A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) reabriu o espaço aéreo ao redor do Aeroporto Internacional de El Paso, no Texas, na manhã de quarta-feira, poucas horas depois de anunciar um fechamento de 10 dias que teria paralisado todos os voos de e para o aeroporto. A medida, considerada incomum, tinha sido atribuída a “razões especiais de segurança” não especificadas.
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Todos os voos com destino e partida da cidade tinham sido suspensos, incluindo operações comerciais, de carga e da aviação geral, informou a FAA. A agência também proibiu todas as operações aéreas na área de Santa Teresa, no Novo México, citando as mesmas razões de segurança.
Segundo comunicado do operador do Aeroporto Internacional de El Paso em suas contas oficiais no Facebook e no Instagram, as operações foram interrompidas às 23h30 (horário local) de 10 de fevereiro e seguiriam suspensas até o mesmo horário em 20 de fevereiro. A orientação foi para que os viajantes entrassem em contato com suas companhias aéreas para obter as informações mais recentes sobre seus voos.
Em nota, o aeroporto afirmou que a restrição foi emitida “com pouco aviso prévio” e que aguardava orientações adicionais da FAA. Em um comunicado, a agência informou que o governo federal poderia “usar força letal” caso uma aeronave que viole o espaço aéreo seja considerada uma “ameaça iminente à segurança”.
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Embora restrições temporárias de espaço aéreo ocorram em casos de atividades militares, lançamentos de foguetes ou deslocamentos presidenciais, o fechamento amplo de um grande aeroporto por 10 dias é incomum, sobretudo porque não houve explicações posteriores. Um funcionário do centro de apoio a operações especiais da FAA disse ao New York Times nesta quarta que não sabia por que os voos haviam sido suspensos.
Indagado se tinha conhecimento da restrição imposta pela FAA, o deputado estadual do Texas Vincent Perez, de El Paso, disse não ter “nenhuma informação sobre isso”, acrescentando que nunca ouviu falar de “um espaço aéreo americano ser fechado por 10 dias na ausência de uma grande emergência”. Veronica Escobar, congressista que representa El Paso, afirmou que a decisão da FAA era “sem precedentes”.
“Pelo que meu gabinete e eu conseguimos apurar durante a noite e no início desta manhã, não há ameaça imediata à comunidade ou às áreas vizinhas”, disse ela em comunicado. “Pedimos à FAA que suspenda as Restrições Temporárias de Voo impostas à região de El Paso. Continuarei tornando públicas as informações à medida que as obtiver.”
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O aeroporto de El Paso, a 23ª cidade mais populosa do país segundo o censo de 2020, atende uma vasta região do oeste do Texas e do leste do Novo México. De acordo com relatório mensal de atividade divulgado pelo aeroporto, cerca de 3,5 milhões de passageiros passaram pelo terminal até novembro de 2025, que oferece voos diretos para grandes centros como Los Angeles, Denver, Houston e Atlanta.
Entre as companhias que operam no local estão Delta Air Lines, United Airlines e American Airlines. A cidade americana mais próxima é Las Cruces, no Novo México, a cerca de 56 quilômetros de distância, cujo aeroporto é atendido apenas pela companhia Advanced Air. El Paso fica a cerca de 4 horas e meia de carro de Midland-Odessa, no Texas, a sete horas de San Antonio, a nove horas de Dallas e a 10 horas de Houston.
‘Medo e especulação’
“O que é especialmente preocupante é que aparentemente não houve aviso prévio ao governo local, à direção do aeroporto, nem mesmo ao controle de tráfego aéreo local ou à liderança militar local”, disse Chris Canales, membro do conselho municipal de El Paso, em resposta por escrito a perguntas, estimando que a suspensão de 10 dias nas operações poderá gerar um impacto econômico entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões, ou mais. A Casa Branca e a FAA ainda não comentaram o assunto.
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As restrições temporárias anunciadas na quarta-feira abrangiam um raio de 18 quilômetros ao redor da cidade e se aplicavam a altitudes de até 5 mil metros, segundo o chamado aviso aos aviadores (NOTAM), documento que alerta sobre riscos e situações operacionais.
“Nenhum piloto pode operar uma aeronave nas áreas cobertas por este NOTAM”, informou a nota.
El Paso abriga o Fort Bliss, base do Exército dos Estados Unidos localizada ao lado do aeroporto. A instalação é sede de unidades como a 1ª Divisão Blindada e o 32º Comando de Defesa Aérea e de Mísseis do Exército. Com cerca de 1 milhão de acres, a área é usada para treinamentos e testes de artilharia e possui pista própria de 4 mil metros, capaz de receber as maiores aeronaves do inventário americano.
A cerca de 48 quilômetros dali, no Novo México, fica o Campo de Testes de Mísseis de White Sands, utilizado pelas Forças Armadas dos EUA desde a Segunda Guerra Mundial para práticas de bombardeio e testes de novos armamentos. Na extremidade norte da área de 2 milhões de acres está o Trinity Site, onde foi detonada a primeira bomba atômica. O espaço aéreo sobre a região pode ser temporariamente restrito para permitir testes de mísseis e outras armas de longo alcance e alta altitude.
(Com Bloomberg e New York Times)
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Segundo comunicado do operador do Aeroporto Internacional de El Paso em suas contas oficiais no Facebook e no Instagram, as operações foram interrompidas às 23h30 (horário local) de 10 de fevereiro e seguiriam suspensas até o mesmo horário em 20 de fevereiro. A orientação foi para que os viajantes entrassem em contato com suas companhias aéreas para obter as informações mais recentes sobre seus voos.
Em nota, o aeroporto afirmou que a restrição foi emitida “com pouco aviso prévio” e que aguardava orientações adicionais da FAA. Em um comunicado, a agência informou que o governo federal poderia “usar força letal” caso uma aeronave que viole o espaço aéreo seja considerada uma “ameaça iminente à segurança”.
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“Pelo que meu gabinete e eu conseguimos apurar durante a noite e no início desta manhã, não há ameaça imediata à comunidade ou às áreas vizinhas”, disse ela em comunicado. “Pedimos à FAA que suspenda as Restrições Temporárias de Voo impostas à região de El Paso. Continuarei tornando públicas as informações à medida que as obtiver.”
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Entre as companhias que operam no local estão Delta Air Lines, United Airlines e American Airlines. A cidade americana mais próxima é Las Cruces, no Novo México, a cerca de 56 quilômetros de distância, cujo aeroporto é atendido apenas pela companhia Advanced Air. El Paso fica a cerca de 4 horas e meia de carro de Midland-Odessa, no Texas, a sete horas de San Antonio, a nove horas de Dallas e a 10 horas de Houston.
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“O que é especialmente preocupante é que aparentemente não houve aviso prévio ao governo local, à direção do aeroporto, nem mesmo ao controle de tráfego aéreo local ou à liderança militar local”, disse Chris Canales, membro do conselho municipal de El Paso, em resposta por escrito a perguntas, estimando que a suspensão de 10 dias nas operações poderá gerar um impacto econômico entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões, ou mais. A Casa Branca e a FAA ainda não comentaram o assunto.
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“Nenhum piloto pode operar uma aeronave nas áreas cobertas por este NOTAM”, informou a nota.
El Paso abriga o Fort Bliss, base do Exército dos Estados Unidos localizada ao lado do aeroporto. A instalação é sede de unidades como a 1ª Divisão Blindada e o 32º Comando de Defesa Aérea e de Mísseis do Exército. Com cerca de 1 milhão de acres, a área é usada para treinamentos e testes de artilharia e possui pista própria de 4 mil metros, capaz de receber as maiores aeronaves do inventário americano.
A cerca de 48 quilômetros dali, no Novo México, fica o Campo de Testes de Mísseis de White Sands, utilizado pelas Forças Armadas dos EUA desde a Segunda Guerra Mundial para práticas de bombardeio e testes de novos armamentos. Na extremidade norte da área de 2 milhões de acres está o Trinity Site, onde foi detonada a primeira bomba atômica. O espaço aéreo sobre a região pode ser temporariamente restrito para permitir testes de mísseis e outras armas de longo alcance e alta altitude.
(Com Bloomberg e New York Times)










