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O Clã do Golfo, principal cartel do tráfico de drogas na Colômbia, suspenderá as negociações de paz no Catar com o governo de Gustavo Petro, em rejeição aos acordos do presidente com Donald Trump para atacar seu líder. A organização responsável pelo maior volume de exportação de cocaína a partir da Colômbia protestou depois que os presidentes priorizaram ações militares e de inteligência contra seu chefe, Chiquito Malo, durante uma reunião na terça-feira na Casa Branca.
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À margem dos diálogos de paz em Doha, Petro expressou a Trump a necessidade de atacar o líder do Clã do Golfo, segundo informou o ministro da Defesa, Pedro Sánchez.
“Isso seria um atentado contra a boa-fé e os compromissos” assumidos até o momento no Catar, afirmou a organização narcotraficante na rede social X, ao anunciar que se retirará da mesa de negociações “provisoriamente” enquanto seus integrantes fazem consultas sobre o anúncio.
“O presidente Petro colocou seus interesses pessoais acima do bem maior, que é a paz nos territórios”, acrescentou.
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Mudança de rumo
Integrantes do governo confirmaram à AFP que a conta que publicou a mensagem pertence à organização de origem paramilitar, que se autodenomina Exército Gaitanista da Colômbia.
Essa nova estratégia entre os dois países muda o rumo das relações entre Colômbia e Estados Unidos, que haviam sido afetadas pelos constantes embates nas redes entre Trump e Petro.
Antes de se reunir com Trump, o presidente de esquerda da Colômbia vinha sendo pressionado por sua suposta falta de firmeza contra as máfias, motivo pelo qual os Estados Unidos lhe impuseram sanções.
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O governo e o Clã do Golfo haviam anunciado em setembro o início de conversas no Catar com vistas a um desarmamento em troca de benefícios legais.
Petro enfrentou fortes críticas por sua política de negociar a paz com os principais grupos armados do país, que teriam se fortalecido durante seu mandato. No caso do Clã do Golfo, o próprio governo reconhece que o grupo aumentou em número de integrantes.
Venezuela
Além de Chiquito Malo, a Colômbia apontou diante de Trump Iván Mordisco, líder da principal dissidência das Farc que não abandonou as armas após o acordo de paz de 2016, e Pablito, um dirigente da guerrilha do ELN que atua na fronteira com a Venezuela.
— Não são alvos novos para a Colômbia em si, mas são alvos novos para uma ação conjunta entre a Colômbia e os Estados Unidos — afirmou o ministro Sánchez à Caracol Radio.
Chiquito Malo assumiu a liderança do clã após a captura, em outubro de 2021, de Otoniel, extraditado para os Estados Unidos. O segundo na hierarquia do grupo, conhecido como Gonzalito, morreu no fim de semana afogado após sofrer um acidente em uma embarcação quando seguia para uma zona de paz pactuada com o governo.
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Em janeiro, o comandante do ELN, Antonio García, disse à AFP que estava disposto a se unir a Iván Mordisco para enfrentar Washington.
Sánchez acrescentou que Colômbia e Estados Unidos convidarão a Venezuela a se juntar à nova ofensiva para combater o narcotráfico.
Essa ofensiva “significa interagir com maiores capacidades em termos de inteligência, mas aplicando a força em cada território segundo a soberania das próprias nações”. A intenção “é que a Venezuela também se integre a essa linha”, afirmou Sánchez.
O ministro precisou que, no caso da Colômbia, os Estados Unidos colaborariam em tarefas de inteligência, mas “a aplicação da força será feita” pelas forças de segurança colombianas.
A Justiça da Argentina solicitou nesta quarta-feira a extradição do presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, aos Estados Unidos, a fim de que o líder chavista responda por acusações de crimes contra a Humanidade perante a justiça do país. Maduro está atualmente detido em Nova York, após ter sido capturado durante uma operação militar em Caracas, na madrugada de 3 de janeiro.
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O pedido de extradição foi assinado pelo juiz federal Sebastián Ramos. O diário argentino Clarín e a agência francesa AFP tiveram acesso ao documento judicial, que cita o princípio da “jurisdição universal” para justificar a medida — segundo o qual, crimes contra a Humanidade podem ser investigados e processados em qualquer país do mundo, independente de onde ocorram, e mesmo que não haja um processo judicial no país onde foram cometidos.
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“Cumpram-se os rigorosos requisitos estabelecidos no referido Tratado [de Extradição, assinado em 1997 entre EUA e Argentina] e processe-se o pedido de extradição por meio da Diretoria de Assistência Jurídica Internacional do Ministério das Relações Exteriores, Comércio Internacional e Culto à Nação, juntamente com a documentação necessária”, determinou o juiz Ramos.
O caso faz parte de um processo em andamento na Argentina contra Maduro e outros membros do regime venezuelano, incluindo o ministro do Interior Diosdado Cabello, decorrente de duas denúncias apresentadas pela Fundação George e Amal Clooney (CFJ) e, separadamente, pelo Fórum Argentino para a Defesa da Democracia (FADD).
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Em 2023, as duas organizações apresentaram uma denúncia contra o governo venezuelano por violações de direitos humanos, invocando o princípio da jurisdição universal. As duas denúncias, posteriormente, foram consolidadas em um único processo.
Os tribunais argentinos determinaram a existência de “um plano sistemático de repressão”, incluindo “desaparecimentos forçados, tortura, assassinatos e perseguição” contra uma parcela da população civil desde 2014. Em 2024, as autoridades argentinas emitiram mandados de prisão contra Maduro e de cerca de trinta integrantes do regime.
Não é a primeira vez que tribunais argentinos aplicam o princípio da jurisdição universal. Em 2021, uma investigação foi aberta para apurar alegações de crimes cometidos por militares de Myanmar contra a minoria muçulmana do país. Em 2022, uma investigação criminal contra o ditador nicaraguense, Daniel Ortega, já havia sido iniciada. (Com AFP)
Uma série de ataques a vilarejos no estado de Kwara, no centro-oeste da Nigéria, deixou pelo menos 162 pessoas mortas, segundo comunicado da Cruz Vermelha e autoridades locais, em um dos episódios de violência mais letais no país nos últimos meses.
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O ataque ocorreu na noite de terça-feira no vilarejo de Woro e em outra comunidade próxima, Nuku, quando homens armados invadiram as localidades, dispararam contra moradores, incendiaram casas, lojas e partes da infraestrutura local, e executaram vítimas enquanto muitas tentavam fugir para o matagal.
— Relatos indicam que o número de mortos agora chega a 162, enquanto as buscas por mais corpos continuam — afirmou Babaomo Ayodeji, secretário da Cruz Vermelha no estado de Kwara, atualizando um balanço preliminar mais baixo divulgado anteriormente.
Entre os desaparecidos está o rei tradicional da comunidade, Alhaji Salihu Umar, cujo paradeiro permanece desconhecido após a investida dos homens armados, de acordo com relatos locais.
O ataque foi confirmado pela polícia, que ainda não divulgou um número oficial de vítimas, e pelo governo estadual. O governador de Kwara, AbdulRahman AbdulRazaq, condenou o ataque como uma “covardia” de grupos armados pressionados pelas campanhas de segurança no estado.
— Uma expressão covarde de frustração por parte de células terroristas, em resposta às campanhas antiterrorismo em andamento em partes do estado — declarou.
A Nigéria enfrenta uma complexa crise de segurança, com grupos extremistas, milícias armadas e gangues atuando em diversas regiões do país, incluindo um aumento de sequestros e ataques a comunidades rurais. Grupos jihadistas atuam no nordeste e no noroeste, enquanto a violência intercomunitária é predominante nos estados centrais.
Autoridades nigerianas têm intensificado operações militares contra esses grupos, mas a violência e os ataques a civis continuam, ampliando a pressão sobre as forças de segurança e gerando preocupação internacional sobre a escalada do conflito.
Com informações de AfricaNEWS e AFP

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado instalou, nesta quarta-feira (4), uma subcomissão para acompanhar as investigações relacionadas aos fatos e condutas atribuídas ao Banco Master, suspeito de fraudes bilionárias no mercado financeiro.

A chamada Comissão do Bando Master terá 13 membros e será coordenada pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), que afirmou que o caso se trata da maior fraude bancária da história brasileira.

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“Diante da gravidade e da magnitude dos lesados, [esse caso] deve ser encarado de frente, doa a quem doer. Não haverá, desta Comissão do Master, nenhuma retaliação absolutamente contra ninguém. Mas saiba qualquer senador ou deputado, que, em havendo culpa, também não haverá omissão desta comissão”, destacou o senador alagoano.

O colegiado foi instalado em meio a pedidos para instalação de comissões parlamentares de inquérito (CPIs) sobre o escândalo do banco liderado pelo empresário Daniel Vorcaro, com fraudes que poderiam chegar a R$ 17 bilhões.

“Não vamos competir com CPI, não. O nosso trabalho será meramente complementar, porque, como vocês sabem, é competência exclusiva da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal fiscalizar o sistema financeiro”, disse Renan a jornalistas.

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Poderes da comissão

Segundo Renan, a comissão vai poder propor a quebra de sigilos bancários ou telefônico, visitar autoridades, realizar diligências e até mesmo convocar investigados e testemunhas.

“A Lei Complementar 105 de 2001 estabelece que a quebra de sigilo pode ser proposta por esta comissão ao plenário e, em sendo aprovada pelo plenário do Senado Federal, pode fazer-se as quebras respectivas de sigilo”, disse.

Lula

O senador afirmou ainda que vai questionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a reunião que teria tido o dono do Master, Daniel Vorcaro.

“Todos que estiveram na reunião podem colaborar com esta comissão. Ao presidente da República, nós pretendemos fazer, por escrito, algumas perguntas sobre o fato. Se ele puder nos responder, ótimo. Isso, sem dúvida, vai ajudar na investigação que pretendemos fazer”, destacou.

 


São Paulo (SP), 19/11/2025 - Fachada do Banco Master na rua Elvira Ferraz em Itaim Bibi. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Fachada do Banco Master em São Paulo – Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Banco Central

O senador Renan Calheiros antecipou que a comissão vai se reunir com o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, na tarde desta quarta-feira (4) para discutir o tema. Para o presidente da Comissão do Master, o Banco Central demorou a liquidar o banco investigado.

“Vamos trazê-lo [Galípolo] também para falar na comissão, mas primeiro nós queremos fazer essa visita, porque, neste caso em si, ninguém mais do que o Banco Central pode colaborar com as informações, porque no sistema financeiro tudo o que se faz ficam lá as digitais. Então o Banco Central é fundamental na elucidação dos fatos”, argumentou.

BRB

Outro foco da investigação da Comissão do Banco Master da CAE será a tentativa de compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB), instituição pública ligada ao governo do Distrito Federal (GDF).

“Tentaram vender um banco quebrado, sem ativos ou com ativos pobres, para uma instituição pública. É verdade que o diretor de Fiscalização do Banco Central mandou mensagens pressionando o BRB para comprar o Master? É verdade? São essas respostas que essa Comissão do Master pretende dar”, completou.

TCU e liquidação do Banco Master

Calheiros ainda acusou lideranças parlamentares de pressionarem o Tribunal de Contas da União (TCU) para que revertesse a liquidação do Banco Master pelo Banco Central.

“O Tribunal de Contas foi chantageado para liquidar a liquidação. Abertamente, à luz do dia, os dirigentes da Câmara tentaram votar a elevação do FGC [Fundo Garantidor de Crédito] para R$ 1 milhão como parte dessa pressão”, afirmou. O FGC é o seguro pago aos investidores em casos de falência de um banco. Atualmente, cobre até R$ 250 mil reais por investidor.

Ainda segundo o parlamentar, o presidente do Banco Central foi “várias vezes procurado por essas autoridades” sob a pressão de autorizar a compra do Master pelo BRB.

CPIs

Um pedido de comissão parlamentar de inquérito (CPMI) foi protocolado, na terça-feira (3), pela oposição, com a assinatura de 42 senadores e 238 deputados federais, número superior ao mínimo exigido. A autorização para criação da CPMI depende do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), que ainda não se manifestou sobre o tema.

Há outros pedidos de CPIs em tramitação, como o liderado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).  Ao chegar à Câmara ontem, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) informou que vai analisar os pedidos de CPI “no momento oportuno”.

O então líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), informou que o partido vai apoiar a proposta de CPI de Rollemberg e o de CPMI apresentada por Heloísa Helena (PSOL-RJ) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS), mas não a proposta da oposição liderada pelo PL.

“Não vamos entrar na defensiva num assunto que é o nosso governo que está apurando, que tem o objetivo de esclarecer tudo e eu tenho certeza que muita coisa vai aparecer. O que a gente não vai é assinar a CPMI do PL, inclusive que a CPMI que eles apresentam tem um objeto distorcido. Não é para analisar as fraudes bancárias do Master, eles tentam politizar”, afirmou.

As chuvas “extraordinárias” provocadas pela tempestade Leonardo atingiram a Península Ibérica nesta quarta-feira (4), afetando principalmente o sul da Espanha, onde mais de 3 mil pessoas tiveram que deixar suas casas, o serviço ferroviário ficou praticamente paralisado e muitas estradas foram fechadas.
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A agência meteorológica estatal Aemet manteve o alerta vermelho (o nível mais elevado) nesta quarta-feira nas serras de Grazalema, Ronda e na região do Estreito de Gibraltar, devido ao “perigo extraordinário” representado pelas chuvas torrenciais.
“A tempestade Leonardo está trazendo chuvas extraordinárias (…), uma situação que será ainda mais agravada pelo fato de já ter chovido muito nas últimas semanas, o solo estar muito saturado e os leitos dos rios já estarem com muita água”, alertou no X Rubén del Campo, porta-voz da Aemet.
Por precaução, “mais de 3 mil pessoas de áreas sujeitas a inundações” deixaram suas casas nas províncias de Cádiz, Jaén e Málaga, segundo os serviços de emergência da Andaluzia.
O serviço ferroviário foi praticamente suspenso em toda a Andaluzia, conforme relatado pela Renfe, a empresa ferroviária estatal espanhola, e os portos marítimos da região também foram fechados.
As escolas permanecerão fechadas nesta quarta-feira em toda a região, exceto na província de Almería, na parte mais oriental da Andaluzia.
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A Península Ibérica está na linha de frente das mudanças climáticas, sofrendo com ondas de calor cada vez mais longas e episódios mais frequentes de chuvas intensas há anos.
Em Portugal, 200 pessoas saíram de suas casas nesta quarta-feira nas regiões centrais do país, segundo a Proteção Civil, que indicou que, desde domingo, os serviços de emergência responderam a mais de 3.300 ocorrências, principalmente devido a enchentes, queda de árvores e deslizamentos de terra.
Em Alcácer do Sal, cerca de 100 quilômetros ao sul de Lisboa, o rio Sado transbordou, inundando a principal avenida do centro da cidade, e o nível da água continuava subindo na tarde desta quarta-feira, conforme constataram jornalistas da AFP.
Portugal foi atingida por diversas tempestades sucessivas nas últimas semanas, sendo a mais devastadora a tempestade Kristin, que deixou cinco mortos e causou danos materiais generalizados.
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Tom Homan, o “czar da fronteira” da Casa Branca, afirmou nesta quarta-feira que o governo federal vai retirar imediatamente 700 agentes de segurança de Minneapolis, reduzindo a ofensiva do governo Trump contra a imigração na região. Segundo ele, cerca de 2.000 agentes continuarão atuando no estado.
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A mudança ocorre após o envio de milhares de agentes e policiais federais a Minnesota, uma mobilização que, segundo autoridades do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE), representou a “maior operação da agência até hoje”.
Homan afirmou que autoridades federais em Minnesota fizeram progressos significativos no trabalho conjunto com governos estaduais e locais, apesar de algumas divergências. Um “número sem precedentes de condados” passou a cooperar com as autoridades federais, permitindo que o ICE assuma a custódia de imigrantes em situação irregular antes que eles sejam liberados das prisões locais, acrescentou.
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Segundo Homan, essa cooperação criou um “ambiente mais seguro” para que os agentes de imigração realizem prisões, o que permite reduzir o número de efetivos na região.
— Isso é aplicação inteligente da lei, não menos aplicação da lei — disse.
Homan também destacou que os agentes de imigração passarão a se concentrar em operações mais direcionadas, priorizando a prisão de criminosos que representem ameaça à segurança pública. Na semana passada, ele afirmou que esse tipo de atuação é “a forma como sempre fizemos”, mas que “acabamos nos afastando um pouco disso”.
(Com The New York Times)

Ao assinar o decreto que institui o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quarta-feira (4) que o combate ao feminicídio e a todas as formas de violência contra a mulher deve ser responsabilidade da sociedade, mas sobretudo dos homens.

“Não basta não ser um agressor. É também preciso lutar para que não haja mais agressões. Cada homem desse país tem uma missão a cumprir”, disse, durante cerimônia no Palácio do Planalto.

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O pacto prevê atuações coordenadas e permanentes entre os Três Poderes, com o objetivo de prevenir a violência contra meninas e mulheres no Brasil. A novidade, segundo Lula, é que, pela primeira vez, estão assumido que a responsabilidade na luta pela defesa da mulher não é só da mulher.

“Para o movimento sindical brasileiro, estamos dizendo que este é um tema de porta de fábrica e de assembleia de trabalhadores. O que estamos dizendo para deputados e deputadas é que esse é um tema para todos os seus discursos.”

“Estamos tentando conscientizar crianças, porque é dever dos nossos professores e professoras porque é um tema que vai da creche à universidade. Esta é a possibilidade de criarmos uma nova civilização. Uma civilização na qual não é o sexo o que faz a diferença, mas o comportamento o respeito”, completou.

Em sua fala, o presidente lembrou que o ambiente doméstico é palco constante de violência contra mulheres e de feminicídio. “[Elas] Morrem pelas mãos de atuais ou ex-maridos e ex-namorados, mas também pelas mãos de desconhecidos que cruzam o seu caminho”.

“Morrem por causa de homens que não aceitam ser chefiados por mulheres. Para esses, é preciso dizer em alto e bom som: as mulheres estão conquistando cada vez mais espaços de liderança no mercado de trabalho e vão conquistar ainda mais. Por justiça e por merecimento. Lugar da mulher é onde ela quiser estar”, concluiu.

A cerimônia foi aberta pela primeira dama Janja da Silva. Ela leu uma história narrada por uma mulher vítima da agressão de um namorado, espancada em público, mas que não conseguiu a ajuda de pessoas que testemunharam a agressão.

“Essa história poderia ser minha ou de qualquer mulher aqui presente”, disse a primeira dama ao pedir que os homens também fiquem ao lado das mulheres vítimas de agressão, quando se depararem com esse tipo de situação.

“Temos todos o compromisso de tornar uma sociedade em que as mulheres podem viver em paz. Queremos vocês, homens, nessa luta, ao nosso lado”, acrescentou.

Na sequência, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, destacou que essa é uma pauta prioritária para o governo, em diferentes áreas. Sobre a campanha estratégica lançada durante o evento, a ministra destacou que ela será de utilidade pública para a sociedade, e que o Conselho da Federação servirá para “engajar e ter a adesão de estados e municípios nesta causa”.

Judiciário e Legislativo

O presidente do STF, Edson Fachin, defendeu que as mudanças não fiquem limitadas à letra fria da lei. “É preciso agir em várias frentes para prevenir, responsabilizar e proteger [as mulheres]”, disse.

“A mudança na lei é importante, mas não é suficiente. A mudança na lei deve estar acompanhada de uma mudança de mentes e corações no Estado, na sociedade, e o mais importante: nas famílias. Essa mudança começa quando começamos a agir”, acrescentou.

Segundo Fachin, o Poder Judiciário assinou este pacto “com senso de urgência e sentimento de esperança, se comprometendo integralmente com a iniciativa”. “A verdadeira paz não nasce do medo e do silêncio, mas floresce quando há proteção, liberdade e dignidade”, concluiu.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota, lembrou que o Brasil fechou o ano de 2025 com uma média de quatro mulheres assassinadas por dia.

“É inconcebível que nós permitamos que esses números continuem a acontecer. Essa ação [prevista pelo pacto] é inadiável”, disse ele ao afirmar que o Legislativo atuará visando o endurecimento das leis, no sentido de punir “quem agir dessa forma, seja na violência contra mulher”.

“Conte com nossa prioridade nessa agenda, para mudarmos essa realidade, concluiu.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que as instituições brasileiras estão unidas em propósitos como este. “O feminicídio não é apenas uma estatística, mas uma chaga aberta na sociedade brasileira”, que precisa ser tratado como problema de Estado, e não de governo.

“[O feminicídio] é o lado mais cruel de uma violência que atravessa, todos os dias, a vida de milhares. E o pacto é, antes de tudo, um compromisso entre as instituições; e uma declaração de responsabilidade do Estado brasileiro, que reafirma um de seus deveres fundamentais, ao combater o feminicídio com o máximo rigor; com prioridade absoluta; e com ação permanente”, discursou.

Entenda o Pacto

Entre os objetivos do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio está acelerar o cumprimento das medidas protetivas, fortalecer as redes de enfrentamento à violência em todo o território nacional, ampliar ações educativas e responsabilizar os agressores, combatendo a impunidade.

O acordo envolvendo Executivo, Legislativo e Judiciário reconhece que a violência contra mulheres no país figura como uma crise estrutural que não pode ser enfrentada por ações isoladas.

O pacto também prevê a criação do Comitê Interinstitucional de Gestão, coordenado pela Presidência da República. O colegiado vai reunir representantes dos Três Poderes, com participação permanente de ministérios públicos e defensorias públicas, assegurando acompanhamento contínuo, articulação federativa e transparência.

Khrystyna Yurchenko trabalhou duro para construir uma vida na região do Donbas, no leste da Ucrânia, onde dedicou toda sua energia ao popular estúdio de dança do qual é proprietária. Ela abriria mão de tudo, disse, por uma paz duradoura — somando-se a um número crescente ucranianos que afirmam que entregariam a parte da região ainda controlada pelas forças do país à Rússia, se isso pusesse fim à guerra.
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A opinião sobre a cessão de território representa uma mudança notável para uma população exausta de guerra. Abrir mão de territórios que a Rússia não conseguiu capturar foi, por muito tempo, uma “linha vermelha”. Mas o que antes parecia impossível agora parece menos improvável, à medida que o Kremlin insiste que as negociações de paz apoiadas pelos EUA só avançarão se a Ucrânia concordar em se retirar do Donbas.
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— Para mim, a paz é a prioridade, e se houvesse a certeza de que não haveria mais guerra após cedermos o Donbas, eu estaria pronta para partir — disse Khrystyna, acrescentando que apoiaria a rendição do território apenas se os aliados da Ucrânia oferecessem garantias sólidas para a segurança do país no pós-guerra.
O futuro do Donbas está entre as questões mais espinhosas enquanto a Ucrânia, a Rússia e os EUA continuam tratativas diplomáticas em Abu Dhabi, nesta quarta-feira.
A Ucrânia passou anos fortificando cidades no Donbas e perdeu um número enorme de soldados defendendo a região industrial. O território abrange partes de várias províncias, incluindo Donetsk e Luhansk. A Ucrânia ainda detém cerca de 20% de Donetsk, mas perdeu todo o território de Luhansk.
Para a Rússia, capturar o Donbas — onde Moscou perdeu muito mais soldados do que a Ucrânia — permitiria reivindicar algum nível de vitória, mesmo ficando muito aquém do seu objetivo de subjugar toda a Ucrânia.
Em declarações públicas, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que o governo continua avesso a uma retirada unilateral do Donbas. Mas ele também sugeriu certa flexibilidade, dizendo que tanto a Rússia quanto a Ucrânia devem estar preparadas para concessões, enquanto a Ucrânia sofre pressão no campo de batalha e na mesa de negociações.
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As pesquisas de opinião refletem uma crescente abertura a concessões territoriais. Em maio de 2022, dois meses após as forças ucranianas repelirem o Exército russo nos arredores da capital, Kiev, uma pesquisa do Instituto Internacional de Sociologia de Kiev revelou que 82% dos ucranianos acreditavam que o país não deveria render território sob nenhuma circunstância. No levantamento mais recente do instituto, publicado na última segunda-feira, 40% dos entrevistados disseram que apoiariam a entrega do Donbas em troca de garantias de segurança.
Os dois números não são diretamente comparáveis, pois as pesquisas anteriores não vinculavam garantias de segurança à questão da cessão de território. No entanto, o resultado acompanha outros dados de pesquisa que mostram uma aceitação crescente de concessões territoriais.
Ainda assim, a maioria dos ucranianos permanece oposta à ideia. Muitos dizem estar preparados para continuar enfrentando dificuldades, incluindo a campanha da Rússia para destruir a infraestrutura energética do país durante um inverno rigoroso.
Renunciar ao Donbas poderia fragmentar a sociedade ucraniana, dizem analistas. Também poderia remodelar o legado de Zelensky: de um líder heróico que defendeu o Estado para um que permitiu a ocupação russa de territórios controlados pela Ucrânia, onde hoje vivem cerca de 190 mil pessoas. Muitos presumivelmente se mudariam para áreas ainda mantidas pela Ucrânia em vez de viver sob o domínio russo, como Khrystyna, a dona do estúdio de dança, disse que faria.
— [Zelensky] ouve o seu povo, e ele não fará isso — disse Yevhen Koliada, chefe do Centro de Coordenação de Socorro, que ajudou a retirar milhares de residentes de áreas de linha de frente, inclusive no Donbas.
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Tyler Hicks/The New York Times
Mykhailo Samus, diretor da rede independente de pesquisa New Geopolitics em Kiev, observou que a lei ucraniana proíbe a cessão de território que não tenha sido ocupado por força militar.
Zelensky propôs que as tropas ucranianas e russas recuem a uma distância igual da linha de frente no Donbas para criar uma zona desmilitarizada. Embora tal compromisso pudesse, teoricamente, ser considerado, Samus disse que Putin está seguindo um caminho militar e prometendo tomar a região seja pela força ou por negociações.
Para aqueles que dizem estar dispostos a abrir mão do Donbas, as garantias de segurança são cruciais, afirmam analistas. Muitos temem que, se a Ucrânia retirasse as tropas sem tais garantias, haveria pouco para impedir que a Rússia se reagrupasse e usasse a região para lançar novos ataques nas planícies abertas além das cidades fortificadas do Donbas.
— [Para os ucranianos, as garantias de segurança devem significar] uma garantia de que não haverá um novo ataque e de que os países parceiros são responsáveis por assegurar isso — disse Oleh Saakian, analista político e cofundador da Plataforma Nacional para a Resiliência e Coesão Social.
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Zelensky afirmou que a Ucrânia está pronta para assinar acordos com a Europa e os Estados Unidos sobre garantias de segurança. Embora nações europeias tenham prometido posicionar tropas na Ucrânia após qualquer cessar-fogo, ainda não está claro se elas concordariam em realmente lutar contra a Rússia em defesa da Ucrânia. De qualquer forma, Moscou já declarou oposição ao plano de ter tropas europeias estacionadas na Ucrânia.
Saakian alertou que entregar o Donbas pode não ser suficiente para fazer a Rússia abandonar a guerra.
— É uma grande ilusão pensar que chegar a um acordo com a Rússia sobre alguma linha de demarcação poderia levar até mesmo a uma paz temporária — disse ele.
Aconteça o que acontecer, Khrystyna disse que a paz era o objetivo principal. No entanto, ela também demonstrou preocupação de que mesmo uma grande concessão territorial não seria suficiente para garantir que a Rússia não atacasse novamente.
— Se a Ucrânia entregasse o Donbas, teríamos que nos mudar e construir nossas vidas do zero. Seria um sacrifício difícil, mas valioso, para acabar com a guerra. — disse ela. — Mas quem pode garantir que eu não teria que fazer isso de novo?
Um cão policial da cidade de Gastonia, na Carolina do Norte, desempenhou papel crucial na localização de um adolescente autista de 13 anos que havia desaparecido durante uma forte tempestade de neve no fim de semana, segundo autoridades locais.
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O menino saiu de sua casa sem roupas adequadas para o frio no sábado à noite, em meio às intensas condições climáticas que afetaram a região com neve e temperaturas abaixo de zero. Imediatamente após o desaparecimento, equipes de polícia, do gabinete do xerife e serviços de emergência médica iniciaram buscas pela área, temendo que o adolescente sofresse hipotermia devido ao frio extremo.
Na operação, o cão K-9 chamado Bo, da raça bloodhound e membro do Departamento de Polícia, foi chamado para ajudar a rastrear o jovem. Após farejar uma peça de roupa da criança, Bo seguiu a trilha pela neve profunda e conduziu as equipes até um perímetro já estabelecido pelos agentes, onde o adolescente foi avistado por socorristas.
O rapaz foi encontrado “frio, mas sem ferimentos graves”, segundo relato policial, e recebeu atendimento antes de ser reunido com sua família. Autoridades destacaram a importância da rápida resposta e cooperação entre agências para o desfecho positivo.
O departamento elogiou o desempenho de Bo, que ficou coberto de neve ao longo da busca, enfatizando o papel fundamental de cães treinados em operações de resgate em condições adversas em uma publicação no Facebook.
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— Esse desfecho positivo só foi possível graças à ação rápida, ao forte trabalho em equipe e à dedicação de todos os envolvidos, especialmente do cão K-9 Bo, de focinho coberto de neve, que atuou com excelência em meio ao clima severo. Excelente trabalho ao trazer essa criança de volta para casa em segurança — diz a publicação.
A tempestade, que cobriu grande parte do estado em neve, representa um dos eventos climáticos mais severos da temporada, elevando o risco de acidentes e desaparecimentos em áreas residenciais e rurais.

O deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), afastado da presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), renovou o pedido de licença do mandato. Ele está sem exercer o cargo desde 10 de dezembro.

Bacellar foi preso durante a Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF), em 3 de dezembro. O parlamentar teria vazado informações sigilosas sobre investigação contra o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, acusado de intermediar compra e venda de armas para o Comando Vermelho (CV), principal facção criminosa do Rio de Janeiro.

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Mensagens interceptadaspelos investigadores fundamentaram a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) para prender e afastar Bacellar da presidência da Alerj.

Bacellar ocupava o comando da Casa desde 2023. Nesse período, chegou a ocupar interinamente o cargo de governador na ausência do titular Cláudio Castro.

Cinco dias depois da prisão determinada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, o plenário da Alerj decidiu, por 42 votos a 21, pela soltura de Bacellar.

A decisão da Alerj está prevista na Constituição. Quando a Justiça decreta a prisão de um deputado federal ou estadual, a medida precisa ser ratificada pela respectiva Casa legislativa. Após a votação, Moraes expediu o mandado de soltura de Bacellar e determinou o uso de tornozeleira

Primeiro pedido

No dia seguinte a soltura, Bacellar apresentou pedido de licença da Alerj por dez dias, até o início do recesso legislativo no estado, marcado para 19 de dezembro. A justificativa foi para resolver assuntos particulares.

O novo pedido de licença foi apresentado na volta do recesso, na última terça-feira (3), válida até 11 de fevereiro. Com o afastamento de Bacellar, a presidência da Alerj é ocupada pelo deputado Guilherme Delaroli (PL).

Relembre o caso

A Operação Zargun prendeu, em setembro, o então deputado estadual TH Joias. TH tinha assumido uma vaga na Alerj como suplente, cargo que perdeu após a prisão com a volta ao cargo do deputado titular.

A prisão de Bacellar, em dezembro, aconteceu enquanto ele prestava depoimento na sede da PF. A comunicação interceptada pela PF mostra que, na noite antes de ser preso, TH Joias procurou Bacellar, a quem chamou de “01”. O então presidente da Alerj orientou TH a esconder objetos que poderiam servir de prova. Os dois também se falaram na manhã da operação, antes de TH ser detido.

Tornozeleira eletrônica

Por decisão do ministro Alexandre de Moares, Bacellar tem que usar tornozeleira eletrônica e obedecer a algumas restrições, como permanecer afastado da presidência da Alerj, recolhimento domiciliar das 19h às 6h de segunda a sexta-feira e nos finais de semana, feriados e dias de folga, proibição de se comunicar com outros investigados, suspensão de porte de arma e entrega de passaporte.

O caso de Bacellar foi para o STF por estar no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como ADPF das Favelas, que investiga a atuação dos principais grupos criminosos violentos no estado.

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