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Com a morte de Nemesio Oseguera, o “El Mencho”, em uma operação conjunta das forças mexicanas e dos Estados Unidos no domingo, o Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG) agora enfrenta uma disputa pela sucessão. A organização criminosa, que se tornou uma das mais poderosas do México na última década, perdeu seu líder máximo em um momento em que boa parte de seu círculo familiar — tradicional base de comando dos cartéis — está presa, extraditada ou enfraquecida, abrindo espaço para uma possível guerra interna pelo controle de um império que vai do tráfico de drogas à extorsão e lavagem de dinheiro.
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O filho do chefão, Rubén Oseguera, conhecido como “El Menchito”, cumpre pena de prisão perpétua nos EUA desde 2020, condenado por tráfico de drogas e porte ilegal de armas. Um dos irmãos de El Mencho, Antonio Oseguera, responsável pela lavagem de milhões de dólares em receitas do CJNG, foi extraditado para Washington em fevereiro do ano passado. Meses depois, o México enviou outra figura-chave do esquema criminoso do Cartel Jalisco para os EUA: Abigael González Valencia, o “El Cuini”, cunhado e braço direito de El Mencho. Outro irmão Oseguera, Abraham, foi capturado em fevereiro deste ano e está atualmente sob custódia mexicana.
A viúva de Mencho, Rosalinda González Valencia, conhecida como “La Jefa”, foi presa, mas libertada por um juiz em janeiro do ano passado. O governo de Claudia Sheinbaum criticou a decisão, citando-a como um exemplo de corrupção dentro do judiciário. Segundo o jornal El País, é possível que a liderança do CJNG seja substituída pelo clã González Valencia, que chefia o cartel Los Cuinis. A família, originária de Michoacán como Mencho, é composta por 18 irmãos, homens e mulheres.
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De acordo com David Saucedo, especialista segurança baseado na Cidade do México, a linha sucessória do cartel foi quebrada, e os irmãos de El Mencho “ainda não têm influência suficiente entre outros comandantes do cartel”.
— Sem um membro da família Oseguera como sucessor evidente, é provável que um entre quatro ou cinco comandantes de alto escalão emerja como o próximo líder — afirmou Saucedo à rede americana CNN, acrescentando que, embora uma disputa violenta seja possível, os comandantes também podem negociar uma transição de poder estável.
Esse vácuo de liderança, de fato, pode desencadear uma guerra interna, semelhante ao conflito que eclodiu dentro do Cartel de Sinaloa após a captura, em 2024, de Ismael “El Mayo” Zambada. O conflito em Sinaloa foi alimentado pela ausência de um sucessor familiar claro, já que a liderança dos cartéis costuma seguir um padrão dinástico — passando de pais para filhos, irmãos ou primos.
Entre os possíveis candidatos, segundo a CNN, estão Ricardo Ruiz Velasco (“El Doble R”), Audias Flores (“El Jardinero”), outro conhecido como “El Sapo” e um quarto nome — o ex-chefe de segurança de El Mencho — sobre quem há poucas informações. Um relatório de setembro do ano passado da Diretoria de Inteligência Nacional dos EUA identificou El Sapo como Hugo Mendoza Gaytan e também mencionou o enteado de Oseguera, Juan Carlos Valencia González (“El Pelón”), além do genro Julio Alberto Castillo Rodríguez (“El Chorro”), como integrantes da liderança do cartel.
O cartel
Em 2014, a Justiça dos EUA incluiu El Mencho e El Cuini na mesma acusação. Documentos judiciais acusam ambas as organizações de tráfico conjunto de cocaína, metanfetamina e fentanil para os Estados Unidos, em uma organização criminosa que gera lucros de pelo menos US$ 10 milhões (mais de R$ 50 milhões, na cotação atual) anualmente. A acusação observa que o CJNG é responsável por “numerosos atos de violência, incluindo assassinatos, sequestros e atos de tortura”, com o objetivo de garantir o “prestígio, a reputação e a posição” do cartel, promovendo o medo, expandindo seu império, disciplinando seus membros e coagindo autoridades públicas.
Sob a liderança de El Mencho, o Cartel Jalisco expandiu-se por todo o México e também levou suas operações para outros países. A organização fez sua grande entrada no cenário do crime com uma imagem macabra: a exibição pública de 35 cadáveres, com sinais de tortura, na cidade de Boca del Río, em 2011.
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Na época, o grupo era conhecido como Los Matazetas (Os Matadores de Zetas), pois seu propósito era exterminar o cartel Los Zetas. Como este último tinha a reputação de ser sanguinário, o CJNG — que em seus primórdios tinha uma aliança com o Cartel de Sinaloa — replicou sua violência e a levou ao extremo da barbárie. Os pistoleiros de El Mencho chegaram ao ponto de amarrar dinamite aos corpos de seus rivais para explodi-los vivos.
Los Zetas, no entanto, perderam influência, o CJNG rompeu sua aliança com o Cartel de Sinaloa e El Mencho se tornou o último alvo restante na lista de objetivos do governo, após a queda, um a um, dos principais líderes dos outros cartéis de drogas. No coração da capital, o CJNG orquestrou um ataque em 2020 contra Omar García Harfuch, o então secretário de Segurança da Cidade do México. Hoje, ele ocupa o mesmo cargo em nível federal e chefia a estratégia de combate ao narcotráfico no governo Sheinbaum.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, voltou a afirmar nesta segunda-feira (23) que acabar com a escala 6×1 é uma das principais prioridades do governo federal este ano.

“A proposta que nós estamos defendendo, junto com o [presidente Luiz Inácio] Lula  é o fim da escala 6×1, ou seja, no máximo 5×2. No mínimo, o trabalhador ter dois dias de descanso por semana livres e reduzir a jornada máxima para 40 horas semanais sem redução de salário”, explicou.

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Durante a participação na estreia do programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, veículo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Boulos disse que há muita resistência de empresários contra a medida, mas que já era esperado, à exemplo de outros avanços históricos como a implantação do salário mínimo, do 13º salário ou férias remuneradas.

 

“Eu nunca vi patrão defender aumento de direito do trabalhador. Ele sempre vai ser contra, sempre vai contar um monte de lorota dizendo que vai acabar [com a economia]. O fato é que tudo isso foi aprovado historicamente no Brasil e a economia não ruiu”, afirmou.

Boulos disse ainda que aprovar a PEC da Segurança Pública também é prioridade para que um Ministério da Segurança Pública possa ser criado com atribuições estabelecidas por lei.

A garantia de direitos do trabalhador de aplicativos de transporte também está entre um dos esforços do governo federal para este ano, destacou o ministro. 

Para ele é necessário estabelecer taxas de percentual fixas a serem repassadas às empresas que operam os aplicativos, para que o trabalhador não seja lesado.  

“A empresa só faz a intermediação tecnológica. Liga o passageiro ao motorista, faz a gestão de um aplicativo, ela não troca um pneu, não tem um carro, não dirige, e de cada viagem ela fica com 50% do lucro do trabalhador. Isso é inaceitável”, disse.

De acordo com o ministro, o debate se estende aos entregadores por aplicativo. No final do ano passado, a pasta liderada por Boulos anunciou a criação de um grupo de trabalho para formular propostas de regulação trabalhista para a categoria.

A participação do ministro Guilherme Boulos no programa de estreia comandado pelo jornalista José Luiz Datena foi transmitida ao vivo dos estúdios da Rádio Nacional, em São Paulo. 

Hidrovias

O ministro informou que retorna ainda nesta segunda-feira a Brasília para uma reunião com lideranças indígenas do estado do Pará que protestam contra o Decreto nº 12.600, de agosto de 2025, que inclui as hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Nacional de Desestatização (PND).

No final de semana, representantes do Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (Cita) ocuparam o escritório da multinacional Cargill, que opera no Porto de Santarém, no Pará, exigindo a revogação do decreto, por considerarem que os efeitos de medida ameaçam o meio ambiente e a soberania alimentar dos povos.

“Eu tenho defendido que o governo atenda a pauta indígena e eu acho que tem possibilidade real disso acontecer. Eu acredito que hoje vamos ter notícias boas sobre isso”, adiantou Boulos.

Ao ser questionado sobre uma medida mais efetiva, como a revogação do decreto, o ministro disse que a decisão ainda passará pelo debate com outros ministérios que participaram da construção do decreto. 

“Esse decreto foi publicado antes de eu entrar no governo, mas te adianto que a minha defesa é que a gente consiga atender à reivindicação deles que é justa e necessária”, afirmou.

O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, defendeu nesta segunda-feira a retirada do ex-príncipe Andrew da linha de sucessão ao trono britânico, após a prisão do irmão do rei Charles III na semana passada.
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Em carta enviada ao seu homólogo britânico, Keir Starmer, Albanese afirmou: “meu governo aceitaria qualquer proposta de retirá-lo da linha de sucessão real”.
“São acusações graves e os australianos as levam a sério”, acrescentou Albanese.
Ex-príncipe Andrew
AFP
O governo do Reino Unido avalia a possibilidade de apresentar um projeto de lei para excluir da linha sucessória Andrew Mountbatten-Windsor, suspeito de conduta inadequada no exercício de cargo público. Ele atuou como enviado especial do Reino Unido para o Comércio Internacional entre 2001 e 2011.
Príncipe Andrew e o magnata Jeffrey Epstein
Reprodução
Andrew foi detido após a divulgação de e-mails extraídos dos arquivos de Jeffrey Epstein, que sugerem o repasse de informações potencialmente confidenciais ao financista e criminoso sexual norte-americano.
Depois das revelações, o rei Charles III retirou do irmão todos os títulos oficiais e determinou sua saída da residência onde morava, em Windsor.
Apesar das sanções, Andrew permanece na oitava posição na linha de sucessão ao trono britânico, atrás da princesa Lilibet, filha de seu sobrinho, o príncipe Harry.
Antiga colônia britânica por mais de um século, a Austrália tornou-se formalmente independente em 1901, mas integra a Commonwealth e mantém o monarca britânico como chefe de Estado.
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, denunciou em Genebra nesta segunda-feira o que chamou de “escalada agressiva” dos EUA contra a ilha, afirmando que o comportamento de Washington visa provocar “uma catástrofe humanitária” no país. A declaração do chanceler cubano acontece em meio à pressão exercida pelo presidente americano, Donald Trump, que intensificou o embargo contra Havana, pressionando outros países, incluindo a Venezuela, a interromper o envio de petróleo ao país.
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— [Os EUA] estão impondo um bloqueio energético e pretendem criar uma catástrofe humanitária, usando como pretexto a absurda alegação de que Cuba constitui uma ameaça incomum e extraordinária à sua segurança nacional — afirmou Rodríguez na Conferência sobre Desarmamento realizada na cidade suíça.
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O ministro cubano ainda denunciou as ações americanas como “criminosas e ilegais”, afirmando que, somadas, “constituem uma punição coletiva implacável contra o povo cubano” — o país enfrenta uma grave escassez de combustível, que repercute em apagões frequentes, uma vez que o sistema elétrico é quase totalmente dependente de termoelétricas. O corte no fornecimento por Caracas fragilizou ainda mais a situação.
A ilha comunista é um dos principais alvos declarados de Washington, que desde que mobilizou boa parte de seu poder naval para a região do Caribe, mantém uma narrativa hostil contra os regimes de esquerda da América Latina. Ainda em janeiro, após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, Trump assinou um decreto classificando a ilha como uma “ameaça extraordinária” aos EUA — em um sinal de que Havana poderia ser a próxima a receber uma eventual ação americana. Rodríguez rebateu a classificação americana.

— Cuba não representa uma ameaça para os Estados Unidos nem para qualquer outro país — insistiu o chanceler cubano nesta segunda-feira, afirmando que Havana não adota “políticas com o objetivo declarado de dominação”.
O chanceler também afirmou que Cuba não “mobiliza forças militares” ou “viola a soberania e a integridade territorial de outros Estados” — em uma provável referência as ações americanas, tanto sob Trump quanto historicamente, na região como um todo.
— Permanecer impassível diante dessas tentativas de impor uma tirania global coloca todos os Estados em risco, sem exceção — afirmou.
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Yamil Lage/AFP
Em um outro discurso nesta segunda-feira, ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, Rodríguez afirmou que o governo cubano impediria uma crise humanitária no país mesmo que isso custasse caro “em termos de penalidades e sofrimentos”.
Um comboio internacional, formado por uma coalizão de movimentos, sindicalistas, deputados, organizações humanitárias e figuras públicas, prometeu enviar um carregamento com ajuda humanitária para Cuba até 21 de março, incluindo “alimentos, remédios, suprimentos médicos e bens essenciais”, segundo seus organizadores.
Ativistas políticos como a sueca Greta Thunberg e o americano David Adler organizam o comboio e afirmam que ele persegue o mesmo objetivo que as flotilhas que tentaram romper o cerco israelense a Gaza no ano passado: “desafiar um bloqueio que estava provocando fome na população civil”. (Com AFP)

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, defendeu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública como necessária ao enfrentamento do crime organizado. A declaração foi feita na estreia do programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, veículo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Segundo o ministro, a proposta enviada pelo governo ao Congresso Nacional, em abril do ano passado, dá condições de trabalho à Polícia Federal e a outras instituições de segurança pública que atuam em todo o território nacional para combaterem o crime onde a Constituição Federal prevê hoje ser atribuição dos estados.

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“Se o crime organizado é nacional, como é que a Polícia Civil de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais ou da Bahia vai ter condições de fazer o combate no Brasil todo? Vai fazer no seu território”, defende.

Na avaliação do ministro, a PEC tem condições de ser aprovada no Congresso Nacional e terá mais efetividade a uma possível ajuda do governo dos Estados Unidos para enfrentar o crime organizado no Brasil.  “A preocupação do Trump não é com o crime organizado. Ele quer fazer da América Latina um quintal”, destacou o ministro.

Estados Unidos

A parceria entre Brasil e Estados Unidos é um dos assuntos que devem pautar uma conversar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prevista para o mês de março com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Boulos defendeu que essa cooperação comece na investigação e prisão de criminosos que se escondem nos Estados Unidos ao serem investigados pela Polícia Federal brasileira. Sem citar o nome do dono da Refinaria de Manguinhos, controlada pelo grupo Refit, o empresário Ricardo Magro, Boulos fez menção à investigação de um esquema de sonegação fiscal de aproximadamente R$ 26 bilhões.

De acordo com o ministro, se o interesse do presidente do Estados Unidos não for pelas riquezas como petróleo, minerais críticos e terras raras dos países da América do Sul, que ele inicie colaborando com o Brasil na deportação desses investigados.

“Comece prendendo quem está em mansão em Miami – livre, leve e solto nos Estados Unidos –  e já foi pego pela Justiça brasileira por estar na cabeça do crime organizado no esquema dos combustíveis, no caso da refinaria do Rio de Janeiro”.

Master

Para Boulos, é importante esclarecer que o governo federal tem se empenhado a investigar crimes no Brasil, inclusive quando fortalece a Controladora-Geral da União para apurar casos que envolvam pessoas indicadas pelo próprio governo, como no caso da investigação das fraudes do INSS.

Segundo o ministro, embora o esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões tenha tido início em 2020, antes do atual governo, o fato não impediu que indicados políticos fossem investigados

Boulos defendeu um debate saudável sobre segurança pública no Brasil que seja comprometido com a transparência e não contra as instituições. O ministro lembrou que, embora haja críticas ao Supremo Tribunal Federal sobre a condução do Banco Master, é importante lembrar o papel da instituição na manutenção da democracia brasileira.

Por outro lado, ele afirma que isso não quer dizer que o Supremo Tribunal Federal esteja acima do bem e do mal.

“Ninguém está acima da crítica, nenhuma instituição está acima da crítica. Agora uma coisa é você poder criticar – como criticar o Toffoli no caso do Master, ou qualquer outro. Isso é parte de uma democracia saudável. Outra coisa é você querer fechar o Supremo ou fazer plano para matar um ministro do Supremo”, criticou.

A morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, líder do Cártel Jalisco Nueva Generación (CJNG), considerado o mais violento do México, provocou aquela que já considerada uma das reações mais generalizadas por parte de grupos criminosos na História recente do país. Estradas foram bloqueadas, veículos, prédios públicos e estabelecimentos comerciais foram incendiados e uma série de eventos pré-agendados, como partidas de futebol e apresentações culturais foram suspensas, enquanto atos de violência eram registrados em pelo menos 13 estados. A operação que resultou na morte de “El Mencho” foi conduzida pelas Forças Especiais do Exército do México, e recebeu apoio da inteligência dos EUA.
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Os cartéis mexicanos costumam reagir violentamente após a captura de seus principais chefes, em um tipo de gesto para demonstrar força e dissuadir as autoridades de confrontá-los novamente. Mas a proporção da resposta após a morte de El Mencho no domingo foi grande mesmo para os padrões do país. Somente em Jalisco, autoridades informaram que 20 agências bancárias foram incendiadas ou danificadas, enquanto grupos atearam fogo em carros para bloquear mais de 20 estradas. Shows e partidas de futebol foram cancelados. Voos foram desviados. E pelo menos um porto suspendeu suas operações. Em alguns estados, as aulas foram canceladas nesta segunda-feira, enquanto companhias aéreas e de ônibus suspenderam algumas rotas ao longo da semana.
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Grande parte da violência foi registrada em Guadalajara, capital de Jalisco, um centro urbano com 1,4 milhão de habitantes que será sede da Copa do Mundo deste ano. O pânico tomou conta do Aeroporto Internacional de Guadalajara no domingo, com vídeos publicados nas redes sociais mostrando funcionários e passageiros fugindo do prédio. A administração do aeroporto e o governo federal mexicano afirmaram que a zona estava segura, apesar do tumulto, e operava normalmente.
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Paulina, uma moradora de Guadalajara de 32 anos, que pediu para ser identificada apenas pelo primeiro nome por temer por sua segurança, disse que estava viajando com o marido e o filho de 3 anos quando ficaram presos em um dos bloqueios do cartel. Enquanto tentavam escapar e voltar para casa, viram uma família ferida à beira da estrada.
— Estou implorando para que as pessoas não saiam de casa — disse Paulina. — Depois do que vi, percebi que essas pessoas não têm consideração por ninguém. Não desejaria a ninguém o que presenciei.
A megaoperação contra El Mencho — um ex-policial que fundou uma das principais organizações de narcotráfico do México — foi realizada pelas Forças Especiais do Exército Mexicano com o auxílio de aeronaves da Força Aérea e da Força de Reação Imediata da Guarda Nacional, segundo o Ministério da Defesa do país. Autoridades mexicanas e americanas confirmaram que os EUA auxiliaram a missão com informações de inteligência, mas a Casa Branca apontou que não enviou efetivo ao país vizinho.
Ainda de acordo com as informações divulgadas pela Defesa mexicana, as tropas do Exército foram alvejadas enquanto avançavam para prender membros do Cartel Jalisco Nova Geração e responderam “em legítima defesa”. Quatro integrantes do cartel morreram no local e outros três ficaram feridos, incluindo Oseguera, que morreu a caminho do hospital. Dois suspeitos foram presos e armas, incluindo lançadores de foguetes capazes de derrubar aeronaves ou destruir veículos blindados, foram apreendidas.
A operação pode marcar o início de uma nova ofensiva do México contra os cartéis de drogas, desde o aumento da pressão do presidente americano, Donald Trump, sobre realizar ataques contra o território mexicano para combater as organizações que equiparou a terroristas. É possível que a ação diminua a pressão imediata da administração Trump.
Contudo, analistas afirmam que as organizações criminosas mexicanas têm um histórico de resistir aos melhores esforços das autoridades para enfraquecê-los, e que detêm poder, riqueza e domínio territorial demais para serem erradicados completamente. Apontam também que o assassinato de “El Mencho” pode abrir disputas internas pelo controle do cartel ou a perda de espaço para outras organizações.
A extensão da turbulência pode depender de os líderes do cartel terem estabelecido uma linha de sucessão clara, capaz de manter a organização unida. Caso contrário, a morte de Oseguera pode desencadear uma fragmentação e uma nova onda de derramamento de sangue, de acordo com Vanda Felbab-Brown, especialista em grupos armados não estatais da Brookings Institution.
Em entrevista à rede americana CNN, o consultor segurança pública mexicano David Saucedo afirmou que o CJNG enfrenta uma iminente batalha pela sucessão, uma vez que o filho do então líder já está preso nos EUA, e os parentes que ainda estão em liberdade não têm o mesmo peso dentro do grupo. O vácuo de liderança, argumentou Saucedo, pode desencadear uma guerra interna pelo poder, como já aconteceu com outras organizações criminosas no país. (Com NYT e AFP)
Um homem de 35 anos atacou várias pessoas com uma faca em um estande das Testemunhas de Jeová na estação central de trem de Würzburg, na Alemanha, na manhã desta sexta-feira. O suspeito foi contido por civis que estavam no local e correram para socorrer as vítimas.
De acordo com a polícia da Baviera, o ataque ocorreu por volta das 7h50 no saguão de entrada da estação. Segundo as autoridades, o homem se aproximou do estande das Testemunhas de Jeová e esfaqueou um idoso de 68 anos. Ele também agrediu fisicamente outras duas pessoas, de 55 e 51 anos.
Testemunhas relataram momentos de pânico no interior da estação, uma das principais da região. Passageiros e funcionários agiram rapidamente para imobilizar o agressor até a chegada da polícia.
A polícia informou que prendeu um suspeito em conexão com o ataque, que está sob custódia. Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes sobre o estado de saúde das vítimas nem sobre a possível motivação do crime.
Promotores da Austrália analisam a possibilidade de reabrir um dos casos mais emblemáticos de desaparecimento infantil do país, ocorrido há mais de cinco décadas. A família de Cheryl Grimmer recebeu com satisfação a sinalização de que as autoridades de Nova Gales do Sul (NSW) podem revisar a decisão anterior de não prosseguir com o processo criminal.
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Cheryl tinha três anos quando desapareceu da praia de Fairy Meadow, em Wollongong, em janeiro de 1970. Apesar das extensas buscas realizadas na época, nenhuma pista conclusiva foi encontrada. O caso permaneceu sem solução por décadas.
Em 2017, um homem chegou a ser formalmente acusado pelo sequestro e assassinato da criança. O processo judicial, no entanto, foi interrompido porque a principal prova — uma confissão feita por ele ainda na adolescência — foi considerada juridicamente inadmissível. O acusado nega qualquer envolvimento no crime e, diante da fragilidade probatória, os promotores retiraram a acusação.
Desde então, a família tem mantido pressão pública para que o caso seja revisto. Atendendo à mobilização — inclusive por parte dos parentes — a diretora de processos criminais de NSW, Sally Dowling, informou que seu gabinete está disposto a realizar uma revisão especial da decisão anterior.
Em carta enviada à família, Dowling explicou que o prazo regular para solicitar formalmente uma revisão já havia expirado. Ainda assim, decidiu abrir uma exceção e concordou em analisar novamente o caso. Ela indicou duas possibilidades: revisar imediatamente com base nas provas entregues pela polícia em 2019 ou aguardar a conclusão da avaliação de informações adicionais que os detetives afirmam ter descoberto recentemente, descritas como “novas” informações.
— Demorou anos demais, mas finalmente estamos muito felizes que eles reconheçam nossa luta por alguma justiça para Cheryl — declarou o irmão mais velho de Cheryl, Ricki Nash, à BBC.
Podcast deu viibilidade ao caso
O caso ganhou nova visibilidade após o lançamento, em 2022, do podcast Fairy Meadow, produzido pela BBC, que reexaminou o desaparecimento. Desde a divulgação do programa, ao menos uma nova testemunha se apresentou.
Segundo Nash, a família enviou carta à Polícia de NSW solicitando formalmente a reabertura da investigação, agora considerando evidências surgidas após 2019.
— Não estamos pedindo nada extraordinário. Quando a transparência conduz o processo, o mal não pode mais se esconder atrás de falhas processuais ou da divisão burocrática.
A família havia se mudado recentemente de Bristol para a Austrália como parte do programa conhecido como “Ten Pound Poms”, que incentivava a migração de britânicos ao país mediante custo reduzido de passagem.
O desaparecimento
No dia do desaparecimento, Ricki Nash estava encarregado de supervisionar os irmãos mais novos enquanto a família se preparava para deixar a praia. Ele foi instruído a ir até o bloco de banheiros, e Cheryl correu rindo em direção ao vestiário feminino, recusando-se a sair. Constrangido demais para entrar no espaço feminino, Nash retornou à praia para buscar ajuda da mãe. Quando ambos voltaram, cerca de 90 segundos depois, a menina já não estava mais no local.
Desde a interrupção do julgamento, ocorrida há sete anos, a família sustenta que houve falhas significativas por parte das autoridades de NSW tanto na busca inicial quanto nas etapas subsequentes do caso.
Em outubro do ano passado, Jeremy Buckingham, integrante do Conselho Legislativo de NSW — a câmara alta do estado — utilizou o privilégio parlamentar para tornar público o nome do suspeito, até então conhecido apenas como Mercury. O nome verdadeiro permanece protegido por lei, já que ele era menor de idade na época do suposto crime.
Além disso, está prevista para maio uma investigação parlamentar em NSW voltada a casos de assassinatos não resolvidos e desaparecimentos de longa duração. O caso de Cheryl Grimmer será incluído na apuração, o que pode ampliar o escrutínio institucional sobre o desaparecimento e sobre as decisões tomadas ao longo das últimas décadas.
Um cachorro de dois anos que havia sido abandonado dentro do Aeroporto Internacional Harry Reid, em Las Vegas, encontrou um novo lar após mobilizar autoridades e uma organização de resgate animal. O filhote, um goldendoodle que passou a ser chamado de Jet Blue, foi adotado pelo policial que participou do atendimento da ocorrência.
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O animal havia sido deixado no terminal no início deste mês por Germiran Bryson, de 26 anos. Funcionários do aeroporto informaram que ela não possuía a documentação necessária para embarcar com o cão como animal de serviço. Segundo a polícia, em vez de remarcar a viagem, Bryson amarrou o cachorro a um medidor de bagagens no balcão de passagens.
Pouco depois, a mulher foi localizada no portão de embarque e detida. De acordo com a polícia de Las Vegas, ela foi presa sob acusação de abandono de animal e resistência à prisão.
Resgate e adoção
Após o resgate, o cachorro permaneceu sob cuidados do Serviço de Proteção Animal durante o período obrigatório de retenção de 10 dias. Em seguida, a organização sem fins lucrativos Retriever Rescue de Las Vegas iniciou a busca por um novo lar.
O policial Skeeter Black, que já estava previamente aprovado no processo de adoção da entidade junto com a família, foi selecionado para ficar com o animal. O departamento de polícia anunciou a adoção em uma publicação nas redes sociais, informando que Jet Blue agora segue para uma “casa segura e amorosa”.
O anúncio foi acompanhado por vídeos e fotos do momento em que Black e seus familiares buscaram o cachorro no centro de resgate. Nas imagens, o animal aparece abanando o rabo e interagindo com o novo tutor.
Segundo o departamento, o caso, que começou com um episódio de abandono, terminou como um exemplo de cooperação entre autoridades, organizações de resgate e a comunidade. Bryson não retornou para buscar o animal após a detenção. Jet Blue agora inicia uma nova fase ao lado da família que o adotou.

Em declaração conjunta, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Lee Jae-myung, da Coreia do Sul, anunciaram, nesta segunda-feira (23), em Seul, acordos nas áreas da agricultura, tecnologia, medicamentos e um incremento no intercâmbio cultural e educacional.  Eles reforçaram o comprometimento dos dois países em ampliar o comércio bilateral.

Depois da visita à Índía, Lula se reuniu na manhã de hoje com o presidente coreano. Em entrevista, os dois presidentes também destacaram o compromisso dos dois países com os valores democráticos e o fortalecimento da soberania popular frente a cenários de extremismo, desinformação e ameaças autoritárias.

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“Realizei uma visita oficial em 2005 e voltei em 2010, por ocasião da Cúpula do G20. Desde então, nenhum outro mandatário brasileiro veio ao país. Esse hiato é incompatível com os vínculos sociais e econômicos existentes entre nossos povos. Hoje, elevamos o relacionamento entre Brasil e Coreia ao patamar de Parceria Estratégica e lançamos um Plano de Ação com iniciativas concretas para os próximos três anos”, disse Lula

O presidente brasileiro também falou sobre os laços comerciais entre Brasil e Coreia do Sul:

“O Brasil é o principal destino dos investimentos coreanos na América Latina. Com intercâmbio de US$ 11 bilhões, a Coreia é nosso 4º parceiro comercial na Ásia”, disse. E complementou: “Agora, damos início a um renovado ciclo de desenvolvimento e prosperidade compartilhada”.

Lula citou outras áreas em que os dois países podem atuar juntos.  

“A transição energética abre novas frentes de complementaridade entre setores produtivos. As cadeias de minerais críticos guardam inúmeras oportunidades de agregação de valor. Há amplo espaço para cooperação em segmentos de alta tecnologia, como semicondutores e inteligência artificial”.

O presidente citou a importância dos acordos firmados com o país asiático. 

“Celebramos um Acordo-Quadro de Integração Comercial e Produtiva que vai facilitar o comércio bilateral, promover harmonização regulatória e trazer mais segurança para as empresas. Firmamos ainda um memorando que vai fortalecer a cooperação financeira em torno de agendas de interesse comum dos dois países. Em relação às negociações entre o Mercosul e a República da Coreia, discutimos caminhos para retomar as tratativas interrompidas em 2021”.

Uma área em que haverá grande colaboração entre a Coreia e o Brasil é a da saúde.

“Na área de saúde, os instrumentos abrangem produção de medicamentos e vacinas, pesquisa em diagnóstico de doenças transmissíveis e doenças crônicas, bem como genômica avançada e saúde digital”, afirmou o presidente brasileiro.

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