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Há quase dez dias, Liam Ramos, um menino equatoriano de 5 anos, voltava da escola com o pai, Adrián, quando agentes do Serviço de Imigração e Fronteira (ICE) o retiraram de um carro em movimento. Segundo o distrito escolar de Columbia Heights, subúrbio de Minneapolis onde ocorreu o caso, o objetivo dos agentes era que o garoto batesse à porta de casa e servisse de “isca” para a detenção de outras pessoas no local. Durante a operação, um adulto que estava dentro da residência se ofereceu para cuidar da criança, mas o pedido foi negado: pai e filho foram levados para um centro de detenção familiar em Dilley, no Texas, a mais de 2 mil quilômetros de distância. A história chamou a atenção depois que imagens do menino, vestido com um chapéu azul e uma mochila do homem-aranha, com a feição assustada, circularam globalmente. O caso, porém, não é isolado. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A crescente tensão entre Estados Unidos e Irã aumentou a preocupação de potências mundiais e do Oriente Médio de que um novo ataque americano — como o bombardeio ao território iraniano em meio à guerra de 12 dias entre Israel e a nação persa — possa desestabilizar a região. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na quarta-feira que o tempo para um novo acordo nuclear com o Irã “está se esgotando” e deixou em aberto a possibilidade de uma ação contra Teerã — algo que, apesar da oposição de aliados americanos na região, pode ser realizado pelo Pentágono de mais de uma forma. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Agentes de segurança do estado do Texas dispersaram nesta quarta-feira (28), com gás lacrimogênio, uma manifestação que pedia a liberação de um menino equatoriano de 5 anos detido pela polícia de imigração dos Estados Unidos.
Cerca de 100 pessoas se concentraram do lado de fora do centro de detenção para famílias migrantes em Dilley, no centro-sul do Texas, para onde o menor Liam Conejo Ramos, foi transferido junto com o pai.
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Ambos foram detidos em 20 de janeiro durante as operações de repressão à imigração irregular no estado de Minnesota. Também no contexto das batidas nesse estado, dois ativistas americanos morreram baleados por agentes federais nas últimas semanas.
Os manifestantes no Texas exibiam cartazes e gritavam palavras de ordem contra os agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE, na sigla em inglês) e a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem.
“O ICE aterroriza e criminaliza as crianças” e “Noem já não existe mais”, diziam alguns dos cartazes.
Liam Conejo Ramos, de 5 anos, foi detido por um agente do ICE em Minneapolis, Minnesota
Divulgação / Escolas Públicas de Columbia Heights / AFP
Membros das forças de segurança do estado do Texas chegaram ao local equipados com equipamentos antidistúrbios e, após ordenarem à multidão que recuasse, dispararam gás lacrimogênio e detiveram ao menos duas pessoas.
Um projétil de gás caiu perto de dois jornalistas da AFP e atingiu diretamente o repórter de vídeo, que não pôde voltar a trabalhar de imediato.
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Vários manifestantes foram afetados pelo gás, com irritação nos olhos e tosse constante, e a multidão se dispersou.
O caso do menino equatoriano detido pelo ICE se transformou em símbolo da indignação dos manifestantes, que denunciam os métodos da polícia de imigração como brutais.
As imagens do pequeno, que usava um gorro azul com orelhas de coelho e uma mochila do Homem-Aranha no momento da detenção, repercutiram em todo o mundo.
Na terça-feira, um juiz federal bloqueou temporariamente a possibilidade de que Liam e seu pai, Adrián Conejo Arias, sejam deportados.
Segundo relatos da imprensa, tanto o menor quanto seu pai têm um processo pendente de resolução em uma corte de migração.
O juiz também impediu que ambos sejam transferidos do centro de detenção onde se encontram em Dilley, um lugar para onde são levadas famílias migrantes com filhos menores de idade detidas sob acusações de violação das leis migratórias.

O Congresso Nacional inicia o ano legislativo na próxima segunda-feira (2). O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), divulgou, nesta quarta-feira (28), pelas redes sociais, as pautas que serão levadas para votação na Casa já na próxima semana.

Está programada a votação da medida provisória (MP) que cria o Gás do Povo. O projeto, do governo federal, oferece a recarga do botijão de 13 kg para famílias inscritas no CadÚnico com renda de até meio salário mínimo por pessoa. O programa busca atender 15 milhões de famílias.

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Também estão na pauta uma MP que abre crédito extraordinário de R$ 83 milhões para o setor rural e o projeto de lei que cria o Instituto Federal do Sertão Paraibano.

Comissões

Ainda na próxima semana, devem ocorrer a instalação e a eleição para os presidentes das comissões permanentes. Segundo o líder do governo, José Guimarães (PT-CE), o acordo entre os líderes foi de que as comissões serão comandadas pelos mesmos partidos do ano passado.

“Foi aprovada a proposta de manutenção dos mesmos partidos presidindo as comissões. Só mudam os nomes. Mas aquilo que cada partido teve até agora nas comissões, serão repetidas as indicações. Cada bancada vai ter a próxima semana para discutir isso, para compor tudo antes do carnaval. Essa é a prioridade das prioridades”, disse Guimarães.

Segundo presidente da Câmara, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública será debatida nas próximas semanas, com previsão de votação após o carnaval. Relator da PEC, o deputado Mendonça Filho (União-PE) se reunirá com o novo ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, na semana que vem para discutir o texto.

Sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia, Hugo Mota afirmou que, assim que for enviada pelo governo federal à Câmara dos Deputados, a proposta será analisada e votada com celeridade.

Ouça na Radioagência Nacional:

 

 

Um avião da companhia aérea estatal Satena, que fazia a rota entre Cúcuta e Ocaña, caiu na região do Catatumbo, no nordeste da Colômbia, resultando na morte de todos os ocupantes. Entre as vítimas estão o deputado federal Diógenes Quintero Amaya e o candidato a uma das chamadas “cadeiras de paz”, Carlos Salcedo Salazar.
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A aeronave, de matrícula HK4709, transportava 13 passageiros e dois tripulantes. O pouso no aeroporto Aguas Claras, em Ocaña, estava previsto para as 12h10 (horário local), mas o avião nunca chegou ao destino. Segundo informações captadas pelos radares, o último sinal foi registrado em uma área entre os municípios de Hacarí e La Playa de Belén, em plena região do Catatumbo.
Plataforma FlightRadar mostra momento em que aeronave perde contato com torre de controle
Reprodução | FlightRadar
As equipes de resgate chegaram a solicitar o apoio de helicópteros para localizar a aeronave, mas as condições climáticas adversas dificultaram os sobrevoos na região montanhosa.
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Fontes ligadas à Aeronáutica Civil confirmaram ao jornal El Tiempo que, entre os passageiros, estavam Diógenes Quintero Amaya, representante à Câmara pelo Catatumbo, eleito por uma das Circunscrições Transitórias Especiais de Paz, e integrante da Comissão Primeira do Legislativo colombiano, conhecidas como ‘curul da paz’.
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Modelo funciona como reserva de vagas no parlamento colombiano e foi criado após a promulgação do cessar-fogo entre o governo do país e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farcs),
Natural de Hacarí, no departamento de Norte de Santander, Diógenes Quintero Amaya era uma das principais lideranças políticas do Catatumbo, área historicamente marcada pelo conflito armado e pelo cultivo ilegal.
Já Carlos Salcedo Salazar, que também está entre as vítimas do acidente, era candidato a uma vaga parlamentar criada no contexto do acordo de paz.
Registros da aeronave
O avião envolvido no acidente já havia registrado um incidente anterior. Em março de 2014, a mesma aeronave, identificada pelo número de construção UE-140, se envolveu em uma ocorrência durante uma manobra de pouso no aeroporto El Dorado, em Bogotá, quando atingiu as luzes da pista. Apesar de ter conseguido deixar a pista por meios próprios, foi aberta uma investigação para apurar se o problema decorreu de falha mecânica ou humana.
Destroços de avião desaparecidos são encontrados na Colômbia
Reprodução | Redes Sociais
De acordo com o El Tiempo, o avião HK4709 pertence à empresa Serviço Aéreo de Capurganá (Searca S.A.).
Sobre o desaparecimento e a queda da aeronave, a ministra dos Transportes da Colômbia, María Fernanda Rojas, afirmou: “A Direção de Investigação de Acidentes da Aeronáutica Civil informa que está recolhendo informações a respeito da perda de comunicação da aeronave HK4709, que cobria a rota Cúcuta–Ocaña com 13 passageiros e 2 tripulantes. Os protocolos correspondentes foram ativados e já iniciamos o Posto de Comando Unificado”.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira que “ninguém sabe” quem assumiria o poder se o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, fosse deposto. Rubio prestava esclarecimentos a um grupo de senadores sobre a ação militar dos Estados Unidos em Caracas em 3 de janeiro quando foi questionado sobre a possibilidade de uma ação militar contra o Irã.
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Em comparação com a pauta central do encontro, o secretário de Estado classificou que a situação em Teerã seria “muito mais complexa” do que a da Venezuela por se tratar de um regime que está no poder há muito tempo e “exigiria muita reflexão cuidadosa”. Rubio também sugeriu que os EUA poderiam atacar o Irã preventivamente para proteger as forças americanas na região.
— Acho sensato e prudente manter uma presença militar na região que possa responder e, potencialmente, não necessariamente o que vai acontecer, mas se necessário, prevenir um ataque contra milhares de militares americanos e outras instalações na região, bem como contra nossos aliados — disse ele a membros da Comissão de Relações Exteriores do Senado.
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Rubio acrescentou que espera que a situação “não chegue a esse ponto”, mas argumentou que o Irã acumulou a capacidade de realizar um ataque desse tipo. Ao ser questionado sobre o que aconteceria se o líder supremo fosse deposto, ele declarou: “Essa é uma questão em aberto”.
— Ninguém sabe o que assumiria o poder — afirmou, destacando que o sistema no Irã “está dividido entre o líder supremo e a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), que responde regularmente a ele”, e “indivíduos quase eleitos” que “em última instância, precisam submeter tudo o que fazem à aprovação do líder supremo”.
Durante a sessão no Senado, Rubio chegou a declarar que a República Islâmica do Irã está em seu ponto mais frágil da história e previu que os protestos contra o governo serão retomados.
— Esse regime provavelmente está mais fraco do que nunca, e o problema fundamental que enfrenta (…) é que não tem como atender às principais reivindicações dos manifestantes, que é o colapso de sua economia — disse Rubio ao Comitê de Relações Exteriores do Senado, enquanto Washington intensifica a pressão sobre Teerã.
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A declaração do secretário de Estado corrobora informações reveladas dois dias antes pelo New York Times, de que o presidente Donald Trump recebeu diversos relatórios de inteligência indicando que a posição do governo do Irã está se enfraquecendo, segundo várias pessoas familiarizadas com o conteúdo das análises. De acordo com esses documentos, o controle do regime sobre o poder atingiu seu ponto mais frágil desde a derrubada do xá, na Revolução Islâmica de 1979, um marco histórico que redefiniu a estrutura política do país.
Os relatórios apontam que os protestos que eclodiram em dezembro tiveram impacto significativo sobre setores do governo iraniano. As manifestações ganharam relevância especial por terem alcançado regiões que autoridades consideravam redutos tradicionais de apoio ao aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã. Embora tenham perdido intensidade, o governo segue em uma posição delicada. As avaliações de inteligência ressaltam que, além da instabilidade social, a economia iraniana atravessa um dos períodos mais frágeis de sua história recente.
O ódio aos judeus está “em ascensão” novamente, alertou Tova Friedman, uma sobrevivente do Holocausto, durante um discurso nesta quarta-feira na Câmara Baixa do Parlamento alemão, onde pediu uma postura firme contra o antissemitismo.
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“Não deixem que o antissemitismo recupere sua força”, pediu Friedman, uma das poucas testemunhas vivas do extermínio de seis milhões de judeus pela Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial.
Friedman discursou no Bundestag perante o presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, o chanceler, Friedrich Merz, e deputados, durante uma cerimônia em memória das vítimas do nacional-socialismo.
“Saí de Auschwitz dizendo a mim mesma que nunca mais teria que ter medo de ser judia, nunca mais”, declarou Friedman, de 87 anos, que sobreviveu ao campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau, na Polônia, quando criança.
Sobrevivente do Holocausto, Tova Friedman discursou no Bundestag perante o presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, o chanceler, Friedrich Merz, e deputados, durante uma cerimônia em memória das vítimas do regime
Tobias Schwarz/AFP
No entanto, “81 anos depois, grande parte do mundo se voltou contra nós”, observou. Ela se assusta “ao pensar no que está acontecendo neste mundo” que ela achava que “já havia superado”.
“Meu neto tem que esconder sua Estrela de Davi […] e minha neta foi obrigada a sair do dormitório porque outros estudantes estavam praticando bullying contra ela”, lamentou esta psicoterapeuta de Nova York, cuja família emigrou para os Estados Unidos depois da guerra. “Nas ruas de Nova York, ouvem-se gritos de ‘Hitler tinha razão!’ e judeus do mundo todo se sentem expostos, atacados e odiados de novo”, acrescentou.
Na Alemanha também, “o antissemitismo está em ascensão”, acrescentou, instando os líderes a serem “um pouco mais firmes” em combatê-lo. Friedman recebeu fortes aplausos. A Alemanha está cada vez mais preocupada com o aumento do antissemitismo desde o ataque do movimento terrorista Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra na Faixa de Gaza.
Em 2024, a Alemanha registrou um recorde de 6.236 crimes e ofensas antissemitas, três vezes mais do que em 2022. Quase metade (48%) foram atribuídos à extrema-direita. O partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD), que agora lidera algumas das pesquisas de intenções de voto no país, quer romper com a cultura alemã de pedir desculpas pelas atrocidades nazistas.
Um acidente aéreo deixou 15 mortos perto da fronteira da Colômbia com a Venezuela, entre eles um congressista e um candidato à Câmara dos Representantes, informou nesta quarta-feira à AFP a autoridade aeronáutica colombiana.
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A aeronave da Satena, companhia aérea estatal, decolou da cidade fronteiriça de Cúcuta para um voo de cerca de 23 minutos, mas perdeu contato minutos antes do pouso, por volta do meio-dia (17h00 GMT) e ficou desaparecida por algumas horas.
— Não há sobreviventes — disse à AFP um funcionário da Aeronáutica Civil da Colômbia, autoridade aérea do país. O governo mobilizou a Força Aérea para buscar o avião e resgatar os corpos no local do acidente, uma região montanhosa de Norte de Santander, com vastas áreas controladas pela guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN).
Destroços de avião desaparecidos são encontrados na Colômbia
Reprodução | Redes Sociais
Em comunicado, a Satena informou que por volta das 14h (horário local), a aeronave esgotou seu tempo de autonomia de voo.
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Desaparecimento
O avião tinha pouso previsto para as 12h05, mas não chegou ao destino, o que levou ao acionamento dos protocolos de emergência. Sabe-se ainda que se tratava de um Beechcraft 1900, de matrícula HK4709, operado pela empresa Searca, com 13 passageiros e dois tripulantes a bordo.
De acordo com o comunicado oficial, todos os recursos disponíveis foram acionados em coordenação com a Força Aeroespacial Colombiana e a Aeronáutica Civil para localizar a aeronave. Também foi disponibilizada uma linha telefônica para fornecer informações oficiais aos familiares das pessoas a bordo.
Detalhes técnicos da aeronave
O Beechcraft 1900 é um avião bimotor turboélice de alto desempenho, projetado para operar em geografias difíceis, como a colombiana. Ele possui capacidade de até 19 passageiros, voa a 440 km/h, consegue alcançar até 25 mil pés de altitude e possui autonomia de até 6 horas e 30 minutos de voo contínuo.
Com informações de AFP e El Tiempo
O Ministério Público do Equador informou, nesta quarta-feira, que investiga um suposto financiamento da Venezuela à campanha presidencial da ex-candidata de esquerda Luisa González na eleição em que Daniel Noboa foi o vencedor. Os candidatos de lados políticos opostos se enfrentaram na eleição antecipada de 2023 e depois em 2025, em meio a uma onda de violência sem precedentes ligada ao narcotráfico que assola o país.
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Segundo o Ministério Público, “presume-se que entrava dinheiro ilícito (em espécie) da Venezuela para financiar a campanha presidencial de 2023”, quando González foi derrotada com 48% dos votos. As autoridades revistaram a residência de González, e o MP divulgou uma foto na qual ela aparece de pijama e com o rosto borrado.
“Não recebemos um único centavo da Venezuela, nem de nenhum cartel, nem de ninguém”, disse González durante uma entrevista coletiva em Quito.
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Mais cedo, o ex-presidente socialista Rafael Correa disse, em uma publicação no X, que as casas de seus afilhados políticos e ex-candidatos González e Andrés Arauz, candidato nas eleições de 2021, foram alvo de busca e apreensão. Sem mencionar Correa, o presidente Noboa disse, no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, que “no Equador houve campanhas políticas financiadas pelo regime de [Nicolás] Maduro e o dinheiro fluía da PDVSA”, a petroleira estatal venezuelana.
Correa foi um aliado ferrenho da Venezuela durante seu governo (2007-2017) e rejeitou a incursão militar de Washington em Caracas, que terminou com a captura e a derrubada de Maduro. Após deixar o poder, o ex-presidente equatoriano integrou uma equipe que assessorava o governo chavista em temas econômicos.
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Noboa, um dos maiores aliados dos Estados Unidos na América Latina, culpa o governo de Correa pelo aumento da violência ligada ao narcotráfico. Setores da oposição denunciam que negócios da família Noboa, que incluem uma empresa de exportação de bananas, teria supostos vínculos com o narcotráfico.
“Este governo é o governo da corrupção, do tráfico de cocaína”, disse González aos jornalistas. “Só poderão me calar morta […] Não tenho medo deles, mas também responsabilizo este governo por minha vida, a vida dos meus filhos, dos meus irmãos, dos meus pais”, afirmou.
Correa, residente na Bélgica e condenado à revelia em 2020 a oito anos de prisão por corrupção, divulgou uma notificação do Ministério Público na qual aparece entre os investigados. A Revolução Cidadã, liderada por Correa, é a principal força legislativa com 67 dos 151 assentos, embora o governista Ação Democrática Nacional (66) tenha alcançado maioria com o apoio de outros setores.
Arquivo/Câmara dos Deputados
Reunião da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara

Após acordo proposto pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em reunião de líderes nesta quarta (28), ficou decidido que as comissões permanentes serão comandadas pelos mesmos partidos do ano passado.

De acordo com o líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), essa é a prioridade para a próxima semana. Segundo ele, as bancadas vão se reunir para indicar os nomes para comandar os colegiados na próxima semana antes da instalação das comissões. Segundo Guimarães, as comissões estarão instaladas antes do carnaval.

Haverá apenas uma exceção. Houve um acordo entre PL e PSD para permuta no comando das comissões. O PSD vai ficar com a Agricultura e o PL vai ficar com Minas e Energia.

Gás do Povo
O líder do governo também afirmou que duas medidas provisórias entrarão na pauta na semana que vem. A primeira (MP 1312/25) abre crédito extraordinário de R$ 83,5 milhões para o setor rural; e a outra (MP 1313/25) é a que que cria o Programa Gás do Povo, uma nova política pública federal que amplia o acesso ao gás de cozinha no Brasil.

PEC da Segurança
O relator da PEC da Segurança, deputado Mendonça Filho (União-PE), também participou da reunião. Ele destacou a prioridade do tema para o Legislativo e disse que o texto deve ir a voto na semana após o carnaval. Ele informou que antes vai se reunir com o novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, na próxima terça-feira (3).

Mendonça Filho também vai se reunir com as bancadas em busca de consenso e contribuições dos parlamentares para o texto antes de votar na comissão especial. “Vou fazer uma apresentação para as bancadas, na primeira e segunda semana de fevereiro, e logo após o carnaval, nos dias 23 e 24, vamos votar o tema na comissão especial e no Plenário”, disse o parlamentar.

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