Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Pelo menos quatro milhões de mortes prematuras por câncer e outras doenças foram causadas pelos testes de armas nucleares realizados em todo o mundo entre 1945 e 2017, afetando, direta ou indiretamente, todos os seres humanos do planeta. A conclusão é de um novo relatório da organização humanitária Norwegian People’s Aid (NPA), que analisa décadas de explosões conduzidas por países detentores de arsenais atômicos.
Aurora boreal é registrada da Estação Espacial durante a mais forte tempestade solar em 20 anos; veja vídeo
Terra vai ficar sem gravidade em agosto de 2026? Entenda por que isso é impossível, segundo a Nasa
Atualmente, nove países possuem armas nucleares: Rússia, Estados Unidos, China, França, Reino Unido, Paquistão, Índia, Israel e Coreia do Norte. Segundo o estudo, as consequências desses testes continuam sendo sentidas globalmente, muito tempo depois das detonações.
Galerias Relacionadas
Ao comentar o último teste nuclear realizado pela França na Polinésia Francesa, em 1996, a parlamentar Hinamoeura Cross, hoje com 37 anos e natural do Taiti, relembrou o impacto ainda na infância. “Eles nos envenenaram”, disse ela, segundo a agência AFP. Na época, Cross tinha sete anos. Dezessete anos depois, foi diagnosticada com leucemia, em uma família na qual a avó, a mãe e uma tia já haviam enfrentado câncer de tireoide.
As detonações nucleares, de acordo com o relatório, causaram danos duradouros e de grande alcance à saúde humana, às comunidades e aos ecossistemas. O documento, com mais de 300 páginas, aponta que uma cultura persistente de sigilo, a limitada participação internacional e a falta de dados confiáveis deixaram muitas populações afetadas ainda em busca de respostas.
Vírus enviados ao espaço evoluem de forma inesperada e podem virar aliados contra superbactérias
“Os testes nucleares do passado continuam matando hoje”, afirmou o diretor da NPA, Raymond Johansen, ao expressar a esperança de que o relatório “fortaleça a determinação para impedir que armas nucleares sejam testadas ou usadas novamente”.
O maior peso desses testes recaiu sobre comunidades que vivem próximas aos locais das explosões, hoje situados em 15 países diferentes, muitos deles ex-colônias de Estados com armas nucleares. Sobreviventes continuam apresentando taxas mais elevadas de doenças, malformações congênitas e traumas psicológicos, com efeitos que se estendem muito além das áreas diretamente afetadas.
“Cada pessoa viva hoje carrega isótopos radioativos dos testes atmosféricos em seus ossos”, disse à AFP a coautora do relatório e professora de antropologia da Universidade da Carolina do Sul, Magdalena Stawkowski.
Segundo o estudo, centenas de milhares de pessoas já morreram em todo o mundo em decorrência de doenças associadas a antigas detonações nucleares. O texto cita fortes evidências científicas que relacionam a exposição à radiação — mesmo em níveis baixos — a danos no DNA, câncer, doenças cardiovasculares e efeitos genéticos herdados.
“Os riscos que a radiação representa são realmente muito maiores do que se pensava anteriormente”, afirmou à AFP o coautor Tilman Ruff. Apenas os testes atmosféricos realizados até 1980 devem resultar, ao longo do tempo, em pelo menos dois milhões de mortes adicionais por câncer, segundo Stawkowski.
Ruff, pesquisador de saúde pública da Universidade de Melbourne e cofundador da Campanha Internacional para a Abolição das Armas Nucleares (Ican), vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2017, afirmou que um número semelhante de mortes prematuras por ataques cardíacos e derrames também é esperado.
A radiação ionizante — partículas capazes de romper ligações do DNA nas células e desencadear câncer — é “altamente danosa do ponto de vista biológico”, disse Ruff, acrescentando que “não existe um limite seguro”. Os riscos variam entre as populações: fetos e crianças pequenas são os mais vulneráveis, e meninas e mulheres apresentam cerca de 52% mais suscetibilidade a cânceres induzidos por radiação do que meninos e homens.
A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, dissolveu o Parlamento nesta sexta-feira, abrindo caminho para eleições parlamentares antecipadas, marcadas para 8 de fevereiro. Ela citou os altos índices de aprovação de seu gabinete como justificativa para a medida.
Ascensão de Sanae Takaichi confirma guinada ainda mais conservadora do país
Para lembrar: Fala de premier japonesa sobre Taiwan retoma animosidade histórica entre China e Japão
O presidente da Câmara Baixa leu uma carta anunciando oficialmente a medida, enquanto os parlamentares entoavam o tradicional grito de guerra “banzai”.
Takaichi, que em outubro se tornou a primeira mulher a liderar o arquipélago japonês, é nacionalista e espera resultados eleitorais favoráveis ​​para fortalecer sua maioria parlamentar.
A Promotoria do Chile anunciou na noite dessa quinta-feira a captura do suposto autor do incêndio florestal que causou a maioria das 21 mortes no sul do país, onde bombeiros combatem as chamas desde o fim de semana.
As autoridades haviam informado, nos últimos quatro dias, a detenção de outros três suspeitos nas regiões de Biobío — a mais atingida pelo fogo — e da Araucanía.
Os incêndios também alcançaram a região de Ñuble. O governo estima em 20 mil o número de desabrigados.
Por ordem da Promotoria, a polícia deteve um quarto homem “que acabou provocando até agora as 20 mortes” em Biobío, disse a promotora regional Marcela Cartagena, em entrevista coletiva em Concepción, capital da região. A outra vítima faleceu em Ñuble.
Galerias Relacionadas
Governo do Chile aponta que incêndios florestais foram provocados intencionalmente
Moradores afetados por incêndios no Chile relatam rastro de destruição: ‘Uma população inteira e tudo foi perdido’
O detido é um chileno de 39 anos, que será apresentado à Justiça nesta sexta-feira. A Promotoria não especificou quais acusações serão feitas contra ele.
O homem tem “antecedentes policiais por lesões graves e infrações à lei de propriedade industrial e intelectual”, afirmou Claudia Chamorro, inspetora da Polícia de Investigações, ao lado da promotora.
Segundo as autoridades, um dos detidos pelos incêndios já foi colocado em liberdade.
Os incêndios começaram no sábado e avançaram rapidamente para áreas povoadas devido aos ventos do intenso verão austral no sul do Chile.
Em Biobío, a cerca de 500km de Santiago, as localidades mais afetadas são Penco, Lirquén e Tomé.
Mais cedo, as autoridades haviam anunciado a captura de um homem supostamente envolvido em queimadas no setor de Punta de Parra, em Biobío, durante o toque de recolher.
O suspeito, junto com outras pessoas, estava incendiando a floresta quando a polícia chegou após ser alertada por moradores. “O indivíduo portava um isqueiro, um bastão retrátil e cocaína base”, informou um comunicado da Polícia de Investigações.
‘É pura maldade’
Os bombeiros lutam contra 18 focos ativos, segundo o relatório mais recente do órgão estatal de atendimento a desastres (Senapred).
Em Punta de Parra, uma localidade de cerca de 3 mil habitantes, cercada por florestas de eucalipto, o fogo deixou apenas algumas residências de pé.
Os moradores acreditam que os incêndios foram provocados intencionalmente.
– É pura maldade, só para causar dano, não há outra explicação – disse Felicia Lara, de 68 anos, que conseguiu fugir apenas com a roupa do corpo.
Os incêndios já consumiram mais de 42 mil hectares de florestas e terrenos. Cerca de duas mil moradias foram afetadas, informou o ministro do Interior, Álvaro Elizalde, ao divulgar um novo balanço na noite de quinta-feira.
– A situação continua complexa. Ainda não podemos baixar a guarda – afirmou Elizalde. O presidente Gabriel Boric decretou dois dias de luto.
Em fevereiro de 2024, vários focos de incêndio eclodiram nos arredores da cidade de Viña del Mar, a 110km de Santiago, com um saldo de 138 mortos.
Investigações posteriores determinaram que bombeiros e brigadistas florestais iniciaram intencionalmente o fogo, que se espalhou rapidamente, também em razão das altas temperaturas do verão.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da China, Xi Jinping, conversaram por telefone nesta quinta-feira.
Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, o presidente chinês afirmou que ambos os países devem aprofundar a cooperação estratégica e atuar juntos pela equidade internacional e o multilateralismo, fortalecendo o papel da ONU.
No dia anterior: Lula conversa por telefone com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, após Trump lançar Conselho da Paz
Entrevista: Proposta de Trump sobre Conselho da Paz é confusa e não vejo como Brasil aceitar, diz Amorim
A conversa acontece em meio às ameaças intervencionistas do presidente dos EUA, Donald Trump, e do convite feiro tanto a Brasíli quanto a Pequim para participarem do Conselho da Paz – iniciativa de Trump que reunirá líderes internacionais e que é alvo de controvérsia por sua composição e por críticas quanto à sua efetividade.
Xi defendeu junto a Lula que Brasil e China se unam para promover uma ordem internacional mais justa, baseada no respeito ao desenvolvimento dos países emergentes.
O presidente dos EUA, Donald Trump, retirou nessa quinta-feira o convite que fez ao primeiro-ministro canadense, Mark Carney, para participar do Conselho da Paz que o norte-americano lançou recentemente. “Que esta carta sirva como notificação de que o Conselho da Paz retira o convite feito ao senhor em relação à adesão do Canadá”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.
Opinião do GLOBO: Trump torna planeta Terra mais inseguro
Guga Chacra: Insano com uns, racista com outros
Carney atraiu atenção internacional esta semana por seus comentários sobre um “colapso” no sistema de governança global liderado pelos EUA. Seu governo também afirmou que não pagaria para participar da entidade global de resolução de disputas idealizada por Trump.
O discurso do premier canadense, em Davos, não agradou ao todo-poderoso Trump. Carney descreveu o fim da era sustentada pela hegemonia dos Estados Unidos, chamando a fase atual de “ruptura”.
Em resposta aos ataques do presidente dos EUA, o primeiro-ministro afirmou que o Canadá “não existe por causa dos Estados Unidos”. E acrescentou: “O Canadá prospera porque somos canadenses. Nosso país é nosso, é o nosso país, é o nosso futuro”.
No dia seguinte ao contundente discurso de Carney, Trump reagiu, também em Davos. O norte-americano, que já havia sugerido transformar o Canadá no 51º estado dos EUA, afirmou que o país só “existe graças aos EUA” e que deveria ser “grato” por isso.
Em Nuuk, capital da Groenlândia, a decepção, a frustração e a raiva são evidentes um dia após o anúncio de um projeto de acordo sobre o futuro da ilha, negociado sem a participação deles por Donald Trump e pelo Secretário-Geral da Otan. Com duas xícaras pequenas de cappuccino de uma famosa marca de café americana nas mãos, Niels Berthelsen parou para conversar apesar do frio glacial que cobre as ruas de Nuuk.
Leia mais: EUA e Dinamarca vão renegociar acordo de defesa de 1951 sobre a Groenlândia, diz fonte
Rádio a manivela, comida estocada e fogão a querosene: Groenlândia divulga guia de emergência para famílias
Veja pontos: discurso de Trump em Davos tem declarações enganosas sobre a Otan e papel dos EUA na História da Groenlândia
“Se quisermos chegar a um acordo sobre a Groenlândia, é necessário convidar a Groenlândia para a mesa de negociações”, disse o capitão de navio à AFP. “Nada sobre a Groenlândia sem a Groenlândia”, repete ele.
As conversas desta quarta-feira em Davos, na Suíça, entre Trump e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, levaram a um “acordo-quadro”, segundo o presidente americano, que insiste na anexação deste território autônomo dinamarquês. Trata-se de um projeto sobre o qual pouco se sabe, mas que irrita os habitantes da Groenlândia, preocupados com seu direito à autodeterminação.
“É obviamente positivo que a ameaça militar esteja diminuindo”, observou Berthelsen. “Mas um acordo poderia ter sido alcançado convidando a Groenlândia para a mesa de negociações, em vez de Rutte negociar um acordo com Trump sozinho”, disse ele. “Acho que é uma falta de respeito com Rutte”, disse ele.
Por sua vez, Esther Jensen disse estar “muito desapontada com o fato de a Otan ter concluído qualquer tipo de acordo com Trump sem a Dinamarca ou a Groenlândia”.
“Se houver decisões a serem tomadas, elas devem ser tomadas em consulta com a Groenlândia”, disse.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, observou que Rutte coordenou as negociações com ela e com o governo da Groenlândia, embora o ministro da Defesa dinamarquês, Troels Lund Poulsen, tenha salientado que “Rutte, obviamente, não pode negociar um acordo em nome da Dinamarca ou da Groenlândia”.
Um tempo “antes de Trump”
Com ou sem coordenação, o vice-primeiro-ministro da Groenlândia, Mute Egede, reafirmou nesta quinta-feira o direito de aproximadamente 57 mil groenlandeses de decidirem seu futuro.
“Independentemente da pressão exercida por outros, nosso país não será cedido, nem nosso futuro estará sujeito a negociações”, escreveu Egede no Facebook. “É inaceitável tentar entregar nosso país a outros. Este é o nosso país, somos nós que moldamos o seu futuro”, insistiu ele.
Nuuk, capital da Groenlândia
AFP
Em Nuuk, os habitantes da Groenlândia questionam o que realmente aconteceu em Davos, a estância de esqui suíça onde Trump e Rutte participam no Fórum Econômico Mundial.
“Sabemos muito bem que Trump tende a interpretar certas coisas de forma exagerada”, comentou Arkalo Abelsen, um aposentado de 80 anos. “Quando Rutte […] confirmar que discutiram algumas soluções possíveis, então, na cabeça de Trump, isso se torna um acordo. Mas não é um acordo. Não há acordo nenhum”, diz ele, apoiando-se em uma muleta.
A turbulência dos atuais acontecimentos internacionais e o crescente interesse em seu território estão testando a calma dos groenlandeses.
“Desde que Trump foi reeleito presidente, nunca se sabe o que pode acontecer de um dia para o outro. Especialmente quando ele ataca nosso país, como se fosse um pedaço de gelo à deriva no mar. É muito desestabilizador. Você se sente impotente”, observou Abelsen. “Minha mulher e eu conversamos sobre isso todos os dias. Dizemos um ao outro que gostaríamos de poder voltar no tempo, para antes de Trump. Naquela época, era possível prever o que ia acontecer.”
Susan Gudmundsdottir Johnsen, de 52 anos, que trabalha para uma agência de viagens, também anseia por manhãs menos agitadas. “De agora em diante, precisamos de calma e serenidade”, disse ela.
No que se desenha como a preparação para um ataque contra o Irã, assim como fez durante meses no Caribe antes de invadir a Venezuela, os Estados Unidos deslocaram 10 aviões de reabastecimento aéreo KC-135 para a Europa, rumo a bases no Oriente Médio. A movimentação, que durou entre a noite da última terça-feira e a madrugada de quarta, acontece uma semana depois do deslocamento do porta-aviões USS Abraham Lincoln e seu grupo de ataque, que saíram do Mar da China Meridional em direção ao Oriente Médio, mas ainda não chegou ao destino final, o Golfo Pérsico. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Enquanto a formalização do Conselho da Paz — lançado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, ao lado de representantes de 19 países em Davos nesta quinta-feira — cumpre um ponto central para a sequência do cessar-fogo em fases assinado por Israel e Hamas, palestinos na Faixa de Gaza seguem à espera de que os termos acordados no ano passado se convertam em pacificação e normalização da vida cotidiana. Em meio às tratativas políticas, fontes palestinas e organizações internacionais denunciam agressões reiteradas ao enclave, enquanto militares israelenses estabelecem novas bases e alteram a realidade no terreno — o que ativistas temem ser o indício de uma ocupação permanente. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A Casa Branca publicou na quinta-feira em suas redes sociais uma foto de uma manifestante presa no estado de Minnesota (norte dos Estados Unidos) na qual ela aparece com o rosto contraído pelo choro, sem informar que a imagem havia sido alterada digitalmente.
Na manhã de quinta-feira, a secretária de Segurança Nacional, Kristi Noem, publicou no X uma imagem que mostrava o rosto sereno e sem expressão de Nekima Levy Armstrong, que foi presa junto com outras duas pessoas por supostamente perturbar um culto religioso ao protestar contra a ofensiva migratória do governo federal.
Cerca de 30 minutos depois, a Casa Branca publicou a mesma imagem na plataforma, mas agora modificada para mostrar Armstrong soluçando, com a boca aberta, a testa franzida e lágrimas escorrendo pelo rosto.
Um texto sobreposto à imagem dizia “presa” e classificava Armstrong como “agitadora da extrema esquerda”. A publicação da Casa Branca não mencionava que a imagem havia sido editada. Também não ficou claro de imediato se a alteração foi feita com uma ferramenta de inteligência artificial ou com outro software de edição de imagens.
Initial plugin text
Questionada pela AFP, a Casa Branca remeteu a uma publicação no X de seu subdiretor de Comunicações, Kaelan Dorr, na qual ele admitia implicitamente a alteração.
— NOVAMENTE, às pessoas que sentem a necessidade de defender de forma reflexa os autores de crimes atrozes em nosso país, compartilho esta mensagem. A aplicação da lei continuará. Os memes continuarão. Obrigado pela atenção a este assunto — escreveu Dorr no X, ao republicar o post da Casa Branca com a foto modificada.
Na era dos deepfakes e da inteligência artificial, esse tipo de imagem tornou-se comum na política, afirma Walter Scheirer, professor da Universidade de Notre Dame.
— Elas podem ser consideradas a versão contemporânea das caricaturas políticas dos jornais, mas há uma notável falta de decoro quando são divulgadas por canais oficiais do governo — disse Scheirer à AFP.
Trump e a Casa Branca já compartilharam outras imagens feitas com IA que mostram o presidente vestido como papa, rugindo ao lado de um leão e regendo uma orquestra no Kennedy Center, o principal complexo de artes de Washington.
Seu governo mobilizou numerosos agentes federais no estado de Minnesota, governado pela oposição democrata, como parte de sua política anti-imigração.
A tensão aumentou após o assassinato da manifestante Renee Good por um agente do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE).
Os líderes da União Europeia consideraram “positiva” a mudança de posição do presidente dos EUA, Donald Trump, após ele ter ameaçado impor tarifas aos países europeus por causa da Groenlândia, disse o chefe da UE, António Costa, após as negociações da cúpula na quinta-feira, pedindo que o acordo comercial firmado com Washington no ano passado seja totalmente implementado. Costa também afirmou que a UE vai continuar defendendo os próprios interesses “contra qualquer forma de coerção”, e acrescentou que o bloco europeu tem “sérias dúvidas” sobre o Conselho de Paz de Trump, lançado formalmente nesta quinta-feira em Davos, Suíça.
Desinformação: Discurso de Trump em Davos tem declarações enganosas sobre a Otan e papel dos EUA na História da Groenlândia
Crise geopolítica: Na mira de duas potências, Europa se vê pressionada entre Trump e Putin
— A imposição de tarifas adicionais teria sido incompatível com o acordo comercial entre a UE e os EUA. Nosso foco agora deve ser avançar na implementação desse acordo — disse o presidente do Conselho Europeu em uma coletiva de imprensa. — O objetivo continua sendo a estabilização efetiva das relações comerciais entre a União Europeia e os EUA.
Segundo Costa, a relutância da União Europeia acerca do “Conselho da Paz” promovido por Trump se dá particularmente por sua incompatibilidade com as Nações Unidas.
— Temos sérias dúvidas sobre vários elementos da carta do Conselho de Paz, no que diz respeito ao seu âmbito de atuação, à sua governança e à sua compatibilidade com a Carta das Nações Unidas — declarou Costa no final de uma cúpula de líderes europeus em Bruxelas.
Initial plugin text
O presidente dos EUA lançou seu novo “Conselho da Paz” na quinta-feira em Davos, ao lado de 19 líderes de países que aderiram a este órgão colocado sob seu controle. Apesar da clara tentativa de remodelação da ordem mundial por parte de Trump, países aliados de longa data dos EUA — como Reino Unido e França — estão relutantes sobre o arranjo e já rejeitaram a proposta, sobretudo após o convite ter sido estendido a líderes antidemocráticos como o presidente russo, Vladimir Putin.
— Este é um tratado jurídico que levanta questões muito mais amplas, e também nos preocupa que o presidente Putin faça parte de um órgão que fala sobre paz quando ainda não vimos nenhum indício de que se comprometerá com a paz na Ucrânia — disse a ministra das Relações Exteriores britânica, Yvette Cooper.
*Em atualização.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress