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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira estar “indignado com o que aconteceu na Venezuela”, em referência à intervenção militar dos Estados Unidos no país caribenho que capturou o então líder do regime venezuelano Nicolás Maduro, em 3 de janeiro. Nos dias seguintes, o governo de Donald Trump passou a respaldar a presidência da vice de Maduro, Delcy Rodríguez. O ex-ditador está preso em Nova York, onde responde à Justiça americana por suposto envolvimento com o narcotráfico.
— Sinceramente, eu fico toda noite indignado com o que aconteceu na Venezuela. Eu não consigo acreditar. O Maduro sabia que tinha 15 mil soldados americanos no Mar do Caribe. Ele sabia que todo dia tinha uma ameaça. Ou seja, os caras entram à noite na Venezuela, vão num forte, que é um quartel, onde morava o Maduro, e levam o Maduro embora. E ninguém soube que o Maduro foi embora. Como é possível a falta de respeito à integridade territorial de um país? Não existe isso na América do Sul. Aqui é um território de paz — disse Lula durante discurso em Salvador.
O presidente falou a uma plateia de militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) durante um evento do movimento social, próximo ao PT e simpático ao chavismo.
Logo no início do evento, com Lula no palco, militantes do MST leram uma carta que também condenava o “a agressão à Venezuela, com o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da deputada Cilia Flores (esposa de Maduro também capturada por militares americanos), foi uma mensagem atroz para os povos de todo o mundo, em especial de nossa América Latina. Seus interesses são os saques dos nossos bens comuns da natureza: petróleo, minérios, terras raras, águas e florestas, mas também a tentativa de impedir o avanço do multilateralismo e da soberania dos povos”, afirma o documento.
A ação militar dos Estados Unidos na Venezuela é amplamente classificada como ilegal por especialistas, entre outros motivos, porque não obteve o respaldo da Organização das Nações Unidas (ONU). Trump tampouco obteve o aval do Congresso americano para conduzir os bombardeios a Carecas, sob o argumento de que a informação poderia vazar.
O governo Lula tem condenado a ação militar americana no país vizinho e o presidente brasileiro tem articulado com demais chefes de Estado na América Latina uma defesa conjunta à soberania nacional dos países e à autodeterminação dos povos.
Apesar de já ter sido próximo de Maduro, a ponto de gravar um vídeo aos venezuelanos pedindo votos ao chavista, em 2013, Lula se distanciou do regime chavista nos últimos anos e o governador brasileiro não reconheceu a reeleição do venezuelano em 2024. A última eleição presidencial na Venezuela foi marcada por denúncias de fraude massiva cometida pelo regime de Maduro.
A chefe de governo da Itália, Giorgia Meloni, declarou nesta sexta-feira (23) que espera que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acabe com a guerra na Ucrânia para poder indicá-lo ao Prêmio Nobel da Paz. Meloni considera ter uma boa relação com o mandatário republicano, que expressou sua frustração por não ter sido contemplado com o prêmio.
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— Espero que algum dia possamos conceder um Prêmio Nobel da Paz a Donald Trump — afirmou a dirigente em coletiva de imprensa após se reunir com o chanceler alemão, Friedrich Merz.
— Acredito que, se ele conseguir fazer uma diferença (…) para alcançar uma paz justa e duradoura para a Ucrânia, então finalmente nós também poderíamos nomear Donald Trump para esta premiação — indicou Meloni.
Em uma mensagem ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Store, divulgada na segunda-feira, o presidente americano afirmou que não obter tal prêmio significava que não se sentia mais obrigado a “pensar puramente na paz”.
O Nobel da Paz foi concedido à opositora venezuelana María Corina Machado, que o dedicou a Trump e entregou-lhe sua medalha na semana passada.
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Na quinta-feira, o republicano apresentou seu “Conselho da Paz”, inicialmente concebido para supervisionar a trégua em Gaza, mas que se transformou em um mecanismo destinado a resolver todo tipo de conflitos internacionais.
O mandatário americano convidou, entre outros, a Itália a se unir a esta entidade, mas Meloni ressaltou que tal adesão suscitaria “problemas constitucionais”. As normas constitucionais da Itália impedem que o país integre qualquer organização liderada por um único líder estrangeiro, segundo a imprensa local.
Trump preside o “Conselho da Paz”, além de ser o representante dos Estados Unidos e liderar seu conselho executivo.
Meloni afirma ter pedido ao magnata que faça mudanças “para atender às necessidades não apenas da Itália, mas também de outros países europeus”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a proposta do líder americano Donald Trump de criar o chamado Conselho da Paz, iniciativa supostamente voltada à resolução de conflitos internacionais, em paralelo à Organização das Nações Unidas (ONU). Lula disse que Trump quer “ser dono da ONU”.
Lula discursou durante o encerramento do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Salvador.
— Vocês estão acompanhando e percebendo que nós estamos vivendo um momento muito crítico na política mundial. O multilateralismo está sendo jogado fora pelo unilateralismo. Está prevalecendo a lei do mais forte. A carta da ONU está sendo rasgada. E ao invés de a gente corrigir a ONU, que a gente reivindica desde que eu fui presidente (pela primeira vez) em 2003, reforma da ONU com a entrada de novos países (no Conselho de Segurança), com a entrada de México, do Brasil, de países africanos, o que está acontecendo? O presidente Trump está fazendo uma proposta de criar uma nova ONU e que ele sozinho é o dono da ONU — disse Lula.
O presidente do Brasil também afirmou que tem conversado com líderes de outros países na tentativa de fortalecer o multilateralismo. — Estou há uma semana telefonando para todos os países do mundo. Já falei com muitos países. Já falei com as figuras mais importantes. Já falei com o Putin (líder da Rúsia), com o Xi Jinping (da China), já falei com o primeiro-ministro da Índia (Narendra Modi), com o presidente da Hungria e com muitos outros presidentes, com a Claudia (Sheinbaum), do México, tentando ver se é possível a gente encontrar uma forma de se reunir e não permitir que o multilateralismo seja jogado no chão e que predomine a força da arma e da intolerância de qualquer país do mundo — disse Lula.
Nas últimas duas semanas, Lula falou com chefes de Estado ou de Governo de China, Rússia, Índia, Turquia, Panamá, Portugal, Espanha, México, Canadá, Colômbia.
Lula também citou o discurso de Donald Trump durante o Fórum Econômico Mundial, que ressaltou o poder militar dos EUA. O presidente disse que, no Brasil, as Forças Armadas têm restrições orçamentárias e afirmou querer fazer “guerra com o poder do convencimento”:
— Toda vez que o presidente Trump fala na televisão, ele fala: “eu tenho o exército mais forte do mundo, tenho os melhores aviões do mundo, os navios mais fortes do mundo”. Ele agora falou em Davos (cidade suíça onde é realizado o Fórum Econômico Mundial): “eu tenho armas que vocês nem sabem o poder”. Eu fico olhando e eu falo: “eu não tenho nada”. Tenho um Exército, uma Marinha, Aeronáutica que muitas vezes não têm dinheiro nem para comprar bala para treinar. Então, eu não quero fazer guerra armada com os Estados Unidos. Não quero fazer guerra armada com a China. Não quero fazer guerra armada com a Rússia. Não quero nem com o Uruguai e com a Bolívia. Eu quero fazer guerra com o poder do convencimento, com argumento, com narrativas, mostrando que a democracia é imbatível.
O Conselho da Paz foi lançado por Trump nesta semana em Davos, cidade suíça que sedia o Fórum Econômico Mundial. Criada no contexto das negociações entre Israel e Hamas sobre a Faixa de Gaza, a instituição levanta preocupações entre autoridades e analistas pela abrangência que pode tomar, uma vez que não deve ficar restrita ao Oriente Médio, apontando a medida como uma forma de concorrência ao sistema da ONU.
Apesar da clara tentativa de remodelação da ordem mundial por parte de Trump, países aliados de longa data dos EUA — como o Reino Unido e a França — estão relutantes sobre o arranjo e já rejeitaram a proposta, sobretudo após o convite ter sido estendido a líderes antidemocráticos como o presidente russo, Vladimir Putin. O Kremlin, por sua vez, ainda analisa sua participação no órgão, condicionando-a ao descongelamento de ativos russos mantidos nos Estados Unidos por conta da guerra na Ucrânia.
A Justiça suíça ordenou, nesta sexta-feira (23), a libertação sob fiança do coproprietário do bar que pegou fogo na noite de Ano Novo na estação de esqui de Crans-Montana, que deixou um saldo de 40 mortos e 116 feridos.
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Após o pagamento de uma fiança de 200 mil francos suíços (R$ 1,14 milhão, na cotação atual), o tribunal do cantão de Valais (sudoeste) anunciou em um comunicado que “suspendeu a detenção provisória” de Jacques Moretti, sem detalhar se ele já foi libertado.
Moretti é coproprietário do bar com sua esposa, Jessica, que havia sido libertada após a primeira audiência.
O tribunal aplicou a Moretti “medidas clássicas”, como a proibição de deixar o território suíço, a obrigação de entregar todos os seus documentos de identidade ao Ministério Público, bem como de apresentar-se diariamente a um posto de polícia, além do pagamento da fiança.
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O coproprietário havia sido colocado em prisão preventiva durante três meses e detido em 9 de janeiro depois que ele e sua esposa, donos do bar Le Constellation na estação de esqui de Crans-Montana, foram interrogados por promotores judiciais do cantão suíço.
O incêndio começou nas primeiras horas de 1º de janeiro, quando o local estava cheio de pessoas comemorando, e causou a morte de 40 delas, deixando, ainda, 116 feridos, a maioria adolescentes.
Os Moretti são alvo de uma investigação criminal e enfrentam acusações de homicídio por negligência, lesões por negligência e incêndio provocado por negligência.
No curso das investigações, autoridades locais admitiram que o estabelecimento havia passado por uma inspeção de segurança contra incêndio pela última vez em 2019. As inspeções devem ser, obrigatoriamente, realizadas anualmente.
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As perícias iniciais sugerem que as chamas foram causadas por faíscas de sinalizadores que incendiaram a espuma acústica instalada no teto do subsolo do estabelecimento.
Entre as suspeitas é de que a garçonete Cyane Panine, de 24 anos, uma das vítimas fatais, encostou as velas de faísca de uma das garrafas que segurava no teto do estabelecimento. A família da jovem veio a público afirmando que Cyane não recebeu treinamento de segurança e desconhecia os riscos das chamas próximas ao teto. Uma testemunha deu uma declaração, que consta em um relatório oficial elaborado pelas autoridades suíças, de que a jovem usava um capacete que impedia a visão em determinados ângulos, o que teria impedido de ver que as velas tocavam o teto.
As investigações para entender como aconteceu o incêndio no Le Constellation, na estação de esqui de Crans-Montana, Suíça, na noite de réveillon continuam. As imagens do circuito interno de segurança poderiam ajudar a elucidar pontos-chave. No entanto, as gravações não estão disponíveis. Isso porque, segundo um dos proprietários, o sistema teria “caído” três minutos antes do fogo começar.
Sem trabalho, sem compras, sem jantares fora. Centenas de empresas em todo o estado americano de Minnesota fecharam as portas e muitas pessoas suspenderam suas atividades cotidianas nesta sexta-feira como parte de uma greve geral contra as políticas de imigração restritivas do governo de Donald Trump. Com o aumento das tensões e a disseminação do medo de detenção por agentes da Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) no estado, vendedores, sindicatos e moradores disseram que participariam de um apagão econômico e se reuniriam em orações e protestos no que os organizadores chamaram de “Dia da Verdade e da Liberdade”. O protesto surge na sequência do assassinato de Renee Good, uma mulher morta por um agente do ICE em Minneapolis no início do mês, e após a detenção de um menino de cinco anos durante uma operação contra imigrantes na última terça-feira.
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— A situação está tensa e emocional, e as pessoas estão sofrendo — disse o bispo Dwayne Royster, diretor executivo da organização Faith in Action, que ajudou nos esforços de organização.
Os moradores de Minnesota, disse ele, estão demonstrando “uma resiliência profunda e uma disposição para se unirem de maneiras que eu não via há muito tempo”. O dia da greve, que incluiu manifestações ao ar livre, amanheceu com grande parte da região do Meio-Oeste, incluindo todo o estado de Minnesota, sob um alerta de frio extremo emitido pelo Serviço Nacional de Meteorologia. O frio era particularmente intenso em Minneapolis, com temperaturas previstas para até -20°C durante boa parte do dia, e sensação térmica ainda mais baixa. Mas isso não parou os manifestantes, que marcharam em um protesto no centro da cidade, apesar das temperaturas congelantes.
Além disso, centenas de pessoas também protestaram no Aeroporto de Minneapolis-St. Paul, algumas vindas de tão longe quanto Nova York, entrando e saindo de um dos terminais, tentando se aquecer. Segundo a rede americana CNN, “várias pessoas” foram detidas, citando a polícia aeroportuária, mas sem especificar quantas. Também há relatos de detenções no centro da cidade, ainda sem números oficiais.
A notícia da greve e dos protestos se espalhou “como fogo em palha seca”, disse Jake Anderson, membro do conselho executivo da Federação de Educadores de St. Paul, um sindicato que representa professores e profissionais de apoio à educação.
— Há um momento certo para defender nossas convicções, e este é o momento — disse Alison Kirwin, proprietária do Al’s Breakfast, um restaurante em Minneapolis que fechou na sexta-feira. — Se isso significar perder um dia de renda, já vale a pena.
A greve ocorre em meio a semanas de confrontos entre moradores de Minnesota e agentes federais, principalmente nas áreas de Minneapolis e St. Paul. A operação de imigração, iniciada no final do ano passado com a mobilização de mais de 3 mil agentes, resultou em cerca de 3 mil prisões, pelo menos dois tiroteios em Minneapolis e cenas caóticas nas ruas.
Manifestantes protestam em Minneapolis, em dia marcado por atos e greve geral contra operações de fiscalização da imigração
Stephen Maturen / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
‘Falta de cooperação’
Nas últimas semanas, cresceram os apelos pela expulsão de agentes federais por parte de moradores e autoridades locais, especialmente após um agente do ICE ter matado a tiros Good, cidadã americana, em Minneapolis, no dia 7 de janeiro. Manifestantes e autoridades estaduais também entraram com ações judiciais para restringir a conduta dos agentes em relação aos manifestantes e para impedir o aumento do número de agentes de imigração no estado.
Mas as autoridades federais afirmaram que a repressão é necessária para erradicar a fraude no sistema de assistência social do estado e defenderam as ações do agente do ICE que matou Good. O policial que disparou o tiro, Jonathan Ross, não foi suspenso nem acusado de qualquer crime.
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Na quinta-feira, o vice-presidente JD Vance afirmou que o governo Trump queria “acalmar os ânimos” em Minneapolis após semanas de confrontos. Vance, que disse ter viajado à cidade para entender as tensões, chamou os manifestantes de Minneapolis de “agitadores de extrema esquerda” que haviam assediado agentes federais.
Vance também confirmou que Liam Conejo Ramos, de 5 anos, foi detido em uma dessas operações do ICE, mas afirmou que os agentes tentaram protegê-lo depois que o pai do menino “fugiu” durante a ação.
— O que acham que deveria acontecer? Deveriam deixar um menino de cinco anos morrendo de frio? — questionou Vance, acrescentando que “a falta de cooperação” das autoridades locais dificulta os esforços do ICE e aumenta as tensões.
Liam Conejo Ramos, de 5 anos, foi detido por um agente do ICE em Minneapolis, Minnesota
Divulgação / Escolas Públicas de Columbia Heights / AFP
Em um e-mail enviado na quinta-feira, um funcionário do Departamento de Segurança Interna classificou a greve como “completamente insana”, questionando: “Por que esses chefes sindicais não querem essas ameaças à segurança pública fora de suas comunidades?” O funcionário então incluiu uma lista de imigrantes sem documentos que aparentemente haviam sido condenados por crimes graves.
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‘Não podemos ficar de braços cruzados’
Minnesota é um polo para sedes corporativas, com 17 empresas da lista Fortune 500 sediadas no estado. Mas essas organizações não se pronunciaram publicamente sobre a atividade federal de imigração, e nenhum dos 15 maiores empregadores de Minnesota, incluindo Target, UnitedHealth Group e Xcel Energy, respondeu aos pedidos de comentários na quinta-feira.
Ainda assim, a sexta-feira pode ter sido a maior manifestação operária da História do estado, afirmou Christa Sarrack, presidente de um sindicato que representa cerca de 6 mil trabalhadores do setor de hotelaria e alimentação de Minnesota. Sarrack disse que alguns dos empregadores dos membros do sindicato decidiram fechar as portas, enquanto outros permitiram que os funcionários não comparecessem ao trabalho.
Ativista é preso durante protesto “ICE fora de Minnesota” em Minneapolis, após tentativa de bloqueio de rua,
ROBERTO SCHMIDT / AFP
— Não podemos simplesmente ficar de braços cruzados e deixar isso continuar — disse Sarrack. — Precisamos usar todas as ferramentas que temos para lutar contra isso.
Mas nem todos os empregadores aderiram à greve. Para alguns, a decisão de participar ou não não foi fácil, pois simplesmente não podem se dar ao luxo de perder um dia de faturamento.
Andrew Schoenzeit, proprietário da Zipps Liquors em Minneapolis, disse que seu estabelecimento permaneceria aberto na sexta-feira. Ele afirmou, porém, que apoiava a greve e não tinha problemas com o único funcionário que, segundo ele, pediu folga para participar do protesto.
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Mike Logan, presidente da Câmara de Comércio Regional de Minneapolis, disse que também apoiava o fechamento de empresas em protesto, mas não as incentivaria a fazê-lo.
— A última coisa que precisamos é de uma desaceleração do comércio — afirmou.
Para alguns líderes de sindicatos locais e estaduais, a decisão de incentivar ou não seus membros a participar da greve geral foi difícil, pois ela não estava organizada de acordo com as leis estaduais e federais sobre greves e não era considerada um “dia de paralisação” oficial. Mas a pressão pelo boicote se espalhou tanto que se tornou difícil ignorá-la.
Chris Rubesch, presidente da Associação de Enfermeiros de Minnesota, um sindicato que representa mais de 22 mil enfermeiros e outros profissionais de saúde em todo o estado, disse que ele e outros líderes estavam desencorajando seus membros a faltarem ao trabalho devido às cláusulas de “não greve” em seu contrato. Mas ele afirmou que o sindicato estava incentivando os membros a participarem de outras maneiras, inclusive abstendo-se de qualquer atividade econômica.
Anderson, membro do conselho da Federação de Educadores de St. Paul, disse que seu sindicato aderiu ao dia de ação após muito debate e enviou cartas aos membros pedindo-lhes que “decidam o que esse chamado à ação significa para eles”.
— Decidimos que era hora de tomar uma posição — disse. — Era hora de declarar com ousadia que basta. Não vamos mais tolerar isso.
Com agências internacionais.

Partidos de oposição no Distrito Federal protocolaram um pedido de impeachment contra o governador Ibaneis Rocha, após ele ser citado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, nas investigações sobre a tentativa de venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB).

Os pedidos foram apresentados pelo PSB-DF e pelo Cidadania-DF e também pelo PSOL. As legendas apontam supostos crimes de responsabilidade relacionados à atuação do governo local em operações envolvendo o banco público. Os partidos afirmam que houve “atuação temerária” do Executivo, com risco ao erário e violação de princípios da administração pública.

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Entre os pontos citados estão a compra de títulos considerados de baixa qualidade e origem irregular, a criação de dívidas fora do orçamento, negociações sem transparência com o banqueiro e possível influência indevida do governador em decisões internas do BRB.

O governador nega. Em declarações à imprensa nesta sexta-feira (23), Ibaneis afirmou que nunca tratou da operação BRB–Master com Vorcaro e que todas as negociações foram conduzidas por Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB. Ele confirmou encontros sociais com o banqueiro, incluindo um almoço na casa de Vorcaro “organizado por um amigo em comum”, mas disse que não discutiu assuntos relacionados ao banco.

Ibaneis também afirmou que “tudo era conduzido” pelo ex-presidente do BRB, demitido após a deflagração de operações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público. Em 2024 e 2025, o BRB injetou R$ 16,7 bilhões no Banco Master, transferências que são alvo de investigação por suspeita de gestão fraudulenta.

“Em momento algum nas quatro vezes que o encontrei tratei de assuntos relacionados ao BRB–Master. Entrei mudo e saí calado. O único erro meu foi ter confiado demais no Paulo Henrique [Costa]”, disse Ibaneis Rocha.

Acusações

Segundo as investigações do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, o Banco Master teria vendido ao BRB cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras inexistentes, numa tentativa de evitar a quebra da instituição privada, que enfrentava crise de liquidez. O caso resultou na liquidação do Banco Master pelo Banco Central, em novembro.

O rombo estimado no BRB chega a R$ 4 bilhões. Segundo os jornais Folha de S.Paulo e Valor Econômico, o Banco Central (BC) determinou que o BRB faça um provisionamento (reserva para cobrir prejuízos) de pelo menos R$ 2,6 bilhões. Até agora, o BC não confirmou a informação.

Ex-executivos das duas instituições foram intimados a prestar depoimento no fim de janeiro e início de fevereiro. As apurações indicam falhas graves de governança e possíveis ilícitos administrativos nas operações.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, Vorcaro afirmou à Polícia Federal ter conversado “algumas vezes” com Ibaneis sobre as negociações. A informação veio a público após acesso da publicação ao depoimento prestado pelo banqueiro à PF em 30 de dezembro, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.

Situação das apurações

As investigações indicam que, ao longo de 2025, o BRB tentou adquirir uma fatia relevante do Banco Master, iniciativa que contou com apoio do governo do Distrito Federal, acionista controlador do banco público, mas acabou barrada pelo Banco Central. Paralelamente, a Polícia Federal apura se o BRB comprou carteiras de crédito de alto risco da instituição privada, avaliando eventuais falhas nos processos internos de análise, aprovação e governança.

Em novembro, uma operação conjunta da PF e do Ministério Público afastou do cargo o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, posteriormente demitido. Além das apurações conduzidas por esses órgãos e pelo Banco Central, a nova gestão do BRB e uma auditoria independente também analisam as transações, mas ainda não divulgaram conclusões oficiais.

Cauteloso em relação ao convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Brasil participe do Conselho da Paz, o governo brasileiro avalia que a proposta só poderia ser aceita caso a iniciativa se restrinja à Faixa de Gaza. Embora o território palestino tenha sido citado por Trump como foco central do novo órgão, Gaza não aparece explicitamente no texto do estatuto.
Se o escopo fosse reduzido à situação em Gaza, as chances de o Brasil aderir aumentariam, afirmam auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nas palavras de um interlocutor, o Brasil não quer dar um “cheque em branco” a Trump, o que poderia contribuir para agravar o quadro de debilidade da Organização das Nações Unidas.
A concentração de decisões na figura de Trump, como presidente do conselho, e a impossibilidade de apresentação de reservas individuais tornam ainda mais difícil que o Brasil aceite integrar a iniciativa, segundo interlocutores a par do assunto. Não há prazo definido para uma resposta a Washington, e a avaliação é que a adesão entre os países convidados tem sido baixa.
Em entrevista ao GLOBO, o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, Celso Amorim, afirmou que ainda não há clareza suficiente sobre a natureza e as implicações do convite. Segundo ele, o texto da carta é confuso, “porque começa a falar de uma coisa e depois vai se alargando no documento anexo”, e representa, na prática, uma revogação da ONU — sobretudo na área de paz e segurança — o que seria “inaceitável”.
Reforma da ONU
Em Brasília, a avaliação é que a proposta de Trump reacende o debate sobre a necessidade de reforma das Nações Unidas, em especial do Conselho de Segurança. Segundo interlocutores, ou mudanças na ONU são implementadas, ou iniciativas como as do presidente americano tendem a ganhar ainda mais espaço em um mundo no qual o multilateralismo está em xeque.
De acordo com um importante integrante do governo Lula, o novo conselho anunciado por Trump expôs limites da atual governança internacional, reforçando uma posição histórica da diplomacia brasileira: a ampliação do número de membros permanentes do órgão responsável pela paz e a segurança globais.
Atualmente, apenas cinco países são membros permanentes do Conselho de Segurança: Rússia, Estados Unidos, França, China e Reino Unido. O Brasil defende a ampliação da participação de nações emergentes nesse colegiado.
Para esses interlocutores, apenas um sistema multilateral fortalecido, representativo e legítimo é capaz de responder de forma eficaz aos conflitos contemporâneos — objetivo que, na avaliação do Palácio do Planalto, não é alcançado por iniciativas unilaterais ou pouco flexíveis.
Segundo pessoas próximas à Presidência, o convite para que o Brasil integre o novo conselho foi acompanhado de reconhecimento político, mas sem abertura para negociação. Caso o país opte por recusar formalmente a participação, a resposta deverá explicitar os motivos e poderá vir acompanhada da sugestão de alternativas multilaterais.
Ainda assim, a avaliação predominante em Brasília é que a discussão seria mais apropriada em um fórum multilateral já existente, como a ONU, onde haveria espaço para negociação, ajustes institucionais e construção de consensos. Para esse interlocutor, a própria emergência do Conselho da Paz expõe o enfraquecimento das Nações Unidas nos últimos anos.
A comissão de investigação do acidente ferroviário que deixou 45 mortos no sul da Espanha no domingo acredita que existe a possibilidade de que um trilho apresentasse uma fratura na altura de uma solda, revelou um relatório publicado nesta sexta-feira (23).
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A hipótese decorre do fato de que as rodas de vários trens de alta velocidade que passaram pela estação de Adamuz pouco antes do descarrilamento inicial que desencadeou a tragédia apresentavam “entalhes”.
“Esses entalhes nas rodas e a deformação observada no trilho são compatíveis com o fato de que o trilho estivesse fraturado”, afirmou a Ciaf (Comissão de Investigação de Acidentes Ferroviários), vinculada ao Ministério dos Transportes.
“De acordo com as informações disponíveis neste momento, pode-se levantar a hipótese de que a fratura do trilho ocorreu antes da passagem do trem da Iryo envolvido no acidente e, portanto, antes do descarrilamento”, acrescentou a Ciaf.
Essa fratura estaria na altura de “uma solda”.
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Trata-se de uma “hipótese de trabalho” que deverá ser “corroborada por cálculos e análises detalhadas posteriores”, concluiu.
Os entalhes nas rodas do lado direito foram observados em três trens que passaram por Adamuz antes da passagem do trem da companhia italiana Iryo, cujos últimos vagões descarrilaram justamente quando vinha outro trem em sentido contrário, que não conseguiu evitá-los e também descarrilou.
Ambos os trens, que transportavam um total de 480 pessoas, trafegavam a uma velocidade superior a 200 km/h, dentro do permitido para esse trecho, e foi descartado erro humano por parte dos maquinistas.
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Hipótese traz ‘certa tranquilidade’
O balanço final da tragédia, que abalou a Espanha e levantou questionamentos sobre a segurança do sistema ferroviário do país, foi confirmado em 45 mortos.
O ministro dos Transportes, Óscar Puente, considerou que a hipótese dos investigadores traz “uma certa tranquilidade”.
— As conclusões não são definitivas, mas lançam luz sobre a tese que, neste momento, os técnicos da Comissão consideram mais plausível — explicou Puente em uma coletiva de imprensa em Madri.
— Em quatro dias temos respostas (…), e tenho de dizer que isto é uma novidade importante — acrescentou.
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Sobre a fratura no trilho, o ministro disse que “deve ser de um caráter tão leve e tão pequeno (…) que em nenhum momento houve interrupção da corrente que percorre o trilho e que teria acionado automaticamente os sistemas de alarme” e parado a circulação.
— Ou seja, no momento em que um trilho se parte e entre uma extremidade e a outra do trilho partido circula ar, o fluxo de corrente no trilho é cortado (e automaticamente), o tráfego ferroviário teria sido interrompido — detalhou Puente.
Tráfego é retomado na Catalunha
A semana caótica do transporte ferroviário espanhol teve seu capítulo na Catalunha, com a morte de um maquinista de um trem de curta distância na noite de terça-feira, quando um muro de contenção desabou sobre sua cabine, presumivelmente por causa das fortes chuvas que caíram na região no dia anterior.
Após um dia de paralisação na quarta-feira para examinar toda a rede de trens de proximidade da Catalunha, os maquinistas se recusaram a retomar o serviço na quinta-feira até que lhes fosse permitido participar da inspeção da rede.
Nesta sexta-feira, finalmente, os 400 mil usuários diários da rede catalã puderam voltar aos trens, não sem problemas: em duas ocasiões o tráfego foi interrompido em pontos específicos, uma vez por um roubo de cabos e outra por um deslizamento de terra sobre a via.
Os maquinistas convocaram uma greve em protesto pela falta de segurança na rede nos dias 9, 10 e 11 de fevereiro.
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O príncipe Harry afirmou que os sacrifícios feitos por tropas da Otan no Afeganistão “merecem ser tratados com verdade e respeito”, ao comentar as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que minimizaram a atuação de forças aliadas no conflito. Após afirmar que tropas da Otan teriam ficado “um pouco afastadas da linha de frente” durante a guerra no país, o americano vem sendo criticado por líderes britânicos e veteranos europeus.
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Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, o duque de Sussex, que serviu no Afeganistão, lembrou que a Otan acionou o Artigo 5º do tratado pela primeira e única vez após os ataques de 11 de setembro de 2001, o que obrigou os países-membros a apoiar militarmente os Estados Unidos.
— Isso significou que todas as nações aliadas estavam comprometidas a se unir aos Estados Unidos no Afeganistão, em defesa da nossa segurança comum. Os aliados atenderam a esse chamado — afirmou.
Segundo informações da BBC, Harry destacou sua experiência pessoal no conflito e lembrou as perdas sofridas pelo Reino Unido, que teve 457 militares mortos ao longo da guerra.
— Eu servi lá. Fiz amigos para a vida inteira. E perdi amigos lá. Milhares de vidas foram transformadas para sempre. Mães e pais enterraram filhos e filhas. Crianças ficaram sem um dos pais. Famílias seguem carregando esse custo — disse.
Mesmo com cessar-fogo: Gaza convive com expansão israelense, destruição de infraestrutura e mortes apesar de trégua e Conselho de Paz de Trump
Segundo ele, esses sacrifícios devem ser reconhecidos em nome da união em torno da diplomacia e da paz.
O príncipe Harry foi enviado duas vezes ao Afeganistão durante seus dez anos de carreira militar. Ele concluiu o treinamento em 2006, tornando-se segundo-tenente em um regimento da Cavalaria da Guarda do Exército britânico. No ano seguinte, treinou como controlador aéreo avançado conjunto da Força Aérea Real (RAF) e, posteriormente, tornou-se piloto de helicóptero Apache.
Em 2008, foi deslocado secretamente para o Afeganistão por dez semanas, mas acabou retirado da missão após reportagens da imprensa revelarem sua localização. Em 2012, voltou ao país como copiloto e artilheiro de um helicóptero Apache.
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Em seu livro Spare, Harry relatou ter matado 25 combatentes do Talibã durante o conflito.
“Não foi um número que me encheu de orgulho, mas também não me causou vergonha”, relata na obra.
Mesmo após deixar o serviço ativo, o príncipe segue atuando em iniciativas de apoio a veteranos de guerra.
Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira sanções contra nove navios da chamada “frota fantasma” do Irã, acusada por Washington de sustentar as exportações ilegais de petróleo do país e de financiar a repressão aos protestos que sacudiram Teerã nas últimas semanas. A medida ocorre em paralelo ao aumento da presença militar americana no Golfo Pérsico e a ameaças reiteradas do presidente americano, Donald Trump, que diz acompanhar a situação “de perto”.
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O Departamento do Tesouro mirou nove navios e seus respectivos proprietários que, de acordo com autoridades americanas, “transportaram, em conjunto, petróleo e derivados iranianos no valor de centenas de milhões de dólares para mercados estrangeiros”. Algumas das empresas sancionadas têm sede nos Emirados Árabes Unidos, na Índia e em Omã.
“As sanções miram um componente crucial de como o Irã gera os recursos que utiliza para reprimir o próprio povo”, afirmou o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, em comunicado.
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Ainda segundo o Tesouro, as receitas dessas vendas são desviadas para financiar grupos “terroristas regionais”, programas de armamentos e serviços de segurança.
A medida ocorre no momento em que um grupo de direitos humanos com sede nos Estados Unidos afirmou ter confirmado a morte de mais de 5 mil pessoas durante a repressão aos protestos que abalaram o Irã, acrescentando que a maioria das vítimas eram manifestantes mortos pelas forças de segurança. Na última quarta-feira, Teerã, no seu primeiro balanço oficial, afirmou que 3.117 pessoas morreram.
As manifestações eclodiram no final do ano passado contra a crise econômica, mas rapidamente se transformaram em um grande movimento contra o regime teocrático no poder desde a Revolução Islâmica, em 1979. A mobilização, no entanto, perdeu força diante da repressão do governo, que também determinou um apagão de internet sem precedentes.
Trump ainda não ordenou ataques contra o Irã, e sua decisão final permanece incerta. Mas as discussões em Washington mostram que Trump não descartou punir Teerã pelo assassinato de manifestantes. Na última terça-feira, quando foi perguntado se os EUA ainda poderiam atacar o Irã, Trump observou que o regime acatou os alertas de Washington e cancelou os planos de enforcar 837 pessoas na semana passada.
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— Teremos que ver o que acontece com o Irã — afirmo o presidente, na ocasião.
O conselheiro de segurança nacional e secretário de Estado, Marco Rubio, conversou na segunda-feira sobre o Irã com o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, príncipe Faisal bin Farhan Al Saud, cujo apoio seria necessário em uma campanha aérea contra o Irã.
A Casa Branca também precisa lidar com a questão de se o governo está preparado para realizar uma campanha militar prolongada que pode durar semanas ou meses, caso os manifestantes no Irã voltem às ruas e peçam proteção a Trump.
Pressão financeira ou militar?
Alguns funcionários levantaram questões internas sobre o objetivo político de ataques ao Irã neste momento. Trump está ciente de que qualquer ação militar ocorreria muito depois de ele ter prometido aos manifestantes que “a ajuda está a caminho” e que provavelmente não seria tão rápida quanto a operação que depôs o ex-líder venezuelano Nicolás Maduro .
Alguns assessores sugeriram o uso de meios não militares para repreender o Irã, como ajudar os manifestantes a coordenar ações online ou anunciar novas sanções contra o regime.
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A pressão financeira dos EUA “funcionou porque, em dezembro, a economia deles entrou em colapso”, disse o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, na terça-feira, no Fórum Econômico Mundial, na Suíça.
— É por isso que as pessoas foram às ruas. Isso é estratégia econômica, sem confrontos armados, e as coisas estão caminhando de forma muito positiva por aqui — afirmou Bessent.

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