Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca nesta quarta-feira na Índia, onde terá uma série de agendas com autoridades locais. A partir de amanhã, o presidente participará da Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial (IA), que discutirá a segurança e governança relacionadas à tecnologia. No dia 21, o brasileiro será recebido em visita de Estado pelo primeiro-ministro, Narendra Modi, e cumprirá agenda de encontros com lideranças indianas. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Cinco pessoas, entre elas o pastor da igreja e quatro bombeiros, ficaram feridas na manhã desta terça-feira após uma explosão na igreja “Abundant Life Fellowship”, na cidade de Boonville, no estado de Nova York, nos Estados Unidos. O incidente ocorreu por volta das 10h30, horário local, após relatos de um forte odor de gás no interior do templo, segundo autoridades policiais e informações oficiais divulgadas até o momento.
De acordo com a Polícia do Estado de Nova York, equipes de emergência foram acionadas por moradores depois de detectar cheiro de gás no prédio, situado na State Route 12, cerca de 80 quilômetros ao nordeste de Syracuse.
Quatro bombeiros estavam no subsolo avaliando a situação quando o forno da igreja, alimentado por gás propano, teria sido ativado e desencadeado a explosão. Um quinto bombeiro estava no primeiro andar tentando ventilar o local quando foi arremessado contra uma parede pelo impacto da detonação.
Todos os cinco feridos foram levados a hospitais na região. Entre os atendidos estão o pastor Brandon Pitts, 43 anos, e membros do Corpo de Bombeiros de Boonville, com idades entre 43 e 71 anos. Segundo a polícia estadual, todos estão em condição crítica, porém estável.
As autoridades afirmam que não há indícios de atividade criminosa relacionada à explosão, que causou danos estruturais graves ao edifício da igreja. Investigadores continuam apurando se um possível vazamento de gás ou falha no sistema de aquecimento foi a causa do acidente.
Em nota nas redes sociais, membros da congregação pediram orações pela recuperação dos feridos e agradeceram por não haver mais pessoas dentro da igreja no momento da explosão. A governadora de Nova York, Kathy Hochul, disse ter sido informada da situação e manifestou apoio às equipes de resposta e às famílias atingidas.
As operações de emergência e a investigação permanecem em curso, enquanto a comunidade local acompanha o desenrolar do caso.
Um homem de 18 anos foi preso nesta terça-feira ao correr em direção ao Capitólio dos Estados Unidos portando uma espingarda carregada enquanto vestia um colete tático. A polícia deteve o jovem no coração do poder legislativo americano a poucos dias do discurso anual sobre o Estado da União.
‘Segurança’: Irã fecha parte do Estreito de Ormuz enquanto negociação nuclear com os EUA em Genebra tem indícios de progresso
Após negativas de Itália e Nova Zelândia: Vaticano também rejeita convite para ‘Conselho da Paz’ de Trump
Segundo o chefe da polícia do Capitólio, Michael Sullivan, o suspeito estacionou um SUV Mercedes branco próximo ao edifício por volta do meio-dia, no horário local, e saiu do veículo empunhando a arma, dirigindo-se rapidamente em direção à fachada oeste do Capitólio, onde está a entrada principal. Policiais no local ordenaram que ele abandonasse a espingarda e se rendesse. O homem obedeceu sem resistência e foi preso sem ferimentos.
No veículo, as autoridades encontraram equipamentos adicionais, incluindo um capacete balístico (Kevlar) e uma máscara de gás, além de munição extra. O porta-voz da polícia afirmou que o suspeito não é conhecido previamente pelas forças de segurança e não reside na região metropolitana de Washington, e que o carro não estava registrado em seu nome, que também não foi divulgado.
As motivações do homem permanecem sob investigação, e ainda não há confirmação de que ele pretendia atingir membros do Congresso ou outras pessoas específicas. O Legislativo estava de recesso no momento do episódio, e não havia sessões programadas para esta terça-feira.
A polícia ressaltou que, apesar da proximidade do discurso do Estado da União, importante evento político nos Estados Unidos, a segurança não sofreu alterações, e os protocolos permanecem robustos. Eles também pediram que testemunhas e pessoas com imagens do incidente compartilhem vídeos com a polícia para auxiliar nas apurações.
O Vaticano não participará do “Conselho da Paz”, o organismo internacional promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou nesta terça-feira o secretário de Estado da Santa Sé.
Contexto: Nova Zelândia rejeita convite para integrar o Conselho da Paz de Trump
‘Obstáculo insuperável’: Itália decide não participar de ‘Conselho de Paz’ de Trump
A junta, presidida por Trump, foi concebida inicialmente para supervisionar a trégua em Gaza e a reconstrução do território após a guerra entre o Hamas e Israel. Mas seu propósito evoluiu desde então para a resolução de todo tipo de conflitos internacionais, o que despertou temores de que o presidente americano queira criar um rival das Nações Unidas.
O cardeal Pietro Parolin, número dois do Vaticano, afirmou que o Vaticano não estará envolvido no “Conselho da Paz” de Trump e insistiu no papel da ONU.
— Para nós, há algumas questões críticas que deveriam ser resolvidas — afirmou.
Parolin não especificou quais são essas questões, mas ressaltou que — em nível internacional, acima de tudo — é a ONU que administra essas situações de crise.
Desde que Trump lançou seu “Conselho da Paz” no Fórum Econômico Mundial de Davos, em janeiro, pelo menos 19 países assinaram sua carta fundadora. Os membros permanentes devem aportar um bilhão de dólares para integrar o organismo, o que, segundo críticos, poderia transformá-lo em uma versão “paga” do Conselho de Segurança da ONU.
Uma juíza federal decidiu nesta terça-feira que Kilmar Abrego Garcia, salvadorenho que foi deportado por engano para seu país de origem no ano passado, não pode voltar a ser detido pelo Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE), ao concluir que o prazo de detenção de 90 dias expirou e que o governo não apresentou um plano viável para deportá-lo.
Contexto: Salvadorenho deportado por erro dos EUA foi espancado na prisão, dizem advogados
Em agosto: Após ser preso e deportado erroneamente para El Salvador, Kilmar Ábrego García é libertado nos EUA
O caso de Garcia tornou-se um ponto central no debate sobre imigração nos Estados Unidos em 2025. Desde que retornou ao território americano, ele vem contestando na Justiça uma segunda tentativa de deportação, desta vez para uma série de países africanos proposta por autoridades do Departamento de Segurança Interna (DHS).
“O governo fez uma ameaça vazia atrás da outra de removê-lo para países da África sem nenhuma chance real de sucesso”, escreveu a juíza distrital dos EUA Paula Xinis, em Maryland, na decisão. “Diante disso, o tribunal conclui facilmente que não há bons motivos para acreditar que a remoção seja provável em um futuro razoavelmente previsível”.
A secretária-assistente do Departamento de Segurança Interna, Tricia McLaughlin, criticou a decisão em um e-mail: “Se esta questão realmente fosse sobre a lei ou o devido processo legal, Kilmar Abrego Garcia já teria sido deportado e nunca mais pisaria neste país; a juíza Xinis não ficará satisfeita até que ele seja autorizado a viver nos EUA para sempre”.
Relembre: Trump posta foto de mão com tatuagem de gangue que supostamente seria de salvadorenho deportado por engano
Em sua decisão, a juíza Paula Xinis observou que o governo “propositalmente — e sem motivo — ignorou o único país que consistentemente se ofereceu para aceitar Abrego Garcia como refugiado e para o qual ele concorda em ir”. Esse país é a Costa Rica.
O advogado do salvadorenho, Simon Sandoval-Moshenberg, argumentou em tribunal que a detenção migratória não deve funcionar como punição, considerando que imigrantes só podem ser detidos como forma de viabilizar sua deportação e não podem permanecer presos indefinidamente sem um plano viável de remoção.
“Desde que a juíza Xinis ordenou a libertação de Garcia em meados de dezembro, o governo tentou um truque após o outro para tentar colocá-lo novamente sob custódia”, escreveu o advogado em um e-mail enviado à Associated Press nesta terça-feira. “Em sua decisão de hoje, ela reconheceu que, se o governo estivesse realmente tentando remover Garcia dos EUA, já o teria enviado para a Costa Rica muito antes.”
Em abril: Casa Branca acusa deportado por engano para El Salvador de violência doméstica
Agora, acrescentou o advogado, o governo Trump deve se empenhar de boa-fé para acertar os detalhes da remoção de Garcia para a Costa Rica.
Relembre o caso
Garcia imigrou ilegalmente para os EUA na adolescência, mas vivia no país com status legal protegido desde outubro de 2019. Sua esposa e seu filho de 5 anos são cidadãos americanos. Ainda assim, em 12 de março ele foi parado por agentes de imigração que, erroneamente, lhe disseram que seu status havia mudado, segundo documentos judiciais.
Três dias depois, ele foi colocado em um dos três voos para El Salvador. Na época, o governo Trump acelerava o uso de um estatuto raramente invocado, conhecido como Alien Enemies Act, para deportar dezenas de migrantes venezuelanos acusados de integrar a gangue Tren de Aragua. Apesar de reconhecer o erro, a administração Trump inicialmente disse que não havia nada que pudesse fazer para reparar o ocorrido, alegando que o salvadorenho não estava mais sob custódia dos EUA.
Jennifer Vasquez Sura, esposa de salvadorenho Kilmar Abrego Garcia, ouve o advogado após audiência em Maryland, nos EUA
Haiyun Jiang/The New York Times
Sob pressão pública e por ordem judicial, o presidente americano, Donald Trump, autorizou seu retorno em junho, mas apenas após o governo obter uma denúncia formal acusando-o de contrabando de pessoas no Tennessee. Ele se declarou inocente. Autoridades do governo Trump afirmaram que ele não pode permanecer nos Estados Unidos e, em documentos apresentados à Justiça, disseram que pretendiam deportá-lo para Uganda, Eswatini, Gana e Libéria.
Em julho, advogados do salvadorenho alegaram em um processo judicial que ele foi espancado e sofreu tortura psicológica durante sua detenção na prisão de segurança máxima. Segundo a defesa, ele foi “submetido a graves maus-tratos (…), incluindo fortes espancamentos, privação severa de sono, nutrição inadequada e tortura psicológica”. Ao chegar na prisão, Garcia e outros detentos teriam ouvido de um funcionário:
— Bem-vindos. Quem entra aqui, não sai.
Funcionários o obrigaram a se despir, “chutaram suas pernas com botas e o espancaram na cabeça e nos braços”, escreveram os advogados. Eles rasparam sua cabeça e o espancaram com varas de madeira enquanto o arrastavam para uma cela, deixando hematomas por todo o corpo. Garcia e outros 20 salvadorenhos “foram forçados a se ajoelhar das 21h às 6h, e os guardas espancavam qualquer um que caísse de exaustão”.
Os prisioneiros eram confinados em beliches de metal sem colchões em uma cela lotada, sem janelas e com luzes brilhantes acesas 24 horas por dia. Seus advogados alegaram ainda que García perdeu 14 quilos durante suas duas primeiras semanas na prisão.
O Congresso do Peru destituiu nesta terça-feira o presidente interino José Jerí por má conduta e inadequação para o cargo, após um processo de impeachment. Jerí, o sétimo chefe de Estado peruano em 10 anos, foi destituído do cargo que assumiu como presidente do Congresso em outubro de 2025.
“Os presidentes das casas legislativas declaram vago o cargo de presidente da República”, anunciou o presidente interino do Congresso, Fernando Rospigliosi.
O Parlamento elegerá um novo presidente na quarta-feira, que assumirá automaticamente a Presidência interina do Peru até 28 de julho.
Em atualização.
Várias ONGs israelenses alertaram para um plano do governo de Israel que, segundo afirmam, pode expandir as fronteiras de Jerusalém em direção à Cisjordânia pela primeira vez desde 1967, ano da ocupação desse território palestino. As organizações sustentam que a proposta representaria uma ampliação territorial com impacto direto sobre a configuração da cidade.
Entenda: UE e ONU condenam Israel por medida que autoriza registro de áreas da Cisjordânia como terras públicas
Divide território ao meio: Israel aprova plano de colonização da Cisjordânia que inviabiliza criação de Estado palestino
Israel ocupou Jerusalém Oriental em 1967 e posteriormente anexou a área, medida que não é reconhecida pela comunidade internacional. Os palestinos consideram Jerusalém Oriental como a possível capital de um futuro Estado palestino. A situação da cidade é um dos pontos centrais do conflito entre israelenses e palestinos.
O plano foi publicado no início de fevereiro e coincide com uma série de medidas que buscam ampliar o controle de Israel na Cisjordânia. Críticos avaliam que essas iniciativas apontam para uma anexação de fato do território palestino, embora o governo israelense não tenha anunciado formalmente tal medida.
O projeto foi anunciado pelo Ministério da Construção e Habitação de Israel e prevê a expansão para o leste do assentamento de Geva Binyamin, também chamado Adam, localizado ao nordeste de Jerusalém, na Cisjordânia. A área integra o Conselho Regional de Binyamin, que representa assentamentos ao norte de Ramallah.
Deterioração de direitos: ONU acusa Israel de impor apartheid na Cisjordânia e intensificar discriminação
Em nota, o ministério informou que o plano inclui a construção de 2.780 unidades habitacionais no assentamento, com investimento estimado em 120 milhões de shekels, o equivalente a cerca de R$ 202 milhões. O projeto ainda precisa passar por etapas formais de aprovação.
Segundo a ONG israelense Paz Agora, a iniciativa equivaleria a uma extensão de Jerusalém para dentro da Cisjordânia, algo que, de acordo com a entidade, não ocorre desde 1967. Para o diretor da organização, Lior Amihai, o plano altera o status da área, tornando o novo bairro uma parte integral da cidade de Jerusalém.
Aviv Tatarsky, pesquisador da ONG Ir Amim, que estuda Jerusalém no contexto do conflito, também avalia que a medida representa, na prática, uma expansão da cidade. Segundo ele, a mudança não se limita à ampliação de um assentamento.
— Se há construções, se as pessoas vivem lá, as pessoas que viverem serão jerosolimitas — declarou à AFP. — Em termos práticos, não é o assentamento que se expande, é a expansão da cidade.
Pacote: Israel anuncia medidas de controle sobre a Cisjordânia e ministro diz que objetivo é ‘matar a ideia do Estado palestino’
O acordo para a construção foi assinado pelo Ministério da Construção e Habitação, pelo Ministério das Finanças e pelo Conselho Regional de Binyamin. O projeto ainda precisa receber o aval do Comitê Superior de Planejamento da Administração Civil, processo que pode levar meses.
Excluindo Jerusalém Oriental, mais de 500 mil israelenses vivem atualmente em assentamentos e postos avançados na Cisjordânia, considerados ilegais segundo o direito internacional. No mesmo território, residem cerca de três milhões de palestinos.
Relatório da ONU
Em relatório de janeiro, as Nações Unidas acusaram Israel de ter intensificado a discriminação e a segregação contra os palestinos na Cisjordânia e pediram ao país que ponha fim ao que descreve como um “sistema de apartheid”. Em comunicado, o alto comissário da ONU para os direitos humanos, Volker Türk, escreveu:
“Há uma asfixia sistemática dos direitos dos palestinos na Cisjordânia. Seja para acessar água, ir à escola, buscar atendimento hospitalar, visitar familiares ou amigos, ou colher azeitonas, cada aspecto da vida dos palestinos na Cisjordânia é controlado e restringido por leis, políticas e práticas discriminatórias de Israel”.
A dor do outro: Organização une israelenses e palestinos em luto para buscar um caminho pela paz
O relatório afirma que as autoridades israelenses submetem colonos israelenses e palestinos que vivem na Cisjordânia a dois regimes jurídicos e políticas distintos, resultando em tratamento desigual. Os palestinos, diz o texto, continuam sofrendo confiscações massivas de terras, privação de acesso a recursos e processos em tribunais militares que “violam sistematicamente o direito ao devido processo”.
A violência se intensificou após o ataque terrorista do Hamas em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza. Desde o início do conflito, mais de mil palestinos morreram na Cisjordânia em ações de tropas israelenses e de colonos, segundo levantamento da AFP com base em dados do Ministério da Saúde palestino. Pelas cifras oficiais do Estado judeu, ao menos 44 israelenses morreram em ataques palestinos ou em operações militares no mesmo período.
O relatório afirma ainda que, desde o começo da guerra em Gaza, as autoridades israelenses ampliaram o uso de força ilegal, detenções arbitrárias e tortura, além de haver expansão dos assentamentos e mortes de palestinos com “quase total impunidade”. O texto diz ter encontrado “motivos razoáveis” para crer que essa segregação e subordinação têm intenção de ser permanentes.
O pai de um adolescente que matou quatro pessoas em uma escola de ensino médio nos EUA foi a julgamento no estado da Geórgia, no sul do país. Trata-se de um caso raro em que um pai enfrenta acusações por um ataque a tiros cometido por seu filho. Colin Gray, de 55 anos, comparecerá ao tribunal a partir de segunda-feira, acusado de homicídio doloso e culposo pelo ataque ocorrido em 4 de setembro de 2024 na Apalachee High School, cometido por seu filho Colt.
Relembre: Ataque a tiros em escola dos EUA deixa quatro mortos e nove feridos; atirador é preso
Sandy Hook, Columbine e Santa Fé: Relembre ataques a tiros em escolas dos EUA
Dois estudantes de 14 anos e dois professores foram mortos, e outras nove pessoas ficaram feridas em um ataque a tiros em Winder, Geórgia. Colt Gray, que tinha 14 anos na época e agora tem 16, foi acusado como adulto e aguarda julgamento.
Durante as alegações iniciais, os promotores afirmaram que o pai deu ao filho o fuzil AR-15 utilizado na ocasião como presente de Natal de 2023, apesar dos avisos de que ele havia ameaçado realizar um ataque a tiros em uma escola.
Segundo o FBI, as autoridades locais entrevistaram Colt e seu pai em maio de 2023, após receberem denúncias anônimas sobre ameaças feitas pelo jovem na internet.
No Canadá: Polícia do Canadá identifica pessoa responsável por ataque a tiros em escola
— Este caso diz respeito a este réu e às suas ações, ao permitir que um menor sob sua custódia tivesse acesso a uma arma de fogo e munição após ter sido avisado de que o menor poderia ferir outras pessoas — disse Brad Smith, promotor do condado de Barrow.
O advogado de defesa Brian Hobbs disse ao júri que Colin Gray desconhecia as intenções do filho e havia procurado ajuda para seu estado de saúde mental debilitado.
Os ataque a tiros em escolas são um fenômeno comum nos Estados Unidos, onde o número de armas supera o de habitantes e as regulamentações para a aquisição até mesmo de rifles potentes de estilo militar são frouxas.
Pawtucket: Partida escolar de hóquei nos Estados Unidos é interrompida por disparos; polícia confirma duas mortes
A responsabilidade dos pais em ataque a tiros tem sido alvo de crescente escrutínio nos últimos anos.
Em abril de 2024, os pais de um adolescente condenado à prisão perpétua por matar quatro estudantes em sua escola de ensino médio em Michigan, em 2021, com uma arma que lhe haviam dado, foram condenados a penas de 10 a 15 anos por homicídio culposo, a primeira sentença desse tipo nos Estados Unidos.
O Comando Sul das Forças Armadas dos EUA (SouthCom, na sigla em inglês) anunciou nesta terça-feira que três novos ataques lançados contra lanchas rápidas supostamente utilizadas por traficantes de drogas no Caribe e no Pacífico resultaram na morte de 11 suspeitos — elevando para 140 o total de mortos na operação ordenada pelo presidente americano, Donald Trump, à título de contenção de rotas de tráfico em direção ao país, mas contestada por autoridades internacionais como uma violação de regras e princípios de direito internacional.
Mesmo no Partido Republicano: Cresce resistência a exigências do governo Trump sobre entrega de dados de eleitores
Criminoso sexual: Hillary Clinton acusa governo Trump de ‘encobrir’ arquivos de Epstein e cobra divulgação total
Imagens das três ações foram compartilhadas pelo SouthCom no perfil oficial do comando no X. As gravações mostram que duas embarcações estavam paradas quando foram bombardeadas, e uma terceira navegava em alta velocidade. Nos vídeos, é possível ver pessoas se movimentando dentro de duas das lanchas antes dos ataques. Todos os ataques aconteceram na segunda-feira.
Initial plugin text
Ainda de acordo com as informações oficiais, os ataques deixaram um saldo de “quatro mortos na primeira embarcação” e “quatro na segunda embarcação” — essas duas atacadas no Pacífico oriental — e três na terceira embarcação, que trafegava pelo Caribe.
A campanha americana já realizou cerca de 40 ataques como os apresentados nesta terça-feira. Em poucas oportunidades houve sobreviventes, e há pelo menos um caso em que se tem notícia de que houve um duplo bombardeio, após a identificação de que o ataque inicial deixou sobreviventes.
Initial plugin text
O governo de Donald Trump insiste que está em guerra contra “narcoterroristas” — assim designados após a equiparação de organizações criminosas e organizações terroristas internacionais pelos EUA no começo do mandato Trump. O Pentágono, porém, não se preocupou em apresentar provas conclusivas de que as embarcações atingidas tinham envolvimento com qualquer grupo.
O modus operandi gerou um acalorado debate sobre a legalidade das operações. Especialistas em direito internacional e grupos de direitos humanos afirmam que os ataques constituem execuções extrajudiciais, já que aparentemente tiveram como alvo civis que não representavam qualquer ameaça imediata aos EUA.
O governo recorda as operações realizadas durante décadas contra supostos jihadistas em países como Iêmen, Somália ou Síria, nas quais os alvos também eram atacados sem representar uma ameaça iminente. (Com AFP)
Delegações da Rússia e da Ucrânia iniciaram nesta terça-feira, em Genebra, uma nova rodada de negociações de paz mediadas pelos Estados Unidos, a uma semana do quarto aniversário da invasão em larga escala lançada por Moscou em fevereiro de 2022. As conversas, previstas para durar dois dias, ocorrem na Suíça com a participação de representantes americanos e em meio à continuidade dos combates no front e de ataques aéreos contra cidades ucranianas.
Contexto: Ucrânia exige garantia de segurança dos EUA por 20 anos e critica pressão por concessões em negociações de paz
Entrevista: ‘Somos considerados cidadãos de segunda classe’, diz ativista dos direitos dos povos indígenas na Rússia
O chefe da delegação ucraniana, Rustem Umerov, divulgou imagens das três equipes reunidas em uma mesa em formato de ferradura, com russos e ucranianos sentados frente a frente. À cabeceira estavam o enviado de Donald Trump, Steve Witkoff, e o genro do presidente, Jared Kushner, diante das bandeiras dos EUA, Rússia, Ucrânia e Suíça. Segundo Umerov, a pauta inclui questões de segurança e humanitárias.
— Os ucranianos trabalharão sem expectativas excessivas — disse.
As perspectivas de avanços são consideradas baixas. De acordo com uma pessoa familiarizada com as negociações que falou à agência Associated Press sob condição de anonimato, nenhuma das partes parece disposta a ceder em questões centrais, como o futuro dos territórios ocupados pela Rússia e as garantias de segurança exigidas por Kiev. Os Estados Unidos estabeleceram junho como prazo para um possível acordo.
Entre os pontos mais sensíveis está o destino de cerca de 20% do território ucraniano que a Rússia ocupa ou reivindica, incluindo a Crimeia, anexada por Moscou em 2014, e áreas do leste e sul do país. A Rússia insiste que a Ucrânia ceda o controle da região oriental do Donbass e que suas tropas se retirem das áreas ainda sob domínio de Kiev na região de Donetsk. A Ucrânia rejeita a exigência.
Lacuna deixada pelos EUA: Ajuda militar à Ucrânia atinge nível mínimo, mas Europa limita queda, diz instituto
Chefes militares dos EUA, Rússia e Ucrânia também estão em Genebra para discutir como funcionaria o monitoramento de um eventual cessar-fogo e quais mecanismos seriam necessários para implementá-lo. Em rodadas anteriores realizadas em Abu Dabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, comandantes analisaram a criação de uma zona desmilitarizada e canais de comunicação entre as forças armadas envolvidas.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, advertiu contra a expectativa de resultados imediatos no primeiro dia de conversas, afirmando que as negociações devem continuar na quarta-feira. Moscou divulgou poucos detalhes sobre os encontros anteriores, e o Kremlin voltou a designar como chefe da delegação o assessor presidencial Vladimir Medinsky, que liderou as negociações diretas com a Ucrânia em Istambul em 2022.
— Bem, temos grandes conversas. Vai ser muito fácil. Quero dizer, vejam, até agora, a Ucrânia é melhor que se sente à mesa rapidamente. É tudo o que digo — disse Trump a bordo do Air Force One na segunda-feira.
Combates continuam
Enquanto as delegações se reuniam, os combates prosseguiam ao longo da linha de frente de aproximadamente 1.250 quilômetros. Durante a madrugada, a Rússia lançou quase 400 drones de longo alcance e 29 mísseis contra 12 regiões da Ucrânia, segundo o presidente Volodymyr Zelensky. Nove pessoas ficaram feridas, entre elas crianças.
Uma barraca na cama: Sem energia, moradores de Kiev improvisam para se aquecer em meio a inverno rigoroso
Zelensky afirmou que dezenas de milhares de moradores ficaram sem aquecimento e água encanada na cidade portuária de Odessa, no sul do país, após os ataques. Em publicação nas redes sociais, escreveu: “Quanto mais esse mal vier da Rússia, mais difícil será para todos chegar a qualquer acordo com eles. Os parceiros precisam entender isso. Antes de tudo, isso diz respeito aos Estados Unidos.” O presidente também declarou que Moscou deve ser “responsabilizada” pelos ataques, que, segundo ele, minam os esforços americanos por um acordo de paz.
“Concordamos com todas as propostas realistas dos Estados Unidos, começando pela proposta de um cessar-fogo incondicional e de longo prazo”, publicou Zelensky em outra mensagem. Já o ministro ucraniano das Relações Exteriores, Adrii Sibiga, escreveu: “O alcance do desprezo da Rússia pelos esforços de paz: um ataque massivo com mísseis e drones contra a Ucrânia justamente antes da próxima rodada de negociações”.
A Rússia, por sua vez, afirmou ter destruído mais de 150 drones ucranianos em regiões do sul do país e na Crimeia, ocupada por forças de Moscou desde 2014. Também à Associated Press, uma autoridade de segurança ucraniana disse, sob condição de anonimato, que o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) utilizou drones de longo alcance para atingir o terminal de petróleo Tamanneftegaz, na região russa de Krasnodar, e a fábrica Metafrax Chemicals, na região de Perm, a mais de 1.600 quilômetros da fronteira com a Ucrânia.
Enxame de drones e guerra tecnológica: Brasileiro conta como é a dramática luta na linha de frente contra os russos
Desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022, o conflito se tornou o mais mortal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, com centenas de milhares de mortos, milhões de deslocados e extensas áreas do leste e do sul da Ucrânia devastadas pelos combates. (Com AFP)

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress