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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou solidariedade ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após uma tentativa de ataque registrada durante um jantar com correspondentes em Washington. Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que o Brasil “repudia veementemente” o episódio.
Na mensagem, o presidente brasileiro também estendeu sua solidariedade à primeira-dama Melania Trump e a todos os presentes no evento. Segundo ele, episódios de violência política representam uma ameaça direta às instituições democráticas.
“A violência política é uma afronta aos valores democráticos que todos devemos proteger”, escreveu Lula.
Em atualização
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, além de outras autoridades do governo, foi retirado às pressas do Jantar dos Correspondentes da Casa Branca na noite de sábado, após relatos de disparos de arma de fogo no local. Na ocasião, um agente do Serviço Secreto, que estava de colete à prova de balas, foi atingido, mas recebeu alta do hospital neste domingo. O suspeito foi posteriormente identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos.
Veja vídeos e foto do suspeito: Trump deixa jantar com autoridades e jornalistas em Washington após disparos
Entenda: Trump diz que ‘atirador’ foi preso em Washington; americano foi retirado às pressas de jantar após cinco disparos
Em um pronunciamento na Casa Branca, após o incidente, Trump disse que o homem que efetuou os disparos “provavelmente era um atirador solitário” e o classificou como “uma pessoa muito doente”. Segundo o presidente, as autoridades realizam buscas no apartamento do suspeito para entender as motivações do crime.
O que aconteceu
Imagens de câmeras de segurança divulgadas por Trump, do hotel Washington Hilton, onde acontecia o jantar anual dos correspondentes da Casa Branca, mostram uma pessoa passando correndo por seguranças, que então se viram e a perseguem. Citando fontes policiais, a rede americana CBS News afirmou que, pelo menos, cinco a oito tiros foram disparados.
Ataque em Washington: o que se sabe sobre o homem preso por abrir fogo no jantar de Donald Trump
Momento em que Trump saiu às pressas do Jantar dos Correspondentes da Casa Branca após relatos de supostos tiros
Reprodução
Dentro do próprio salão de baile, onde mais de 2 mil pessoas estavam reunidas para o evento, imagens mostraram Trump e a primeira-dama, Melania Trump, em seus lugares em um palco na frente do salão conversando com outros convidados, quando fortes estrondos foram ouvidos à distância.
Eles aparentemente perceberam a comoção na sala e foram retirados às pressas do palco pela segurança, enquanto alguns convidados se abrigaram. Vários agentes do Serviço Secreto correram para o palco, portando armas, enquanto os participantes se abaixavam para se esconder sob as mesas redondas.
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A sala foi brevemente isolada, antes de ser anunciado que o evento seria adiado e remarcado. Os participantes foram retirados da sala, e muitos tentaram noticiar os acontecimentos.
Além de Trump e Melania, integrantes da alta cúpula do governo estavam presentes, como o vice-presidente JD Vance e o secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr., que foi visto sendo escoltado por agentes de segurança durante a confusão. Scott Bessent (secretário do Tesouro), Tulsi Gabbard (diretora de inteligência nacional), Sean Duffy (secretário de Transportes) e Karoline Leavitt (secretária de imprensa) também estavam no local.
Em coletiva de imprensa: Trump diz ter ‘impressão’ de que atirador ‘é um lobo solitário’
O que Trump disse após o tiroteio
Falando da Casa Branca cerca de uma hora após o incidente, o presidente disse que um “homem muito doente” havia sido detido depois de atacar a segurança do hotel Washington Hilton com uma arma “poderosa”.
Trump durante coletiva de imprensa após ataque no jantar com jornalistas correspondentes
KENT NISHIMURA / AFP
— A minha impressão é que é um lobo solitário — disse Trump. — É sempre chocante quando algo como isso acontece. Já aconteceu outras vezes comigo. Eu ouvi um barulho e achei que tinha caído uma bandeja. Provavelmente eu devia ter abaixado mais rapidamente. Fomos retirados muito rapidamente. O desempenho da polícia foi muito bom. Foi muito rápido.
O presidente se referiu a duas tentativas anteriores contra sua vida, incluindo uma durante um comício em Butler, na Pensilvânia, em julho de 2024, e outra enquanto jogava golfe em Palm Beach, em setembro do mesmo ano.
Relembre: Hotel de onde Trump foi retirado após disparos é o mesmo em que Reagan sofreu atentado em 1981
Trump confirmou que um agente dos Estados Unidos foi baleado, mas ressaltou que “passa bem”. Segundo ele, o policial foi salvo por estar usando colete à prova de balas.
— Não vamos deixar que tomem nossa sociedade, ou cancelar eventos. Vamos lutar como nunca — afirmou Trump, que definiu o ocorrido como como um “momento traumático”.
O presidente também foi questionado por jornalistas se o ataque à tiros está ligado à guerra com o Irã e respondeu que “acha que não”. Trump ressaltou que o atentado não vai impedi-lo de sair vitorioso no embate.
Quem é o suspeito
A mídia americana citou fontes policiais que identificaram o suspeito como Cole Tomas Allen, de Torrance, Califórnia.
Suspeito de ataque durante jantar de Trump foi preso
Reprodução/Redes sociais
Ele disse às autoridades policiais que queria atirar em funcionários do governo Trump, segundo duas fontes ouvidas pela CBS. Em uma coletiva de imprensa, o chefe interino da polícia de Washington, Jeffery Carroll, disse que o suposto atirador era um hóspede do hotel onde o evento estava ocorrendo e que ele estava “armado com uma espingarda, uma pistola e várias facas”.
‘Um policial me jogou no chão e pulou em cima de mim’: veja relatos de jornalistas presentes no jantar com Trump
Ainda de acordo com as fontes, ele trabalhava para uma empresa de aulas particulares em Torrance chamada C2 Education. Em dezembro de 2024, ele recebeu o prêmio de “Professor do Mês” da empresa.
Jeanine Pirro, procuradora federal pelo estado de Washington, afirmou que o suspeito enfrenta duas acusações: uso de arma de fogo durante crime violento e agressão a agentes federais com arma perigosa.
Reação internacional
Da Venezuela a Israel, vários líderes internacionais condenaram o incidente. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse estar “chocado pelas cenas de ontem à noite na gala de correspondentes da Casa Branca, em Washington”. “Qualquer ataque às instituições democráticas ou à liberdade de imprensa deve ser condenado com a máxima veemência”, escreveu neste domingo em sua conta no X.
“O ataque armado dirigido ao presidente dos Estados Unidos é inaceitável. A violência nunca tem lugar na democracia. Dirijo a Donald Trump todo o meu apoio”, escreveu no X o presidente francês, Emmanuel Macron.
Presidente francês, Emmanuel Macron, fala com a imprensa durante visita ao Memorial da Guerra da Coreia, em Seul
Ludovic Marin/AFP
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que ele e sua esposa, Sara, estão “chocados com a intenção de assassinato” contra o presidente Trump. “Ficamos aliviados porque o presidente e a primeira-dama [Melania Trump] estão sãos e salvos”, escreveu no X.
Leia também: Hotel de onde Trump foi retirado após disparos neste sábado é o mesmo em que Reagan sofreu atentado em 1981
“Rechaçamos a intenção de agressão contra o presidente e sua esposa, Melania, a quem estendemos nossos desejos de boa vontade, assim como aos participantes da gala de correspondentes. A violência nunca será uma opção para quem defendemos as bandeiras da paz”, escreveu em sua conta no X a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez.
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou que “a violência política não tem lugar na democracia” após o ocorrido em Washington. Ela disse estar “aliviada” por não haver vítimas entre os participantes da gala anual de correspondentes e destacou que “um evento destinado a homenagear a imprensa livre nunca deveria se transformar em cenário de terror”.
Reagan sofreu atentado em 1981
Mais do que um edifício luxuoso na capital dos EUA, o hotel Washington Hilton voltou a ser palco de um evento traumático para um presidente americano neste sábado. Enquanto o presidente Donald Trump precisou ser retirado às pressas pelo serviço secreto, após disparos de arma de fogo serem ouvidos durante um evento com autoridades e membros da imprensa, o local presenciou anos antes um atentado contra outro republicano: Ronald Reagan, em 1981.
Em 30 de março de 1981, após um discurso no mesmo hotel que sediou os acontecimentos deste sábado, Reagan seguia para sua limusine quando foi surpreendido por John Hinckley Jr., que disparou contra o então presidente, provocando-lhe ferimentos. O republicano precisou passar por cirurgia e teve um pulmão perfurado.
Fotografia de Sebastião Salgado do atentado ao presidente americano Ronald Reagan
Reprodução
Hinckley foi detido no local e levado a julgamento. Seu caso ganhou notoriedade e prendeu a atenção do público pelo crime, supostamente, ter sido cometido com a intenção de impressionar a estrela de Hollywood Jodie Foster, que no ano anterior estrelou o filme “Foxes” (“Gatinhas”, na versão brasileira), e já era reconhecida por seu papel no sucesso “Táxi Driver”.
O atirador escapou de uma condenação por tentativa de magnicídio nos tribunais por alegada insanidade. Ele passou mais de 30 anos em um hospital psiquiátrico em Washington, sendo liberado em 2016 para morar com a mãe idosa na Virgínia, sob condições restritas. Após o falecimento da mãe, em 2022, a justiça americana retirou as últimas medidas contra Hinckley — sob protesto da família de Reagan.
Em 2023, aos 68 anos, Hickley foi tema de uma matéria da revista Fortune ao lançar um álbum de música folk. A publicação destacava que o ex-atirador “construiu um canal no YouTube de moderado sucesso”, com mais de 32 mil seguidores e mais de 40 vídeos dele cantando músicas originais e covers de Bob Dylan a Elvis Presley.
O agente do Serviço Secreto dos EUA que foi baleado na noite de sábado durante o jantar da Associação dos Correspondentes da Casa Branca, recebeu alta do hospital, de acordo com o chefe de comunicações do Serviço Secreto dos EUA, Anthony Guglielmi. Guglielmi não revelou o nome do agente nem o hospital para onde ele foi levado, mas disse que o colete à prova de balas que ele usava “ajudou a evitar uma possível tragédia”.
Repercussão: Trump diz que ‘atirador’ foi preso em Washington; americano foi retirado às pressas de jantar após cinco disparos
Vídeo: Trump deixa jantar com autoridades e jornalistas em Washington após disparos
Mais cedo, o presidente americano, Donald Trump disse ter conversado com o agente, declarando a repórteres na Casa Branca:
— Ele está muito animado, e dissemos a ele que o amamos e o respeitamos. E ele é um cara muito orgulhoso. Ele tem muito orgulho do que faz.
Trump confirmou que o autor dos tiros foi detido e o classificou como “uma pessoa muito doente”. Segundo o americano, as autoridades realizam buscas no apartamento do suspeito para entender as motivações do crime.
— A minha impressão é que é um lobo solitário — disse Trump. — É sempre chocante quando algo como isso acontece. Já aconteceu outras vezes comigo. Eu ouvi um barulho e achei que tinha caído uma bandeja. Provavelmente eu devia ter abaixado mais rapidamente. Fomos retirados muito rapidamente. O desempenho da polícia foi muito bom. Foi muito rápido.
Segundo o jornal americano The New York Times, o atirador foi identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, e é morador da Califórnia. A informação foi confirmada por dois agentes que pediram anonimato.
O presidente confirmou que um agente dos Estados Unidos foi baleado, mas ressaltou que “passa bem”. Trump afirmou que o policial foi salvo por estar usando colete à prova de balas.
— Não vamos deixar que tomem nossa sociedade, ou cancelar eventos. Vamos lutar como nunca — afirmou Trump, que definiu o ocorrido como como um “momento traumático”.
O presidente também foi questionado por jornalistas se o ataque à tiros está ligado à guerra com o Irã e respondeu que “acha que não”. Trump ressaltou que o atendado não vai impedi-lo de sair vitorioso no embate.
Tiros em Washington
Uma operação de emergência foi realizada para retirar autoridades do Hotel Washington Hilton, que rapidamente foi tomado por agentes com armas em punho. A Polícia Federal dos EUA (FBI) afirmou que um suspeito está sob custódia.
Os convidados, incluindo autoridades e jornalistas, estavam reunidos no salão de eventos para a noite de gala há cerca de cinco minutos, quando uma agitação foi notada na parte de trás do espaço de recepção. Um forte barulho foi ouvido e provocou pânico entre os presentes. Um agente do Serviço Secreto gritou: “Disparos efetuados”.
Além de Trump e Melania, integrantes da alta cúpula do governo estavam presentes, como o vice-presidente JD Vance e o secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr., que foi visto sendo escoltado por agentes de segurança durante a confusão. Scott Bessent (secretário do Tesouro), Tulsi Gabbard (diretora de inteligência nacional), Sean Duffy (secretário de Transportes) e Karoline Leavitt (secretária de imprensa) também estavam no local.
Trump foi atingido de raspão por um disparo de fuzil em uma tentativa de assassinato durante um comício de campanha em julho de 2024 em Butler, na Pensilvânia. Meses depois, também foi levado às pressas para um local seguro quando um agente federal atirou contra um homem armado em seu clube de golfe na Flórida.
O homem suspeito de ser o responsável pela tentativa de ataque contra o presidente Donald Trump foi identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos , residente de Torrance, Califórnia. O incidente que levou à sua prisão ocorreu durante o Jantar dos Correspondentes da Casa Branca , onde explosões acionaram o protocolo de segurança do Serviço Secreto e forçaram a evacuação do presidente e de outras autoridades. O presidente republicano confirmou a captura do suspeito e compartilhou uma foto dele nas redes sociais.
Allen foi contido perto do salão onde o evento estava acontecendo, e que contava com a presença de Trump, sua esposa Melania e o vice-presidente JD Vance . Nenhum dos funcionários do governo americano ficou ferido.
Segundo a CNN , Allen trabalhava como professor em tempo parcial na C2 Education. A empresa o havia reconhecido como “professor do mês” meses antes, de acordo com publicações da empresa nas redes sociais. Ele também se apresentava como desenvolvedor de videogames.
Um perfil no LinkedIn atribuído a ele afirma que ele é o autor de um videogame independente intitulado “Bohrdom”, disponível na plataforma Steam, cujo nome foi registrado como marca comercial em 2018.
Academicamente, o suspeito possui um diploma em engenharia mecânica pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) , onde se graduou em 2017. Posteriormente, obteve um mestrado em ciência da computação pela Universidade Estadual da Califórnia, Dominguez Hills. Durante seus anos de universidade, participou do desenvolvimento de um protótipo de freio de emergência para cadeiras de rodas, um projeto que foi destaque em um veículo de comunicação local.
Além disso, registros da Comissão Eleitoral Federal indicam que Allen fez uma doação de US$ 25 para a campanha presidencial de Kamala Harris em outubro de 2024.
Após o incidente, em uma coletiva de imprensa , Trump disse que Allen é uma pessoa “doente” e acrescentou: “Eles acham que ele agiu sozinho “.
O presidente dos EUA também indicou que um policial “foi baleado, mas sobreviveu”, acrescentando que ele conseguiu sobreviver porque estava usando seu colete à prova de balas. “Ele foi baleado à queima-roupa, com uma arma muito potente, e o colete fez seu trabalho. Acabei de falar com ele e ele está muito bem.”
Sobre como os eventos se desenrolaram, ele relatou: “Um homem invadiu um posto de controle de segurança armado com várias armas e foi subjugado por alguns membros muito corajosos do Serviço Secreto”. Ele acrescentou: “Esta não é a primeira vez nos últimos anos que nossa república foi atacada por um potencial assassino em busca de morte ” .
Na mesma coletiva de imprensa, o diretor do FBI, Kash Patel, afirmou que o histórico de Allen seria minuciosamente investigado. “Esse processo já começou. Analisaremos todas as evidências imediatamente para garantir a proteção do país “, assegurou.
Enquanto isso, Todd Blanche , procurador-geral adjunto interino dos Estados Unidos, foi questionado sobre as acusações que o suspeito enfrentará. “Haverá múltiplas acusações relacionadas ao tiroteio, envolvendo porte de armas de fogo e qualquer outra coisa que possamos apresentar contra esse indivíduo”, disse ele.
Da Venezuela a Israel, vários líderes internacionais condenaram o incidente ocorrido no sábado (25) em Washington, onde o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi evacuado após um atirador tentar invadir a gala anual com correspondentes credenciados na Casa Branca.
Trump deixa jantar com autoridades e jornalistas em Washington após disparos; veja vídeos e foto do suspeito
Segundo as autoridades, o suspeito, que compareceu horas antes à Justiça, estava armado com uma escopeta, uma pistola e facas.
A seguir, as principais reações:
Repercussão internacional
Keir Starmer
O primeiro-ministro britânico disse estar “chocado pelas cenas de ontem à noite na gala de correspondentes da Casa Branca, em Washington”.
“Qualquer ataque às instituições democráticas ou à liberdade de imprensa deve ser condenado com a máxima veemência”, escreveu neste domingo em sua conta no X.
Emmanuel Macron
“O ataque armado dirigido ao presidente dos Estados Unidos é inaceitável. A violência nunca tem lugar na democracia. Dirijo a Donald Trump todo o meu apoio”, escreveu no X o presidente francês.
Benjamin Netanyahu
O primeiro-ministro israelense afirmou que ele e sua esposa, Sara, estão “chocados com a intenção de assassinato” contra o presidente Trump.
“Ficamos aliviados porque o presidente e a primeira-dama [Melania Trump] estão sãos e salvos”, escreveu no X.
“Enviamos nossos votos de plena e rápida recuperação ao policial ferido e felicitamos o Serviço Secreto dos Estados Unidos por sua reação ágil e decisiva”, acrescentou.
América Latina reage
Delcy Rodríguez
“Rechaçamos a intenção de agressão contra o presidente @realDonaldTrump e sua esposa, Melania, a quem estendemos nossos desejos de boa vontade, assim como aos participantes da gala de correspondentes. A violência nunca será uma opção para quem defendemos as bandeiras da paz”, escreveu em sua conta no X a vice-presidente da Venezuela.
Claudia Sheinbaum
A presidente do México afirmou em mensagem na rede social X que “a violência nunca deve ser o caminho”.
“Que bom que o presidente Trump e sua esposa se encontram bem após os recentes acontecimentos. Enviamos nosso respeito. A violência não deve ser o caminho”, escreveu a mandatária.
Javier Milei
“A Oficina do Presidente expressa seu mais enérgico repúdio à nova tentativa de assassinato contra o presidente Donald J. Trump”, informou a presidência argentina em comunicado.
O governo argentino destacou ainda que o atirador foi detido “antes de poder cometer seu atentado e matar alguém”.
Outras manifestações
Narendra Modi
O primeiro-ministro da Índia disse estar “aliviado por saber que o presidente Trump, a primeira-dama e o vice-presidente estão sãos e salvos”.
“A violência não tem lugar em uma democracia e deve ser condenada de maneira inequívoca”, escreveu em sua conta no X.
Mark Carney
O primeiro-ministro canadense também declarou estar “aliviado” pelo fato de Trump e os participantes não terem sido feridos, ressaltando que a violência política “não tem lugar na democracia”.
Pedro Sánchez
“Condenamos o ataque ocorrido esta noite contra o presidente Trump”, escreveu o chefe do governo espanhol em sua conta no X.
“A violência nunca é o caminho. A humanidade só avançará por meio da democracia, da convivência e da paz”, acrescentou.
Posição da União Europeia
União Europeia
A chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, afirmou que “a violência política não tem lugar na democracia” após o ocorrido em Washington.
Ela disse estar “aliviada” por não haver vítimas entre os participantes da gala anual de correspondentes e destacou que “um evento destinado a homenagear a imprensa livre nunca deveria se transformar em cenário de terror”.
Reação do Paquistão
Shehbaz Sharif
O primeiro-ministro do Paquistão afirmou ter ficado “profundamente impactado” com o incidente durante a gala.
“Meus pensamentos e orações estão com o presidente Trump, e desejo que siga seguro e bem”, escreveu no X.
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, acusou neste domingo (26) a Rússia de promover “terrorismo nuclear”, ao marcar os 40 anos do desastre na usina de Chernobyl, ocorrido ainda na era soviética.
Segundo Zelenski, a invasão russa iniciada em 2022 reintroduz no cenário global o risco de catástrofes provocadas pelo homem. “A Rússia está mais uma vez levando ao mundo o fio de um desastre provocado pelo homem”, afirmou. Ele acrescentou que a comunidade internacional deve agir para conter o que classificou como ataques temerários. “O mundo não pode permitir que continue este terrorismo nuclear”, disse.
A data deste domingo, 26 de abril de 2026, marca quatro décadas do acidente considerado o mais grave da história nuclear. Às 1h23 da manhã de 26 de abril de 1986, uma falha catastrófica durante um teste de segurança no reator 4 provocou uma explosão que liberou grandes quantidades de material radioativo na atmosfera, com impactos duradouros em diferentes regiões da Europa.
Tragédia que atravessa gerações
O desastre foi resultado de uma combinação de falhas estruturais no projeto do reator e erros humanos. Durante cerca de dez dias, o material radioativo continuou sendo liberado, atingindo milhões de pessoas. A cidade de Pripyat, construída para abrigar trabalhadores da usina, foi evacuada e permanece até hoje desabitada, símbolo do impacto da tragédia.
Quatro décadas depois, o legado de Chernobyl ainda é tema de debate internacional. A Organização das Nações Unidas tem reiterado a importância da memória do desastre, que afetou diretamente territórios da Ucrânia, Belarus e Rússia, além de espalhar uma nuvem radioativa por grande parte do continente europeu.
O contexto atual adiciona novas preocupações. Desde o início da guerra, áreas próximas à usina foram palco de operações militares e episódios que levantaram temores sobre a segurança nuclear na região. Especialistas apontam que instalações desse tipo exigem estabilidade e monitoramento contínuo, condições comprometidas em cenários de conflito.
A Agência Internacional de Energia Atômica mantém acompanhamento constante da área, destacando que, apesar dos avanços na contenção, ainda há desafios técnicos de longo prazo relacionados à radiação residual e à preservação das estruturas de proteção.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (25) que o ataque a tiros durante o jantar de correspondentes da Casa Branca não o dissuadiria da guerra com Irã, embora tenha considerado pouco provável que o incidente estivesse ligado ao conflito.
– Isso não vai me dissuadir de vencer a guerra no Irã. Não sei se isso teve algo a ver, realmente não acho, com base no que sabemos – disse Trump a jornalistas na coletiva de imprensa na Casa Branca após o incidente de segurança.
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Trump havia dito antes, no entanto, que “nunca se sabe” se o episódio poderia estar relacionado com a guerra com o Irã, e indicou que os investigadores estavam trabalhando para determinar a motivação do agressor, a quem descreveu como um “lobo solitário”.
O presidente americano havia cancelado mais cedo a viagem de seus enviados ao Paquistão para as conversações de paz com o Irã, após ficar insatisfeito com a posição negociadora de Teerã depois de quase dois meses de guerra.
Mais do que um edifício luxuoso na capital dos EUA, o hotel Washington Hilton voltou a ser palco de um evento traumático para um presidente americano neste sábado. Enquanto o presidente Donald Trump precisou ser retirado às pressas pelo serviço secreto neste sábado, após disparos de arma de fogo serem ouvidos durante um evento com autoridades e membros da imprensa, o local presenciou anos antes um atentado contra outro republicano: Ronald Reagan, em 1981.
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Após um discurso no mesmo hotel que presenciou os acontecimentos deste sábado, em 30 de março de 1981, Reagan seguia para sua limusine quando foi surpreendido por John Hinckley Jr., que disparou contra o então presidente, provocando-lhe ferimentos. O republicano precisou passar por cirurgia e teve um pulmão perfurado.
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Hinckley foi detido no local e levado a julgamento. Seu caso ganhou notoriedade e prendeu a atenção do público pelo crime, supostamente, ter sido cometido com a intenção de impressionar a estrela de Hollywood Jodie Foster, que no ano anterior estrelou o filme “Foxes” (“Gatinhas”, na versão brasileira), e já era reconhecida por seu papel no sucesso “Táxi Driver”.
Trump é retirado de hotel em Washington após tiros serem disparados
Arte/O GLOBO
O atirador escapou de uma condenação por tentativa de magnicídio nos tribunais por alegada insanidade. Ele passou mais de 30 anos em um hospital psiquiátrico em Washington, sendo liberado em 2016 para morar com a mãe idosa na Virgínia, sob condições restritas. Após o falecimento da mãe, em 2022, a justiça americana retirou as últimas medidas contra Hinckley — sob protesto da família de Reagan
Em 2023, aos 68 anos, Hickley foi tema de uma matéria da revista Fortune ao lançar um álbum de música Folk. A publicação destacava que o ex-atirador “construiu um canal no YouTube de moderado sucesso, com mais de 32 mil seguidores e mais de 40 vídeos dele cantando músicas originais e covers de Bob Dylan a Elvis Presley. (Com NYT)
O tradicional Jantar dos Correspondentes da Casa Branca terminou em caos, correria e confinamento dentro do Washington Hilton, após sons de disparos interromperem o evento na noite deste sábado. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a primeira-dama Melania Trump e o vice-presidente J.D. Vance foram retirados às pressas pelo Serviço Secreto e estão em segurança. Segundo Trump, o atirador foi detido. Relatos de jornalistas presentes descrevem uma noite marcada por medo, confusão e protocolos de emergência sendo acionados em tempo real dentro do hotel.
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O evento, que reúne centenas de correspondentes da imprensa internacional e autoridades políticas, foi interrompido após participantes relatarem múltiplos disparos e estrondos dentro do hotel. Testemunhas foram rapidamente orientadas a se esconder sob mesas, enquanto agentes armados evacuavam áreas inteiras do salão. Imagens e relatos mostram um cenário de confinamento e forte presença policial em todos os andares do prédio.
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A jornalista Olivia Reingold, do Free Press, descreveu o momento de tensão dentro do salão.
“Assustador… alguns golpes que fazem o chão tremer perto do meu assento… não está claro se são tiros”.
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Já o âncora da CNN, Wolf Blitzer, afirmou ter vivido a situação de muito perto:
“De repente comecei a ouvir tiros no corredor bem perto de mim. Um policial me jogou no chão e ficou em cima de mim. Eu estava a alguns pés de distância dele enquanto ele estava atirando… foi muito, muito assustador”.
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O jornalista Gavin J. Quinton, do Los Angeles Times, publicou no X uma descrição do que teria presenciado no local:
“Ouvi 5–6 tiros ecoarem… e vi um corpo cercado por agentes do Serviço Secreto”.
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Outros relatos reforçam a percepção de múltiplos disparos durante o evento. O jornalista Harry Cole e a analista Katy Balls afirmaram ao vivo:
“Ouvimos pelo menos cinco tiros de arma de fogo”.
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Com o avanço da operação de segurança, jornalistas que estavam no local passaram a relatar, em tempo real, o que viviam.
O correspondente Tom Bateman, da BBC News, contou que tentou registrar o que acontecia no momento em que a confusão começou.
— De repente comecei a ouvir tiros no corredor bem perto de mim. Ouvi um agente dizer: “Isto agora é uma cena de crime, vocês têm que sair. Vi o diretor do FBI sendo retirado do prédio… houve muita confusão — afirmou.
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A repórter Cai Pigliucci, também da BBC News, descreveu o lado de fora:
— Já fomos expulsos do salão de baile. Há uma presença policial massiva por toda parte ao nosso redor assim que saímos do hotel Hilton — pontuou.
Agentes sacam suas armas após fortes estrondos serem ouvidos durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca no Washington Hilton
The New York Times
A jornalista Indrani Basu, da BBC News, descreveu o instante em que o jantar foi interrompido:
— Ouvi um barulho como se vidro estivesse quebrando… todos nós rastejamos para debaixo da mesa por um tempo que pareceu uma eternidade. Vi que o palco principal havia sido evacuado, onde o presidente estava minutos antes. Todos na sala estavam relatando as notícias — contou.
A comitiva presidencial deixou o local sob forte escolta policial. Donald Trump publicou na rede Truth Social que o suspeito foi detido e elogiou a atuação das forças de segurança.
Mais tarde, durante coletiva de imprensa, o presidente afirmou que um agente americano foi baleado, mas está bem. Ele também classificou o atirador como “uma pessoa muito doente”.
— Não vamos deixar que tomem nossa sociedade, ou cancelar eventos. Vamos lutar como nunca — disse Trump.
Minutos depois, o FBI confirmou no X (antigo Twitter):
“O Esquadrão de Resposta da Região da Capital Nacional do escritório de campo do FBI em Washington respondeu a um tiroteio no hotel Washington Hilton… O suspeito está sob custódia”.
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A jornalista Indrani Basu, da BBC News, descreveu o momento exato em que o jantar foi interrompido.
— Ouvi um barulho como se vidro estivesse quebrando… todos nós rastejamos para debaixo da mesa por um tempo que pareceu uma eternidade — contou.
Ela destacou que, em poucos minutos, o salão já estava esvaziado.
— Vi que o palco principal havia sido evacuado, onde o presidente estava minutos antes. Todos na sala estavam relatando as notícias — afirmou.
Bernd Debusmann Jr., repórter da BBC News, afirmou que o ambiente dentro do salão mudou completamente após o incidente.
— Há pouca chance de o evento continuar normalmente após um incidente que deixou muitos participantes extremamente alarmados e em estado de choque. A atmosfera na sala parece muito semelhante àquela após o tiroteio em Butler, Pensilvânia — concluiu.
Ao imaginar grandes refúgios naturais, é comum que nomes como a Floresta Amazônica ou o Parque Nacional de Yellowstone venham à mente. No entanto, dois territórios marcados por tragédias e tensões políticas vêm desafiando essa lógica. A área ao redor da Zona de Exclusão de Chernobyl e a Zona Desmilitarizada da Coreia se transformaram, ao longo das décadas, em espaços onde a vida selvagem encontrou condições inesperadas para florescer.
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Quatro décadas após o acidente nuclear de 1986 e mais de 70 anos depois do armistício que dividiu a península coreana, esses locais compartilham um elemento central. A ausência humana prolongada. O que antes simbolizava risco e conflito passou a revelar um cenário que intriga cientistas e ambientalistas.
Na península coreana, a criação da faixa desmilitarizada em 1953 interrompeu completamente a circulação entre norte e sul. Com cerca de 248 quilômetros de extensão e quatro de largura, a área permanece altamente vigiada e repleta de minas terrestres. Ainda assim, essa barreira não se aplica à fauna e à flora.
Dados do Instituto Nacional de Ecologia da Coreia do Sul indicam que mais de 6 mil espécies ocupam o território, incluindo cerca de 38 por cento das espécies ameaçadas da península. Ao longo de décadas sem interferência humana direta, espécies raras passaram a habitar a região, além de plantas que só existem naquele ecossistema.
Sabe-se que cabras-monteses vivem na DMZ (Zona Desmilitarizada)
Reprodução/National Geographic
Seung-ho Lee, presidente do DMZ Forum, afirmou em entrevista à BBC que o isolamento acabou favorecendo o equilíbrio ambiental. — A natureza recuperou seu território e diversas espécies passaram a circular com mais liberdade enquanto a presença humana praticamente desapareceu —afirmou. Ele também ressaltou que aves como os grous utilizam a região como ponto estratégico e se deslocam por diferentes partes do mundo, acrescentou.
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Esse tipo de transformação não se limita à Ásia. Em Chernobyl, a explosão do reator em 1986 espalhou material radioativo por milhares de quilômetros e levou à retirada em massa da população. A área, que hoje soma cerca de 4 mil quilômetros quadrados, permanece desabitada e sob monitoramento constante.
Nos primeiros anos, os impactos ambientais foram intensos, com destaque para a chamada Floresta Vermelha, onde árvores morreram após absorver altos níveis de radiação. Com o passar do tempo, no entanto, os níveis mais críticos diminuíram, abrindo espaço para uma recuperação gradual da biodiversidade.
Cavalos-de-przewalski selvagens, espécie ameaçada de extinção nativa da Ásia, que prospera em áreas contaminadas por radioatividade, vagueiam perto de uma estrada florestal na zona de Chernobyl em 23 de abril de 2026
AFP
Jim Smith, professor da Universidade de Portsmouth, explicou à BBC que o cenário atual é marcado por uma radiação persistente, porém mais baixa. — As doses caíram rapidamente após o acidente e o que permanece é uma exposição contínua em níveis reduzidos ao longo das décadas — relatou. Segundo ele, isso impede a ocupação humana prolongada, mas não bloqueia o avanço de outras formas de vida, observou.
O pesquisador destacou que a diversidade biológica surpreende até especialistas. “A vida selvagem prospera e a região apresenta hoje uma abundância maior do que antes do desastre”, avaliou. Estudos com peixes e insetos aquáticos apontam que áreas mais contaminadas mantêm níveis semelhantes de diversidade quando comparadas a regiões menos afetadas, detalhou.
Entre os mamíferos, o padrão se repete, com exceção de um caso específico. — As populações são semelhantes entre diferentes áreas, mas os lobos aparecem em número muito mais elevado dentro da zona de exclusão — indicou.
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Para Germán Orizaola, da Universidade de Oviedo, a explicação está diretamente ligada à ausência de atividade humana. Em entrevista à BBC, ele destacou que o ambiente oferece condições raras para a fauna. — Trata-se de um espaço amplo, sem ruídos, luz artificial ou exploração econômica, o que favorece o desenvolvimento das espécies — explicou. Ele ainda reforçou que a pressão exercida por atividades humanas tende a ser mais prejudicial do que desastres pontuais.
Muitas plantas e animais vivem nas proximidades do reator nuclear de Chernobyl, que aparece aqui coberto pela estrutura de contenção de segurança
Germán Orizaola/Universidade de Oviedo
Smith segue a mesma linha ao apontar que a ocupação humana é o principal fator de degradação ambiental. — A presença humana representa o impacto mais significativo sobre os ecossistemas, enquanto outros elementos acabam tendo efeito secundário — comentou.
A experiência dessas áreas levanta questionamentos sobre modelos tradicionais de conservação. Orizaola observa que muitas reservas naturais convivem com turismo e exploração, o que reduz sua eficácia. — Se o objetivo é preservar, a estratégia mais eficiente continua sendo diminuir a interferência humana e permitir que os ecossistemas sigam seu curso — concluiu.
As entrevistas citadas foram concedidas à BBC. O texto original é de Daisy Stephens.

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