Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
A Procuradoria-Geral da Venezuela anunciou na manhã desta segunda-feira (hora local) que partiu do órgão a solicitação de prisão preventiva do líder da oposição Juan Pablo Guanipa, alegando que ele violara os termos de sua soltura poucas horas antes.
“A Procuradoria-Geral reitera que as medidas cautelares determinadas pelos tribunais estão condicionadas ao estrito cumprimento das obrigações impostas”, afirmou o órgão, solicitando que os tribunais “o transfiram para prisão domiciliar”.
Guanipa deixou a prisão no início da tarde de domingo e percorreu vários centros de detenção, em Caracas, de motocicleta, onde se encontrou com familiares de presos políticos e conversou com a imprensa.
A líder da oposição venezuelana e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, denunciou o “sequestro” do líder da oposição Juan Pablo Guanipa, que foi libertado da prisão no domingo como parte de um processo de libertação de presos políticos, anunciado dias após a deposição de Nicolás Maduro.
Aliados de María Corina Machado são soltos dias antes de votação de projeto de anistia na Venezuela
“Há poucos minutos, Juan Pablo Guanipa foi sequestrado no bairro de Los Chorros, em Caracas. Homens fortemente armados, vestidos à paisana, chegaram em quatro veículos e o levaram à força. Exigimos sua libertação imediata”, escreveu Machado em sua conta na revista X.
O líder político venezuelano Juan Pablo Guanipa, no domingo (8), dia em que foi libertado da prisão
Pedro Mattey / AFP
Guanipa é um colaborador próximo de María Corina. Ele entrou na clandestinidade em janeiro de 2025, após acompanhá-la a um protesto contra a posse de Maduro para um terceiro mandato consecutivo, e foi preso em maio daquele ano.
Após sua libertação, nesse domingo (8), ele visitou diversos centros de detenção, onde se encontrou com familiares e falou com a imprensa.
O filho de Guanipa, Ramón, exigiu provas de vida do pai e a “libertação imediata”.
Ele relatou, em uma mensagem no X, que foi interceptado por um grupo de “aproximadamente 10 pessoas não identificadas”.
“Anunciamos ao país que nosso líder nacional, Juan Pablo Guanipa, acaba de ser sequestrado por forças repressivas da ditadura enquanto viajava”, declarou o partido de Guanipa, Primero Justicia.
O magnata da mídia pró-democracia de Hong Kong, Jimmy Lai, foi condenado nesta segunda-feira a 20 anos de prisão por conluio com forças estrangeiras e sedição, no encerramento de um julgamento que atraiu condenação internacional.
“Após considerar a conduta criminosa grave e séria de Lai (…) o tribunal determinou que a pena total no presente caso deve ser de 20 anos de prisão”, de acordo com um resumo da decisão dos juízes.
Dois desses anos coincidem com uma pena de prisão que Lai já está cumprindo, o que significa que ele terá que deduzir outros 18 anos, escreveram os juízes.
Lai, de 78 anos, fundador do extinto Apple Daily, foi considerado culpado em dezembro de 2025 de duas acusações de conluio com forças estrangeiras, sob uma draconiana lei de segurança nacional imposta pela China, bem como de uma acusação de publicação sediciosa.
O empresário, detido desde dezembro, permaneceu impassível enquanto os juízes liam sua sentença, observou um jornalista da AFP presente no tribunal.
Ao ser conduzido para fora, ele cumprimentou solenemente o público na galeria, incluindo sua esposa, Teresa, e ex-jornalistas do Apple Daily.
O caso de Lai foi condenado por grupos de direitos humanos como um golpe mortal para a liberdade de imprensa em Hong Kong, enquanto líderes estrangeiros pediram sua libertação.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou ter levantado o caso de Lai — que possui cidadania britânica — em uma reunião com o presidente chinês Xi Jinping em janeiro. O presidente dos EUA, Donald Trump, também pediu sua libertação.
A Human Rights Watch declarou que o veredicto contra Lai é “efetivamente uma sentença de morte”.
O líder político libertado na Venezuela Juan Pablo Guanipa, um colaborador próximo da líder da oposição e ganhadora do Nobel da Paz, María Corina Machado, disse nesse domingo que o país deve caminhar rumo a um processo eleitoral que respeite a soberania popular.
Aliados de María Corina Machado são soltos dias antes de votação de projeto de anistia na Venezuela
Entenda: Veja o que mudou na Venezuela um mês após queda de Nicolás Maduro
A oposição ainda reivindica a vitória de seu candidato, Edmundo González Urrutia, nas eleições de 2024, após as quais o deposto Nicolás Maduro foi declarado vencedor, em meio a alegações de fraude.
– Acredito que isso deve terminar no respeito à vontade do povo venezuelano. Ou seja, em 28 de julho de 2024, o povo falou; houve uma decisão popular. Queremos respeitá-la? Vamos respeitá-la, esse é o princípio básico, é o lógico a se fazer. Vocês não querem respeitá-la? Então vamos ter um processo eleitoral – declarou Guanipa, que recuperou sua liberdade neste domingo.
María Corina Machado também celebrou no domingo a libertação de presos políticos, após um processo de libertação anunciado logo após a deposição de Maduro, em 3 de janeiro.
“Muito em breve nos encontraremos e nos abraçaremos em uma Venezuela livre, e agradeceremos a esses heróis por tudo o que fizeram para tornar a Venezuela o país que merecemos. Que Deus nos abençoe”, disse María Corina, em uma mensagem de áudio transmitida no X.
Machado deixou a Venezuela secretamente em dezembro para receber o Prêmio Nobel.
O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou duramente a apresentação de Bad Bunny, no intervalo do Super Bowl, nesse domingo, na Califórnia. Diante do sucesso da apresentação e da repercussão sobre a abordagem política do porto-riquenho, o magnata atirou nas redes sociais: “Uma afronta à grandeza americana” nas redes sociais.
Bad Bunny critica perseguição a imigrantes ao receber Grammy de Álbum de Música Urbana: ‘Fora ICE!’
O Super Bowl de Bad Bunny: 100% americano, totalmente em espanhol e com os olhos do mundo voltados para ele
Trump, que optou por não comparecer à popular final do Super Bowl, escreveu em sua conta na rede social Truth Social, imediatamente após a apresentação do artista de reggaeton, que “ninguém entendeu o que esse cara estava dizendo”. Em outras redes sociais, no entanto, parece que o público não só entendeu como aderiu em peso ao assunto. No X (antigo Twitter), por exemplo, Bad Bunny estava entre os primeiro tópicos mais comentados.
Na semana passada, as cidades ucranianas sofreram um dos maiores ataques dos últimos meses, com cerca de 500 drones e mísseis russos atingindo prédios e infraestrutura básica, incluindo usinas termelétricas e redes de transmissão de energia. Mas além da quantidade de projéteis, os recentes bombardeios russos empregam armas cada vez mais modernas, destinadas a causar estragos, mortes e a intimidar populações.
Antes de eleições de meio de mandato: Trump quer acordo para encerrar guerra na Ucrânia até junho, revela Zelensky
Cansaço da guerra: Em busca da paz, mais ucranianos consideram o que antes era impensável — ceder território
Com a guerra prestes a entrar em seu quinto ano, e ganhos terrestres tímidos a um custo humano elevado — em algumas batalhas em 2025, como em Chasiv Yar e Pokrovsk, o avanço foi de menos de 30 metros por dia — a Rússia de Vladimir Putin escolheu os bombardeios de grande escala como forma de pressionar Kiev a aceitar seus termos e talvez forçar uma capitulação. Ataques contra a infraestrutura deixaram milhões sem luz, água e aquecimento, em meio a um dos piores invernos dos últimos anos.
Há um mês, o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, sugeriu que alguns moradores deixassem temporariamente a cidade.
— A Rússia quer quebrar o moral da população ucraniana que resiste há quatro anos, principalmente em bombardeios durante o inverno, mas ainda não conseguiu minar o apoio interno — disse ao GLOBO Gunther Rudzit, professor de Relações Internacionais da ESPM. — Putin ainda tenta fazer com que os ucranianos pressionem suas lideranças a aceitar seus termos, mas não acredito que conseguirá.
‘Gravidade e urgência’: Agência Atômica se reúne por preocupação com segurança nuclear na Ucrânia
Nas ondas de ataques, os drones são protagonistas. Em cada uma das ações, centenas cortam os céus e, embora sejam abatidos em massa (a taxa de sucesso é de cerca de 5%, segundo levantamento do Instituto pela Ciência e Segurança Internacional), causaram estragos em praticamente todas as regiões ucranianas. Ao contrário dos primeiros meses de conflito, quando os Shahed-136, de fabricação iraniana, eram soberanos, eles têm hoje a companhia de outros modelos igualmente letais.
Drone iraniano Shahed-136 da Rússia interceptado pelo exército ucraniano
Reprodução: Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia
Os drones da família Geran — inspirados nos Shahed — têm versões a jato que atingem 600 km/h, e os Garpiya começaram a ser empregados em combate em 2024. A reforma das linhas de produção, de onde podem sair até 180 unidades por dia, abriu caminho para a implementação da tática conhecida como “matilha”, quando centenas de aeronaves são lançadas de uma só vez.
— A Rússia só consegue produzir nessa escala porque se tornou uma economia de guerra. E isso não diz respeito apenas à produção de armamentos em si, mas a todos os elos da cadeia armamentista, que analistas estimam representar hoje cerca de 40% do PIB russo — explica Rudzit. — Eles transformaram sua economia em uma economia de guerra de grande porte, produzindo praticamente tudo, mas isso tem um custo, e me pergunto se é sustentável.
Veículo passa por rua deserta e sem energia em Kiev
Roman PILIPEY / AFP
Nem só de drones se fazem os ataques. Na semana passada, os militares ucranianos mencionaram o uso do míssil Zircon 3M22, originalmente projetado para uso contra navios, mas que ganhou funções de ataque. Segundo Moscou, trata-se de um míssil hipersônico — que permite manobras a altas velocidades — com autonomia de mil quilômetros e que pode ser lançado de navios (principal plataforma) e submarinos e por terra.
Rússia testa novo míssil hipersônico de cruzeiro, o Zircon, no Mar de Barents
Ministério da Defesa da Rússia/Reuters
Embora Moscou classifique o Zircon como “superarma sem análogos”, os ucranianos dizem ter derrubado alguns deles no ano passado. Eles citam similaridades com outro míssil antinavios, o Kh-22, desenvolvido ainda nos tempos soviéticos, mas reconhecem que se defender do Zircon não é uma tarefa simples: em entrevista ao portal RBC Ucrânia, Yuri Ihnat, porta-voz da Força Aérea ucraniana, disse que “para interceptá-lo, o sistema Patriot precisa estar no lugar certo na hora certa”. Hoje, estima-se que haja 14 unidades de lançamento do Patriot na Ucrânia, e o presidente Volodymyr Zelensky faz apelos recorrentes aos aliados ocidentais por equipamentos.
— Contra ameaças balísticas, os sistemas mais eficazes, você sabe disso, são os Patriot. E isso significa que mísseis são necessários, mais mísseis para os Patriot — disse Zelensky na semana passada.
Nova corrida atômica? Conheça os armamentos russos que fizeram Trump ameaçar retomar testes nucleares nos EUA
Outra arma a preocupar os ucranianos é o míssil Kh-32, que sofreu uma série de atrasos desde o início de seu desenvolvimento, nos anos 1980, e que entrou em serviço em 2016. Com alcance de até mil quilômetros, é apresentado como “virtualmente impossível de ser interceptado” — tal como o Zircon, foi desenvolvido como arma contra navios.
Os militares afirmam que ele é empregado principalmente contra o sul, danificando plataformas de petróleo e a infraestrutura portuária, mas alegam que o fortalecimento das defesas aéreas locais reduziu sua eficácia.
— Recentemente, foram lançados contra Kiev nada menos que 12 mísseis desse tipo. Cada um carrega uma ogiva com cerca de uma tonelada. Nove foram interceptados. Este é um caso sem precedentes que merece toda a atenção e gratidão aos nossos militares que interceptaram esses mísseis — disse Ihnat ao RBC Ucrânia. — Antes disso, mais de 400 mísseis desse tipo foram lançados, e apenas três foram interceptados.
Bálticos na mira
Mais do que tentar forçar a Ucrânia a capitular ou aceitar condições mais duras em negociações que ainda parecem longe de uma conclusão, a ofensiva de inverno manda uma mensagem ao Ocidente: os arsenais russos estão cheios, com armas potentes e capazes de atingir o território europeu.
Rússia exibe implantação de mísseis Oreshnik com capacidade nuclear na Bielorrússia
Divulgação/Ministério da Defesa da Rússia
No começo do ano, um míssil balístico do modelo Oreshnik atingiu Lviv, localizada a cerca de 60km da fronteira com a Polônia, um país que integra a União Europeia e a Otan. Na ocasião, o chanceler ucraniano, Andrii Sybha, disse tratar-se de “uma grave ameaça à segurança do continente europeu e um teste à comunidade transatlântica”. A arma tem um alcance potencial de 5,5 mil km, é capaz de carregar ogivas nucleares — em Lviv e em Dniéper, onde foi usada pela primeira vez, em 2024, as cargas eram convencionais — e foi apresentada como “praticamente impossível de ser interceptada”.
— Putin já convenceu os europeus de que ele é uma ameaça e que ele não vai parar na Ucrânia. Tanto é que Finlândia e Suécia entraram na Otan. Os europeus estimam que, cinco anos após o fim da guerra na Ucrânia, ele terá se rearmado e testará a unidade do continente com uma ação militar, provavelmente contra uma das repúblicas bálticas — aponta Rudzit. — Para o público externo, Putin faz isso para que seu país seja visto como uma grande potência, para que ele seja temido. Isso também é fundamental para manter o apoio do público interno.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que receberá o líder chinês Xi Jinping na Casa Branca no final deste ano, enquanto as duas maiores economias do mundo buscam redefinir as relações abaladas por uma tensa guerra comercial.
Dirigentes políticos próximos da Nobel da Paz e líder da oposição da Venezuela, María Corina Machado, foram soltos neste domingo, um mês após o governo interino do país começar a libertar presos políticos, após a queda de Nicolás Maduro. Juan Pablo Guanipa, de 61 anos, e Perkins Rocha, de 63, foram soltos dois dias antes de o Parlamento venezuelano votar uma lei de anistia geral proposta pela presidente interina do país, Delcy Rodríguez, que assumiu o poder após a captura de Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos em 3 de janeiro.
Alex Saab: Aliado de Maduro é capturado em operação coordenada dos EUA com a Venezuela em Caracas
Entenda: Veja o que mudou na Venezuela um mês após queda de Nicolás Maduro
María Corina, que deixou a Venezuela em sigilo em dezembro para receber o Nobel, e cujo paradeiro é desconhecido desde então, comemorou as libertações.
“Meu querido Juan Pablo, contando os minutos para poder te abraçar! Você é um herói, e a história SEMPRE o reconhecerá. Liberdade para TODOS os presos políticos!!”, publicou a opositora em sua conta na rede social X.
Processo a conta-gotas: Venezuelanas fazem vigília pela libertação de presos políticos após início do processo de anistia
Em 8 de janeiro, o governo interino da Venezuela anunciou um processo para libertar um “número significativo” de presos políticos, em meio à pressão exercida pelo governo de Donald Trump nos EUA. Desde então, familiares e ONGs têm denunciado que as solturas estão ocorrendo a conta-gotas.
Ainda há outros colaboradores de Corina Machado presos, entre eles Freddy Superlano, detido durante a contestada reeleição de Maduro em 2024 para um terceiro mandato consecutivo. O ex-embaixador e ex-candidato presidencial Edmundo González Urrutia, que reivindica sua vitória no pleito de 2024, exigiu neste domingo “a liberdade plena e imediata de todas as pessoas presas por razões políticas”.
“Estas solturas não equivalem à liberdade plena. Enquanto os casos seguirem abertos, e persistirem medidas restritivas, ameaças e vigilância, a perseguição continua. A justiça não se satisfaz com saídas parciais nem condicionadas”, declarou no X González Urrutia, que vive exilado na Espanha.
A ONG Foro Penal, que defende presos políticos, informou ter verificado hoje 30 novas libertações. Segundo seus dados, cerca de 400 pessoas presas por motivos políticos foram soltas desde 8 de janeiro.
Juan Pablo Guanipa, ex-vice-presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, ao lado da líder da oposição no país, María Corina Machado
Pedro MATTEY / AFP
Juan Pablo Guanipa, que chegou a ocupar o cargo de vice-presidente do Parlamento, foi preso em 23 de maio de 2025, vinculado a uma suposta conspiração contra a eleição de governadores e deputados para o Parlamento. Sua libertação foi anunciada por seu filho Ramón Guanipa e, pouco depois, o próprio dirigente postou um vídeo no X, no qual mostra o que parece ser seu alvará de soltura.
— Aqui estamos, saindo em liberdade depois de um ano e meio — diz o opositor. — Dez meses escondidos, quase nove meses aqui detido. Hoje estamos livres. Muito o que falar sobre o presente e o futuro da Venezuela, sempre com a verdade em primeiro lugar.
‘Nojo, ódio e rancor’: Francês relata ‘calvário’ de cinco meses em prisões da Venezuela após ser acusado de espionagem
Guanipa passou meses foragido, e sua última aparição pública tinha ocorrido em 9 de janeiro de 2025, quando acompanhou Corina Machado em um ato contra a posse de Maduro após as eleições de 28 de julho de 2024, que a oposição denunciou como fraudulentas. Foi acusado de terrorismo, lavagem de dinheiro e incitação à violência e ao ódio.
Em 2017, o opositor foi eleito governador do estado petroleiro de Zulia, mas se negou a tomar posse perante a Assembleia Nacional Constituinte, alinhada a Maduro, por considerá-la ilegítima. Guanipa foi destituído, e novas eleições foram convocadas.
A prisão El Helicoide, em Caracas, na Venezuela
Yuri Cortez / AFP
Perkins Rocha, assessor jurídico de Corina Machado e delegado da maior coalizão opositora do país, também se juntou ao grupo de presos políticos libertados neste domingo, confirmaram sua família e a Foro Penal. A imprensa local divulgou fotografias de uma viatura policial estacionada em frente ao edifício onde Rocha reside em Caracas.
O opositor, que é advogado e professor universitário, foi liberado com medidas cautelares “muito rígidas”, publicou sua esposa, María Constanza Cipriani, em seu perfil na rede X, @MaCostanzaCR, sem detalhar as restrições.
“Agora vamos buscar a liberdade plena”, acrescentou, junto com uma fotografia de ambos.
Rocha estava preso há um ano e meio. Ele foi detido em 27 de agosto de 2024, em meio à onda de prisões realizadas após a questionada reeleição de Maduro em 28 de julho de 2024.
Captura, interrogatório, detenção: Entenda as versões sobre ação contra aliados de Maduro em Caracas
A oposição denunciou fraude após o órgão eleitoral venezuelano proclamar a vitória de Maduro sem divulgar os resultados detalhados, como exige a lei, alegando um ataque cibernético aos seus sistemas. Após a reeleição, protestos irromperam, deixando 28 mortos e mais de 2,4 mil detidos, classificados pelas autoridades chavistas como “terroristas”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou neste domingo (8) António José Seguro pela vitória nas eleições presidenciais em Portugal. Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que a eleição representa “a vitória da democracia” e que o resultado consolida a posição portuguesa de apoio ao acordo entre o Mercosul e a União Europeia.
“Numa eleição que se desenvolveu de forma pacífica e representa a vitória da democracia num momento tão importante para a Europa e o mundo. E consolida a posição de Portugal de apoio ao acordo Mercosul-União Europeia”, escreveu o presidente brasileiro.
Segundo Lula, o Brasil seguirá trabalhando em parceria com o novo chefe de Estado português e com o primeiro-ministro para o fortalecimento das relações bilaterais entre os dois países.
“O Brasil seguirá trabalhando em parceria com o presidente eleito e o primeiro-ministro Luís Montenegro pelo fortalecimento das relações bilaterais históricas entre nossos países, em defesa do multilateralismo e do desenvolvimento sustentável”, acrescentou Lula.
O candidato socialista moderado venceu o segundo turno da eleição presidencial em Portugal, realizado neste domingo, de maneira contundente, com 95% das urnas apuradas. Segundo os números, Seguro recebeu entre 66% votos válidos, contra 34% de André Ventura, líder do partido de extrema direita Chega, hoje a segunda força política do país.
— O povo português é excelente, que demonstrou um apego enorme à nossa democracia — afirmou Seguro a jornalistas na saída de sua casa, e dizendo que seu objetivo “é servir ao país”.
O Gabinete de segurança de Israel aprovou uma série de medidas que ampliam o controle e a presença jurídica israelense na Cisjordânia, território palestino ocupado e que enfrenta a expansão de assentamentos judaicos — ilegais pelas leis internacionais — e da repressão contra a população local pelas forças de segurança e colonos. Ao comentar as ações, um dos ministros disse que “continuaremos a matar a ideia de um Estado palestino”.
‘Nós o expulsaremos’: EUA usam avião de amigo de Trump para deportar palestinos à Cisjordânia
Divide território ao meio: Israel aprova plano de colonização da Cisjordânia que inviabiliza criação de Estado palestino
A principal ação foi a derrubada de uma lei cunhada nos tempos de controle jordaniano do território — a ocupação israelense teve início após a Guerra dos Seis Dias, em 1967 —, que proibia a compra de terras por pessoas que não fossem muçulmanas. Até agora, judeus que quisessem comprar terras na Cisjordânia precisavam de licenças e intermediários, mas agora, a nova interpretação quer “permitir que os judeus comprem terras na Judeia e Samaria (termo bíblico usado por Israel para se referir à Cisjordânia) da mesma forma que compram [terras] em Tel Aviv ou Jerusalém”.
O pacote ordena a publicação de todos os registros de propriedades na Cisjordânia, que até agora eram sigilosos, permitindo que os donos das terras sejam identificados e que possam ser pressionados a vender seus terrenos. Outra medida é a transferência da autoridade sobre novas construções no assentamento judaico de Hebron para Israel — até agora, essa era responsabilidade do município de Hebron, que responde à Autoridade Nacional Palestina (ANP), em conjunto com representantes de Israel.
Deterioração de direitos: ONU acusa Israel de impor ‘apartheid’ na Cisjordânia e intensificar discriminação
Pelo plano, Israel quer ampliar seus poderes administrativos nas áreas A e B, o que pode ser uma violação dos Acordos de Oslo II, assinados em 1995 e que estabeleceram as bases para um governo palestino da Cisjordânia. Segundo os acordos, a área A está sob controle civil palestino e militar de Israel, e a área B é controlada totalmente pela ANP.
Ao comentar as medidas, Bezalel Smotrich, ministro das Finanças e um dos defensores do plano, disse que ele e seus colegas de governo “continuarão a matar a ideia de um Estado palestino”.
Violência crescente: Guerra em Gaza esgarça limites da violência de colonos na Cisjordânia, classificada pela França como ‘atos terroristas’
Apesar da oposição de boa parte da comunidade internacional e dos Estados Unidos, o Gabinete do premier Benjamin Netanyahu não esconde as intenções de ocupar, de maneira total, a Cisjordânia, um desejo antigo dos colonos judeus. Em outubro, o Parlamento aprovou, em primeira votação, um projeto neste sentido, mas Netanyahu tentou se afastar da iniciativa, temendo represálias da Casa Branca — na quarta-feira, ele se reúne com o presidente americano, Donald Trump, em Washington, para discutir a situação em Gaza.
“Netanyahu prometeu acabar com o Hamas em Gaza, mas na prática optou por derrubar a Autoridade Palestina”, afirmou, em comunicado, a ONG israelense Peace Now, se referindo ao pacote anunciado neste domingo. “[O primeiro-ministro] cancela acordos assinados por Israel e impõe a anexação de facto [da Cisjordânia], em completa oposição à vontade do povo, aos interesses israelenses e à posição clara do presidente Trump.”
O presidente da ANP, Mahmoud Abbas, disse que o plano israelense é ilegal e inválido, e configura “uma tentativa aberta de Israel de legalizar a expansão dos assentamentos, o confisco de terras e a demolição de propriedades palestinas, inclusive em áreas de soberania palestina”. O grupo Hamas, presente na Faixa de Gaza, exigiu “que as nações árabes e muçulmanas cumpram sua responsabilidade histórica de desafiar a ocupação e seu grande plano de anexar a Cisjordânia”.
Veja vídeo: Imagens de soldados atirando em palestinos já rendidos geram acusações a Israel, que abre investigação
Sem contar Jerusalém Oriental, ocupada e anexada por Israel, mais de 500 mil israelenses vivem em assentamentos e postos avançados na Cisjordânia, considerados ilegais, segundo o direito internacional. Neste território vivem cerca de três milhões de palestinos. A ONU informou que a expansão de assentamentos israelenses na Cisjordânia alcançou, em 2025, seu nível mais alto desde 2017, quando a organização internacional começou a coletar esses dados.
(Com AFP)

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress