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O britânico Andrew Mountbatten Windsor, irmão mais novo do rei Charles III, foi preso nesta quinta-feira sob suspeita de má conduta no exercício de função pública durante o período em que atuou como enviado especial de comércio do Reino Unido. A detenção ocorre após novas revelações em arquivos relacionados ao financista Jeffrey Epstein.
Prisão do ex-príncipe Andrew aconteceu após ‘avaliação minuciosa’, diz polícia: ‘Importante que protejamos a integridade da investigação’
Veja os principais marcos de sua trajetória:
• 19 de fevereiro de 1960 – Nasce em Londres como príncipe Andrew Albert Christian Edward, terceiro filho da rainha Elizabeth II e do príncipe Philip.
• 1973 – Ingressa no colégio Gordonstoun, na Escócia, assim como o pai e o irmão mais velho, então príncipe Charles.
• 1979 – Entra para a Marinha Real britânica. Em 1982, atua como piloto de helicóptero na Guerra das Malvinas, conflito entre Reino Unido e Argentina.
• Julho de 1986 – Casa-se com Sarah Ferguson na Abadia de Westminster. Recebem os títulos de duque e duquesa de York. O casal tem duas filhas: Beatrice (1988) e Eugenie (1990).
• 1992 – O casal se separa; o divórcio é formalizado em 1996.
• 2001 – Após deixar a Marinha, Andrew é nomeado representante especial do Reino Unido para comércio e investimento internacional.
• 10 de março de 2001 – Virginia Giuffre afirma posteriormente que teria sido forçada a manter relações sexuais com Andrew quando tinha 17 anos. O ex-príncipe sempre negou as acusações.
• Julho de 2011 – Deixa o cargo de enviado comercial em meio a críticas por sua relação com Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais nos Estados Unidos.
• Novembro de 2019 – Afasta-se das funções públicas após entrevista à BBC considerada desastrosa, na qual comentou suas ligações com Epstein e Giuffre.
• Agosto de 2021 – Giuffre move ação civil nos EUA por agressão sexual.
• Janeiro de 2022 – A rainha Elizabeth II retira os títulos militares e patrocínios reais do filho.
• Fevereiro de 2022 – Andrew fecha acordo multimilionário para encerrar o processo civil movido por Giuffre, sem admissão de culpa.
• Setembro de 2022 – Morre Elizabeth II, e Charles III assume o trono.
• Dezembro de 2024 – Novo escândalo surge após revelações sobre laços com um empresário chinês investigado por suspeita de espionagem.
• 30 de outubro de 2025 – Charles III retira de Andrew o título de príncipe e o afasta da residência em Windsor. Ele passa a ser conhecido oficialmente como Andrew Mountbatten Windsor e se muda para a propriedade real de Sandringham, em Norfolk.
• Janeiro de 2026 – Nova leva de documentos ligados a Epstein divulga fotografias e e-mails constrangedores de Andrew trocados com o financista em 2010.
• Fevereiro de 2026 – Ao menos nove forças policiais britânicas confirmam que analisam as novas informações.
• 19 de fevereiro de 2026 – No dia em que completa 66 anos, Andrew é preso em Sandringham sob suspeita de má conduta durante seu período como enviado comercial.
O Departamento de Justiça do estado do Novo México informou nesta quarta-feira que está investigando uma denúncia segundo a qual o financista Jeffrey Epstein teria ordenado o enterro de duas jovens estrangeiras nas colinas próximas ao seu rancho no estado.
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A alegação veio à tona a partir de documentos divulgados recentemente pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. A porta-voz da procuradoria estadual, Lauren Rodriguez, afirmou que solicitou às autoridades federais uma versão sem tarjas de um e-mail de 2019 que contém a acusação.
Segundo Rodriguez, o estado conduz uma apuração ativa e também revisa outras informações tornadas públicas na nova leva de arquivos relacionados a Epstein.
E-mail mencionava vídeos e supostos corpos
De acordo com a agência Reuters, o e-mail, enviado meses após a morte de Epstein, foi encaminhado a Eddy Aragon, apresentador de rádio no Novo México que havia comentado sobre o Zorro Ranch em seu programa.
O remetente, que se identificava como ex-funcionário da propriedade, pediu o pagamento de um bitcoin em troca de vídeos que, segundo ele, mostrariam Epstein mantendo relações sexuais com menores. A mensagem também mencionava que duas jovens estrangeiras teriam sido enterradas “nas colinas fora do Zorro”, afirmando que teriam morrido por estrangulamento durante ato sexual violento.
Aragon declarou, em entrevista por telefone, que considerou o e-mail legítimo e o encaminhou imediatamente ao FBI. Ele afirmou não ter efetuado pagamento nem mantido contato posterior com o remetente.
Um relatório do FBI de 2021, também incluído na recente divulgação de documentos, registra que Aragon compareceu a um escritório da agência para relatar a mensagem, que oferecia sete vídeos e a localização dos supostos corpos em troca da criptomoeda.
Até o momento, não há nos documentos públicos outras referências que confirmem ou detalhem a veracidade das acusações. O Departamento de Justiça dos EUA alertou anteriormente que parte dos arquivos relacionados a Epstein contém alegações anônimas não corroboradas, algumas consideradas falsas pelos investigadores.
A nova apuração ocorre paralelamente a uma investigação legislativa lançada pelo estado do Novo México sobre acusações de abuso sexual que teriam ocorrido no rancho de Epstein, localizado a cerca de 48 quilômetros ao sul de Santa Fé.
Epstein arrendou aproximadamente 503 hectares de terras estaduais ao redor da propriedade em 1993. Os contratos foram cancelados em setembro de 2019, após autoridades concluírem que as áreas não estavam sendo utilizadas para atividades agrícolas ou pecuárias.
Imagens divulgadas pela rede BBC mostram o momento em que agentes chegam à Sandringham House, uma das propriedades da família real e local onde o ex-príncipe Andrew passava a maior parte do tempo desde que deixou a residência Royal Lodge, após perder os títulos reais. Os policiais chegaram em veículos descaracterizados na manhã desta quinta-feira, quando Andrew foi detido como parte de uma investigação por “má conduta no exercício das funções oficiais”.
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Andrew Mountbatten-Windsor foi preso por agentes da Polícia do Vale do Tâmisa, que realizaram buscas em Norfolk e Berkshire. Não se sabe, no entanto, em que local exatamente o ex-príncipe foi preso.
Prisão de Andrew: imagens mostram momento em que policiais à paisana chegam a propriedade do ex-príncipe
Reprodução/Youtube
Prisão de Andrew: imagens mostram momento em que policiais à paisana chegam a propriedade do ex-príncipe
Reprodução/Youtube
Segundo um especialista em segurança pública consultado pela BBC, a polícia britânica pode manter o ex-príncipe detido por até 96 horas. No entanto, para que esse período máximo seja atingido, seriam necessárias sucessivas autorizações de oficiais superiores e juízes.
Ainda de acordo com Danny Shaw, comentarista especializado em segurança, o procedimento mais comum é que suspeitos permaneçam sob custódia por 12 ou 24 horas, sendo posteriormente formalmente acusados ou liberados enquanto as investigações continuam.
Durante a detenção, Andrew deve permanecer em uma cela de uma área de custódia equipada apenas com cama e vaso sanitário, aguardando o momento do interrogatório policial. O comentarista ressaltou ainda que não há previsão de tratamento diferenciado.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o horário exato da prisão nem sobre o local onde ele está detido.
Prisão no dia do aniversário
A detenção ocorreu em Norfolk, no dia do aniversário de 66 anos de Andrew. Em comunicado, as autoridades afirmaram que irmão do rei Charles III foi preso “como parte de uma investigação” por “má conduta no exercício das funções oficiais”.
Segundo a rede BBC, o ex-príncipe permanece sob custódia policial.
A polícia acrescentou, ainda, que não divulgaria oficialmente a identidade do detido, “conforme as diretrizes nacionais”, e alertou que o caso “está agora em andamento, portanto, deve-se ter cuidado com qualquer publicação para evitar desacato ao tribunal”.
O chefe assistente de polícia Oliver Wright declarou ainda que a prisão foi efetuada “após uma avaliação minuciosa”. Segundo ele, “é importante que protejamos a integridade e a objetividade de nossa investigação enquanto trabalhamos com nossos parceiros para apurar essa suposta infração”.
As autoridades também reconheceram o interesse público no caso: “Entendemos (…) e forneceremos atualizações no momento apropriado”.
Ligação com Jeffrey Epstein
A prisão do ex-príncipe aconteceu após a chegada de viaturas policiais à propriedade de Wood Farm, localizada na propriedade de Sandringham. Seis carros descaracterizados e cerca de oito agentes à paisana foram vistos chegando ao local pouco depois das 8h. Um dos policiais carregava um computador portátil de uso oficial. Parte das viaturas entrou pela frente da residência de cinco quartos, situada na vila de Wolferton, enquanto outras utilizaram a entrada traseira.
As autoridades estariam avaliando alegações que surgiram nos arquivos ligados ao caso Jeffrey Epstein, incluindo acusações de que Mountbatten-Windsor teria compartilhado informações sensíveis com o financista quando atuava como enviado comercial do Reino Unido.
Prisão do ex-príncipe Andrew aconteceu após ‘avaliação minuciosa’, diz polícia: ‘Importante que protejamos a integridade da investigação’
AFP
O crime de “misconduct in public office” no sistema jurídico britânico pode resultar em pena máxima de prisão perpétua.
Cerca de 30 minutos após a chegada, uma das viaturas deixou o local, seguida por outros dois veículos, um deles supostamente transportando a equipe de segurança de Mountbatten-Windsor.
Mais de 75 mil pessoas foram mortas nos primeiros 16 meses da guerra entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza , pelo menos 25 mil a mais do que o número de mortos anunciado pelas autoridades na época, de acordo com um estudo publicado na quarta-feira na revista Lancet. A pesquisa também constatou que os dados divulgados pelo Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, sobre a proporção de mulheres, crianças e idosos entre os mortos eram precisos.
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O estudo constatou que um total de 42.200 mulheres, crianças e idosos morreram entre 7 de outubro de 2023, quando o Hamas lançou um ataque surpresa contra Israel que desencadeou uma devastadora ofensiva retaliatória em Gaza, e 5 de janeiro de 2025. Essas mortes representaram 56% das mortes violentas em Gaza.
“As evidências combinadas sugerem que até 5 de janeiro de 2025 3 a 4% da população da Faixa de Gaza havia sido morta violentamente e que houve um número substancial de mortes não violentas causadas indiretamente pelo conflito”, escreveram os autores do estudo, uma equipe que inclui um economista, um demógrafo, um epidemiologista e especialistas em pesquisas.
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Desde o início da guerra, o número exato de mortos em Gaza tem sido controverso, embora no mês passado um alto funcionário da Segurança israelense tenha afirmado que os dados compilados pelas autoridades de Saúde do enclave eram, em geral, precisos. O oficial afirmou que cerca de 70 mil palestinos foram mortos em ataques israelenses ao território desde outubro de 2023, sem contar os desaparecidos.
Em novembro do ano passado, uma equipe de pesquisa do Instituto Max Planck de Pesquisa Demográfica estimou que 78.318 pessoas foram mortas em Gaza entre 7 de outubro de 2023 e 31 de dezembro de 2024 – quase o mesmo período do estudo da Lancet. Mas essa pesquisa também sugeriu um número muito maior de mortes indiretas, que contribuíram para uma redução da expectativa de vida em Gaza em 44% em 2023 e em 47% em 2024.
As autoridades de Saúde de Gaza afirmam, agora, que o número de vítimas diretas dos ataques israelenses ultrapassou 71.660 pessoas, incluindo mais de 570 mortos desde que o cessar-fogo entrou em vigor em outubro do ano passado.
Um outro estudo da Lancet publicado no ano passado mostrou que o número de mortos em Gaza durante os primeiros nove meses da guerra, divulgado pelo Ministério da Saúde do território palestino, foi cerca de 40% menor do que a estimativa da época. A nova pesquisa, portanto, sugere que o número oficial de mortes foi subnotificado por uma margem semelhante.
O estudo — que se baseou em um levantamento com 2 mil famílias em Gaza, às quais foi solicitado que fornecessem detalhes sobre as mortes de seus parentes — abrange o período mais intenso e letal da ofensiva israelense, mas não o período mais crítico da crise humanitária no território. Em agosto do ano passado, por exemplo, especialistas apoiados pela ONU declararam fome em Gaza.
A proporção de combatentes e não combatentes entre os mortos em Gaza também tem sido alvo de intensa controvérsia. Autoridades israelenses alegam que seus ataques mataram um número quase igual de cada grupo. O novo estudo, porém, contradiz essa afirmação.
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Ao jornal britânico Guardian, Michael Spagat, professor de economia da Universidade de Londres e um dos autores do estudo, afirmou que chegar a um número definitivo de mortos no conflito levaria muito tempo e recursos consideráveis.
— Não é garantido que haverá um projeto de pesquisa multimilionário para reconstruir o que realmente aconteceu. Levará muito tempo até que tenhamos um levantamento completo de todas as pessoas mortas em Gaza, se é que algum dia chegaremos lá — afirmou o professor.
ONU alerta sobre ‘limpeza étnica’
Os crescentes ataques israelenses e a transferência forçada de civis palestinos “despertam temores de uma limpeza étnica” na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, advertiu a ONU nesta quinta-feira. O Escritório de Direitos Humanos da ONU afirmou que o impacto acumulado da ação militar israelense durante a guerra em Gaza, somado ao bloqueio do território, criou condições de vida “cada vez mais incompatíveis com a existência contínua dos palestinos como um grupo em Gaza”.
“Os ataques intensificados, a destruição metódica de bairros inteiros e a recusa de assistência humanitária parecem ter como objetivo uma mudança demográfica permanente em Gaza”, afirmou o escritório em um relatório. “Isto, em conjunto com as transferências forçadas, que parecem ter como finalidade um deslocamento permanente, suscita preocupação com uma limpeza étnica em Gaza e na Cisjordânia”, acrescenta o documento.
Na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém Leste anexada, o relatório, que envolve o período de 1º de novembro de 2024 a 31 de outubro de 2025, destaca que o “uso sistemático da força ilícita” pelas forças de segurança israelenses, as detenções arbitrárias e a “demolição extensiva ilegal” das casas dos palestinos acontecem para “discriminar sistematicamente, oprimir, controlar e dominar o povo palestino”.
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Em Gaza, o relatório condena as contínuas mortes e mutilações de “um número sem precedentes de civis”, a propagação da fome e a destruição do que “resta da infraestrutura civil”. Durante os 12 meses abordados pelo relatório, pelo menos 463 palestinos, incluindo 157 crianças, morreram de fome em Gaza, aponta o documento.
“Os palestinos enfrentaram a opção desumana de morrer de fome ou arriscar-se a morrer tentando conseguir comida”, afirma.
No período, o Hamas e outros grupos armados palestinos mantiveram reféns israelenses e estrangeiros capturados nos ataques de 7 de outubro de 2023 – mortos ou vivos – como “peças de negociação”. Segundo o escritório da ONU, o tratamento dos reféns constitui um crime de guerra.
O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, advertiu que o mundo está presenciando “passos rápidos para mudar de forma permanente a demografia do território palestino ocupado”. “A impunidade não é abstrata, mata. A responsabilização é indispensável. É o pré-requisito para uma paz justa e duradoura na Palestina e em Israel”, afirmou Türk em comunicado.
(Com AFP)
O rei Charles III se pronunciou oficialmente após a prisão do irmão mais novo e ex-príncipe Andrew, nesta quinta-feira, alvo de uma investigação por “má conduta no exercício das funções oficiais”.
Prisão de Andrew: Por que ele já não é príncipe e pode perder lugar na sucessão em meio ao caso Epstein?
Ex-príncipe preso: Tudo o que se sabe sobre a prisão de Andrew no dia em que completa 66 anos
No comunicado, divulgado pela BBC, o monarca afirmou ter recebido a notícia “com a mais profunda preocupação” e destacou que o caso deve seguir “um processo completo, justo e adequado”, conduzido pelas autoridades competentes.
Ele também reiterou apoio integral às investigações. “Como já disse antes, eles contam com nosso apoio e cooperação plenos e irrestritos”, declarou.
O rei ressaltou ainda que não fará novos comentários enquanto o procedimento estiver em andamento. “Permitam-me afirmar com clareza: a lei deve seguir seu curso. À medida que esse processo continua, não seria correto comentar mais sobre este assunto”, afirmou.
Por fim, acrescentou que a família real manterá suas funções públicas normalmente.
Leia o pronunciamento do rei Charles III na íntegra
“Tomei conhecimento, com a mais profunda preocupação, das notícias sobre Andrew Mountbatten-Windsor e da suspeita de má conduta em cargo público.
O que se segue agora é o processo completo, justo e adequado pelo qual essa questão será investigada da maneira apropriada e pelas autoridades competentes.
Nesse sentido, como já disse antes, eles contam com nosso apoio e cooperação plenos e irrestritos.
Permitam-me afirmar com clareza: a lei deve seguir seu curso.
À medida que esse processo continua, não seria correto que eu comentasse mais sobre este assunto.
Enquanto isso, minha família e eu continuaremos em nosso dever e serviço a todos vocês.
Charles R.”
Prisão no dia do aniversário
A detenção do ex-príncipe Andrew ocorreu em Norfolk, no dia em que ele comemora o aniversário de 66 anos, enquanto agentes realizam buscas em endereços nos condados de Berkshire e Norfolk. Em comunicado, as autoridades afirmaram que irmão do rei Charles III foi preso “como parte de uma investigação” por “má conduta no exercício das funções oficiais”.
Segundo a rede BBC, o ex-príncipe permanece sob custódia policial.
A polícia acrescentou, ainda, que não divulgaria oficialmente a identidade do detido, “conforme as diretrizes nacionais”, e alertou que o caso “está agora em andamento, portanto, deve-se ter cuidado com qualquer publicação para evitar desacato ao tribunal”.
O chefe assistente de polícia Oliver Wright declarou ainda que a prisão foi efetuada “após uma avaliação minuciosa”. Segundo ele, “é importante que protejamos a integridade e a objetividade de nossa investigação enquanto trabalhamos com nossos parceiros para apurar essa suposta infração”.
As autoridades também reconheceram o interesse público no caso: “Entendemos (…) e forneceremos atualizações no momento apropriado”.
Ligação com Jeffrey Epstein
A prisão do ex-príncipe aconteceu após a chegada de viaturas policiais à propriedade de Wood Farm, localizada na propriedade de Sandringham. Seis carros descaracterizados e cerca de oito agentes à paisana foram vistos chegando ao local pouco depois das 8h. Um dos policiais carregava um computador portátil de uso oficial. Parte das viaturas entrou pela frente da residência de cinco quartos, situada na vila de Wolferton, enquanto outras utilizaram a entrada traseira.
As autoridades estariam avaliando alegações que surgiram nos arquivos ligados ao caso Jeffrey Epstein, incluindo acusações de que Mountbatten-Windsor teria compartilhado informações sensíveis com o financista quando atuava como enviado comercial do Reino Unido.
Prisão do ex-príncipe Andrew aconteceu após ‘avaliação minuciosa’, diz polícia: ‘Importante que protejamos a integridade da investigação’
AFP
O crime de “misconduct in public office” no sistema jurídico britânico pode resultar em pena máxima de prisão perpétua.
Cerca de 30 minutos após a chegada, uma das viaturas deixou o local, seguida por outros dois veículos, um deles supostamente transportando a equipe de segurança de Mountbatten-Windsor.
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Em discurso na Cúpula sobre o Impacto da inteligência Artificial, em Nova Délhi, na Índia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira (19) um modelo de governança global da inteligência artificial liderada pela Organização das Nações Unidas (ONU).

“A Quarta Revolução Industrial avança rapidamente enquanto o multilateralismo recua perigosamente. É nesse contexto que a governança global da inteligência artificial assume um papel estratégico. Toda inovação tecnológica de grande impacto possui caráter dual e nos confronta com questões éticas e políticas.”

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Em sua fala, Lula destacou a iniciativa chinesa de criação de uma organização internacional para cooperação em inteligência artificial, com foco em países em desenvolvimento, além da Parceria Global em Inteligência Artificial, desenvolvida no âmbito do G7 (o grupo das maiores economias do mundo) sob as presidências canadense e francesa.

“Mas nenhum desses foros substitui a universalidade das Nações Unidas para uma governança internacional da inteligência artificial que seja multilateral, inclusiva e orientada ao desenvolvimento”, avaliou o presidente.

Lula acrescentou que a revolução digital e a inteligência artificial impactam positivamente a produtividade industrial, os serviços públicos, a medicina, a segurança alimentar e energética, mas também podem fomentar discursos de ódio, desinformação, pornografia infantil e feminicídio.

“Conteúdos falsos manipulados por inteligência artificial distorcem processos eleitorais e põem em risco a democracia. Os algoritmos não são apenas aplicações de códigos matemáticos que sustentam o mundo digital”, disse.

“O Brasil defende uma governança que reconheça a diversidade de trajetórias nacionais e garanta que a Inteligência Artificial fortaleça a democracia, a coesão social e a soberania dos países”, concluiu.

Entenda

A Cúpula sobre o Impacto da inteligência Artificial em Nova Délhi é o quarto encontro do chamado Processo de Bletchley, uma série de reuniões intergovernamentais sobre segurança e governança de inteligência artificial, iniciada em Bletchley Park, no Reino Unido, em novembro de 2023.

A prisão do ex-príncipe Andrew e a decisão do Palácio de Buckingham de retirar seus títulos reacenderam o debate sobre o alcance das conexões de Jeffrey Epstein. A divulgação de milhões de páginas de documentos relacionados ao financista, morto em 2019, expôs uma teia que envolvia política, realeza, filantropia e grandes fortunas globais.
Prisão de Andrew: por que ele já não é príncipe e pode perder lugar na sucessão em meio ao caso Epstein
Quem foi Virginia Giuffre, a americana que denunciou Andrew no caso Epstein; ex-príncipe é preso
Andrew foi acusado por Virginia Giuffre de abuso sexual quando ela tinha 17 anos. Ele sempre negou as acusações, mas firmou acordo extrajudicial em 2022, sem admitir culpa. Em 2025, Charles III iniciou processo formal para remover seus títulos e honrarias, incluindo o de Duque de York, além do tratamento de “Sua Alteza Real”. Uma fotografia divulgada em 2011, na qual Andrew aparece ao lado de Giuffre, com Ghislaine Maxwell ao fundo, tornou-se um dos símbolos do escândalo.
Presidentes, empresários e o alcance da rede
Entre os nomes citados nos registros estão os ex-presidentes dos Estados Unidos Bill Clinton e Donald Trump. Clinton aparece em registros de voo do jato de Epstein e afirmou ter cortado relações antes da prisão de 2019, negando conhecimento dos crimes. Trump reconheceu ter conhecido o financista nos anos 1990 e declarou ter rompido laços antes da condenação de 2008. Nenhum dos dois foi formalmente acusado no caso.
Outra figura central é Alexander Acosta, ex-procurador federal da Flórida. Em 2008, ele negociou um acordo que permitiu a Epstein cumprir pena reduzida e evitou acusações federais mais amplas, além de conceder imunidade a possíveis cúmplices. O entendimento foi amplamente criticado e, após a nova prisão de Epstein em 2019, Acosta deixou o cargo de secretário do Trabalho.
No meio empresarial, aparecem nomes como Elon Musk, que admitiu ter se encontrado brevemente com Epstein e disse ter recusado convites posteriores; Bill Gates, que confirmou reuniões com foco filantrópico entre 2011 e 2014 e classificou o contato como um erro; e Leslie Wexner, fundador da L Brands, que concedeu amplos poderes financeiros a Epstein e depois afirmou ter sido enganado.
O professor emérito de Harvard Alan Dershowitz também foi citado em ações movidas por Giuffre, mas negou as acusações; parte das alegações foi posteriormente retirada ou arquivada.
Autoridades americanas reforçam que constar em registros de voos, agendas ou e-mails não implica participação em crimes. Segundo investigadores, parte significativa dos documentos reúne contatos sociais e registros administrativos.
Epstein morreu em uma prisão de Nova York enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual. A morte foi oficialmente classificada como suicídio, mas continua a alimentar controvérsias e disputas políticas.
Um jovem de 23 anos foi acusado pelo Ministério Público de tentativa de espionagem por procurar vender, em Lisboa, informações alegadamente furtadas de equipamentos informáticos pertencentes a um militar da Otan à embaixada da Rússia, informou nesta quarta-feira a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo a investigação, o caso remonta ao ano passado, quando o arguido soube da realização da Conferência Inicial de Planeamento do exercício REP (MUS) 2025, descrito como o maior exercício mundial dedicado à experimentação robótica de sistemas não tripulados. O evento decorreu entre 3 e 7 de fevereiro na Escola da Base Naval de Lisboa, no Alfeite, em Almada, e reuniu cerca de 300 participantes, a maioria militares.
De acordo com a PGR, o jovem — que “fazia da prática de furtos modo de vida” — hospedou-se no mesmo hotel onde estavam militares da Otan que participavam na conferência. No local, apropriou-se de um computador e de um iPad pertencentes à Otan e à Marinha sueca, afetos a um militar da aliança.
Convencido de que teria em mãos informação secreta ou classificada, tentou aceder ao conteúdo dos dispositivos, copiar os dados e, posteriormente, oferecê-los à Federação Russa.
Já com os equipamentos e as informações na sua posse, o suspeito deslocou-se à embaixada russa, em Lisboa, para tentar vendê-las. A iniciativa, segundo a PGR, não teve sucesso.
De acordo com a PGR, o jovem — que “fazia da prática de furtos modo de vida” — hospedou-se no mesmo hotel onde estavam militares da OTAN que participavam na conferência. No local, apropriou-se de um computador e de um iPad pertencentes à OTAN e à Marinha sueca, afetos a um militar da aliança.
Convencido de que teria em mãos informação secreta ou classificada, tentou aceder ao conteúdo dos dispositivos, copiar os dados e, posteriormente, oferecê-los à Federação Russa.
Já com os equipamentos e as informações na sua posse, o suspeito deslocou-se à embaixada russa, em Lisboa, para tentar vendê-las. A iniciativa, segundo a PGR, não teve sucesso.
Além da acusação de tentativa de espionagem, formalizada em 12 de fevereiro, o jovem responde ainda por três crimes de furto qualificado, dois de uso de documento de identificação ou de viagem alheio, falsas declarações, pornografia de menores, dois crimes de condução sem habilitação legal e onze de denúncia caluniosa.
O ex-príncipe Andrew está detido em “uma cela em uma delegacia” com apenas “uma cama e um vaso sanitário”, onde aguardará até seu interrogatório policial, segundo um especialista em segurança pública consultado pela rede BBC. Danny Shaw afirma que “ele não receberá nenhum tratamento especial” após ter sido preso como parte de uma investigação por má conduta no exercício das funções oficiais.
Prisão de Andrew: Por que ele já não é príncipe e pode perder lugar na sucessão em meio ao caso Epstein?
Ex-príncipe preso: Tudo o que se sabe sobre a prisão de Andrew no dia em que completa 66 anos
Ainda segundo o especialista, a polícia britânica pode manter o ex-príncipe Andrew detido por até 96 horas. No entanto, para que esse período máximo seja alcançado, seriam necessárias sucessivas autorizações de oficiais superiores e de um Tribunal de Magistrados.
De acordo com o comentarista especializado em segurança, o procedimento mais comum é que suspeitos permaneçam sob custódia por 12 ou 24 horas, sendo posteriormente formalmente acusados ou liberados enquanto as investigações continuam.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o horário exato da prisão nem sobre o local onde ele está detido.
Preso no dia do aniversário
A detenção ocorreu em Norfolk, no dia do aniversário de 66 anos de Andrew, enquanto agentes realizam buscas em endereços nos condados de Berkshire e Norfolk. Em comunicado, as autoridades afirmaram que irmão do rei Charles III foi preso “como parte de uma investigação” por “má conduta no exercício das funções oficiais”.
Segundo a rede BBC, o ex-príncipe permanece sob custódia policial.
A polícia acrescentou, ainda, que não divulgaria oficialmente a identidade do detido, “conforme as diretrizes nacionais”, e alertou que o caso “está agora em andamento, portanto, deve-se ter cuidado com qualquer publicação para evitar desacato ao tribunal”.
O chefe assistente de polícia Oliver Wright declarou ainda que a prisão foi efetuada “após uma avaliação minuciosa”. Segundo ele, “é importante que protejamos a integridade e a objetividade de nossa investigação enquanto trabalhamos com nossos parceiros para apurar essa suposta infração”.
As autoridades também reconheceram o interesse público no caso: “Entendemos (…) e forneceremos atualizações no momento apropriado”.
Ligação com Jeffrey Epstein
A prisão do ex-príncipe aconteceu após a chegada de viaturas policiais à propriedade de Wood Farm, localizada na propriedade de Sandringham. Seis carros descaracterizados e cerca de oito agentes à paisana foram vistos chegando ao local pouco depois das 8h. Um dos policiais carregava um computador portátil de uso oficial. Parte das viaturas entrou pela frente da residência de cinco quartos, situada na vila de Wolferton, enquanto outras utilizaram a entrada traseira.
As autoridades estariam avaliando alegações que surgiram nos arquivos ligados ao caso Jeffrey Epstein, incluindo acusações de que Mountbatten-Windsor teria compartilhado informações sensíveis com o financista quando atuava como enviado comercial do Reino Unido.
Prisão do ex-príncipe Andrew aconteceu após ‘avaliação minuciosa’, diz polícia: ‘Importante que protejamos a integridade da investigação’
AFP
O crime de “misconduct in public office” no sistema jurídico britânico pode resultar em pena máxima de prisão perpétua.
Cerca de 30 minutos após a chegada, uma das viaturas deixou o local, seguida por outros dois veículos, um deles supostamente transportando a equipe de segurança de Mountbatten-Windsor.
A polícia britânica pode manter o ex-príncipe Andrew detido por até 96 horas, segundo explicou um especialista em segurança pública à BBC Radio 5 Live. No entanto, para que esse período máximo seja alcançado, seriam necessárias sucessivas autorizações de oficiais superiores e de um Tribunal de Magistrados. Andrew foi preso nesta quinta-feira “como parte de uma investigação” por “má conduta no exercício das funções oficiais”.
Prisão de Andrew: Por que ele já não é príncipe e pode perder lugar na sucessão em meio ao caso Epstein?
Ex-príncipe preso: Tudo o que se sabe sobre a prisão de Andrew no dia em que completa 66 anos
De acordo com Danny Shaw, comentarista especializado em segurança, o procedimento mais comum é que suspeitos permaneçam sob custódia por 12 ou 24 horas, sendo posteriormente formalmente acusados ou liberados enquanto as investigações continuam.
Durante a detenção, Andrew deve permanecer em uma cela de uma área de custódia equipada apenas com cama e vaso sanitário, aguardando o momento do interrogatório policial. O comentarista ressaltou ainda que não há previsão de tratamento diferenciado.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o horário exato da prisão nem sobre o local onde ele está detido.
Preso no dia do aniversário
A detenção ocorreu em Norfolk, no dia do aniversário de 66 anos de Andrew, enquanto agentes realizam buscas em endereços nos condados de Berkshire e Norfolk. Em comunicado, as autoridades afirmaram que irmão do rei Charles III foi preso “como parte de uma investigação” por “má conduta no exercício das funções oficiais”.
Segundo a rede BBC, o ex-príncipe permanece sob custódia policial.
A polícia acrescentou, ainda, que não divulgaria oficialmente a identidade do detido, “conforme as diretrizes nacionais”, e alertou que o caso “está agora em andamento, portanto, deve-se ter cuidado com qualquer publicação para evitar desacato ao tribunal”.
O chefe assistente de polícia Oliver Wright declarou ainda que a prisão foi efetuada “após uma avaliação minuciosa”. Segundo ele, “é importante que protejamos a integridade e a objetividade de nossa investigação enquanto trabalhamos com nossos parceiros para apurar essa suposta infração”.
As autoridades também reconheceram o interesse público no caso: “Entendemos (…) e forneceremos atualizações no momento apropriado”.
Ligação com Jeffrey Epstein
A prisão do ex-príncipe aconteceu após a chegada de viaturas policiais à propriedade de Wood Farm, localizada na propriedade de Sandringham. Seis carros descaracterizados e cerca de oito agentes à paisana foram vistos chegando ao local pouco depois das 8h. Um dos policiais carregava um computador portátil de uso oficial. Parte das viaturas entrou pela frente da residência de cinco quartos, situada na vila de Wolferton, enquanto outras utilizaram a entrada traseira.
As autoridades estariam avaliando alegações que surgiram nos arquivos ligados ao caso Jeffrey Epstein, incluindo acusações de que Mountbatten-Windsor teria compartilhado informações sensíveis com o financista quando atuava como enviado comercial do Reino Unido.
Prisão do ex-príncipe Andrew aconteceu após ‘avaliação minuciosa’, diz polícia: ‘Importante que protejamos a integridade da investigação’
AFP
O crime de “misconduct in public office” no sistema jurídico britânico pode resultar em pena máxima de prisão perpétua.
Cerca de 30 minutos após a chegada, uma das viaturas deixou o local, seguida por outros dois veículos, um deles supostamente transportando a equipe de segurança de Mountbatten-Windsor.

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