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O Escritório de Assuntos Internacionais de Narcóticos e Aplicação da Lei (INL, na sigla em inglês) dos Estados Unidos celebrou (por meio de um post em suas redes sociais) uma ação, em conjunto com as forças de segurança colombianas, que resultou na apreensão de um narcossubmarino que transportava dez toneladas de cocaína — avaliadas em US$ 441 milhões — e na prisão de quatro narcotraficantes.
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“Parcerias sólidas geram resultados expressivos”, publicou a entidade, usando, no entanto, a imagem de uma embarcação semissubmersível interceptada ao largo do arquipélago de Açores, em Portugal, no final de janeiro.
Por conta do erro, a publicação no X está recebendo uma correção da plataforma, explicando que “a embarcação foi apreendida pelas autoridades portuguesas […] em janeiro”, que “as fotografias foram captadas pela Força Aérea Portuguesa” e que “agentes portugueses podem ser vistos noutras imagens”.
A correção feita no X ainda aponta publicações da época da ação liderada por Portugal, feitas por veículos como os britânicos The Guardian e BBC e o português Jornal de Notícias que chancelam a correção.
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Na ocasião, a operação liderada por Portugal foi realizada em condições meteorológicas adversas e o navio afundou com 35 dos 300 fardos de droga que transportava, informou a polícia. A bordo do submarino, que partiu da América Latina, havia três colombianos e um venezuelano.
“Esta é a maior apreensão de cocaína já realizada em Portugal”, declarou, na ocasião, uma porta-voz da polícia judiciária.

Pedido de vista feito pelo deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE) interrompeu a análise do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia pelo Congresso Nacional nesta terça-feira (10).

Com o pedido, a reunião da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) foi suspensa e deve ser retomada no dia 24 de fevereiro, para votação do relatório lido pelo presidente do colegiado, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP).

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No relatório, Chinaglia destacou que o acordo cria uma ampla área de livre comércio entre os blocos, com redução gradual de tarifas e preservação de setores considerados sensíveis, além de prever salvaguardas e mecanismos de solução de controvérsias.

O presidente da Comissão de Relações Exteriores e vice-presidente da Representação, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), destacou os impactos econômicos do acordo e o caminho da proposta no Congresso.

Segundo ele, a expectativa é concluir a votação do relatório logo após o retorno do carnaval e, em seguida, enviar o texto ao Plenário da Câmara dos Deputados e, posteriormente, ao Senado.

*Com informações da Agência Senado

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados tem novo presidente. É o deputado Leur Lomanto Júnior, do União Brasil da Bahia. Ele foi eleito nesta terça-feira (10), com 36 votos, consumando maioria simples conforme previsto no regimento interno da Casa.

Lomanto assume o cargo no lugar do deputado Paulo Azi (União Brasil-BA), após acordo de lideranças e com o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O comando das comissões é renovado todo início de sessão legislativa, em fevereiro. O mandato de presidente tem duração de um ano.

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A expectativa é de que o novo vice-presidente da CCJ seja escolhido nas próximas reuniões da comissão.

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Jornada 6×1

Uma das matérias que estão no horizonte da comissão é a que dá fim à jornada 6×1, encaminhada esta semana por Hugo Mota à CCJ

Na segunda-feira (9), momentos antes de enviar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata da matéria para a CCJ, Mota disse que “o Brasil está maduro para enfrentar a escala 6×1”.

Em entrevista após a posse na CCJ, Lomanto avaliou que 2026 será um ano desafiador por se tratar de ano eleitoral. Ele confirmou ter conversado por telefone com Hugo Mota, e que, na conversa, o presidente da Câmara pediu que a comissão priorize a PEC da jornada 6×1.

Se aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pela Presidência da República, a emenda permitirá aos trabalhadores formais dois dias de folga semanal. Atualmente, a legislação trabalhista prevê apenas um dia de folga para os trabalhadores formais.

Em discurso, Lomanto garantiu que a CCJ consultará tanto o setor privado como os trabalhadores ao longo do trâmite da proposta na comissão.

“Presidir essa comissão significa zelar pelo devido processo legislativo, pela legalidade, pela técnica jurídica e pelo respeito às instituições e à democracia”, disse o presidente recém-eleito por unanimidade entre os 36 deputados presentes na sessão desta terça-feira.

Composta por 66 deputados e igual número de suplentes, a CCJ é a porta de entrada de projetos na Câmara dos Deputados. Cabe à comissão analisar questões relacionadas à constitucionalidade e à técnica legislativa dos projetos.

O filho da princesa herdeira Mette-Marit da Noruega negou, nesta terça-feira (10), que a suposta vítima do segundo de quatro estupros, dos quais é acusado, estivesse dormindo no momento dos fatos, descritos por ela como “o pior pesadelo”. Nascido de uma relação anterior ao casamento de sua mãe com o príncipe herdeiro Haakon, Marius Borg Høiby é julgado desde a semana passada por 38 acusações, incluindo quatro estupros e agressões contra ex-parceiras.
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O réu de 29 anos nega as acusações mais graves, em particular os supostos estupros, que poderiam resultar em uma pena de até 16 anos de prisão.
Nesta terça-feira, o tribunal de Oslo começou a examinar o segundo suposto estupro que, segundo a acusação, teria ocorrido em 8 de outubro de 2023, após uma festa em um apartamento nas ilhas Lofoten, onde Høiby e o príncipe Haakon se hospedavam para praticar surfe.
Depois de manter relações sexuais consensuais, a suposta vítima, uma jovem que ele conheceu por meio do aplicativo Tinder, afirma ter acordado enquanto Høiby iniciava novos atos sexuais, desta vez sem sua permissão.
— O pior pesadelo da minha vida — declarou, antes de afirmar que fechou os olhos “para não ter que presenciar” a própria agressão.
— Lembro de ter acordado enquanto ele estava em ação. Eu pensei: ‘Não entendo como alguém pode ter relações sexuais com uma pessoa que está dormindo’ — explicou.
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Para demonstrar que os atos aconteceram quando a jovem não estava em condições de expressar oposição, o Ministério Público apresentou um vídeo, apreendido na casa de Høiby e que ele havia gravado com seu telefone.
Segundo o promotor Sturla Henriksbø, o trecho de cinco segundos mostra a jovem dormindo no momento do crime. A suposta vítima protestou contra as imagens, gravadas, segundo ela, sem seu conhecimento.
A Promotoria também anexou ao processo os dados de seu relógio que mede batimentos cardíacos para provar que estava dormindo. “Segundo a acusação, a evolução da frequência cardíaca constitui o elemento mais determinante”, destacou Henriksbø.
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A defesa confrontou a suposta vítima com inconsistências entre seu depoimento de terça-feira e suas declarações anteriores à polícia, apontando que, no início, ela havia afirmado aos investigadores não sentir que tinha sido submetida a atos ilícitos.
— Eu estava acordada quando tive relações sexuais com ela — declarou Høiby no banco das testemunhas, antes de se corrigir: “quando tivemos relações sexuais”.
— Se tivemos relações três ou quatro vezes antes, e eu a acordei todas as vezes, por que diabos eu teria feito isto sem acordá-la da última vez? — ressaltou.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, defendeu nesta terça-feira (10) a determinação do ministro do Supremo Tribubal Federal (STF) Flávio Dino de suspender o pagamento dos chamados “penduricalhos”

A suspensão vale para os Três Poderes e afeta benefícios concedidos a servidores públicos que não cumprem o teto remuneratório constitucional, de R$ 46,3 mil.

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Durante o CEO Conference Brasil 2026, evento promovido pelo banco BTG Pactual na capital paulista, o presidente da Câmara afirmou que a decisão de Flávio Dino “foi feliz” e ajudou a alimentar o debate sobre esse tema.

“Com a mesma coerência de quem defende a Reforma Administrativa, nós estamos aqui para dizer que a decisão do ministro Dino foi feliz. Nós vamos fazer essa discussão e esse debate, porque é isso que a sociedade cobra de nós”, disse Motta.

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Durante a entrevista, ele defendeu o reajuste aos servidores da Casa e argumentou que seguiu os mesmos parâmetros que foram utilizados para os aumentos aplicados aos servidores do Judiciário e do Tribunal de Contas da União (TCU).

“Para não haver uma disparidade nas carreiras e também por justiça, assim como aprovamos o projeto de reajuste aos servidores do Judiciário, também teríamos que tratar do reajuste dos servidores da Câmara. Usamos o mesmo parâmetro que o presidente sancionou o projeto de aumento ao Judiciário, em torno de 8%”, disse ele.

Segundo ele, a aprovação foi feita com critério e não acarretou em aumento de despesas no orçamento.”Foi com essa coerência que nós aprovamos, e não esse trem da alegria que infelizmente foi passado de maneira errada para a sociedade. A Câmara teve critério, o projeto segue para a análise do presidente da República”, ressaltou.

 

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, disse nesta terça-feira (10) que uma das prioridades da Casa neste ano é votar a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. Em suas redes sociais, Motta escreveu que a votação pode se dar em maio.

Atualmente, duas propostas estão sendo discutidas na Casa sobre o assunto: uma proposta pela deputada Erika Hilton (PEC 8/25) e outra pelo deputado Reginaldo Lopes (PEC 221/19).

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“O mundo evoluiu, as tecnologias se desenvolveram e o Brasil não pode ficar para trás. Vamos capitanear a discussão ouvindo a sociedade e o setor produtivo, com a expectativa de votação em maio”, escreveu ele, logo após participar de evento promovido pelo banco BTG Pactual em São Paulo.

Além da escala 6×1, Motta disse que outros temas que serão prioridade na Casa neste ano são a aprovação do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, que precisa ter o aval do Brasil formalizado no Congresso, e a votação das Propostas de Emenda à Constituição (PECs) da Segurança Pública.

“Devemos agora, após o Carnaval, retomar este tema [a PEC da Segurança]. Espero que, passando na Comissão Especial, possamos levar ao plenário a pauta da segurança pública, uma pauta inadiável”.

Já sobre o acordo do Mercosul com a União Europeia, o presidente da Câmara disse que o tratado precisa primeiro ser aprovado em uma comissão mista – o que ele acredita que deve acontecer na semana seguinte ao Carnaval – para depois ser levado ao plenário.

“Sendo validado pela Câmara e pelo Senado, o Brasil já pode iniciar as tratativas com os países da Europa que irão abrir os mercados e, com isso, vamos ter um avanço significativo nas relações do nosso agronegócio e tantos outros setores que irão se beneficiar com esse acordo comercial, que é uma prioridade para o Brasil”, falou.

 

O Parlamento Europeu aprovou nesta terça-feira dois textos considerados centrais para endurecer a política migratória da União Europeia (UE), consolidando uma mudança de rumo no debate sobre imigração no bloco. As propostas foram adotadas com apoio de partidos de direita e de extrema direita e agora passam a integrar o arcabouço legislativo europeu.
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Uma das principais medidas permite que Estados-membros enviem solicitantes de asilo a locais que não são seus países de origem, desde que esses destinos sejam considerados “seguros” pela UE. A iniciativa abre caminho para que pedidos de proteção internacional sejam analisados fora do território europeu — para preocupação de ONGs e partidos de esquerda, que temem pelo tratamento dado aos solicitantes de asilo.
— Trata-se de mais um passo na desumanização da política migratória da UE — lamentou a deputada francesa Mélissa Camara, denunciando que a dignidade dos solicitantes de asilo está sendo “pisoteada”.
A Comissão Europeia rejeita essas críticas e afirma que os países para os quais esses migrantes serão enviados deverão respeitar os direitos fundamentais. O modelo já vinha sendo testado pela primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, com a criação de centros na Albânia para processar migrantes resgatados no Mediterrâneo. A experiência, no entanto, enfrentou obstáculos jurídicos. Com a nova regra aprovada pelo Parlamento Europeu, a aplicação desse tipo de mecanismo pode ganhar respaldo legal mais claro dentro do bloco.
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Outra medida de destaque é a criação de uma lista comum de países classificados como “seguros” pela UE. A inclusão nessa lista tende a limitar as chances de concessão de asilo a cidadãos dessas nações, ao permitir a tramitação acelerada de seus pedidos e, eventualmente, a repatriação mais rápida. Entre os países mencionados na proposta estão Kosovo, Bangladesh, Colômbia, Egito, Índia, Marrocos e Tunísia. A lógica é que, por serem considerados seguros, pedidos de cidadãos desses Estados possam ser avaliados com maior celeridade.
— Os cidadãos esperam que cumpramos nossas promessas em matéria de política migratória, e é exatamente isso que estamos fazendo — celebrou a deputada conservadora Lena Düpont.
A aprovação ocorre em meio a um contexto de endurecimento mais amplo das políticas migratórias no continente. Mesmo com a redução de cerca de 25% nas entradas irregulares em comparação com o ano anterior, o tema segue no centro da agenda política.
‘Modelo ICE’
Nos últimos meses, partidos de extrema direita em países como Alemanha, Bélgica e França também passaram a defender a criação de forças policiais nacionais voltadas especificamente à deportação de imigrantes em situação irregular, inspiradas no modelo do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE). O órgão tem estado no centro de controvérsias depois que seus agentes mataram dois cidadãos americanos nas últimas semanas, em meio a esforços do governo de Donald Trump para deportar imigrantes em situação irregular.
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Ainda assim, partidos de extrema direita propuseram unidades federais semelhantes ao ICE. Em janeiro, a Alternativa para a Alemanha (AfD) informou que apresentaria planos no Parlamento regional para criar uma unidade policial focada na deportação de imigrantes que entraram ilegalmente no país, como parte de um conjunto de medidas para conter a imigração irregular, segundo documento interno do partido.
— Além dos voos de deportação organizados pelo Estado, defendemos a criação de uma unidade de asilo, investigação e deportação dentro da polícia bávara — afirmou a líder do grupo parlamentar da AfD na Baviera, Katrin Ebner-Steiner, embora o sindicato da polícia da Baviera tenha declarado que não há base legal para uma unidade de deportação.
Já na Bélgica, o partido Vlaams Belang pretende apresentar nos próximos dias uma proposta para uma unidade policial semelhante, publicou o Politico. Embora a deputada Francesca Van Belleghem tenha rejeitado a comparação com o ICE — alegando que a unidade seria integrada à polícia já existente, e não seria uma agência federal separada —, os detalhes do plano sugerem o contrário: agentes especializados em cada zona policial, unidades completas nas grandes cidades e em áreas de fronteira, além de policiais atuando na busca por imigrantes.
— Em vez de apenas registrar imigrantes ilegais quando são encontrados por acaso, a unidade buscaria ativamente pessoas sem status legal — disse Van Belleghem ao veículo americano. — Não permitimos que nossas propostas nacionais sejam ditadas pelo contexto internacional.
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Na França, o líder de extrema direita e fundador do partido Reconquête, Éric Zemmour, não descartou a ideia ao ser questionado em uma entrevista de TV se o país deveria ter uma força policial semelhante ao ICE. Na ocasião, ele afirmou que a iniciativa precisaria ser “adaptada às instituições francesas”, mas ressaltou que é preciso “ser implacável”.
Embora as propostas tenham sido alvo de críticas de adversários políticos, efeitos da pressão já são visíveis: a União Europeia vem endurecendo sua política migratória na tentativa de conter o avanço da extrema direita. Ainda no mês passado, a Comissão Europeia apresentou uma estratégia migratória para os próximos cinco anos, destacando uma “diplomacia migratória assertiva” para pressionar países terceiros a ajudar a impedir a entrada de imigrantes irregulares na Europa e a readmitir cidadãos que não tenham direito de permanecer no bloco.
(Com AFP)
O ex-deputado de oposição venezuelano Juan Pablo Guanipa, detido pelas forças de segurança pouco depois de deixar o cárcere, no domingo, está na cidade de Maracaibo, afirmou o filho dele, Ramón, nesta terça-feira. Desde domingo, quando foi levado por homens armados, não havia informações sobre seu paradeiro, e aliados acusaram o governo de sequestro.
“Confirmo que meu pai, Juan Pablo Guanipa, está em nossa casa em Maracaibo. Estamos aliviados em saber que nossa família estará reunida em breve”, disse Ramón, em mensagem publicada na conta do pai na rede social X, na qual agradece o presidente dos EUA, Donald Trump. “Meu pai permanece injustamente preso, pois prisão domiciliar ainda é prisão, e exigimos sua plena liberdade, assim como a liberdade de todos os presos políticos.”
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Juan Pablo Guanipa, ex-vice-presidente da Assembleia Nacional e próximo da líder opositora María Corina Machado, ficou preso por quase nove meses, acusado de conspiração, e estava em um grupo de 35 detidos por crimes políticos libertados pelo governo da presidente interina, Delcy Rodríguez.
Horas depois de ganhar a liberdade, Guanipa se juntou a um ato diante do Helicoide, a temida prisão política do chavismo (e que Delcy prometeu fechar), no qual abraçou famílias de presos políticos e fez um discurso exigindo a libertação imediata de todos, além de novas eleições.
— Em 28 de julho de 2024, o povo falou; houve uma decisão popular — afirmou à AFP, referindo-se às eleições passadas, que a oposição alega terem sido fraudadas pelo presidente deposto Nicolás Maduro e que serviram de estopim para uma onda de protestos e repressão. — Queremos respeitá-la? Vamos respeitá-la. (…) Não querem respeitá-la? Então vamos ter um processo eleitoral.
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Para a Procuradoria-Geral venezuelana, se tratou de uma violação das medidas cautelares de sua liberdade, o que motivou um novo pedido de prisão, desta vez domiciliar. Diosdado Cabello, ministro do Interior, criticou a “estupidez de alguns políticos”, sem citar Guanipa.
— Meu pai não cometeu nenhum crime nem violou nenhuma das medidas cautelares a que estava sujeito. Tenho a ordem de soltura do meu pai, que afirma claramente que as únicas condições a que ele estava sujeito eram comparecer perante o tribunal a cada 30 dias e estar proibido de sair do país — acrescentou o filho de Guanipa, em entrevista coletiva na segunda-feira.
Até que seu paradeiro fosse confirmado, parentes e aliados cobraram publicamente os chavistas por informações. Em Washington, María Corina Machado disse que “isso demonstra que estamos enfrentando não apenas um regime criminoso, mas um regime que tem pavor da verdade, que tem pavor de seus cidadãos”. O ex-diplomata e ex-candidato à Presidência, Edmundo González Urrutía, declarou que “a falta de informações sobre o paradeiro de Juan Pablo Guanipa configura um desaparecimento forçado”. Ramón Guanipa reiterou que “falar, dizer e se expressar não são crimes”.
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Desde a intervenção armada americana que culminou com a captura de Nicolás Maduro, no dia 3 de janeiro, os chavistas anunciaram a libertação gradual de prisioneiros políticos. Segundo a ONG Foro Penal, que presta assistência jurídica a opositores, 426 pessoas foram libertadas, mas como demonstra o caso de Guanipa, elas seguem monitoradas e, em alguns casos, sujeitas a outras formas de restrição de liberdade . Para a oposição, medidas que põem em xeque o compromisso das autoridades com o período pós-Maduro.
No final de janeiro, Delcy Rodríguez submeteu à Assembleia Nacional um projeto de lei para conceder anistia a todos os presos e processados por delitos políticos desde 1999, ano em que Hugo Chávez chegou ao poder. Ela ainda prometeu fechar o Helicoide e dar início a um processo de reconciliação, mas analistas veem o texto da anistia como “vago”, com brechas que poderiam ser usadas contra dissidentes.
A primeira votação ocorreu na semana passada, e a segunda deveria acontecer nesta terça-feira, mas foi suspensa na véspera. Segundo o Legislativo, a sessão prevista para esta terça coincide com uma marcha convocada pelo chavismo em ocasião do Dia da Juventude. Uma outra sessão está marcada para quinta-feira, mas a pauta não foi divulgada pela mesa diretora.
A agência reguladora de internet da Rússia anunciou nesta terça-feira que está implementando “restrições graduais” à plataforma de mensagens Telegram, alegando uma “violação” da lei. O anúncio surge em um momento em que Moscou busca promover o uso de serviços digitais de desenvolvimento próprio com controles mais rigorosos.
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“A lei russa continua sendo ignorada (…), nenhuma medida real está sendo tomada para combater a fraude e o uso de mensagens para fins criminosos e terroristas”, afirmou a Agência Russa de Supervisão de Telecomunicações (Roskomnadzor), em comunicado. A Roskomnadzor ainda alertou que “continuará introduzindo restrições graduais” ao Telegram, que, segundo a agência, não cumpriu a lei.
Críticos e ativistas de direitos humanos afirmam que esta é uma tentativa do Kremlin de intensificar seu controle e vigilância da internet em meio a uma repressão mais ampla à dissidência no contexto da guerra na Ucrânia.
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Desde 2019, as plataformas de mídia social americanas X, Facebook, Instagram, LinkedIn e a plataforma de vídeos YouTube estão bloqueadas na Rússia por não cumprirem a legislação nacional.
O Telegram, porém, é amplamente utilizado na Rússia, tanto como serviço de mensagens quanto como rede social, e quase todas as principais figuras públicas, incluindo agências do governo e o Kremlin, publicam mensagens regularmente na plataforma.
Entretanto, o Tribunal Municipal de Tagansky, em Moscou, afirmou que o Telegram enfrenta multas que totalizam 64 milhões de rublos (quase R$ 440 mil) por se recusar a remover conteúdo proibido e por não cumprir a lei de automonitoramento.
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O governo, por sua vez, tenta direcionar os usuários para um concorrente estatal chamado Max, que também pode processar pagamentos e serviços governamentais.
A Rússia, inclusive, já havia tentado banir o Telegram, sob a liderança de Pavel Durov, mas acabou fracassando em seus esforços para bloquear o acesso e suspendeu a proibição em 2020.
Uma britânica de 23 anos foi morta a tiros pelo próprio pai, também britânico, quando o visitava em sua casa no Texas, nos Estados Unidos, em janeiro de 2025, de acordo com depoimentos apresentados nesta terça-feira em um inquérito no Tribunal de Coroner de Cheshire, no Reino Unido. O caso está sendo analisado pela Justiça britânica depois que um grande júri texano decidiu não apresentar acusações criminais contra o pai.
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A vítima, identificada como Lucy Harrison, natural de Warrington, na Inglaterra, estava visitando seu pai, Kris Harrison, e a família em Prosper, no Texas, quando foi morta no dia 10 de janeiro de 2025 — justamente o dia em que ela e o namorado planejavam retornar ao Reino Unido.
Segundo o depoimento do namorado, Sam Littler, Lucy e seu pai tiveram uma discussão acalorada naquela manhã sobre temas políticos, incluindo o então presidente Donald Trump, que estava prestes a ser empossado. Após a troca de palavras, Lucy ficou visivelmente abalada. Horas depois, ainda naquele dia, o pai a levou até um quarto no térreo da casa e, cerca de 15 segundos depois, um disparo foi ouvido.
Littler relatou ao tribunal ter encontrado Lucy caída no chão perto do banheiro, enquanto Kris Harrison gritava por sua esposa sem prestar explicações claras. A mãe da vítima, Jane Coates, descreveu a filha como “uma força de vida”, apaixonada por debates e engajada com o que acreditava.
Durante a audiência, a defesa de Kris Harrison pediu que a juíza Jacqueline Devonish fosse afastada, alegando possível parcialidade no andamento do inquérito, que, segundo os advogados, estaria conduzido mais como uma investigação criminal do que uma simples apuração de fatos. O pedido foi rejeitado pela juíza, que manteve sua condução do processo. O inquérito prossegue para apurar as circunstâncias da morte e reunir mais evidências sobre o que antecedeu o disparo fatal nos Estados Unidos.

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