Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
As autoridades dos Estados Unidos detiveram uma pessoa para interrogatório, em relação ao sequestro da mãe da apresentadora da NBC News Savannah Guthrie, informaram diversos veículos de imprensa americanos nesta terça-feira.
Acredita-se que Nancy Guthrie, mãe da jornalista, tenha sido sequestrada de sua casa em Tucson, Arizona, na noite de 31 de janeiro ou na madrugada de 1º de fevereiro. Com base em fontes policiais não identificadas, a CNN, a ABC e a Fox News informaram que uma pessoa foi detida para interrogatório em conexão com o sequestro. O indivíduo preso não foi acusado formalmente, segundo informou a CNN.
Apresentadora de TV dos EUA, Savannah Guthrie suplica pela vida da mãe a sequestradores; vídeo
Polícia diz acreditar que mãe desaparecida de apresentadora americana ainda está viva
O FBI divulgou imagens, na manhã de terça-feira, de um indivíduo mascarado e “armado” que parece estar mexendo na câmera da porta da frente da casa da mãe da jornalista.
Initial plugin text
O diretor do FBI, Kash Patel, publicou seis fotos e três vídeos em preto e branco em sua conta no Twitter mostrando um indivíduo mascarado na varanda da casa da mulher de 84 anos.
Initial plugin text
– Desde esta manhã, as autoridades descobriram essas imagens, recentemente indisponíveis, mostrando um indivíduo armado que parece ter mexido na câmera da porta da frente de Nancy Guthrie nas primeiras horas de seu desaparecimento – afirmou Patel.
O caso gerou ampla cobertura da mídia. Dezenas de jornalistas e equipes de televisão se reuniram na tranquila área residencial onde a vítima mora.
Savannah Guthrie e sua mãe Nancy
Reprodução/X
A filha de Nancy, Savannah, é uma das apresentadoras do popular programa “Today” da NBC News, lançado em 1952, um dos programas americanos de maior duração ainda no ar.
Bilhete de resgate
O FBI também indicou que a família de Nancy Guthrie recebeu um bilhete de resgate exigindo pagamento.
As imagens divulgadas na terça-feira pelo FBI mostram um indivíduo usando uma máscara de esqui, uma jaqueta com zíper, luvas e uma mochila, aproximando-se da porta da frente da casa de Nancy Guthrie.
Ele parece manipular a câmera por alguns segundos antes de se afastar para arrancar plantas, que ele então usa para cobrir a câmera.
As autoridades locais relataram na semana passada que a câmera da campainha da casa de Nancy Guthrie foi desconectada à 1h47 da manhã de domingo, 1º de fevereiro.
O software detectou a presença de uma pessoa menos de meia hora depois, às 2h12 da manhã, mas nenhum vídeo estava disponível, especificaram.
Savannah Guthrie explicou no Instagram, na segunda-feira, que acreditava que sua mãe “ainda estivesse viva”, mas que sua família havia chegado “a um ponto de desespero”.
A família teme por sua vida caso ela não siga o tratamento prescrito para seu problema cardíaco.
A morte do paraense Adriano Silva, atingido por fogo de artilharia durante operações militares na Ucrânia, reacendeu o alerta do governo brasileiro sobre os riscos do alistamento voluntário de cidadãos em forças armadas estrangeiras. Em julho de 2025, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) publicou nota oficial desaconselhando a ida de brasileiros a zonas de conflito.
Guerra na Ucrânia: mais um brasileiro morre atingido por fogo de artilharia durante operação militar
Enxame de drones e guerra tecnológica: Brasileiro conta como é a dramática luta na linha de frente contra os russos
Segundo informações preliminares, Adriano atuava como voluntário integrado às forças ucranianas e morreu em ataque indireto — modalidade que tem se mostrado uma das mais letais da guerra moderna, marcada por bombardeios e artilharia de longo alcance.
No aviso divulgado no ano passado, o Itamaraty destacou que tem sido registrado crescimento no número de brasileiros mortos em conflitos internacionais e alertou também para situações em que voluntários, após se alistarem, enfrentam dificuldades para interromper a participação nos exércitos combatentes. A assistência consular, nesses casos, pode ser severamente limitada pelos contratos firmados com forças estrangeiras.
“Nesse sentido, recomenda-se fortemente que convites ou ofertas de trabalho ou de participação em exércitos estrangeiros sejam recusadas”, recomendou o Ministério.
O ministério foi explícito ao afirmar que não há obrigatoriedade do poder público em custear passagens ou o retorno de cidadãos do exterior. Diante disso, recomendou “fortemente” que convites ou ofertas de trabalho e de participação em exércitos estrangeiros sejam recusados.
Segundo dados atualizados obtidos pelo GLOBO junto ao Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), 22 brasileiros morreram e 44 estão desaparecidos desde o início da guerra — números superiores aos divulgados oficialmente em dezembro do ano passado (a morte de Adriano é recente, portanto, ainda não foi contabilizada oficialmente pelo órgão).
Outro ponto central do alerta diz respeito às consequências legais. Brasileiros alistados em forças estrangeiras podem estar sujeitos à persecução penal, não apenas em cortes internacionais, mas também no Brasil. O Itamaraty citou o artigo 7º do Código Penal, que prevê a aplicação da lei brasileira a ilícitos cometidos por cidadãos nacionais no exterior quando houver obrigação internacional do país em prevenir ou impedir tais condutas.
Para brasileiros que estejam em zonas de conflito armado e necessitem de assistência, o ministério orienta o contato com as embaixadas do Brasil nos países onde se encontram ou com o plantão da Divisão de Comunidades Brasileiras e Assistência Consular, em Brasília.
Veja a nota na íntegra:
“Ministério das Relações Exteriores alerta para os riscos, inclusive de posterior persecução legal, do alistamento voluntário de cidadãos brasileiros em forças armadas estrangeiras no contexto de conflitos internacionais.
Tem sido registrado aumento no número de casos de nacionais brasileiros que perdem suas vidas em tais conflitos. Registram-se igualmente casos de brasileiros que atravessam dificuldades ao, uma vez alistados, tentar interromper sua participação nos exércitos combatentes. A assistência consular, nesses casos, pode ser severamente limitada pelos termos dos contratos assinados entre os alistados e as forças armadas de terceiros países. Não há obrigatoriedade por parte do poder público para o pagamento de passagens ou o custeio de retorno de cidadãos do exterior.
Nesse sentido, recomenda-se fortemente que convites ou ofertas de trabalho ou de participação em exércitos estrangeiros sejam recusadas.
Os brasileiros alistados em forças estrangeiras poderão ainda estar sujeitos a persecução penal, não apenas em cortes internacionais, mas também no Brasil, com base no art. 7º do Código Penal, que prevê estarem sujeitos à lei brasileira os ilícitos cometidos por cidadão brasileiro – ainda que em território estrangeiro – que, por tratado ou convenção internacional, o Brasil se obrigou a prevenir ou impedir.
Brasileiras e brasileiros em zonas de conflito armado que precisem de assistência consular podem entrar em contato com as Embaixadas do Brasil nos países em que se encontrem, ou com o plantão da Divisão de Comunidades Brasileiras e Assistência Consular do Itamaraty (+55-61-98260-0610), em Brasília”.
Em 2022, os democratas no Congresso corriam para aprovar a maior lei climática da história do país, enquanto o presidente Joe Biden declarava que o aquecimento global representava um “perigo claro e presente” para os Estados Unidos. Mas, nos bastidores, quatro veteranos do governo Trump articulavam planos para desmontar os esforços federais contra as mudanças climáticas assim que os republicanos retomassem o controle de Washington, segundo documentos analisados pelo The New York Times e entrevistas com mais de uma dúzia de pessoas familiarizadas com o assunto. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Svitlana Zinovieva limpou a condensação gelada da janela da sala e apontou para uma chaminé que se ergue a partir da caldeira central responsável por aquecer o prédio onde mora. Foi ali, à distância, que ela viu um míssil russo cruzar o céu e explodir alguns dias antes. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
No Reino Unido, o rei Charles III se ofereceu para colaborar com a polícia, e o premier Keir Starmer balança no cargo após a abertura de investigações contra um ex-embaixador britânico em Washington e contra o ex-príncipe Andrew. Na Noruega, a família real se viu dragada para o meio de uma crise institucional, enquanto um ex-premier e uma ex-diplomata entraram na mira das autoridades. Em países como França e Polônia, pedidos de investigação contra figuras públicas também ganharam força. Nos Estados Unidos, no entanto, a investigação caminha a passos lentos. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Nove pessoas foram mortas nessa terça-feira, em uma área remota do oeste do Canadá, incluindo sete que foram baleadas em uma escola de ensino médio, e outras duas encontradas mortas em uma residência, informou a polícia federal.
A Polícia Montada Real Canadense disse que o incidente envolveu um “atirador ativo na Escola de Ensino Médio Tumbler Ridge”, na Colúmbia Britânica, e que “um indivíduo que se acredita ser o atirador também foi encontrado morto, com o que parece ser um ferimento autoinfligido”.
* Em atualização
A retirada da bandeira arco-íris do monumento mais importante nos Estados Unidos para a comunidade LGBTQIA+, devido a normas do governo de Donald Trump, causou indignação e gerou um protesto nesta terça-feira (10).
Hungria imita EUA de Trump e aprova nova emenda constitucional para restringir direitos LGBTQ+
Mais de 30 australianos são detidos por atacar usuários de aplicativos LGBTQ
A bandeira associada a essa comunidade foi retirada do Monumento Nacional de Stonewall, na cidade de Nova York, devido a um memorando de 21 de janeiro do Serviço Nacional de Parques, órgão federal responsável pelo monumento.
O documento proíbe no local emblemas que não sejam a bandeira americana ou referentes ao Departamento do Interior, com poucas exceções.
‘Declararam guerra contra nós’, dizia um dos cartazes erguido por manifestante, no ato contra decisão do governo Trump de retirar bandeira do movimento LGBTQ+ em Nova York
SPENCER PLATT / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
Uma centena de manifestantes se reuniu em um parque localizado em frente ao monumento, no centro de Manhattan, e denunciaram a medida como “um tapa na cara” da comunidade.
Petição contra terapias para pessoas LGBTQ+ na UE supera um milhão de assinaturas
O democrata Zohran Mamdani, prefeito de Nova York, disse que ficou indignado com a decisão. “Nova York é o berço do movimento moderno pelos direitos LGBTQ+, e nenhum ato de apagamento poderá mudar ou silenciar essa história”, publicou no X.
O monumento lembra os distúrbios que ocorreram em 1969, após uma operação policial no Stonewall Inn, um bar que reunia público gay, localizado no bairro de Greenwich Village. Os confrontos, que duraram seis dias, deram origem ao movimento moderno pelos direitos dos homossexuais nos Estados Unidos, que se estendeu mais tarde às pessoas transgênero e não-binárias.
Trump costuma criticar as pessoas trans e o que chamou de “extremismo ideológico de gênero” durante sua campanha eleitoral.
Dias após retornar ao cargo, ele assinou um decreto que declarava apenas dois gêneros oficiais nos Estados Unidos: masculino e feminino.
Um mês depois, o Serviço Nacional de Parques apagou as referências às pessoas trans e queer do site do monumento. Mas o entorno do local ainda estava enfeitado com bandeiras LGBTQIA+.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (10) o projeto de lei que cria a Universidade Federal do Esporte (UFEsporte), com sede em Brasília, para atuar na área do conhecimento relativa à ciência do esporte. A proposta será enviada ao Senado.

O Projeto de Lei 6133/25 foi uma iniciativa do governo federal, apresentada no fim do ano passado. Na mesma época, o governo também anunciou a criação da Universidade Federal Indígena (Unind), cujo projeto segue em tramitação.

Notícias relacionadas:

O texto aprovado em plenário é um substitutivo do relator, deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF). Ele retirou do texto expressões como misoginia, racismo e gênero no trecho sobre as finalidades da nova universidade ligadas ao enfrentamento dessas questões no esporte.

Pela proposta, fica permitida a abertura futura de campi em outros estados.

O estatuto da nova autarquia definirá sua estrutura organizacional e forma de funcionamento, observado o princípio de não separação das atividades de ensino, pesquisa e extensão. A instituição poderá utilizar formas alternativas de ingresso, estratégias de atendimento e fomento, respeitadas as normas de inclusão e de cotas.

“A criação da UFEsporte se justifica pelo fato de o Brasil carecer de profissionais qualificados nas áreas de gestão, ciência do esporte e políticas públicas, situação que contrasta com a reconhecida capacidade do país em descobrir grandes talentos esportivos”, destacou o relator, ao ler seu voto em plenário.

Além de outros bens, legados e direitos doados, a UFEsporte contará com bens móveis e imóveis da União que o projeto permite doar para a instituição começar a funcionar administrativamente. A autarquia contará ainda com receitas eventuais, a título de remuneração por serviços prestados compatíveis com sua finalidade; e de convênios, acordos e contratos celebrados com entidades e organismos nacionais e internacionais.

Parte da receita de apostas em bets também poderá ser direcionada pelo Ministério do Esporte.

Segundo o que prevê o projeto, caberá ao governo federal nomear o reitor e o vice-reitor com mandato temporário até que a universidade seja organizada na forma de seu estatuto. Caberá ao reitor temporário estabelecer as condições para a escolha do reitor de acordo com a legislação.

Dentro de 180 dias da nomeação do reitor e vice-reitor temporários, a instituição enviará ao Ministério da Educação propostas de estatuto e regimento geral.

“A oferta pública e gratuita de cursos de tecnólogos, graduação e pós-graduação, com abrangência em todas as regiões do país, enfocando a qualidade da formação de novos profissionais e assegurando condições de acesso e permanência a atletas estudantes, parece-nos bastante positiva e tende a suprir uma carência histórica dos profissionais do setor”, continuou o deputado Julio César Ribeiro, em seu voto.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Concurso público

Após autorização de lei orçamentária, a instituição poderá organizar concurso público de provas e de títulos para o ingresso na carreira de professor do magistério superior e na carreira de técnico-administrativo.

Para o líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), a criação da universidade é muito mais uma demanda da sociedade do que iniciativa do governo.

“Isso vem sendo discutido há muito tempo. Todos os esportistas brasileiros pedem que essa universidade exista, inclusive como formadora de atletas e de diretrizes para o esporte brasileiro nas suas variadas modalidades”, disse.

Contrário à proposta, o deputado Alberto Fraga (PL-DF), vice-líder da oposição, afirmou que o projeto é “eleitoreiro e populista”.

“O governo anuncia a criação sem colocar um centavo no Orçamento. É marketing puro, é uma promessa vazia que gera manchete hoje e será esquecida amanhã”, disse.

A deputada Julia Zanatta (PL-SC) criticou o fato de o governo criar universidades sem conseguir manter as instituições de ensino já existentes.

*Com informações da Agência Câmara de Notícias. 

Nos últimos dias, um grupo de turistas na Ilha Barú, em Cartagena, Colômbia, teve que ser evacuado de suas acomodações devido às fortes chuvas na região e aos alertas sobre condições climáticas adversas. Entre os visitantes estava Fede Salas, um criador de conteúdo estrangeiro que documentou toda a mobilização das pessoas e posteriormente a compartilhou em suas redes sociais.
Cobra ‘infinita’? Guia de turismo flagra caninana gigante durante expedição na Chapada dos Guimarães; veja vídeo
Recorde: Píton de 7,22 metros encontrada na Indonésia entra para o Guinness como maior cobra selvagem já medida
“Fomos apanhados por uma tempestade numa ilha e tivemos de evacuar pelos esgotos”, revelou o influenciador na sua conta do TikTok. Na publicação, o jovem também mencionou que a evacuação se deu devido ao aumento da força das ondas.
Salas destacou em sua conta no TikTok que as autoridades locais alertaram para ondas altas e solicitaram a evacuação de turistas e trabalhadores antes da meia-noite.
Initial plugin text
Segundo o criador de conteúdo, os moradores de Barú estavam nervosos com as grandes ondas que apareceram, porque, minutos antes, uma delas atingiu a recepção do hotel e levou tudo em seu caminho.
No entanto, o que mais chamou a atenção do turista e de sua acompanhante foi o caminho que tiveram que percorrer para sair do local, conforme indicado pelas autoridades locais.
“Agora estamos andando pelos esgotos porque o prédio começou a desabar. Uma onda veio e destruiu tudo”, disse Salas em um vídeo compartilhado em sua conta no TikTok.
Não é só na Terra: cientistas comprovam a presença de uma caverna vulcânica em Vênus
Segundo o jovem, a jornada foi um grande desafio para o grupo, pois as águas estavam contaminadas com fezes humanas e vermes, o que os impedia de respirar normalmente enquanto caminhavam.
“Todos os banheiros da acomodação ficam aqui. Andar na água com cocô: zero de dez. Não recomendo”, concluiu o criador de conteúdo para redes sociais, enquanto tentava cobrir o rosto com um pedaço de roupa para evitar o mau cheiro.
Após concluir a jornada, o grupo conseguiu chegar em segurança; no entanto, as imagens publicadas pela ‘influenciadora’ geraram uma onda de comentários sobre a falta de protocolos de higiene mais adequados para visitantes em meio à atual crise climática que afeta o Caribe colombiano.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nesta terça-feira que escapou de uma tentativa de assassinato quando voava em um helicóptero, após meses de alertas sobre um suposto plano de narcotraficantes para atentar contra ele.
Clã do Golfo: Principal cartel colombiano suspende negociações de paz após acordo entre Trump e Petro
Após escalada de tensões: Trump e Petro definem ‘ações conjuntas’ para combater guerrilhas na Colômbia
O mandatário sustentou que, na noite de segunda-feira, não conseguiu pousar no departamento de Córdoba, no Caribe colombiano, porque “temia” que “fossem atirar” na aeronave em que estava. A denúncia ocorre em meio a um pico de violência que abala a campanha eleitoral a três meses das eleições presidenciais, nas quais, por lei, ele não pode buscar a reeleição.
— Ontem à noite não pude pousar porque fui informado de que o helicóptero em que eu viajava com minhas filhas seria alvejado. Eles nem sequer acenderam as luzes do local onde eu deveria pousar — disse Petro.
A informação também foi divulgada nesta pelo gerente do Sistema de Meios Públicos, Hollman Morris, nas redes sociais. No X, Morris afirmou que o próprio mandatário revelou a existência do plano: “O presidente Gustavo Petro informa ao país que, nos últimos dias, estava sendo planejado um plano para matá-lo”, escreveu.
Erro: EUA celebram operação contra tráfico na Colômbia, mas usam imagem de ação da Força Aérea Portuguesa
De acordo com o dirigente, o presidente também teria descoberto “uma armação para colocar alucinógenos em um automóvel”. Ainda segundo Morris, os planos para atentar contra Petro também incluiriam um ataque contra a família presidencial.
Petro diz que uma “nova junta do narcotráfico” quer assassiná-lo desde sua chegada ao poder, em 2022. Nesse suposto complô participariam narcotraficantes que vivem no exterior e guerrilheiros como Iván Mordisco, o criminoso mais procurado do país e líder da maior dissidência da guerrilha das FARC que assinou o acordo de paz de 2016.
Embora as autoridades colombianas ainda não tenham dado mais detalhes sobre o ocorrido, a notícia surge apenas dias depois de o Clã do Golfo, principal cartel do tráfico de drogas na Colômbia, anunciar que suspenderá as negociações de paz no Catar com o governo Petro, em rejeição aos acordos do presidente com Donald Trump.
Decisão: Autoridade eleitoral da Colômbia barra candidato favorito à Presidência em primária
A organização, responsável pelo maior volume de exportação de cocaína a partir da Colômbia, protestou depois que os chefes de Estado priorizaram ações militares e de inteligência contra seu chefe, Chiquito Malo, durante uma reunião na última terça-feira na Casa Branca. À margem dos diálogos de paz em Doha, Petro expressou a Trump a necessidade de atacar o líder do Clã do Golfo.
Antes de se reunir com Trump, o presidente de esquerda da Colômbia vinha sendo pressionado por sua suposta falta de firmeza contra as máfias, motivo pelo qual os EUA lhe impuseram sanções. O governo e o Clã do Golfo haviam anunciado em setembro o início de conversas no Catar com vistas a um desarmamento em troca de benefícios legais.
Petro enfrentou fortes críticas por sua política de negociar a paz com os principais grupos armados do país, que teriam se fortalecido durante seu mandato. No caso do Clã do Golfo, o próprio governo reconhece que o grupo aumentou em número de integrantes.
“Isso seria um atentado contra a boa-fé e os compromissos” assumidos até o momento no Catar, afirmou a organização narcotraficante no X, ao anunciar que se retirará da mesa de negociações “provisoriamente” enquanto seus integrantes fazem consultas sobre o anúncio.
Fator Trump: Eleições latino-americanas deste ano devem estar na mira de líder dos EUA
A Colômbia tem uma longa lista de líderes assassinados, incluindo candidatos presidenciais, em alianças entre narcotraficantes, grupos paramilitares e agentes do Estado. Petro, o primeiro presidente de esquerda na história do país, já havia denunciado em 2024 outra suposta tentativa de assassinato contra ele, que o impediu de comparecer a um desfile militar em 20 de julho daquele ano.
Em 2022, uma comitiva de segurança de Petro — ex-guerrilheiro que tornou-se o primeiro líder de esquerda do país — foi alvo de uma emboscada com tiros de fuzis em uma estrada no norte da Colômbia. Na ocasião, o governo disse que o comboio foi atacado ao fugir de uma falsa blitz quando se aproximavam de San Pablo, em El Tarra, para integrar a segurança de Petro em um evento próximo.
Já em 2025, Miguel Uribe, então senador e pré-candidato à Presidência da Colômbia, foi baleado durante um evento de campanha em Bogotá, capital do país. O político, morto em agosto após ter passado semanas em estado crítico, era um dos principais nomes da oposição ao governo de Petro e havia conquistado espaço entre os líderes da direita colombiana.
(Com AFP)

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress