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Um funcionário do governo do presidente Trump afirmou que o espaço aéreo sobre El Paso foi fechado após drones de cartéis mexicanos violarem o espaço aéreo, mas disse que o Departamento de Defesa tomou medidas para desativar os drones.
Tanto a FAA quanto o Departamento de Defesa determinaram que não há ameaça às viagens comerciais, disse o funcionário, falando sob condição de anonimato para tratar de um assunto de segurança nacional.
A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) reabriu o espaço aéreo ao redor do Aeroporto Internacional de El Paso na manhã de quarta-feira, poucas horas depois de anunciar um fechamento de 10 dias que teria paralisado todos os voos de e para o aeroporto. A medida, considerada incomum, tinha sido atribuída a “razões especiais de segurança” não especificadas.
Todos os voos com destino e partida da cidade tinham sido suspensos, incluindo operações comerciais, de carga e da aviação geral, informou a FAA. A agência também proibiu todas as operações aéreas na área de Santa Teresa, no Novo México, citando as mesmas razões de segurança.
Em atualização.
Deputados da ala progressista do Partido Democrata apresentaram uma resolução legislativa na terça-feira para que Washington encerre a política conhecida como Doutrina Monroe — a conhecida linha de política externa dos EUA para a América Latina e o Caribe, cuja reembalagem pelo presidente Donald Trump recebeu o apelido de “Doutrina Donroe” — e reestabeleça uma abordagem cooperativa com a região. A iniciativa, proposta originalmente em 2023, volta a ser apresentada pelos democratas em um momento em que os EUA expandem suas ações por todo o continente, e que políticas anti-imigração do presidente preocupam estrategistas políticos republicanos quanto ao humor do eleitorado latino.
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A resolução, que propõe a substituição da Doutrina Monroe (descrita como uma política de vigilância e intervenção) por uma política pautada na melhora das relações batizada de “Novo Bom Vizinho”, tem o apoio de 18 parlamentares. Com minoria na Câmara, é improvável que a proposta seja aceita — o que não diminui o ato enquanto posicionamento político.
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A deputada Nydia Velázquez (Nova York), democrata de origem porto-riquenha e principal propositora da medida, reintroduziu o projeto citando o cantor Bad Bunny — que voltou aos holofotes políticos dos EUA com a apresentação no intervalo do Super Bowl, que irritou Trump. Ela usou a frase projetada por Bunny em no telão do estádio na Califórnia (“Há algo mais poderoso que o ódio, que é o amor”) e citou o cantor como um exemplo da medida.
— Nós assistimos ao show do intervalo, e que declaração política fez ‘Benito’. Aquele mundo de paz e oportunidades para todos é possível. Precisamos colocar nossos esforços nisso, e acredito ser muito oportuno estarmos apresentando essa resolução logo após a performance de domingo — disse Velázquez. — Ele está muito certo ao lembrar Donald Trump e o movimento Maga (“Faça os EUA Grandes Novamente”) neste país: Somos todos América. Isso é todo um Hemisfério. E, inclusive, muitas das crises que estamos vendo em alguns países são resultado direto de políticas intervencionistas.
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A chamada Doutrina Monroe, atualizada pelo presidente americano Donald Trump em um documento de estratégia militar e diplomática no ano passado, foi proposta pelo presidente James Monroe em 1823. Essa doutrina estabelecia o direito de Washington se opor ao imperialismo de potências europeias da época, como Reino Unido, França e Alemanha. O projeto democrata aponta que, com o tempo, a linha de política externa passou, com o tempo, “a ser interpretada por muitos responsáveis nos Estados Unidos como um mandato para interferir nos assuntos soberanos” dos países vizinhos.
Além de fazer um levantamento das intervenções militares, diretas ou indiretas, de Washington ao sul de sua fronteira, a resolução propõe o fim do embargo a Cuba, a emenda de leis que permitem que o presidente imponha sanções sem controle do Congresso e a revisão imediata de qualquer tipo de ajuda bilateral caso ocorra uma mudança de governo “extraconstitucional” em um país da região. Ainda propõe a criação de uma controladoria independente no âmbito da Organização dos Estados Americanos (OEA).
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— Há apenas algumas semanas, o governo realizou uma operação militar ilegal na Venezuela — disse Velázquez, em alusão ao bombardeio e à captura em Caracas do então presidente Nicolás Maduro, ao qual ela se referiu como um “sequestro”.
Trump ordenou essa intervenção, que depois apresentou como a aplicação da Doutrina “Donroe” — que tem como principais objetivos garantir os interesses americanos no Hemisfério, o combate à imigração ilegal em massa e a presença ameaçadora de outras potências. O republicano, porém, admitiu que o principal objetivo econômico da operação tinha sido controlar o petróleo venezuelano.
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— Isto não é sobre combater o narcotráfico ou promover a democracia. Trata-se de uma mudança de regime e de controlar os recursos de outras nações — criticou a deputada.
A resolução tem poucas chances de ser aprovada na atual Câmara dos Representantes, dominada pelos republicanos. O governo também não parece disposto a recuar. O chefe do Estado-maior conjunto dos EUA, o general Dan Caine, convocou líderes militares de 30 países ocidentais nesta quarta-feira a Washington, para discutir os temas de segurança prioritários para a administração Trump. Países como Dinamarca, Reino Unido e França, que detêm territórios na região, estarão representados.
Fontes ouvidas pelo New York Times afirmaram que a expectativa é que Caine lidere uma discussão sobre a nova estratégia nacional de segurança e defesa dos EUA, que prioriza o Hemisfério Ocidental, em relação ao Oriente Médio e a Ásia. Temas como combate ao tráfico de drogas e grupos de crime transnacional devem ser tratados.
Mensagem política
Durante a coletiva de imprensa sobre a reintrodução do projeto, outros parlamentares progressistas, como Delia Ramírez (Illinois) e Rashida Tlaib (Michigan) falaram com os repórteres. Também foram ouvidas vítimas de golpes de Estado na região, como Jennifer Harbury, ativista de direitos humanos que teve o marido torturado em Guatemala, durante a guerra civil de 1992.
— Os Estados Unidos insistiram que fariam da Guatemala um exemplo de democracia — disse a Jennifer, acusando Washington de ter precipitado o conflito ao ajudarem a derrubar o presidente reformista Jacobo Árbenz, em 1954. — O que se seguiu foi um banho de sangue.
Os Estados Unidos alegam que a recente deposição de Maduro permitirá, a médio prazo, que a Venezuela retorne à democracia por meio de novas eleições legislativas. Enquanto isso, sua estabilidade econômica será garantida com a exploração petrolífera, nas mãos de multinacionais. (Com AFP)
Dados recentes da missão Juno, da Nasa, indicam que Júpiter é ligeiramente menor e mais achatado do que estimativas anteriores apontavam. Após analisar informações de 13 sobrevoos do planeta e incorporar os efeitos dos ventos zonais — correntes atmosféricas intensas que influenciam sua forma — cientistas concluíram que Júpiter é cerca de 8 quilômetros mais estreito no equador e aproximadamente 24 quilômetros mais achatado nos polos.
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A equipe utilizou o método de ocultação de rádio para “enxergar” através das espessas nuvens da atmosfera joviana. Durante o experimento, a sonda envia sinais de rádio à Rede de Espaço Profundo da NASA na Terra.
À medida que atravessam a ionosfera de Júpiter, esses sinais sofrem curvaturas e atrasos provocados pelos gases ionizados. A variação na frequência permite aos cientistas calcular temperatura, pressão e densidade eletrônica em diferentes camadas da atmosfera.
As dimensões físicas do planeta até então eram baseadas em apenas seis experimentos de ocultação conduzidos pelas missões Pioneer e Voyager na década de 1970.
A medição precisa do raio de Júpiter é considerada referência essencial para a modelagem de exoplanetas gigantes. Uma forma mais exata do planeta melhora a interpretação de dados de mundos observados transitando diante de suas estrelas em outros sistemas estelares.
Os resultados foram publicados na edição de 2 de fevereiro de 2026 da revista Nature Astronomy.
A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) reabriu o espaço aéreo ao redor do Aeroporto Internacional de El Paso, no Texas, na manhã de quarta-feira, poucas horas depois de anunciar um fechamento de 10 dias que teria paralisado todos os voos de e para o aeroporto. A medida, considerada incomum, tinha sido atribuída a “razões especiais de segurança” não especificadas.
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Todos os voos com destino e partida da cidade tinham sido suspensos, incluindo operações comerciais, de carga e da aviação geral, informou a FAA. A agência também proibiu todas as operações aéreas na área de Santa Teresa, no Novo México, citando as mesmas razões de segurança.
Segundo comunicado do operador do Aeroporto Internacional de El Paso em suas contas oficiais no Facebook e no Instagram, as operações foram interrompidas às 23h30 (horário local) de 10 de fevereiro e seguiriam suspensas até o mesmo horário em 20 de fevereiro. A orientação foi para que os viajantes entrassem em contato com suas companhias aéreas para obter as informações mais recentes sobre seus voos.
Em nota, o aeroporto afirmou que a restrição foi emitida “com pouco aviso prévio” e que aguardava orientações adicionais da FAA. Em um comunicado, a agência informou que o governo federal poderia “usar força letal” caso uma aeronave que viole o espaço aéreo seja considerada uma “ameaça iminente à segurança”.
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Embora restrições temporárias de espaço aéreo ocorram em casos de atividades militares, lançamentos de foguetes ou deslocamentos presidenciais, o fechamento amplo de um grande aeroporto por 10 dias é incomum, sobretudo porque não houve explicações posteriores. Um funcionário do centro de apoio a operações especiais da FAA disse ao New York Times nesta quarta que não sabia por que os voos haviam sido suspensos.
Indagado se tinha conhecimento da restrição imposta pela FAA, o deputado estadual do Texas Vincent Perez, de El Paso, disse não ter “nenhuma informação sobre isso”, acrescentando que nunca ouviu falar de “um espaço aéreo americano ser fechado por 10 dias na ausência de uma grande emergência”. Veronica Escobar, congressista que representa El Paso, afirmou que a decisão da FAA era “sem precedentes”.
“Pelo que meu gabinete e eu conseguimos apurar durante a noite e no início desta manhã, não há ameaça imediata à comunidade ou às áreas vizinhas”, disse ela em comunicado. “Pedimos à FAA que suspenda as Restrições Temporárias de Voo impostas à região de El Paso. Continuarei tornando públicas as informações à medida que as obtiver.”
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O aeroporto de El Paso, a 23ª cidade mais populosa do país segundo o censo de 2020, atende uma vasta região do oeste do Texas e do leste do Novo México. De acordo com relatório mensal de atividade divulgado pelo aeroporto, cerca de 3,5 milhões de passageiros passaram pelo terminal até novembro de 2025, que oferece voos diretos para grandes centros como Los Angeles, Denver, Houston e Atlanta.
Entre as companhias que operam no local estão Delta Air Lines, United Airlines e American Airlines. A cidade americana mais próxima é Las Cruces, no Novo México, a cerca de 56 quilômetros de distância, cujo aeroporto é atendido apenas pela companhia Advanced Air. El Paso fica a cerca de 4 horas e meia de carro de Midland-Odessa, no Texas, a sete horas de San Antonio, a nove horas de Dallas e a 10 horas de Houston.
‘Medo e especulação’
“O que é especialmente preocupante é que aparentemente não houve aviso prévio ao governo local, à direção do aeroporto, nem mesmo ao controle de tráfego aéreo local ou à liderança militar local”, disse Chris Canales, membro do conselho municipal de El Paso, em resposta por escrito a perguntas, estimando que a suspensão de 10 dias nas operações poderá gerar um impacto econômico entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões, ou mais. A Casa Branca e a FAA ainda não comentaram o assunto.
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As restrições temporárias anunciadas na quarta-feira abrangiam um raio de 18 quilômetros ao redor da cidade e se aplicavam a altitudes de até 5 mil metros, segundo o chamado aviso aos aviadores (NOTAM), documento que alerta sobre riscos e situações operacionais.
“Nenhum piloto pode operar uma aeronave nas áreas cobertas por este NOTAM”, informou a nota.
El Paso abriga o Fort Bliss, base do Exército dos Estados Unidos localizada ao lado do aeroporto. A instalação é sede de unidades como a 1ª Divisão Blindada e o 32º Comando de Defesa Aérea e de Mísseis do Exército. Com cerca de 1 milhão de acres, a área é usada para treinamentos e testes de artilharia e possui pista própria de 4 mil metros, capaz de receber as maiores aeronaves do inventário americano.
A cerca de 48 quilômetros dali, no Novo México, fica o Campo de Testes de Mísseis de White Sands, utilizado pelas Forças Armadas dos EUA desde a Segunda Guerra Mundial para práticas de bombardeio e testes de novos armamentos. Na extremidade norte da área de 2 milhões de acres está o Trinity Site, onde foi detonada a primeira bomba atômica. O espaço aéreo sobre a região pode ser temporariamente restrito para permitir testes de mísseis e outras armas de longo alcance e alta altitude.
(Com Bloomberg e New York Times)
O Instituto de Medicina e Fisiologia Espacial (Medes), sediado em Toulouse, no sul da França, está recrutando dez voluntários para participar de um estudo científico que simula os efeitos da ausência de gravidade no corpo humano. Os selecionados receberão 5 mil euros (R$ 30 mil) para permanecerem deitados por dez dias consecutivos.
O experimento, previsto para junho do próximo ano e realizado a pedido do Centro Nacional de Estudos Aeroespaciais da França (CNES), busca compreender como o organismo se adapta à microgravidade. A pesquisa será conduzida em solo, devido às dificuldades de realizar determinados testes durante voos espaciais.
“A ideia é perceber como os fluidos corporais, água e sangue, são redistribuídos em condições de ausência de gravidade”, explicou um porta-voz do Medes.
Batizado de BRAHMS (Bed Rest And HypoMetabolism Study), o estudo avaliará, em homens saudáveis, os mecanismos de adaptação a dez dias de microgravidade simulada associados a uma forte restrição alimentar. Ao todo, a pesquisa terá duração de 20 dias.
Durante o período principal do experimento, os voluntários permanecerão deitados em posição levemente inclinada e consumirão apenas 250 calorias por dia. O objetivo é reproduzir, em ambiente controlado, algumas das alterações fisiológicas observadas em astronautas no espaço.
O instituto procura homens entre 20 e 40 anos, em perfeita saúde, não fumantes, com índice de massa corporal (IMC) entre 20 e 26 kg/m², altura entre 1,65 m e 1,85 m e peso estável há pelo menos três meses. Também é exigida a prática regular de atividade física, ausência de alergias ou restrições alimentares e vínculo com o sistema de seguridade social europeu. É necessário ainda ter bom domínio do francês.
A seleção ocorrerá em várias etapas: duas entrevistas telefônicas, para verificação dos critérios e esclarecimento sobre o estudo, seguidas por um dia de avaliação médica na clínica, mediante convocação dos candidatos que atenderem às exigências.
O Medes convida interessados a participar da iniciativa com o apelo: “Quer participar da pesquisa espacial? Pronto para encarar um desafio fora do comum? Disponível em junho?”. A participação será indenizada no valor de 5 mil euros.
A Rússia afirmou nesta quarta-feira que adotará medidas de caráter “técnico-militar” caso a Groenlândia seja militarizada pelo Ocidente — e indicou que continuará respeitando limites para o desdobramento de seu arsenal nuclear, apesar da recente expiração do tratado Novo START, apenas se os Estados Unidos fizerem o mesmo. As declarações foram feitas pelo ministro das Relações Exteriores russo, Serguéi Lavrov, em discurso no Parlamento no mesmo dia em que membros da Otan lançaram uma nova missão para reforçar sua presença no Ártico.
— Evidentemente, se houver uma militarização da Groenlândia e a criação de capacidades militares que tenham como alvo a Rússia, responderemos com as medidas adequadas, incluindo medidas técnico-militares — disse, acrescentando que Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia devem “resolver entre si” as questões envolvendo a ilha.
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A Groenlândia, território autônomo da Dinamarca com cerca de 57 mil habitantes, tem estado na mira do governo americano desde que o republicano Donald Trump tomou posse para seu segundo mandato, em 2025. Ao mesmo tempo, a ilha tem sustentado que soberania e integridade territorial são uma “linha vermelha” em qualquer conversa com Washington, e países aliados têm respondido com gestos de apoio à Dinamarca e à Groenlândia. Lavrov, porém, acusou Copenhague de tratar os groenlandeses como “cidadãos de segunda classe”.
As declarações ocorrem após o envio, nas últimas semanas, de pequenos contingentes de tropas europeias à ilha ártica, movimento que se deu depois de Trump afirmar seus desejos de anexação da Groenlândia. O presidente anunciou em janeiro que imporia novas tarifas à Dinamarca e a outros sete países europeus que se opuseram aos seus apelos, mas recuou abruptamente depois de declarar que havia alcançado um “marco” para um acordo com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, para ampliar a influência americana na região.
Na ocasião, Trump também recuou nas ameaças de tomar o território. Antes, havia dito repetidas vezes que, se Washington não assumisse o controle da ilha, Rússia ou China poderiam fazê-lo — acusação que Moscou e Pequim negam categoricamente. Ainda assim, desde a década de 2010, as duas potências exploram a chamada Rota Oceânica Norte, favorecida pelas mudanças climáticas. A Rússia também reforça suas capacidades militares no Ártico, onde posiciona bases a uma curta distância de territórios ocidentais, incluindo os Estados Unidos.
— A Rússia nunca ameaçou ninguém no Ártico. Mas acompanhamos de perto a evolução da situação […] reforçando a capacidade de combate das Forças Armadas e modernizando as infraestruturas militares — declarou o líder russo, Vladimir Putin, em março de 2025.
Nova missão
Desde o início do ano passado, a Rússia realizou pelo menos 33 manobras militares no Ártico, cerca de metade delas sendo exercícios de treinamento, segundo o grupo de análise Center for Strategic and International Studies, com sede em Washington. Grande parte da atividade militar russa na região está concentrada na Península de Kola, onde Moscou mantém seus submarinos capazes de transportar ogivas nucleares. A Rússia protege esses equipamentos com patrulhas costeiras, navais e aéreas, realizadas a partir do quartel-general da Frota do Norte.
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Por outro lado, as forças da Otan também treinam e operam na região. E autoridades anunciaram nesta quarta-feira uma nova missão para reforçar a presença ártica da aliança. Chamada Sentinela do Ártico, a iniciativa aumentará o número de tropas na chamada “Tampa do Norte”, que inclui partes da Noruega, Suécia e Finlândia dentro do Círculo Polar Ártico. Espera-se que a Otan amplie as patrulhas marítimas no Mar da Noruega e, em seguida, pelas vias navegáveis entre Groenlândia, Islândia e Reino Unido, conhecidas como GIUK Gap.
— O Ártico claramente ganhou prioridade para a aliança, e a aliança está respondendo — disse o embaixador dos Estados Unidos na Otan, Matthew Whitaker, a jornalistas na terça-feira.
Disputa comercial e militar no Ártico
Arte/ O GLOBO
A área pode servir como campo de testes para novos drones de vigilância, avaliando sua resistência às duras condições climáticas. Especialistas afirmam que a Otan também espera demonstrar a Trump que a aliança leva a sério a segurança do Ártico sem que os EUA precisem controlar a Groenlândia como uma primeira linha de defesa — proposta que, no mês passado, ameaçou dividir o grupo.
— O Ártico não esteve realmente na agenda da Otan por muito tempo, mas isso ocorreu porque os aliados árticos assim desejavam — disse Minna Alander, especialista em Ártico e defesa do Stockholm Center for Eastern European Studies. — Não acho que haveria outro motivo neste momento para lançar a Sentinela do Ártico se não fosse a pressão de Trump pela Groenlândia.
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Uma das preocupações entre autoridades militares da Otan é que a Rússia possa enviar um submarino com capacidade nuclear pelo Mar da Noruega até o GIUK Gap para alcançar o Atlântico. Soma-se a isso o fato de que Moscou se envolve no que autoridades descreveram como jogos de “gato e rato” para contrabandear petróleo e sabotar oleodutos e cabos de comunicação submarinos. E a questão da Groenlândia, com Alander ressaltando que o caminho mais curto para que Rússia e China lancem mísseis contra os EUA passa pelo Polo Norte. Trump já afirmou que deseja instalar interceptadores de mísseis na ilha, embora especialistas tenham opiniões distintas sobre se isso acrescentaria algo significativo aos atuais planos de defesa antimísseis dos EUA.
A Otan já ampliou as patrulhas marítimas no Mar da Noruega e no GIUK Gap, onde, segundo um oficial militar da aliança, submarinos e embarcações russas representam o maior risco para a Europa e a América do Norte. Uma força aérea nórdica — com pilotos da Noruega, Suécia, Finlândia e Dinamarca — atua de forma conjunta semanalmente. Esses países provavelmente liderarão a nova iniciativa Sentinela do Ártico, com base em sua vasta experiência na região.
Nesta quarta-feira, é esperado que o secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey, anuncie que o número de tropas que o país enviará à região ártica da Noruega dobrará para 2 mil nos próximos três anos. O Reino Unido também contribui para uma força terrestre de pelo menos 4 mil militares liderada pela Suécia e baseada no norte da Finlândia, que inclui França, Islândia e Itália. Essa força estará plenamente operacional nos próximos meses. A Otan mobilizará cerca de 25 mil militares e pessoal de apoio para exercícios previstos para começar em março.
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“As demandas por defesa estão aumentando, e a Rússia representa a maior ameaça à segurança do Ártico e do Extremo Norte que vimos desde a Guerra Fria”, disse Healey em nota, prometendo que o Reino Unido desempenhará um “papel vital” na Sentinela do Ártico.
Armas nucleares
Ainda nesta quarta-feira, Lavrov, o ministro das Relações Exteriores russo, abordou a situação do tratado nuclear Novo START, que expirou em 5 de fevereiro. O acordo, assinado originalmente em 2010, limitava cada país a 1.550 ogivas estratégicas implantadas e previa inspeções mútuas, suspensas desde 2023. Segundo o chanceler, essas restrições “permanecerão em vigor, mas apenas se os EUA não ultrapassarem os limites mencionados”.
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Lavrov disse ainda que Moscou agirá de maneira “responsável”, com base em “uma análise da política militar americana”. Desde a expiração do tratado, não há mais nenhum instrumento bilateral em vigor que limite formalmente o desdobramento de armas nucleares pelas duas potências, que detêm os maiores arsenais atômicos do mundo.
O Kremlin informou na semana passada que Moscou e Washington concordaram em manter uma abordagem “responsável” e continuar negociando. Trump, por sua vez, não respondeu à oferta de prorrogação apresentada pela Rússia e defendeu um “novo tratado melhorado e modernizado”, afirmando que o Novo START foi “mal negociado” pela administração de Barack Obama. Os Estados Unidos também manifestaram interesse em incluir a China em eventuais negociações sobre limitação de armas nucleares, algo que Pequim descartou sob o argumento de que seu arsenal é significativamente menor.
(Com AFP e New York Times)
Uma reviravolta no caso do desaparecimento de Nancy Guthrie, mãe da apresentadora Savannah Guthrie, foi possível graças a uma operação técnica conduzida por engenheiros do Google, proprietário do sistema de câmeras Nest.
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O FBI divulgou nesta terça-feira imagens de um suspeito mascarado e armado à porta da residência de Nancy, no Arizona, no dia em que ela desapareceu. Inicialmente, as autoridades haviam informado que o vídeo não poderia ser recuperado.
Segundo fonte ouvida pela CNN, a recuperação exigiu vários dias de trabalho técnico. Um oficial do FBI afirmou na rede social X que as imagens foram liberadas poucas horas após serem obtidas. O xerife do Condado de Pima, Chris Nanos, havia declarado que “não havia vídeo disponível” porque Nancy não mantinha assinatura ativa do serviço de gravação em nuvem do Nest.
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Apesar disso, o sistema armazena gratuitamente até três horas de histórico “baseado em eventos”. Esses dados ficam hospedados na nuvem e em servidores do Google.
Especialistas explicam que, mesmo após a exclusão formal, arquivos digitais podem continuar existindo até serem sobrescritos por novos dados. Nick Barreiro, analista forense de áudio e vídeo, afirmou que sistemas de exclusão apenas liberam o espaço para reutilização, mas não apagam imediatamente o conteúdo.
— Até que o espaço seja realmente reutilizado, os dados antigos ainda podem ser recuperáveis — explicou.
O diretor do FBI, Kash Patel, afirmou que os vídeos foram recuperados a partir de “dados residuais localizados nos sistemas de backend”.
De acordo com Adam Malone, ex-agente especial do FBI especializado em cibersegurança, aplicativos baseados em nuvem operam com múltiplas camadas de processamento. Os arquivos passam por sistemas de compressão, renderização e armazenamento distribuído em milhares de servidores. Cada etapa pode deixar rastros digitais temporários.
— Eles provavelmente revisaram os fluxos de desenvolvimento e verificaram se havia dados históricos aguardando exclusão — afirmou Malone.
O financista americano Jeffrey Epstein, cujas vítimas acreditavam que ele as filmava em segredo, ordenou a um de seus assistentes que obtivesse câmeras de vídeo ocultas, aparentemente para instalá-las em sua casa em Palm Beach, na Flórida, segundo um e-mail de 2014 divulgado recentemente. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Conselho de Ética e Decoro Parlamentar durante oitiva

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados cancelou a reunião desta quarta-feira (11) em que seriam ouvidos os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC).

As representações (REP 24/25, REP 25/25 e REP 27/25) contra esses parlamentares são analisadas em conjunto.

As oitivas ainda não foram remarcadas.

O governo trabalhista britânico foi criticado por opositores por suposta falta de respeito ao rei após confirmar a adoção de um logotipo com a legenda “Governo do Reino Unido”, em substituição a “Governo de Sua Majestade” nas comunicações oficiais.
A alteração havia passado despercebida, mas gerou reação depois que o ministro do Gabinete e responsável por assuntos constitucionais, Nick Thomas-Symonds, confirmou a mudança nesta semana. Em resposta escrita enviada na segunda-feira a um deputado conservador, o ministro informou que foi tomada “uma decisão estratégica de adotar a expressão ‘Governo do Reino Unido’ (UK Government) como identidade principal para todas as comunicações dirigidas ao público”.
Thomas-Symonds acrescentou que o novo padrão passou a ser utilizado em julho de 2024, com a chegada do governo de Keir Starmer. Para o deputado conservador Alex Burghart, abandonar “Governo de Sua Majestade” (HM Government) representa uma tentativa de “apagar discretamente a tradição pelo mero desejo de se modernizar”.
“O rei Charles III é ignorado”, afirmou o tabloide The Sun. Já o Partido Conservador, citado pelo Daily Mail, avalia que a mudança “demonstra falta de respeito às instituições nacionais”.
Diante das críticas, um porta-voz do primeiro-ministro declarou que a denominação “HM Government” continuará a ser empregada em comunicações e documentos “pertinentes”. As regras anteriores estabeleciam que “a denominação ‘HM Government’ é reconhecida e goza da confiança do público. Como tal, constitui a marca principal da comunicação governamental”, segundo documento oficial de 2022.
O texto também especificava que a expressão “UK Government” era usada sobretudo no exterior e poderia ser adotada “para comunicações que se aplicam a todo o Reino Unido”.
A decisão foi elogiada pelo líder do grupo antimonarquista Republic, Graham Smith. “É a decisão correta e reflete o verdadeiro papel (do governo), que é servir à população e não aos poderosos”, afirmou ao jornal The Telegraph.
Menos da metade dos britânicos (45%) ainda apoia a monarquia, segundo pesquisa divulgada nesta semana, em meio a um momento delicado para a família real devido às ligações entre o irmão do rei, o ex-príncipe Andrew, e o criminoso sexual americano Jeffrey Epstein.

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