as tarifas da UE sobre produtos americanos.
— Eles precisam muito desse acordo conosco. Lutaram muito para conseguir. Então duvido [que tomarão uma decisão contrária]. Mas vamos ver o que acontece. Temos muitas reuniões agendadas sobre a Groenlândia. Acho que as coisas vão se resolver muito bem. Estou ansioso — disse o presidente americano.
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Em Davos na terça-feira, Von der Leyen afirmou que a resposta da União Europeia às ameaças do republicano será “firme, unida e proporcional”, ao mesmo tempo em que sinalizou disposição para ampliar investimentos europeus na Groenlândia e cooperar com os EUA em temas de segurança no Ártico. Já o presidente francês foi além e afirmou que a escolha atual é entre “aceitar passivamente a lei do mais forte”, levando a uma “nova abordagem colonial”, ou defender um “multilateralismo eficaz” que sirva aos interesses comuns.
(Com New York Times)
O número de mortos na colisão entre dois trens no sul da Espanha, ocorrida neste domingo (18), subiu para 43, após um novo corpo ser encontrado na manhã desta quarta-feira no local da tragédia, informou a entidade pública responsável pelo acompanhamento do caso, o CID.
Segundo o órgão, 41 vítimas já tiveram suas identidades confirmadas pelas equipes de perícia. Em comunicado divulgado quase três dias após o desastre — cujas causas ainda não foram esclarecidas — o CID destacou o avanço nos trabalhos de identificação.
“A equipe de médicos-legistas já identificou praticamente a totalidade das vítimas do acidente ferroviário de Adamuz. Ao todo, 41 vítimas foram completamente identificadas. Além disso, um novo corpo foi encontrado nesta manhã no local do sinistro, elevando para 43 o número de pessoas falecidas”, afirma o comunicado.
As autoridades espanholas seguem investigando as circunstâncias do acidente, enquanto equipes de resgate e peritos continuam atuando na área. O governo regional acompanha a situação e presta assistência às famílias das vítimas.
*Esta matéria está em atualização
A resposta de Donald Trump à negativa da França em integrar o “Conselho de Paz” para Gaza, com novas ameaças de tarifas, deixa claro que não se trata de um convite, mas de uma intimação. O governo brasileiro ainda avalia o convite, mas a tendência é recusá-lo. Neste momento, porém, foi acionado o modo de espera. A avaliação é que, se outros países rejeitarem a proposta, a negativa brasileira se tornará politicamente mais fácil. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, fez um discurso contundente na terça-feira durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, levando os líderes globais presentes na plateia a se levantarem para aplaudir de pé. Carney descreveu o fim da era sustentada pela hegemonia dos Estados Unidos, chamando a fase atual de “ruptura”. Desde o início de seu governo, em março do ano passado, o premier tem alertado repetidamente que o mundo não voltaria à normalidade pré-Donald Trump. Ele reafirmou essa mensagem em um discurso que não mencionou o presidente americano, mas ofereceu uma análise do impacto do republicano nos assuntos globais.
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Entenda: Trump chega a Davos nesta quarta em meio à crise com a Europa e domina agenda do fórum com ofensiva sobre a Groenlândia
— Estamos em meio a uma ruptura, não a uma transição — afirmou o premier, acrescentando que uma nova realidade se instalou e que “potências médias, como o Canadá”, devem se “adaptar”.
Carney declarou que o Canadá se beneficiou de uma era de “hegemonia americana”, mas que agora precisa mudar de rumo, visto que as grandes potências utilizam cada vez mais seu poder econômico como instrumento de pressão. Potências médias, como Canadá, Austrália, Argentina, Coreia do Sul e Brasil, são nações que ainda exercem grande influência na política global, mesmo que suas economias sejam menores.
O discurso ocorreu no momento em que Trump reiterou as ameaças de anexar a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, afirmando que imporia novas tarifas às potências europeias — que também são suas aliadas na Otan, a aliança militar liderada por Washington — por elas serem contra à sua ambição pela ilha no Ártico.
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— Todos os dias somos lembrados de que vivemos em uma era de rivalidade entre grandes potências — disse Carney no início de seu discurso. — A ordem baseada em regras está desaparecendo. Os fortes fazem o que podem e os fracos sofrem o que devem. As potências médias devem agir em conjunto, porque se não estivermos à mesa, estaremos no cardápio.
Líderes europeus, cautelosos em esgarçar ainda mais a aliança, têm se esforçado para encontrar uma resposta unificada. Carney, que escreveu o próprio discurso, deixou claro que está escolhendo um outro caminho.
O premier falou pouco depois de Trump ter publicado nas redes sociais uma montagem gerada por inteligência artificial que apresentava um mapa com as bandeiras americanas sobrepostas às do Canadá, da Groenlândia e da Venezuela. Ele reiterou que seu país apoia incondicionalmente a Groenlândia e a Dinamarca, mas, ao contrário das potências europeias, não enviou tropas à ilha.
Imagem gerada por IA mostra líderes europeus enfileirados, ouvindo Trump; ao fundo, mapa mostra Groenlândia, Canadá e Venezuela como territórios americanos
Reprodução
Carney também repreendeu outros líderes, muitos dos quais acompanhavam seu discurso em Davos, por não defenderem seus interesses.
— Há uma forte tendência entre os países de cederem para manter a harmonia. Para se acomodarem. Para evitarem problemas. Para esperarem que a conformidade lhes garanta segurança. Não garantirá — afirmou.
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O presidente francês, Emmanuel Macron, fez coro com Carney, afirmando que “preferimos o respeito aos valentões e preferimos o Estado de Direito à brutalidade”. Além disso, Macron condenou as mais recentes ameaças de tarifas de Trump como um “acúmulo interminável e inaceitável, usado como manobra contra a soberania territorial”.
Trump também quer o Canadá?
Trump iniciou seu segundo mandato, em janeiro do ano passado, reivindicando o Canadá como o 51º estado e ameaçando o então primeiro-ministro Justin Trudeau, a quem ridicularizou publicamente, com o cancelamento unilateral de acordos que regiam a relação entre os países vizinhos há mais de um século.
O presidente americano também impôs tarifas ao Canadá, um dos dois principais parceiros comerciais dos Estados Unidos, juntamente com o México, que estão prejudicando alguns dos principais setores econômicos de Ottawa, como o automotivo, o siderúrgico, o de alumínio e o madeireiro.
Carney e Trump na Casa Branca
Haiyun Jiang/The New York Times
Os aliados de Trump, principalmente Steve Bannon, seu estrategista de longa data, têm falado sobre os benefícios da anexação do Canadá pelos EUA. Um é sobre o vasto acesso que Washington teria ao Ártico — que também é uma das justificativas de Trump para a Groenlândia — e aos seus recursos naturais, incluindo minerais críticos e terras raras.
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O Canadá exporta cerca de 75% de seus bens e serviços para os Estados Unidos; seu segundo maior parceiro, a China, recebe menos de 5%. Os dois países compartilham a fronteira terrestre mais longa do mundo. As tropas americanas realizam exercícios e cooperam diariamente com os canadenses, inclusive no Ártico, e as duas forças armadas trabalham em estreita colaboração.
Washington e Ottawa possuem um comando conjunto para a defesa aérea da América do Norte. Esta semana, aeronaves de ambos os países estão em uma base aérea americana na Groenlândia como parte de um exercício de treinamento regular que, segundo o comando aéreo conjunto, foi aprovado pela Dinamarca. Essa situação se tornaria rapidamente muito difícil para o Canadá caso os Estados Unidos optassem por se envolver militarmente na Groenlândia.
Recálculo canadense
O discurso de Carney em Davos ocorreu ao final de uma semana de viagens oficiais, com visitas à China e ao Catar. O premier firmou um acordo com Pequim para permitir a entrada de um pequeno número de veículos elétricos no Canadá com tarifas reduzidas, rompendo com a política americana que vinha seguindo desde o governo de Joe Biden, em troca da redução de algumas tarifas chinesas sobre produtos agrícolas canadenses.
Mais importante, talvez, é que a China e o Canadá declararam estar em uma “parceria estratégica”, o que sinaliza uma nova era de cooperação com o rival dos Estados Unidos na disputa pela supremacia.
Desde o início de seu governo, em março do ano passado, Carney passou quase 60 dias viajando, tentando garantir novos acordos comerciais. Em comparação, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e Macron passaram cerca de 40 dias cada um em viagens internacionais durante o mesmo período.
O ritmo e a intensidade da atuação global de Carney, juntamente com sua promessa de ajudar o Canadá a sobreviver a essa mudança histórica no poder americano, criaram grandes expectativas entre os canadenses que o elegeram.
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Muitos analistas, por outro lado, afirmam que existe a possibilidade de os resultados não serem os esperados e reconhecem que nenhum parceiro ou acordo isolado pode substituir rapidamente o papel preponderante que os Estados Unidos desempenham na economia e segurança do Canadá.
Ainda assim, num momento em que os EUA são liderados por um presidente imprevisível e, por vezes, ameaçador, o Canadá está tentando romper com sua longa dependência da América.
O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, fez um discurso contundente na terça-feira durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, levando os líderes globais presentes na plateia a se levantarem para aplaudir de pé. Carney descreveu o fim da era sustentada pela hegemonia dos Estados Unidos, chamando a fase atual de “ruptura”. Desde o início de seu governo, em março do ano passado, o premier tem alertado repetidamente que o mundo não voltaria à normalidade pré-Donald Trump. Ele reafirmou essa mensagem em um discurso que não mencionou o presidente americano, mas ofereceu uma análise do impacto do republicano nos assuntos globais.
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— Estamos em meio a uma ruptura, não a uma transição — afirmou o premier, acrescentando que uma nova realidade se instalou e que “potências médias, como o Canadá”, devem se “adaptar”.
Carney declarou que o Canadá se beneficiou de uma era de “hegemonia americana”, mas que agora precisa mudar de rumo, visto que as grandes potências utilizam cada vez mais seu poder econômico como instrumento de pressão. Potências médias, como Canadá, Austrália, Argentina, Coreia do Sul e Brasil, são nações que ainda exercem grande influência na política global, mesmo que suas economias sejam menores.
O discurso ocorreu no momento em que Trump reiterou as ameaças de anexar a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, afirmando que imporia novas tarifas às potências europeias — que também são suas aliadas na Otan, a aliança militar liderada por Washington — por elas serem contra à sua ambição pela ilha no Ártico.
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— Todos os dias somos lembrados de que vivemos em uma era de rivalidade entre grandes potências — disse Carney no início de seu discurso. — A ordem baseada em regras está desaparecendo. Os fortes fazem o que podem e os fracos sofrem o que devem. As potências médias devem agir em conjunto, porque se não estivermos à mesa, estaremos no cardápio.
Líderes europeus, cautelosos em esgarçar ainda mais a aliança, têm se esforçado para encontrar uma resposta unificada. Carney, que escreveu o próprio discurso, deixou claro que está escolhendo um outro caminho.
O premier falou pouco depois de Trump ter publicado nas redes sociais uma montagem gerada por inteligência artificial que apresentava um mapa com as bandeiras americanas sobrepostas às do Canadá, da Groenlândia e da Venezuela. Ele reiterou que seu país apoia incondicionalmente a Groenlândia e a Dinamarca, mas, ao contrário das potências europeias, não enviou tropas à ilha.
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Carney também repreendeu outros líderes, muitos dos quais acompanhavam seu discurso em Davos, por não defenderem seus interesses.
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Trump também quer o Canadá?
Trump iniciou seu segundo mandato, em janeiro do ano passado, reivindicando o Canadá como o 51º estado e ameaçando o então primeiro-ministro Justin Trudeau, a quem ridicularizou publicamente, com o cancelamento unilateral de acordos que regiam a relação entre os países vizinhos há mais de um século.
O presidente americano também impôs tarifas ao Canadá, um dos dois principais parceiros comerciais dos Estados Unidos, juntamente com o México, que estão prejudicando alguns dos principais setores econômicos de Ottawa, como o automotivo, o siderúrgico, o de alumínio e o madeireiro.
Carney e Trump na Casa Branca
Haiyun Jiang/The New York Times
Os aliados de Trump, principalmente Steve Bannon, seu estrategista de longa data, têm falado sobre os benefícios da anexação do Canadá pelos EUA. Um é sobre o vasto acesso que Washington teria ao Ártico — que também é uma das justificativas de Trump para a Groenlândia — e aos seus recursos naturais, incluindo minerais críticos e terras raras.
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O Canadá exporta cerca de 75% de seus bens e serviços para os Estados Unidos; seu segundo maior parceiro, a China, recebe menos de 5%. Os dois países compartilham a fronteira terrestre mais longa do mundo. As tropas americanas realizam exercícios e cooperam diariamente com os canadenses, inclusive no Ártico, e as duas forças armadas trabalham em estreita colaboração.
Washington e Ottawa possuem um comando conjunto para a defesa aérea da América do Norte. Esta semana, aeronaves de ambos os países estão em uma base aérea americana na Groenlândia como parte de um exercício de treinamento regular que, segundo o comando aéreo conjunto, foi aprovado pela Dinamarca. Essa situação se tornaria rapidamente muito difícil para o Canadá caso os Estados Unidos optassem por se envolver militarmente na Groenlândia.
Recálculo canadense
O discurso de Carney em Davos ocorreu ao final de uma semana de viagens oficiais, com visitas à China e ao Catar. O premier firmou um acordo com Pequim para permitir a entrada de um pequeno número de veículos elétricos no Canadá com tarifas reduzidas, rompendo com a política americana que vinha seguindo desde o governo de Joe Biden, em troca da redução de algumas tarifas chinesas sobre produtos agrícolas canadenses.
Mais importante, talvez, é que a China e o Canadá declararam estar em uma “parceria estratégica”, o que sinaliza uma nova era de cooperação com o rival dos Estados Unidos na disputa pela supremacia.
Desde o início de seu governo, em março do ano passado, Carney passou quase 60 dias viajando, tentando garantir novos acordos comerciais. Em comparação, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e Macron passaram cerca de 40 dias cada um em viagens internacionais durante o mesmo período.
O ritmo e a intensidade da atuação global de Carney, juntamente com sua promessa de ajudar o Canadá a sobreviver a essa mudança histórica no poder americano, criaram grandes expectativas entre os canadenses que o elegeram.
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Muitos analistas, por outro lado, afirmam que existe a possibilidade de os resultados não serem os esperados e reconhecem que nenhum parceiro ou acordo isolado pode substituir rapidamente o papel preponderante que os Estados Unidos desempenham na economia e segurança do Canadá.
Ainda assim, num momento em que os EUA são liderados por um presidente imprevisível e, por vezes, ameaçador, o Canadá está tentando romper com sua longa dependência da América.
Uma intensa atividade solar atingiu a Terra entre segunda-feira (19) e esta terça-feira (20), provocando auroras boreais coloridas e interferências em sistemas de GPS usados pela aviação. Segundo o Centro de Previsão do Clima Espacial (SWPC), ligado ao Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos, trata-se da maior tempestade de radiação solar em mais de 20 anos.
Tempestade solar que coloca o mundo em alerta nesta segunda é a mais intensa em 20 anos e pode provocar auroras fora do comum
O fenômeno foi classificado no nível quatro de uma escala que vai até cinco, indicando alta severidade. Tempestades de radiação solar são caracterizadas pela liberação intensa de partículas carregadas e de alta velocidade em direção à Terra, capazes de impactar operações de satélites, lançamentos espaciais, sistemas de comunicação e a navegação aérea.
De acordo com o SWPC, o último evento de magnitude semelhante havia sido registrado em outubro de 2003, durante as chamadas “tempestades espaciais do Halloween”, que provocaram apagões na Suécia e danos a transformadores de energia na África do Sul.
Além dos efeitos tecnológicos, a tempestade aumentou os riscos de exposição à radiação para astronautas em órbita baixa — como os que estão a bordo da Estação Espacial Internacional — e para passageiros de voos que cruzam rotas polares. Por precaução, o SWPC alertou companhias aéreas, a Nasa, a Administração Federal de Aviação e outros órgãos de emergência e infraestrutura antes da chegada do pico da atividade solar.
A potência da explosão solar também ampliou a visibilidade da aurora boreal para latitudes pouco habituais. O fenômeno foi observado no noroeste da Inglaterra na noite de segunda-feira e, nesta terça, em regiões como a Groenlândia e até em Portugal.
No Reino Unido, moradores relataram tons intensos de verde e rosa iluminando o céu noturno. Conhecida como “luzes do norte”, a aurora boreal ocorre quando partículas carregadas do Sol colidem com gases da atmosfera terrestre, gerando emissões luminosas visíveis sobretudo em altas latitudes
Imagens divulgadas pelo aeroporto da Groenlândia, nesta quarta-feira (21), registraram a ocorrência da aurora boreal sobre o território autônomo dinamarquês, em um momento em que a ilha voltou ao centro de tensões diplomáticas internacionais. O fenômeno foi observado enquanto declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possível incorporação da Groenlândia repercutiam no cenário político global.
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A aurora boreal é um fenômeno típico das altas latitudes e ocorre quando partículas carregadas emitidas pelo Sol — o chamado vento solar — interagem com a magnetosfera da Terra. Essas partículas são direcionadas aos polos e colidem com gases da atmosfera, como oxigênio e nitrogênio, liberando energia na forma de luz. As emissões, geralmente em tons de verde, roxo e vermelho, acontecem principalmente na termosfera e na ionosfera e são frequentes na Groenlândia.
Confira as imagens:
Aurora boreal ilumina o céu da Groenlândia em dia de discussão sobre futuro do território
Entre ciência e geopolítica no Ártico
A divulgação das imagens ocorreu às vésperas da chegada de Trump ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Nos últimos dias, o presidente americano voltou a mencionar publicamente a Groenlândia, incluindo postagens em redes sociais e a divulgação de uma imagem gerada por inteligência artificial em que aparece com a bandeira dos Estados Unidos no território. As declarações provocaram reações de governos europeus e ampliaram o debate sobre soberania e segurança na região do Ártico.
A Groenlândia integra o Reino da Dinamarca, embora possua amplo grau de autonomia administrativa. A ilha tem relevância estratégica por sua posição geográfica no Ártico e por seu papel em discussões ligadas à segurança e à presença internacional na região. Em Davos, o tema passou a ser tratado por líderes europeus, que reafirmaram apoio à Dinamarca, enquanto o governo americano sustenta que o território tem importância para a segurança global.

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