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Um quarto escuro, úmido e tomado por sujeira. Foi nesse espaço que uma mulher identificada como K viveu por mais de 25 anos, mantida em cativeiro dentro de uma casa em Tewkesbury, no condado de Gloucestershire, na Inglaterra. As condições do local vieram a público pela primeira vez após a divulgação de imagens captadas pela câmera corporal de policiais, exibidas durante o julgamento no Tribunal da Coroa de Gloucester. A sentença está prevista para o mês de fevereiro.
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Segundo a acusação, Amanda Wixon, de 56 anos, acolheu K ainda adolescente, em 1996, sob a justificativa de ajudar a família da jovem, descrita no tribunal como parte de sua “família extensa”, que atravessava dificuldades. O que se seguiu, de acordo com o processo, foi um longo período de exploração, isolamento e violência física e emocional. O juiz Ian Lawrie KC descreveu o caso como tendo um “quê de Dickens”, ao ressaltar a vulnerabilidade da vítima e a dinâmica de abuso instalada ao longo de décadas.
Um cativeiro invisível
As imagens mostram o único espaço que K tinha como refúgio: um quarto sem pintura, com um colchão sujo e cobertores em estado precário, onde a polícia precisou usar lanterna para enxergar. Embaixo do travesseiro, um agente encontrou um bilhete com números de telefone e algumas moedas escondidas, indícios da tentativa silenciosa de buscar ajuda. “Roupa de cama absolutamente imunda”, comenta um policial durante a gravação, que também registra a dificuldade de respiração no ambiente fechado e insalubre.
A vítima foi mantida em condições horríveis
Divulgação/Polícia de Gloucestershire
De acordo com o tribunal, K era obrigada a realizar tarefas domésticas e cuidar dos filhos e dos animais de Wixon. Alimentava-se apenas uma vez por dia, com sobras, e tinha acesso restrito à cozinha. As janelas eram cobertas para impedir qualquer contato visual com o exterior, e vizinhos relataram que mal sabiam da existência dela. Quando foi resgatada, em março de 2021, a vítima apresentava sinais claros de negligência, desnutrição e medo, segundo relato dos policiais.
Quando os policiais chegaram à residência, encontraram K em estado desesperador
Divulgação/Polícia de Gloucestershire
Wixon foi presa no local e posteriormente considerada culpada por crimes como cárcere privado, agressão e obrigar uma pessoa a realizar trabalho forçado ou obrigatório. Em sua fala ao júri, o juiz afirmou que cabia aos jurados decidir se a acusada havia agido por altruísmo ou se explorou “uma criança vulnerável e indefesa”. Desde o resgate, assistentes sociais informaram que K recuperou peso, passou a estudar matemática e inglês em uma faculdade local e participa de atividades esportivas. A sentença de Wixon está prevista para o próximo mês.
Uma adolescente de 13 anos morreu após ser atingida na cabeça por um coice de um cavalo enquanto ajudava a conduzir animais de um piquete para o estábulo, segundo concluiu um inquérito realizado em East Sussex, no sul da Inglaterra. O acidente ocorreu em uma fazenda na cidade de Lewes, e a morte foi considerada acidental pelas autoridades.
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Maci Williams auxiliava na movimentação de um grupo de cavalos quando um deles, identificado como Amir, teria se assustado e reagido. A adolescente caiu ao chão diante da mãe, Caroline, que pediu para que todos se mantivessem abaixados enquanto os animais ainda se agitavam. Após os cavalos serem afastados, a mãe tentou reanimar a filha. Maci foi levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte, em 28 de fevereiro.
Circunstâncias do acidente
Durante a audiência, foi informado que Amir havia pulado uma cerca e se aproximado de um grupo de éguas em outro campo, possivelmente por estarem no cio. Enquanto cavaleiros reuniam os animais, Maci seguia atrás com seu pônei, Susie, e outro cavalo, Lulu. O susto do animal desencadeou a reação que atingiu a jovem.
O Executivo de Saúde e Segurança informou ao inquérito que equipamentos de proteção, como capacetes e coletes, geralmente não são usados quando a pessoa não está montando. Caroline declarou que a filha tinha longa convivência com cavalos e estava habituada ao manejo. Disse ainda que Maci enfrentava dificuldades na escola e lidava com ansiedade, encontrando na equitação uma forma de aliviar o estresse.
Ao encerrar o caso, a assistente do legista de East Sussex, Fiona King, afirmou que se tratou de “um acidente sem responsáveis”, acrescentando que “são acontecimentos trágicos que, às vezes, envolvem cavalos”.
Três pessoas morreram após um tiroteio ocorrido na tarde de quinta-feira em Lake Cargelligo, cidade rural do estado australiano de Nova Gales do Sul, informou a polícia local. As vítimas são duas mulheres e um homem.
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Os serviços de emergência foram acionados por volta das 16h40 (horário local), após relatos de disparos na cidade, localizada a cerca de 610 quilômetros a oeste de Sydney. Uma quarta pessoa, um homem, foi socorrida em estado grave e encaminhada a um hospital da região.
Em comunicado, a polícia de Nova Gales do Sul orientou os moradores a permanecerem dentro de casa enquanto as buscas continuam. Segundo o jornal Sydney Morning Herald, as autoridades acreditam que o atirador esteja entrincheirado na cidade e armado.
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O episódio ocorre em meio a um momento de comoção nacional. A Austrália ainda se recupera de um ataque a tiros ocorrido no mês passado durante uma celebração da comunidade judaica, que deixou 15 mortos e dezenas de feridos. Nesta quinta-feira, o país observou um dia nacional de luto em homenagem às vítimas do massacre de Bondi Beach, classificado pelas autoridades como um ato terrorista.
As luzes da aurora boreal foram registradas a partir da Estação Espacial Internacional (ISS) pelo cosmonauta russo Sergey Kud-Sverchkov, da agência espacial Roscosmos, durante a intensa tempestade solar que atingiu a Terra nesta semana. As imagens mostram o fenômeno iluminando a atmosfera com tons vibrantes, especialmente o vermelho — cor menos comum nesse tipo de evento.
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— Durante a tempestade mais forte de ontem em duas décadas, havia muito brilho vermelho. Parecia que estávamos literalmente navegando dentro daquela luz — escreveu Kud-Sverchkov em seu canal no Telegram, em publicação feita no dia 20 de janeiro.
Veja o momento:
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A aurora boreal ocorre quando partículas carregadas emitidas pelo Sol, em alta velocidade, atingem o campo magnético da Terra e colidem com gases da atmosfera, como oxigênio e nitrogênio. Esse choque libera energia em forma de luz, criando os conhecidos véus coloridos no céu, geralmente visíveis em regiões de altas latitudes.
O evento desta semana chamou atenção de cientistas e agências espaciais pela sua intensidade. Conforme já havia sido alertado ontem por centros de monitoramento espacial, a tempestade solar foi classificada como a mais forte registrada em cerca de 20 anos, resultado de uma série de erupções solares e ejeções de massa coronal ocorridas nos últimos dias.
Embora o verde seja a cor mais comum das auroras — resultado da interação com o oxigênio em altitudes mais elevadas —, tempestades mais potentes ampliam o espectro de cores visíveis. Tons de vermelho e rosa, como os registrados por Kud-Sverchkov, surgem quando partículas atingem camadas mais altas da atmosfera ou quando o fenômeno se intensifica.
As autoridades venezuelanas libertaram Rafael Tudares, genro de Edmundo González Urrutia — candidato que afirma ter derrotado o presidente Nicolás Maduro nas contestadas eleições presidenciais de 2024. A informação foi confirmada pela família na madrugada desta quinta-feira.
“Rafael voltou para casa”, escreveu a mulher, Mariana González, na rede social X. Segundo ela, a libertação encerra um período de mais de um ano de prisão.
Tudares havia sido condenado à pena máxima de 30 anos de prisão, sob acusações de terrorismo.
Julgamento ‘clandestino’
Em dezembro de 2025, a família de Bracho havia denunciado um julgamento “clandestino” na Venezuela, quase um ano após o homem ter sido detido. A prisão que ocorreu pouco antes da posse de Nicolás Maduro, em janeiro. Os familiares de Rafael Tudares Bracho permaneceu sem qualquer contato com ele.
Em janeiro de 2025, Tudares foi levado por homens encapuzados enquanto acompanhava os dois filhos à escola, segundo relatou à época o próprio González Urrutia, que afirma ter vencido as eleições presidenciais de julho de 2024 e vive atualmente no exílio. 
Em junho, o governo venezuelano informou que Tudares Bracho responderia por crimes de terrorismo, conspiração, associação para delinquir e legitimação de capitais. 
A eleição que garantiu a Maduro um terceiro mandato foi proclamada sem a divulgação dos resultados detalhados, uma vez que o governo venezuelano alegou ter sofrido um ataque hacker. A oposição, por sua vez, denunciou fraude e publicou atas de votação em um site.
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou nesta quinta-feira que o país está disposto a manter “um diálogo construtivo com seus aliados” sobre a Groenlândia e a segurança no Ártico, desde que seja respeitada a “integridade territorial” dinamarquesa. A declaração ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar um “marco” para um acordo com a OTAN sobre o papel de Washington na vasta ilha ártica, rica em minerais.
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O apelo da líder dinamarquesa veio um dia depois de Trump afirmar, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, ter avançado em entendimentos com o secretário-geral da Aliança Atlântica, Mark Rutte, a respeito da Groenlândia, território autônomo sob soberania do Reino da Dinamarca.
“Podemos negociar todos os aspectos políticos: segurança, investimentos, economia. Mas não podemos negociar nossa soberania. Fui informada de que não foi esse o caso”, afirmou Frederiksen em comunicado oficial.
A premiê ressaltou que, ao longo de todo o processo, manteve coordenação constante com o governo da Groenlândia, que já rejeitou de forma contundente qualquer possibilidade de domínio norte-americano sobre a ilha.
Segundo Frederiksen, o diálogo com a OTAN também tem sido contínuo. “Temos mantido um contato estreito com a Aliança, e eu mesma falei regularmente com o secretário-geral da OTAN, especialmente antes e depois de sua reunião com o presidente Trump em Davos”, disse.
Ela reiterou que o Reino da Dinamarca está aberto a discutir medidas para reforçar a segurança no Ártico — incluindo o projeto norte-americano conhecido como Cúpula Dourada, um escudo antimísseis de grandes proporções —, desde que não haja questionamentos à soberania dinamarquesa.
Trump tem insistido que a Groenlândia é “vital” para a segurança dos Estados Unidos e da OTAN frente à China e à Rússia, em um contexto de maior competição geopolítica no Ártico, impulsionada pelo derretimento das calotas polares e pela abertura de novas rotas estratégicas.
Na quarta-feira, ao anunciar um “marco para um futuro acordo” sobre a ilha — sem divulgar detalhes —, o presidente americano também recuou de ameaças militares e tarifárias contra países europeus que vinham se opondo a seu plano.
Como um voo prestes a pousar pode terminar em um processo judicial milionário? Essa é a pergunta no centro da ação movida por Laura Lanigan, comissária de bordo da British Airways há quase 30 anos, que afirma ter sofrido ferimentos graves após uma turbulência intensa durante a aproximação de um voo internacional para Mumbai, na Índia, em junho de 2019. O caso é analisado pela Justiça britânica e o julgamento segue em andamento neste início de 2026.
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Segundo o relato apresentado ao Tribunal do Condado de Londres Central, Lanigan, hoje com 56 anos, foi arremessada ao ar dentro da aeronave — um Boeing 777 que havia partido de Londres Heathrow — após uma “queda violenta” pouco antes do pouso. Na queda, ela fraturou o joelho esquerdo, deslocou o ombro e ainda foi atingida por uma lata de bebida que não estava devidamente presa. A comissária deixou o avião em uma cadeira de rodas e agora pede uma indenização de 72.500 libras, o equivalente a cerca de R$ 519 mil.
Divergência sobre a causa da turbulência
Os advogados da funcionária sustentam que o piloto conduziu a aeronave para muito perto de uma nuvem do tipo cumulonimbus, conhecida por provocar condições meteorológicas severas. De acordo com a acusação, a tripulação deveria ter mantido uma distância mínima de 32 quilômetros da formação ou, alternativamente, orientado todos os comissários a se sentarem e afivelarem os cintos de segurança.
Lanigan relatou ao juiz que, apesar de os avisos de cinto de segurança estarem acionados para os passageiros, ela seguiu trabalhando em pé, confiando no “bom senso” e na experiência acumulada ao longo da carreira. “Lembro-me de tentar me mexer. Pareceu uma eternidade”, afirmou, descrevendo o que classificou como a pior turbulência que já havia enfrentado em três décadas de voo.
A British Airways contesta a versão. Segundo o advogado da companhia, Peter Savory, não havia qualquer evidência visual de nuvens de tempestade na rota nem indicação no radar meteorológico da presença de cumulonimbus. Um oficial de operações no cockpit descreveu o céu apenas como composto por “nuvens brancas e fofas”, e a empresa afirma que o episódio foi resultado de uma turbulência isolada e imprevisível.
O que são nuvens cumulonimbus
De acordo com o Met Office, serviço meteorológico do Reino Unido, as nuvens cumulonimbus — conhecidas como o “rei das nuvens” — são grandes nuvens de tempestade, com topos em forma de bigorna e potencial para produzir granizo, raios, trovões e chuvas intensas. Elas também estão associadas a turbulências severas e, em casos extremos, tornados, razão pela qual costumam ser evitadas por aeronaves comerciais.
A defesa da British Airways argumenta ainda que a tripulação foi alertada sobre a possibilidade de turbulência antes da decolagem e novamente cerca de duas horas antes do pouso. O sinal de apertar os cintos, segundo a empresa, foi acionado aproximadamente uma hora antes do incidente. Para Savory, esses fatores demonstram que os pilotos adotaram os cuidados adequados e que não houve indicação, naquele momento, de que seria necessário interromper o serviço de bordo.
A ideia de que a Terra poderia ficar sem gravidade por alguns segundos tem circulado nas redes sociais, mas, segundo pesquisadores, esbarra em um obstáculo intransponível: as leis básicas da física. Diante do boato, a Nasa foi direta ao classificar a hipótese como uma “besteira absoluta”, deixando claro que não existe mecanismo conhecido capaz de provocar um evento desse tipo.
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A narrativa que ganhou força na internet afirmava que, em 12 de agosto, o planeta sofreria uma perda momentânea de gravidade, gerando caos global. As publicações descreviam um cenário extremo, com milhões de mortes e até supostos investimentos bilionários da agência espacial para lidar com o fenômeno.
Para cientistas, o problema da teoria começa no conceito mais elementar da gravidade. Essa força não é algo que possa ser “ligado” ou “desligado” de forma repentina: ela existe porque a Terra tem massa. É justamente essa massa que mantém pessoas, oceanos, edifícios e a própria atmosfera presos ao planeta. Sem ela, não haveria apenas alguns segundos de desordem, mas um colapso completo da estrutura terrestre.
Em declaração ao site de checagem Snopes, um porta-voz da Nasa foi categórico ao afirmar que isso não vai acontecer. Do ponto de vista científico, para que a gravidade da Terra desaparecesse, seria necessário que o planeta perdesse uma quantidade gigantesca de matéria — algo que envolveria o núcleo, o manto, a crosta, os oceanos ou a atmosfera. Trata-se de uma hipótese considerada impossível dentro de tudo o que se conhece sobre física e astronomia.
O que vai acontecer em 12 de agosto?
A confusão em torno da data tem origem em um evento real, mas mal interpretado. No dia 12 de agosto, está previsto um eclipse solar total, fenômeno astronômico raro e amplamente estudado. Apesar do alinhamento entre Sol, Lua e Terra, não ocorre qualquer alteração incomum na gravidade do planeta. As interações gravitacionais entre esses corpos celestes são responsáveis pelas marés e seguem padrões previsíveis há bilhões de anos.
Ao comentar a origem do boato, a agência não poupou críticas e afirmou que a ideia “pode ser atribuída a uma teoria conspiratória estúpida e barata, impulsionada na internet por pessoas que não sabem como a gravidade funciona”.
Com a aproximação do eclipse, a Nasa aproveitou para reforçar orientações de segurança. A observação do Sol deve ser feita apenas com óculos de eclipse certificados, já que olhar diretamente para o astro pode causar danos permanentes à visão. A exceção é o breve período de totalidade, quando a Lua cobre completamente o Sol; fora desse momento, a proteção ocular continua sendo indispensável.
O que pode estar escondido à vista de todos por décadas sem revelar seu verdadeiro valor? No interior do Nebraska, nos Estados Unidos, uma idosa de 91 anos descobriu que um objeto esquecido na varanda de casa era, na verdade, uma raridade histórica disputada por colecionadores. O pote de cerâmica Red Wing, que quase foi vendido por apenas US$ 20 em uma venda de garagem, acabou arrecadando US$ 32 mil em leilão realizado neste mês, cerca de R$ 170 mil.
A peça de 30 galões permaneceu por mais de 40 anos na varanda da casa de Lois Jurgens, no centro do estado. Em 2025, ao decidir se desfazer do objeto, ela cogitou vendê-lo durante julho passado por um valor simbólico. Meses depois, resolveu consultar a Casa de Leilões Bramer para saber quanto poderia receber, segundo relato do Cowboy State Daily.
Leilão coincidiu com aniversário da dona
O pote foi leiloado no dia 10 de janeiro, diante de cerca de 300 pessoas, no Condado de Phelps — a mesma data do aniversário de Jurgens. Ela não acompanhou o início do evento por ter ido a um funeral naquela manhã, mas chegou ao local no fim da tarde. Ao vê-la na plateia, o leiloeiro Ken Bramer a chamou à frente e perguntou quanto ela achava que a peça havia alcançado. “Espero que você tenha conseguido US$ 100”, respondeu. “Fomos um pouco melhor: US$ 32 mil”, anunciou ele.
A idosa precisou ser amparada pela esposa e pelo filho de Bramer após quase desmaiar com a notícia. O interesse pelo pote já havia se intensificado antes do leilão, depois que imagens da peça circularam nas redes sociais. Um comprador chegou a oferecer US$ 10 mil em dinheiro para retirá-lo imediatamente, de acordo com o leiloeiro.
Especialistas da Red Wing apontam que o tamanho torna a peça especialmente rara. Com capacidade para 30 galões e inscrição lateral — um detalhe incomum —, estima-se que existam apenas quatro ou cinco exemplares semelhantes no mundo. Moldado com argila extraída em Red Wing, Minnesota, no fim do século XIX, o pote era usado para armazenar carne, vegetais, laticínios e, em alguns casos, até gás.
Peças parecidas já haviam alcançado valores expressivos em leilões anteriores. Um exemplar semelhante foi vendido por US$ 12.750 em 2012, enquanto outro chegou a cerca de US$ 25 mil, segundo Bramer. O caso de Jurgens, no entanto, chama atenção pela improvável trajetória de um objeto comum que, décadas depois, revelou-se um tesouro histórico.
Funcionários do Vaticano, proibidos de formar sindicatos, expressaram insatisfação com seus superiores em uma pesquisa publicada nesta semana por uma associação do menor Estado do mundo. A pesquisa foi conduzida pela Associação dos Funcionários Leigos do Vaticano, que representa cerca de 300 pessoas.
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Cerca de 4.000 leigos trabalham no Vaticano em diversas funções, como cozinheiros, jardineiros e faxineiros. A maioria deles vive fora dos muros do Vaticano. Segundo a associação, 250 pessoas responderam à pesquisa, realizada entre 15 de dezembro e 7 de janeiro, e 73,9% delas relataram “desconexão” com a administração. Uma porcentagem ainda maior, 75,9%, relatou sentir-se desvalorizada e desmotivada.
Contactado pela AFP, um representante da associação afirmou que esta é a primeira pesquisa sobre as condições de trabalho dos funcionários do Vaticano. A associação afirmou estar “particularmente preocupada” com o fato de 56% dos entrevistados relatarem ter “sofrido injustiça e assédio por parte de um superior”.
O falecido papa Francisco tinha uma relação por vezes tensa com os funcionários do Vaticano. Alguns esperam que a situação mude durante o pontificado de Leão XIV. Uma das primeiras decisões do papa americano foi, segundo relatos, restabelecer um bônus de 500 euros (cerca de R$ 2.258) para os funcionários após a eleição de um novo pontífice.
A associação solicitou aos trabalhadores “possíveis sugestões” para apresentar ao papa, caso tenha a oportunidade. Segundo a entidade, a maioria pediu “dignidade, voz e proteção real para os funcionários por meio de representação, transparência, diálogo e respeito”. O Vaticano, sede da Igreja Católica, tem seu próprio jornal, seu próprio hino nacional em latim e seu próprio chefe supremo, o papa.
Cerca de 900 pessoas vivem na área delimitada por muros: o papa, cardeais, freiras, padres, diplomatas e leigos. Os funcionários recebem salários isentos de impostos e têm acesso à assistência médica gratuita, mas não podem formar ou filiar-se a sindicatos.

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