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Uma pessoa morreu e pelo menos 13 ficaram feridas no último sábado (7), quando um brinquedo de parque de diversões desabou, no norte da Índia. Entre os afetados estavam visitantes e funcionários que trabalhavam no local no momento do incidente, segundo as autoridades.
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O trágico evento ocorreu por volta das 18h15, quando a estrutura começou a inclinar repentinamente, enquanto estava em funcionamento, e rodava no ar com os visitantes que aproveitavam a atração. Nesse momento, um policial que tentava ajudar outras pessoas foi atingido por parte do mecanismo e perdeu a vida, segundo o Times of India.
Acidente em parque de diversão na Índia deixa ao menos uma pessoa morta e 13 feridos, no sábado (7)
Reprodução / X
Os feridos foram levados às pressas para hospitais próximos e alguns ainda estão sob tratamento. As autoridades anunciaram que vão iniciar ações legais contra a pessoa responsável pela atração e abrir uma investigação para estabelecer as causas do incidente.
Testemunhas disseram que, após perceberem a queda, visitantes e agentes de segurança imediatamente se aproximaram para remover os que haviam ficado presos e facilitar a transferência dos feridos.
Após o episódio, o Primeiro-Ministro da Índia, Nayab Singh Saini, expressou condolências aos parentes da vítima e disse que ordenou que fosse garantido atendimento médico rápido aos afetados.
“Lamento profundamente o acidente ocorrido durante a Feira de Surajkund em Faridabad. Apresento minhas mais sinceras condolências à família da vítima fatal. As diretrizes necessárias foram emitidas às autoridades competentes para o atendimento imediato e adequado dos feridos. O Governo de Haryana está empenhado em prestar toda a assistência possível aos feridos e às suas famílias com a máxima rapidez e sensibilidade”, escreveu em seu perfil na rede X.
O desabamento do brinquedo ocorreu logo após outro incidente dentro da mesma propriedade, onde uma porta de acesso cedeu e feriu um homem e uma criança, segundo o jornal Times of India.
O chefe de gabinete do primeiro-ministro britânico Keir Starmer, Morgan McSweeney, renunciou neste domingo em meio à controvérsia em torno da nomeação de Peter Mandelson como embaixador em Washington, feita em 2024 apesar das ligações do diplomata com o criminoso sexual americano Jeffrey Epstein.
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O governo de Starmer enfrenta uma crise sem precedentes após as últimas revelações sobre os vínculos entre o ex-embaixador e Epstein.
“Após cuidadosa reflexão, decidi deixar o governo. A decisão de nomear Peter Mandelson foi errada. Ele prejudicou nosso partido, nosso país e a própria confiança na política”, afirmou Morgan McSweeney em comunicado escrito à BBC.
“Fui eu quem aconselhou o primeiro-ministro a fazer essa nomeação e assumo total responsabilidade por esse conselho”, acrescentou.
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Em Downing Street, McSweeney, que havia sido nomeado em outubro de 2024, era visto como o estrategista do poder trabalhista e braço direito de Starmer. A sua renúncia coincide com o anúncio do Ministério das Relações Exteriores britânico de que está revisando a indenização paga a Mandelson após sua demissão.
Seguindo o conselho do chefe de gabinete, Starmer nomeou Mandelson, ex-ministro trabalhista e ex-comissário europeu, para o cargo estratégico em dezembro de 2024, com o retorno de Donald Trump à Casa Branca. No entanto, ele o destituiu em setembro de 2025, após a publicação de documentos do caso Epstein que revelaram as suas relações com o financista.
Nesta semana, Starmer afirmou lamentar a nomeação de Mandelson e pediu desculpas às vítimas de Epstein, mas garantiu que não conhecia a dimensão dos vínculos entre o ex-embaixador e o criminoso americano, que se suicidou na prisão em 2019.
“Melhor amigo” do financista
A trajetória pública de Peter Mandelson, um dos nomes mais influentes do Partido Trabalhista e articulador central dos governos de Tony Blair, entrou em colapso após a divulgação de mais de 3 milhões de páginas de documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos ligados ao caso Jeffrey Epstein.
O material revelou a manutenção de vínculos entre Mandelson e o financista americano mesmo após sua condenação por crimes sexuais, desencadeando um escândalo político com forte repercussão em Londres.
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Os documentos organizam as suspeitas em três frentes. A mais sensível envolve o possível compartilhamento de informações governamentais confidenciais com Epstein, incluindo dados sobre a crise financeira de 2008, o que levantou suspeitas de quebra de confidencialidade estatal.
Além disso, alguns registros apontam pagamentos que somam cerca de US$ 75 mil feitos por Epstein a contas ligadas a Mandelson ou a seu marido, o brasileiro Reinaldo Ávila da Silva, citado nos documentos oficiais.
A imprensa britânica ainda teve acesso a uma fotografia de Mandelson usando apenas roupa íntima no apartamento de Epstein, em Paris, além de mensagens nas quais o ex-embaixador se referia ao financista como seu “melhor amigo”, ampliando o desgaste público e político.
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Agora, o governo de Keir Starmer estuda retirar seu título vitalício, enquanto a polícia metropolitana investiga uma possível violação de confidencialidade, em um episódio que aliados descrevem como o golpe definitivo em seu legado político.
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Um líder do Hamas, Khaled Meshal, afirmou neste domingo que o movimento islamista palestino não renunciará às suas armas e rejeitará qualquer domínio estrangeiro na Faixa de Gaza, apesar dos pedidos de desarmamento por parte de Israel e Estados Unidos.
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— Criminalizar a resistência, suas armas e aqueles que a realizaram é algo que não devemos aceitar — declarou Meshal em uma coletiva em Doha, acrescentando que o armamento do Hamas é parte integrante da “resistência” contra Israel nos territórios palestinos.
— Enquanto houver ocupação, há resistência. A resistência é um direito dos povos sob ocupação. É algo do qual as nações se orgulham — declarou o ex-chefe do gabinete político do grupo islamista, que atualmente dirige o escritório da diáspora do movimento.
Após o cessar-fogo de 10 de outubro, o plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para pôr fim definitivo à guerra entre Israel e Hamas entrou, em meados de janeiro, na sua segunda fase, que prevê o desarmamento do movimento e a retirada progressiva do Exército israelense de Gaza.
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Mas o Hamas, que governa o território desde 2007, faz do seu desarmamento uma linha vermelha, embora sem descartar entregar suas armas a uma futura autoridade palestina.
Segundo dirigentes israelenses, o movimento islamista ainda dispõe de 20.000 combatentes e de dezenas de milhares de armas em Gaza.
O governo do território, devastado por dois anos de guerra, deverá ser confiado, em uma fase transitória, a um comitê de 15 tecnocratas palestinos, sob a autoridade do chamado “Conselho de Paz”, presidido por Trump.
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Neste domingo, Meshal fez um apelo a esta entidade para que adote uma visão “equilibrada” que facilite a reconstrução de Gaza e o fluxo de ajuda humanitária, ao mesmo tempo que advertiu que o Hamas não aceitará uma “dominação estrangeira”.
A Península Ibérica recuperou a calma neste domingo, após a passagem da tempestade Marta, embora algumas províncias da Espanha permaneçam em alerta laranja, com chuvas de menor intensidade.
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Na Espanha, são esperadas “rajadas” de vento, “chuva” e “neve”, indicou a agência meteorológica nacional (Aemet), em seu último boletim.
A situação seria mais branda na região sul da Andaluzia, a mais afetada nos últimos dias pelas fortes precipitações que causaram inundações e levaram mais de 11.000 pessoas a abandonarem suas casas.
Na noite de sábado, o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, lamentou no X “a morte” de um funcionário do serviço de manutenção de estradas, falecido em uma região de neve no centro do país, informou a Defesa Civil em comunicado.
No vizinho Portugal, “a noite foi muito tranquila. Não há nada de significativo a assinalar”, indicou à AFP um porta-voz da Proteção Civil, que registrou a queda de cerca de 20 árvores e 10 inundações.
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O tráfego ferroviário continua perturbado, com a interrupção de várias linhas no norte e no centro do país, além de dezenas de milhares de residências sem eletricidade.
Os portugueses votam neste domingo no segundo turno da eleição presidencial.
A Península Ibérica é uma das mais afetadas pelas mudanças climáticas na Europa e enfrenta ondas de calor cada vez mais longas e episódios de chuvas fortes cada vez mais frequentes e intensos.
A Aemet espanhola reportou sete tempestades de grande magnitude desde o início do ano, um recorde desde o início destes registros em 2018.
Um novo caso de sarampo associado à Disneylândia levou autoridades de saúde da Califórnia a emitir um alerta para visitantes do parque. A confirmação amplia o monitoramento de pessoas que estiveram no local em datas e horários específicos e reforça orientações sobre vacinação e observação de sintomas.
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De acordo com a Agência de Saúde do Condado de Orange, o segundo caso envolve uma pessoa que visitou o Parque Disneyland em 22 de janeiro, entre 8h e 16h, e o Parque Disney California Adventure das 15h até o fechamento. As autoridades orientaram que quem esteve nesses locais nesse período verifique o estado de imunização, já que o sarampo pode se manifestar entre sete e 21 dias após a exposição.
Segundo a reportagem original publicada pelo California Post, equipes de saúde trabalham em conjunto com a administração do parque para identificar funcionários que possam ter tido contato com a pessoa infectada e avaliar possíveis cadeias de transmissão.
As autoridades também divulgaram recomendações para quem possa ter sido exposto. Pessoas que não estão totalmente imunizadas ou que não sabem seu estado vacinal devem procurar um profissional de saúde para receber a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola (SCR).
Se a exposição ocorreu há menos de sete dias, a orientação é buscar avaliação médica para verificar a possibilidade de vacinação ou uso de imunoglobulina. Já quem não é imune e teve contato há mais de sete dias deve permanecer em casa e limitar o contato com outras pessoas por 21 dias após a exposição.
No início da mesma semana, outro caso já havia sido confirmado, envolvendo um viajante internacional que chegou a Los Angeles e visitou a Disneylândia, o parque Disney California Adventure e um restaurante em um hotel da Disney em Anaheim. As informações também foram divulgadas pelo California Post.
As autoridades alertaram ainda para possível exposição ao vírus no restaurante Goofy’s Kitchen, no Disneyland Hotel, das 10h30 às 13h30, e nos parques Disneyland e Disney California Adventure, das 12h30 até o fechamento, no dia relacionado ao primeiro caso.
O sarampo é uma doença viral altamente transmissível. Os sintomas podem variar de febre, tosse, coriza, olhos vermelhos e uma erupção cutânea que geralmente começa no rosto antes de se espalhar para o resto do corpo. A recomendação das autoridades de saúde é que pessoas com esses sinais procurem atendimento médico.
António José Seguro, um socialista de centro, é o grande favorito para o segundo turno das eleições presidenciais deste domingo em Portugal, nas quais enfrenta André Ventura, líder de um partido de extrema direita que se tornou a segunda maior força política do país. Desde a vitória de Seguro no primeiro turno, a campanha foi profundamente impactada pelas fortes tempestades que atingiram Portugal nas últimas duas semanas, obrigando ao adiamento da votação por uma semana em pelo menos 14 círculos eleitorais entre os mais afetados.
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Contra a posição de Ventura, que defendia um adiamento em nível nacional, não previsto em lei, a eleição decisiva, que convoca 11 milhões de portugueses no país e no exterior, será realizada neste domingo. Os resultados serão divulgados à noite, com projeções de boca de urna a partir das 20h (horário local e GMT).
— Estou certo de que será feito tudo o que for necessário para garantir a segurança e a normalidade do processo eleitoral — declarou no sábado o primeiro-ministro Luís Montenegro.
Embora o papel do chefe de Estado português seja principalmente simbólico, ele atua como árbitro em momentos de crise e tem o poder de dissolver o Parlamento para convocar eleições legislativas antecipadas.
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Seguro, político experiente de 63 anos que passou a última década afastado da vida pública, liderava com 67% das intenções de voto, segundo a mais recente pesquisa divulgada na quarta-feira.
Ventura, deputado de 43 anos, aparecia com 33% das intenções de voto, de acordo com o mesmo levantamento.
A abstenção como “grande rival”
Enquanto a vitória anunciada já levantava temores de desmobilização do eleitorado no segundo turno, as condições climáticas adversas dos últimos dias levaram o candidato socialista a apontar a abstenção como seu “grande rival”.
— É preciso ir votar no domingo — insistiu na sexta-feira à noite, durante seu último comício de campanha, após repetir diversas vezes que o país acordaria na segunda-feira “em um pesadelo” caso o candidato de extrema direita saísse vencedor.
— Há quem faça de tudo para que os portugueses não vão votar — disse, em referência ao pedido de adiamento apresentado por Ventura.
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O presidente do partido antissistema Chega (“Basta”, em português), que promete uma “ruptura” com as forças políticas que governam Portugal há 50 anos, queixou-se de ter feito campanha em um cenário de “todos contra um”, o que teria tornado sua eleição “muito mais difícil”.
Seguro venceu o primeiro turno há três semanas, com 31,1% dos votos, e desde então garantiu o apoio de diversas personalidades políticas da extrema esquerda, do centro e até da direita, mas não do primeiro-ministro Luís Montenegro.
“O verdadeiro líder da direita”
O chefe do governo minoritário de direita, que no Parlamento por vezes conta com o apoio dos socialistas e em outras ocasiões da extrema direita, recusou-se a indicar voto no segundo turno após a eliminação do candidato apoiado por seu partido.
Ventura, por sua vez, avançou mais uma etapa ao chegar ao segundo turno com 23,5% dos votos, confirmando o crescimento eleitoral do Chega, partido que se tornou a principal força de oposição após as eleições legislativas de maio de 2025.
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A liderança da extrema direita busca “consolidar sua base eleitoral”, mas também “se afirmar como o verdadeiro líder da direita portuguesa”, explicou à AFP o cientista político José Santana Pereira, professor do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE).
O próximo presidente tomará posse no início de março, sucedendo o conservador Marcelo Rebelo de Sousa, que ocupa o cargo há dez anos.
Os japoneses foram às urnas neste domingo em eleições legislativas antecipadas, realizadas em meio a fortes nevascas, nas quais a primeira-ministra ultraconservadora Sanae Takaichi busca reforçar seu mandato. Segundo as pesquisas de opinião, o Partido Liberal Democrático (PLD), que governa o Japão há décadas de forma quase ininterrupta, deve conquistar mais dos 233 assentos necessários, de um total de 465, para retomar a maioria na Câmara Baixa.
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— Acho importante vir votar para que possamos participar adequadamente da política — disse à AFP uma mulher de 50 anos, de sobrenome Kondo, perto de um local de votação em Tóquio.
Fortes nevascas atingiram neste domingo grande parte do país, incluindo Tóquio e outras regiões que raramente veem neve no inverno.
— Tive dificuldade para encontrar o caminho até a urna porque a neve se acumulou ao redor e foi difícil chegar devido às más condições das estradas — relatou à emissora pública NHK um homem de cerca de 70 anos, na cidade de Aomori, no norte do Japão.
Pessoas fazem fila numa secção eleitoral para votar durante as eleições para a Câmara dos Representantes em Kawasaki, província de Kanagawa, em 8 de fevereiro de 2026
YUICHI YAMAZAKI / AFP
Após seis horas de votação, a participação era de 16,05%, uma queda de 3,07 pontos percentuais em relação às últimas eleições para a Câmara Baixa, em 2024.
Os locais de votação fecharam às 20h (11h GMT). De acordo com projeções da emissora pública NHK baseadas em pesquisas de boca de urna realizadas ao longo do dia, o PLD no poder e seu parceiro de coalizão devem conquistar entre 274 e 328 cadeiras, ante 198 anteriormente, podendo obter uma maioria de dois terços na Assembleia de 465 assentos.
Este seria o melhor resultado do PLD desde 2017, quando o mentor de Takaichi, o falecido ex-primeiro-ministro Shinzo Abe, obteve um desempenho semelhante.
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Takaichi, que conta com o apoio de Donald Trump, integra a ala ultraconservadora do PLD e é admiradora de Margaret Thatcher. Ela também defende uma linha dura em relação à imigração.
Em 19 de janeiro, anunciou a dissolução da Câmara Baixa do Parlamento, o que deu início a uma histórica campanha relâmpago de 16 dias.
“Falcão” diante da China
Takaichi assumiu o cargo em outubro, após a renúncia de seu antecessor, e desde então conseguiu atrair eleitores, inclusive jovens.
No entanto, precisou lidar com os problemas da segunda maior economia da Ásia.
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Após um pacote de estímulo de US$ 135 bilhões para mitigar os efeitos da inflação, principal motivo do descontentamento dos eleitores, ela prometeu durante a campanha suspender o imposto sobre o consumo de alimentos.
A dívida do Japão é o dobro do tamanho de sua economia e, nas últimas semanas, os juros dos títulos de longo prazo atingiram níveis recordes.
Na política externa, Takaichi é considerada um “falcão” em relação à China. Apenas duas semanas após assumir o cargo, sugeriu que o Japão poderia intervir militarmente caso Pequim tentasse tomar Taiwan à força.
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A China considera a ilha de regime democrático como parte de seu território e não descarta o uso da força para retomá-la.
A reação de Pequim às declarações foi convocar o embaixador japonês e alertar seus cidadãos para não visitarem o Japão. Também realizou exercícios aéreos conjuntos com a Rússia.
Trump não se pronunciou publicamente sobre a disputa, mas na semana passada classificou Takaichi como uma “líder forte, poderosa e sábia, que ama verdadeiramente seu país”.
Um russo suspeito de ter atirado e ferido o general russo foi preso em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, informou o Serviço Federal de Segurança (FSB, na sigla em russo) da Rússia, segundo a AFP. O alto oficial de inteligência militar russo Vladimir Alekseyev foi baleado várias vezes na última sexta-feira (6) quando estava em um prédio residencial na rodovia Volokolamskoye, em Moscou.
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O general de alta patente precisou ser hospitalizado imediatamente após o ataque, segundo autoridades. O caso está sendo investigado como “tentativa de homicídio”. O Comitê de Investigação da Rússia informou que “um desconhecido disparou várias vezes” contra o general de alto escalão e fugiu do local.
O suspeito, um homem na casa dos 60 anos, foi “preso e entregue à Rússia” após fugir para Dubai. Segundo investigações da Rússia, ao menos outros dois homens estão envolvidos no ataque. Um desses suspeitos foi preso ainda em Moscou e outro fugiu para a Ucrânia, segundo a mídia russa citou o FSB.
No sábado, foram divulgadas informações atualizadas sobre a saúde do militar, que foi levado às pressas em estado grave após ser baleado. Alexeyev recuperou a consciência após passar por uma cirurgia bem-sucedida, segundo reportagens da mídia russa.
“Depois, Alexeyev foi colocado em coma induzido medicamente. Agora ele recuperou a consciência. Neste momento, pode-se afirmar cautelosamente que a ameaça à sua vida passou”, disseram fontes médicas, segundo a agência estatal de notícias russa Tass.
Segundo uma fonte disse ao jornal econômico Kommersant, o militar foi ferido três vezes, na região do peito ou do abdômen, após sofrer uma emboscada.
Ainda de acordo com o jornal Kommersant, o agressor fingiu ser um entregador e atirou duas vezes contra o general na escadaria do prédio onde ele morava, ferindo-o no pé e no braço. Segundo a reportagem, publicada na sexta-feira, Alexeyev tentou tomar a arma dele e acabou sendo baleado novamente no peito, antes de o agressor fugir.
“A vítima foi hospitalizada em um dos hospitais da cidade”, disse o Comitê, sem detalhar informações sobre o agressor. A porta-voz Svetlana Petrenko afirmou que “estão sendo realizadas ações investigativas e medidas operacionais de registro para identificar a pessoa ou pessoas envolvidas”.
Segundo a BBC, estão sendo analisadas imagens de câmeras de segurança em busca de pistas e testemunhas também estão sendo ouvidas pelos investigadores.
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O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, responsabilizou a Ucrânia pelo ataque a tiros contra o general, acusando Kiev de tentar sabotar as negociações sobre a guerra entre os dois países.
Em declarações transmitidas pela televisão, Lavrov afirmou que a Ucrânia está por trás do “ato terrorista” e disse que Kiev teria como objetivo “interromper o processo de negociação”.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, estava sendo informado sobre o ataque.
— Desejamos, antes de tudo, que o general sobreviva e se recupere. Esperamos que esse seja o caso — disse ele a jornalistas.
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Quem é o general baleado?
De acordo com relatório do Serviço de Pesquisa do Congresso dos Estados Unidos, Alexeyev ocupa o cargo de primeiro vice-chefe da Diretoria Principal de Inteligência da Rússia (GRU), órgão responsável por operações de inteligência militar.
Oficial de carreira, ele foi condecorado com a medalha de Herói da Rússia por comandar operações de inteligência durante a intervenção russa na Síria, em apoio ao então líder Bashar al-Assad. Alexeyev também foi enviado para negociar com o chefe do grupo Wagner, Yevgeny Prigojin, durante a tentativa de motim contra a cúpula militar russa em 2023.
O general foi incluído em sanções da União Europeia e do Reino Unido depois que o GRU foi acusado de estar por trás do ataque com agente neurotóxico ocorrido em 2018 em Salisbury, no Reino Unido.
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Alexeyev também teve um papel significativo durante a guerra na Ucrânia, participando de negociações com autoridades ucranianas durante o cerco russo a Mariupol, em 2022.
O superior de Alexeyev no GRU, Igor Kostyukov, lidera a equipe russa que participa de negociações sobre questões de segurança com os Estados Unidos e a Ucrânia em Abu Dhabi.
Vários comandantes militares russos morreram desde que a Rússia lançou sua ofensiva em grande escala contra a Ucrânia, em fevereiro de 2022, e a Ucrânia reivindicou a responsabilidade por alguns desses ataques.
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Recentemente, um tribunal russo condenou à prisão perpétua um homem uzbeque pelo assassinato, em 2024, do general Igor Kirilov, chefe das forças de defesa radiológica, química e biológica do exército russo, morto em Moscou em um ataque com um patinete armado, que a Ucrânia reconheceu ter organizado.
Em dezembro de 2025, outro oficial de alto escalão do GRU, o tenente-general Fanil Sarvarov, foi morto quando um artefato explosivo detonou sob um carro em Moscou. Segundo o Comitê de Investigação da Rússia, ele chefiava o departamento de treinamento operacional das Forças Armadas.
O Washington Post anunciou neste sábado (7) a saída de seu CEO e publisher, Will Lewis, poucos dias após o famoso jornal de propriedade do bilionário fundador da Amazon, Jeff Bezos, realizar cortes drásticos de pessoal que provocaram indignação nos leitores.
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A gestão de Lewis à frente do veículo foi duramente criticada tanto por assinantes quanto pelos funcionários durante seus dois anos de mandato, nos quais tentou reverter as perdas financeiras do diário.
Lewis, que é britânico, foi substituído por Jeff D’Onofrio, ex-diretor-executivo da plataforma de redes sociais Tumblr, que foi para o Post no ano passado como diretor financeiro, informou a publicação.
Em um e-mail enviado ao pessoal e divulgado nas redes sociais por um dos jornalistas do Post, Lewis afirma que é “o momento adequado” para dar “um passo atrás”.
Em comunicado, o jornal limitou-se a informar que D’Onofrio substituiria Lewis “com efeito imediato”.
Centenas de jornalistas do Post, incluindo a maior parte de seu pessoal no exterior, de notícias locais e esportes, foram despedidos nos cortes generalizados do jornal anunciados esta semana.
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O Post não revelou o número de postos eliminados, mas o New York Times informou que aproximadamente 300 de seus 800 jornalistas foram dispensados.
A publicação abriu mão de toda a sua equipe de Oriente Médio, e também de seu correspondente na Ucrânia baseado em Kiev, apesar da continuidade da guerra com a Rússia.
Os departamentos de esportes, gráficos e notícias locais foram drasticamente reduzidos, e o podcast diário da publicação, Post Reports, foi suspenso, segundo a imprensa americana.
Centenas de pessoas se reuniram na quinta-feira em um protesto em frente à sede da publicação no centro de Washington.
O Washington Post é famoso pela investigação que causou a queda do presidente Richard Nixon no escândalo de Watergate e foi laureado com numerosos prêmios Pulitzer.
O Wall Street Journal informou no mês passado que 250 mil assinantes digitais cancelaram o Washington Post quando sua direção se negou a tomar posição antes das eleições presidenciais de 2024, vencidas por Donald Trump.
Além disso, o jornal perdeu cerca de 100 milhões de dólares em 2024 (R$ 523 milhões, na cotação atual) devido à queda de receitas com publicidade e assinaturas.
Uma pequena espécie de caracol das Ilhas Bermudas não irá à extinção graças a anos de trabalho de conservação, anunciou o Zoológico de Chester, na Inglaterra, em 31 de janeiro. O rastro desse pequeno gastrópode, cujo nome científico é Poecilozonites bermudensis, estava perdido até que vários espécimes apareceram em 2014 em um beco em Hamilton, capital desse território ultramarino britânico.
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As Bermudas são um arquipélago com mais de 100 ilhas, localizado no Atlântico Norte, a cerca de 1.000 quilômetros da costa leste dos Estados Unidos.
Alguns espécimes foram enviados para o Zoológico de Chester, no noroeste da Inglaterra, onde especialistas passaram anos desenvolvendo a população antes de soltar milhares deles na natureza em 2019.
O caracol “foi oficialmente salvo da extinção por especialistas dos zoológicos de Chester e Londres e do Zoológico das Bermudas”, afirmou o centro de animais do noroeste da Inglaterra em um comunicado.
A tratadora de invertebrados Katie Kelton com um caracol de espécie de Bermudas, que faz parte de um programa de reprodução no Zoológico de Chester, em Chester, noroeste da Inglaterra
Darren Staples / AFP
Um estudo publicado na revista Oryx mostrou que seis colônias de caracóis das Bermudas reintroduzidos se estabeleceram com sucesso nas Bermudas.
— O fato de estarem firmemente estabelecidos em seis áreas é uma grande conquista — disse Gerardo García, diretor de animais e plantas do Zoológico de Chester.
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Os caracóis estavam alojados em cápsulas no noroeste da Inglaterra e agora circulam livremente em Bermuda.
— Poder dizer que estão a salvo da extinção é incrível. É algo que os conservacionistas podem dizer uma, talvez duas vezes, em toda a sua carreira — acrescentou García.
Espécie de caracol de Bermudas faz parte de um programa de reprodução no Zoológico de Chester, em Chester, noroeste da Inglaterra
Darren Staples / AFP
O zoológico já abrigou cerca de 60 mil exemplares dessa espécie de caracol de Bermuda ameaçada de extinção, segundo a tratadora Katie Kelton.
— Havia muitos para cuidar — disse ela à AFP.
Exclusivos de Bermuda, esses caracóis existem há mais de um milhão de anos, mas enfrentam inúmeras ameaças, incluindo a destruição do habitat, o uso de pesticidas e o caracol-lobo, um predador.
Embora seja impossível garantir a sobrevivência permanente da espécie, o zoológico observa que agora sabe como reconstruir a população de forma rápida e eficaz. No entanto, acrescentou, a recuperação será consolidada com projetos de regeneração da natureza liderados pelo governo das Bermudas.
Com o sucesso do projeto, o Zoológico de Chester agora está se concentrando no caracol terrestre das Bermudas, menor e mais difícil de reproduzir, que pode estar extinto na natureza.

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