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A missão científica que buscava perfurar a área mais instável e menos acessível da geleira Thwaites, na Antártida Ocidental, terminou de forma frustrante. Instrumentos essenciais ficaram presos no gelo, forçando pesquisadores a abandonar o experimento antes da conclusão. Ainda assim, os cientistas afirmam que os dados obtidos representam um avanço relevante para entender os riscos associados ao possível colapso da chamada “Geleira do Juízo Final”.
O que está em jogo? Cientistas vão perfurar a parte mais frágil da ‘Geleira do Juízo Final’, na Antártida
Conduzida por equipes do British Antarctic Survey (BAS) e do Instituto Coreano de Pesquisa Polar (KOPRI), a expedição passou mais de uma semana acampada sobre o gelo, desde o início do mês de fevereiro, tentando alcançar a base do tronco principal da geleira, uma região remota, marcada por fendas profundas e até então pouco estudada. A Thwaites tem dimensões semelhantes às do Reino Unido e, caso entre em colapso, pode provocar uma elevação global do nível do mar de cerca de 65 centímetros.
Dados inéditos sob o tronco principal
Usando água aquecida a cerca de 80 °C e bombeada sob alta pressão, os pesquisadores conseguiram perfurar um poço de aproximadamente mil metros de profundidade e 30 centímetros de diâmetro. Por ele, foi instalado um conjunto temporário de sensores, responsáveis pelas primeiras medições já feitas sob o tronco principal da geleira. Os dados iniciais indicam condições oceânicas turbulentas e a presença de água relativamente quente, capaz de provocar um derretimento significativo na base do gelo, segundo o BAS.
Confira:
Missão na ‘Geleira do Juízo Final’ termina com perda de equipamentos, mas traz novidades
O passo seguinte seria a instalação de um sistema de amarração permanente, projetado para permanecer sob o gelo por até dois anos e transmitir informações via satélite. Durante a descida, porém, o equipamento ficou preso no poço. Com a aproximação de mau tempo, a redução no fornecimento de água quente e a necessidade de desmontar o acampamento antes da saída do navio de pesquisa Araon da Antártida, a equipe foi obrigada a desistir do procedimento e abandonar os instrumentos sob o gelo.
O oceanógrafo e engenheiro de perfuração Keith Makinson, do BAS, afirmou que o trabalho de campo na Antártida envolve riscos constantes. “Há uma janela de tempo muito pequena em que tudo precisa funcionar”, disse. A equipe acredita que o furo pode ter congelado rapidamente ou se deformado devido ao movimento acelerado da geleira, que em alguns pontos avança até nove metros por dia.
Fracasso parcial, avanço científico
Embora o objetivo principal não tenha sido alcançado, os pesquisadores destacam que a missão conseguiu algo inédito. Tentativas anteriores, como a realizada em 2022, sequer haviam conseguido chegar ao local. Desta vez, as observações sob o gelo confirmaram que o calor do oceano desempenha um papel central na perda de massa da Thwaites.
“Sabemos que o calor sob a geleira está causando a perda de gelo”, afirmou Peter Davis, do BAS. “Essas observações representam um avanço importante, mesmo com a frustração por não termos conseguido implementar todo o projeto.” Para o cientista-chefe da expedição, Won Sang Lee, do KOPRI, os resultados reforçam a necessidade de retornar. “Isto não é o fim. Os dados mostram que este é exatamente o local certo para estudar”, disse.
Considerada uma peça-chave para a estabilidade da camada de gelo da Antártida Ocidental, a geleira Thwaites vem recuando de forma acelerada desde a década de 1970. Estudos indicam que seu colapso poderia elevar o nível do mar entre um e dois metros ao longo do tempo, com impactos globais. Mesmo incompleta, a missão reforça o alerta: entender o que acontece sob a geleira é urgente, antes que as mudanças se tornem irreversíveis.
O que leva milhares de mulheres a enfrentar chuva, frio e ruas tomadas pela lama para ocupar o espaço público? Em 9 de fevereiro de 1907, há exatos 119 anos, essa resposta começou a ser dada no coração de Londres, quando mais de três mil manifestantes marcharam pelo direito ao voto feminino, em um dos atos mais simbólicos da história política do Reino Unido.
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Conhecida depois como a Marcha da Lama, a manifestação foi organizada pela União Nacional das Sociedades de Sufrágio Feminino (NUWSS), liderada por Millicent Garrett Fawcett. Defensora de uma estratégia pacífica e institucional, Fawcett apostava na mobilização ordeira como forma de pressionar o Parlamento e tornar incontornável uma reivindicação básica: o reconhecimento das mulheres como cidadãs com plenos direitos políticos.
A coluna saiu de Hyde Park Corner e percorreu cerca de quatro quilômetros até o Exeter Hall, sob chuva intensa e vento cortante. Professora­s, operárias, escritoras, aristocratas e empregadas domésticas caminharam lado a lado, acompanhadas por lideranças do movimento sufragista e apoiadores como Keir Hardie, fundador do Partido Trabalhista. A organização ficou a cargo de Philippa Strachey, que garantiu disciplina e coesão à marcha.
Da lama à agenda política
A imagem das manifestantes avançando em meio à lama teve forte impacto simbólico e imediato. A imprensa britânica destacou o caráter pacífico, numeroso e respeitável do protesto, exatamente o efeito buscado pela NUWSS. Pela primeira vez, o sufrágio feminino deixou de ser tratado como uma excentricidade e passou a ser reconhecido como uma força política organizada.
Embora não tenha resultado em mudanças legislativas imediatas, a marcha consolidou o movimento sufragista moderado e forçou o Parlamento a incluir o tema do voto feminino em seus debates. A partir dali, a pressão só aumentaria, culminando na conquista parcial do direito ao voto em 1918 e na igualdade plena em 1928.
Ao completar 119 anos, a Marcha da Lama permanece como um marco histórico: a demonstração de que direitos não são concedidos espontaneamente. Eles são conquistados, mesmo que seja preciso dar os primeiros passos em meio à chuva e à lama.
O presidente Donald Trump ameaçou bloquear a inauguração de uma ponte entre os Estados Unidos e o Canadá, afirmando que seu país deveria ser proprietário de “pelo menos metade” da infraestrutura.
“Não permitirei que esta ponte seja inaugurada até que os Estados Unidos sejam totalmente compensados ​​por tudo o que lhes demos, e também até que o Canadá trate os Estados Unidos com a justiça e o respeito que merecemos”, escreveu Trump em seu site, Truth Social.
“Iniciaremos as negociações IMEDIATAMENTE”, acrescentou.
Trump diz que Canadá só ‘vive graças aos EUA’ ao criticar discurso de premier Carney em Davos: ‘Deveria ser grato’
Premier canadense responde a comentário de Trump e diz que Canadá ‘não existe por causa dos Estados Unidos’
A ponte será batizada em homenagem à lenda canadense do hóquei no gelo, Gordie Howe. Ela ligará Detroit, no estado norte-americano de Michigan; a Windsor, em Ontário, Canadá. A construção sobre o rio Detroit começou em 2018 e tem um custo estimado de US$ 4,7 bilhões. Sua inauguração está prevista para este ano.
De acordo com um documento informativo divulgado pela empresa contratada para a construção da ponte, ela foi financiada integralmente pelo Canadá e será de propriedade conjunta dos governos canadense e do estado de Michigan.
Guga Chacra: Insano com uns, racista com outros
Desde seu retorno à Casa Branca em 2015, Trump tem entrado em conflito com o Canadá, particularmente em questões comerciais.
Washington ameaçou impor tarifas de 100% ao Canadá após a visita do primeiro-ministro, Mark Carney, à China no mês passado, durante a qual ele assinou um acordo comercial preliminar com Pequim.
Em diversas ocasiões, Trump afirmou que o Canadá deveria ser o “51º estado dos Estados Unidos”, embora tenha abandonado essa afirmação nos últimos meses.
Por sua vez, Carney, falando no Fórum Econômico Mundial em Davos, no mês passado, alertou que o sistema de governança global enfrenta “um colapso”, aludindo a Trump sem mencioná-lo diretamente, o que irritou profundamente os presidente dos EUA.
A repressão violenta dos protestos que tomaram conta do Irã desde 28 de dezembro deixou um saldo de milhares de mortos, ainda que oficialmente ainda não se saiba o número exato de vítimas. Neste processo, as forças de segurança iranianas utilizaram, além do bloqueio quase total das comunicações, uma vasta gama de armamentos contra os manifestantes, incluindo metralhadoras, fuzis de precisão e espingardas, segundo uma análise de centenas de vídeos e fotos realizada pela BBC. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
As principais escolas particulares de Nova York planejam cobrar mais de US$ 70 mil neste ano (cerca de R$ 364 mil) apenas em mensalidades, um valor que supera o de muitas universidades de elite dos Estados Unidos, à medida que repassam os custos de despesas crescentes, incluindo os salários dos professores. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Uma afronta à grandeza americana. Ninguém entendeu o que ele cantava. Sua dança é repugnante, especialmente para crianças. Foi um tapa na cara dos Estados Unidos. As frases são de Donald Trump, publicadas em suas redes sociais, e descrevem o espetáculo de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl, principal evento esportivo do país, realizado no domingo, na Califórnia. Mas se a vitória do Seattle Seahawks sobre o New England Patriots não foi lá um atestado de excelência do futebol americano, a apresentação da estrela porto-riquenha, em espanhol, com o auxílio luxuoso de Lady Gaga e Ricky Martin, emocionou o público mundo afora e agradou a críticos com estofo estético mais reconhecido do que o do presidente americano. Alimentou o combalido orgulho latino e já bateu, com ao menos 135 milhões de espectadores, mostram dados preliminares, o recorde de audiência alcançado ano passado pelo rapper Kendrick Lamar. Até republicanos viram no desdém público do senhor de 79 anos um tiro no pé a nove meses das eleições de meio de mandato, quando o Congresso está em jogo. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Deputados na sessão do Plenário desta segunda-feira

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (9) o regime de urgência para dez propostas. Os projetos com urgência podem ser votados diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara.

Confira as propostas que passam a tramitar com urgência:
. PL 6140/25, da deputada Talíria Petrone (Psol-RJ), que torna obrigatória a divulgação do serviço Ligue 180 em notícias e informações relativas à violência contra a mulher veiculadas em qualquer meio de comunicação;
. PL 68/26, do deputado Mário Heringer (PDT-MG), que declara os medicamentos para perda de peso Monjauro e Zepbound como de interesse público para permitir a quebra de patente e, assim, ser produzida a versão genérica com preço reduzido;
. PRC 80/25, da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), que permite aos membros efetivos da Mesa Diretora fazerem parte de liderança partidária e de comissões permanentes e temporárias;
. PL 646/25, do deputado Eriberto Medeiros (PSB-PE), que permite o uso do Fundo Nacional para Calamidades Públicas, Proteção e Defesa Civil (Funcap) para custear operações de distribuição emergencial de água potável em regiões afetadas por seca prolongada ou estiagem;
. PL 756/25, da deputada Simone Marquetto (MDB-SP), que reconhece Campina Grande (PB) como a cidade com maior número de famílias cristãs no Carnaval brasileiro em razão de eventos cristãos. A proposta foi em seguida aprovada pelo Plenário e seguirá para o Senado;
. PL 41/26, da deputada Rosana Valle (PL-SP), que prevê a internação de criança ou adolescente que praticar ato com extrema crueldade contra a vida de animal;
. PL 481/25, da deputada Jack Rocha (PT-ES), que determina aos governos federal, estaduais, distrital e municipais disponibilizarem recursos financeiros, técnicos e humanos para produção e veiculação, em caráter permanente, de campanhas educativas sobre violência doméstica e familiar contra a mulher;
. PL 3278/21, do Senado, que institui o marco legal do transporte público coletivo urbano;
. PLP 14/26, do deputado Carlos Zarattini (PT-SP), que estabelece uma transição tributária para o setor de indústria química em 2026, antes da entrada em vigor do Regime Especial da Indústria Química (Reiq);
. PL 6601/25, do deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), que regulamenta a profissão de trabalhador em refeições coletivas (bandejões), que atuam em cozinhas em qualquer unidade de produção e fornecimento de refeições em larga escala.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

O Exército dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira a morte de duas pessoas em um novo ataque a uma embarcação suspeita de tráfico de drogas em águas do Pacífico, elevando o número de vítimas para 130 desde o início da campanha antidrogas de Washington na região.
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“Dois narcoterroristas foram mortos e um sobreviveu”, afirmou o Comando Sul em sua conta no Twitter. O órgão acrescentou que a Guarda Costeira dos EUA foi notificada para “ativar o sistema de busca e resgate do sobrevivente”.
*Em atualização
Três dos dez trabalhadores de uma mina canadense sequestrados em janeiro no México foram encontrados mortos, informou nesta segunda-feira (9) a Câmara de Mineração que reúne organizações sindicais e empresas do setor. Os três mineradores “foram encontrados sem vida e identificados” por autoridades e outros trabalhadores, detalhou a organização em comunicado.
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Os dez operários da companhia canadense Vizsla Silver foram sequestrados em 23 de janeiro no município de Concordia, uma área de minas em Sinaloa (noroeste), disputada por organizações criminosas. De acordo com relatos de familiares, um comando armado retirou os trabalhadores à força de um acampamento situado na sede do projeto na localidade de Pánuco.
As autoridades mobilizaram mais de mil efetivos para as buscas, em uma operação pouco comum. Também é raro o sequestro de um grupo tão numeroso de trabalhadores de uma empresa multinacional.
A Procuradoria-Geral mexicana informou na última sexta-feira (6) que um corpo com “características similares” às de um dos mineradores havia sido encontrado e que algumas pessoas tinham sido detidas. Porém, até agora, não confirmou a morte de nenhum dos funcionários raptados.
Segundo a imprensa local, os sequestrados são todos mexicanos, dois deles são engenheiros e um é geólogo.
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Em um comunicado separado, a empresa canadense anunciou a morte de seus trabalhadores, com base em informações obtidas de familiares, mas sem detalhar números e esclareceu que está “à espera de confirmação por parte das autoridades mexicanas”.
A AFP pediu detalhes sobre o caso à assessoria de imprensa do Ministério Público, mas não obteve resposta.
O complexo da empresa canadense fica em Pánuco, uma comunidade com centenas de habitantes do município de La Concordia. Segundo os depoimentos de moradores da região reunidos pela AFP, numerosos sequestros vêm ocorrendo há meses, mas foi este caso o que provocou uma reação das autoridades.
Este estado de noroeste mexicano é marcado por assassinatos e sequestros cotidianos no âmbito das disputas internas do Cartel de Sinaloa, que deixam mais de 1.700 pessoas assassinadas e quase 2 mil desaparecidas em pouco mais de um ano.
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Cuba começou a aplicar hoje novas medidas de emergência destinadas a economizar combustível para enfrentar o estrangulamento energético imposto pelos Estados Unidos, que afeta duramente o cotidiano da população.
Nas ruas de Havana, o trânsito estava menor do que o habitual. No bairro central de El Vedado, as calçadas, normalmente cheias de moradores que saem para resolver pendências, estavam quase desertas.
Rosa Ramos, enfermeira de 37 anos, esperava havia mais de uma hora na rua por um transporte que lhe permitisse chegar ao trabalho, um hospital situado a oeste da capital, a cerca de dez quilômetros dali.
As medidas anunciadas pelo governo na sexta-feira, que incluem a semana de trabalho de quatro dias para economizar eletricidade, o teletrabalho e o racionamento da venda de combustível a particulares, “são medidas de resistência”, disse ela à AFP, “para que o país não colapse”.
— Mas, ao mesmo tempo, geram muita incerteza na população, porque a gente se pergunta por quanto tempo um país consegue viver nessas condições — lamentou.
Transporte mais caro
Desde segunda-feira, usuários de táxis privados notaram aumento no preço do serviço, que em alguns trajetos passou de 200 pesos (R$ 2,09) para 350 pesos cubanos (R$ 3,66).
A ilha comunista, com 9,6 milhões de habitantes, encontra-se em situação particularmente vulnerável após o fim do envio de petróleo da Venezuela, depois da derrubada de Nicolás Maduro em uma incursão armada dos Estados Unidos.
Além disso, Washington ameaçou impor tarifas aos países que forneçam petróleo a Havana. O México negocia com Washington uma forma de abastecer Havana com petróleo sem sofrer represálias de seu principal parceiro comercial, alegando razões humanitárias.
‘Muito injusto’
Nesta segunda-feira, a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, classificou como “muito injusto” que os Estados Unidos ameacem impor tarifas a quem forneça petróleo a Cuba. “Não se pode sufocar um povo dessa maneira, é muito injusto”, denunciou a presidente de esquerda.
O México anunciou no domingo que enviou, a bordo de dois navios de sua Marinha, mais de 814 toneladas de alimentos para a população cubana. Moscou também reagiu na segunda-feira, denunciando as “medidas asfixiantes” dos Estados Unidos.
‘Situação crítica’
“A situação em Cuba é realmente crítica”, declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, ao informar que a Rússia mantém conversas com as autoridades cubanas para oferecer assistência.
Por sua vez, o chanceler Bruno Rodríguez afirmou que o objetivo de Washington “como sempre, é dobrar a vontade política dos cubanos”. “O cenário é duro e exigirá grande sacrifício”, declarou na rede social X.
Aviões sem querosene
Como sinal da gravidade da crise, as autoridades cubanas informaram às companhias aéreas que operam no país que o fornecimento de combustível ficará suspenso por um mês a partir da meia-noite de segunda-feira.
A medida obrigará as empresas que realizam voos de longa distância a fazer uma “escala técnica” para garantir o reabastecimento.
Além disso, o governo anunciou o fechamento de alguns hotéis com baixa ocupação e a realocação de turistas para outros estabelecimentos.
“Já estão fechando hotéis em Varadero”, principal balneário de Cuba, a cerca de 150 quilômetros a leste de Havana, “mas também em outras províncias”, comentou à AFP uma trabalhadora do setor que preferiu não se identificar.
Também houve redução dos serviços de ônibus e trens entre províncias, assim como dos dias letivos. As universidades passaram a funcionar a distância, como durante a epidemia de covid-19, ou em regime semipresencial.
As medidas devem permitir economizar combustível para favorecer “a produção de alimentos e a produção de eletricidade” e garantir “a proteção das atividades fundamentais que geram divisas”, declarou o vice-primeiro-ministro Oscar Pérez-Oliva Fraga, citando em especial o setor do tabaco.
As ações adotadas pelo governo cubano lembram as diretrizes aplicadas durante o “período especial”, a grave crise econômica que ocorreu após a queda da União Soviética, então principal fornecedora de petróleo de Cuba, em 1991.

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