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No universo do Faça os EUA Grandes Novamente (Maga, na sigla em inglês), a reação desdenhosa do presidente Donald Trump à celebração da cultura latina e da unidade continental na apresentação de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl na noite de domingo (8/2) foi impecável. A militância também celebrou as mais de 6 milhões de pessoas que mudaram de tela para ver, na mesma hora, um espetáculo alternativo, comandado pelo veterano, e branco, Kid Rock, nascido Robert Richie, filho de um milionário do Michigan. O número de fato impressiona, embora seja um cisco frente à audiência do porto-riquenho. Batizado de “100% americano”, o show alternativo ofereceu o oposto do que o título prometia, com variações modorrentas do country consumidas por um nicho dos eleitores que irão às urnas este ano para decidir o controle do Congresso, além de um punhado de governos e legislativos estaduais. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, afirmou nesta segunda-feira que os eleitores respaldaram uma “mudança importante de política” ao concederem uma vitória expressiva à sua coalizão nas eleições legislativas, realizadas antecipadamente no domingo. Com o resultado, a líder ultraconservadora consolida poder na Câmara Baixa e ganha fôlego para avançar em sua agenda, que inclui aumento dos gastos com defesa, revisão de diretrizes de segurança e endurecimento das regras migratórias.
— A população demonstrou compreensão e simpatia pelos nossos apelos sobre a urgência de uma mudança importante de política — declarou Takaichi em entrevista coletiva em Tóquio. — Estou ciente da grande responsabilidade de tornar o Japão mais forte e mais próspero.
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O Partido Liberal Democrata de Takaichi (PLD), garantiu sozinho 316 cadeiras, superando com folga a maioria absoluta de 261 assentos na Câmara Baixa, composta por 465 membros e a mais poderosa das duas casas do Parlamento japonês. É um recorde desde a fundação do partido, em 1955, e o melhor resultado da legenda desde 2017. Com as 36 cadeiras conquistadas por seu novo aliado, o Partido da Inovação do Japão, a coalizão governista alcançou 352 assentos.
A eleição foi convocada por Takaichi apenas três meses após assumir a posição, em outubro, sucedendo o ex-primeiro-ministro Shigeru Ishiba, que renunciou ao cargo por estar pressionado pelos fracassos eleitorais de seu partido nas eleições legislativas durante seu mandato. Ao dissolver a Câmara em 19 de janeiro, ela apostou em uma campanha relâmpago de 16 dias para capitalizar sua popularidade inicial e conter o desgaste do PLD, atingido nos últimos anos por escândalos de financiamento e controvérsias envolvendo questões religiosas.
Primeira mulher a liderar o governo do Japão, Takaichi prometeu “trabalhar, trabalhar, trabalhar” — e seu estilo tem conquistado eleitores jovens que não se interessavam por política. Ao mesmo tempo, a oposição parece fragmentada: composta pelo antigo parceiro do PLD, o pacifista Komeito, apoiado por budistas, e pelo Partido Democrático Constitucional do Japão, liberal, a aliança caiu para menos de um terço de sua participação pré-eleitoral de 167 cadeiras.
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O resultado abre caminho para mudanças nas áreas de segurança e defesa. Takaichi prometeu revisar até dezembro as políticas do setor para fortalecer as capacidades militares ofensivas do Japão, incluindo a flexibilização da proibição de exportação de armas. A proposta representa um novo afastamento dos princípios pacifistas adotados pelo país após a Segunda Guerra Mundial. Ela também defende o aumento dos gastos militares, em meio às tensões regionais e à pressão dos Estados Unidos para que Tóquio amplie sua contribuição na área.
“Parabéns à primeira-ministra Takaichi por uma VITÓRIA ESMAGADORA na importantíssima votação de hoje. Ela é uma líder altamente respeitada e muito popular”, escreveu o presidente dos EUA, Donald Trump, na rede Truth Social. Em outra mensagem, afirmou: “Foi uma honra apoiá-la e sua coalizão. Desejo grande sucesso na implementação de seu programa conservador, centrado na paz por meio da força.” Takaichi agradeceu as “palavras calorosas” e disse que pretende reforçar a “unidade inabalável” entre os dois países.
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A primeira grande tarefa de Takaichi quando a Câmara Baixa se reunir novamente neste mês, porém, será trabalhar em um projeto de orçamento, atrasado por causa da eleição, para financiar medidas econômicas que enfrentem o aumento do custo de vida e os salários estagnados. A premier anunciou um pacote de estímulo de US$ 135 bilhões para mitigar os efeitos da inflação e prometeu suspender o imposto sobre o consumo de alimentos. A dívida pública japonesa é equivalente ao dobro do tamanho da economia.
Embora Takaichi tenha afirmado que busca conquistar apoio para políticas consideradas divisivas no Japão, ela evitou em grande parte discutir como financiar o aumento vertiginoso dos gastos militares, como reduzir as tensões diplomáticas com a China e outras questões. A premier tem defendido políticas mais rígidas em relação à imigração, a imposição de requisitos mais severos para proprietários estrangeiros e um limite para residentes de fora do país — iniciativas que ressoam junto à extrema direita, mas que, segundo especialistas, podem minar direitos civis.
— Com o aumento dos preços, o que mais me importa é quais políticas serão adotadas para enfrentar a inflação — declarou à AFP Chika Sakamoto, uma eleitora de 50 anos.
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Enquanto isso, os países asiáticos acompanharão de perto se Takaichi vai elevar ou moderar o tom, depois de ter gerado ruídos com a China em novembro com seus comentários sobre Taiwan. Com apenas 15 dias no cargo, ela sugeriu que o Japão poderia intervir militarmente caso Pequim tentasse tomar a ilha — de regime democrático e que Pequim considera parte do seu território — à força. Nesta segunda, o governo chinês prometeu uma “resposta contundente” caso as “forças de extrema direita no Japão façam uma leitura equivocada da situação e atuem de forma imprudente”. Takaichi, no entanto, disse que está aberta ao diálogo:
— Já temos trocas de pontos de vista. Continuaremos com as conversas. Mas vamos tratá-los de maneira serena e adequada — afirmou.
(Com AFP)
O calendário das fases da Lua de fevereiro 2026 começou com a Lua Cheia no dia 1, às 19h10. Ao todo, o mês conta com quatro mudanças de fase principais, terminando o ciclo no dia 24 de fevereiro. Se você busca saber que dia muda a lua, confira a tabela completa com as datas e horários de Brasília para as fases Nova, Crescente, Cheia e Minguante.
Fases da Lua em 2026: Calendário completo com datas e horários
Veja o calendário do ciclo lunar de fevereiro de 2026:
01/02 às 19h10: Lua Cheia
09/02 às 09h44: Lua Quarto Minguante
17/02 às 09h03: Lua Nova
24/02 às 09h28: Lua Quarto Crescente
Como funciona o ciclo lunar?
O ciclo lunar é o período de passagem da Lua por suas quatro fases, iniciando na Lua Nova, passando pela Crescente, alcançando seu auge na Cheia e, por fim, a Minguante, até voltar ao seu estágio inicial. Conhecido como mês lunar ou mês sinódico, esse ciclo tem uma duração média de aproximadamente 29,5 dias.
Como é cada fase da lua?
Lua Nova
Nesta fase, a Lua está praticamente imperceptível. Localizada entre a Terra e o Sol, sua parte iluminada fica voltada para o astro, tornando-a praticamente invisível a partir da visão terrestre. Apesar da falta de sua presença no céu noturno, é possível observar a sua presença durante o dia.
Nesta fase, como a Lua está alinhada com o Sol e a Terra, é criada uma força gravitacional combinada mais intensa, conhecidas como marés de sizígia. Esse cenário resulta em marés altas durante o período de Lua Nova. A relação entre o ciclo lunar e o movimento das marés se baseia na influência gravitacional que o satélite exerce sobre a Terra. Ou seja, a atração gravitacional da Lua provoca a formação de marés nos oceanos.
Lua Crescente
À medida que a Lua se afasta do Sol, uma fina fatia iluminada começa a aparecer. Esse pedaço, que antes era singelo, ao longo dos dias começa a tomar forma, crescendo. É por isso que essa fase se chama quadra da Lua Crescente, já que ela está aumentando gradualmente, encaminhando-se para a chegada da Lua Cheia.
Na fase de Quarto Crescente, a Lua e o Sol estão em ângulos retos em relação à Terra, o que reduz a força gravitacional combinada sobre os oceanos. Isso resulta em marés mais baixas, conhecidas como marés de quadratura.
Lua Cheia
Nesta fase, a Lua está diretamente oposta ao Sol em relação à Terra, e a sua face iluminada está totalmente visível. A fase Cheia é a mais brilhante e mais destacada, já que se torna possível observar o corpo celeste em sua totalidade, iluminando o céu noturno.
Nesta época, como a Lua está novamente entre a Terra e o Sol, as marés estão altas novamente.
Lua Minguante
Após alcançar seu auge, a Lua começa a diminuir de tamanho, passando por um processo contrário ao da fase Crescente. A Minguante, ao passar dos dias, vai afinando e sumindo do céu, à medida que o corpo celeste vai se colocando, novamente, entre a Terra e o Sol, retornando ao estágio inicial da Lua Nova e recomeçando o ciclo lunar.
Assim como na Lua Crescente, no período do Quarto Minguante, o ângulo do Sol e da Lua em relação à Terra provoca marés baixas.
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Quer saber quando muda a lua? O calendário das fases da Lua em 2026 já está disponível com datas e horários exatos para todo o ano. Seja para planejar atividades, observar o céu ou conferir o ciclo lunar atual, acompanhar as mudanças entre Lua Cheia, Nova, Crescente e Minguante é essencial. Confira abaixo o cronograma completo baseado nos dados oficiais do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).
Calendário lunar: veja as fases da Lua para 2026
Fases da Lua de janeiro
03/01 às 7h04: Lua Cheia
10/01 às 12h49: Lua Minguante
18/01 às 16h53: Lua Nova
26/01 às 1h48: Lua Crescente
Fases da Lua de fevereiro
01/02 às 19h10: Lua Cheia
09/02 às 09h44: Lua Quarto Minguante
17/02 às 09h03: Lua Nova
24/02 às 09h28: Lua Quarto Crescente
Fases da Lua de março
03/03 às 08h39: Lua Cheia
11/03 às 06h41: Lua Quarto Minguante
18/03 às 22h26: Lua Nova
25/03 às 16h19: Lua Quarto Crescente
Fases da Lua de abril
01/04 às 23h13: Lua Cheia
10/04 às 01h55: Lua Quarto Minguante
17/04 às 08h54: Lua Nova
23/04 às 23h33: Lua Quarto Crescente
Fases da Lua de maio
01/05 às 14h24: Lua Cheia
09/05 às 18h13: Lua Quarto Minguante
16/05 às 17h03: Lua Nova
23/05 às 08h12: Lua Quarto Crescente
31/05 às 05h46: Lua Cheia
Fases da Lua de junho
08/06 às 07h03: Lua Quarto Minguante
14/06 às 23h56: Lua Nova
21/06 às 18h55: Lua Quarto Crescente
29/06 às 20h58: Lua Cheia
Fases da Lua de julho
07/07 às 16h30: Lua Quarto Minguante
14/07 às 06h45: Lua Nova
21/07 às 08h05: Lua Quarto Crescente
29/07 às 11h37: Lua Cheia
Fases da Lua de agosto
05/08 às 23h22: Lua Quarto Minguante
12/08 às 14h37: Lua Nova
19/08 às 23h46: Lua Quarto Crescente
28/08 às 01h19: Lua Cheia
Fases da Lua de setembro
04/09 às 04h52: Lua Quarto Minguante
11/09 às 00h27: Lua Nova
18/09 às 17h44: Lua Quarto Crescente
26/09 às 13h50: Lua Cheia
Fases da Lua de outubro
03/10 às 10h26: Lua Quarto Minguante
10/10 às 12h50: Lua Nova
18/10 às 13h13: Lua Quarto Crescente
26/10 às 01h13: Lua Cheia
Fases da Lua de novembro
01/11 às 17h30: Lua Quarto Minguante
09/11 às 04h02: Lua Nova
17/11 às 08h48: Lua Quarto Crescente
24/11 às 11h55: Lua Cheia
Fases da Lua de dezembro
01/12 às 03h10: Lua Quarto Minguante
08/12 às 21h52: Lua Nova
17/12 às 02h43: Lua Quarto Crescente
23/12 às 22h29: Lua Cheia
30/12 às 16h00: Lua Quarto Minguante
Como é cada fase da lua?
Lua Nova
Nessa fase, a Lua está praticamente imperceptível. Localizada entre a Terra e o Sol, sua parte iluminada fica voltada para o astro, tornando-a praticamente invisível a partir da visão terrestre. Apesar da falta de sua presença no céu noturno, é possível observar a sua presença durante o dia.
Nesta fase, como a Lua está alinhada com o Sol e a Terra, é criada uma força gravitacional combinada mais intensa, conhecidas como marés de sizígia. Esse cenário resulta em marés altas durante o período de Lua Nova. A relação entre o ciclo lunar e o movimento das marés se baseia na influência gravitacional que o satélite exerce sobre a Terra. Ou seja, a atração gravitacional da Lua provoca a formação de marés nos oceanos.
Lua Crescente
À medida que a Lua se afasta do Sol, uma fina fatia iluminada começa a aparecer. Esse pedaço, que antes era singelo, ao longo dos dias, começa a tomar forma, crescendo. É por isso que esta fase se chama quadra da Lua Crescente, já que ela está aumentando gradualmente, se encaminhando para a chegada da Lua Cheia.
Na fase de Quarto Crescente, a Lua e o Sol estão em ângulos retos em relação à Terra, o que reduz a força gravitacional combinada sobre os oceanos. Isso resulta em marés mais baixas, conhecidas como marés de quadratura.
Lua Cheia
Nesta fase, a Lua está diretamente oposta ao Sol em relação à Terra, e a sua face iluminada está totalmente visível. A fase Cheia é a mais brilhante e mais destacada, já que se torna possível observar o corpo celeste em sua totalidade, iluminando o céu noturno.
Nesta época, como a Lua está novamente entre a Terra e o Sol, as marés estão altas novamente.
Lua Minguante
Após alcançar seu auge, a Lua começa a diminuir de tamanho, passando por um processo contrário ao da fase Crescente. A Minguante, ao passar dos dias, vai afinando e sumindo do céu, à medida que o corpo celeste vai se colocando, novamente, entre a Terra e o Sol, retornando ao estágio inicial da Lua Nova e recomeçando o ciclo lunar.
Assim como na Lua Crescente, no período do Quarto Minguante, o ângulo do Sol e da Lua em relação à Terra provocam marés baixas.
O premier britânico, Keir Starmer, está “focado em seu trabalho” e não pretende renunciar ao cargo, em meio ao escândalo envolvendo o ex-embaixador em Washington Peter Mandelson e o criminoso sexual Jeffrey Epstein, segundo um porta-voz. Em menos de 24 horas, o chefe de gabinete e o direto de comunicação de Starmer pediram demissão.
Caso Epstein: Cúmplice do financista depõe a portas fechadas ao Congresso dos EUA, mas deve invocar direito ao silêncio
Entenda: E-mails indicam que príncipe Andrew pode ter compartilhado informações sensíveis com Jeffrey Epstein
“Decidi me retirar para permitir a formação de uma nova equipe em Downing Street”, declarou o diretor de comunicação, Tim Allan, em comunicado, menos de 24 horas depois da renúncia do chefe de gabinete de Starmer, Morgan McSweeney. “Desejo ao primeiro-ministro e à sua equipe o maior dos sucessos”, acrescentou Allan, que ocupava o cargo havia cinco meses.
O governo de Starmer enfrenta uma crise sem precedentes após as revelações sobre as relações entre Mandelson e Epstein.
No domingo, McSweeney anunciou sua renúncia por ter “aconselhado” o primeiro-ministro a nomear Mandelson como embaixador em Washington, apesar de suas ligações com o criminoso sexual.
“Após uma reflexão madura, decidi renunciar ao governo. A nomeação de Peter Mandelson foi um erro (…) Aconselhei ao primeiro-ministro essa nomeação e assumo a responsabilidade”, declarou McSweeney.
Na quinta-feira, Starmer descartou renunciar, apesar das pressões, e defendeu a nomeação feita em 2024.
“Tenho a intenção de continuar realizando esse trabalho vital para nosso país, porque acredito que é o enfoque absoluto e a prioridade máxima deste governo”, afirmou o premiê.
Mandelson, de 72 anos, está entre as figuras envolvidas nas recentes revelações sobre vínculos com o falecido financista norte-americano, que se suicidou na prisão em 2019, enquanto enfrentava acusações de tráfico sexual de menores.
Trocas de e-mails entre Epstein e Mandelson mostram amizade, transações financeiras, fotos privadas e evidências de que o diplomata britânico compartilhou informações confidenciais com o financista há quase duas décadas.
“Sinto ter acreditado nas mentiras de (Peter) Mandelson e tê-lo nomeado”, disse Starmer na quinta-feira.
O diretor de comunicação do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, Tim Allan, anunciou nesta segunda-feira sua demissão, em um novo revés para o líder trabalhista após o escândalo envolvendo o ex-embaixador em Washington Peter Mandelson e o criminoso sexual Jeffrey Epstein.
Caso Epstein: Cúmplice do financista depõe a portas fechadas ao Congresso dos EUA, mas deve invocar direito ao silêncio
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“Decidi me retirar para permitir a formação de uma nova equipe em Downing Street”, declarou Allan em comunicado, menos de 24 horas depois da renúncia do chefe de gabinete de Starmer, Morgan McSweeney. “Desejo ao primeiro-ministro e à sua equipe o maior dos sucessos”, acrescentou Allan, que ocupava o cargo havia cinco meses.
O governo de Starmer enfrenta uma crise sem precedentes após as revelações sobre as relações entre Mandelson e Epstein.
No domingo, McSweeney anunciou sua renúncia por ter “aconselhado” o primeiro-ministro a nomear Mandelson como embaixador em Washington, apesar de suas ligações com o criminoso sexual.
“Após uma reflexão madura, decidi renunciar ao governo. A nomeação de Peter Mandelson foi um erro (…) Aconselhei ao primeiro-ministro essa nomeação e assumo a responsabilidade”, declarou McSweeney.
Na quinta-feira, Starmer descartou renunciar, apesar das pressões, e defendeu a nomeação feita em 2024.
“Tenho a intenção de continuar realizando esse trabalho vital para nosso país, porque acredito que é o enfoque absoluto e a prioridade máxima deste governo”, afirmou o premiê.
Mandelson, de 72 anos, está entre as figuras envolvidas nas recentes revelações sobre vínculos com o falecido financista norte-americano, que se suicidou na prisão em 2019, enquanto enfrentava acusações de tráfico sexual de menores.
Trocas de e-mails entre Epstein e Mandelson mostram amizade, transações financeiras, fotos privadas e evidências de que o diplomata britânico compartilhou informações confidenciais com o financista há quase duas décadas.
“Sinto ter acreditado nas mentiras de (Peter) Mandelson e tê-lo nomeado”, disse Starmer na quinta-feira.
As autoridades cubanas informaram às companhias aéreas que operam no país que o fornecimento de querosene será suspenso por um mês a partir da meia-noite de segunda-feira, em meio à crise energética que atinge a ilha e já provoca impactos no turismo, um dos principais setores da economia. Segundo o governo, a escassez de combustíveis é consequência da pressão dos Estados Unidos, que ameaçam impor tarifas a países que forneçam petróleo a Cuba.
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— A aviação civil cubana notificou todas as companhias de que não haverá mais fornecimento de JetFuel, o combustível de aviação, a partir de terça-feira, 10 de fevereiro, às 0h00 — horário local, indicou, sob condição de anonimato, um executivo de uma companhia aérea europeia à AFP.
Segundo ele, por enquanto, a medida foi anunciada por um período de um mês e obrigará as companhias que operam voos de longa distância a realizar uma “escala técnica” nos voos de retorno para garantir o abastecimento de querosene.
Os voos regionais deverão conseguir manter suas conexões normalmente, precisou a fonte.
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A companhia Air France em Havana informou à AFP que mantém sua rota, com uma escala técnica prevista em outro país do Caribe.
Cuba enfrenta uma gravíssima crise energética após o fim do fornecimento de petróleo por parte da Venezuela, depois da queda de Nicolás Maduro.
O governo cubano anunciou na sexta-feira um conjunto de medidas de emergência, entre elas a semana de trabalho de quatro dias e o teletrabalho nas administrações e empresas estatais, além de restrições na venda de combustível, para enfrentar a crise energética.
Também foi anunciada a redução dos serviços de ônibus e trens entre províncias, assim como o fechamento de determinados estabelecimentos turísticos.
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Na área da educação, os dias letivos serão mais curtos e as universidades funcionarão em regime semipresencial. Essas medidas devem permitir a economia de combustível para favorecer “a produção de alimentos e a produção de eletricidade” e possibilitar “a preservação das atividades fundamentais que geram divisas”, declarou o vice-primeiro-ministro Oscar Pérez-Oliva Fraga à televisão estatal.
Após ter interrompido os envios da Venezuela em decorrência da captura de Maduro no início de janeiro, Donald Trump assinou na semana passada um decreto que indica que os Estados Unidos poderão impor tarifas aos países que vendem petróleo a Havana.
Além disso, Trump assegurou que o México deixará de fornecer petróleo a Cuba, como vinha fazendo desde 2023.
— Estamos realizando todos os esforços diplomáticos para retomar o envio de petróleo a Cuba. Evidentemente, não queremos que haja sanções contra o México, mas estamos nesse processo de diálogo e, por enquanto, será enviada ajuda humanitária — afirmou a presidente Claudia Sheinbaum, após o país suspender o envio de petróleo à ilha, temendo as tarifas americanas.
Para justificar sua política, Washington invoca uma “ameaça excepcional” que, segundo afirma, Cuba representa. A ilha diz que Trump quer “asfixiá-la”.
(Com AFP)
Por décadas, Jimmy Lai, o magnata da mídia, usou sua riqueza e seu jornal em Hong Kong para criticar os excessos autoritários de Pequim e dar voz àqueles que esperam pela democracia na China. Quando um tribunal em Hong Kong o condenou a 20 anos de prisão nesta segunda-feira, tornou-se claro que a resistência democrática agora cobra o mesmo preço nos dois lados da fronteira.
Entenda o caso: Magnata da mídia pró-democracia de Hong Kong, Jimmy Lai, é condenado a 20 anos de prisão
‘Países mais poderosos do mundo’: Trump diz que Xi Jinping visitará os EUA ‘no final do ano’
A decisão judicial histórica conclui um esforço de anos de Pequim para desmantelar a influência de um autoproclamado “agitador”, a quem culpou por idealizar os protestos pró-democracia de Hong Kong há quase sete anos. Críticos dizem que Pequim declarou Lai culpado antes mesmo que ele pudesse receber um julgamento justo.
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A decisão tem um impacto muito além do destino de um homem. Junto com Lai, seis de seus ex-funcionários no extinto jornal Apple Daily foram condenados a penas de até 10 anos, estabelecendo um novo e sombrio marco para a mídia outrora livre da cidade. Embora o governo sustente que esses casos tratam de segurança nacional, a escala das penalidades ressalta o estreitamento da janela para o jornalismo independente no que já foi o centro de mídia da Ásia.
Ao aplicar as mesmas penalidades pesadas, geralmente reservadas a dissidentes no continente, a um magnata da mídia local e seus editores, Pequim também acelerou a erosão de um arranjo político que deveria preservar as liberdades de estilo ocidental de Hong Kong, dizem críticos.
— As sentenças impostas a Lai e seus colegas são muito severas, mesmo para os padrões do continente [da China continental] — disse Elaine Pearson, diretora de Ásia da Human Rights Watch, observando que apenas um dissidente chinês recebeu uma pena de prisão mais longa que a de Lai: Ilham Tohti, um professor de economia que defendia a minoria uigur na região de Xinjiang, no extremo oeste da China, e foi condenado à prisão perpétua em 2014.
Xi Jinping, o líder chinês mais poderoso em décadas, empreendeu uma repressão de longo alcance contra quaisquer vestígios de dissidência em seu país. Ele visou não apenas ativistas de direitos humanos, mas também empresários, intelectuais e membros da elite do partido, alguns dos quais foram condenados a quase 20 anos de prisão.
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Embora Hong Kong tenha um sistema jurídico separado do continente, o processo contra Lai destacou como as linhas tendem a se confundir quando se trata das leis de segurança nacional, analisou Pearson.
— Esses julgamentos de segurança nacional estão, em última análise, servindo a um objetivo político de extinguir a dissidência e enviar uma mensagem a qualquer pessoa que ouse criticar o Partido Comunista Chinês — disse ela.
A sentença é efetivamente uma prisão perpétua para Lai, que tem 78 anos e está com a saúde debilitada, apontou sua família. “Esta é uma sentença dolorosamente cruel”, disse sua filha, Claire Lai, em um comunicado. “Se esta sentença for cumprida, ele morrerá como um mártir atrás das grades”.
No tribunal, Lai demonstrou pouca surpresa, mesmo quando o anúncio foi recebido com choro entre alguns apoiadores na galeria pública. Vestido com uma camisa branca e paletó branco, Lai sorriu e acenou para sua esposa. Ele fez um gesto de coração com as mãos para seus apoiadores. De muitas maneiras, ele se comportou como um homem que estava conformado com uma sentença predeterminada.
Teresa Lai, esposa do magnata Jimmy Lai, e Joseph Zen, cardeal aposentado da Igreja Católica, chegam ao Tribunal de Magistrados de West Kowloon para acompanhar a sentença
Peter Parks/AFP
Relembre os protestos em 200: Mais de um milhão de manifestantes pró-democracia protestam no Ano Novo em Hong Kong
Os juízes escreveram que Jimmy Lai merecia punição severa porque era “sem dúvida o mentor” das conspirações que foi condenado por orquestrar. Eles também disseram que reduziram sua sentença em 25 meses após considerar seus problemas de saúde, que incluem diabetes e hipertensão.
A audiência foi realizada sob forte segurança. Grupos de policiais, muitos em coletes táticos, estavam posicionados do lado de fora do tribunal em um bairro de classe trabalhadora na península de Kowloon, em Hong Kong. Um veículo blindado patrulhava o perímetro.
Pessoas que esperavam para entrar no tribunal dormiram do lado de fora em colchonetes durante a noite, envolvendo-se em cobertores. A polícia isolou a área com fita de segurança e impediu que repórteres entrevistassem as pessoas na fila.
Lai foi condenado em dezembro por “conspiração para conluio com forças estrangeiras”, uma acusação que surgiu de reuniões que ele manteve com políticos nos EUA. Ele também foi considerado culpado de conspiração para publicar material sedicioso no Apple Daily, o jornal pró-democracia em língua chinesa, agora fechado, que ele fundou em 1995.
Forte esquema de segurança foi montado em volta de tribunal durante leitura da sentença de Jimmy Lai
Peter Parks/AFP
A China rotulou o magnata como um traidor que buscava minar o domínio do Partido Comunista sobre Hong Kong e a China. Eles o acusaram de ser a “mão negra” por trás dos protestos antigovernamentais que envolveram Hong Kong em 2019.
Mesmo em uma cidade hipercapitalista cheia de milionários que se fizeram sozinhos, a história de superação de Lai se destacou. Ele fugiu de uma China assolada pela pobreza como clandestino quando era menino e subiu na vida trabalhando nas fábricas de roupas da cidade. Isso levou ao lançamento de sua própria marca de roupas casuais em 1981, o que lhe rendeu sua primeira fortuna.
Ele teve um despertar político após a repressão mortal contra manifestantes pró-democracia na Praça da Paz Celestial e arredores, em Pequim, em 1989, e irritou Pequim ao chamar Li Peng, o oficial chinês que ordenou a repressão, de “filho de ovo de tartaruga”, um grande insulto em chinês.
Especialistas em temas jurídicos e grupos de direitos humanos dizem que Lai não teve chance de um julgamento justo. Casos de segurança nacional são ouvidos por juízes escolhidos a dedo pelo líder de Hong Kong, em vez de júris. Veículos de mídia de propriedade do Partido Comunista na cidade também declararam Lai culpado muito antes de seu julgamento começar.
Conselho Legislativo: Hong Kong realiza eleição limitada a candidatos ‘patriotas’, em meio a cobranças por responsabilização após incêndio mortal
Governos ocidentais pediram a libertação de Lai, um cidadão britânico, e descreveram seu julgamento como politicamente motivado. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse que tratou sobre o caso do empresário durante uma reunião com Xi, no mês passado em Pequim. Falando em uma audiência parlamentar britânica na semana passada, o filho de Lai, Sebastien Lai, criticou o governo de Starmer por não fazer da libertação de seu pai uma condição para a visita à China.
A secretária de relações exteriores britânica, Yvette Cooper, pediu na segunda-feira que Hong Kong liberte Jimmy Lai por motivos humanitários, citando sua saúde preocupante. Cooper disse que seu caso estava sendo discutido entre os governos britânico e chinês nos “níveis mais altos” após a visita de Starmer, e que os dois países iriam se “envolver rapidamente de forma mais profunda” agora que Lai havia sido sentenciado.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que pediu a Xi que considerasse a libertação de Lai. David Perdue, o embaixador dos EUA na China, descreveu o caso como uma “conversa contínua” entre Trump e Xi em uma entrevista à Bloomberg TV no mês passado.
Pequim descartou os apelos pela libertação de Lai como “interferência flagrante” em assuntos internos da China.
Marcelo Ninio: Trump reforça intenção de manter trégua com a China
O braço de segurança nacional de Pequim em Hong Kong criticou manifestações ocidentais pelos pedidos de a libertação de Lai “sob o pretexto de direitos humanos”. Enquanto isso, o líder de Hong Kong, o chefe do Executivo John Lee, disse em um comunicado que a sentença era “profundamente gratificante”. Ele chamou os crimes de Lai de hediondos e absolutamente desprezíveis”.
A única chance de liberdade do magnata reside em ele ser exilado para outro país, talvez por motivos médicos, disse Mark Clifford, presidente da Committee for Freedom in Hong Kong Foundation e autor de um livro sobre Lai chamado “The Troublemaker”.
— A China precisa entender que Lai causa mais problemas na prisão do que fora dela — acrescentou Clifford, argumentando que a prisão dificultava uma reaproximação entre os EUA e a China. — Enviá-lo para o exílio seria do interesse de todos.
Vítimas do financista Jeffrey Epstein surpreenderam o público do Super Bowl neste domingo ao exibirem um anúncio impactante exigindo a divulgação integral de milhões de arquivos ainda não tornados públicos pelas autoridades dos Estados Unidos.
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No vídeo, veiculado pouco antes da transmissão do jogo, oito mulheres aparecem segurando fotografias de quando eram mais jovens — período em que afirmam ter sido abusadas por Epstein. Em mensagem conjunta, dizem: “Depois de anos sendo mantidas separadas, estamos juntas. Porque todas nós merecemos a verdade”.
Assista ao comercial:
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O comercial termina com um apelo direto para que o público pressione a procuradora-geral Pam Bondi a autorizar a divulgação do material remanescente. A peça foi ao ar pouco antes de milhões de espectadores acompanharem a final entre New England Patriots e Seattle Seahawks, disputada no Levi’s Stadium, na Califórnia.
A reação foi imediata nas redes sociais, com comentários de surpresa e apoio às sobreviventes. Usuários destacaram a coragem do grupo e reforçaram o pedido para que os chamados “arquivos Epstein” sejam liberados sem restrições.
O protesto ocorre após o Departamento de Justiça dos EUA divulgar um novo e amplo lote de documentos relacionados ao caso. Segundo o vice-procurador-geral Todd Blanche, já foram tornadas públicas mais de 3,5 milhões de páginas, além de cerca de 2.000 vídeos e 180 mil imagens reunidas ao longo de mais de uma década de investigação.
Apesar disso, a decisão de manter sob sigilo aproximadamente seis milhões de arquivos alimentou acusações de acobertamento. O Departamento de Justiça sustenta que a liberação integral não é possível por razões legais, como a proteção da identidade das vítimas, a presença de material ilegal e o risco de interferência em investigações ainda em andamento.
A divulgação total dos registros estava prevista para dezembro de 2025, após a sanção da Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, que determinava a liberação em até 30 dias. O prazo expirou sem o cumprimento integral da medida. Diante da pressão, o Congresso poderá analisar versões não editadas dos documentos em terminais do próprio Departamento de Justiça, sem autorização para cópias.
Epstein morreu na prisão em 2019 enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual. O anúncio exibido no Super Bowl reacendeu o debate público sobre o caso e colocou novamente no centro das atenções a demanda por transparência e responsabilização.
Com posições nacionalistas, reputação de viciada em trabalho e imagem inovadora como ex-baterista de “heavy metal”, Sanae Takaichi, a primeira mulher a governar o Japão, conquistou eleitores — especialmente os mais jovens.
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Em outubro, Takaichi tornou-se a primeira mulher à frente do arquipélago japonês, embora suas posturas ultranacionalistas e sua ideologia conservadora estejam distantes das reivindicações feministas tradicionais.
A popularidade foi confirmada no domingo nas urnas, com vitória expressiva do Partido Liberal Democrata (PLD, direita nacionalista), que ela dirige desde outubro e que deve alcançar ampla maioria absoluta na Câmara Baixa do Parlamento.
Com o resultado, a premiê ganha força para implementar um programa que prevê reforço das Forças Armadas e novas medidas de estímulo à economia.
Há quatro meses, Takaichi havia herdado um partido em dificuldades, sem maioria absoluta e com eleitores desencantados diante da inflação persistente, de um escândalo de financiamento e da ascensão do partido populista anti-imigração Sanseito.
Crítica de Pequim
Fiel à reputação de ultraconservadora, a primeira-ministra adotou desde o início tom duro contra a imigração e não hesitou em confrontar a China.
Em novembro, no Parlamento, afirmou que o Japão poderia intervir militarmente caso Pequim lançasse um ataque contra Taiwan, ilha cuja soberania é reivindicada pelos chineses.
A resposta veio com restrições chinesas à exportação de produtos de possível uso militar e de terras raras essenciais para veículos elétricos e mísseis.
O episódio não foi isolado. Quando ministra da Segurança Econômica, Takaichi já havia criticado o fortalecimento militar chinês na região e defendido maior cooperação em segurança entre Taipé e Tóquio.
Ela também visitava com frequência o santuário Yasukuni, que homenageia 2,5 milhões de mortos — entre eles criminosos de guerra — e é visto por países asiáticos como símbolo das atrocidades imperialistas japonesas na Segunda Guerra Mundial e antes dela.
Heavy metal e Margaret Thatcher
Ex-baterista de uma banda universitária de “heavy metal”, Takaichi demonstrou recentemente suas habilidades musicais ao interpretar duas canções de K-pop ao lado do presidente sul-coreano Lee Jae Myung.
As imagens da premiê sorridente, tocando bateria com energia, repercutiram nas redes sociais e geraram elogios. Alguns internautas chegaram a questionar se o vídeo havia sido produzido por inteligência artificial.
Assim como seu mentor, o ex-primeiro-ministro Shinzo Abe, assassinado em 2022, ela buscou aproximação com Donald Trump, a quem dirigiu elogios e presenteou com itens que iam de uma bolsa e um taco de golfe a carne bovina dos Estados Unidos.
Embora se declare admiradora da premiê britânica Margaret Thatcher, a “Dama de Ferro”, Takaichi ainda não demonstrou empenho em mobilizar apoio com base em questões de gênero.
Suas posições a situam na ala direita de um partido já conservador. Ela se opõe, por exemplo, à mudança de uma lei do século XIX que exige que casais casados adotem o mesmo sobrenome — regra que, na maioria dos casos, leva mulheres a assumirem o nome do marido.
Takaichi se casou duas vezes com o mesmo homem, um ex-parlamentar do PLD. No primeiro casamento, adotou o sobrenome dele; no segundo, ele passou a usar o dela.
Apesar de prometer elevar o equilíbrio de gênero no governo a níveis “nórdicos”, nomeou apenas duas mulheres entre os 19 integrantes do gabinete ao assumir o cargo.
Na economia, defende afrouxamento monetário agressivo e expansão fiscal, em linha com as políticas de Shinzo Abe para conter a inflação persistente.
Ao assumir a liderança do partido, fez uma promessa: “trabalharei, trabalharei, trabalharei, trabalharei e trabalharei”.
Ela cumpriu. Em novembro, afirmou dormir apenas entre duas e quatro horas por noite, após repercussão causada pela convocação de uma reunião de equipe às três da madrugada.

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