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A morte de Nemesio Oseguera Cervantes, o “El Mencho”, líder do Cartel de Jalisco Nueva Generación (CJNG), foi resultado de uma operação militar de grande escala, articulada a partir da informação decisiva de uma companheira sentimental do chefe do cartel, que permitiu as forças armadas mexicanas chegarem até ele.
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Procurado havia anos pelo México e pelos Estados Unidos, com mandados de prisão por crime organizado e tráfico de drogas, Oseguera Cervantes teve o paradeiro revelado após a investigação militar localizar um homem de confiança ligado a uma de suas companheiras. Na sexta-feira, esse homem levou a mulher a Tapalpa, em Jalisco, onde ela se encontrou com o líder do cartel.
A pista que levou ao esconderijo
A localização exata foi confirmada com apoio da inteligência norte-americana, por meio da análise de “informações adicionais muito importantes dos Estados Unidos”. Depois que a mulher passou a noite com “El Mencho” e deixou o local, as forças especiais confirmaram que ele permanecia ali, cercado por seu grupo de segurança.
Com a confirmação, foi montado um cerco por terra e ar. Forças especiais do Exército e da Guarda Nacional se posicionaram em solo, enquanto uma força aeromóvel com seis helicópteros permaneceu de prontidão em estados vizinhos. A Força Aérea Mexicana atuou com aviões de reconhecimento e interceptação. Na madrugada de domingo, confirmou-se a presença de El Mencho, dando início à ação. A presidente Claudia Sheinbaum acompanhava a operação à distância.
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Cerco militar, fuga pela mata e confrontos
O confronto inicial foi descrito como intenso. Em meio à troca de tiros, “El Mencho” fugiu com dois seguranças, deixando para trás um grupo fortemente armado para conter o avanço militar. Oito criminosos morreram nesse primeiro embate. Entre as armas apreendidas estavam dois lança-foguetes, semelhantes aos utilizados pelo CJNG em 2015 para derrubar um helicóptero militar.
Na tentativa de escapar, Oseguera Cervantes buscou abrigo em uma área florestal com cabanas nos arredores de Tapalpa. Embora estivessem armados com lança-foguetes, eles não foram usados, segundo o relato oficial. As forças especiais conseguiram localizá-lo e o localizaram escondido entre a vegetação, iniciando novo confronto. Nesse momento, “El Mencho” e seus dois seguranças ficaram feridos. Um helicóptero militar foi atingido por disparos e precisou fazer pouso de emergência. Dois indivíduos foram detidos e três militares ficaram feridos.
Após o controle da área, o líder do cartel e seus seguranças foram colocados em um helicóptero para serem levados a um hospital. No trajeto, morreram em decorrência da gravidade dos ferimentos. Segundo o secretário da Defesa, “estavam em estado muito grave”. Por receio de represálias, o plano de voo foi alterado, e a aeronave seguiu para a Cidade do México, e não para a capital de Jalisco.
Retaliação coordenada em sete estados e queda de ‘El Tuli’
A morte do chefe do CJNG desencadeou uma onda de violência coordenada por um operador identificado como “El Tuli”, descrito como responsável logístico e financeiro e homem de confiança do líder. Ele passou a oferecer 20 mil pesos por cada militar morto. A retaliação incluiu bloqueios de estradas, incêndios de veículos e ataques a instalações militares, à Guarda Nacional e a comércios em sete estados.
Os episódios mais graves ocorreram em Jalisco, onde 25 membros da Guarda Nacional foram mortos, além de um funcionário do sistema prisional, um integrante do Ministério Público estadual, uma mulher e 30 supostos criminosos. No estado vizinho de Michoacán, quatro homens armados foram abatidos e 15 integrantes das forças de segurança ficaram feridos.
A escalada violenta terminou com a localização de “El Tuli” por uma brigada de fuzileiros paraquedistas. Ele morreu em confronto.
Com o operador, foram encontrados armamentos e grandes quantias em dinheiro, incluindo quase um milhão de dólares em moeda americana e o equivalente a 400 mil dólares em pesos mexicanos.
O general Ricardo Trevilla Trejo, secretário da Defesa Nacional do México, informou nesta segunda-feira que, após a morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, também foi morto Hugo H., apelidado de “El Tuli”. Segundo o militar, ele atuava como operador logístico e financeiro e era o principal homem de confiança do líder do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG).
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De acordo com Trevilla, “El Tuli” coordenava bloqueios em vias de comunicação, incêndios de veículos e ataques às Forças Armadas, à Guarda Nacional, a instalações governamentais e a estabelecimentos comerciais. Ele também oferecia até 20 mil pesos por cada militar assassinado por integrantes do grupo criminoso.
Em coletiva no Palácio Nacional, o secretário apresentou uma cronologia da operação e afirmou que, com base em informações de inteligência militar, foi identificado que Hugo H. estava em El Grullo.
— Com inteligência militar central também foi obtida informação de que Hugo ‘H’, vulgo ‘El Tuli’, que era o operador logístico, financeiro e principal pessoa de confiança de ‘El Mencho’, encontrava-se em El Grullo, Jalisco — afirmou Trevilla.
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Segundo o general, após a localização do suspeito, foi mobilizada uma unidade aeromóvel de forças especiais da Brigada de Fuzileiros Paraquedistas. Ao ser encontrado, “El Tuli” tentou fugir de carro e abriu fogo contra os militares, que reagiram.
— De lá, ele coordenava bloqueios nas vias de comunicação, incêndios de veículos, ataques a instalações militares, à Guarda Nacional, a estabelecimentos comerciais, a instalações do governo e ainda oferecia 20 mil pesos por cada militar que fosse assassinado por todo o pessoal desse grupo criminoso.
Ainda de acordo com o secretário, no confronto, “El Tuli” morreu. Ao ser encontrado, tentou fugir em um veículo e começou a atacar os militares, que reagiram à agressão.
— E ali faleceu este suposto delinquente — declarou.
Com ele, foram apreendidas duas armas — uma curta e uma longa —, 7 milhões e 200 mil pesos, 965 mil dólares em dinheiro vivo, além de cartuchos, carregadores e o veículo utilizado na tentativa de fuga.
Trevilla informou que todo o material foi encaminhado à Promotoria Especializada em Crimes de Delinquência Organizada da Procuradoria-Geral da República (FGR) para as providências legais.
Dezesseis anos após o episódio que chocou o público e o setor de entretenimento marinho, a morte da treinadora Dawn Brancheau continua sendo lembrada como um dos casos mais marcantes envolvendo animais em cativeiro. O ataque ocorreu em 24 de fevereiro de 2010, durante uma apresentação no parque aquático SeaWorld, em Orlando, nos Estados Unidos.
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Brancheau tinha 40 anos e era uma das profissionais mais experientes do parque, com cerca de 16 anos de atuação no treinamento de cetáceos. Reconhecida por colegas e visitantes, ela se tornou uma das figuras mais conhecidas da empresa, participando de shows e atividades educativas com orcas.
O dia do acidente
Naquele dia, a treinadora interagia com a orca macho Tilikum em uma área rasa da piscina quando teve o cabelo preso na boca do animal. O incidente foi percebido por outro treinador, que acionou imediatamente o alarme para mobilizar as equipes de emergência.
Segundo relatos reunidos por autoridades locais, Brancheau chegou a emergir brevemente após o primeiro contato, mas acabou sendo puxada novamente pelo animal. Funcionários tentaram intervir com redes e alimento para distrair a orca, estratégia que não surtiu efeito imediato. Após uma operação que durou cerca de meia hora, equipes conseguiram recuperar o corpo da treinadora.
Exames do médico legista indicaram que a morte ocorreu por afogamento associado a múltiplos traumatismos.
Impacto e investigações
O caso teve grande repercussão internacional e desencadeou investigações sobre as condições de trabalho no parque. Documentos reunidos pelo Gabinete do Xerife do Condado de Orange incluíram depoimentos de funcionários que descreviam Tilikum como um animal de comportamento possessivo.
A orca já havia sido ligada a outro episódio fatal anos antes, em 1991, no Canadá. Após a morte de Brancheau, a Administração de Segurança e Saúde Ocupacional dos Estados Unidos (OSHA) concluiu que o SeaWorld havia cometido violações graves de normas de segurança e aplicou multa de US$ 75 mil.
Em comunicado à época, o parque contestou as acusações e afirmou que pretendia recorrer das conclusões da agência federal.
Legado
A tragédia também motivou homenagens à treinadora. Familiares e apoiadores criaram a Fundação Dawn Brancheau, voltada à preservação da vida marinha e ao cuidado com animais — uma causa com a qual ela já se envolvia antes do acidente. Fora do trabalho, Brancheau também atuava como voluntária em abrigos e frequentemente acolhia animais resgatados em casa.
O caso voltou ao centro do debate internacional alguns anos depois, com o lançamento do documentário Blackfish, que examinou a história de Tilikum e as práticas de treinamento de orcas em parques marinhos.
Passados 16 anos, o episódio permanece como um divisor de águas na discussão sobre segurança em parques marinhos e sobre a relação entre treinadores e grandes mamíferos em cativeiro.
Uma jovem de 18 anos foi presa após consumir álcool em gel, agredir um policial e danificar uma cela durante a detenção em Canton, no estado de Ohio, nos Estados Unidos. O episódio ocorreu na segunda-feira (19) e foi registrado por câmeras corporais dos agentes.
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Segundo autoridades locais, policiais foram chamados a uma residência após relatos de uma briga doméstica. Ao chegarem ao local, encontraram Jade Cain e o namorado dela, Alan King. Nas imagens divulgadas pela emissora local 19 News, um dos agentes questiona a jovem sobre o que estava acontecendo, e ela responde apenas com o próprio nome. Ao fundo, uma pessoa afirma que a jovem estava bêbada e que não sabia o que ela havia ingerido.
Posteriormente, os policiais descobriram que Cain havia consumido álcool em gel. Diante da situação, decidiram levá-la para a viatura. Durante a abordagem, a jovem resistiu, chegando a se jogar no chão antes de ser colocada no carro da polícia.
Confusão continuou na delegacia
Já dentro do veículo, Cain reclamou que havia perdido um sapato. Momentos depois, segundo o registro policial, ela deu um soco no rosto de um dos agentes. Após a agressão, os policiais decidiram encaminhá-la para a Cadeia do Condado de Stark.
Na unidade prisional, a jovem conseguiu se soltar das algemas e quebrou uma das janelas da cela com um soco, de acordo com as autoridades. O dano levou à inclusão de uma acusação de vandalismo, além da agressão contra o policial.
Ainda conforme a emissora 19 News, a fiança foi fixada em US$ 50 mil. Policiais envolvidos na ocorrência afirmaram que já haviam atendido chamados anteriores envolvendo Cain e o namorado.
Risco ao ingerir álcool em gel
De acordo com o The Independet, especialistas dos Centros de Controle de Intoxicações dos Estados Unidos alertam que ingerir álcool em gel pode ser extremamente perigoso. Produtos desse tipo podem conter até 95% de álcool, enquanto a maioria apresenta ao menos 60% de álcool etílico — concentração muito superior à encontrada em bebidas alcoólicas comuns, que geralmente varia entre 10% e 15%.
A ingestão da substância pode provocar confusão mental, vômitos e sonolência. Em casos mais graves, há risco de parada respiratória, coma e morte. O Centro Nacional de Controle de Intoxicações recomenda que qualquer pessoa que consuma esse tipo de produto procure atendimento médico imediato.
Uma menina de 11 anos morreu após ser atingida por uma avalanche enquanto esquiava com a família em uma área remota próxima a uma estação de esqui no estado de Utah, nos Estados Unidos. O acidente ocorreu na quinta-feira (19) e mobilizou equipes de resgate e moradores da região.
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Madelyn Eitas, aluna da sexta série e moradora de Rochester, em Massachusetts, estava com familiares pouco depois do meio-dia em uma área conhecida como “Rock Garden”, fora dos limites e sem patrulhamento da estação de esqui de Brighton, nas proximidades de Salt Lake City, quando a neve cedeu e a atingiu.
Segundo autoridades locais ouvidas pelo Salt Lake Tribune, cerca de 20 pessoas que estavam no local, incluindo o irmão da menina, Cameron Eitas, iniciaram as buscas imediatamente. Equipes de patrulha das estações de Brighton e Solitude e socorristas do Wasatch Backcountry foram acionados minutos após a chamada de emergência, registrada às 12h29.
De acordo com a polícia, Madelyn foi localizada sob a neve pelo próprio irmão, que utilizou um aplicativo para identificar sua posição. Ela foi retirada em estado crítico enquanto os socorristas tentavam estabilizá-la na encosta da montanha.
Um helicóptero médico chegou a ser mobilizado, mas não conseguiu pousar por causa das condições perigosas do terreno íngreme e isolado. A menina recebeu atendimento no local e foi levada de ambulância ao hospital. Em comunicado, a polícia informou que, “apesar dos enormes e exaustivos esforços da família, dos socorristas e da equipe médica”, ela não resistiu.
Comunidade mobilizada
Após a morte, familiares, amigos e organizações locais passaram a prestar homenagens à estudante. A mãe, Becky Eitas, descreveu a filha como “doce, atrevida e inteligente”, lembrando que ela estava sempre “dançando, sorrindo e fazendo palhaçadas”.
Clubes de futebol juvenil dos quais Madelyn participava também se manifestaram. A equipe Mariner Youth Soccer afirmou, em publicação nas redes sociais, que a menina era “uma garota brilhante e maravilhosa” e informou que oferecerá apoio psicológico a jogadores e familiares. Já o Old Rochester Youth Soccer anunciou que dedicará a próxima temporada de primavera à memória da atleta, com colegas usando patches com seu nome e número.
Autoridades locais também pediram apoio à família. O chefe de polícia de Rochester, Michael Assad Jr., afirmou em mensagem pública que a comunidade deve se unir neste momento. “Rochester sempre foi uma cidade que se faz presente. E agora, a família Eitas precisa de nós”, escreveu.
Na Rochester Memorial School, onde Madelyn estudava, o distrito escolar informou que preparou serviços de aconselhamento para alunos e funcionários. O superintendente Michael S. Nelson classificou a notícia como devastadora e pediu respeito à privacidade da família.
A escola também abriu as portas durante o fim de semana para receber estudantes e parentes que buscassem apoio.
Nos dias que antecederam o acidente, o Centro de Avalanches de Utah registrou mais de 40 ocorrências em áreas remotas fora do Vale do Lago Salgado. Meteorologistas alertaram que o risco continuava elevado. Na mesma semana, outra avalanche fatal foi registrada nas montanhas Wasatch.
Um dos episódios mais graves recentes envolvendo esse tipo de desastre ocorreu em 17 de fevereiro, perto de Castle Peak, na região do Lago Tahoe, na Califórnia, quando um grupo que praticava esqui fora de pista foi atingido por um grande deslizamento de neve. Nove pessoas morreram e duas ficaram feridas.
As autoridades de Chiang Mai, no norte da Tailândia, investigam a morte de 72 tigres em menos de duas semanas em uma popular atração turística da região. Os animais viviam em duas instalações do Tiger Kingdom Chiang Mai, parque conhecido por permitir que visitantes toquem e interajam com os felinos, afirmou a rede britânica BBC.
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Segundo o departamento provincial de pecuária, amostras coletadas das carcaças testaram positivo para o vírus da cinomose canina, uma doença altamente contagiosa que atinge os sistemas respiratório, gastrointestinal e nervoso. A infecção, comum em cães, também pode afetar grandes felinos e costuma ser fatal.
De acordo com a imprensa local, os tigres mortos faziam parte de um grupo de mais de 240 animais mantidos nas duas unidades do parque. As autoridades informaram na segunda-feira que os restos mortais foram cremados e enterrados.
— Quando percebemos que estavam doentes, já era tarde demais — afirmou Somchuan Ratanamungklanon, diretor do departamento nacional de pecuária, à mídia local. Segundo ele, a detecção precoce de doenças em tigres é mais complexa do que em animais domésticos, como cães e gatos.
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O escritório provincial de pecuária informou que, além da cinomose, exames identificaram a presença de uma bactéria associada a doenças respiratórias. Testes preliminares haviam indicado também possível infecção por parvovírus felino.
Autoridades locais investigam a origem do surto. Entre as hipóteses levantadas está o fornecimento de carne de frango crua contaminada aos animais, segundo o jornal Bangkok Post. Suspeita semelhante foi apontada em 2004, quando quase 150 tigres morreram ou foram sacrificados após um surto de gripe aviária em um zoológico na província de Chonburi.
O departamento de controle de doenças informou que nenhum veterinário ou funcionário do parque apresentou sintomas da cinomose. Ainda assim, todos foram colocados sob observação por 21 dias, segundo a emissora pública Thai PBS.
Grupos de defesa dos direitos dos animais afirmaram que o episódio evidencia a vulnerabilidade de animais selvagens mantidos em cativeiro para entretenimento.
A organização Wildlife Friends Foundation Thailand declarou que a morte dos tigres expõe a “extrema vulnerabilidade dos cativeiros de animais selvagens a doenças infecciosas”. Já a Peta Ásia afirmou à AFP que tragédias como essa seriam menos prováveis se turistas evitassem esse tipo de atração.
O Tiger Kingdom Chiang Mai foi fechado temporariamente por duas semanas para desinfecção das instalações enquanto as investigações continuam.
Um motim registrado no presídio de Ixtapa, em Puerto Vallarta, no estado de Jalisco, deixou um agente penitenciário morto e resultou na fuga de 23 detentos neste domingo, após o anúncio da morte do narcotraficante Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, líder do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG). A informação foi confirmada nesta segunda-feira pelo governo estadual.
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De acordo com o secretário de Segurança Pública de Jalisco, Juan Pablo Hernández, grupos armados atacaram as instalações pelo lado de fora e derrubaram um dos portões com o uso de um veículo, facilitando a evasão de presos.
Após a investida externa, detentos iniciaram um motim no interior da unidade, com registros de confrontos entre internos. Segundo as autoridades, a situação foi controlada e, na sequência, foi realizada a chamada nominal, quando se constatou a ausência dos 23 foragidos. Até o momento, o governo não divulgou a identidade dos detentos nem informou se eles são considerados de alta periculosidade.
Fuga ocorreu durante onda de violência
No domingo, após a divulgação da morte de “El Mencho”, foram registrados diversos episódios de violência em diferentes regiões do país, sobretudo em Jalisco.
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Nas redes sociais, circularam imagens que mostrariam a área externa do presídio de Ixtapa, onde era possível ver uma densa coluna de fumaça. Segundo relatos, o incêndio teria ocorrido após confronto entre forças de segurança e um grupo armado, além da queima de veículos nas proximidades da unidade prisional.
As autoridades ainda investigam se o ataque foi previamente planejado ou se está relacionado ao aumento recente da violência no estado.
O Exército mexicano matou no domingo (22) Nemesio Oseguera “El Mencho”, fundador e líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), o traficante mais poderoso do México e por quem os Estados Unidos ofereciam 15 milhões de dólares (R$ 78 milhões).
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Oseguera, de 59 anos, ficou ferido em um confronto com militares na localidade de Tapalpa, em Jalisco (oeste). Ele morreu pouco depois, quando era transferido por via aérea para a Cidade do México.
O CJNG reagiu de forma violenta, com bloqueios de rodovias e incêndio de veículos em Jalisco – sede do cartel – e em outros estados do país. Células do cartel incendiaram estabelecimentos comerciais e provocaram terror entre a população.
A reação após a operação evidenciou o amplo poder que o cartel mantém em diferentes regiões do México, com presença tanto em atividades legais quanto ilegais. Também mostrou sua ampla estrutura e capacidade de mobilização. A resposta brutal do cartel reacendeu dúvidas sobre o futuro da organização criminosa e os possíveis cenários que podem se abrir após este episódio. As principais questões são abordadas a seguir:
O que é o Cartel Jalisco Nova Geração e quão poderoso é?
O “Mencho” fundou este cartel em 2009 e, segundo especialistas, trata-se de uma das organizações do narcotráfico mais poderosas do México. O chefe do tráfico morto era um dos principais responsáveis pelo envio de heroína, cocaína, metanfetamina e fentanil para os Estados Unidos, segundo o governo americano.
“É certamente uma das organizações mais poderosas no México em termos de capacidade militar, de recrutamento e de armas”, disse à AFP David Mora, especialista do centro de análise Crisis Group.
Os negócios do cartel se expandiram para outras atividades criminosas, como extorsão, roubo de combustível e tráfico de pessoas, segundo a agência antidrogas americana (DEA), crimes que lhe garantem forte renda e grande capacidade econômica. O CJNG se caracterizou por se mostrar “sempre disposto a desafiar o governo mexicano”, afirma.
Em diversas ocasiões, divulgou imagens de seus pistoleiros exibindo armamento e veículos blindados, além de ter atentado em 2020 contra o atual secretário de Segurança Pública, Omar García Harfuch, quando este era chefe da polícia na capital. Também esteve por trás, em novembro, do assassinato do prefeito de Uruapan, Carlos Manzo.
“Em sua narrativa, eles sempre estão muito dispostos a desafiar e a mostrar sua capacidade operacional (…). Não hesitam em realizar ataques muito políticos como o de García Harfuch”, disse Mora.
Por que a reação foi tão violenta em vários estados do México?
A reação violenta após a operação contra Oseguera destacou o poder do cartel no México. Os bloqueios e o incêndio de lojas e estabelecimentos também se estenderam ao balneário de Puerto Vallarta, ao estado vizinho de Michoacán e aos estados de Puebla (centro), Sinaloa (noroeste), Guanajuato (centro) e Guerrero (sul).
É a organização criminosa predominante em vários estados, mas em outros está em conflito com outros grupos criminosos. “O que vimos hoje é justamente uma demonstração de onde operam e onde podem infligir violência”, disse Mora.
Por sua vez, o analista de segurança nacional Gerardo Rodríguez afirmou que as autoridades tinham “calculado sua reação”; o que “não estava no radar era que (a reação) tivesse alcance nacional” e que ativassem células aliadas em todo o país. Apesar disso, Rodríguez destacou que, com suas ações, o cartel não conseguiu impedir que Oseguera fosse morto e que seu corpo fosse transferido pelas autoridades para a Cidade do México.
“Em termos táticos e operacionais, é uma operação muito bem-sucedida do governo da República”, disse Rodríguez.
O que acontecerá com o cartel sem o “Mencho” à frente?
Nemesio Oseguera era um líder criminoso ao estilo de Joaquín “Chapo” Guzmán e Ismael “El Mayo” Zambada, presos nos Estados Unidos. Tinha presença dominante no CJNG e não contava com sucessores claros.
Segundo especialistas, o CJNG havia se fortalecido após o enfraquecimento do Cartel de Sinaloa por suas guerras internas. Seu filho mais velho, conhecido como “El Menchito”, foi condenado no ano passado nos Estados Unidos à prisão perpétua.
Os possíveis cenários são que o cartel continue operando sem seu líder ou que entre em uma guerra interna pelo comando. Em caso de conflito interno, “teríamos um aumento da violência homicida”, disse o especialista em segurança David Saucedo.
“Ao não haver uma sucessão direta, cria-se um vazio de poder que abre a possibilidade de gerar rearranjos violentos dentro da organização”, explicou o analista do Crisis Group.
A polícia britânica prendeu nesta segunda-feira Peter Mandelson — ex-embaixador do Reino Unido em Washington e um dos principais articuladores do governo do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair — por implicações nos arquivos do financista Jeffrey Epstein. Segundo a Polícia Metropolitana de Londres, a detenção está relacionada com o mesmo crime do qual é acusado o ex-príncipe Andrew: má conduta em cargos públicos.
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Segundo documentos do caso Jeffrey Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos em janeiro, o falecido criminoso sexual enviou £ 10.000 (cerca de R$ 69,8 mil, na cotação atual) em transferências bancárias para o marido de Mandelson, o brasileiro Reinaldo Avila da Silva. Os dados publicados mostram Avila enviou um e-mail para Epstein em 7 de setembro de 2009, cerca de dois meses após Epstein cumprir uma pena de 13 meses em regime semiaberto, pedindo uma ajuda financeira.
No e-mail, Reinaldo detalha os custos de um curso de osteopatia, fornece seus dados bancários e agradece ao financista por “qualquer ajuda que você possa me dar”. Epstein responde algumas horas depois, dizendo que transferiria o valor do empréstimo. No dia seguinte, o brasileiro, que se casou com lorde britânico em 2023 após um relacionamento de 30 anos, responde com um agradecimento.
“Enviei-lhe alguns e-mails na semana passada sobre as despesas do meu curso de osteopatia, incluindo taxas, modelos anatômicos e laptop, caso possa me ajudar com isso. Espero que os tenha recebido”, escreveu Reinaldo a Epstein, à época.
Em abril de 2010, Reinaldo enviou outra mensagem a Epstein, compartilhando seus dados bancários, conforme mostram os novos documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA. Epstein, de acordo com o Financial Times, encaminhou o e-mail para seu contador, acrescentando: “envie 13 mil dólares”.
Em correspondências subsequentes, Epstein instrui seu contador, Rich Kahn, a “enviar 2 mil dólares por mês para Reinaldo”. Kahn, então, pergunta se isso é “além dos 13 mil dólares” e confirma se a moeda é dólares americanos. Epstein responde que “após repensar, envie apenas 4 mil dólares”.
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Em setembro do ano passado, uma pessoa próxima a Mandelson ouvida pelo Financial Times afirmou que “não havia nenhum relacionamento” entre Reinaldo e Epstein, e que os dois não se davam bem. Essa pessoa negou que Mandelson tivesse recebido dinheiro de Epstein, seja diretamente ou por meio de seu marido.
Epstein e o lorde
Os documentos mais recentes levantaram novas questões sobre a relação de Epstein com Mandelson, que foi demitido do cargo de embaixador do Reino Unido em Washington quando detalhes de seu apoio ao financista vieram à tona, em setembro do ano passado.
Em outro conjunto de e-mails, o lorde Mandelson pede para se hospedar em uma das propriedades de Epstein. Essas mensagens são de 16 de junho de 2009, quando Epstein ainda cumpria pena de 13 meses por aliciar uma menor para prostituição. Durante grande parte de sua sentença, o financista tinha permissão para trabalhar em seu escritório durante o dia e retornava à prisão todas as noites.
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Mandelson afirmou repetidas vezes que se arrepende de sua amizade com Epstein e que nunca presenciou nenhuma irregularidade, mas “acreditou em suas mentiras”. Ele chegou a pedir desculpas, durante o programa Newsnight, às vítimas de Epstein.
Ainda de acordo com o Financial Times, os e-mails divulgados pelo Departamento de Justiça revelam outros aspectos da relação entre Mandelson e Epstein, incluindo o político britânico pedindo conselhos sobre a compra de um apartamento no Brasil.
Em março de 2011, quando Mandelson dirigia a Global Counsel, uma empresa de consultoria londrina, ele escreveu ao financista sobre um esquema para minimizar impostos, que envolvia a criação de uma empresa offshore no Panamá que faria parceria com uma nova empresa brasileira administrada por Reinaldo.
Sete pessoas morreram quando um avião fretado para prestar serviços médicos caiu no estado oriental indiano de Jharkhand, informaram as autoridades nesta terça-feira.
A Direção Geral de Aviação Civil (DGAC) informou que o avião Beechcraft C90, que operava um “voo de evacuação médica”, caiu na segunda-feira na região de Kasaria, no estado de Jharkhand.
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Equipes médicas e de resgate se apressaram até o local do acidente, que, segundo a mídia local, fica em uma área de floresta e é de difícil acesso.
“A equipe de médicos os localizou e os declarou mortos”, disse a jornalistas a autoridade administrativa local, Keerthishree G, sobre as pessoas que estavam no avião.
Ela especificou que dois dos sete mortos eram tripulantes.
A DGAC informou na noite de segunda-feira que o avião havia “solicitado um desvio (de sua rota) devido ao clima e perdeu contato com o radar de tráfego aéreo após 23 minutos”.
O órgão de investigação de acidentes aéreos da Índia enviou uma equipe ao local do acidente.

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