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O Papa Leão XIV fez um alerta nesta quarta-feira sobre o risco de uma “nova corrida armamentista”, a poucas horas da expiração do Novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Novo START, na sigla em inglês), último tratado nuclear vigente a limitar o número de armas estratégicas de EUA e Rússia. O acordo perde a validade na quinta-feira.
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— Façam todo o possível para evitar uma nova corrida armamentista, que ameaçaria ainda mais a paz entre as nações — disse o Pontífice ao final de sua audiência semanal no Vaticano.
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O fim do tratado é motivo de preocupação. Na terça-feira, a Rússia apontou que o mundo estava entrando em seu momento “mais perigoso” com o iminente fim do Novo START, afirmando que não recuaria recuos de uma proposta já enviada a Washington, e que está “preparada” para a nova realidade de segurança sem o controle de armas nucleares.
Em uma entrevista coletiva em Moscou, o principal porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que o “mundo estará em uma posição mais perigosa do que jamais esteve” com a expiração do tratado assinado em 2010 pelos presidentes Barack Obama e Dmitri Medvedev. Em viagem a Pequim, o ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov, afirmou que o país está preparado para o fim do limite às armas nucleares.
— Este é um novo momento, uma nova realidade. Estamos preparados para ela — disse Ryabkov, que é o responsável pelas questões de controle de armas, em declaração registrada pela agência russa Ria Novasti.
A parte russa se ofereceu para estender alguns dos termos do Novo Start, incluindo inspeções para a verificação dos arsenais nucleares, mas o governo americano não avançou com as negociações. Em declarações ao New York Times no mês passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, indicou que deixará o tratado expirar, mas não respondeu formalmente à proposta de Moscou.
Ryabkov afirmou que a Rússia não faria nenhum recuo com a aproximação do tratado, acrescentando que a ausência de uma resposta formal também era um posicionamento.
— No dia e meio restante antes do vencimento formal do Tratado Novo START, não tomaremos nenhuma ação ou apelo oficial aos americanos. Fizemos tudo o que era necessário em tempo hábil, e eles tiveram bastante tempo para refletir sobre o assunto. A falta de resposta também é uma resposta — disse.
Caso não haja um acerto imediato, será a primeira vez em décadas que as duas maiores potências nucleares do mundo ficarão sem qualquer documento limitando o controle de seus arsenais.
Novo Start: O que é?
O Novo Start limita o número de ogivas nucleares, que os EUA e a Rússia podem instalar em mísseis ou armamentos como veículos ou aeronaves, deixando-as prontas para serem usadas. O tratado permite que inspetores americanos e russos assegurem que o outro lado está cumprindo suas obrigações, além de monitoramento remoto e por satélite.
O tratado foi assinado em substituição ao tratado Start, que vigorou de 1994 a 1999. Ele permite que inspetores americanos e russos assegurem que o outro lado está cumprindo suas obrigações por meio de visitas presenciais, além de permitir o monitoramento remoto e por satélite. (Com AFP)
A promotoria da Líbia anunciou nesta quarta-feira a abertura de uma investigação sobre o assassinato de Saif al-Islam Kadafi, filho do ditador Muamar Kadafi, morto em 2011. O crime aconteceu na cidade de Zenten, nesta terça-feira.
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O gabinete do procurador-geral líbio informou que peritos forenses foram enviados a Zenten, no noroeste do país, onde Saif al-Islam Kadafi foi morto a tiros, acrescentando que estão em curso esforços para identificar os suspeitos.
Kadafi “morreu por ferimentos de arma de fogo”, indicou o gabinete em comunicado, acrescentando que os investigadores buscavam “falar com testemunhas e com qualquer pessoa que possa lançar luz sobre o incidente”.
Um advogado do falecido, o francês Marcel Ceccaldi, disse à AFP que seu cliente foi assassinado por um “comando de quatro homens” não identificado que invadiu sua casa em Zenten na terça-feira.
“Por enquanto, não se sabe” quem são os responsáveis pelo assassinato de Kadafi, informou Ceccaldi, que afirmou ter falado com o cliente há cerca de três semanas.
Ele também disse ter ficado sabendo, há cerca de dez dias, por meio de um dos próximos da vítima, “que havia problemas com sua segurança”.
Território dividido
A Líbia mergulhou no caos após a revolta apoiada pela Otan que, em 2011, derrubou Muamar Kadafi. O ditador morreu em outubro daquele ano, nas mãos de uma turba que o capturou perto da cidade de Sirte, no centro do país.
Muamar Kadafi
Reprodução/TV
Desde então, o território líbio permanece dividido entre um governo apoiado pela ONU, sediado em Trípoli, no oeste, e uma administração rival em Bengasi, no leste. Nenhuma das autoridades comentou a morte de Saif al-Islam.
Considerado por muito tempo o possível sucessor do pai antes da queda do regime, Saif al-Islam tentou construir a imagem de moderado e reformista — iniciativa que ruiu quando, naquele ano, prometeu um banho de sangue diante das revoltas contra o governo.
Procurado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes contra a humanidade, ele foi detido em 2011 no sul da Líbia por rebeldes. Em 2015, foi condenado à morte após um julgamento sumário, mas posteriormente se beneficiou de uma anistia.
Uma ex-funcionária de creche condenada por abusos contra bebês no Reino Unido deverá ser deportada para a Polônia nesta semana. Roksana Lecka, de 22 anos, foi sentenciada a oito anos de prisão em setembro de 2025 após ser considerada culpada por crimes de crueldade infantil cometidos enquanto trabalhava em instituições de educação infantil no sudoeste de Londres.
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Lecka foi responsabilizada por 14 acusações de crueldade contra crianças, após ter admitido previamente outras sete. Segundo o processo, os crimes ocorreram ao longo de cerca de seis meses, período em que ela atuou principalmente na creche Riverside Nursery, em Twickenham, além de outra unidade, entre outubro de 2023 e junho de 2024. Ao todo, 21 bebês foram vítimas dos abusos.
Investigação e condenação
As investigações tiveram início em junho de 2024, quando agentes da Polícia Metropolitana foram acionados após colegas de trabalho levantarem preocupações sobre o comportamento da funcionária. A apuração incluiu a análise de mais de 300 horas de imagens de câmeras de segurança em um intervalo de dez dias. O tribunal ouviu que, à época da contratação, não havia indícios aparentes de falhas nos procedimentos de proteção.
Imagens exibidas durante o julgamento e posteriormente divulgadas pela polícia mostraram episódios de violência contra as crianças e o comportamento da acusada dentro das instalações da creche, material que causou forte impacto no tribunal. Pais das vítimas classificaram os crimes como “repugnantes” e afirmaram que se tratava “do pior tipo de ser humano”.
A deportação de Lecka para a Polônia está prevista para quinta-feira, 5 de fevereiro. Ao chegar ao país, ela passará a estar sob responsabilidade das autoridades polonesas. A polícia britânica tenta estabelecer contato com seus pares na Polônia para repassar informações sobre o histórico criminal da condenada.
Em nota, um porta-voz do Ministério do Interior do Reino Unido evitou comentar o caso específico, mas declarou que o governo não permitirá que “criminosos estrangeiros explorem as leis” do país. Segundo a pasta, estrangeiros condenados a penas de prisão no Reino Unido são encaminhados para deportação assim que possível, dentro das regras vigentes.
Antes mesmo de a primeira medalha ser entregue, autoridades italianas já miram um “momento de ouro”: garantir a segurança da cerimônia de abertura dos Jogos de Inverno, marcada para sexta-feira no estádio San Siro, em Milão. O evento reunirá milhares de dignitários, mais de mil artistas e uma audiência global de bilhões — combinação que, segundo especialistas, transforma a cerimônia em alvo prioritário.
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— Se alguém quiser sabotar os Jogos, a abertura é o caminho — afirmou Franz Regul, que liderou a cibersegurança dos Jogos Olímpicos de Paris-2024. Para evitar riscos, a Itália colocou em campo uma das operações de segurança mais amplas de sua história recente: cerca de 6 mil policiais e agentes, além de drones e robôs para inspeções em áreas sensíveis.
A complexidade aumenta porque as competições ocorrerão simultaneamente em diferentes regiões, incluindo áreas montanhosas próximas a Cortina d’Ampezzo e Livigno. Além do policiamento físico, o plano prevê um centro de comando de cibersegurança 24 horas para monitorar redes olímpicas e a infraestrutura de transporte — modelo inspirado no adotado em Paris.
A cautela tem precedentes. Em 2018, um ataque cibernético interrompeu a cerimônia de abertura dos Jogos de Inverno de Pyeongchang, derrubando transmissões, sites e sistemas de ingressos. A ofensiva foi atribuída à Rússia, que, desde a exposição de um esquema estatal de doping e a invasão da Ucrânia em 2022, é vista como ameaça recorrente ao ambiente olímpico. Em Milão-Cortina, atletas russos só poderão competir como neutros.
Segundo Daniel Byman, do Center for Strategic and International Studies, organizadores temem especialmente ações patrocinadas por Estados, “mais sofisticadas e com mais recursos”. Ainda assim, a maior tensão pré-Jogos veio de outro flanco: a presença anunciada de agentes do U.S. Immigration and Customs Enforcement acompanhando delegações americanas.
A notícia provocou protestos em Milão e críticas de autoridades locais. O embaixador dos EUA na Itália, Tilman J. Fertitta, afirmou que a atuação será apenas consultiva e de inteligência, sem poder de patrulhamento. Mesmo assim, a reação foi intensa a ponto de o comitê olímpico dos EUA rebatizar o espaço de hospitalidade “Ice House” para “Winter House”, numa tentativa de reduzir ruídos.
Um dos momentos mais simbólicos da política americana em 2019 — o depoimento de Michael Cohen, ex-advogado de Donald Trump, à Câmara dos Representantes — ganhou novo significado anos depois. Enquanto se preparava para interrogar Cohen, a deputada democrata Stacey Plaskett foi flagrada trocando mensagens no celular. Em novembro de 2025, veio à tona a identidade do interlocutor: Jeffrey Epstein.
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E-mails divulgados por ordem judicial, a partir do espólio do financista, indicam que Epstein incentivou Plaskett a investigar um funcionário da Organização Trump. Após a pergunta ser feita, ele respondeu com um “Muito bem”. A congressista afirmou que não buscava aconselhamento e disse ter trocado mensagens com diversas pessoas naquele dia, incluindo eleitores. Sustentou ainda que a conversa ocorreu antes da prisão de Epstein por tráfico sexual — o que os registros contradizem, já que a troca aconteceu anos depois da condenação de 2008 por solicitação de prostituição.
O episódio reacendeu um debate mais amplo: como Epstein conseguiu preservar acesso a círculos de poder mesmo após condenações e reportagens que detalharam abusos sexuais, inclusive em sua ilha nas Ilhas Virgens. Seis meses após a conversa com Plaskett, Epstein morreu na prisão; o legista concluiu suicídio, decisão que alimentou teorias da conspiração e precipitou um acerto de contas político e financeiro.
As mensagens de Plaskett são apenas parte de um acervo com mais de 20 mil páginas divulgado no fim de 2025. A esse conjunto somaram-se, recentemente, milhões de arquivos publicados pelo Departamento de Justiça dos EUA — três milhões de páginas, 180 mil imagens e 2 mil vídeos — que, até agora, reforçam a permanência de laços com pessoas influentes de diferentes áreas.
Para Barry Levine, autor de The Spider: Inside the Criminal Web of Epstein and Ghislaine Maxwell, Epstein se via como um “colecionador de pessoas”. “Ele mantinha conexões com objetivos transacionais — favores, investimentos e, em alguns casos, chantagem”, disse. Segundo o jornalista, o financista combinava carisma com domínio técnico de finanças e tributação, o que ampliava sua utilidade para interlocutores poderosos.
O alcance da rede aparece em nomes diversos. No Reino Unido, a relação de Epstein com Peter Mandelson entrou em foco após a renúncia do ex-diplomata à Câmara dos Lordes, depois de se tornar pública uma investigação policial sobre suposto acesso indevido a informações confidenciais. Documentos do Congresso americano indicam que Mandelson manteve contato com Epstein até 2016. Ele nega conhecimento dos crimes e diz se arrepender do vínculo.
Nos Estados Unidos, o ex-secretário do Tesouro Larry Summers foi exposto por mensagens em que pedia conselhos pessoais a Epstein, inclusive após reportagens investigativas terem sido publicadas. O caso levou Summers a se afastar de compromissos públicos. Já o linguista Noam Chomsky reconheceu encontros ocasionais e afirmou ter entendido que Epstein “cumprira sua pena”, argumento criticado por especialistas à luz das evidências posteriores.
Nem todos mantiveram os laços. Trump afirma que rompeu com Epstein no início dos anos 2000 e nega qualquer conhecimento dos crimes; as vítimas não o acusaram. A Casa Branca diz que Epstein foi expulso de seu clube “décadas atrás”. Ainda assim, Trump é citado centenas de vezes nos novos documentos, o que mantém o tema no centro do debate público.
Há, também, contradições. Howard Lutnick, hoje secretário de Comércio, declarou ter cortado relações após um encontro em 2005 que considerou “repugnante”. E-mails revelados, porém, indicam o planejamento de uma visita à ilha de Epstein em 2012. Um porta-voz afirmou que Lutnick nunca foi acusado de crimes relacionados ao caso.
Um jovem morreu afogado neste domingo (1) ao tentar recriar uma pose icônica associada a uma estrela do K-pop em um reservatório na província de Nakhon Ratchasima, no nordeste da Tailândia. O jovem estava em um barco de madeira com outros fãs quando a embarcação virou durante a tentativa de imitar imagens viralizadas de Lisa, integrante do grupo sul-coreano Blackpink, em meio a flores de lótus.
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Segundo relatos, Naphat Songsri, de 19 anos, caiu na água depois que o grupo empurrou um dos lados do barco para reproduzir a cena. Dois jovens conseguiram nadar até a margem, mas Naphat não conseguiu emergir, possivelmente por não saber nadar bem ou por ter ficado preso aos caules de lótus, de acordo com um paramédico da equipe de resgate. O corpo foi encontrado no fundo do reservatório, com cerca de 1,8 metro de profundidade, após buscas iniciadas por volta das 18h30, no horário local.
Naphat Songsri, de 19 anos, morreu afogado após o barco de madeira em que estava com seus amigos virar
Reprodução/Redes sociais/X
Campanha turística e alerta das autoridades
As imagens que inspiraram os jovens fazem parte de uma campanha promocional criada em parceria com autoridades de turismo para divulgar o chamado Mar de Lótus Vermelhas, na província de Udon Thani. A polícia local lamentou a morte e alertou para os riscos de acidentes em ambientes aquáticos. O corpo foi encaminhado para exames a fim de confirmar a causa da morte antes da liberação à família para os ritos religiosos.
Imagem viralizada de Lisa, integrante do grupo sul-coreano Blackpink, em meio a flores de lótus
Divulgação/Amazing Thailand
O episódio ocorre poucos dias após outro acidente fatal envolvendo turismo e fotografias no país. Um turista francês de 22 anos, identificado como Alexis Vergos, morreu ao cair da cachoeira Na Muang 2, na ilha de Koh Samui, no sul da Tailândia, enquanto tirava selfies durante uma trilha. Segundo a polícia, ele escorregou ao dar um passo para trás para enquadrar melhor a paisagem e caiu sobre as rochas na base da queda-d’água.
Equipes de resgate utilizaram equipamentos de escalada para acessar o local e localizaram o corpo preso entre rochas cobertas de musgo. Vergos foi declarado morto no local. O major Chayut Tulachotikul afirmou que a namorada do jovem, que presenciou o acidente e acionou a polícia, encontrava-se em estado de profunda angústia. A cachoeira é um ponto turístico popular, mas autoridades locais destacam que já houve outros acidentes fatais na área devido às trilhas escorregadias.
Era a última hora do último dia de férias quando Peter Smith decidiu entrar no mar em Tobago, no Caribe. As condições pareciam ideais. A água batia na altura da cintura, e ele não se afastou mais do que seis metros da areia. Minutos depois, o passeio tranquilo se transformou em um episódio de sobrevivência extrema.
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— De repente, senti algo muito pesado bater na minha perna. Olhei para baixo e vi um tubarão enorme — contou Smith, hoje com 66 anos, em sua primeira entrevista, realizada para a BBC, desde o ataque, ocorrido em abril de 2024. O animal, estimado em cerca de três metros, era um tubarão-touro, espécie considerada uma das mais perigosas do mundo por sua presença frequente em águas rasas.
Smith, diretor de TI aposentado, estava acompanhado da esposa, Joanna, e de amigos. Ataques de tubarão eram algo impensável na ilha, onde nunca havia sido registrado um caso semelhante. — É quando o cérebro começa a funcionar a mil — descreveu. Ao perceber que poderia ser arrastado para o fundo, decidiu reagir. — Comecei a socar o tubarão. Nunca bati em nada com tanta força.
O ataque se intensificou rapidamente. O animal mordeu a perna, o braço esquerdo e o abdômen, provocando uma perda severa de sangue. O tubarão recuou apenas quando amigos que estavam próximos conseguiram ajudá-lo a sair da água. Na praia, Joanna se deparou com a gravidade dos ferimentos. — Eu conseguia ver os ossos. Foi horrível — lembrou.
Peter foi levado ao único hospital de Tobago, onde médicos avaliaram a possibilidade de amputações. Sem estoque suficiente de sangue para o tratamento, ele precisou ser transferido às pressas para o Jackson Memorial Hospital, em Miami, nos Estados Unidos. Nas semanas seguintes, passou por dezenas de cirurgias reconstrutivas. Em uma delas, médicos utilizaram uma membrana biológica derivada de tubarão para auxiliar na cicatrização. — No fim das contas, fiquei com um pedaço de tubarão na perna — disse, rindo.
A recuperação foi longa. A lesão na coxa exigiu reaprendizado da caminhada, e o rompimento de nervos no braço esquerdo deixou sequelas permanentes, como perda de sensibilidade nos dedos. — Pelo menos tenho membros. Em determinado momento, parecia que eu não teria — afirmou.
Apesar do trauma, Smith diz não guardar ressentimento nem medo do mar. Segundo o International Shark Attack File, o caso de 2024 foi o primeiro e único ataque de tubarão já registrado em Tobago. Especialistas ressaltam que episódios desse tipo continuam extremamente raros, mesmo com o aumento do uso recreativo dos oceanos.
Para o pesquisador Tom Hird, especialista em tubarões, o comportamento do tubarão-touro pode ser agressivo, mas isso não significa que humanos façam parte de sua dieta. — Se um tubarão realmente quisesse atacar um humano, não haveria sobreviventes — afirmou, destacando que a demonização da espécie é injusta.
Duas pessoas morreram após a queda de uma aeronave de pequeno porte em uma área rural próxima ao lago Hollingworth, ponto turístico popular em Rochdale, na região metropolitana de Manchester, no norte da Inglaterra. O acidente ocorreu na manhã desta terça-feira (3), mobilizando policiais, paramédicos e bombeiros, que isolaram a área para atendimento da ocorrência.
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A Polícia da Grande Manchester confirmou que as vítimas são dois homens. Equipes de emergência foram acionadas após relatos de que o avião havia perdido altitude e caído em terra entre Blastone Edge e o lago Hollingworth. O público foi orientado a manter distância enquanto os trabalhos seguem no local.
Investigação e relatos de testemunhas
O Departamento de Investigação de Acidentes Aéreos do Reino Unido (AAIB, na sigla em inglês) informou que foi notificado imediatamente e enviou inspetores para iniciar uma investigação. Em nota, o órgão afirmou que uma equipe multidisciplinar está a caminho da área para apurar as circunstâncias da queda.
Testemunhas relataram à BBC Radio Manchester que um paraquedas teria sido acionado durante a descida da aeronave. Stephanie Mills afirmou ter visto “um grande paraquedas amarelo” preso a um poste nas proximidades, acrescentando que não ouviu barulho no momento do acidente. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o que aparenta ser um paraquedas amarelo emaranhado na base de um poste de eletricidade.
O tipo de aeronave ainda não foi oficialmente confirmado, mas relatos iniciais indicam que se tratava de um Cirrus SR20, avião monomotor a hélice equipado com um sistema de paraquedas de emergência. Segundo o Manchester Evening News, o avião teria decolado da região central da Inglaterra nas primeiras horas da manhã.
O superintendente-chefe Danny Inglis, comandante distrital da polícia em Rochdale, afirmou que as equipes trabalham em conjunto para esclarecer os fatos. “Pedimos que as pessoas evitem a área enquanto a investigação é realizada. Se alguém tiver informações ou tiver testemunhado o acidente, solicitamos que entre em contato com a polícia”, disse.
A NASA decidiu realizar ainda na plataforma de lançamento o reparo do vazamento de combustível que interrompeu o ensaio geral do foguete Artemis II. Após o conserto, a agência pretende conduzir um novo teste completo de abastecimento antes de tentar, novamente, lançar a missão tripulada ao redor da Lua, agora prevista para março.
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— Ainda estamos avaliando os dados coletados e desenvolvendo o plano de reparo — afirmou Lori Glaze, gerente sênior do Escritório de Desenvolvimento de Sistemas de Exploração da agência. Segundo ela, a expectativa inicial é de que o trabalho possa ser feito sem a necessidade de retirar o foguete da plataforma.
O vazamento foi identificado durante o ensaio geral de abastecimento, quando sensores detectaram altas concentrações de hidrogênio em uma cavidade entre duas placas umbilicais, no ponto em que uma linha de 20 centímetros de diâmetro conecta o sistema de combustível à base do foguete. A anomalia forçou a interrupção da contagem regressiva.
Apesar de a equipe ter conseguido reduzir temporariamente o vazamento — ajustando fluxo e temperatura — e completar o carregamento do Sistema de Lançamento Espacial (SLS) com quase 800 mil galões de oxigênio líquido e hidrogênio supergelados, o problema voltou a se agravar nos minutos finais do teste. No momento em que o tanque do primeiro estágio começou a ser pressurizado, como ocorreria em um lançamento real, um sistema automatizado abortou a contagem regressiva.
— Foi o foguete conversando conosco — resumiu John Honeycutt, presidente da Equipe de Gerenciamento de Missão. — O teste entregou exatamente o que precisávamos antes de colocarmos uma tripulação a bordo.
Com o cancelamento do lançamento em fevereiro, o administrador da NASA anunciou que a próxima janela disponível ocorrerá entre 6 e 11 de março. Os quatro astronautas da missão — Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e o canadense Jeremy Hansen — encerraram a quarentena médica pré-voo e retomaram os treinamentos.
Este será apenas o segundo voo do SLS, considerado o foguete operacional mais potente do mundo. No voo inaugural, em 2022, uma missão não tripulada enfrentou sucessivos atrasos após uma série de vazamentos semelhantes, exigindo múltiplos testes de abastecimento e retornos ao edifício de montagem para reparos.
O hidrogênio líquido, usado como propelente, é um dos maiores desafios do programa. Extremamente frio (–253 °C) e altamente inflamável, o combustível tende a escapar por frestas microscópicas em válvulas e conexões. Por isso, falhas desse tipo só podem ser plenamente avaliadas durante operações reais de abastecimento na plataforma — procedimentos complexos e de alto risco.
Pelo menos 15 pessoas migrantes morreram depois que o barco em que se deslocavam colidiu com uma embarcação da guarda costeira grega na noite de terça-feira, perto da ilha de Quios, segundo novo balanço divulgado nesta quarta-feira pelas autoridades.
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O incidente ocorreu ao largo da costa oriental de Quios, ilha situada no mar Egeu próxima à Turquia.
De acordo com a guarda costeira, a patrulha emitiu sinais sonoros e luminosos a uma lancha que se deslocava “em alta velocidade e sem luzes de navegação, com passageiros estrangeiros a bordo”, mas ela “não obedeceu” e “deu meia-volta”. Em seguida, a lancha colidiu com o patrulheiro da guarda costeira e “naufragou”.
Quatorze pessoas foram encontradas mortas no mar, entre elas três mulheres. Uma quarta mulher, que estava entre os 25 feridos levados ao hospital de Quios, acabou morrendo, informaram os guarda-costas.
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AFP
Entre os feridos há 11 crianças. Dois membros da guarda costeira também ficaram feridos e foram encaminhados ao mesmo hospital, indicou a corporação.
Até o momento, não se sabe quantos migrantes estavam a bordo da lancha. Nesta quarta-feira, segue em curso uma operação de resgate na costa de Quios para localizar possíveis desaparecidos.
Todos os anos, um grande número de pessoas tenta atravessar o Mediterrâneo para chegar à Europa.
No início de dezembro, 17 pessoas foram encontradas mortas após o naufrágio de uma embarcação ao largo de Creta, no sul do país, e outras 15 foram dadas como desaparecidas.
A agência da ONU para refugiados afirmou, em novembro, que mais de 1.700 pessoas morreram ou desapareceram em 2025 nas rotas migratórias rumo à Europa, tanto no Mediterrâneo quanto no Atlântico, ao largo da costa da África Ocidental.
Segundo a Agência Internacional para as Migrações, cerca de 33 mil migrantes morreram ou desapareceram no Mediterrâneo desde 2014.

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