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Um militar das Forças Armadas dos EUA foi acusado de usar informações sigilosas sobre o momento da captura do então presidente venezuelano, Nicolás Maduro, para lucrar mais de US$ 400 mil (cerca de R$ 2 milhões) apostando no mercado de previsões da Polymarket, empresa que tem como um de seus investidores e conselheiros Donald Trump Jr., filho do presidente americano. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Justiça dos EUA nesta quinta-feira.
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O militar Gannon Ken Van Dyke, de 38 anos, era integrante das forças especiais e estava lotado em Fort Bragg, em Fayetteville, Carolina do Norte, quando participou do planejamento e da execução da Operação Absolute Resolve, esforço militar para capturar Maduro, segundo os EUA. Promotores disseram que, por volta de 26 de dezembro, Van Dyke criou e financiou uma conta na Polymarket e começou a colocar dinheiro em previsões vinculadas à possibilidade de Maduro deixar o poder na Venezuela.
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Ele fez cerca de 13 apostas entre 27 de dezembro e a noite de 2 de janeiro, todas assumindo posições de “SIM” em várias questões relacionadas a Maduro propostas pela plataforma, que permite aos usuários apostar no resultado de eventos do mundo real. Segundo os promotores, as questões incluíam: “Forças dos EUA na Venezuela até 31 de janeiro de 2026”; “Maduro fora do poder até 31 de janeiro de 2026”; “Os EUA invadirão a Venezuela até 31 de janeiro?” ou “Donald Trump invocará poderes de guerra contra a Venezuela até 31 de janeiro”.
Ao todo, Van Dyke teria apostado cerca de US$ 33 mil (aproximadamente R$ 165,8 mil) nesses cenários, obtendo lucros ilícitos de aproximadamente US$ 409,9 mil (mais de R$ 2 milhões) segundo a acusação. Ele responderá a cinco acusações, incluindo três por violar a Lei de Bolsa de Mercadorias, que pode resultar em até 10 anos de prisão, e uma por fraude eletrônica, com pena de até 20 anos.
A crescente popularidade dos mercados de previsão tem gerado preocupação generalizada de que essas plataformas são vulneráveis a uso de informação privilegiada. Autoridades israelenses apresentaram acusações em fevereiro contra duas pessoas, incluindo um reservista militar, acusando-as de usar informações confidenciais para apostar na Polymarket. Democratas no Congresso dos EUA têm proposto recentemente novas leis para combater esse tipo de prática nesses mercados.
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Foto do soldado
A acusação não menciona se Van Dyke participou diretamente da operação contra Maduro, mas afirma que, horas após Maduro ser capturado, uma foto de Van Dyke foi tirada e enviada à sua conta do Google, mostrando-o “no que parece ser o convés de um navio no mar, ao nascer do sol, vestindo uniforme militar dos EUA e carregando um rifle, ao lado de outras três pessoas uniformizadas”. No mesmo dia da operação, Van Dyke sacou seus ganhos e enviou os valores para um “cofre” estrangeiro de criptomoedas, diz a acusação, antes de pedir à Polymarket que excluísse sua conta.
“Mercados de previsão não são um refúgio para o uso de informações confidenciais ou sigilosas obtidas indevidamente para ganho pessoal”, disse o procurador federal em Manhattan, Jay Clayton, em comunicado. “O réu supostamente violou a confiança nele depositada pelo governo dos EUA ao usar informações classificadas sobre uma operação militar sensível para apostar no momento e no resultado dessa mesma operação, tudo para obter lucro”.
Um porta-voz do escritório do procurador disse não ter informações sobre um advogado que represente Van Dyke.
A Polymarket afirmou, em uma publicação na rede social X, que identificou um operador usando informações sigilosas, encaminhou o caso ao Departamento de Justiça dos EUA e que cooperou com a investigação.
“Uso de informação privilegiada não tem lugar na Polymarket”, disse a empresa. “A prisão de hoje prova que o sistema funciona”.
Van Dyke foi designado ao Comando Conjunto de Operações Especiais dos EUA, que “realiza operações especiais contra ameaças para proteger o território nacional e os interesses dos EUA no exterior”. Como parte de sua função, ele assinou um acordo de confidencialidade referente a “Operações no Hemisfério Ocidental”, reconhecendo que o governo dos EUA depositava nele “confiança especial” e prometendo “nunca divulgar nada” do que aprendesse.
‘Regra Eddie Murphy’
A Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA também apresentou uma ação civil paralela contra o militar, marcando a primeira vez que o regulador de derivativos move um caso de uso de informação privilegiada em mercados de previsão.
Também foi a primeira vez que a agência utilizou a chamada “Regra Eddie Murphy” em um caso desse tipo. A regra recebe o nome do ator Eddie Murphy, estrela do filme “Trocando as Bolas”, no qual personagens usam um relatório governamental roubado sobre a produção de laranja para ganhar milhões apostando em contratos futuros de suco.
A Polymarket e sua principal rival, Kalshi, anunciaram recentemente novas políticas para impedir o uso de informações não públicas nas plataformas. Na quarta-feira, a Kalshi informou que multou e baniu três candidatos políticos que apostaram em suas próprias eleições.
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A Polymarket tem sido alvo de críticas por oferecer contratos ligados a operações militares — algo que a maioria das outras plataformas evita, tanto por questões de segurança nacional quanto pelo risco de uso de informação privilegiada.
A Casa Branca e outros órgãos do governo alertaram recentemente funcionários de que não podem negociar nesses mercados usando informações confidenciais. O presidente dos EUA, Donald Trump, foi questionado sobre a prisão e disse a jornalistas: “Vou analisar isso”, acrescentando que há muito tempo tem reservas quanto a plataformas de apostas em eventos.
Um dos filhos de Trump, Donald Trump Jr., é conselheiro tanto da Kalshi quanto da Polymarket e investidor na Polymarket por meio do fundo 1789 Capital, do qual é sócio.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai passar por um procedimento de retirada de acúmulo de pele (queratose) no couro cabeludo nesta sexta-feira (24) no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo (SP). 

Na unidade de saúde, o presidente também vai receber uma infiltração no punho para tratamento de tendinite no dedão do polegar da mão direita. Lula já viajou na noite desta quinta-feira (23) para a capital paulista.

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Segundo a Secretaria de Comunicação do governo, os dois procedimentos são considerados simples. Por isso, não será necessário que ele fique internado. Inclusive, não é necessária preparação prévia ou repouso.

Agricultura

Pela manhã, Lula participou de evento em Planaltina (DF), na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Ele destacou a diversidade e a produção em larga escala no país, mas disse que também é preciso prezar pela qualidade. 

“Nós sabemos que não basta produzir. Para a gente ganhar mercado é preciso produzir com excelência de qualidade. Não adianta produzir uma coisa rústica, porque aquilo é muito bom pra mim, mas quando você quer fazer disputa internacional, não é uma coisa fácil”, disse no evento 

Ele também participou hoje de de cerimônia alusiva ao Dia Mundial do Livro, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília. 

Duas aeronaves, uma da Aerolíneas Argentinas e outra a Latam, colidiram na noite desta quarta-feira (22), na pista do aeroporto internacional de Santiago. O incidente interrompeu as operações normais no principal terminal aéreo do Chile por várias horas, segundo os jornais La Nación e El Mercurio.
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Segundo informações preliminares, o incidente ocorreu durante manobras em solo, quando o avião da Latam, que se preparava para decolar do Aeroporto Arturo Merino Benítez com destino a São Paulo, colidiu com as asas de uma aeronave da argentina ainda na pista. A Direção-Geral de Aviação Civil do Chile (DGAC) especificou que o incidente envolveu um Airbus A321 da Latam Airlines e um Boeing 737 da Aerolíneas Argentinas, e confirmou que não houve feridos.
“Os passageiros desembarcaram e serão realocados. A DGAC conduzirá a investigação correspondente”, afirmou a DGAC em nota, após o cancelamento dos voos.
Já a Latam também informou sobre o ocorrido, afirmando que os passageiros foram realocados.
“Durante o táxi antes da decolagem do voo LA756 (que se preparava para voar na rota Santiago-São Paulo), a aeronave colidiu com uma aeronave da Aerolíneas Argentinas no pátio, resultando em danos leves em uma de suas asas”, diz o comunicado.
A companhia aérea informou que, como parte do protocolo, todos os passageiros desembarcaram e foram realocados em um novo voo, que partiu às 00h29 de quarta-feira. “A companhia aérea acionou seus protocolos de segurança e está investigando o incidente em coordenação com as autoridades competentes. O Grupo LATAM Airlines reafirma que a segurança é um valor inegociável e que todas as suas decisões operacionais são tomadas salvaguardando esse princípio”, conclui o comunicado.
O avião da Aerolíneas Argentinas também foi danificada. A empresa informou que a aeronave foi retirada de serviço e que os passageiros também foram realocados em outro voo.
“Em relação ao voo AR1267, que operava de Santiago, Chile, para o Aeroporto Jorge Newbery, a aeronave Boeing 737 da Aerolíneas Argentinas, que estava parada aguardando decolagem, foi atingida na traseira por uma aeronave da Latam que estava se reposicionando. O impacto danificou a barra estabilizadora da aeronave da Aerolíneas Argentinas, tornando-a inoperante. De acordo com as avaliações iniciais, os danos são leves. A Aerolíneas Argentinas reafirma seu máximo compromisso com a segurança operacional e lamenta qualquer inconveniente causado por este incidente. Além disso, a empresa já iniciou o processo de indenização pelos danos sofridos”, afirmou o comunicado à imprensa.
A Aerolíneas Argentinas esclareceu que “em nenhum momento a segurança dos passageiros e da tripulação foi comprometida. Eles desembarcaram de acordo com os protocolos de segurança e foram realocados em voos subsequentes”.
Segundo o comunicado, a maioria dos passageiros foi realocada na noite passada no voo 5008 da Sky, com destino ao Aeroparque, às 00h40, enquanto os demais passageiros foram realocados no voo AR1281, que partiu do Chile na manhã de quinta-feira.
De acordo com depoimentos colhidos pela Rádio ADN no Chile, um dos passageiros do voo da Latam relatou que a aeronave estava taxiando antes da decolagem, quando sentiu “um impacto muito forte” na traseira.
A mesma testemunha indicou que, minutos antes do impacto, alguns ocupantes já haviam notado a proximidade incomum de outra aeronave.
O passageiro entrevistado pela Rádio ADN também alertou sobre o risco potencial da situação: “Poderia ter sido mais grave, porque se isso tivesse acontecido quando o avião estivesse ganhando velocidade, poderia ter sido muito pior”.
De acordo com a ADN, os passageiros, em sua maioria brasileiros, expressaram surpresa e questionaram como duas aeronaves modernas poderiam ter colidido daquela maneira na pista.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (23) que espera se reunir com os líderes de Israel e do Líbano nas próximas duas semanas e expressou sua esperança de alcançar um acordo de paz duradouro ainda este ano.
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“Acho que há uma chance muito boa de alcançarmos a paz. Acho que deveria ser algo simples”, disse ele a repórteres durante um encontro com os embaixadores do Líbano e de Israel para anunciar a prorrogação do cessar-fogo entre os dois países por mais três semanas.
Os ataques de Israel ao Líbano se intensificaram no dia 8 de abril, logo após o outro acordo de cessar-fogo, anunciado entre Estados Unidos e Irã. Neste dia, o exército israelense lançou 160 mísseis em apenas dez minutos no território libanês. A ofensiva ameaçou até o acordo firmado no dia anterior, fazendo com que Trump pedisse que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, parasse com os ataques ao Líbano, afirmando que o líder estaria “proibido” de bombardear o país.
No último domingo, o exército de Israel também divulgou um mapa em que mostra o Sul do país vizinho como área controlada por eles. Pontes e vilarejos foram destruídos nesta região, gerando uma onda de refugiados. A capital Beirute, que fica ao norte, também foi alvo de ataques israelenses.
Mesmo antes do recrudescimento da ofensiva, o presidente do Líbano, Joseph Aoun, mostrou interesse em negociar com Netanyahu, temendo que acontecesse no Sul do país o mesmo que houve na Faixa de Gaza nos anos anteriores. Do outro lado, Israel vem divulgando nomes do grupo Hezbollah que teriam sido mortos nos ataques, reconhecendo também que civis morreram com os bombardeios.
Após uma reunião “muito produtiva” com diplomatas libaneses e israelenses no Salão Oval nesta quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o cessar-fogo entre o Líbano e Israel “será prorrogado por três semanas”. Ele acrescentou que espera “receber em breve o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente do Líbano, Joseph Aoun”.
“Os EUA trabalharão com o Líbano para ajudá-lo a se proteger do Hezbollah. Aguardo com expectativa a oportunidade de receber Netanyahu e Aoun. Foi uma grande honra participar desta reunião histórica”, escreveu o presidente em sua plataforma Truth Social.
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Depois do anúncio, em entrevista à repórteres na Casa Branca, Trump disse que há uma grande chance de a paz entre Israel e o Líbano acontecer ainda este ano.
Além de Trump, o vice-presidente americano, JD Vance, o secretário de Estado, Marco Rubio, o embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, e o embaixador no Líbano, Michel Issa, também participaram das negociações entre os diplomatas libaneses e israelenses no Salão Oval.
— O povo do Líbano e o povo de Israel são vizinhos e querem se dar bem — afirmou Huckabee após a reunião. — Eles podem se dar bem. Mas é como vizinhos que têm um garotinho travesso morando no bairro que fica jogando pedras nas janelas de todo mundo. Se o garoto parasse de jogar pedras, os vizinhos poderiam se dar bem e começar a trabalhar juntos de verdade.
As negociações foram transferidas do Departamento de Estado para a Casa Branca, justamente para Trump participar. O encontro ocorreu em meio à troca de tiros entre o Exército israelense e o Hezbollah, milícia apoiada pelo Irã, apesar do cessar-fogo. Um ataque israelense perto da cidade de Nabatieh, no sul do Líbano, matou três pessoas, segundo o Ministério da Saúde libanês. O Hezbollah reivindicou três ataques distintos contra tropas israelenses que ocupam o sul do Líbano.
Um cessar-fogo de 10 dias foi anunciado em 16 de abril, interrompendo os combates, mas os contínuos ataques no Líbano têm prejudicado o progresso lento rumo a um acordo de paz mais amplo entre o Irã, os Estados Unidos e Israel. O Irã apoia o Hezbollah e considera o cessar-fogo no Líbano uma condição essencial para um acordo de paz mais abrangente.
A Casa Branca acusou nesta quinta-feira (23) empresas chinesas de roubarem “em escala industrial” modelos de inteligência artificial dos Estados Unidos.
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“Os Estados Unidos dispõem de provas de que entidades estrangeiras, principalmente na China, realizam campanhas de destilação em escala industrial para roubar a IA americana”, declarou na rede X o assessor tecnológico da Casa Branca, Michael Kratsios.
A destilação é uma técnica que consiste em treinar um modelo de IA a partir das respostas de outro para copiar suas capacidades. Essa prática é legal desde que haja autorização.
No fim de fevereiro, a própria empresa Anthropic havia acusado as companhias chinesas DeepSeek, Moonshot AI e MiniMax de terem criado “mais de 24.000 contas fraudulentas para gerar mais de 16 milhões de interações com seu modelo Claude”, com o objetivo de reconstruir seu funcionamento e treinar seus próprios modelos.
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Em 12 de fevereiro, em um memorando dirigido ao Congresso dos Estados Unidos, a OpenAI acusou a DeepSeek de copiar clandestinamente seus modelos de IA.
“Essas entidades estrangeiras”, não identificadas pela Casa Branca, “utilizam dezenas de milhares de contas proxy” para evitar serem detectadas, acrescentou Kratsios.
“As entidades estrangeiras que constroem sobre bases tão frágeis devem ter pouca confiança na integridade e na confiabilidade dos modelos que produzem”, acrescentou com ironia.
Um relatório elaborado pelo Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) e divulgado nesta quinta-feira (23), apontou falhas de comunicação que contribuíram para o acidente envolvendo um caminhão dos bombeiros e um avião da Air Canada no aeroporto de LaGuardia, em Nova York, no último dia 22 de março. A colisão deixou dois mortos, pilotos da companhia. Segundo o documento obtido pelo jornal The New York Times, se os caminhões que cruzavam a pista usassem transponders, um sistema de alerta automático avisaria o controlador de tráfego que os veículos estavam em rota de colisão.
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Os investigadores apontaram ainda que o controlador de tráfego aéreo, que permitiu que o caminhão cruzasse a pista, estava gerenciando simultaneamente aviões e veículos terrestres no momento da batida. Os bombeiros que dirigiam o caminhão que liderava o comboio para atender outra aeronave não entenderam imediatamente que as instruções transmitidas pelo rádio da torre de controle eram dirigidas a eles. A mensagem pedia para que eles parassem de circular.
Em maio de 2025, quase um ano antes do acidente, a Administração Federal de Aviação (FAA) recomendou formalmente que os aeroportos equipassem os veículos de emergência, como o caminhão de bombeiros, com transponders para evitar situações de colisão.
“O sistema não conseguiu identificar individualmente cada um dos sete veículos de resposta nem determinar com precisão suas posições ou trajetórias. Como resultado, o sistema não conseguiu correlacionar a trajetória do avião com a trajetória do Caminhão 1. Assim, o sistema não previu uma possível colisão com o avião que estava pousando”, diz um trecho do relatório.
Kathryn Garcia, diretora executiva da Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey, que administra três aeroportos de Nova York, incluindo o LaGuardia, afirmou a jornalistas que ainda não fez nenhuma alteração dos equipamentos e que aguarda o relatório citado.
O documento de 15 páginas ainda é preliminar, segundo o jornal, e a investigação ainda pretende divulgar informações conclusivas sobre as causas do acidente.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira que seu país não sente nenhuma pressão para encerrar a guerra com o Irã, mas advertiu que “o relógio está correndo” para Teerã diante da chegada de um terceiro porta-aviões americano ao Oriente Médio. O USS George H.W. Bush “navegou pelo Oceano Índico” também nesta quinta, segundo o Exército dos EUA.
“Tenho todo o tempo do mundo, mas o Irã não. O relógio está correndo”, escreveu o presidente americano em sua plataforma Truth Social, acrescentando que o Exército iraniano foi destruído e que seus líderes estão mortos.
Em um momento em que não há perspectivas de retomar as negociações com a mediação do Paquistão, a agência estatal Irna afirmou que “foram ouvidos disparos da defesa antiaérea” no oeste de Teerã. A agência Mehr indicou que os sistemas foram ativados contra “alvos hostis”. A imprensa iraniana, por um lado, relatou as explosões, mas uma autoridade da Defesa israelense assegurou à AFP que o Exército de seu país não atacou a República Islâmica.
A fragilidade do cessar-fogo já havia ficado evidente nesta quinta-feira antes do relato das explosões, quando o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou que seu país está “preparado para retomar a guerra contra o Irã” e espera sinal verde de Washington para “levar o Irã de volta à Idade da Pedra”.
Mais cedo, Trump ordenou à Marinha dos Estados Unidos que destrua qualquer embarcação que coloque minas nas águas do Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte mundial de petróleo e gás e que se tornou um elemento central do conflito. O anúncio de Trump ocorreu logo depois que as forças americanas afirmaram ter abordado um navio no Oceano Índico que transportava petróleo iraniano, e de que uma alta autoridade iraniana disse que o país recebeu suas primeiras receitas provenientes das tarifas impostas unilateralmente em Ormuz.
“O bloqueio é hermético e firme e, a partir de agora, a situação só vai piorar. Não hesitaremos”, assegurou o republicano.
O Paquistão organizou um primeiro ciclo de negociações em 11 de abril entre Estados Unidos e Irã, e as conversas deveriam ser retomadas no início da semana, mas o encontro nunca se concretizou, apesar da iminente expiração do cessar-fogo que Trump decidiu prolongar unilateralmente.
O Papa León XIV defendeu nesta quinta-feira (23) a decisão de manter relações diplomáticas mesmo com “dirigentes autoritários”, ao regressar de uma viagem pela África na qual foi recebido por autocratas no poder há décadas.
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A Santa Sé “continua, às vezes à custa de grandes sacrifícios, mantendo relações diplomáticas em todo o mundo”, explicou o papa norte-americano durante uma coletiva de imprensa a bordo do avião de volta a Roma desde a Guiné Equatorial.
— E às vezes temos relações diplomáticas com países que têm dirigentes autoritários — reconheceu o sumo Pontífice, ao ser questionado sobre o risco de que sua visita fosse instrumentalizada para legitimar o poder estabelecido.
— Nem sempre fazemos grandes declarações, criticando, julgando ou condenando, mas há um enorme trabalho que é feito nos bastidores para promover a justiça, causas humanitárias (ou libertar presos políticos) — acrescentou.
— É importante para nós buscar a melhor maneira de tentar ajudar as pessoas de qualquer país — ressaltou.
Durante sua viagem de 11 dias por quatro países da África, o papa foi recebido por Paul Biya, de 93 anos, no poder em Camarões desde 1982, e por Teodoro Obiang Nguema, de 83 anos, que governa a Guiné Equatorial com mão de ferro desde 1979 — ambos criticados por seu autoritarismo.
A Santa Sé mantém relações diplomáticas com 184 Estados, dos quais aproximadamente metade está representada por uma embaixada em Roma.
Durante a viagem do Papa à África, quem acabou se colocando no centro de debates foi o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com falas incisivas e tom, por vezes, ameaçador, quando Leão XIV seguia em forte oposição à guerra iniciada pelos EUA e por Israel contra o Irã.
Trump declarou, no último dia 12, que não era um “grande seguidor do Papa Leão XIV”, acusando-o de “brincar com um país (Irã) que quer uma arma nuclear”. O mandatário republicano classificou posteriormente o Papa de “fraco” e “terrível para a política externa”. Na dia 16, afirmou que “não estava brigando” com Leão XIV, mas continuou a criticar o Papa, dizendo a repórteres que tinha “o direito de discordar” do líder da Igreja Católica. Já o Pontífice chegou a dizer que não tem “nenhum medo” do governo Trump e que planejava continuar se manifestando contra a guerra.
Após chamar o Papa Leão XIV de “fraco”, Trump publicou em sua rede social uma imagem de si mesmo que o retrata como uma figura semelhante a Jesus. A ilustração, gerada por inteligência artificial, mostrava o presidente como um líder divino curando os doentes. Dada a repercussão negativa, a postagem foi apagada horas depois. O presidente disse que houve uma interpretação errada por parte das pessoas e que ele, na verdade, estaria representado como médico, isto mesmo com roupas que se assemelham a uma túnica, parencendo descendo dos céus e com luz emitida através das mãos. A imagem foi usada como piada em um vídeo, também produzido a partir de IA, pelo Irã. O país persa tem usado as redes sociais durante a guerra para debochar dos Estados Unidos e de Israel e para exaltar vitória diante das conquistas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quinta-feira (23), a sofisticação dos produtos da agricultura brasileira para conquistar mais mercados internacionais. Lula destacou a diversidade e a produção em larga escala no país, mas disse que também é preciso prezar pela qualidade.

“Nós sabemos que não basta produzir. Para a gente ganhar mercado é preciso produzir com excelência de qualidade. Não adianta produzir uma coisa rústica, porque aquilo é muito bom pra mim, mas quando você quer fazer disputa internacional, não é uma coisa fácil”, disse, em evento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

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“Quanto mais sofisticado a gente for, mais mercado a gente ganha e a gente vai disputar com os mercados mais sofisticados. Nós temos tecnologia, temos mão de obra e temos expertise”, acrescentou o presidente.

Lula participou da abertura da Feira Brasil na Mesa na unidade Embrapa Cerrados, em Planaltina, no Distrito Federal. Até o próximo sábado (25), o evento apresenta tecnologias, produtos e experiências desenvolvidas a partir da pesquisa agropecuária no país.

Também foram celebrados os 53 anos da Embrapa, empresa pública que tem o objetivo de transformar conhecimento em soluções para diferentes cadeias produtivas do campo.

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A presidente da empresa, Silvia Massruhá, destacou que a cada R$ 1 investido na Embrapa, R$ 27 são devolvidos à sociedade. A empresa tem 43 unidades e um portfólio de 2 mil tecnologias. 

Para definir esse lucro, foram avaliados os impactos econômico, ambiental e social de 200 dessas tecnologias.

“O PIB [Produto Interno Bruto – somas das riquezas produzidas] agrícola de 2025 foi R$ 725 bilhões e a Embrapa contribuiu com R$ 125 bilhões. Então, é importante reconhecer esse papel da ciência e tecnologia hoje no PIB agrícola”, acrescentou.

Os dados estão no Balanço Social 2025 da Embrapa.

A Feira Brasil na Mesa é aberta ao público, com entrada gratuita. Os visitantes podem se inscrever no site do evento.


Brasília (DF), 23/04/2026 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visita o pomar da ciência, onde serão apresentadas pesquisas de pitaya, maracujá e baunilha e participa da cerimônia de abertura da Feira Brasil na Mesa, na Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF).
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visita o pomar da ciência, onde serão apresentadas pesquisas de pitaya, maracujá e baunilha e participa da cerimônia de abertura da Feira Brasil na Mesa, na Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF). Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

 

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