Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Um vídeo que circula nas redes sociais desde a manhã desta quinta-feira (22) mostra o momento em que uma vaca salta o canteiro central da rodovia M6, na Irlanda, e passa a centímetros de veículos que trafegavam em alta velocidade. As imagens foram registradas por uma câmera veicular.
Funcionário do McDonald’s é preso nos EUA por cobrar o dobro de clientes e desviar quase R$ 4 mil
Discussão por fila de banheiro termina em morte a tiros em posto de gasolina nos EUA
O registro foi publicado no X por Ciarán Flynn, que dirigia pela M6, nas proximidades de Rochfortbridge, no condado de Westmeath. Na gravação, feita com a pista molhada e tráfego intenso, o bovino atravessa a via contrária e, em seguida, salta a barreira central, surgindo repentinamente à frente do carro. O motorista desvia bruscamente e evita a colisão por poucos centímetros.
Confira o momento:
Initial plugin text
Acidente deixou gado solto na rodovia
Nos comentários do vídeo, internautas elogiaram os reflexos do condutor. “Muito bem! Você conseguiu evitar um desastre total”, escreveu um usuário. “Ótimos reflexos”, disse outro. A publicação ajudou a chamar atenção para o risco enfrentado por motoristas naquela manhã.
Segundo informações locais, vários veículos colidiram por volta das 7h em um trecho da M6. O acidente envolveu um carro, um jipe com reboque e um caminhão. Com o impacto, diversas vacas escaparam do reboque e passaram a vagar pela região, invadindo a pista no sentido oeste e surpreendendo quem passava pelo local.
Várias vacas conseguiram entrar na pista
X/@MrFlynnMeath
Um passageiro de um dos veículos envolvidos foi levado ao hospital com ferimentos leves, sem risco de vida. Casos semelhantes já ocorreram no país. Em 2021, uma vaca solta interrompeu o tráfego da rodovia M25 durante o horário de pico por cerca de 90 minutos, após romper uma cerca e circular entre as pistas, segundo registros da imprensa britânica e da Highways England.
Neste mês de janeiro, a NASA viveu um episódio sem precedentes na história da exploração espacial tripulada. Pela primeira vez desde o início das missões humanas, uma tripulação precisou deixar a Estação Espacial Internacional (ISS) antes do prazo por causa de um problema médico envolvendo um de seus integrantes. A decisão levou à evacuação completa da Crew-11 e ao retorno conjunto dos quatro astronautas à Terra, mais de um mês antes do previsto.
Veja vídeo: Astronautas da missão Crew-11 fazem pouso de emergência no Pacífico após problema médico
Retorno de astronautas da Nasa por condição médica antes do previsto já tem data, e agência divulga cronograma
A cápsula Dragon, da SpaceX, amerissou com sucesso no Oceano Pacífico, próximo à costa de San Diego. Após o resgate, todos os astronautas foram levados a um hospital na Califórnia para avaliações médicas. A NASA não divulgou a identidade do tripulante afetado nem a natureza do problema de saúde, adotando uma estratégia de sigilo que marcou todo o episódio.
Confira o retorno:
Astronautas da missão Crew-11 fazem pouso de emergência no Pacífico após problema médico
Ultrassom em órbita e reação da tripulação
De acordo com o Infobae, durante a primeira aparição pública após o retorno, os astronautas revelaram que um aparelho de ultrassom portátil foi decisivo na condução da crise. Segundo Mike Fincke, astronauta da NASA, o equipamento foi utilizado assim que o problema surgiu, em 7 de janeiro, um dia antes de uma caminhada espacial que acabou cancelada. O dispositivo já fazia parte da rotina médica da missão, voltada ao monitoramento dos efeitos da microgravidade no corpo humano, o que facilitou a resposta imediata.
A familiaridade com o equipamento permitiu o envio rápido de imagens e dados à equipe médica em solo, possibilitando a avaliação da gravidade do caso. Para Fincke, a experiência deixou uma lição clara: tecnologias compactas como o ultrassom devem integrar todos os futuros voos espaciais, já que, em órbita, não há acesso a equipamentos médicos complexos disponíveis na Terra.
A comandante da missão, Zena Cardman, afirmou que a estação estava preparada para lidar com emergências médicas e defendeu a decisão de cancelar a atividade extraveicular para priorizar a segurança da tripulação. Em declaração pública, destacou o trabalho integrado dos astronautas, das equipes médicas e dos centros de controle da NASA e da SpaceX, ressaltando que “todas as decisões corretas foram tomadas”.
O retorno conjunto dos quatro tripulantes — Fincke, Cardman, o astronauta japonês Kimiya Yui e o cosmonauta russo Oleg Platonov — também fez parte da estratégia de confidencialidade. A transferência coletiva ao hospital evitou qualquer identificação indireta do membro afetado, reforçando uma política que a NASA mantém há décadas, mesmo em incidentes anteriores envolvendo questões de saúde.
Do ponto de vista operacional, o episódio confirmou que a ISS dispõe de meios para detectar e avaliar problemas médicos complexos em um ambiente extremo. A limitação de recursos em órbita torna o treinamento prévio e o uso de tecnologias leves ainda mais estratégicos, especialmente para missões de longa duração. Yui destacou que a preparação antes do voo foi essencial para lidar com a situação de forma eficaz, classificando a experiência como um aprendizado importante para o futuro dos voos tripulados.
Embora a evacuação não tenha alterado o cronograma de missões estratégicas, como a Artemis 2, prevista para levar astronautas de volta à Lua, o episódio já influencia o planejamento da agência.
A Casa Branca afirmou nesta quinta-feira que o hematoma visível na mão esquerda do presidente Donald Trump foi causado por uma batida no canto da mesa durante uma cerimônia de assinatura do Board of Peace, realizada em Davos, na Suíça. A marca chamou atenção após imagens do evento circularem nas redes sociais.
Discurso de Trump em Davos tem declarações enganosas sobre a Otan e papel dos EUA na História da Groenlândia; confira
Segundo a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, o ferimento ocorreu de forma acidental. Um assessor acrescentou que Trump tem maior propensão a apresentar hematomas porque faz uso diário de aspirina — informação já divulgada anteriormente por seus médicos.
A repercussão online se intensificou após registros mostrarem o presidente com curativos ou o que aparentava ser maquiagem cobrindo a mão em compromissos públicos recentes. O episódio reacendeu especulações sobre sua saúde, prontamente rebatidas pelo governo.
Em entrevista ao The Wall Street Journal no início do ano, Trump disse tomar uma dose elevada de aspirina por considerar que o medicamento ajuda a “afinar o sangue”, afirmando ser resistente à ideia de reduzir a quantidade por superstição.
No fim de 2025, o presidente anunciou ter realizado uma ressonância magnética como medida preventiva. Em memorando divulgado em 1º de dezembro, o médico da Casa Branca, Sean Barbabella, informou que exames avançados feitos no Centro Médico Militar Nacional Walter Reed não identificaram anormalidades.
— O objetivo é preventivo: identificar problemas precocemente, confirmar a saúde geral e garantir vitalidade e função a longo prazo — afirmou Barbabella no documento, acrescentando que o sistema cardiovascular do presidente está “perfeitamente normal”, sem sinais de inflamação, estreitamento arterial ou coágulos.
A circulação dos trens de curta distância na Catalunha começou a ser retomada de forma progressiva nesta sexta-feira, após o acidente que causou a morte de um maquinista. A reativação do serviço ocorre poucos dias depois de outra grave tragédia ferroviária no sul da Espanha, aumentando a pressão sobre o sistema de transporte do país.
Novo acidente ferroviário deixa ao menos um morto e 37 feridos na Espanha após tragédia com 42 mortos na Andaluzia
Número de mortos em acidente de trem no sul da Espanha sobe para 43
“Desde o início do dia de hoje, o serviço de Rodalies da Catalunha está sendo restabelecido”, informou, em comunicado divulgado nas redes sociais, a Rodalies — nome do serviço de trens regionais da comunidade autônoma.
“Os trens estão circulando, mas podem acumular atrasos devido à retomada progressiva do serviço”, acrescentaram os serviços ferroviários catalães.
O governo regional da Catalunha afirmou que “a oferta de trens em cada linha será ampliada progressivamente” e que, paralelamente, “as linhas de ônibus intermunicipais serão reforçadas com cerca de cem novos veículos” para minimizar os impactos aos passageiros.
Na noite de terça-feira, um trem de curta distância colidiu com um muro de contenção que havia desabado sobre os trilhos, na localidade de Gelida. O acidente matou o maquinista e deixou 37 feridos.
Após o episódio, toda a rede de trens de curta distância da Catalunha foi paralisada, afetando cerca de 400 mil passageiros diários e provocando grandes transtornos na região metropolitana de Barcelona.
Tragédia na Andaluzia
O acidente ocorreu 48 horas depois da colisão de dois trens de alta velocidade em Adamuz, no sul da Andaluzia, que deixou 45 mortos. Especialistas ainda investigam as causas do que é considerada a pior tragédia ferroviária do país desde 2013, quando um descarrilamento matou 80 pessoas nas proximidades de Santiago de Compostela, na Galícia.
Ministro do Interior descarta possibilidade de ‘sabotagem’ em colisão de trens que matou ao menos 41 na Espanha
AFP
Entre terça e quinta-feira, a Espanha cumpriu três dias de luto nacional em memória das vítimas do desastre no sul do país. Os dois acidentes reacenderam o debate sobre a manutenção da malha ferroviária espanhola — a maior rede de trens de alta velocidade do mundo, atrás apenas da China.
Diante do cenário, o sindicato dos maquinistas, Semaf, convocou uma greve de três dias, de 9 a 11 de fevereiro, para reivindicar mais segurança no sistema ferroviário.
O número de mortos no incêndio que devastou um centro comercial no Paquistão subiu para 67, segundo novo balanço divulgado nesta sexta-feira por um porta-voz do governo local. A tragédia ocorreu no dia 17 de janeiro, em Karachi, a maior cidade do país.
Tragédia: Equipes de resgate encontram corpos dos 10 passageiros de avião de pequeno porte que caiu na Indonésia
Vídeo: Homem corre maratona em Hong Kong com bebê preso ao peito e vira alvo de investigação policial
Seis dias após o fogo destruir o edifício de três andares do Gul Plaza, as autoridades ainda não informaram a causa da emergência. De acordo com o porta-voz, que preferiu não se identificar, “Foram concluídas as autópsias de 67 corpos”.
Initial plugin text
O representante do governo acrescentou que também “foi confirmada a identidade de oito pessoas por meio de análises de DNA”. Familiares de desaparecidos criticam a lentidão das operações de resgate. Mais de 50 pessoas já forneceram amostras de material genético na esperança de localizar parentes.
Initial plugin text
Incêndios são frequentes em mercados e fábricas de Karachi, uma megalópole com mais de 20 milhões de habitantes, conhecida por sua infraestrutura deficiente. Casos de grandes proporções, no entanto, são raros.
Segundo o porta-voz, o governo provincial já vinha adotando medidas para assegurar o cumprimento de normas de segurança contra incêndio em centros comerciais e mercados.
As equipes de resgate da Indonésia concluíram nesta sexta-feira a localização dos corpos dos dez ocupantes de uma aeronave de pequeno porte que se chocou contra uma montanha no fim de semana, informaram autoridades locais.
Desvio de quase R$ 4 mil: Funcionário do McDonald’s é preso nos EUA por cobrar o dobro de clientes
Vídeo: Homem corre maratona em Hong Kong com bebê preso ao peito e vira alvo de investigação policial
O avião turboélice da companhia Indonesian Air Transport, fretado pelo Ministério da Pesca, transportava sete tripulantes e três funcionários quando perdeu contato com o controle de tráfego aéreo no sábado. A aeronave seguia para a cidade de Makassar e caiu pouco antes do pouso.
O acidente ocorreu no monte Bulusaraung, na ilha de Celebes. No início da semana, oito corpos haviam sido resgatados, enquanto as buscas prosseguiam em áreas de difícil acesso, prejudicadas pelo relevo íngreme e pelas condições meteorológicas adversas.
Os dois corpos que permaneciam desaparecidos foram localizados nesta sexta-feira e ainda serão retirados do local, segundo Andi Sultan, responsável pelas operações de resgate na região.
A caixa-preta da aeronave foi encontrada na quarta-feira e deverá ajudar a esclarecer as causas do acidente, de acordo com a agência local de busca e salvamento. Os destroços do avião, incluindo partes da fuselagem, da cauda e janelas, haviam sido localizados no domingo, próximo ao cume da montanha.
A Indonésia, um vasto arquipélago no sudeste asiático, depende amplamente do transporte aéreo para a ligação entre suas ilhas, mas enfrenta um histórico de acidentes e falhas na segurança da aviação. Em setembro do ano passado, um helicóptero com oito pessoas a bordo caiu logo após decolar de Bornéu Meridional, sem sobreviventes. Menos de duas semanas depois, outro helicóptero caiu no distrito de Ilaga, na ilha de Papua, deixando quatro mortos.
Um funcionário do McDonald’s foi preso no Texas sob suspeita de aplicar um esquema de cobranças indevidas contra clientes da rede. Giovanni Primo Blount, de 19 anos, morador de Poolville — cidade a cerca de uma hora de Dallas —, foi detido neste domingo (18) após, segundo a polícia, cobrar o dobro do valor das compras realizadas em uma unidade do restaurante em Springtown.
Vídeo: Homem corre maratona em Hong Kong com bebê preso ao peito e vira alvo de investigação policial
Treinadora afegã é presa por aulas de taekwondo a meninas; denúncia nas redes aponta risco de pena de morte por apedrejamento
De acordo com o Departamento de Polícia de Springtown, Blount processava normalmente os pagamentos no caixa, mas, sem o conhecimento dos clientes, utilizava um dispositivo pessoal para passar os cartões novamente, acrescentando cobranças extras que variavam entre US$ 10 e US$ 20. O dinheiro era direcionado para uma conta sob seu controle. As investigações indicam que o prejuízo total chegou a cerca de US$ 680, cerca de R$ 3,6 mil.
Esquema foi descoberto após denúncia de cliente
O caso veio à tona depois que um cliente identificou transações suspeitas em seu cartão de débito e acionou as autoridades. Imagens das câmeras de segurança também flagraram o funcionário cobrando valores abusivos enquanto atendia no drive-thru, segundo informou Christina Derr, administradora assistente da cidade, em entrevista à emissora WFAA.
Durante interrogatório, Blount confessou o crime e devolveu imediatamente parte do dinheiro, ainda de acordo com Derr. Inicialmente, ele foi acusado de furto de propriedade avaliada entre US$ 100 e US$ 750 e teve fiança fixada em US$ 30 mil na Cadeia do Condado de Parker. Posteriormente, a polícia informou que a acusação foi agravada para uso ou posse fraudulenta de informações de identificação em mais de 50 itens, classificada como crime de primeiro grau, após a constatação do uso do dispositivo pessoal no golpe. O jovem pagou fiança e responde ao processo em liberdade.
Em comunicado publicado no Facebook, a polícia orientou clientes que possam ter sido afetados a entrarem em contato com o departamento, mesmo que já tenham recebido reembolso. A corporação também destacou que crimes financeiros podem ocorrer rapidamente e passar despercebidos, recomendando a verificação frequente de extratos bancários, o uso de alertas de transações e, sempre que possível, de carteiras digitais.
A proprietária e administradora da unidade, Verônica Ruano, afirmou à WFAA que o restaurante colaborou integralmente com as autoridades e realizou uma revisão interna completa. Segundo ela, todos os clientes prejudicados foram reembolsados integralmente e o funcionário não faz mais parte do quadro da empresa.
A prisão ocorre pouco mais de um mês após outro caso de fraude envolvendo um serviço essencial nos Estados Unidos. Na Califórnia, uma funcionária do Serviço Postal dos EUA, Mary Ann Magdamit, de 31 anos, foi condenada a cinco anos e três meses de prisão federal por roubar cheques e cartões postais ao longo de anos. Segundo promotores, ela atuou entre 2022 e julho de 2025, usando dados pessoais e cartões para fazer compras de alto valor e viagens internacionais, incluindo destinos como Turks e Caicos e Aruba.
Um desentendimento por causa da fila do banheiro terminou em morte em um posto de gasolina da rede QuickTrip, em Phoenix, no Arizona. Danny Kaster, de 52 anos, foi baleado enquanto aguardava para usar o sanitário na manhã de sexta-feira (16), após confrontar outro cliente que teria furado a fila. A informação consta em boletim de ocorrência obtido pela AZFamily e em registros da polícia local.
Treinadora afegã é presa por aulas de taekwondo a meninas; denúncia nas redes aponta risco de pena de morte por apedrejamento
Vídeo: Homem corre maratona em Hong Kong com bebê preso ao peito e vira alvo de investigação policial
Segundo o relato, o suspeito, Deondre Franklin, de 25 anos, entrou no banheiro sem esperar e foi advertido por Kaster de que havia uma fila. Franklin teria respondido que sabia disso e, em seguida, elevado o tom da discussão, gritando “Que porra você está olhando?”. Testemunhas afirmaram que o jovem ameaçou levar a briga “para fora” do estabelecimento.
De acordo com a investigação, uma pessoa que estava no local disse ter visto Franklin armado. Imagens das câmeras de segurança também teriam registrado o momento em que ele aponta uma arma para Kaster. Ainda segundo a polícia, a vítima tentou desarmá-lo, mas Franklin disparou ao menos uma vez antes de fugir do posto em um sedã cinza dirigido por uma mulher.
A polícia foi acionada pouco antes das 8h e encontrou Kaster com ferimentos de bala. Ele foi levado ao hospital, mas não resistiu. Após o crime, Franklin teria telefonado para os pais e confessado o ocorrido; a mãe, segundo os investigadores, o orientou a se entregar. No dia seguinte, ele se apresentou às autoridades.
Em depoimento, Franklin afirmou ser morador de rua e disse que queria apenas usar o banheiro, alegando não ter percebido a fila. Sustentou ainda que atirou por medo de ser espancado, afirmando ter agido em legítima defesa. A versão, porém, é contestada pela polícia. Ele foi indiciado por homicídio em segundo grau e permanece sob custódia, com fiança fixada em US$ 1 milhão.
A família de Danny Kaster lançou uma campanha no GoFundMe para custear despesas e prestar homenagem. “Sua morte repentina deixou um vazio na vida de todos que o conheciam”, escreveu a família. Nas redes sociais, Kaster costumava publicar vídeos de seus cães; uma de suas últimas postagens foi uma mensagem de aniversário para o cachorro Maxwell.
Equipes de engenharia da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) lideraram a resposta científica à poluição causada pelos grandes incêndios que atingiram Los Angeles em janeiro de 2025. Desde os primeiros dias após os focos em Palisades e Eaton, pesquisadores passaram a avaliar riscos ambientais em solos residenciais, água e sistemas de infraestrutura essenciais.
Incêndios florestais no Chile: homem é preso suspeito de começar novo foco enquanto equipes combatiam chamas
Governo do Chile aponta que incêndios florestais foram provocados intencionalmente
Os trabalhos, coordenados pelos professores Sanjay Mohanty e Jennifer Jay, identificaram níveis elevados de metais pesados — como chumbo, arsênio e cromo hexavalente — em áreas afetadas. Análises da UCLA indicam que quase 40% das casas avaliadas em Altadena e em outras regiões atingidas pelo incêndio de Eaton apresentaram concentrações de chumbo acima de 80 miligramas por quilograma, limite máximo definido pelo Departamento de Controle de Substâncias Tóxicas da Califórnia.
Em Palisades, cerca de 10% das amostras residenciais superaram esse patamar. Ao todo, a equipe analisou mais de mil propriedades, além de dezenas de parques públicos e amostras de areia de praias próximas impactadas pelo escoamento superficial dos incêndios.
Ações comunitárias e mitigação de riscos
Segundo informações divulgadas pela UCLA em dezembro de 2025, testes em parques e praias apresentaram, em sua maioria, níveis baixos ou próximos aos limites recomendados. A ampliação do monitoramento contou com a colaboração da iniciativa CAP.LA e de organizações comunitárias.
Em parceria com a ONG TreePeople, a equipe de Jennifer Jay promoveu eventos itinerantes com testes gratuitos de solo. Em um único dia em Pasadena, mais de 80 moradores participaram, e mais de 200 amostras foram analisadas para chumbo e outros metais pesados com o uso de equipamentos portáteis de fluorescência de raios X.
Entre as primeiras medidas recomendadas pela UCLA estão o uso de composto orgânico e cobertura morta para reduzir a mobilidade dos contaminantes no solo e limitar sua absorção por plantas e cultivos. Mohanty avalia a eficácia dessas ações tanto na proteção das famílias quanto nos possíveis impactos sobre a produção local de alimentos.
Infraestrutura e preparação para novos desastres
A recuperação de infraestruturas críticas — como estradas, aquedutos, redes de gás e sistemas de esgoto — também foi prioridade. Engenheiros da UCLA, entre eles Idil Akin, Scott Brandenberg e Jonathan Stewart, atuaram em conjunto com especialistas da USC, do Caltech e do Serviço Geológico da Califórnia desde o início da emergência.
Com apoio da Fundação Nacional de Ciência, a equipe elaborou um relatório técnico voltado ao fortalecimento da resiliência urbana. Entre as inovações adotadas estão o uso de drones para monitoramento aéreo e a instalação de sensores de retenção de água nas encostas de Palisades, com o objetivo de antecipar deslizamentos de terra e processos de erosão nos próximos três a cinco anos.
O grupo liderado pelo professor Jiaqi Ma desenvolveu ainda um modelo digital da cidade que permitiu otimizar a remoção de entulhos em colaboração com o Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos. A experiência da UCLA incluiu ações de engajamento comunitário, como o programa “Rebuild LA”, reforçando a cooperação entre universidade, autoridades locais e moradores na resposta aos incêndios florestais recorrentes.
Microrganismos presentes na água do mar podem revelar, de forma precoce e não invasiva, doenças que afetam os corais, segundo um estudo liderado pela Instituição Oceanográfica Woods Hole (WHOI) e pela Universidade das Ilhas Virgens. A pesquisa, publicada nesta terça-feira (20) na revista Cell Reports, aponta que o microbioma marinho funciona como um indicador sensível do estado de saúde desses ecossistemas.
Os recifes de coral concentram uma das maiores biodiversidades do planeta e sustentam cadeias alimentares marinhas em todos os níveis, além de protegerem comunidades humanas costeiras, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). O aquecimento contínuo da superfície do mar, no entanto, tem intensificado episódios de branqueamento, colocando esses ambientes sob crescente ameaça.
O branqueamento ocorre quando o aumento prolongado da temperatura rompe a relação simbiótica entre os corais e as zooxantelas, algas essenciais à sua sobrevivência. Sem elas, os corais perdem a coloração, têm a vitalidade reduzida e tornam-se mais vulneráveis a doenças. Embora alguns consigam se recuperar, muitos morrem ou permanecem com o sistema imunológico enfraquecido, alerta a ONU.
Microbioma marinho como alerta precoce
Até agora, o diagnóstico de doenças dependia principalmente de inspeções visuais feitas por mergulhadores, método que costuma identificar problemas apenas em estágios avançados, segundo a WHOI. A nova abordagem analisa o microbioma da água ao redor dos recifes, permitindo detectar alterações sem contato direto com os corais ou interferência em seu ambiente.
Entre 2020 e 2024, os pesquisadores estudaram colônias de coral-cérebro (Colpophyllia natans) em recifes próximos à ilha de St. John, nas Ilhas Virgens Americanas. Amostras de água e de tecido dos corais foram analisadas com técnicas avançadas de sequenciamento genético, comparando as comunidades microbianas.
Os resultados mostraram que, enquanto os microrganismos nos tecidos variavam mesmo em corais saudáveis, o microbioma da água permanecia estável nesses casos e se alterava de forma significativa na presença de doenças. Para a autora principal do estudo, Jeanne Bloomberg, “a água do oceano ao redor de um coral pode revelar muito, inclusive quando ele está doente”.
A cientista Amy Apprill, do WHOI, afirmou que as alterações no microbioma marinho se mostraram marcadores mais confiáveis de doenças do que mudanças observadas nos próprios tecidos. Segundo ela, a combinação de amostragem automatizada e detecção genética acelerada pode viabilizar sistemas de alerta precoce, permitindo intervenções antes que os danos se tornem irreversíveis.
A técnica, descrita como não destrutiva e escalável, surge como uma alternativa promissora diante do avanço de doenças graves, como a perda de tecido em corais pétreos no Caribe. Para especialistas, a detecção antecipada pode ser decisiva para preservar recifes que sustentam mais de um quarto da vida marinha global e garantem a subsistência de milhões de pessoas.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress