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Imagens inéditas de câmeras de segurança incluídas nos arquivos do caso Jeffrey Epstein vieram a público e mostram o momento em que agentes penitenciários encontram o corpo do financista em sua cela, no Metropolitan Correctional Center, em Nova York. O material estava entre milhões de documentos e vídeos divulgados pelo Department of Justice e pelo Comitê de Supervisão da Câmara dos EUA.
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Veja o vídeo:
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Epstein estava preso preventivamente por acusações de tráfico sexual quando foi encontrado sem resposta na cela, na manhã de 10 de agosto de 2019. Segundo os registros oficiais, agentes tentaram realizar manobras de reanimação e o levaram a um hospital da cidade, onde a morte foi confirmada.
De acordo com o laudo do Instituto Médico-Legal de Nova York, a causa da morte foi suicídio. Ainda assim, as circunstâncias do caso alimentaram, ao longo dos anos, questionamentos públicos e teorias sobre possíveis falhas na custódia.
O vídeo agora revelado mostra a aproximação de um agente ao posto de controle próximo à cela por volta das 6h30. Segundos depois, ele se dirige à área onde Epstein estava detido. Pouco mais de um minuto depois, outros guardas aparecem e passam a circular entre o posto e o corredor das celas. A morte foi oficialmente declarada às 6h39.
A divulgação das imagens ocorre em meio à reavaliação do caso por parlamentares. Relatórios internos já haviam apontado falhas nos protocolos de vigilância, incluindo a ausência de checagens regulares durante a madrugada — exigência padrão para presos sob monitoramento especial.
Em uma decisão considerada histórica, a Suprema Corte das Filipinas passou a reconhecer a possibilidade de casais do mesmo gênero serem coproprietários de bens, mesmo em um contexto jurídico e social marcado pelo conservadorismo.
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A Justiça estabeleceu que, embora o casamento homoafetivo não seja permitido no país, isso não impede que duas pessoas do mesmo sexo sejam reconhecidas como coproprietárias de um bem. A conclusão decorre da aplicação inédita de uma regra do Código da Família filipino: se há comprovação de que ambas contribuíram para adquirir o imóvel, pode-se reconhecer a copropriedade.
A decisão tem relevância ainda maior por se tratar de um país majoritariamente católico, onde divórcios não são permitidos e uniões homoafetivas seguem proibidas. Nesse cenário, casais LGBTQIAPN+ costumam permanecer desprotegidos em temas como patrimônio, finanças e cuidados com a saúde.
Caso analisado
O caso analisado que resultou na decisão envolveu duas mulheres que formavam um ex-casal e entraram em conflito sobre a venda da casa onde viviam, localizada em um subúrbio de Manila. Segundo a BBC, uma delas desistiu da venda mesmo após concordar inicialmente, levando a outra a recorrer à Justiça para pedir a divisão do bem. As instâncias inferiores negaram o pedido, mas a Suprema Corte reverteu essas decisões em 5 de fevereiro.
Para justificar a reversão, os magistrados consideraram um documento elaborado por uma das parceiras — e reconhecido pela outra — indicando que ela havia pago metade dos custos de compra e reforma do imóvel. Embora a propriedade estivesse registrada apenas no nome de uma delas, isso ocorreu para facilitar a documentação, já que não eram casadas nem parentes.
O ponto jurídico central foi a interpretação do Artigo 148 do Código da Família. Mesmo que o Código defina casamento como união entre homem e mulher, o dispositivo trata das “relações patrimoniais de pessoas que vivem juntas, mas não podem se casar legalmente” e, segundo a Corte, não faz distinção de gênero nem limita sua aplicação. Por isso, afirmou-se que ele “se aplica a todas as formas de coabitação”.
Ao final, o tribunal também fez um apelo institucional para que os poderes políticos tratem do tema de forma mais ampla. Destacou que, “diante das questões políticas, morais e culturais que cercam o tema dos direitos de casais do mesmo sexo, os poderes políticos, especialmente o Congresso, devem estar envolvidos na busca por soluções”.
Um vídeo de câmeras de vigilância obtido pelo jornal americano Winchester Gazette tornou-se elemento central no julgamento que começou nesta segunda-feira (9) contra Michelle Yates e a Escola Grafton, em Berryville, no estado da Virgínia, nos Estados Unidos. As imagens mostram um menino de 13 anos, internado em uma instituição psiquiátrica, sendo arrastado dentro de um quarto por uma funcionária. O processo, movido em nome do adolescente, acusa a funcionária e a instituição de abuso físico contra criança e de destruição de provas.
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Segundo o Winchester Gazette, Yates e a Grafton deveriam comparecer ao Tribunal do Circuito de Winchester para responder à ação civil, na qual o vídeo é apontado como uma das principais evidências. As gravações fazem parte do sistema interno de vigilância da unidade e registram a rotina de atendimento a residentes da ala psiquiátrica, incluindo o adolescente.
Acusações e destruição de provas
Momento das agressões
Captura de tela/Winchester Gazette
Nas imagens, Yates aparece ao lado do menino antes de ele se agarrar às pernas dela. Em seguida, diante de outros residentes e de uma colega de trabalho, a funcionária o segura pela camisa e o arrasta por alguns metros pelo quarto. Durante a ação, a camiseta do adolescente se desloca e se prende ao redor do pescoço. Após ser puxado novamente, o garoto fica imóvel por um breve momento, volta a se mover e tenta se aproximar da funcionária, até ser conduzido para outro cômodo, cuja porta é fechada.
Os advogados do adolescente afirmam que as consequências do episódio também teriam sido registradas pelas câmeras, mas que essas imagens foram posteriormente destruídas pela instituição. “As famílias colocam seus filhos em instituições como a Grafton esperando que sua segurança seja protegida”, declarou Gray Broughton, advogado do autor da ação, ao Winchester Gazette. “Este caso levanta sérias questões sobre a conduta dos funcionários e sobre como a instituição reagiu após o incidente.”
A ação judicial sustenta que Yates e a Escola Grafton causaram danos físicos ao adolescente, falharam na supervisão adequada e não preservaram provas relevantes. Em seu material institucional, a unidade de Berryville se descreve como um centro seguro voltado a oferecer a crianças e adolescentes habilidades para o convívio em comunidade. Procurada, a equipe de marketing e comunicação da Grafton informou que a organização não comenta casos em litígio.
O paraense Adriano Silva, que atuava como voluntário integrado às forças ucranianas na guerra do Leste Europeu, foi morto após ser atingido por fogo de artilharia, segundo informações preliminares. A morte não ocorreu em combate corpo a corpo, mas em um ataque indireto — modalidade que tem se mostrado uma das mais letais do conflito.
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A informação foi publicada primordialmente em um grupo do Facebook chamado “Amigos da Ucrânia”, e posteriormente confirmada pelo GLOBO.
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Reprodução/Redes Sociais
“A morte de Adriano Silva reforça a dura realidade vivida por combatentes que, longe de seus países de origem, se veem expostos a um ambiente marcado por alta letalidade, armamentos pesados e constante imprevisibilidade”, escreve Anderson Crepaldi no post.
O episódio evidencia a dinâmica da guerra moderna, marcada pelo uso intensivo de artilharia de longo alcance, bombardeios e mísseis, capazes de atingir alvos a grandes distâncias e com alto poder destrutivo. Nesse cenário, mesmo combatentes fora da linha direta de confronto permanecem expostos a riscos constantes.
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“Deixei o paraíso da Ilha Grande, no litoral fluminense, há pouco mais de cinco meses. Lá, era marinheiro mercante e surfista nas horas vagas. Troquei o azul do mar de Lopes Mendes pelo cinza das trincheiras e o branco da neve ucraniana, onde nesses últimos dias enfrentamos uma temperatura de -20°C. Muita gente acha que vim por aventura, mas foi uma decisão de muita consciência. Não conseguia ficar em casa, no conforto, sabendo que um povo inteiro estava sendo esmagado. Como servi no Exército, tinha algo a oferecer. Eu sentia que era meu dever moral dizer: “Vocês não estão sozinhos.”
Na guerra, meu nome é “Navy” (Marinha), assim está escrito na chapa que levo pendurada ao pescoço. É assim que me chamam no rádio. Tenho 39 anos e nasci na região serrana do Rio, em Teresópolis. Minha jornada até aqui foi silenciosa: saí de São Paulo, passei pela Turquia, Moldávia e, a partir dali, o mundo desapareceu. Fiquei incomunicável. Estava acompanhado de outros 12 soldados, todos experientes, cientes de que poderíamos não voltar. Só não posso revelar como foi feito o meu recrutamento, por questões de segurança.
Duas celebridades senegalesas — um apresentador de TV e um cantor — foram presas e acusadas de cometer “atos antinaturais”, crime que se refere ao sexo entre pessoas do mesmo sexo, informou a polícia do Senegal neste domingo.
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As celebridades — Pape Cheikh Diallo, um popular apresentador de TV, e Djiby Dramé, um músico — compareceram ao lado de outros 10 homens em um tribunal fora da capital, Dakar, na segunda-feira. A polícia afirmou em comunicado que o caso começou com investigações sobre um indivíduo com HIV que havia “confessado infectar conscientemente cerca de dez pessoas com quem teve contato, principalmente por meio de grupos de WhatsApp”.
Não estava claro qual dos 12 homens havia feito a confissão nem se Diallo e Dramé haviam sido acusados com a intenção de disseminar o vírus. Nenhum dos dois apresentou defesa. Um juiz senegalês foi designado para conduzir a investigação.
Um advogado de Diallo, Abdou Dieng, disse: “Muito do que está sendo dito na mídia sobre Pape Cheikh não é verdade”. Outros advogados presentes no tribunal se recusaram a comentar.
Repressão à homossexualidade
As prisões fazem parte de uma recente repressão à homossexualidade no país e ocorreram no momento em que muitos países africanos têm experimentado um aumento de leis e políticas anti-gays. Estes são os casos anti-gays de maior repercussão no Senegal sob um governo que chegou ao poder em 2024 com forte apoio da juventude.
O Senegal tornou-se cada vez mais intolerante com pessoas gays e de gênero fluido nas últimas décadas, dizem especialistas. A homossexualidade é punível com até cinco anos de prisão e multa superior a 2,7 mil dólares. No entanto, grupos de cidadãos têm feito campanha por punições mais severas.
— Este caso está acontecendo em um contexto muito carregado, política e culturalmente — disse Babacar M’Baye, professor da Kent State University que escreveu sobre sexualidade no Senegal: — Há grupos que deturpam a questão da homossexualidade como algo anormal. Os sentimentos homofóbicos são extremamente fortes.
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Diallo, de 42 anos, entrevista celebridades na TFM, o canal de televisão mais assistido do país, fundado pelo músico Youssou N’Dour. Com 3 milhões de seguidores no TikTok, Diallo é especialmente popular entre os jovens, e seu rosto é onipresente no Senegal, estampado em outdoors por todo o país da África Ocidental.
Dramé, que está na casa dos 40 anos e canta principalmente nos idiomas soninquê e bambara, é popular entre um público mais velho. Ele frequentemente se apresenta com sua esposa, a cantora Maman Chérie, e seus duetos são presença constante em casamentos senegaleses. Ele também é conhecido por organizar um gala anual da alta sociedade — uma celebração do bazin, um luxuoso tecido de algodão adamascado usado em ocasiões especiais em toda a África Ocidental.
Ambas as celebridades são vistas como homens altamente respeitáveis. M’Baye afirmou que a fama deles pode influenciar a forma como os fãs veem a homossexualidade.
— Vai haver alguma culpabilização da classe das celebridades, mas também aumento de conscientização — disse ele: — As pessoas podem se perguntar se não deveríamos ser mais tolerantes.
Um ataque a um carro-forte transformou, na manhã desta terça-feira (9), a estrada estadual 613, principal ligação entre as cidades Brindisi e Lecce, no sul da Itália, em um cenário de guerra. Imagens gravadas por motoristas e compartilhadas nas redes sociais registraram o momento em que criminosos armados bloquearam a via com veículos incendiados, detonaram explosivos e trocaram tiros com a polícia, pouco antes das 8h.
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As gravações feitas por celulares mostram uma densa coluna de fumaça preta, chamas tomando a pista e o carro-forte sendo arremessado após a explosão. Segundo as autoridades, o veículo blindado pertencia à empresa BTV, do Grupo Battistolli, especializada no transporte de valores em todo o país. O ataque foi realizado por um grupo de seis a dez homens mascarados, alguns disfarçados de policiais e usando carros com luzes azuis piscantes.
Assista o momento:
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Ataque ousado à luz do dia
Para forçar a parada do veículo, os suspeitos atravessaram um caminhão de pequeno porte e uma van na rodovia e atearam fogo nos automóveis, criando o que testemunhas descreveram como uma “parede de chamas”. O trânsito ficou completamente paralisado, e motoristas ficaram presos na estrada em meio ao pânico. Em seguida, os assaltantes detonaram um dispositivo explosivo no carro-forte, em uma cena registrada de vários ângulos por quem estava no local.
Apesar da força da explosão, um sistema de segurança acionado por espuma dentro da van impediu o acesso ao dinheiro, frustrando o roubo, de acordo com relatos da imprensa italiana. As imagens mostram que, mesmo com o veículo destruído, os criminosos não conseguiram concluir o assalto.
A chegada das patrulhas dos Carabinieri deu início a um intenso tiroteio. Armados com fuzis Kalashnikov e espingardas, os suspeitos usaram veículos como cobertura enquanto trocavam disparos com os policiais. Uma viatura foi atingida por três tiros, e um carro descaracterizado da polícia foi abalroado durante a perseguição. Não houve registro de feridos ou mortos, apesar da violência e da presença de civis no local.
Imagens da explosão circulam nas redes sociais
Reprodução/X/Crudeli45198835
Durante a fuga, segundo noticiou a imprensa local, os criminosos roubaram carros de motoristas que passavam pela rodovia e espalharam pregos de metal no asfalto para dificultar a perseguição policial. Mais tarde, os Carabinieri localizaram um Alfa Romeo abandonado em uma área rural. Dois suspeitos foram presos após tentarem fugir a pé, enquanto ao menos outros dois continuam foragidos.
A estrada estadual 613 foi interditada nos dois sentidos entre os quilômetros 8,3 e 12,8, nas proximidades de San Pietro Vernotico, na província de Brindisi. A empresa Anas desviou o tráfego para a antiga Rodovia Estadual 16, enquanto bombeiros removiam os destroços carbonizados e equipes forenses realizavam a perícia.
O canal Sky TG24 informou que os suspeitos seriam da região de Foggia, conhecida pela atuação de quadrilhas especializadas em ataques paramilitares a veículos blindados. Em nota, Nicola Magno, secretário-geral regional da associação Un Arma na Puglia, afirmou que os Carabinieri “mais uma vez estiveram na linha de frente de um ato criminoso extremamente violento e organizado” e destacou que o desfecho sem vítimas só foi possível graças ao “profissionalismo e ao senso de dever” dos policiais.
As autoridades seguem com uma operação de busca, com apoio de helicópteros, e reforçaram o policiamento e os bloqueios em toda a região. O assalto, apesar da ação espetacular registrada em vídeo, terminou sem que a quadrilha conseguisse levar qualquer quantia em dinheiro.
Neste domingo (8), um pastor encontrou uma caravana escondida em uma trilha na floresta abaixo do Monte Okolchitsa, no noroeste da Bulgária. Dentro do veículo estavam os corpos de dois homens e um adolescente de 15 anos, todos com ferimentos de bala na cabeça. A descoberta ocorreu seis dias após o desaparecimento do trio e transformou em um caso ainda mais complexo a investigação policial, que já apurava a morte de outros três homens, encontrados em 2 de fevereiro em uma cabana incendiada perto do Passo de Petrohan, a cerca de 16 quilômetros dali.
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Segundo a Direção-Geral da Polícia Nacional, os seis mortos estavam ligados a uma mesma organização ambiental. “Este é um caso sem precedentes em nosso país”, afirmou em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (9) Zahari Vaskov, diretor da corporação. A promotora Natalia Nikolova, responsável pelo inquérito, disse que a investigação trabalha com duas hipóteses centrais: homicídio seguido de suicídio ou uma série de suicídios, cenário que abriu espaço para especulações e dividiu a opinião pública.
O incêndio na cabana e as primeiras vítimas
De acordo com a Reuters, o primeiro episódio ocorreu em 2 de fevereiro, quando bombeiros atenderam a um incêndio em uma cabana na região de Petrohan. No local, foram encontrados os corpos de Ivaylo Ivanov, advogado de 49 anos, Decho Vasilev, contador de 45, e Plamen Statev, instrutor de mergulho de 51, todos com tiros na cabeça, além de dois cães mortos no andar superior do imóvel parcialmente destruído pelo fogo. As vítimas integravam a Agência Nacional para o Controle de Áreas Protegidas, ONG que mantinha, desde 2022, um acordo-quadro com o Ministério do Meio Ambiente para monitoramento ambiental na região próxima à fronteira com a Sérvia.
Imagens de câmeras de segurança, divulgadas pela polícia, mostram que, em 1º de fevereiro, os seis homens se despediram em frente à cabana. Ivaylo Kalushev, apontado como líder da organização, deixou o local com Nikolay Zlatkov, de 22 anos, e o adolescente. Os três que permaneceram no abrigo foram vistos recolhendo os cães e, em seguida, incendiando o prédio. “Foi uma honra para mim”, diz uma das vozes registradas. Os corpos foram encontrados enfileirados.
A cabana funcionava como base operacional da ONG, cujos membros patrulhavam a área havia anos e chegaram a ser descritos por veículos locais como “guardas florestais” que auxiliavam a polícia de fronteira — função nunca reconhecida oficialmente. O acordo com o ministério foi rescindido em junho de 2025, após auditoria interna concluir que a entidade não tinha “propósito claro” nem “base legal”, segundo declarou o então ministro Manol Genov.
Perícias indicaram que as três vítimas de Petrohan morreram por ferimentos à queima-roupa, aparentemente autoinfligidos. No local, foram encontradas quatro cápsulas, duas pistolas e um rifle, com DNA compatível apenas com o das vítimas, de acordo com os investigadores. Na caravana em Okolchitsa, a polícia concluiu que os disparos partiram de dentro do veículo; dois corpos apresentavam tiros na cabeça, e a autópsia do terceiro seguia em andamento.
A versão do suicídio coletivo, no entanto, é contestada. Em entrevista a uma rádio local, Plamen Hristanov, ex-chefe da polícia de fronteira, afirmou que o grupo pode ter “visto algo terrível” durante as patrulhas e associou o caso às rotas de tráfico de drogas entre Sérvia e Bulgária, parte da chamada Rota dos Bálcãs, historicamente usada para o contrabando de drogas, migrantes e madeira ilegal.
A controvérsia ganhou contornos políticos. Nikolai Denkov, primeiro-ministro entre 2022 e 2023, acusou instituições de promoverem um “esforço coordenado para encobrir os fatos”. Já Denyo Donev, diretor da Agência Estatal de Segurança Nacional, afirmou que havia recebido, dois anos antes, informações sobre supostos crimes sexuais contra menores na cabana, sem explicar por que não houve providências — declaração que provocou reação de amigos das vítimas, que negam irregularidades e relatam ameaças recentes contra o grupo.
O pai do adolescente, identificado como Markulev, disse à televisão, enquanto o filho ainda estava desaparecido, que acreditava que o encontro com Kalushev seria “seguro” e sugeriu a atuação de um agente externo. As autoridades informaram que ele não colaborou com a investigação. Entre 27 e 31 de janeiro, Kalushev e dois acompanhantes estiveram no sul do país, perto da fronteira com a Turquia, em obras em uma propriedade ligada ao líder da ONG.
Até o momento, nenhuma substância ilícita foi encontrada nos locais. A polícia solicitou 18 perícias forenses, incluindo balística, incêndio e DNA, e ouviu ao menos 15 testemunhas. As autoridades afirmam que continuam apurando possíveis ligações com seitas religiosas, tráfico de pessoas e outras atividades criminosas, enquanto o país acompanha, sem respostas, um dos casos mais enigmáticos de sua história recente.
Uma loba-cinzenta percorreu mais de 800 quilômetros, cruzando cadeias de montanhas, o deserto e grandes rodovias em busca de um parceiro, até ser vista no condado de Los Angeles pela primeira vez em quase um século, no último sábado, em um sinal do avanço da recuperação da espécie na Califórnia.
O avistamento abriu um novo capítulo na recuperação da população de lobos-cinzentos da Califórnia — uma espécie nativa exterminada no estado por caçadores e armadilheiros na década de 1920.
“É um marco”, disse Axel Hunnicutt, principal biólogo de lobos do Departamento de Pesca e Vida Selvagem da Califórnia.
“Os lobos obviamente retornaram à Califórnia”, afirmou ele no domingo. “Até ontem”, acrescentou, referindo-se ao condado de Los Angeles, “eles também retornaram ao condado mais populoso dos Estados Unidos”.
A loba, conhecida como BEY03F, nasceu em 2023 no condado de Plumas, no norte do estado, e acredita-se que tenha passado cerca de um ano em deslocamento rumo ao sul. Autoridades ambientais rastrearam sua localização por meio de uma coleira com GPS instalada em maio. Por volta das 6h de sábado, um mapa a situava próximo ao assentamento de Neenach, no noroeste do condado de Los Angeles, segundo Hunnicutt.
A loba BEY03F em abril de 2025
Reprodução/Departamento de Pesca e Vida Selvagem da Califórnia
Séculos atrás, a América do Norte abrigava entre 250 mil e 2 milhões de lobos-cinzentos. A caça, a captura em armadilhas e a perda de habitat, porém, acabaram expulsando a espécie dos 48 estados contíguos.
A recuperação começou após a proteção garantida pela Lei de Espécies Ameaçadas, de 1973. Na década de 1990, lobos foram reintroduzidos no Parque Nacional de Yellowstone, que se estende por Wyoming, Montana e Idaho, onde a população voltou a crescer e se dispersar. Entre os primeiros indivíduos a retornar à Califórnia esteve o OR7, macho que percorreu o estado durante 15 meses a partir de dezembro de 2011.
Hoje, há nove alcateias confirmadas na Califórnia, segundo Hunnicutt.
Preocupação com rebanhos
A retomada tem sido amplamente celebrada como uma história de sucesso ambiental. Ao mesmo tempo, pecuaristas afirmam que é preciso avançar no manejo da espécie diante de ataques recentes a rebanhos. Algumas alcateias ganharam reputação negativa por predar gado.
“Há lobos bons e há lobos ruins”, disse Rick Roberti, pecuarista e presidente da Associação de Criadores de Gado da Califórnia.
Roberti afirmou que, onde os lobos praticamente não atacam o gado, não há motivo para removê-los. Em algumas comunidades, porém, ondas de ataques deixaram produtores desesperados. “É difícil para todo mundo”, disse.
No ano passado, quase 200 cabeças de gado foram mortas por lobos na Califórnia, segundo dados estaduais. Uma única alcateia, conhecida como Beyem Seyo, respondeu por cerca de 90 dessas mortes, de acordo com Hunnicutt.
Autoridades ambientais acabaram sacrificando quatro lobos desse grupo.
BEY03F, que chegou ao condado de Los Angeles no fim de semana, nasceu justamente na alcateia Beyem Seyo.
Não se sabe exatamente quando ela iniciou a jornada rumo ao sul, embora lobos costumem deixar suas alcateias de origem entre 1 e 3 anos de idade, ao atingir a maturidade sexual, em busca de novo território e de parceiros — frequentemente percorrendo grandes distâncias.
OR7 caminhou cerca de 6.400 quilômetros até encontrar uma parceira em Oregon, seu estado natal. Um de seus descendentes, OR-54, percorreu mais de 14 mil quilômetros em uma trajetória que o levou à bacia do Lago Tahoe.
BEY03F é o primeiro lobo-cinzento a alcançar latitudes tão ao sul desde a reintrodução da espécie em Yellowstone, afirmou Hunnicutt.
Roberti destacou que, com o crescimento das populações, ainda há muito a aprender sobre a convivência com os animais.
“Esta tem sido uma experiência nova para todos nós na Califórnia”, disse. “Para dizer a verdade, às vezes acordo pensando: ‘Isso é mesmo real?’”, acrescentou.
“Ainda não caiu a ficha”.
Pelo menos 15 pessoas morreram após o desabamento de dois prédios residenciais na cidade de Tripoli, no norte do Líbano, informaram autoridades locais neste domingo. As construções vieram abaixo no bairro de Bab al-Tabbaneh, uma das regiões mais pobres da cidade, provocando cenas de desespero entre moradores e equipes de resgate.
Arquivos de Epstein revelam vítima de 9 anos e reacendem acusações de acobertamento nos EUA
Justiça dos EUA bloqueia lei da Califórnia que proibia agentes migratórios de usar máscaras em operações
Segundo o jornal inglês The Sun, socorristas passaram horas vasculhando montanhas de concreto pulverizado em busca de sobreviventes. Testemunhas relataram o resgate de um menino de 13 anos, retirado com vida dos escombros — um dos oito sobreviventes levados às pressas para hospitais da região.
Os prédios que colapsaram eram vizinhos e formados por dois blocos de seis apartamentos cada. Segundo o chefe do conselho municipal de Trípoli, Abdel Hamid Karimeh, ainda não era possível confirmar quantas pessoas permaneciam desaparecidas. A Defesa Civil libanesa informou que 22 moradores viviam nos edifícios.
O episódio reacende o alerta sobre a precariedade das construções em Trípoli. Este foi o segundo desabamento fatal na cidade em apenas uma semana, segundo autoridades locais. Após a tragédia, protestos e carreatas de motociclistas tomaram as ruas durante a noite, além de manifestações em frente às casas de figuras políticas.
Karimeh declarou Trípoli como “cidade atingida por desastre”, afirmando que milhares de moradores vivem sob risco iminente.
— Anos de negligência colocaram nossa população em perigo. A situação ultrapassa a capacidade da prefeitura — disse.
De acordo com o prefeito, muitos prédios da cidade têm 60 a 70 anos, já ultrapassaram sua vida útil estrutural e nunca passaram por manutenção adequada. Entre os fatores apontados estão irregularidades na construção, fiscalização frágil, falta de investimentos e leis rígidas de controle de aluguel, que desestimulam proprietários a realizar reparos.
A análise de documentos não editados sobre o financista Jeffrey Epstein revelou a existência de uma vítima de apenas nove anos de idade, segundo relataram parlamentares americanos nesta semana. A informação veio à tona durante a revisão de milhões de arquivos tornados públicos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) e reacendeu críticas sobre suposto acobertamento de nomes influentes ligados ao esquema de abuso sexual comandado por Epstein.
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A revelação foi feita pelo deputado democrata Jamie Raskin, que afirmou ter identificado referências a vítimas cada vez mais jovens nos documentos analisados.
— Você lê sobre meninas de 15, 14, 10 anos. Hoje vi a menção a uma menina de nove anos. Isso é simplesmente escandaloso — disse Raskin a jornalistas, de acordo com o jornal inglês The Sun.
Segundo parlamentares, a revisão dos arquivos também indica que identidades de homens poderosos teriam sido protegidas sem justificativa clara. O deputado republicano Thomas Massie afirmou que um dos documentos cita um indivíduo que ocupa um cargo “bastante alto em um governo estrangeiro”, cujo nome teria sido ocultado.
Já o democrata Ro Khanna questionou por que rostos e imagens de pessoas públicas aparecem censurados, enquanto não há explicações formais para essas omissões.
Os parlamentares analisam cerca de três milhões de arquivos liberados pelo Department of Justice no mês passado. Estima-se, no entanto, que o governo americano ainda detenha outros três milhões de documentos relacionados ao caso.
Em resposta às críticas, o vice-procurador-geral Todd Blanche afirmou que parte das censuras foi retirada recentemente. Segundo ele, os trechos ocultados envolviam, em muitos casos, nomes de vítimas, que permanecem protegidos por lei.
— Revelamos todos os nomes que não eram de vítimas. O Departamento de Justiça está comprometido com a transparência — disse Blanche, em publicação nas redes sociais.
O avanço das investigações ocorre em paralelo ao silêncio da ex-companheira e cúmplice de Epstein, Ghislaine Maxwell, que cumpre pena de 20 anos por tráfico sexual. Convocada a depor sob juramento em uma prisão no Texas, Maxwell invocou a Quinta Emenda da Constituição dos EUA e se recusou a responder às perguntas do Comitê de Supervisão da Câmara.
Entre os documentos que tiveram censuras parcialmente removidas, um deles menciona um e-mail enviado a Epstein com a frase “adorei o vídeo de tortura”. O nome do remetente, segundo Blanche, aparece sem ocultação nos arquivos e seria do empresário emiradense Sultan Ahmed Bin Sulayem, que já havia sido citado anteriormente nos autos.

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