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Os Estados Unidos fechou 2025 com um déficit comercial de US$ 901,5 bilhões, o maior da série histórica, segundo o New York Times, apesar da política protecionista adotada pelo presidente Donald Trump. Em dezembro, o déficit de bens e serviços se ampliou em relação ao mês anterior, chegando a US$ 70,3 bilhões, encerrando um ano turbulento marcado pela política tarifária do republicano, mostraram dados do Departamento de Comércio divulgados nesta quinta-feira.
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Ao mesmo tempo, a China, principal alvo da guerra comercial de Trump, terminou o ano passado com um recorde no seu superávit comercial, superando US$ 1 trilhão com a melhor marca que um país já alcançou na História. Os números são um indicativo de que o país liderado por Xi Jinping, cujas vendas para os EUA caíram muito, encontrou rotas de escoamento de sua produção para a maior economia do mundo por meio de outros mercados asiáticos, driblando as tarifas de Trump.
“Depois de todas as manchetes sobre tarifas e das oscilações nos dados, o déficit comercial praticamente não se alterou em 2025”, afirmou Oren Klachkin, economista de mercados financeiros da Nationwide, em nota. “Com o impacto máximo das tarifas provavelmente já tendo ficado para trás, esperamos que o comércio entre em um ritmo mais previsível”.
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Os dados comerciais foram particularmente voláteis em 2025, mês a mês, à medida que importadores dos EUA reagiam a um persistente bombardeio de anúncios de tarifas pelo presidente Trump. As importações de ouro e de produtos farmacêuticos foram especialmente instáveis, enquanto as empresas corriam para antecipar-se a tarifas mais elevadas.
O déficit de dezembro — mais amplo do que todas as estimativas, exceto uma, em pesquisa da Bloomberg com economistas — refletiu um aumento de 3,6% no valor das importações, incluindo ganhos em acessórios de informática e veículos automotores. As exportações de bens e serviços recuaram 1,7%, refletindo em grande parte menores embarques de ouro para o exterior.
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Antes da divulgação dos números, a projeção GDPNow, do Federal Reserve Bank de Atlanta, indicava que as exportações líquidas adicionariam cerca de 0,6 ponto percentual ao crescimento do quarto trimestre, agora estimado em 3,6%. Mas, após o relatório, vários economistas passaram a prever um impulso menor do comércio — ou até mesmo um efeito negativo — antes do relatório de sexta-feira sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre.
Após o ajuste pelas variações de preços, que entram no cálculo do PIB real, o déficit comercial de mercadorias aumentou para US$ 97,1 bilhões em dezembro, o maior desde julho. O comércio de ouro, salvo quando destinado a usos industriais, como na produção de joias, é excluído do cálculo do PIB pelo governo.
“Com o relatório comercial de dezembro em mãos, podemos estimar que as exportações líquidas contribuíram pouco para o crescimento real do PIB no quarto trimestre. Em linha com outros dados recentes, as importações de bens de capital — lideradas por produtos relacionados à IA — continuaram a sinalizar um forte investimento doméstico no fim do ano”, diz, em nota, Troy Durie, analista da Bloomberg Economics.
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Trump tem recorrido às tarifas como parte de sua estratégia para reduzir a dependência de bens estrangeiros, incentivar o investimento doméstico e reverter décadas de queda no emprego industrial. Ele e sua equipe econômica têm criticado pesquisas que concluem que os americanos arcaram com os custos das tarifas.
Uma das maiores incógnitas para o comércio é se a Suprema Corte confirmará a autoridade de Trump para impor tarifas abrangentes por meio de uma lei de emergência. Uma decisão pode sair já na sexta-feira, embora o tribunal nunca anuncie com antecedência quais decisões serão divulgadas.
No ano passado, as empresas dos EUA importaram quase US$ 145 bilhões a mais em computadores e acessórios do que em 2024. A aceleração da demanda refletiu o maciço investimento em curso em inteligência artificial.
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Por país, o déficit com a China diminuiu acentuadamente — chegando a cerca de US$ 202 bilhões, o menor em mais de 20 anos e reflexo das tarifas mais altas que Trump impôs às importações chinesas. O comércio, por sua vez, foi em grande parte redirecionado por meio de outros países, como México e Vietnã, onde os déficits atingiram níveis recordes.
Enquanto isso, o déficit com Taiwan no ano passado aumentou para um recorde de US$ 146,8 bilhões, enquanto o saldo negativo anual com o Canadá diminuiu.
Dados separados divulgados nesta quinta-feira mostraram que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA caíram na semana passada, na maior queda desde novembro.
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Os administradores do espólio de Jeffrey Epstein propuseram pagar até US$ 35 milhões (cerca de R$ 182,3 milhões) para encerrar processos movidos por dezenas de supostas vítimas do financista americano. A proposta foi apresentada nesta quinta-feira em documento protocolado na Justiça Federal de Manhattan e ainda precisa ser aprovada por um juiz para ter validade definitiva.
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O pagamento contempla pessoas que afirmam ter sido “agredidas sexualmente, abusadas ou traficadas” por Epstein entre 1º de janeiro de 1995 e 10 de agosto de 2019 — data em que ele morreu na prisão, enquanto aguardava julgamento por acusações federais.
Segundo o acordo, o valor total poderá chegar a US$ 35 milhões se houver 40 ou mais vítimas elegíveis no grupo. Caso o número seja inferior a 40, o montante cairia para US$ 25 milhões (aproximadamente R$ 130,2 milhões).
Os administradores do espólio são Darren Indyke, ex-advogado de Epstein, e Richard Kahn, seu antigo contador. Ambos negam qualquer conduta ilícita decorrente da relação com o financista e não foram acusados de crimes sexuais ou de participação direta em abusos.
O acordo, se homologado, encerrará uma ação apresentada em 2024, na qual os dois eram acusados de facilitar as atividades ilegais de Epstein por meio de serviços jurídicos e empresariais.
A decisão protocolada deixa claro que o entendimento não implica admissão de culpa por parte dos administradores e não os sujeita automaticamente a futuras ações judiciais relacionadas ao caso.
O escritório Boies Schiller Flexner LLP, que representa o grupo de vítimas, não comentou oficialmente o número exato de participantes na ação. A agência Bloomberg informou que o escritório acredita contar com pelo menos 40 vítimas que ainda não haviam chegado a um acordo.
Daniel H. Weiner, advogado que representa os administradores, também não se manifestou.
A proposta surge após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos tornar públicos milhões de documentos, fotografias e vídeos ligados à investigação sobre Epstein.
Ao longo dos anos, Epstein cultivou relações com uma ampla rede de políticos, executivos, acadêmicos e celebridades, muitos dos quais tiveram suas reputações afetadas após a exposição de seus vínculos com o financista.
A polícia do Reino Unido voltou a realizar buscas nesta sexta-feira no Royal Lodge — propriedade que serviu de moradia oficial para Andrew Mountbatten-Windsor, o ex-príncipe Andrew —, no segundo dia consecutivo de operações envolvendo a investigação que apura as relações do ex-sucessor do trono britânico e o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein. Andrew ficou detido por cerca de 12 horas na quinta-feira, dia em que completou 66 anos, para prestar depoimento sobre o caso que investiga suspeita de má conduta no exercício de um cargo público.
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A imprensa inglesa descreveu uma movimentação de viaturas policiais sem identificação na residência real. A rede britânica BBC noticiou ter confirmado com fontes ligadas à polícia que um trabalho de coleta e identificação de evidências está sendo realizado no interior da propriedade, sugerindo que o inventário pode levar dias.
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Andrew ficou detido na delegacia de polícia de Aylsham na quinta-feira, onde foi interrogado sobre um suposto compartilhamento de informações confidenciais com Epstein, enquanto atuou como enviado comercial britânico entre 2001 e 2011. O caso é investigado pela polícia britânica como “suspeita de má conduta no exercício de função pública”.
Segundo um e-mail enviado ao financista e agressor sexual americano, com data de 24 de dezembro de 2010, Andrew teria encaminhado “um relatório confidencial” sobre oportunidades de investimento no Afeganistão. Também há correspondências sugerindo que, no mesmo ano, enviou ao financista relatórios sobre viagens de trabalho à China, Cingapura e Vietnã.
O ex-príncipe, que perdeu o título real após uma série de documentos revelados nos EUA mostrarem as relações próximas que manteve com o criminoso sexual — incluindo evidências de sua participação na exploração sexual de menores de idade. Se Andrew for acusado formalmente e condenado, o crime de má conduta pode resultar em prisão perpétua.
A detenção do irmão de um monarca é sem precedente no Reino Unido moderno: o último membro da realeza a ser preso foi o rei Carlos I, que foi julgado e executado por traição durante a Guerra Civil Inglesa em 1649. Independentemente de Andrew ser acusado formalmente de um crime, o escrutínio público mais uma vez vai se voltar para a família real britânica. Para especialistas em realeza e historiadores britânicos, a crise recente representa uma séria ameaça à estabilidade da monarquia em um momento de grande incerteza.
Oficialmente, a família real tenta se distanciar do caso e se posiciona criticamente contra Andrew. Em uma declaração na quinta-feira, o rei Charles III confirmou a prisão do irmão e afirmou que apoiava um “processo completo, justo e adequado” na investigação, acrescentando que apoiava as autoridades envolvidas.
“Nisso, como já disse antes, elas têm nosso total e irrestrito apoio e cooperação”, declarou. “Deixe-me afirmar claramente: a lei deve seguir seu curso”.
Declarações pessoais do rei como essa são raras. Em ocasiões anteriores, as manifestações sobre Mountbatten-Windsor partiram de forma mais ampla do Palácio de Buckingham. O palácio já havia informado que, caso o rei ou a instituição fossem procurados pela polícia para prestar assistência, estariam prontos para colaborar. (Com AFP)
O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor foi detido na manhã desta quinta-feira, tornando-se o primeiro membro da realeza britânica a ser levado sob custódia na história moderna. A ação marca um novo capítulo no escândalo que envolve o irmão do rei Charles III e aprofunda uma crise institucional considerada por analistas como a mais grave desde a morte de Diana, Princess of Wales, em 1997.
Ex-príncipe Andrew é liberado após ser detido por 12 horas no dia do aniversário
A detenção ocorreu no dia em que Andrew completava 66 anos. Viaturas policiais descaracterizadas foram vistas chegando à sua residência temporária na propriedade de Sandringham, em Norfolk. Ele foi posteriormente libertado, mas segue sob investigação. Não houve acusação formal até o momento.
A polícia de Thames Valley informou que Andrew foi detido sob suspeita de má conduta no exercício de funções públicas — infração que envolve o abuso ou a negligência deliberada de poderes vinculados a cargo oficial.
O ex-príncipe atuou como enviado comercial do Reino Unido entre 2001 e 2011. Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos indicam que, nesse período, ele manteve contato com o financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais.
As autoridades britânicas avaliam se Andrew teria compartilhado material confidencial com Epstein e investigam alegações de que uma mulher teria sido traficada ao Reino Unido para um encontro com ele. A polícia ressalta que Andrew não foi acusado de crimes sexuais.
O ex-príncipe nega todas as acusações e afirma jamais ter presenciado ou suspeitado dos crimes atribuídos a Epstein.
Em comunicado curto e direto, Charles III declarou ter recebido a notícia “com a mais profunda preocupação” e afirmou que “a lei deve seguir seu curso”. O texto, divulgado em nome próprio, enfatiza apoio “total e inequívoco” às autoridades.
Fontes indicam que nem o rei nem o Palácio de Buckingham foram avisados previamente sobre a detenção.
A postura de Charles contrasta com a abordagem adotada pela falecida Elizabeth II, frequentemente criticada por ter demorado a afastar Andrew de funções públicas após a entrevista controversa concedida à BBC, em 2019.
Desde que assumiu o trono, em 2022, Charles retirou do irmão o título de príncipe e o expulsou da residência oficial em Windsor.
A maior crise desde Diana
Especialistas ouvidos pela imprensa britânica avaliam que o caso representa o maior teste à monarquia desde a morte de Diana. A historiadora real Kate Williams afirmou que a família enfrenta “um enorme problema: distanciar-se de Andrew”.
O comentarista Sandro Monetti declarou que “a questão Andrew passou a definir — e continuará a definir — todo o reinado de Charles”.
A Casa Branca afirmou nesta sexta-feira que rejeita a proposta da Organização das Nações Unidas de criar um mecanismo internacional de governança para a inteligência artificial (IA), iniciativa apresentada durante a Cúpula sobre o Impacto da IA, na Índia.
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O conselheiro de tecnologia da Casa Branca, Michael Kratsios, afirmou que os Estados Unidos rejeitam “totalmente” uma governança global da IA. Chefe da delegação americana no encontro, ele se manifestou antes da divulgação da declaração final dos líderes.
“Como o governo (do presidente Donald) Trump já disse em muitas ocasiões: rejeitamos totalmente a governança global da IA”, declarou. “Acreditamos que a adoção da IA não pode levar a um futuro mais promissor se estiver submetida a burocracias e ao controle centralizado”, completou.
Mais cedo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, anunciou a criação de uma nova comissão voltada ao “controle humano” da IA. Segundo ele, a Assembleia Geral designou 40 especialistas para compor o Painel Científico Internacional Independente sobre Inteligência Artificial.
“Estamos entrando no desconhecido”, afirmou Guterres na abertura do encontro, que termina nesta sexta-feira. “A mensagem é simples: menos exagero, menos medo. Mais fatos e evidências”.
Criado em agosto, o órgão consultivo pretende atuar de forma semelhante ao Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), responsável por avaliações científicas sobre o aquecimento global.
“A governança baseada na ciência não é um freio ao progresso, e sim pode torná-lo mais seguro, mais justo e mais amplamente compartilhado”, defendeu Guterres. “Quando compreendermos o que os sistemas podem fazer, e o que não podem fazer, poderemos passar de medidas aproximadas para barreiras de proteção mais inteligentes e baseadas no risco”, acrescentou.
A expansão acelerada da IA generativa impulsionou os lucros das empresas de tecnologia, mas também intensificou preocupações quanto a seus efeitos sobre a sociedade, o mercado de trabalho e o meio ambiente.
Esta é a quarta reunião anual dedicada à política de IA. O próximo encontro está previsto para Genebra, no primeiro semestre de 2027.
A cúpula de Nova Délhi é a primeira realizada em um país em desenvolvimento. A Índia busca aproveitar a visibilidade internacional para reforçar sua posição no setor e reduzir a distância em relação a Estados Unidos e China. O governo indiano projeta atrair mais de US$ 200 bilhões em investimentos nos próximos dois anos. Empresas americanas de tecnologia anunciaram, nos últimos dias, novos acordos e projetos de infraestrutura.
À frente da OpenAI, Sam Altman defendeu na quinta-feira a adoção de regras para o uso da IA. “A democratização da IA é a melhor maneira de garantir que a humanidade prospere”, afirmou. “Isso não quer dizer que não precisamos de nenhuma regulamentação ou medida de segurança. É óbvio que precisamos delas, com urgência”.
‘Sem ação coletiva, IA aprofundará desigualdades’, diz Lula
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, alertou que, “sem uma ação coletiva, a inteligência artificial aprofundará desigualdades históricas”.
“Os algoritmos não são apenas aplicações de códigos matemáticos que sustentam o mundo digital. São parte de uma complexa estrutura de poder”, disse. “Quando poucos controlam os algoritmos e as infraestruturas digitais, não estamos falando de inovação, mas de dominação”, completou.
Os debates em Nova Délhi reuniram milhares de participantes e abordaram temas como proteção de crianças, impacto no emprego e acesso equitativo às ferramentas de IA. Observadores avaliam, no entanto, que o escopo amplo e as declarações genéricas registradas em encontros anteriores — realizados na França, na Coreia do Sul e no Reino Unido — podem dificultar compromissos concretos.
Anfitrião do encontro, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, afirmou que o mundo vive uma transição estrutural na relação entre humanos e máquinas.
“Estamos entrando em uma era na qual os seres humanos e os sistemas de inteligência criam, trabalham e evoluem juntos”, declarou. “Devemos decidir que a IA seja utilizada para o bem comum mundial”, disse.
O ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol pediu desculpas nesta sexta-feira (20), um dia após ser condenado à prisão perpétua, pelas “dificuldades” provocadas por sua tentativa fracassada de impor a lei marcial em 2024.
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Na quinta-feira, o Tribunal Central do Distrito de Seul considerou Yoon culpado de liderar uma insurreição em dezembro de 2024 com o objetivo de “paralisar” a Assembleia Nacional.
Em comunicado divulgado por meio de seu advogado, o político reconheceu que a tentativa de instaurar o regime militar causou “frustração”, mas reiterou que a decisão foi tomada “unicamente para o bem da nação”.
“Peço sinceras desculpas ao povo pela frustração e pelas dificuldades que provoquei, devido às minhas próprias deficiências, apesar da minha determinação de salvar a nação”, afirmou.
Yoon classificou o veredicto como “difícil de aceitar”, sem informar se pretende recorrer da decisão.
Aos 65 anos, o ex-presidente ainda não tem prazo definido para eventual pedido de liberdade condicional. Na Coreia do Sul, condenados à prisão perpétua costumam ter direito de solicitar o benefício após 20 anos de cumprimento da pena.
Segundo o juiz Ji Gwi-yeon, Yoon enviou tropas ao edifício do Parlamento com o objetivo de neutralizar opositores políticos que vinham bloqueando suas iniciativas de governo.
A decretação da lei marcial provocou protestos imediatos nas ruas, turbulência nos mercados e surpreendeu aliados estratégicos, como os Estados Unidos.
Quem é Yoon Suk Yeol?
O ex-presidente conservador, de 65 anos, foi destituído do cargo, detido e acusado de uma série de crimes, que vão de insurreição a obstrução da Justiça, após anunciar a lei marcial em mensagem televisionada ao país, em dezembro de 2024, alegando a necessidade de medidas drásticas para erradicar “forças antiestatais”.
Yoon Suk Yeol ao vivo em dezembro de 2024
AFP
Segundo o juiz, Yoon enviou militares à sede do Legislativo com o objetivo de silenciar opositores políticos.
“O tribunal determinou que a intenção era paralisar a assembleia por um período considerável”, indicou o magistrado.
O ex-ministro da Defesa Kim Yong-hyun, por sua vez, foi condenado a 30 anos de prisão por seu papel na crise.
Promotores defenderam a aplicação da pena máxima pelas acusações de insurreição contra Yoon e pediram ao tribunal de Seul que o ex-presidente fosse condenado à morte.
Milhares de simpatizantes se reuniram em frente ao tribunal da capital com cartazes que diziam “Yoon, grande novamente” ou “Retirem as acusações contra o presidente Yoon”.
Policiais com jaquetas de cor neon foram posicionados diante do tribunal para evitar distúrbios após o veredito.
Na noite de 3 de dezembro de 2024, Yoon apareceu na televisão para anunciar a medida, citando ameaças pouco claras de influência norte-coreana e perigosas “forças antiestatais”. Na ocasião, declarou a suspensão do governo civil e o início do comando militar.
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A lei marcial foi suspensa seis horas depois, quando deputados, com apoio de manifestantes, romperam o cerco das forças de segurança e votaram em caráter de urgência para reverter a decisão.
Insurreição
A Coreia do Sul tem sido vista como um farol de democracia e estabilidade na Ásia, mas a tentativa fracassada de Yoon reavivou lembranças de golpes militares que abalaram o país entre as décadas de 1960 e 1980.
Yoon, que permaneceu em regime de isolamento, nega ter cometido irregularidades e afirma que suas ações buscavam “salvaguardar a liberdade” e restaurar a ordem constitucional diante do que classificou como “ditadura legislativa” liderada pela oposição.
A promotoria o acusou de comandar uma “insurreição” motivada por um “desejo de poder orientado à ditadura e ao comando de longo prazo”.
Pela legislação sul-coreana, há apenas duas punições possíveis para o crime de insurreição: prisão perpétua ou morte.
Antes da nova sentença, Yoon já havia sido condenado a cinco anos de prisão por delitos menores, enquanto diversos altos funcionários também receberam penas por participação na decretação da lei marcial.
A cidade de Osaka, no Japão, recebeu uma doação inusitada para ajudar a modernizar seu sistema de abastecimento de água: 21 quilos em barras de ouro. O metal precioso, avaliado em cerca de 560 milhões de ienes (o equivalente a aproximadamente R$ 22 milhõe) foi entregue em novembro passado por um doador que pediu anonimato. A informação foi confirmada nesta quinta-feira pelo prefeito Hideyuki Yokoyama, durante entrevista coletiva.
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Com quase 3 milhões de habitantes, Osaka é um dos principais centros comerciais do país e a terceira maior cidade japonesa. Assim como outros municípios do Japão, porém, enfrenta o envelhecimento acelerado de sua infraestrutura hídrica.
No ano fiscal de 2024, a cidade registrou mais de 90 casos de vazamentos em tubulações sob vias públicas, segundo o departamento municipal de abastecimento de água.
— A substituição de canos antigos exige investimentos enormes. Só tenho a agradecer — afirmou Yokoyama, classificando o valor como “impressionante” e dizendo ter ficado “sem palavras”.
De acordo com a prefeitura, mais de 20% das tubulações de água no Japão já ultrapassaram a vida útil legal de 40 anos. O desgaste da rede também tem sido associado ao aumento de crateras em áreas urbanas.
Em 2024, um grande sumidouro na província de Saitama Prefecture engoliu a cabine de um caminhão, causando a morte do motorista. A suspeita é que o colapso tenha sido provocado pelo rompimento de uma tubulação de esgoto.
O episódio levou autoridades japonesas a intensificar planos de substituição de redes corroídas. No entanto, limitações orçamentárias têm dificultado o avanço das obras em diversas regiões.
Segundo o departamento de abastecimento de Osaka, o ouro doado será convertido em recursos financeiros e aplicado diretamente em projetos de modernização da rede, incluindo a substituição de tubulações deterioradas.
A Câmara da Flórida aprovou, nesta quinta-feira, um projeto de lei que prevê a mudança de nome do Aeroporto Internacional de Palm Beach para “Aeroporto Internacional Presidente Donald J. Trump”. A proposta, que ainda precisa ser sancionada pelo governador Ron DeSantis, representa mais um gesto simbólico de aliados do presidente em seu estado de residência.
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Controlada pelos republicanos, a Câmara estadual aprovou o texto conforme registros legislativos. A expectativa é que DeSantis, que já foi adversário político de Trump nas prévias republicanas, confirme a medida e a transforme em lei nos próximos dias.
O aeroporto fica em Palm Beach, cidade litorânea conhecida por suas praias de areia branca e mansões de alto padrão, a poucos minutos de Mar-a-Lago, residência de Trump na Flórida.
A alteração do nome ainda depende da aprovação da Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês). Se confirmada, a mudança tornará o terminal aéreo uma das principais instituições públicas a levar o nome do presidente.
Trump, empresário do setor imobiliário que associou sua marca a empreendimentos em diferentes países, tem ampliado iniciativas para consolidar sua imagem também em espaços públicos. Em dezembro, o conselho diretor do Kennedy Center — complexo cultural e memorial dedicado ao ex-presidente John F. Kennedy, em Washington —, nomeado pessoalmente por Trump, aprovou a mudança do nome da instituição para “Centro Trump-Kennedy”.
Segundo reportagens da imprensa americana, o presidente também apoiou propostas para rebatizar a estação Penn, em Nova York, e o Aeroporto Internacional Dulles, em Washington, com seu nome. As iniciativas, no entanto, não avançaram.
O Departamento do Tesouro confirmou ainda que está pronto o projeto para lançar uma moeda comemorativa de 1 dólar com a imagem de Trump. A legislação americana, porém, proíbe a exibição da imagem de um presidente em exercício ou de qualquer pessoa viva em cédulas e moedas oficiais.
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, apresentou em Pyongyang um lançador múltiplo de rockets de 600 milímetros com capacidade nuclear, descrito pela imprensa estatal como um dos sistemas mais poderosos do mundo.
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As imagens divulgadas pela agência oficial KCNA mostram Kim descendo de um veículo lançador móvel e, em outro momento, ao volante do equipamento militar, diante de milhares de apoiadores reunidos na capital.
Segundo Pyongyang, os rockets de 600 mm têm o dobro do calibre da maioria dos sistemas tradicionais de lançamento múltiplo e seriam equivalentes a mísseis balísticos de curto alcance. Cada veículo transportador, com quatro eixos, carrega cinco tubos de disparo.
No desfile, 50 veículos foram exibidos em formação. O regime afirma que o sistema utiliza inteligência artificial nos mecanismos de orientação, o que o colocaria “em categoria própria”.
— Nenhuma outra nação possui este tipo de sistema de armas — declarou Kim, segundo a KCNA.
A demonstração ocorre em meio ao fortalecimento das relações entre Pyongyang e Moscou. A Coreia do Norte tem apoiado a Rússia na guerra contra a Ucrânia, fornecendo mísseis e contingentes militares, segundo autoridades ocidentais.
Analistas avaliam que a experiência obtida no campo de batalha ucraniano, somada a possível intercâmbio tecnológico com Moscou, pode acelerar o desenvolvimento dos sistemas norte-coreanos.
Aos 553 anos de seu nascimento, celebrado nesta quinta-feira (19), a trajetória de Nicolau Copérnico permanece associada a uma das transformações mais profundas da história do pensamento ocidental: a substituição da Terra pelo Sol como centro do sistema planetário. Ao publicar, em 1543, De revolutionibus orbium coelestium, o astrônomo desafiou séculos de tradição e alterou a forma como a humanidade compreende seu lugar no cosmos.
Nascido em 19 de fevereiro de 1473, em Toruń, então parte da Prússia Real sob domínio do Reino da Polônia, Copérnico cresceu em uma família ligada à elite local. Órfão de pai ainda na infância, foi educado sob a tutela do tio, bispo da Vármia, que garantiu sua formação intelectual. Estudou na Universidade de Cracóvia e, mais tarde, em instituições italianas como a Universidade de Bolonha e a Universidade de Pádua, onde teve contato com o ambiente humanista renascentista e aprofundou seus conhecimentos em matemática, medicina e direito canônico.
A dúvida que moveu a ciência
Durante seus estudos, Copérnico debruçou-se sobre o sistema geocêntrico formulado por Cláudio Ptolomeu, que colocava a Terra imóvel no centro do universo. Ao comparar os tratados antigos com suas próprias observações do céu, passou a identificar inconsistências nos cálculos e na explicação dos movimentos planetários.
A partir dessas inquietações, desenvolveu, ao longo de décadas, a teoria heliocêntrica, segundo a qual a Terra gira em torno do próprio eixo e orbita o Sol. Por volta de 1514, registrou as bases dessa hipótese em um manuscrito que circulou de forma restrita entre estudiosos. Somente no fim da vida autorizou a publicação de sua obra principal, impressa em Nuremberg no ano de sua morte.
Segundo relatos históricos, Copérnico recebeu um exemplar do livro pouco antes de morrer, em 24 de maio de 1543. A cena tornou-se simbólica: o cientista que deslocou a Terra do centro do universo via sua teoria ganhar o mundo no momento em que sua própria trajetória se encerrava.
O impacto de suas ideias foi gradual, mas duradouro. Décadas depois, nomes como Johannes Kepler e Galileu Galilei aprofundaram e confirmaram aspectos do modelo heliocêntrico, consolidando as bases da chamada Revolução Científica. Séculos mais tarde, o psicanalista Sigmund Freud classificaria a descoberta copernicana como a primeira grande “ferida narcísica” da humanidade, por retirar o ser humano de uma posição central e privilegiada no universo.
Ao completar 553 anos, Copérnico segue lembrado não apenas por uma mudança astronômica, mas por ter aberto caminho para um método científico baseado na observação e na revisão constante de certezas. Ao colocar o Sol no centro, inaugurou uma nova era do pensamento moderno — e redefiniu, para sempre, o horizonte humano.

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