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Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Brito: proposição preserva salvaguarda prevenindo sobreposição de papéis

A Câmara dos Deputados aprovou projeto de resolução (PRC) que muda o Regimento Interno para permitir aos integrantes da Mesa Diretora, exceto o presidente da Casa, a participarem de comissões. A matéria já foi promulgada.

De autoria da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), o Projeto de Resolução 80/25 foi relatado em Plenário pelo deputado Antonio Brito (PSD-BA), que apresentou um substitutivo incorporando alterações na forma de escolha da coordenação da bancada negra.

Segundo o texto aprovado, os membros da Mesa poderão integrar comissão permanente ou temporária, mas não poderão exercer presidência ou vice-presidência.

Outra proibição prevista no regimento é excluída para permitir a líderes e vice-líderes exercerem cargos na Mesa. No entanto, haverá exceção para os membros que exerçam atribuições de gestão, superintendência, supervisão ou gerenciamento. Estes não poderão ser líder ou vice-líder nem fazer parte de comissão parlamentar de inquérito (CPI) ou do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.

O presidente do Centro de Estudos e Debates Estratégicos (Cedes) também poderá participar de comissões permanentes.

Bancada negra
Quanto às mudanças no processo eleitoral da coordenadoria da bancada negra, o substitutivo incorporou o Projeto de Resolução 1/26, deputada Talíria Petrone (Psol-RJ), a fim de facilitar a obtenção de quórum.

Atualmente, a bancada precisa de maioria absoluta de seus integrantes para eleição em primeiro escrutínio e maioria simples no segundo turno, se houver.

A partir da nova resolução, a eleição será preferencialmente secreta, exigida a maioria simples de votos dos membros presentes. O mandato passará a ser de um ano e a eleição ocorrerá em 6 de fevereiro de cada ano em vez de 20 de novembro como é atualmente. Será permitida uma recondução durante a legislatura.

Debates
O relator, deputado Antônio Brito, afirmou que afastar deputados das comissões apenas por integrarem a Mesa Diretora reduz indevidamente o campo de exercício do mandato. “A proposição preserva salvaguarda relevante ao manter a vedação ao Presidente da Câmara nas comissões e ao impedir que os demais membros da Mesa exerçam presidência ou vice-presidência de comissão, prevenindo sobreposição de papéis”, disse.

A coordenadora da Bancada Negra, deputada Benedita da Silva (PT-RJ) disse que a proposta não garante um “duplo poder” na Câmara. Ela também elogiou as mudanças dos critérios de escolha dos coordenadores dessa bancada. “Vem fazer com que haja a oportunidade do rodízio e que todos nós possamos estar representados na liderança da bancada”, defendeu.

Os membros da Mesa têm o direito de exercer seus mandatos e participar de todas as discussões nas comissões, na opinião da deputada Erika Kokay. “É uma valorização da atividade legislativa”, disse.

Contra o texto, o deputado Kim Kataguiri (MISSÃO-SP) declarou que os membros da Mesa Diretora já estão em posição de poder e a mudança pode concentrar ainda mais poder. “Não acho adequado a gente concentrar ainda mais poder em uma função que já é de destaque dentro da Casa, como ser membro da Mesa Diretora”, afirmou.

O sítio arqueológico mexicano de Teotihuacan, onde um ataque armado na segunda-feira deixou uma canadense morta e 13 turistas estrangeiros feridos (incluindo uma brasileira), reabriu nesta quarta-feira com diversas medidas de segurança em vigor. As populares pirâmides, localizadas a cerca de 50 quilômetros da Cidade do México, foram palco de um tiroteio realizado por Julio César Jasso Ramírez, um mexicano de 27 anos influenciado pelo massacre de Columbine e pelos sacrifícios pré-hispânicos.
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Após o incidente, um fechamento por tempo indeterminado foi anunciado, mas o sítio arqueológico reabriu para visitantes. A segurança foi reforçada com forças federais.
“Íamos vir na segunda-feira, mas felizmente não conseguimos encontrar um guia”, disse à AFP Edouard Barbier, um turista belga de 35 anos que viajava com sua família, incluindo duas crianças. “Vimos que foi um incidente isolado, então decidimos que valia a pena voltar […] não nos sentimos inseguros”, acrescentou.
O ataque de segunda-feira ocorreu por volta do meio-dia, quando Jasso Ramírez sacou uma pistola de fabricação americana, abriu fogo contra a Pirâmide da Lua e fez várias pessoas reféns. Segundo testemunhas, ele atirou diretamente em uma canadense, que morreu em decorrência dos ferimentos. Os 13 feridos são de Canadá, Colômbia, Estados Unidos e Brasil.
Turistas são mantidos reféns durante ataque no México
Nesta quarta-feira, agentes de segurança revistaram pessoas e veículos, chegando a usar espelhos para inspecionar a parte inferior dos motores, conforme observou uma equipe da AFP. Os comerciantes locais também comemoraram a reabertura.
“É o nosso sustento para as nossas famílias […] sem medo, sem apreensão, porque temos muita segurança”, comentou Agustín Sánchez, um artesão de 54 anos.
De acordo com as autoridades, o agressor, que morreu no local, agiu sozinho e sofria de psicopatia, o que o levou a imitar crimes cometidos em outras regiões. Entre os pertences de Jasso Ramírez, havia imagens e anotações manuscritas fazendo referência a eventos violentos, como o massacre na Columbine High School em 20 de abril de 1999.
Um turista americano que foi mantido em cativeiro pelo agressor relatou que ele mencionou especificamente Columbine. Ele também os alertou de que as pirâmides eram “um local de sacrifícios” e não para tirar “fotos”. Teotihuacan é o segundo sítio pré-hispânico mais visitado do país, e esse incidente ocorreu menos de dois meses antes da abertura da Copa do Mundo de 2026, co-organizada por México, Estados Unidos e Canadá.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou nesta quarta-feira (22) o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, pela retirada das credenciais diplomáticas de um agente de imigração dos Estados Unidos que atuava na sede da PF em Brasília.

Segundo Lula, a medida corresponde ao princípio da reciprocidade.

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“Eles fizeram conosco, gente vai fazer com eles. Esperando que eles estejam dispostos a voltar a conversar e as coisas voltarem a normalidade”, disse Lula, em vídeo nas redes sociais, ao lado de Andrei Rodrigues e do ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva.

A iniciativa brasileira ocorreu após o governo dos Estados Unidos determinar a saída do delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho, também da PF, do país. O delegado teria atuado na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem pelo serviço de imigração dos EUA.

Mais cedo, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) informou, em nota publicada na rede X, que a representante da embaixada norte-americana foi comunicada que o Brasil iria aplicar o princípio da reciprocidade “diante da decisão sumária contra o agente da Polícia Federal, que não foi precedida de qualquer pedido de esclarecimento ou tentativa de diálogo sobre o caso”, como prevê acordo bilateral de cooperação na área policial.

“A medida tão pouco observa boa prática diplomática de diálogo entre nações amigas, como o Brasil e os Estados Unidos, ao longo de mais de 200 anos de relação”, diz a nota.

“O agente atuava com base em memorando de entendimento firmado entre os dois governos sobre a facilitação do intercâmbio de oficiais de ligação na área de segurança”, acrescenta, afirmando ainda sobre a adoção do mesmo tratamento ao agente norte-americano. 

Entenda o caso 

O Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos informou na última segunda-feira (20) que pediu a saída de um “funcionário brasileiro” do território dos Estados Unidos. Embora a postagem não cite nomes, o texto indica que se trata do delegado Marcelo de Carvalho, da Polícia Federal, envolvido na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem.

Ramagem foi solto na última quarta-feira (15) após ficar dois dias preso na Flórida. O ex-deputado Alexandre Ramagem foi diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). No ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Ramagem a 16 anos de prisão na ação penal relacionada à trama golpista.

Após a condenação, ele perdeu o mandato e fugiu do país para evitar o cumprimento da pena e passou a residir nos Estados Unidos.

Em dezembro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes determinou o envio de pedido formal de extradição de Ramagem aos Estados Unidos, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Em abril, a Polícia Federal informou que a prisão de Ramagem pelo serviço de imigração norte-americano ocorreu como resultado de cooperação policial internacional entre Brasil e Estados Unidos.

Segundo a corporação, o ex-deputado foi detido na cidade de Orlando e é considerado foragido da Justiça brasileira após condenação por crimes como organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado democrático de direito.

Novos agentes 

No vídeo nas redes sociais, Lula anunciou ainda a contratação de 1 mil novos agentes, que irão reforçar a atuação da PF nos portos, aeroportos e regiões de fronteira. De acordo com o presidente, a medida faz parte do compromisso do governo de combate ao crime organizado. 

A chuva de meteoros Líridas, um fenômeno anual provocado pelos detritos do Cometa Thatcher, poderá ser vista a olho nu mais nitidamente na madrugada de quarta (22) para quinta (23), quando atinge seu pico. As condições de visibilidade deste ano são consideradas favoráveis pelos especialistas, especialmente para as regiões Norte e Nordeste do Brasil. O fenômeno, registrado há cerca de 2.500 anos, ocorre quando fragmentos deixados por cometas entram na atmosfera da Terra e se incendeiam, formando rastros luminosos no céu.
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O melhor horário para acompanhar o evento neste ano será durante a madrugada, especialmente a partir das 2h da manhã, quando a atividade tende a ser mais intensa e o ponto de origem dos meteoros está mais alto no céu. A chuva pode produzir entre 10 e 20 meteoros por hora, com registros de objetos rápidos e brilhantes cruzando o céu.
Como ver a chuva de meteoros?
Para observar o fenômeno, a recomendação é procurar locais com pouca poluição luminosa, longe das luzes urbanas, e direcionar o olhar para o norte. A presença de um céu limpo também é determinante para uma boa visualização. Isso se dará por conta da baixa interferência da luz da Lua nesta noite. Também é recomendado estar em um lugar com baixa incidência das luzes artificiais.
A intensidade da observação pode variar de acordo com a região do país, mas, de modo geral, a madrugada oferece as melhores condições. No Norte e Nordeste, a observação deve começar após as 23h30. Já no Sudeste e Centro-Oeste, o melhor período ocorre a partir de 1h30. No Sul, o fenômeno tende a ganhar força por volta das 3h. Em média, são esperados cerca de 18 meteoros por hora, mas, em condições excepcionais, esse número pode chegar a até 90, segundo projeções baseadas no software Stellarium.
As Líridas são uma das chuvas de meteoros mais antigas já registradas e ocorrem quando a Terra atravessa uma trilha de partículas deixadas pelo cometa, que leva cerca de 415 anos para completar sua órbita ao redor do Sol.
Os meteoros têm origem na passagem de detritos deixados pelo cometa C/1861 G1 Thatcher e entram na atmosfera terrestre a cerca de 46 quilômetros por segundo, formando rastros luminosos rápidos. O ponto de origem aparente, conhecido como radiante, fica próximo à estrela Vega, na região entre as constelações de Hércules e Lira.
O secretário da Marinha dos Estados Unidos, John Phelan, deixará o cargo “imediatamente”, anunciou o Pentágono nesta quarta-feira, sem explicar a repentina saída. No início do mês, o Pentágono já havia anunciado a saída do chefe do Estado-Maior do Exército, Randy George, indicado ao posto pelo presidente Joe Biden, após um pedido feito pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, em meio à guerra contra o Irã, bem como de outros dois oficiais de alta patente.
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Phelan “está deixando o governo, com efeito imediato”, disse o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, em um comunicado divulgado na internet, acrescentando que ele será substituído interinamente pelo subsecretário Hung Cao.
Assim como no caso de Phelan, a decisão sobre a saída de George não foi justificada por Hegseth, que em pouco mais de um ano no cargo tenta remodelar a imagem das Forças Armadas, eliminando um número considerável de oficiais de alta patente no processo.
À rede CBS News, que revelou a ordem de Hegseth horas antes da confirmação, uma fonte do Departamento de Defesa disse, ao se referir ao general, que “agradecemos o seu serviço, mas era hora de uma mudança na liderança do Exército”. Oficiais das Forças Armadas ainda declararam à CBS que a decisão de afastar o militar está ligada à visão que o governo do presidente Donald Trump quer introduzir nas Forças Armadas.
Em sua função à frente da Marinha, Phelan defendeu a “Frota Dourada”, um grande investimento em novos navios, incluindo um novo encouraçado da classe “Trump”. Mas a liderança do secretário foi marcada por desavenças com altos funcionários do Pentágono, incluindo Hegseth e o secretário adjunto de Defesa Stephen Feinberg, disseram autoridades do Pentágono e do Congresso ao New York Times.
As tensões vinham se acumulando há meses entre o Phelan e seus dois chefes sobre estilo de gestão, questões de pessoal e outros assuntos. Feinberg, em particular, estava cada vez mais insatisfeito com a forma como o Phelan conduzia a grande iniciativa de construção naval da Marinha e vinha lhe retirando a responsabilidade pelo projeto, disse a autoridade do Congresso, que falou sob condição de anonimato.
Phelan, nomeado pela Casa Branca, também tinha uma relação conflituosa com seu vice, o subsecretário Hung Cao, que era mais alinhado com Hegseth, disseram as autoridades. Contatada pelo NYT na noite desta quarta-feira, uma porta-voz de Phelan encaminhou todas as perguntas ao Departamento de Defesa.
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Reforma das forças
Hegseth afirmou repetidamente que Trump escolhe os oficiais que deseja. Os democratas, no entanto, veem isso como uma politização das Forças Armadas, uma instituição geralmente neutra em questões políticas. O chefe do Pentágono ordenou, no ano passado, uma redução de pelo menos 20% no número de generais e almirantes de quatro estrelas em serviço.
Em 2025, Hegseth declarou que os militares americanos precisam desenvolver um “ethos guerreiro”, focado no preparo físico, na mentalidade de combate permanente e na abolição da “cultura woke”. O secretário, um veterano do Iraque famoso por suas opiniões na Fox News, recentemente disse que suas tropas não deveriam respeitar “regras de engajamento estúpidas” ou travar “guerras politicamente corretas”.
Além da doutrina de combate, Hegseth eliminou políticas de diversidade e inclusão, na linha do que defende Trump, e afastou oficiais de alta patente de postos de comando. A lista de cortes foi aberta com a demissão do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Charles Brown Jr., no começo do ano passado, e ampliada com a saída de militares na Marinha, Aeronáutica e Guarda Costeira. No ano passado, o chefe do Comando Sul, Alvin Halsey, deixou o posto menos de um ano depois de assumir, durante os controversos bombardeios contra barcos acusados de ligação com o narcotráfico no Caribe e no Oceano Pacífico.
(Com AFP e New York Times)
Um concerto beneficente foi realizado nesta quarta-feira (22) em homenagem às vítimas do incêndio na véspera de Ano Novo nos Alpes Suíços, que deixou 41 mortos. O concerto reuniu familiares das vítimas e alguns sobreviventes do incêndio que consumiu o bar Le Constellation, na estação de esqui de Crans-Montana, nas primeiras horas do dia 1º de janeiro. No episódio, 115 pessoas ficaram feridas.
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Os artistas subiram ao palco com uma canção escrita sobre a tragédia, intitulada “Étoile de nos coeurs” (“Estrela de Nossos Corações”), e se alinharam segurando rosas brancas. O concerto foi realizado no teatro Salle Métropole, em Lausanne, com capacidade para 2 mil pessoas.
Os ingressos custavam a partir de 90 francos suíços (cerca de R$ 573 na cotação atual), e a renda será destinada à Swisshearts, uma associação fundada por pais afetados pela tragédia.
Durante concerto em homenagem às vítimas do incêndio em bar em esqui de luxo na Suíça, artistas e organizadores seguram rosas brancas
Fabrice Coffrini / AFP
O Gabinete Federal Suíço de Proteção Civil informou à AFP nesta quarta-feira que 38 pacientes permaneciam hospitalizados em hospitais e clínicas de reabilitação, 19 deles em países vizinhos.
Um total de 13 pessoas estão sob investigação criminal em conexão com o desastre, incluindo os proprietários do bar e vários funcionários locais, atuais e antigos.
A tragédia durante a festa no Le Constellation, na estação de esqui de Crans-Montana, culminou em 115 feridos. As vítimas fatais do desastre tinham entre 14 e 39 anos, mas a maioria era adolescente. Apenas quatro tinham mais de 24 anos. Entre os mortos encontram-se 23 cidadãos suíços, incluindo um cidadão com dupla nacionalidade franco-suíça, e 18 estrangeiros.
A tragédia foi causada por faíscas de sinalizadores que incendiaram a espuma acústica colocada no teto do porão do estabelecimento, de acordo com as conclusões iniciais da investigação. O casal proprietário do estabelecimento, Jacques e Jessica Moretti, ambos franceses, está sendo investigado e enfrenta acusações de homicídio culposo, lesão corporal culposa e incêndio criminoso culposo.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (22) a admissibilidade de duas propostas de emenda à Constituição (PECs) que reduzem a jornada de trabalho no país.

Na prática, as PECs acabam com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1). Os textos serão agora analisados por uma comissão especial e depois irão a plenário.

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A PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), propõe reduzir a jornada semanal gradualmente das atuais 44 para 36 horas. A transição se daria ao longo de dez anos.

A proposta apensada (PEC 8/25), da deputada Erika Hilton (Psol-SP), prevê uma escala de quatro dias de trabalho por semana, com limite de 36 horas no período.

As duas propostas ganharam força com o movimento “Vida Além do Trabalho”, que busca o fim da escala 6×1 para melhorar a saúde mental e a qualidade de vida dos trabalhadores. A admissão das propostas foi aprovada por unanimidade em votação simbólica. 

A CCJ só analisa se os textos estão aderentes à Constituição Federal. O mérito caberá à comissão especial.

Atualmente, a Constituição Federal estabelece apenas que a jornada normal do trabalhador não deve ser superior a oito horas diárias e 44 horas semanais.

Proposta do governo

Como essa tramitação pode se estender por meses, e diante da tentativa da oposição de barrar a PEC, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso, na semana passada, um projeto de lei (PL) com urgência constitucional para acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais.

O PL com urgência precisa ser votado em até 45 dias ou tranca a pauta do plenário da Câmara.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) comentou que é prerrogativa do governo federal enviar um PL com urgência constitucional, mas a Câmara vai seguir com a tramitação da PEC.

O governo tem defendido que a proposta do Executivo não compete com a PEC em tramitação na Câmara, segundo explicou o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

“Se a PEC for aprovada nesse prazo, evidentemente que o PL está prejudicado, não há mais necessidade. Mas o rito da PEC é mais demorado do que o PL. O PL vai avançar e pode ser que entre em vigor a redução de jornada de trabalho e depois se consolide por PEC para impedir eventuais aventureiros do futuro quererem aumentar a jornada como aconteceu na Argentina”, explicou Marinho.

Quando a PEC for a plenário, será exigido um quórum de três quintos dos votos dos deputados, o que corresponde a 308 parlamentares, em dois turnos de votação.

 

*Com informações da Agência Câmara de Notícias.

A colisão entre dois caças F-15K em 2021 foi provocada por uma tentativa dos pilotos de registrar imagens durante o voo, concluiu uma investigação do Conselho de Auditoria e Inspeção da Coreia do Sul.
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De acordo com o documento, os pilotos tiravam fotos e gravavam vídeos enquanto retornavam de uma missão nas proximidades da cidade de Daegu. A prática, segundo o documento, era comum entre militares, especialmente em voos considerados simbólicos, como despedidas de unidades.
O relatório detalha que o piloto do caça que seguia na traseira usava um celular pessoal para registrar imagens de seu último voo com a unidade quando o piloto na dianteira pediu que um colega a bordo gravasse imagens do caça que vinha atrás.
Na tentativa de melhorar o enquadramento, o piloto que passou a ser filmado realizou uma manobra brusca: voou mais alto e girou a aeronave para aparecer melhor na gravação — manobra que reduziu drasticamente a distância de segurança entre os dois aviões.
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O piloto na dianteira ainda tentou evitar o impacto descendo rapidamente, mas não foi suficiente. Os aviões colidiram no ar, danificando a asa esquerda de um deles e o estabilizador de cauda do outro. Apesar da gravidade da situação, não houve mortes nem feridos.
Prejuízo milionário e punição reduzida
O acidente causou um prejuízo estimado em cerca de 880 milhões de won (aproximadamente R$ 3 milhões na cotação atual). Inicialmente, a Força Aérea tentou responsabilizar integralmente o piloto que realizou a manobra, exigindo o pagamento total pelos danos.
Caças F-15K da 11ª Ala de Caça da Força Aérea da República da Coreia
Força Aérea dos EUA
O militar recorreu da decisão, o que levou à abertura da investigação. No fim, o órgão concluiu que ele tinha responsabilidade direta, mas determinou que pagasse apenas um décimo do prejuízo pelo bom histórico dele como piloto, a ausência de vítimas e, principalmente, a constatação de que a prática de registrar imagens durante voos não era devidamente controlada.
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A investigação apontou que tirar fotos e vídeos durante voos não era um comportamento isolado, mas sim algo tolerado dentro da Força Aérea sul-coreana. Em alguns casos, a atividade era até comunicada previamente em briefings, sem que houvesse intervenção efetiva de superiores.
Para o órgão, essa permissividade contribuiu diretamente para o acidente. A falta de regras claras e fiscalização adequada foi considerada um fator relevante para o desfecho.
A jornalista libanesa Amal Khalil morreu após um ataque israelense contra uma casa em Al-Tiri, no sul do Líbano, informou nesta quarta-feira a Defesa Civil local. Khalil estava no imóvel ao lado da fotojornalista freelancer Zainab Faraj, que ficou ferida e foi resgatada. O bombardeio também deixou outros mortos e feridos, segundo autoridades libanesas.
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De acordo com a Agência Nacional de Notícias do Líbano, equipes do Exército, da Defesa Civil e da Cruz Vermelha atuaram na remoção dos escombros após o ataque. O Ministério da Saúde libanês informou que ao menos duas pessoas morreram e uma ficou ferida na ofensiva contra a cidade.
Zainab Faraj foi retirada do local com ferimentos graves na cabeça, segundo relatos da imprensa local. As operações de resgate, no entanto, teriam sido interrompidas por novos bombardeios e disparos na área, o que dificultou o acesso das equipes humanitárias, informou o The Guardian.
— Nossa colega Amal Khalil caiu como mártir enquanto cumpria seu dever jornalístico — publicou no Telegram o jornal em que ela trabalhava, Al-Akhbar.
“Nossa colega Amal Khalil caiu como mártir enquanto cumpria seu dever jornalístico”, publicou o jornal Al-Akhbar no Telegram
Reprodução | X @sahouraxo
O governo libanês acusou Israel de obstruir os trabalhos de socorro e de atacar uma ambulância da Cruz Vermelha durante a evacuação. Em nota, classificou a ação como grave violação do direito internacional e pediu intervenção internacional.
As duas jornalistas cobriam os recentes ataques à região de Bint Jbeil quando foram atingidas. Segundo relatos citados pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), elas se abrigavam no prédio após um veículo civil ser atacado na estrada principal de Al-Tiri. A última comunicação de Khalil ocorreu por volta das 16h10, quando ela telefonou para familiares e para as Forças Armadas libanesas, segundo o CPJ.
A organização afirmou estar indignada com o aparente ataque deliberado contra profissionais de imprensa e alertou que a obstrução continuada às equipes de resgate pode configurar crime de guerra.
— Os ataques repetidos no mesmo local, o direcionamento a uma área onde jornalistas estavam abrigados e a obstrução do acesso médico e humanitário constituem uma grave violação do direito internacional humanitário — disse Sara Qudah, diretora regional do CPJ.
A entidade também afirmou que Amal Khalil teria recebido, em setembro de 2024, uma ameaça de morte atribuída às Forças de Defesa de Israel (IDF), o que, segundo o comitê, amplia as suspeitas de ataque deliberado.
O CPJ cobrou cessar-fogo imediato na área, acesso irrestrito da Cruz Vermelha para operações de resgate e proteção aos jornalistas que atuam no sul do Líbano.
Reportagem em atualização.
A Subsecretária Adjunta para Contraterrorismo do Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos, Julia Varvaro, foi afastada de suas funções nesta quarta-feira (22). Ela estaria sendo acusada por um ex-namorado, que afirmou ter gastado cerca de U$ 40 mil (cerca de R$ 200 mil) com ela em viagens pela América do Norte e Europa, chamando-a de “sugar baby”. O termo é usado para designar pessoas que se relacionam com alguém que banca os seus custos de vida, normalmente luxuosos.
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O caso foi incialmente publicado pelo site britânico Daily Mail, que afirmou que Varvaro classificou o a situação como “besteira” inventada por seu “ex-namorado louco”. Nas redes, ela posa ao lado do presidente Donald Trump, em sua foto principal no perfil do X.
Varvaro tem 29 anos e teria conhecido o homem, identificado apenas como Robert B, em um aplicativo de relacionamento, em dezembro. Por três meses, eles viveram um romance e viajaram por diferentes lugares, como Carolina do Sul, San Diego, Itália e Aruba. Depois do fim do relacionamento, o homem teria dito que se sentiu usado e apresentou uma queixa formal ao Gabinete do Inspetor-Geral do Departamento de Segurança Interna (DHS), que não confirmou nem negou a existência de uma investigação para apurar a conduta da funcionária.
Julia Varvaro foi afastada da função de Subsecretária Adjunta para Contraterrorismo do Departamento de Segurança Interna (DHS)
Reprodução/LinkedIn
Julia Varvaro foi uma apoiadora de Donald Trump durante as eleições presidenciais de 2024, vencida pelo republicano, quando ela ainda era professora adjunta da Universidade St. John’s. Em maio do ano passado, ela assumiu o cargo como Subsecretária Adjunta para Contraterrorismo do DHS.
O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos é o órgão federal central na supervisão de políticas de deportação em massa, controle de fronteiras e fiscalização de imigrantes. Frequentemente atua em operações conjuntas com o ICE (Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos).

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