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A Suíça se prepara para uma votação acirrada sobre uma proposta para limitar a população a 10 milhões, após uma campanha dupla que combinou um apelo refinado aos moderados preocupados com a sustentabilidade com uma mensagem anti-imigração mais dura. Antes da votação de domingo, o Partido Popular Suíço (SVP) apresentou a iniciativa como uma solução para a acessibilidade à habitação e uma defesa do meio ambiente, argumentando que a imigração está forçando o país a pavimentar suas renomadas paisagens alpinas. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Um sistema circulatório oculto pulsa logo abaixo da superfície do planeta. Ali, incrustadas no solo, encontram-se densas redes de microrganismos conhecidos como fungos micorrízicos arbusculares. Esses fungos se fixam às raízes das plantas, enviando longos e finos filamentos através do solo. Estes transportam água e nutrientes para as plantas e absorvem carbono, ajudando a manter grandes quantidades dele fora da atmosfera. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Quando os pesquisadores da Universidade do Texas e de Stanford concluíram que satélites russos eram a fonte das interferências no sinal de GPS registradas sobre a Europa desde 2019, a pergunta que ficou no ar não era mais técnica, e sim estratégica: por quê? As intervenções identificadas seguem padrão de dias úteis e horário comercial — um indício, para especialistas, de que Moscou ensaia capacidade de guerra eletrônica contra a Otan.
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O paper Chasing Lightning (“À caça do relâmpago”, em tradução livre), publicado em maio de 2026 e ainda em fase de revisão científica, identificou a constelação russa, que atua formalmente contra mísseis balísticos, como responsável por 75 dias de perturbações que derrubaram sinais de GPS, Galileo e BeiDou. E sobre um território que vai da Polônia ao Canadá.
O principal autor do estudo, o professor americano Todd Humphreys, descarta uma ação acidental. O padrão temporal das interferências, concentradas entre terças e quintas, sempre em horário comercial europeu, é incompatível com qualquer falha aleatória de hardware.
— Estou convicto de que é jamming deliberado — disse Humphreys ao GLOBO.
Para Mauricio Santoro, pesquisador colaborador do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha e especialista em relações internacionais, a descoberta se encaixa com precisão num quadro que a Europa já reconhece, mesmo sem nomear abertamente.
— Um embaixador aposentado brasileiro que viajou recentemente à Europa me disse que, para ele, o continente estava em pré-guerra com a Rússia. Achei uma expressão muito boa — disse Santoro. — Você não tem exércitos atirando uns nos outros, mas todo um cenário de tensão, de preparação militar, de disputa por domínios novos do campo de batalha.
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Estação de satélites construída pelos EUA na Guerra Fria, conhecida como ‘Mickey Mouse’, em colina perto de Kangerlussuaq, no oeste da Groenlândia, em junho de 2025
Ivor Prickett/The New York Times
A tensão nas relações entre a Europa e a Rússia não era tão elevada desde o fim da Guerra Fria. A Alemanha ampliou seus gastos militares de forma expressiva. Polônia, países bálticos e Romênia reforçam suas defesas diante da ameaça de incursões russas. Drones sobrevoam fronteiras. E, segundo Santoro, as interferências no GPS se encaixam nesse contexto como um ensaio, não uma operação de combate, mas um teste de capacidade para uso eventual.
A lógica foi resumida por Humphreys: se a Rússia quisesse causar dano real, bastaria calibrar o sinal para coincidir exatamente com a frequência central do GPS e mantê-lo ativo de forma contínua. Hoje, a interferência está centrada 2 Megahertz ao lado da frequência-alvo e dura apenas alguns segundos, o suficiente para verificar que o sistema funciona e insuficiente para revelar todo o potencial destrutivo.
— Se os sinais fossem calibrados para coincidir exatamente com a frequência central do GPS e transmitidos de forma contínua, o impacto sobre aviação, navegação marítima, sistemas bancários e redes elétricas representaria uma escalada massiva em guerra eletrônica — alertou o cientista.
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O GPS como arma
Ao longo de quatro anos de conflito contra a Ucrânia, a Rússia disparou milhares de mísseis de cruzeiro contra o território vizinho, todos dependentes de sistemas de navegação por satélite para encontrar seus alvos. O GPS, nesse contexto, deixou de ser apenas uma ferramenta civil e se tornou infraestrutura de combate.
Santoro lembra um episódio recente que ilustra bem a disputa. Em 2024, mísseis iranianos erraram alvos em larga escala — resultado, segundo especialistas, de interferências americanas e israelenses nos sistemas de navegação. No ano seguinte, a precisão iraniana melhorou de forma expressiva. A hipótese mais aceita é a de que Teerã trocou o GPS pelo BeiDou chinês, aproveitando a cooperação militar com Pequim.
Satélite GPS
Freepik
— Quando a gente fala dessa capacidade de usar um satélite para interferir com o GPS, isso tem um impacto enorme nos mísseis de cruzeiro — disse Santoro. — Controlar esse domínio espacial é fundamental para a guerra contemporânea quando você está falando de estados com alto nível tecnológico.
Na prática, a dimensão do risco vai além dos campos de batalha. Do espaço, a visibilidade é direta e total, ou seja, um jamming contínuo e calibrado afetaria simultaneamente aviação civil, navegação marítima, sincronização de sistemas bancários, redes de energia elétrica e logística.
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Quem responde e como?
A dificuldade de atribuição — foram seis anos de cálculos e estudos científicos para identificar o satélite responsável — não é um detalhe secundário, e pode ser interpretada como parte da estratégia. Sem prova técnica incontestável, qualquer resposta diplomática ou militar do Ocidente fica juridicamente fragilizada.
Representação visual do congestionamento de satélite na órbita da Terra
Reprodução/satellitemap.space
A Otan ainda não tem doutrina clara para tratar ataques no espectro eletromagnético como atos de guerra. Ataques cibernéticos russos contra a Estônia, anos atrás, foram classificados como guerra híbrida, não como agressão militar direta. Santoro acredita que essa classificação deve mudar com o tempo, à medida que o dano potencial desses ataques se torna mais evidente.
Dentro da ONU, a União Internacional de Telecomunicações é o fórum competente, mas sua velocidade, segundo o especialista, é incompatível com a urgência do tema. Humphreys é direto ao avaliar que os governos precisam confrontar a Rússia diplomaticamente e, ao mesmo tempo, investir em sistemas de navegação completamente independentes do GPS, combinando sinais terrestres de alta potência com distribuição de tempo por fibra óptica.
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Santoro vai na mesma direção ao observar que países como China, Coreia do Sul e Reino Unido já desenvolvem redes alternativas. Mesmo o Brasil, que não está envolvido em conflitos diretos com outros países, já criou um Grupo Técnico através da Agência Espacial Brasileira (AEB) para estudar e propor a implantação de um Sistema Brasileiro de Posição, Navegação e Tempo (PNT).
Segundo a AEB, os objetivos são o diagnóstico das vulnerabilidades da atual dependência de sistemas estrangeiros de navegação, como o GPS; a formulação de estratégias para o desenvolvimento de um sistema nacional autônomo; e o mapeamento das capacidades industriais, laboratoriais e tecnológicas necessárias à viabilização do projeto.
— A maioria dos sistemas de localização foram afetados. No momento, isso é um incômodo. Mas, se os sinais de interferência fossem sintonizados para coincidir exatamente com os do GPS/Galileo/BDS, teríamos um problema significativo. É necessário confrontar a Rússia sobre essa interferência e preparar sistemas de backup que sejam totalmente independentes [para lidar com o fato] — afirma Humphreys.
Um cadáver em decomposição foi encontrado no porta-malas de um carro estacionado em frente ao estádio no México onde a seleção iraniana de futebol treina para a Copa do Mundo de 2026, confirmou a AFP nesta sexta-feira (12). O veículo, um SUV Toyota cinza, estava no estacionamento de um supermercado de frente para o Estádio Caliente, em Tijuana, local utilizado diariamente pela equipe persa e situado perto de seu hotel.
O ‘Team Melli’ foi forçado, de última hora, a estabelecer seu campo base no México em vez de nos Estados Unidos, como havia sido planejado originalmente, devido ao conflito em curso entre Washington e Teerã. Ao abrir o veículo, os policiais se depararam com um forte odor de putrefação. Agentes protegidos por trajes de segurança examinaram o corpo no local antes de removê-lo.
A Promotoria de Tijuana informou à AFP que uma patrulha localizou o carro e, ao inspecioná-lo, “encontrou uma pessoa envolta em um saco preto no porta-malas, apresentando sinais de violência”. O órgão informou que o veículo estava estacionado no local desde quarta-feira.
Tijuana é considerada uma das cidades mais perigosas do país, tendo registrado mais de 1.200 homicídios em 2025, segundo estatísticas oficiais.
Um comboio fortemente armado da Guarda Nacional escolta o ônibus que transporta a seleção iraniana entre o hotel e o estádio, um trajeto que leva apenas um minuto. Na sexta-feira, a equipe deixou o estádio logo após as autoridades terem removido o corpo.
A equipe não respondeu à AFP sobre se a segurança seria reforçada após o incidente.
O Irã estreia na Copa do Mundo na segunda-feira contra a Bélgica, em Los Angeles, na partida de abertura do Grupo G, que também inclui Egito e Nova Zelândia.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na noite desta sexta-feira que os Estados Unidos realizaram um ataque mortal contra o líder do Tren de Aragua, uma gangue transnacional fundada na Venezuela. O ataque “rápido e letal” das forças militares dos EUA contra Héctor Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero, “foi coordenado de perto com nossos amigos na Venezuela, com quem estamos trabalhando muito bem”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.
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O governo Trump tem repetidamente descrito o Tren de Aragua como um dos focos de suas políticas de deportação, indicando que os membros da organização infiltraram-se ilegalmente no país e “estão conduzindo uma guerra irregular e realizando ações hostis”.
O Tren de Aragua nasceu em 2014, dentro da prisão de Tocorón, no estado de Aragua. Sob a liderança de Flores, Tocorón tornou-se uma das prisões mais notórias da Venezuela. A liberdade dos criminosos no local e os lucros obtidos com suas atividades permitiram a construção de uma piscina, restaurante, boate e até um zoológico dentro da prisão.
Condenado a 17 anos por múltiplos homicídios, tráfico de drogas e outros crimes, Flores é um indivíduo conhecido pela polícia venezuelana há anos. No começo dos anos 2000, já era conhecido por atacar policiais, havendo registro de ao menos um homicídio em 2005.
Ele passou pela prisão algumas vezes, em 2010 e 2013, antes de ser preso pela última vez em 2018, já como líder do Tren de Aragua. Foi nas passagens pelo sistema prisional que transformou a cadeia de Tocorón na central de operações de sua organização criminosa.
Apesar de encarcerado, Guerrero continuava a chefiar o grupo mafioso que atua em uma vasta gama de crimes, como sequestro, roubo, tráfico de drogas, prostituição e extorsão, além de assassinatos por encomenda.
Em 2022, autoridades colombianas acusaram o grupo de pelo menos 23 assassinatos depois que a polícia começou a encontrar partes de corpos em sacos plásticos. Integrantes do grupo também foram presos no Chile e no Brasil, onde a gangue se aliou ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Relatórios obtidos pelo GLOBO mostram que a facção assumiu o controle de bocas de fumo em pelo menos cinco bairros de Roraima, além de Manaus e cidades fronteiriças no Amazonas.
Presença nos EUA
Nos Estados Unidos, embora muitos detalhes sobre o tamanho e a sofisticação do grupo ainda sejam desconhecidos, a gangue passou a ser uma preocupação real para as autoridades nos últimos anos. Em Nova York, o grupo tem se concentrado no roubo de celulares, furtos no varejo e assaltos. A gangue ainda está envolvida na distribuição de uma droga sintética rosa em pó, conhecida como Tusi, frequentemente misturada com cetamina, MDMA ou fentanil.
As autoridades também acreditam que o grupo recruta membros dentro dos abrigos para migrantes da cidade e que, em diferentes momentos, entrou em conflito ou formou alianças com outras gangues. Em outras partes do país, pessoas acusadas de ligação com o Tren de Aragua foram indiciadas por crimes como tiroteios e tráfico de pessoas, geralmente tendo como alvo membros da comunidade venezuelana.

O governo federal anunciou na tarde desta sexta-feira (12) as propostas selecionadas para a construção de 85 mil novos imóveis do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) nas modalidades Rural e Entidades (moradias urbanas).

Cinquenta mil imóveis terão destinação rural e 35 mil atenderão a quem reside em zona urbana. O número de moradias é 66% acima da previsão inicial. As residências serão financiadas pelo Fundo de Desenvolvimento Social (FDS). O valor total do investimento é R$ 10 bilhões.

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A modalidade MCMV Entidades atende famílias com renda total de até R$ 3,2 mil (valor bruto). O acesso ao benefício se dá por meio de associações de moradores, cooperativas habitacionais e sindicatos que submetem a proposta de construção de casas e apartamentos à Caixa Econômica Federal.

Para a coordenadora do Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD), Ângela Cristina Ferreira, a modalidade Entidades do MCMV desburocratiza a construção de residências e consegue estabelecer diálogo “na ponta” com pessoas em “extrema de vulnerabilidade”, possibilitando o acesso a “casas com boa qualidade”.

Para quem abastece a mesa

No caso do MCMV Rural, há recursos para construção ou reforma de moradias de agricultores com renda familiar bruta anual de até R$ 50 mil. O programa – que também atende comunidades tradicionais, como indígenas e quilombolas – viabiliza que os agricultores construam casas em terrenos onde moram.

A presidente da Confederação Nacional de Trabalhadores Rurais e Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), Vânia Marques, ressalta que a modalidade Rural do MCMV é extremamente impactante. Segundo a representante da Contag, ainda é comum nessas regiões a falta de eletricidade, de estradas asfaltadas e de políticas públicas mais acessíveis.

Para a liderança, a iniciativa faz justiça social. “Porque somos nós que carregamos diariamente uma missão estratégica para a nação. Somos nós que produzimos alimentos saudáveis. Somos nós que abastecemos a mesa do povo brasileiro.”

Alma do programa

As entidades representativas de movimentos rurais e de movimentos de moradia participaram de solenidade para o anúncio do financiamento com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, em Brasília.
 
“Vocês que estão aqui hoje são a alma desse programa. São os verdadeiros protagonistas que fazem com que essas casas cheguem à população e às famílias que mais precisam”, disse Lula.

O presidente da República assinalou que o anúncio da construção de novos imóveis atende à demanda dos movimentos sociais, e pediu que esses sejam atuantes na execução do programa. “O que vocês cobram não é injusto. Vocês sabem que fomos eleitos para cumprir o que programamos.”

Um ladrão profissional foi preso após cometer erros básicos durante um de seus crimes, que tinha como alvo um imóvel residencial em Belgravia, distrito no centro de Londres, Inglaterra. O homem, identificado como Glen Banks, de 57 anos, acabou por deixar vários itens para trás quando estava em fuga. O ladrão deixou cair uma jaqueta com documentos e a foto do passaporte, o que agilizou a sua identificação pelas autoridades.
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O caso aconteceu em 14 de fevereiro do ano passado, segundo a imprensa internacional. Banks foi a julgamento na última quarta-feira (10) no Tribunal da Coroa de Southwark. Ele ficou, mais uma vez, cara a cara com a juíza Sally-Ann Hales, responsável por o poupar da prisão em um caso de delito anterior cometido apenas 11 dias antes da tentativa de furto ao imóvel.
Banks tem uma extensa ficha criminal, e acumulava, até então, condenação por 34 furtos e 10 roubos. Além de desta vez ser sentenciado a 28 meses de prisão, teve adicionado mais 12 meses de detenção, sentença ativada referente a um crime anterior. Com a reincidência, ele terá que cumprir 40 meses, isto é, mais de 3 anos de prisão.
— A julgar pelo número de vezes que você foi pego, você não é muito bom nisso — disse a juíza durante a sentença.
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Furto frustrado
O crime aconteceu quando Glen Banks tentava furtar um imóvel num bairro de alto padrão em Belgravia. Segundo a investigação, um dos proprietários da casa relatou que, por volta das 18h daquele dia, ao voltar para casa, percebeu que uma janela estava aberta. Ele acreditava que tinha fechado-a antes de sair. Em um dos ambientes, percebeu que havia lama em uma mesa, mas não notou nada de diferente disso. Em cerca de 10 minutos, ouviu um ruído e, ao conferir o que acontecia, viu Banks fugir.
De acordo com o proprietário, nada foi levado da casa. No entanto, o ladrão deixou para trás uma jaqueta, que depois passou por exames de DNA, o qual comprovou que era de Banks, e documentos nos bolsos da peça, incluindo uma foto do passaporte. Esse último item facilitou a identificação do suspeito, que meses depois acabou condenado à prisão.
Banks se declarou culpado pelo crime em seu novo julgamento, há dois dias.
Antes da tentativa de furto a esse imóvel, o homem havia estado no tribunal há 11 dias respondendo a um crime de roubo também em uma residência, ocorrido em 9 de julho de 2024. Nessa ocasião, ele conseguiu levar bolsas Louis Vuitton e Celine, além de um colar, carteiras, AirPods e £ 155 (R$ 1.051, na cotação atual). Banks chegou a ser encaminhado para um centro de tratamento de dependentes químicos em Scarborough, North Yorkshire, mas foi retirado do local apenas três dias após sua chegada por mau comportamento.
Uma gigantesca mangueira de cerca de 300 toneladas que apareceu misteriosamente em uma praia do Japão será removida pelas autoridades locais em uma operação que deve custar aproximadamente 50 milhões de ienes, ou mais de 311 mil dólares, o equivalente a cerca de R$ 1,6 milhão na cotação atual.
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A estrutura foi encontrada na costa da cidade de Shika, na província de Ishikawa, região central do país, em dezembro do ano passado. Desde então, autoridades tentam descobrir sua origem, para que o proprietário possa removê-la, mas sem sucesso. Agora, o próprio governo local decidiu que irá removê-la, segundo informações da emissora japonesa NHK.
A mangueira tem cerca de 150 metros de comprimento e chega a aproximadamente dois metros de diâmetro em seu trecho mais largo. Segundo as autoridades, trata-se de um equipamento normalmente utilizado em operações de dragagem para remover sedimentos e lama do fundo do mar.
O mistério aumentou após a identificação do nome de uma empresa chinesa na estrutura. A prefeitura informou que entrou em contato com a companhia, mas não conseguiu determinar quem é o proprietário da mangueira nem em qual projeto ela estava sendo utilizada antes de chegar à costa japonesa.
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Os trabalhos de remoção estão programados para começar na próxima segunda-feira (15). A operação prevê que a mangueira seja cortada em diversas partes antes de ser transportada para um aterro sanitário.
A expectativa é que todo o processo seja concluído até o fim de setembro.
Um visitante de cerca de 50 anos que esteve no local afirmou ter ficado impressionado com o tamanho do objeto.
— Fiquei surpreso porque era muito maior do que eu imaginava — disse à NHK.
Oka Hideo, funcionário da divisão de reciclagem de recursos da prefeitura, afirmou que o objetivo é retirar a estrutura o mais rapidamente possível para garantir a segurança e a tranquilidade dos moradores locais.
Apesar das investigações realizadas até o momento, as autoridades ainda não conseguiram explicar como a enorme estrutura foi parar na praia nem de onde ela veio.
Nove integrantes do principal cartel de narcotráfico da Colômbia morreram em um bombardeio militar, informou nesta sexta-feira o comandante das Forças Armadas, a uma semana e meia do segundo turno da eleição presidencial, marcada por uma escalada da violência.
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O general Hugo López publicou na rede social X vídeos aéreos da explosão e fotos do material apreendido na operação, como fuzis, munições e carregadores. O ataque foi realizado em Chocó, departamento de floresta tropical no noroeste do país onde atua o Clã do Golfo.
O governo mantém negociações com o cartel desde o ano passado, no Catar. A poderosa organização, de origem paramilitar, é um dos diversos grupos armados responsáveis pela pior onda de violência enfrentada pela Colômbia na última década.
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Os colombianos irão às urnas em 21 de junho para escolher o novo presidente entre Iván Cepeda, candidato do partido governista de esquerda, e Abelardo de la Espriella, um outsider que promete combater o narcotráfico com mão firme e apoio dos Estados Unidos.
O candidato de ultradireita venceu o primeiro turno em maio por uma margem estreita, defendendo um discurso de fortalecimento da segurança pública após as tentativas do presidente Gustavo Petro de negociar o desarmamento de todos os grupos armados do país.
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O Clã do Golfo e outras organizações ligadas ao narcotráfico se fortaleceram durante as iniciativas de diálogo promovidas por Petro, o primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia.
A expectativa é que parte dos integrantes desses grupos chegue nas próximas semanas a zonas rurais especiais designadas pelo governo para a negociação de acordos.
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No entanto, o advogado do cartel reconheceu recentemente que será “impossível” assinar um acordo definitivo de paz com Petro.
A crise de segurança é uma das principais preocupações dos colombianos em um país marcado por mais de seis décadas de conflito armado.
O candidato de esquerda Iván Cepeda foi um dos idealizadores da política de paz de Petro. Em entrevista à AFP na quinta-feira, afirmou estar disposto a promover as “mudanças” que forem “necessárias” nessa estratégia.
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Favorito em uma pesquisa recente, De la Espriella promete ampliar os bombardeios, construir megapresídios e intensificar as ofensivas contra grupos criminosos com apoio dos EUA, especialmente após receber o respaldo do presidente americano, Donald Trump.
O presidente da Federação Palestina de Futebol, Jibril Rajoub, afirmou à AFP nesta sexta-feira que não obteve visto de entrada nem para os Estados Unidos nem para o Canadá para participar dos eventos da Copa do Mundo de 2026.
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Rajoub explicou que esteve presente na quinta-feira na cerimônia de abertura realizada na Cidade do México, organizada antes da partida inaugural entre México e África do Sul.
— Não me concederam o visto para os Estados Unidos depois que fiz o pedido em Amã. O comportamento deles é ridículo — declarou o dirigente palestino em entrevista por telefone à AFP.
— Atualmente estou no México, vou assistir a uma partida da Tunísia (em 14 de junho, em Monterrey, contra a Suécia) e depois retornarei (aos Territórios Palestinos) — acrescentou.
Em abril, Rajoub participou do congresso da FIFA em Vancouver, onde se recusou a participar de uma foto oficial ao lado de um representante da federação israelense, a convite do presidente da entidade, Gianni Infantino.
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A Federação Palestina apresentou recurso ao Tribunal Arbitral do Esporte contra a decisão da FIFA de não impor sanções a Israel devido à participação de clubes localizados na Cisjordânia em competições supervisionadas pela Federação Israelense de Futebol.
Há anos, a Federação Palestina sustenta que clubes estabelecidos em assentamentos da Cisjordânia não deveriam disputar torneios organizados pela federação israelense.
Os assentamentos israelenses instalados na Cisjordânia, território ocupado por Israel desde 1967, são considerados ilegais pelo direito internacional.
Em 2024, especialistas das Nações Unidas informaram ter identificado ao menos oito clubes que atuam em “assentamentos israelenses” e pediram que a FIFA “assumisse suas responsabilidades em matéria de respeito aos direitos humanos”.
FIFA não controla os vistos
Rajoub afirmou que também não conseguiu visto para entrar no Canadá, país que divide a organização da Copa do Mundo de 2026.
— Alguns setores não querem que critiquemos Israel — afirmou, alegando, sem apresentar provas, que “os israelenses” exerceram pressão.
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O dirigente disse ainda ter informado a FIFA sobre a situação.
A rígida política migratória do presidente Donald Trump tem causado dificuldades de entrada nos Estados Unidos para cidadãos de determinados países e já afetou participantes ligados à Copa do Mundo. O árbitro somali Omar Artan, por exemplo, teve a entrada negada apesar de possuir visto válido.
Na véspera da abertura do Mundial, na Cidade do México, Infantino classificou o caso de Artan como “lamentável”, mas lembrou que a FIFA não tem controle sobre a emissão de vistos para a competição.
As autoridades americanas também negaram vistos a integrantes iranianos ligados à seleção nacional, além de torcedores do Senegal e da Costa do Marfim.
Já o Canadá recusou a entrada do jogador ganês Thomas Partey, que será julgado no próximo ano na Grã-Bretanha por acusações de estupro e agressão sexual.

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