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O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello afirmou nesta quarta-feira (29) que o Senado cometeu um “grave equívoco institucional” ao rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma ocupar uma vaga na Corte.

Em nota à imprensa, Mello, que ficou no tribunal entre 1989 e 2020, classificou a votação como injustificável e disse que o entendimento não está de acordo com a trajetória profissional do advogado-geral.

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“Trata-se de grave equívoco institucional, pois o Dr. Jorge Messias reúne, de modo pleno, os requisitos que a Constituição da República exige para a legítima investidura no cargo de ministro da Suprema Corte”, disse Mello.

O ministro aposentado também ressaltou que não há causa legitima para o Senado rejeitar a indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a Suprema Corte. 

“Considero profundamente infeliz a decisão do Senado Federal. Perdeu-se a oportunidade de incorporar ao Supremo Tribunal Federal um jurista sério, preparado, experiente e comprometido com os valores superiores do Estado Democrático de Direito”, completou.

No início da noite, o plenário do Senado rejeitou a indicação feita pelo presidente Lula para que Messias assuma a vaga deixada pela aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.  

Em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio envolvendo o Irã, forças de Israel interceptaram, em águas internacionais, uma flotilha de ajuda humanitária que seguia para a Faixa de Gaza, segundo a rede CNN. A Global Sumud Flotilla afirmou, em publicações na rede X, que embarcações militares israelenses se aproximaram do comboio e cercaram os navios. De acordo com o grupo, agentes apontaram armas de assalto para os tripulantes e ordenaram que se deslocassem para a parte dianteira das embarcações.
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“Barcos militares israelenses cercaram ilegalmente a flotilha em águas internacionais e ameaçaram sequestro e violência”, disse a organização.
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Na publicação, a Global Sumud Flotilla afirmou ainda que perdeu contato com 11 embarcações e que, segundo a imprensa israelense, ao menos sete teriam sido interceptadas. O grupo pediu que governos “ajam para proteger a flotilha” e responsabilizou Israel por violações do direito internacional.
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O porta-voz da flotilha, Gur Tsabar, afirmou à CNN que, até o momento, não há confirmação de detenções. Ele informou que o primeiro contato com as forças israelenses ocorreu às 20h47 no horário da Grécia (14h47 no horário de Brasília), quando a flotilha estava a cerca de 671 milhas (aproximadamente 1.080 km) de Israel.
Já o Ministério das Relações Exteriores israelense afirmou que abordou o que chamou de uma “flotilha de propaganda” e alegou ter encontrado “preservativos e drogas” a bordo. A declaração foi contestada pelo porta-voz do grupo, que classificou a informação como “desinformação” e disse que o material divulgado não corresponde às embarcações da flotilha.
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Vídeos compartilhados pelos organizadores mostram o momento em que uma mensagem de rádio, atribuída à Marinha israelense, ordena que os navios mudem de rota e retornem ao porto de origem.
A Greenpeace informou que o navio Arctic Sunrise, da organização, recebeu o aviso e que o contato com parte das embarcações foi perdido após interferência nos sistemas de comunicação.
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A flotilha partiu de Barcelona em 12 de abril e, segundo os organizadores, tinha como objetivo realizar uma “intervenção civil cuidadosamente planejada” diante da escalada da crise humanitária na região.
Não é a primeira vez que a iniciativa tenta levar ajuda ao território palestino. Em outubro do ano passado, embarcações do grupo também foram interceptadas por forças israelenses. Na ocasião, a marinha abordou os navios e deteve centenas de pessoas, incluindo a ativista sueca Greta Thunberg.

Em sua primeira manifestação após ter o nome rejeitado para o Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou nesta quarta-feira (29) que participou de forma “íntegra” e “franca” de todo o processo de indicação. Ele agradeceu o voto recebido por senadores e disse aceitar o resultado.

“Me submeti a uma sabatina de coração aberto, de alma leve, espírito franco. Falei a verdade, falei o que penso, falei o que sinto, demonstrei o que sinto. Agora, a vida é assim, tem dias de vitórias e dias de derrotas. Temos que aceitar, o Senado é soberano, o plenário do Senado é soberano. O plenário falou. Agradeço os votos que recebi, faz parte do processo democrático saber ganhar, saber perder”, disse o ministro da AGU em declaração a jornalistas, após o resultado.  

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O nome indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu 42 votos contrários e 34 favoráveis. Para que a indicação de Messias fosse aprovada eram necessários pelo menos 41 votos dos 81 senadores. Com a rejeição, a indicação foi arquivada.

Esta é a primeira vez em mais de 130 anos que o nome de um indicado a ministro do STF é rejeitado.

“Não é simples alguém com a minha trajetória passar por uma reprovação. Mas eu quero dizer algo muito importante, eu aprendi que a minha está nas mãos de Deus, e Deus sabe de todas as coisas. Deus tem um plano para a nossa vida, para a vida de cada um de nós. Lutei o bom combate, como todo cristão e preciso aceitar o plano de Deus na minha vida”, prosseguiu Jorge Messias, que é evangélico e tinha apoio de segmentos religiosos.

A indicação de Jorge Messias foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva há cerca de cinco meses, mas a mensagem oficial com a indicação (MSF 7/2026) só chegou ao Senado no início de abril.

Ele foi indicado pelo governo federal para assumir a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que anunciou aposentadoria antecipada da Corte e deixou o tribunal em outubro de 2025.

Ainda na declaração a jornalistas, Messias afirmou que passou por cinco meses de um processo de desconstrução de sua imagem, afirmou ter “vida limpa” e agradeceu ao presidente Lula pela indicação.

“O presidente Lula me deu uma grande honra de ter participado desse processo e agradeço a ele pela oportunidade. Eu não encaro isso aqui como um fim, isso aqui é uma etapa do processo da minha vida”, acrescentou.

Messias disse que é servidor público de carreira e que não precisava de um cargo público para prosseguir sua trajetória profissional.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi o primeiro integrante da Corte a se manifestar publicamente nesta quarta-feira (29) após o Senado rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma ocupar uma vaga no STF.

Em postagem nas redes sociais, Mendonça disse que respeita a decisão do Senado, mas pondera que o país perdeu a oportunidade de ter um “grande” ministro.

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“Respeito a decisão do Senado, mas não posso deixar de externar minha opinião. O Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro do Supremo. Messias é um homem de caráter, íntegro e que preenche os requisitos constitucionais para ser ministro do STF”, declarou.

O ministro, que também pastor presbiteriano, citou uma referência bíblica para homenagear Messias.

“Amigo verdadeiro não está presente nas festas. Está presente nos momentos difíceis. Messias, saia dessa batalha de cabeça erguida. Você combateu o bom combate! Deus o abençoe! Deus abençoe nosso Brasil!”, completou.

No início da noite, o plenário do Senado rejeitou a indicação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que Messias assuma a vaga deixada pela aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.

Os recursos do Fundo Previdenciário do estado do Rio terão que ser aplicados apenas em instituições financeiras públicas federais, restringindo a aplicação de recursos a bancos estatais.

É o que propõe o projeto de lei, de autoria dos deputados Luiz Paulo (PSD) e Guilherme Delaroli (PL), que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, nesta quarta-feira (29), em segunda discussão.

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O texto agora segue para o governo do Estado, que terá até 15 dias úteis para sancionar ou vetar a proposta.

A norma altera a Lei 3.189/99 que reforça a segurança na gestão dos recursos do Fundo Único de Previdência Social do Estado, o Rioprevidência. A medida visa a reduzir riscos e aumentar a proteção do patrimônio previdenciário dos servidores públicos e inativos do Rio de Janeiro.

A nova redação determina que a política de investimentos deverá priorizar, acima de tudo, a segurança dos ativos, limitando as aplicações a instituições públicas federais. Além disso, reforça que, uma vez definida a política de investimentos pelo Conselho de Administração do Rioprevidência, a execução dessas aplicações deverá seguir essa mesma diretriz, garantindo segurança aos recursos aplicados.

De acordo com o documento, o Rioprevidência deverá emitir, semestralmente, e disponibilizar, em seu site, relatório detalhado sobre a aplicação dos recursos em fundos de investimento, contendo, no mínimo:

  • Plano Anual de Investimentos;
  • identificação das instituições financeiras e dos fundos receptores, com respectivos nomes e CNPJs;
  • alores aplicados, acompanhados das correspondentes taxas de juros ou formas de remuneração;
  • demonstrativo dos custos de gestão de carteiras, com a discriminação das taxas de administração, taxas de performance e dos valores pagos pelos serviços de custódia de ativos.

As operações de investimento que ultrapassem os limites ou critérios definidos em regulamento deverão ser precedidas de parecer técnico formal da área competente, aprovação expressa do Conselho de Administração, registrada em ata e divulgação resumida no site da autarquia.

A medida busca diminuir a exposição do fundo a riscos de mercado, ao evitar aplicações em instituições privadas.

“Com essa mudança pretendemos assegurar maior estabilidade e proteção aos recursos públicos, especialmente por se tratar de valores destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões”, afirmou Delaroli.

Haverá também a necessidade de equilibrar segurança e rentabilidade, priorizando práticas que preservem o interesse público e a sustentabilidade financeira do sistema previdenciário estadual. “A expectativa é de que a medida reduza riscos associados a oscilações do mercado e aumente a previsibilidade na gestão dos recursos”, explicou Luiz Paulo.

O presidente do Equador, Daniel Noboa, acusou nesta quarta-feira seu par colombiano, Gustavo Petro, de promover uma “incursão” guerrilheira pela fronteira, o que aumenta a tensão em meio a uma crise comercial e diplomática entre os dois países. O presidente equatoriano não apresentou provas, nem especificou a data ou o local onde a suposta incursão foi detectada.
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Quito e Bogotá estão em conflito desde fevereiro devido às críticas do direitista Noboa sobre a suposta falta de ajuda de Petro no combate ao narcotráfico na fronteira comum.
“Várias fontes nos informaram sobre uma incursão pela fronteira norte de guerrilheiros colombianos, impulsionada pelo governo de Petro. Vamos proteger nossa fronteira e nossa população”, escreveu Noboa na rede social X.
Esta semana, Petro também fez acusações contra Noboa, acusando-o de interferir nas campanhas presidenciais colombianas para favorecer a direita na preparação para as eleições de 31 de maio. Ele também sugeriu que os explosivos usados ​​no atentado de sábado, que deixou 21 civis mortos, vieram do Equador. Guerrilheiros dissidentes das extintas FARC reivindicaram a autoria do ataque, afirmando que ocorreu durante confrontos com o Exército e foi resultado de um “erro tático”.
“Presidente Petro, concentre-se em melhorar a vida do seu povo em vez de tentar exportar problemas para os países vizinhos”, escreveu Noboa diante da acusação.
Anteriormente, o presidente colombiano havia publicado imagens de Noboa na companhia de líderes da direita colombiana: “Noboa é responsável pela violência contra a Colômbia”, escreveu ele no X.
Segundo o presidente equatoriano, Petro não fez o suficiente para conter o narcotráfico ao longo dos 600 quilômetros de fronteira compartilhados pelos dois países. Gangues envolvidas com narcotráfico, tráfico de pessoas, mineração ilegal e contrabando operam ao longo da região que separa os dois países. Desde abril, Quito aumentou para 100% o imposto sobre as importações colombianas, e Bogotá respondeu com uma medida semelhante. Além disso, ambos os governos convocaram seus embaixadores para consultas.
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Em fevereiro, o presidente equatoriano havia imposto uma tarifa de 30% sobre os produtos colombianos, medida que foi replicada na mesma proporção por Bogotá, que também suspendeu a venda de energia elétrica para o Equador. Posteriormente, o governo Noboa aumentou em 900% a tarifa para o transporte de petróleo colombiano pelo seu principal oleoduto.
Noboa defende as tarifas como “compensação” pelo dinheiro que seu país investe na segurança da fronteira compartilhada. O Equador tem a maior taxa de homicídios da América Latina, com um recorde de 52 assassinatos por 100 mil habitantes, segundo o Observatório do Crime Organizado.
Enquanto isso, a Colômbia é a maior produtora mundial de cocaína. A grande maioria da droga passa pelo Equador antes de ser transportada para os Estados Unidos e a Europa. Petro afirma que apreensões recordes dessa droga foram realizadas durante seu governo.
Noboa também é muito próximo dos Estados Unidos, que adotou uma política continental de combate ao narcotráfico sob o governo do presidente Donald Trump. O Equador faz parte do chamado “Escudo das Américas”, uma aliança recente de 17 países das Américas para enfrentar ameaças à segurança, criada sob a influência da política trumpista. A Colômbia não faz parte desse acordo anunciado por Trump, que superou o status de inimigo de Petro após uma reunião na Casa Branca em 3 de fevereiro.
Enquanto representantes de mais de 50 países, ONGs e ambientalistas se reuniam nos últimos dois dias em Santa Marta, na Colômbia, para discutir caminhos de abandono dos combustíveis fósseis, a crise energética provocada pelo conflito no Oriente Médio escancarava a dependência global dessas mesmas fontes. Com efeitos que atingem até mesmo setores não ligados diretamente à energia, o cenário em que ocorreu a TAFF (sigla em inglês para “Transitioning away from fossil fuels”, ou “Transição para longe dos combustíveis fósseis”) evidenciou a necessidade de uma reformulação dos sistemas globais energéticos, marcando uma possível mudança de paradigma nos diálogos climáticos daqui em diante. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

O plenário do Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Foram 42 votos contrários e 34 favoráveis.

Para a indicação ser aprovada, era preciso ter o voto favorável de pelo menos 41 dos 81 senadores.

Mais cedo, o nome de Messias havia sido aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado com 16 votos favoráveis e 11 contrários. 

A indicação de Jorge Messias foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva há cerca de cinco meses, mas a mensagem oficial com a indicação (MSF 7/2026) só chegou ao Senado no início de abril.

Ele foi indicado pelo governo federal para assumir a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que anunciou aposentadoria antecipada da Corte e deixou o tribunal em outubro de 2025. 

 

Em atualização

Guerrilheiros dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) assumiram a responsabilidade pelo atentado que matou 21 civis e deixou 56 feridos no último fim de semana, no sudoeste da Colômbia. O ataque ocorreu em uma estrada do departamento de Cauca e, segundo o grupo, foi um “erro tático” durante um confronto com o Exército, a pouco mais de um mês das eleições presidenciais.
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O Estado-Maior Central (EMC), principal grupo formado por ex-integrantes das FARC que não aceitaram o acordo de paz de 2016, disse em comunicado que a explosão aconteceu por falhas durante uma ação militar. “Com profunda dor, assumimos a responsabilidade política por este erro tático, que não tem justificativa”, afirmou o grupo.
De acordo com uma fonte do Exército ouvida pela AFP, os guerrilheiros tinham montado um bloqueio na estrada para atacar militares, mas civis acabaram sendo atingidos quando os explosivos foram detonados.
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O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, disse que o ataque foi uma resposta à pressão das forças de segurança, após o fracasso das negociações de paz entre o presidente Gustavo Petro e Iván Mordisco, líder do EMC e um dos guerrilheiros mais procurados do país.
A Organização das Nações Unidas pediu que o governo aumente a proteção da população e evite novos ataques. O órgão também cobrou que os grupos armados parem com ações violentas contra civis.
Enterro coletivo das vítimas de um atentado com bomba à beira da estrada no cemitério local de Cajibio, departamento de Cauca, Colômbia, em 28 de abril de 2026
AFP
As autoridades informaram que o principal suspeito de organizar o atentado, conhecido como “Mi Pez”, foi preso na terça-feira.
O presidente Gustavo Petro afirmou que o objetivo do ataque era “atrapalhar as eleições”. A votação acontece em um momento importante, já que a esquerda tenta continuar no poder após vencer pela primeira vez em 2022.
Entre os candidatos, Iván Cepeda, aliado de Petro, aparece à frente nas pesquisas. Ele disputa contra o advogado Abelardo de la Espriella e a senadora Paloma Valencia, que recentemente sugeriu o ex-presidente Álvaro Uribe como possível ministro da Defesa.
O caso aumenta a tensão no país e traz de volta o debate sobre segurança pública durante o período eleitoral.
Mais de 70 pessoas de 15 países participaram, neste fim de semana, do Campeonato Europeu de Imitação de Gaivota, realizado na cidade costeira de De Panne, na Bélgica. Em sua sexta edição, o evento reuniu competidores dispostos a reproduzir os sons característicos da ave em uma tentativa de combater a fama negativa associada aos animais, frequentemente vistos como incômodos em áreas litorâneas.
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A competição ocorreu neste domingo, em um bar e restaurante local. Os participantes foram avaliados por um júri que atribuiu até 15 pontos pela qualidade da imitação e mais cinco pela originalidade da apresentação.
— Nos primeiros anos, era basicamente gente gritando. Agora há participantes que primeiro imitam o chamado de contato entre parceiros antes de passar ao canto mais longo. Às vezes, é impressionante o quanto se aproxima do som original — afirmou Claude Velter, integrante do júri, à emissora local WTV.
Pela primeira vez, o número de competidores estrangeiros superou o de belgas. Segundo a organização, houve representantes de países como Reino Unido, Estônia, Noruega e Espanha.
Vencedores
A vencedora da categoria principal foi Carine Gronholz, de 41 anos, moradora de Oslo, na Noruega, com 90 pontos de um total de 100.
— Pensei: não vou ser entediante nem fazer só coisas de adulto agora. Vou participar dessa competição — disse ela à BBC.
A espanhola Olga Méndez Reus ficou em segundo lugar, com 88 pontos, seguida pelo belga Tom Dupont, com 87.
O torneio também teve categoria infantil, aberta a crianças a partir de 6 anos. O campeão foi o belga Arne Nayaert, com 94 pontos. Cooper Wallace, do Reino Unido, e Astrid Andersen, da Dinamarca, terminaram empatados com 92 pontos.
Cooper já havia vencido as edições de 2024 e 2025. Segundo a BBC, o menino passou a se interessar por imitar gaivotas após ser bicado por uma delas quando era mais novo.
Organizador do evento, Claude Willaert defendeu uma mudança na percepção pública sobre as aves.
— Quando você está de férias, sempre se lembra das ondas do mar e do canto das gaivotas. Então, seja positivo em relação a elas — afirmou à Reuters.
Entre os participantes, Sam, professor de geografia de Rochester, na Inglaterra, terminou em sexto lugar e elogiou os animais.
— São criaturas fantásticas. Elas sabem quando termina o recreio e o horário de almoço na minha escola, mergulham e limpam todas as migalhas que ficaram para trás. São muito mais inteligentes do que costumamos reconhecer — disse.

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