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A prisão do príncipe Andrew e a decisão do Palácio de Buckingham de iniciar um processo formal para retirada de seus títulos e honrarias reacenderam o debate em torno das acusações ligadas ao caso Epstein. Em meio às repercussões, a família de Virginia Giuffre, americana que o acusou de abuso sexual, declarou que sua coragem “derrubou um príncipe”.
Tudo o que se sabe sobre a prisão do ex-príncipe Andrew no dia em que completa 66 anos, em investigação ligada a Epstein
Prisão de Andrew: por que ele já não é príncipe e pode perder lugar na sucessão em meio ao caso Epstein
Em comunicado enviado à BBC, parentes de Giuffre afirmaram que “uma americana comum, vinda de uma família americana comum, derrubou um príncipe britânico, com sua verdade e sua coragem extraordinária”. Andrew, que sempre negou as acusações, firmou um acordo extrajudicial com ela sem admitir culpa e se afastou das funções oficiais da monarquia.
Além da retirada dos títulos, o Palácio informou que Andrew passará a ser conhecido como Andrew Mountbatten Windsor e foi notificado a deixar a Royal Lodge, residência ligada à realeza, para se mudar a um imóvel privado.
Prisão do ex-príncipe Andrew aconteceu após ‘avaliação minuciosa’, diz polícia: ‘Importante que protejamos a integridade da investigação’
Quem foi Virginia Giuffre?
Virginia Giuffre tornou-se uma das principais denunciantes do escândalo envolvendo o financista americano Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais e morto na prisão em 2019. Ela também acusou Ghislaine Maxwell, posteriormente condenada por tráfico de menores.
Em ação civil, Giuffre afirmou que foi abusada sexualmente por Andrew em 2001, quando tinha 17 anos, em encontros que teriam ocorrido em Londres, Nova York e nas Ilhas Virgens, supostamente intermediados por Epstein e Maxwell. O caso se tornou um dos mais emblemáticos do escândalo, ao envolver diretamente um membro da família real britânica, filho da rainha Elizabeth II.
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O processo foi encerrado após um acordo multimilionário firmado em 2022, sem reconhecimento de culpa por parte do príncipe. Anos antes, em 2009, Giuffre havia celebrado um acordo com Epstein no qual se comprometia a não processar outros “réus em potencial” em troca de US$ 500 mil, ponto que chegou a ser debatido judicialmente.
O que aconteceu com Virginia Giuffre?
Giuffre morreu em abril de 2025, na Austrália, onde vivia. Meses antes, havia sido hospitalizada após um grave acidente de carro e relatado nas redes sociais que enfrentava insuficiência renal. A família informou que sua morte foi consequência de danos psicológicos profundos associados a anos de abuso e exploração sexual.
“Não há palavras que possam expressar a profunda perda que sentimos”, afirmou o comunicado divulgado pelos parentes. Para eles, a trajetória de Virginia consolidou-se como símbolo de enfrentamento a figuras poderosas e de pressão por responsabilização em um dos maiores escândalos sexuais das últimas décadas.
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A prisão de Andrew Mountbatten-Windsor nesta quinta-feira (19) reacendeu não apenas o escândalo envolvendo o financista americano Jeffrey Epstein, mas também o debate sobre seu status dentro da monarquia britânica. Desde outubro de 2025, ele deixou de ser oficialmente tratado como príncipe e perdeu o uso do título de “Sua Alteza Real”, por decisão do rei Charles III.
Prisão do ex-príncipe Andrew aconteceu após ‘avaliação minuciosa’, diz polícia: ‘Importante que protejamos a integridade da investigação’
Príncipe Andrew: ligação com abusos de Epstein podem remover duque da linha de sucessão
Terceiro filho da rainha Elizabeth II e do príncipe Prince Philip, Andrew foi por décadas uma figura central da família real. A ruptura institucional ocorreu após o agravamento das repercussões de sua ligação com Epstein, condenado por crimes sexuais nos Estados Unidos. O Palácio de Buckingham anunciou a retirada formal do título de “príncipe” e iniciou o processo de revogação de honrarias e distinções, incluindo o ducado de York e condecorações históricas.
Sem funções públicas e afastado da vida oficial desde 2019, Andrew passou a ser identificado apenas como Andrew Mountbatten-Windsor. A decisão foi interpretada por analistas como uma tentativa de blindar a Coroa de novos desgastes.
Por que ele pode deixar a linha de sucessão
Apesar da perda de títulos e do tratamento real, Andrew ainda ocupa formalmente a oitava posição na linha de sucessão ao trono. A permanência decorre de regras estabelecidas por lei, e não de prerrogativa direta do soberano.
Especialistas em direito constitucional britânico observam que a exclusão da sucessão exigiria uma medida legislativa aprovada pelo Parlamento do Reino Unido. O tema voltou ao centro do debate após a divulgação de cerca de três milhões de documentos relacionados ao caso Epstein, agora sob análise de autoridades britânicas, e diante da prisão anunciada nesta quinta-feira.
A deputada trabalhista Rachael Maskell defendeu publicamente a retirada de Andrew da linha sucessória e cobrou maior transparência sobre sua atuação passada como enviado comercial do Reino Unido. Até o momento, contudo, não houve anúncio oficial de qualquer mudança em seu status sucessório.
A crise reforça um dilema institucional: embora a monarquia opere sob tradição e simbolismo, sua estrutura é regulada por normas legais específicas. A eventual exclusão de Andrew dependerá menos da vontade do rei e mais de um consenso político no Parlamento — cenário que, após a prisão, tende a ganhar novo fôlego.
A polícia britânica prendeu, nesta quarta-feira, o ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor. A detenção ocorreu em Norfolk, no dia do aniversário de 66 anos de Andrew, enquanto agentes realizam buscas em endereços nos condados de Berkshire e Norfolk. Em comunicado, as autoridades afirmaram que irmão do rei Charles III foi preso “como parte de uma investigação” por “má conduta no exercício das funções oficiais”.
Prisão de Andrew: Por que ele já não é príncipe e pode perder lugar na sucessão em meio ao caso Epstein?
Ex-príncipe preso: Tudo o que se sabe sobre a prisão de Andrew no dia em que completa 66 anos
Segundo a rede BBC, o ex-príncipe permanece sob custódia policial.
A polícia acrescentou, ainda, que não divulgaria oficialmente a identidade do detido, “conforme as diretrizes nacionais”, e alertou que o caso “está agora em andamento, portanto, deve-se ter cuidado com qualquer publicação para evitar desacato ao tribunal”.
O chefe assistente de polícia Oliver Wright declarou ainda que a prisão foi efetuada “após uma avaliação minuciosa”. Segundo ele, “é importante que protejamos a integridade e a objetividade de nossa investigação enquanto trabalhamos com nossos parceiros para apurar essa suposta infração”.
As autoridades também reconheceram o interesse público no caso: “Entendemos (…) e forneceremos atualizações no momento apropriado”.
Ligação com Jeffrey Epstein
A prisão do ex-príncipe aconteceu após a chegada de viaturas policiais à propriedade de Wood Farm, localizada na propriedade de Sandringham. Seis carros descaracterizados e cerca de oito agentes à paisana foram vistos chegando ao local pouco depois das 8h. Um dos policiais carregava um computador portátil de uso oficial. Parte das viaturas entrou pela frente da residência de cinco quartos, situada na vila de Wolferton, enquanto outras utilizaram a entrada traseira.
As autoridades estariam avaliando alegações que surgiram nos arquivos ligados ao caso Jeffrey Epstein, incluindo acusações de que Mountbatten-Windsor teria compartilhado informações sensíveis com o financista quando atuava como enviado comercial do Reino Unido.
Prisão do ex-príncipe Andrew aconteceu após ‘avaliação minuciosa’, diz polícia: ‘Importante que protejamos a integridade da investigação’
AFP
O crime de “misconduct in public office” no sistema jurídico britânico pode resultar em pena máxima de prisão perpétua.
Cerca de 30 minutos após a chegada, uma das viaturas deixou o local, seguida por outros dois veículos, um deles supostamente transportando a equipe de segurança de Mountbatten-Windsor.
O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor foi preso na manhã desta quinta-feira (19), dia em que completaria 66 anos, em Wood Farm, na propriedade de Sandringham, sob suspeita de má conduta em cargo público. A informação foi confirmada pela Polícia do Vale do Tâmisa, que não detalhou os fundamentos da detenção.
Entenda: Príncipe Andrew é preso após investigação ligada ao caso Epstein
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Pelo menos seis veículos descaracterizados entraram na propriedade por volta das 8h. Oito homens, que se acredita serem policiais à paisana, acessaram o imóvel carregando equipamentos que aparentavam ser laptops fornecidos pela polícia. Andrew estava morando em Wood Farm havia quase três semanas e havia sido visto publicamente apenas uma vez, na quinta-feira anterior.
Ele sempre negou qualquer irregularidade.
Investigações envolvem arquivos de Epstein e voos internacionais
A prisão ocorre no contexto da análise de cerca de três milhões de páginas de documentos ligados ao financista americano Jeffrey Epstein. Segundo autoridades, Andrew é investigado por quase uma dúzia de forças policiais após revelações de que teria compartilhado documentos confidenciais quando atuava como enviado comercial do Reino Unido entre 2001 e 2011.
De acordo com os arquivos, o príncipe teria encaminhado, em 2010, um e-mail com pelo menos quatro documentos relacionados a viagens oficiais. Também há registros de que documentos classificados como “confidenciais” sobre a proposta de reconstrução da província de Helmand, no Afeganistão, teriam sido enviados na véspera de Natal daquele ano. Enviados comerciais são obrigados a preservar informações sensíveis, conforme as diretrizes oficiais, e estão sujeitos à Lei de Segredos Oficiais.
Entre as linhas de apuração, a polícia examina até 90 voos para o terminal privado de Stansted realizados pelo jato de Epstein, sendo 15 após a condenação do financista, em 2008, por aliciar menores para fins sexuais. A Polícia de Essex analisa registros de voos e e-mails. Já as forças Metropolitana, de Surrey, Thames Valley, Norfolk e Bedfordshire revisam diferentes aspectos dos documentos, incluindo viagens para Luton e denúncias antigas.
A Polícia de Surrey busca acesso a arquivos não editados relacionados a uma acusação de abuso envolvendo Andrew e Ghislaine Maxwell, ex-companheira de Epstein. Parte dessas alegações constaria de um relatório do Federal Bureau of Investigation, incluído nos chamados “arquivos Epstein”.
A Polícia Metropolitana informou que mantém contato com o FBI e com a National Crime Agency para obter apoio técnico e documentos sem tarjas. A Polícia de Wiltshire também auxilia em apurações paralelas que envolvem o membro da Câmara dos Lordes Peter Mandelson, com buscas realizadas em propriedades ligadas a ele.
Mais cedo, o primeiro-ministro Keir Starmer afirmou, em entrevista à BBC, que qualquer pessoa com informações relevantes deve se apresentar às autoridades. “Seja Andrew ou qualquer outra pessoa, todos que tenham dados pertinentes devem colaborar”, declarou.
A Polícia do Vale do Tâmisa informou que está em contato com a promotoria para avaliar as alegações. O crime de má conduta em cargo público pode resultar em pena máxima de prisão perpétua.
Enquanto as investigações avançam, operários seguem reformando Marsh Farm, residência para onde Andrew planejava se mudar em abril, com a instalação recente de cerca de segurança e antena de televisão. Ainda não há previsão sobre os próximos passos do processo.
O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor foi detido na manhã desta quinta-feira após a chegada de viaturas policiais à propriedade de Wood Farm, localizada na propriedade de Sandringham, no condado de Norfolk, segundo confirmou a Thames Valley Police. A detenção ocorreu no dia em que ele completa 66 anos.
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Seis carros descaracterizados e cerca de oito agentes à paisana foram vistos chegando ao local pouco depois das 8h. Um dos policiais carregava um computador portátil de uso oficial. Parte das viaturas entrou pela frente da residência de cinco quartos, situada na vila de Wolferton, enquanto outras utilizaram a entrada traseira.
Em comunicado, a polícia afirmou: “Como parte da investigação, prendemos hoje (19/2) um homem na casa dos 60 anos, de Norfolk, sob suspeita de má conduta em cargo público e estamos realizando buscas em endereços em Berkshire e Norfolk. O homem permanece sob custódia.”
As autoridades estariam avaliando alegações que surgiram nos arquivos ligados ao caso Jeffrey Epstein, incluindo acusações de que Mountbatten-Windsor teria compartilhado informações sensíveis com o financista quando atuava como enviado comercial do Reino Unido.
O crime de “misconduct in public office” no sistema jurídico britânico pode resultar em pena máxima de prisão perpétua.
O assistente-chefe de polícia Oliver Wright declarou que, após análise preliminar, foi aberta investigação formal para apurar as alegações. Segundo ele, é fundamental preservar a integridade e a objetividade do processo enquanto as autoridades trabalham com parceiros institucionais.
Cerca de 30 minutos após a chegada, uma das viaturas deixou o local, seguida por outros dois veículos, um deles supostamente transportando a equipe de segurança de Mountbatten-Windsor.
Nota da polícia na íntegra
“Como parte da investigação, hoje (19/2) prendemos um homem na casa dos sessenta anos, de Norfolk, sob suspeita de má conduta em cargo público, e estamos realizando buscas em endereços em Berkshire e Norfolk.
“O homem permanece sob custódia policial neste momento.
“Não divulgaremos o nome do homem preso, conforme as diretrizes nacionais. Lembre-se também de que este caso está agora em andamento, portanto, deve-se ter cuidado com qualquer publicação para evitar desacato ao tribunal.
“O chefe assistente de polícia Oliver Wright disse: ‘Após uma avaliação minuciosa, agora abrimos uma investigação sobre esta alegação de má conduta em cargo público.
‘É importante que protejamos a integridade e a objetividade de nossa investigação enquanto trabalhamos com nossos parceiros para apurar essa suposta infração.
‘Entendemos o significativo interesse público neste caso e forneceremos atualizações no momento apropriado.'”
Após quase um século e meio de incertezas, foi localizado no Lago Michigan o naufrágio do Lac La Belle, embarcação a vapor que afundou durante uma tempestade em 1872 e deixou mortos. A descoberta, anunciada na semana passada por um caçador de naufrágios dos Estados Unidos, encerra um dos enigmas históricos da navegação na região e traz novos detalhes sobre o estado de preservação do navio.
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A vastidão do lago contribuía para o enigma enfrentado por aqueles que buscavam o local de descanso final do Lac La Belle. A embarcação jamais completou a travessia e afundou em águas de Wisconsin. Oito pessoas morreram depois que um dos botes salva-vidas virou. Com a passagem do tempo, permaneceu a dúvida: o navio algum dia seria encontrado?
A resposta veio nquando Paul Ehorn, caçador de naufrágios e mergulhador, anunciou ter localizado o Lac La Belle.
Aos 80 anos, Ehorn afirma que nunca esquecerá o momento em que recebeu um sinal em seu sonar de varredura lateral enquanto investigava um quadrante do lago com cerca de 129 quilômetros quadrados e centenas de metros de profundidade.
— Você simplesmente fica eufórico — disse Ehorn em entrevista: — Dá vontade de pular de alegria. Você encontrou mais um mistério.
Segundo ele, os destroços foram identificados inicialmente em outubro de 2022, mas a descoberta só agora se tornou pública. O intervalo, explicou, foi necessário para que os dois mergulhadores recrutados — John Scoles e John Janzen — alcançassem o local e registrassem fotos e vídeos.
— Fica muito longe da costa — disse Ehorn: — Tivemos ondas de quase 7 metros aqui há algumas semanas.
O mergulhador, que soube do naufrágio ainda na adolescência, deve apresentar a descoberta em março, durante o Ghost Ships Festival, evento realizado em Manitowoc, Wisconsin, dedicado a naufrágios, arqueologia náutica e história marítima.
Brendon Baillod, presidente do festival e da Wisconsin Underwater Archaeology Association, responsável pela organização, afirmou que localizar o Lac La Belle foi um desafio considerável.
— Fiquei realmente boquiaberto — disse Baillod: — Eu disse: como diabos você foi até lá e encontrou isso?
O naufrágio
Registros históricos indicam que o vapor transportava 53 passageiros e tripulantes quando deixou Milwaukee rumo a Grand Haven, Michigan, na noite de 13 de outubro de 1872. No porão, havia 19 mil bushels de cevada, 1.200 barris de farinha, 50 barris de carne suína e 25 barris de uísque.
Com aproximadamente 66 metros de comprimento, o navio possuía salão principal elegante, lustres ornamentados, cabines e salas de estar separadas para homens e mulheres, segundo Baillod.
Naquela noite, a embarcação enfrentou mar agitado durante uma tempestade e sofreu um vazamento cerca de duas horas após o início de uma travessia prevista para durar entre seis e oito horas.
— Foi um vazamento rápido — disse Baillod: — Eles não sabiam de onde vinha.
Por volta da meia-noite, W. Sanderson, escriturário do navio, percebeu que algo estava terrivelmente errado. O vapor começou a adernar violentamente, e a água inundou as caldeiras.
“Por volta das 5 da manhã ficou evidente que o vapor iria afundar”, disse Sanderson posteriormente ao jornal The Port Huron Daily Times. A tripulação então conduziu os passageiros aos botes salva-vidas e observou à distância enquanto o grande navio de madeira inclinava-se até desaparecer sob a superfície.
Este foi o segundo naufrágio envolvendo o Lac La Belle. Em 1866, a embarcação havia colidido com outro navio no rio St. Clair, entre Michigan e Ontário. O vapor foi içado em 1869, reformado e devolvido ao serviço.
Quase 150 anos depois do afundamento, Ehorn lançou novamente seu sonar nas águas calmas do lago, desenrolando cerca de aproximadamente 183 metros de cabo.
— Eu poderia ter deixado passar — disse o mergulhador, morador de Elgin, Illinois.
Os destroços encontram-se a centenas de pés de profundidade, exigindo mergulho técnico especializado e equipamentos específicos para acesso. Uma das duas hélices está ausente, mas parte da carga permanece preservada, incluindo uma pilha de cevada que parecia coberta de mofo, segundo Ehorn.
As coordenadas exatas do naufrágio permanecem sob sigilo.
— Não queremos pessoas indo até lá em busca de lembranças antes que o naufrágio seja devidamente documentado — disse Baillod.
O ex-goleiro paraguaio José Luis Chilavert voltou a protagonizar polêmica ao comentar a denúncia de racismo feita por Vinícius Júnior contra o argentino Gianluca Prestianni, após a vitória do Real Madrid por 1 a 0 sobre o Benfica, pela Liga dos Campeões.
Em entrevista à Rádio Rivadavia, da Argentina, o ex-jogador de 60 anos declarou apoio a Prestianni e criticou o atacante brasileiro.
— Me solidarizo com Prestianni porque Vinicius é o primeiro a insultar todos. O primeiro insulto veio do lado do jogador de pele negra — afirmou.
A declaração faz referência ao episódio ocorrido durante a partida, que está sob investigação da Uefa após Vini Jr alegar ter sido chamado de “mono” pelo jogador do Benfica.
Chilavert defendeu que o argentino não deveria ser punido pela entidade europeia. Segundo ele, uma eventual sanção abriria precedentes que, em sua visão, descaracterizariam o futebol.
O ex-goleiro também questionou o debate atual sobre discriminação no esporte e afirmou que o futebol “sempre foi um ambiente de provocações”, acrescentando críticas ao uso de tecnologia e microfones dentro de campo.
Chilavert já havia feito críticas públicas a Vini Jr anteriormente, em declarações que repercutiram no futebol sul-americano e europeu. O paraguaio, que atuou no Real Zaragoza entre 1988 e 1991, tem se manifestado com frequência sobre episódios envolvendo racismo no futebol europeu.
A prefeita de Washington declarou estado de emergência nesta quarta-feira após um grande vazamento de esgoto e pediu ajuda à Casa Branca, depois que o governo do presidente Donald Trump criticou as autoridades locais por sua resposta à emergência.
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Há um mês, uma tubulação que transportava resíduos da capital dos Estados Unidos e de partes dos estados vizinhos de Maryland e Virgínia sofreu uma ruptura, o que provocou o vazamento de centenas de milhões de litros de dejetos no rio Potomac.
O desastre ecológico virou um perigo para o ecossistema e para os moradores que utilizam o rio como fonte de água potável, ao mesmo tempo em que inflamou a disputa política entre o republicano Trump e uma estrela em ascensão do Partido Democrata, o governador de Maryland, Wes Moore.
A prefeita de Washington, Muriel Bowser, solicitou uma declaração presidencial de desastre e “declarou uma emergência pública local” para receber recursos federais, informou seu gabinete em comunicado.
Cientistas detectaram concentrações perigosamente elevadas de bactérias procedentes de matéria fecal, incluindo a “E. coli”, nas águas afetadas pelo vazamento.
Como o vazamento ocorreu em Maryland, rio acima de Washington, grande parte dele acabou chegando às águas que margeiam a capital americana.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, acusou Moore de ter “abandonado e negligenciado” a tubulação de 60 anos e afirmou que o governo federal estava pronto para intervir e ajudar, se fosse solicitado.
Na terça-feira, Trump publicou uma mensagem contundente em sua rede Truth Social direcionada às autoridades de Maryland, Virgínia e Washington: “Se vocês não conseguem fazer o trabalho, têm que me ligar e pedir, educadamente, que eu resolva”.
Um memorial erguido em homenagem a Renee Good foi incendiado na noite desta terça-feira (17) em Minneapolis, nos Estados Unidos. Segundo o jornal The Minnesota Star Tribune, o fogo começou em uma exposição com flores, cartazes e uma pilha de madeira dedicada à memória da mulher, morta no mês passado por um agente do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE). As autoridades classificaram o episódio como “suspeito” e afirmaram que a estrutura foi deliberadamente encharcada com gasolina.
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O Departamento de Polícia de Minneapolis abriu investigação. Até esta quarta-feira (18), nenhum suspeito havia sido preso. Apesar dos danos a parte da cerca e de materiais expostos desde 7 de janeiro, não houve feridos. O memorial havia sido coberto com uma lona na noite anterior, o que ajudou a conter prejuízos maiores.
De acordo com o Star Tribune, por volta das 21h o fotojornalista Ryan Vizzions, de 43 anos, sentiu cheiro de gasolina dentro de sua van, estacionada nas proximidades. “Olhei pelo para-brisa e vi laranja”, relatou ao jornal. Moradores, alertados pelas chamas, correram com extintores e conseguiram controlar o fogo antes que se espalhasse. Um vídeo publicado por Vizzions nas redes sociais mostra a área isolada por fita policial e um caminhão do corpo de bombeiros no local. Em determinado momento, aparece uma garrafa aberta de gasolina caída na calçada.
O vereador Jason Chavez, que representa o distrito onde Good foi baleada, classificou o ato como “desprezível” em publicação na plataforma Bluesky e informou ter contatado o Corpo de Bombeiros. Ele afirmou que equipes municipais trabalharão com a comunidade para reforçar a segurança na região e reiterou pedidos de justiça para Good e Alex Pretti.
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Renee Good, de 37 anos e mãe de três filhos, foi baleada pelo agente do ICE Johnathan Ross após, segundo as autoridades, ignorar ordens para sair do carro, dar marcha à ré e tentar deixar o local durante um protesto. Socorristas relataram quatro ferimentos por arma de fogo: dois no peito, um no antebraço esquerdo e um no lado esquerdo da cabeça.
A morte desencadeou protestos em Minneapolis e repercussão nacional. Há uma investigação criminal federal em andamento sobre o caso, e o Departamento de Investigação Criminal de Minnesota informou que teve acesso às provas negado.
No início do mês, Becca Good, esposa de Renee, participou de uma vigília no Powderhorn Park. Segundo o The New York Times, ela optou por não discursar diretamente e entregou uma declaração para ser lida pela rabina Arielle Lekach-Rosenberg. A revista People relatou que, no texto, Becca agradeceu o apoio da comunidade e destacou a solidariedade recebida nas semanas seguintes à morte da companheira. Também afirmou que outras famílias da cidade enfrentam perdas semelhantes, mesmo sem a mesma visibilidade pública.
Moradores dizem permanecer atentos após o incêndio. “Estamos em estado de alerta máximo”, afirmou a vizinha Wren Clinefelter ao Star Tribune, descrevendo o sentimento de frustração diante da tentativa de destruir um espaço de homenagem.
Os Estados Unidos ampliaram nas últimas semanas sua presença militar no entorno do Irã, em um movimento descrito pelo presidente Donald Trump como uma “armada”. Embora Trump ainda não tenha autorizado ação militar, autoridades afirmam que o governo avalia diferentes cenários, inclusive a possibilidade de ataques nos próximos dias.
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O reforço inclui o porta-aviões USS Abraham Lincoln, acompanhado por três destróieres equipados com mísseis Tomahawk — embarcações semelhantes às usadas em ataques contra instalações nucleares iranianas em junho passado. As aeronaves embarcadas, como caças F-35 e F/A-18, estão dentro do raio de alcance de dezenas de alvos em território iraniano.
Segundo grupo de ataque
Em uma escalada adicional, o Pentágono ordenou o envio de um segundo grupo de ataque liderado pelo porta-aviões USS Gerald R. Ford, considerado o mais avançado da Marinha americana. A embarcação e três destróieres de escolta estavam a caminho do Estreito de Gibraltar, segundo dados de rastreamento analisados pela imprensa americana.
Com o deslocamento de novos navios para o Mar Arábico, o número de destróieres dos EUA na região ampliada chega a 13.
Jordânia vira eixo aéreo
A Base Aérea de Muwaffaq Salti Air Base, no leste da Jordânia, tornou-se um dos principais centros operacionais da mobilização. Desde meados de janeiro, ao menos duas ondas de aeronaves de ataque chegaram ao local, elevando o total para cerca de 30.
Além dos caças, foram identificados quatro aviões de guerra eletrônica — usados para interferir em radares e comunicações — e ao menos cinco drones MQ-9 Reaper. Imagens de satélite também indicam a presença de aeronaves de reabastecimento e reconhecimento.
O Pentágono enviou sistemas adicionais de defesa aérea Patriot missile system e THAAD para proteger tropas americanas de eventuais ataques com mísseis iranianos de curto e médio alcance.
Atualmente, estima-se que entre 30 mil e 40 mil militares dos EUA estejam distribuídos no Oriente Médio. Bombardeiros de longo alcance baseados nos Estados Unidos também operam em nível de alerta acima do normal. Parte das aeronaves de apoio foi deslocada para a base de Diego Garcia, no Oceano Índico, ponto

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