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Um tribunal de Hong Kong condenou nesta quarta-feira o pai de uma ativista pró-democracia procurada pela Justiça, após ele ser julgado por administrar dinheiro pertencente à filha no exterior.
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Este é o primeiro veredicto desse tipo emitido sob a rigorosa lei de segurança nacional que vigora na cidade semiautônoma, uma antiga colônia britânica devolvida à China em 1997.
As autoridades desse centro financeiro se comprometeram a perseguir os “foragidos” no exterior acusados de colocar em risco a segurança nacional e, até agora, ofereceram recompensas por 34 pessoas, medidas que alguns países ocidentais condenaram como repressão transnacional.
Hong Kong ofereceu uma recompensa de um milhão de dólares de Hong Kong (128 mil dólares americanos) pela ativista pró-democracia Anna Kwok em 2023. Posteriormente, passou a considerar crime que qualquer pessoa administrasse os fundos ou outros ativos financeiros de um foragido.
Seu pai, Kwok Yin-sang, de 69 anos, foi considerado culpado nesta quarta-feira de tentar sacar um saldo de cerca de 11 mil dólares ao encerrar uma apólice de seguro que havia contratado para a filha quando ela era bebê.
Anna Kwok afirmou nas redes sociais que as autoridades de Hong Kong estavam retaliando contra seu ativismo e qualificou a condenação como um “sequestro”.
“Hoje, meu pai foi condenado simplesmente por ser meu pai”, escreveu, acrescentando que as acusações se baseavam em uma “ficção incoerente”, já que ela não recebeu fundos dele nem de qualquer outra pessoa em Hong Kong.
A Human Rights Watch classificou o veredicto como “cruel e vingativo”.
Joey Siu, porta-voz da Anistia Internacional Hong Kong Overseas, disse que a condenação é uma “escalada preocupante” no uso, pela cidade, de sua lei de segurança nacional, aprovada em 2024 depois que a China impôs ali uma legislação semelhante a partir de 2020, após protestos massivos pró-democracia, alguns violentos.
Kwok permaneceu em prisão preventiva aguardando a sentença em 26 de fevereiro.
A polícia australiana informou nesta quarta-feira que acusou dois cidadãos chineses de ingerência estrangeira, apontando-os como responsáveis por espionar um grupo budista seguindo ordens da polícia chinesa.
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O casal, um homem de 25 anos e uma mulher de 31, foi acusado de um crime de “ingerência estrangeira imprudente”, que prevê pena máxima de 15 anos de prisão.
Quando comparecerem ao tribunal na quarta-feira, a polícia alegará que colaboraram com um cidadão chinês acusado, em agosto, de coletar informações de forma encoberta sobre o grupo budista Guan Yin Citta na capital australiana, Canberra.
Eles são acusados de ter trabalhado sob as ordens do Escritório de Segurança Pública da China, o principal órgão responsável pela aplicação da lei no país.
Por sua vez, o governo chinês instou a Austrália a tratar o caso de maneira “prudente”.
“A China insta a Austrália a lidar com o caso de forma prudente e apropriada, e a salvaguardar os direitos e interesses legítimos dos cidadãos chineses”, declarou em coletiva de imprensa o porta-voz diplomático chinês Lin Jian.
A polícia federal australiana começou a investigar o caso no ano passado a partir de uma pista fornecida pela agência de inteligência de Canberra.
“A Austrália não é imune à ingerência estrangeira, e não devemos esperar que essa detenção impeça novas tentativas de atacar nossas comunidades da diáspora”, afirmou Stephen Nutt, comissário-adjunto da polícia antiterrorismo e de investigações especiais.
“Os membros de nossas comunidades cultural e linguisticamente diversas têm maior probabilidade de ser vítimas de ingerência estrangeira ou repressão transnacional do que de serem criminosos”, acrescentou.
O vasto aparato de segurança da China vem sendo acusado há anos de se infiltrar em organizações comunitárias como forma de controlar expatriados e dissidentes.
Como uma peça fora do lugar em um quebra-cabeça geológico, um fóssil de tartaruga descoberto no sudoeste de Montana obrigou cientistas a reverem a cronologia das migrações animais durante o período Cretáceo. Datado de 89 milhões de anos, o achado antecipa em cerca de cinco milhões de anos a presença mais antiga conhecida do gênero Basilemys na América do Norte, segundo pesquisadores da Universidade Estadual de Montana (MSU).
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Apelidado de Donatello, o fóssil foi encontrado em 2021 durante uma expedição liderada pelo então graduando Jack Prall e pelo pós-graduando Brendan Clark. O espécime, um juvenil com cerca de um metro de comprimento, tornou-se o mais antigo do gênero já diretamente datado, superando o recorde anterior de 84 milhões de anos, conforme relatado por Clark. Os resultados foram publicados na revista Historical Biology.
Datação e contexto geológico
A idade precisa do fóssil foi estabelecida a partir da análise do sedimento da Formação Frontier, sob supervisão do professor Devon Orme, com participação do estudante Zak Hannebaum. A datação confirmou que a camada geológica onde Donatello foi encontrado tem cerca de 89 milhões de anos. “Quando obtivemos esses números, foi realmente emocionante”, afirmou Prall, ao destacar o impacto imediato da descoberta.
Além de reposicionar o gênero Basilemys na linha do tempo, o fóssil reforça hipóteses sobre migrações de animais da Ásia para a América do Norte durante o Cretáceo. Pertencente à família extinta Nanhsiungchelyidae, o gênero tem ancestrais asiáticos, embora seus fósseis sejam conhecidos apenas nas Américas. Segundo os pesquisadores, a presença precoce da tartaruga sugere uma rápida colonização da porção ocidental do continente, em um período marcado por temperaturas polares médias de cerca de 13 °C.
Os cientistas associam essa dispersão a um episódio de aquecimento polar ocorrido entre 100 e 113 milhões de anos atrás. A ocorrência do fóssil em latitudes mais baixas indica que o grupo se espalhou pouco depois da chegada de seus ancestrais ao continente, embora ainda não esteja claro como essas tartarugas sobreviveram aos invernos polares. A equipe levanta a hipótese de comportamentos semelhantes aos de espécies atuais, como hibernação ou escavação.
Para Prall e Clark, achados como Donatello ajudam a reconstruir a formação dos ecossistemas norte-americanos na Era dos Dinossauros, encerrada há 66 milhões de anos. A região de Montana, palco de descobertas relevantes nas últimas décadas, segue como um laboratório natural para entender como vertebrados terrestres responderam a mudanças climáticas profundas, consolidando seu papel central na história evolutiva global.
Desde 2019, a equipe de Detecção Canina de Culturas (CCD), em coordenação com a Associação Fitossanitária do Noroeste Argentino (AFINOA) e com o apoio da COPROSAVE Salta-Jujuy, vem trabalhando para fortalecer as barreiras fitossanitárias como atividade complementar para prevenir a entrada do Huanglongbing (HLB) no Noroeste da Argentina. Mundialmente, a doença causou prejuízos de milhões de dólares e quedas drásticas na produção, por exemplo, de laranjas nos Estados Unidos.
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Segundo eles, neste caso, adicionaram o olfato canino aplicado nos controles fitossanitários, o que lhes permite “detectar material vegetal cítrico e o inseto vetor antes que a doença entre em uma região estratégica para a produção de limão, laranja e toranja”.
Eles relataram que a doença chamada HLB é causada por variantes da bactéria Candidatus Liberibacter sp. , que na Argentina foi identificada em sua variante asiática.
Detectada pela primeira vez em 2012 na cidade de Andresito, Misiones, a doença está se espalhando pelo Nordeste da Argentina e afetando plantações comerciais, árvores urbanas e plantas de quintal. Os especialistas indicaram que o principal desafio reside no fato de que a doença não tem cura e pode levar até quatro anos para apresentar sintomas visíveis, e que, até o momento, a única estratégia de manejo eficaz é a erradicação das plantas infectadas, o que exige a intensificação da vigilância preventiva.
“Os sintomas tardios tornam a prevenção a única via viável. Cada planta infectada que não é detectada a tempo multiplica o problema”, explicou Ceferino Flores, chefe do Laboratório de Fitopatologia e Coordenador de Pesquisa do INTA Yuto, que enfatizou que a detecção precoce — antes do aparecimento de quaisquer sintomas — define a sustentabilidade do sistema de produção regional.
Nesse contexto, destacaram que, desde 2019, o INTA incorporou a tecnologia canina como resposta à necessidade de métodos rápidos, precisos e de baixo custo para detectar o vetor e o material vegetal ilegal em rotas agrícolas no noroeste da Argentina. “Os primeiros testes, inspirados por experiências na Flórida e na Califórnia, demonstraram que os cães conseguiram identificar a Diaphorina citri em veículos de carga e transporte de passageiros com maior precisão do que os métodos visuais em campo”, afirmaram.
Após os resultados positivos, uma demonstração em campo foi realizada em 2024 em conjunto com a Senasa, a Afinoa e os citricultores. “A ferramenta não substitui as inspeções técnicas, mas as aprimora: reduz drasticamente o tempo de inspeção e aumenta a probabilidade de interceptação em cenários onde o contraste da vegetação é mínimo”, explicou Flores.
Atualmente, observaram, os cães trabalham nos postos de controle de Afinoa, onde rastreiam a entrada de material de propagação de citros — plantas, restos de plantas, brotos ou galhos — que representam um risco fitossanitário.
“A colaboração envolve as províncias da região NOA, o sistema nacional de inspeção e o setor privado de exportação, que vê essa tecnologia como uma camada adicional de biossegurança territorial”, argumentaram.
“Estamos progredindo no treinamento de cães para detectar diretamente plantas infectadas, mesmo antes que elas apresentem sintomas visíveis. O objetivo é proteger o noroeste da Argentina da entrada do HLB”, afirmou Flores.
Por fim, afirmaram que, para os produtores, o impacto é direto: “Manter o status sanitário da NOA significa preservar as colheitas, garantir mercados externos e evitar perdas de milhões em um setor que lidera o ranking nacional de frutas em volume e que coloca a Argentina como uma potência mundial na exportação de limão”.
As cicatrizes no antebraço lembram Victor do dia em que foi atingido por um drone ucraniano depois de ter sido recrutado à força, como centenas de outros quenianos, pelo Exército russo. Ele se considera um dos sortudos: muitos compatriotas não sobreviveram a uma guerra que nada tinha a ver com eles. Quatro quenianos — Victor, Mark, Erik e Moses — relataram à AFP a rede de enganos que os levou aos campos de batalha na Ucrânia. Os nomes foram alterados por medo de represálias.
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Tudo começou com promessas de empregos bem remunerados na Rússia feitas por uma agência de recrutamento em Nairóbi, capital do Quênia. Victor, de 28 anos, seria vendedor. Mark, de 32, e Moses, de 27, foram informados de que trabalhariam como seguranças. Erik, de 37, acreditava que participaria de esportes de alto rendimento.
A todos foram prometidos salários entre US$ 1.000 e 3.000 (entre R$ 5.200 e R$ 15.700) por mês, uma fortuna no Quênia, onde o desemprego é elevado e o governo incentiva a emigração para impulsionar as remessas. Os quatro foram incluídos em grupos de WhatsApp nos quais outros quenianos garantiam, em suaíli, que teriam bons salários e uma vida nova e empolgante.
No primeiro dia na Rússia, Victor passou a noite em uma casa abandonada a três horas de São Petersburgo. No dia seguinte, foi levado a uma base militar, onde soldados lhe apresentaram um contrato em russo, idioma que ele não compreendia.
“Disseram: se você não assinar, morre”, contou à AFP, mostrando seu registro de serviço militar russo e medalhas de combate. Mais tarde, reencontrou alguns quenianos do grupo de WhatsApp em um hospital militar. “Alguns haviam perdido membros. Eles disseram que eram ameaçados de morte se enviassem qualquer mensagem negativa no grupo”, relatou.
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Segundo Mark, os novos recrutas recebiam a oferta de pagar cerca de US$ 4.000 (cerca de R$ 21 mil) para voltar para casa, valor impossível de ser levantado.
“Não tivemos outra opção a não ser assinar o contrato”, afirmou.
Erik contou que, no primeiro dia, treinou com uma equipe de basquete e assinou um contrato que acreditava ser com um clube profissional. Na prática, era um contrato militar. No dia seguinte, foi levado a um acampamento do Exército. Mark e Moses disseram ter recebido muito pouco pagamento por um ano de serviço. Victor e Erik afirmam não ter recebido nada.
“Oportunidades empolgantes”
Os quatro viajaram para a Rússia por meio da agência queniana Global Face Human Resources, que promete em seu site “oportunidades empolgantes”. A AFP não conseguiu contato com a empresa, que mudou várias vezes de endereço em Nairóbi nos últimos meses. Um de seus funcionários, Edward Gituku, responde a acusações de “tráfico de pessoas”. Em setembro, a polícia realizou uma operação em um apartamento alugado por ele nos arredores da capital e resgatou 21 jovens prestes a partir para a Rússia.
Gituku, libertado sob fiança, nega as acusações, segundo seu advogado, Alex Kubu. Os quatro entrevistados afirmam tê-lo conhecido e o apontam como peça central do esquema. Erik e Moses dizem que ele os levou ao aeroporto de Nairóbi.
Um ex-advogado de Gituku, Dunston Omari, declarou em setembro que havia enviado “mais de 1.000 pessoas” à Rússia, afirmando que todos eram ex-soldados quenianos que teriam ido “voluntariamente”. Também estaria envolvido um cidadão russo, Mikhail Liapin, expulso do Quênia “para enfrentar julgamento” em seu país, segundo o secretário queniano de Relações Exteriores, Abraham Korir Sing’Oei.
Exames médicos
Em dezembro, autoridades do Quênia informaram que cerca de 200 cidadãos haviam sido enviados para lutar na Ucrânia. Apenas 23 tinham sido repatriados. Victor, Mark, Erik e Moses acreditam que o número real é maior. Antes da viagem, os recrutados passavam por exames médicos. Apenas uma clínica credenciada em Nairóbi atendeu 157 pessoas em pouco mais de um mês no ano passado.
“A maioria eram ex-soldados quenianos”, afirmou um funcionário da clínica, dizendo que eles sabiam o que os aguardava na Rússia.
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Mark e Erik, que foram examinados nesse local, afirmam que nunca foram informados de que prestariam serviço militar. Victor e Moses passaram por outra clínica, que se recusou a informar quantas pessoas foram encaminhadas pela Global Face Human Resources. A AFP identificou outras duas empresas de recrutamento que enviam quenianos à Rússia, mas não obteve retorno.
“Bucha de canhão”
No início da invasão da Ucrânia, a Rússia foi acusada de usar suas próprias minorias étnicas como tropas descartáveis. A estratégia consistia em lançar grandes contingentes contra as defesas ucranianas. Serviços de inteligência ocidentais estimam que a Rússia sofreu mais de 1,2 milhão de baixas, o dobro da Ucrânia. Isso levou Moscou a buscar recrutas mais longe.
O embaixador da Ucrânia no Quênia, Yuri Tokar, afirmou que, antes de recorrer à África, a Rússia recrutou pessoas nas ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central, além da Índia e do Nepal. Os quatro repatriados disseram ter encontrado dezenas de africanos em campos de treinamento e no front. A Rússia explora o “desespero econômico” de jovens africanos, afirmou Tokar. “Eles procuram pessoas em todo lugar para usar como bucha de canhão”, disse.
Terror no front
Victor relatou cenas de violência extrema perto de Vovchansk, no leste da Ucrânia.
“Tivemos que cruzar dois rios, com muitos cadáveres boiando. Depois havia um grande campo, coberto por centenas de corpos. Tivemos que correr para atravessá-lo, com drones por todos os lados”, contou. “O comandante dizia: ‘Não tente fugir ou nós atiramos'”, acrescentou.
De 27 homens de sua unidade, apenas dois conseguiram avançar. Victor sobreviveu escondendo-se e foi ferido no antebraço por um drone. Após mais duas semanas no front, período em que não conseguia carregar a arma e tinha larvas se movendo dentro do ferimento, recebeu autorização para ser tratado longe da linha de combate.
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Algumas semanas depois, o Exército russo enviou Erik para o mesmo local, sem mudar a estratégia. De 24 homens de sua operação, apenas três sobreviveram. Erik foi ferido no braço e na perna por drones. Mark, por sua vez, tem o ombro coberto de cicatrizes causadas por uma granada lançada por um drone ucraniano quando se deslocava para o front em setembro.
Ele disse não saber exatamente onde estava quando foi atingido. Os três se encontraram em um hospital em Moscou e conseguiram chegar à embaixada do Quênia, que os ajudou a retornar. Moses fugiu de sua unidade em dezembro e entrou em contato com autoridades quenianas. Embora sem ferimentos físicos, diz estar profundamente traumatizado e sofrer de crises de ansiedade.
“Destruíram minha vida”
Outras famílias vivem situações ainda piores. Grace Gathoni soube em novembro que o marido, Martin, morreu em combate na Rússia.
“Destruíram minha vida”, disse à AFP a viúva, mãe de quatro filhos.
Charles Ojiambo Mutoka, de 72 anos, soube em janeiro da morte do filho Oscar, ocorrida em agosto. Os restos mortais estão em Rostov do Don. As autoridades russas “deveriam sentir vergonha”, disse.
“Nós lutamos apenas nossas próprias guerras e nunca levamos russos para lutar por nós. Por que levar nossa gente?”
Como um sentinela silencioso pairando sobre o gelo eterno, um balão científico da NASA concluiu uma missão inédita ao sobrevoar a Antártida em busca de sinais vindos das regiões mais violentas do universo. Após 23 dias de operação contínua, o equipamento pousou com sucesso e trouxe de volta um volume sem precedentes de dados que agora promete ocupar os cientistas por pelo menos um ano.
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O dispositivo, batizado de PUEO (Ultra-High Energy Observations Payload), voou a cerca de 36.500 metros de altitude desde 20 de dezembro, circulando o continente antártico antes de descer aproximadamente 320 quilômetros do Polo Sul. No local, uma equipe aguardava para recuperar a chamada “caixa-preta”, que armazena entre 50 e 60 terabytes de informações ainda não analisadas, segundo a Universidade de Chicago, instituição que lidera a missão em parceria com a NASA e centros de pesquisa dos Estados Unidos, Europa e Ásia.
Um detector do tamanho de um continente
O objetivo do PUEO é ambicioso: identificar neutrinos de ultra-alta energia, partículas quase indetectáveis que atravessam a matéria sem praticamente interagir com ela. Teorizados há décadas, esses neutrinos extremos podem carregar pistas sobre fenômenos como a atividade em torno de buracos negros ou colisões de estrelas de nêutrons. “Poderíamos descobrir as partículas de mais alta energia do universo, mas mesmo que não encontremos nenhuma, ainda aprenderemos muito sobre como funcionam os ambientes mais energéticos do cosmos”, afirmou Abigail Vieregg, professora da Universidade de Chicago e diretora da missão, em comunicado à imprensa da instituição.
Para isso, os cientistas literalmente transformaram a Antártida em um detector gigante. O PUEO conta com 96 antenas de rádio ultrassensíveis dispostas em círculos concêntricos, capazes de captar ondas de rádio geradas quando neutrinos colidem com o gelo. A mais de 36 mil metros de altura, o instrumento “enxergava” quase 1 milhão de quilômetros quadrados de gelo a cada observação, explorando uma propriedade única do continente, explicou Cosmin Deaconu, responsável pelo software de voo, também à Universidade de Chicago.
O experimento representa um avanço em relação a projetos anteriores, como o ANITA, ao combinar melhorias eletrônicas com um sistema que soma sinais de múltiplas antenas em tempo real, aumentando a sensibilidade e reduzindo interferências. Todo o conjunto opera de forma autônoma, alimentado por painéis solares.
Antes do lançamento, o equipamento passou por testes rigorosos em instalações da NASA no Texas, onde condições simulam a falta de circulação de ar. Depois, foi desmontado e transportado por terra, navio e avião até a Antártida, onde precisou ser remontado rapidamente, aproveitando uma rara janela meteorológica. O lançamento ocorreu na manhã de 20 de dezembro, após uma operação delicada que envolveu um conjunto de 213 metros entre balão e carga útil, segundo a NASA.
Durante as três semanas de voo, a equipe manteve vigilância constante para evitar falhas e problemas de superaquecimento causados pela exposição prolongada ao sol. Em 12 de janeiro, com a previsão de queda dos ventos, a NASA autorizou a separação controlada do balão e a descida por paraquedas. O pouso ocorreu em uma área acessível, o que permitiu a rápida recuperação dos dados.
Agora, a logística segue o caminho inverso: o material será levado à base de McMurdo, depois à Nova Zelândia e, por fim, a Chicago, onde começará a longa fase de processamento e calibração. “Provavelmente levaremos um mês apenas para rodar os dados no computador”, estimou Keith McBride, pesquisador de pós-doutorado envolvido no projeto, em declarações à Universidade de Chicago. A análise completa deve levar cerca de um ano.
Selecionada como a primeira missão do programa Pioneer Astrophysics da NASA, a expedição do PUEO pode ter impactos que vão além da possível detecção de novas partículas. Os registros permitirão estudar, com mais detalhe, os mecanismos por trás de alguns dos fenômenos mais extremos do universo. Para a equipe, após semanas de monitoramento ininterrupto, o sentimento agora é de alívio. “Agora que o balão pousou, finalmente podemos dormir um pouco”, resumiu Deaconu.
Desde o século XIX, os iguanodontes ajudaram a moldar a imagem clássica dos grandes dinossauros herbívoros. Agora, um fóssil encontrado na China obriga a ciência a repensar esse retrato ao revelar uma adaptação jamais documentada: espinhos cutâneos distribuídos pela pele, com possível função defensiva, sensorial e térmica.
A descoberta foi feita por uma equipe internacional liderada por pesquisadores do Centro Nacional Francês de Pesquisa Científica (CNRS), a partir de restos excepcionalmente preservados de um iguanodonte juvenil que viveu há cerca de 125 milhões de anos, no Cretáceo Inferior. O estudo foi publicado, na sexta-feria (6), na revista Nature Ecology & Evolution e descreve uma nova espécie, batizada de Haolong dongi, em homenagem ao paleontólogo chinês Dong Zhiming.
Pele fossilizada muda o que se sabia sobre os iguanodontes
O material analisado inclui um esqueleto quase completo e articulado, acompanhado por extensas áreas de pele fossilizada, um achado raro, já que tecidos moles costumam se decompor rapidamente após a morte. Segundo o CNRS, essa preservação extraordinária permitiu observar a microestrutura da pele e até células cutâneas preservadas em nível microscópico.
De acordo com os pesquisadores, o tegumento apresenta grandes escamas sobrepostas ao longo da cauda e escamas menores no pescoço e no tórax, diferentes das descritas em outros iguanodontes. Entre essas escamas, foram identificados espinhos cutâneos ocos, preservados até o nível celular. “Até agora, não havia evidências que comprovassem a existência de tais espinhos em dinossauros”, afirmou o CNRS em comunicado.
As análises, feitas com tomografias de raios X de alta resolução e cortes histológicos, mostraram que os espinhos eram formados por uma estrutura cilíndrica oca, composta por uma camada externa queratinizada envolvendo uma epiderme multicamadas e uma polpa dérmica central porosa. Segundo os autores, essas estruturas diferem tanto das protopenas conhecidas em dinossauros não-avianos quanto dos espinhos de répteis modernos, sugerindo uma origem evolutiva distinta.
Especialistas interpretam que a morfologia e a distribuição desses espinhos indicam um papel central na dissuasão de predadores, especialmente considerando que o espécime era juvenil e ainda não havia atingido o grande porte típico dos iguanodontes adultos, que podiam chegar a dez metros de comprimento. Os pesquisadores também levantam hipóteses secundárias, como funções na termorregulação ou na percepção sensorial.
O estudo amplia significativamente o entendimento sobre a diversidade de estratégias defensivas entre dinossauros herbívoros, tradicionalmente associadas a grande tamanho corporal, caudas musculosas ou ornamentos ósseos. Ao mesmo tempo, levanta novas questões: como o exemplar analisado era jovem, ainda não se sabe se esses espinhos persistiam na fase adulta. “Resta determinar se essas estruturas também estavam presentes em adultos”, observou o CNRS.
Além de redefinir o que se sabia sobre os iguanodontes, a descoberta reforça a importância do nordeste da China para a paleontologia moderna. A região tem revelado fósseis com níveis de preservação excepcionais, oferecendo novas pistas sobre a ecologia, a evolução e as estratégias de sobrevivência dos dinossauros no Cretáceo Inferior.
Diante do risco de uma crise energética cada vez mais grave, os moradores de Havana estão tentando se proteger: reservas de carvão para alguns, motocicletas elétricas para outros, ou painéis solares para aqueles que podem pagar por eles.
Às margens de uma rodovia no sudeste da capital, alguns vendedores oferecem carvão diretamente no asfalto e fogareiros improvisados, alguns feitos com tambores de máquinas de lavar roupa antigas e outros mais sofisticados.
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– Todo mundo sabe o que vem a seguir. Não temos combustível no país; precisamos encontrar alternativas – disse Niurbis Lamothe, uma funcionária pública de 53 anos, à AFP após comprar um fogão a carvão improvisado.
– A situação ficou ainda mais apertada – comentou uma compradora que preferiu não se identificar, olhando para um saco de carvão por 2.600 pesos (US$ 5,25), o que representa cerca de 50% do salário médio cubano. Mãe de uma menina, ela explicou que seu salário não é suficiente para comprar um gerador ou uma pequena bateria de lítio para lidar com as 10 ou 12 horas de apagões que enfrenta diariamente.
Venda de carvão, antes um comércio quase exclusivo com restaurantes, agora é feita até em estradas, para toda a população
Adalberto Roque/AFP
– Esta é a maneira mais acessível de poder cozinhar – explica ela, enquanto carrega um saco de carvão em sua motocicleta elétrica.
Yurisnel Agosto, um comerciante de 36 anos, confirmou que “nunca vendeu tanto”. Antes, seus principais clientes eram pizzarias ou restaurantes com churrasqueiras, mas agora cada vez mais pessoas compram carvão para suas casas.
– As pessoas vêm e compram três sacos para se prepararem para quando faltar luz – diz o jovem, com as mãos enegrecidas de tanto encher, empilhar e organizar os sacos à beira da estrada.
Queda de Nicolás Maduro, capturado em 3 de janeiro em Caracas em uma invasão militar norte-americana, acendeu o alerta em Cuba
Adalberto Roque/AFP
A situação econômica em Cuba se deteriorou gravemente nos últimos anos, com todos os tipos de escassez e apagões e falta de combustível cada vez mais frequentes.
Agora, o estrangulamento energético imposto pelos Estados Unidos, que mantêm um embargo à ilha comunista há mais de 60 anos, aumenta os temores do pior. Soma-se a isso o fato de a economia cubana não estar se recuperando e ter se contraído cerca de 5%, em 2025, segundo um relatório recente do Centro de Estudos da Economia Cubana.
‘Desesperados’
Os cubanos estão tentando se adaptar. Alguns se lembram de já terem vivido o “Período Especial”, a grave crise econômica que se seguiu à queda da União Soviética, em 1991, então principal aliada e pilar econômico de Cuba.
A partir de 2000, com Hugo Chávez na presidência, a Venezuela assumiu o papel de fornecedora de petróleo para Cuba. Mas a queda de Nicolás Maduro, capturado em 3 de janeiro, em Caracas, durante uma invasão militar dos EUA, soou o alarme em Cuba, que já lutava para suprir metade de suas necessidades de eletricidade.
Os cubanos agora veem os painéis solares como sua salvação. As empresas de instalação se multiplicaram desde 2024, graças à flexibilização das restrições de importação impostas pelo governo.
– As pessoas estão desesperadas por uma solução – disse à AFP Reinier Hernández, de 42 anos, dono de uma empresa privada de instalação de energia solar que enfrenta uma demanda exponencial.
Desde meados de janeiro, ele mal dorme, entre telefonemas, elaboração de orçamentos e organização do trabalho de seus cerca de 20 funcionários, que trabalham em turnos intermináveis.
No bairro de Guanabacoa, na zona leste de Havana, operários instalam 12 painéis solares no telhado de um asilo administrado pela Igreja Católica. Com esses novos equipamentos, as freiras poderão preparar refeições para cerca de 80 pessoas.
– Sem eletricidade, não tínhamos outra opção – explicou à AFP a Irmã Gertrudis Abreu, freira dominicana que administra o refeitório comunitário. Ela precisou pedir doações para arrecadar os US$ 7 mil necessários para a instalação.
As autoridades dos Estados Unidos detiveram uma pessoa para interrogatório, em relação ao sequestro da mãe da apresentadora da NBC News Savannah Guthrie, informaram diversos veículos de imprensa americanos nesta terça-feira.
Acredita-se que Nancy Guthrie, mãe da jornalista, tenha sido sequestrada de sua casa em Tucson, Arizona, na noite de 31 de janeiro ou na madrugada de 1º de fevereiro. Com base em fontes policiais não identificadas, a CNN, a ABC e a Fox News informaram que uma pessoa foi detida para interrogatório em conexão com o sequestro. O indivíduo preso não foi acusado formalmente, segundo informou a CNN.
Apresentadora de TV dos EUA, Savannah Guthrie suplica pela vida da mãe a sequestradores; vídeo
Polícia diz acreditar que mãe desaparecida de apresentadora americana ainda está viva
O FBI divulgou imagens, na manhã de terça-feira, de um indivíduo mascarado e “armado” que parece estar mexendo na câmera da porta da frente da casa da mãe da jornalista.
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O diretor do FBI, Kash Patel, publicou seis fotos e três vídeos em preto e branco em sua conta no Twitter mostrando um indivíduo mascarado na varanda da casa da mulher de 84 anos.
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– Desde esta manhã, as autoridades descobriram essas imagens, recentemente indisponíveis, mostrando um indivíduo armado que parece ter mexido na câmera da porta da frente de Nancy Guthrie nas primeiras horas de seu desaparecimento – afirmou Patel.
O caso gerou ampla cobertura da mídia. Dezenas de jornalistas e equipes de televisão se reuniram na tranquila área residencial onde a vítima mora.
Savannah Guthrie e sua mãe Nancy
Reprodução/X
A filha de Nancy, Savannah, é uma das apresentadoras do popular programa “Today” da NBC News, lançado em 1952, um dos programas americanos de maior duração ainda no ar.
Bilhete de resgate
O FBI também indicou que a família de Nancy Guthrie recebeu um bilhete de resgate exigindo pagamento.
As imagens divulgadas na terça-feira pelo FBI mostram um indivíduo usando uma máscara de esqui, uma jaqueta com zíper, luvas e uma mochila, aproximando-se da porta da frente da casa de Nancy Guthrie.
Ele parece manipular a câmera por alguns segundos antes de se afastar para arrancar plantas, que ele então usa para cobrir a câmera.
As autoridades locais relataram na semana passada que a câmera da campainha da casa de Nancy Guthrie foi desconectada à 1h47 da manhã de domingo, 1º de fevereiro.
O software detectou a presença de uma pessoa menos de meia hora depois, às 2h12 da manhã, mas nenhum vídeo estava disponível, especificaram.
Savannah Guthrie explicou no Instagram, na segunda-feira, que acreditava que sua mãe “ainda estivesse viva”, mas que sua família havia chegado “a um ponto de desespero”.
A família teme por sua vida caso ela não siga o tratamento prescrito para seu problema cardíaco.
A morte do paraense Adriano Silva, atingido por fogo de artilharia durante operações militares na Ucrânia, reacendeu o alerta do governo brasileiro sobre os riscos do alistamento voluntário de cidadãos em forças armadas estrangeiras. Em julho de 2025, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) publicou nota oficial desaconselhando a ida de brasileiros a zonas de conflito.
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Segundo informações preliminares, Adriano atuava como voluntário integrado às forças ucranianas e morreu em ataque indireto — modalidade que tem se mostrado uma das mais letais da guerra moderna, marcada por bombardeios e artilharia de longo alcance.
No aviso divulgado no ano passado, o Itamaraty destacou que tem sido registrado crescimento no número de brasileiros mortos em conflitos internacionais e alertou também para situações em que voluntários, após se alistarem, enfrentam dificuldades para interromper a participação nos exércitos combatentes. A assistência consular, nesses casos, pode ser severamente limitada pelos contratos firmados com forças estrangeiras.
“Nesse sentido, recomenda-se fortemente que convites ou ofertas de trabalho ou de participação em exércitos estrangeiros sejam recusadas”, recomendou o Ministério.
O ministério foi explícito ao afirmar que não há obrigatoriedade do poder público em custear passagens ou o retorno de cidadãos do exterior. Diante disso, recomendou “fortemente” que convites ou ofertas de trabalho e de participação em exércitos estrangeiros sejam recusados.
Segundo dados atualizados obtidos pelo GLOBO junto ao Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), 22 brasileiros morreram e 44 estão desaparecidos desde o início da guerra — números superiores aos divulgados oficialmente em dezembro do ano passado (a morte de Adriano é recente, portanto, ainda não foi contabilizada oficialmente pelo órgão).
Outro ponto central do alerta diz respeito às consequências legais. Brasileiros alistados em forças estrangeiras podem estar sujeitos à persecução penal, não apenas em cortes internacionais, mas também no Brasil. O Itamaraty citou o artigo 7º do Código Penal, que prevê a aplicação da lei brasileira a ilícitos cometidos por cidadãos nacionais no exterior quando houver obrigação internacional do país em prevenir ou impedir tais condutas.
Para brasileiros que estejam em zonas de conflito armado e necessitem de assistência, o ministério orienta o contato com as embaixadas do Brasil nos países onde se encontram ou com o plantão da Divisão de Comunidades Brasileiras e Assistência Consular, em Brasília.
Veja a nota na íntegra:
“Ministério das Relações Exteriores alerta para os riscos, inclusive de posterior persecução legal, do alistamento voluntário de cidadãos brasileiros em forças armadas estrangeiras no contexto de conflitos internacionais.
Tem sido registrado aumento no número de casos de nacionais brasileiros que perdem suas vidas em tais conflitos. Registram-se igualmente casos de brasileiros que atravessam dificuldades ao, uma vez alistados, tentar interromper sua participação nos exércitos combatentes. A assistência consular, nesses casos, pode ser severamente limitada pelos termos dos contratos assinados entre os alistados e as forças armadas de terceiros países. Não há obrigatoriedade por parte do poder público para o pagamento de passagens ou o custeio de retorno de cidadãos do exterior.
Nesse sentido, recomenda-se fortemente que convites ou ofertas de trabalho ou de participação em exércitos estrangeiros sejam recusadas.
Os brasileiros alistados em forças estrangeiras poderão ainda estar sujeitos a persecução penal, não apenas em cortes internacionais, mas também no Brasil, com base no art. 7º do Código Penal, que prevê estarem sujeitos à lei brasileira os ilícitos cometidos por cidadão brasileiro – ainda que em território estrangeiro – que, por tratado ou convenção internacional, o Brasil se obrigou a prevenir ou impedir.
Brasileiras e brasileiros em zonas de conflito armado que precisem de assistência consular podem entrar em contato com as Embaixadas do Brasil nos países em que se encontrem, ou com o plantão da Divisão de Comunidades Brasileiras e Assistência Consular do Itamaraty (+55-61-98260-0610), em Brasília”.

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