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Marina Ramos / Câmara dos Deputados
Guimarães: proposta é a prioridade das prioridades

O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), afirmou que a prioridade de votação para a próxima semana é a PEC da Segurança Pública (PEC 18/25). O texto deve ser votado pela comissão especial na quarta-feira (4) e seguir para o Plenário.

Segundo Guimarães, o governo vai dialogar com o relator para aprovar a espinha dorsal do texto apresentado pelo Poder Executivo. Ele explicou que há dispositivos na proposta ainda em discussão, como a redução da maioridade penal.

“Como é um quórum qualificado, é prioridade das prioridades. O ministro da Justiça está coordenando o debate e tem um tema central na PEC, que o governo vai se posicionar ainda, e que tem algumas restrições, que é a questão da maioridade penal. Mas isso tudo a gente vai debater”, explicou Guimarães.
“Assim como suamos para aprovar o projeto antifacção, podemos construir um acordo”, afirmou.

O relator, deputado Mendonça Filho (União-PE), afirmou que o tema é a principal divergência entre os deputados. Ele lembrou que a redução da maioridade penal para crimes violentos será decidida pela população em referendo em 2028. O parlamentar disse ainda que os partidos de centro e de direita estão favoráveis à proposta.

“Essa resposta a sociedade espera de nós, mas também temos que ter políticas públicas de proteção ao jovem”, disse o relator.

O consórcio MEZ-RZK Novo Centro venceu, na manhã desta quinta-feira (26), o leilão de concessão para a construção e operação do novo centro administrativo do governo de São Paulo. O certame foi realizado na sede da B3, no centro da capital paulista, com a presença do governador Tarcísio de Freitas e do prefeito Ricardo Nunes.

Formado pelas empresas Zetta Infraestrutura, M4 Investimentos, Engemat, RZK Empreendimentos Imobiliários e Iron Property, o grupo ofereceu um desconto de 9,62% sobre a contraprestação pública mensal máxima, fixada em R$ 76,6 milhões. O consórcio derrotou a proposta do grupo Acciona-Construcap, que ofertou 5% de desconto.


São Paulo (SP), 26/02/2026 - Governador de SP, Tarcísio de Freitas, participa do leilão do PPP novo centro administrativo na B3.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Tarcísio de Freitas defende que o projeto vai revitalizar o centro de São Paulo- Paulo Pinto/Agência Brasil

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A concessionária vencedora será responsável pela obra, operação e manutenção do complexo por 30 anos, incluindo serviços de limpeza, segurança e conservação. O investimento estimado é de R$ 6 bilhões.

Reabilitação urbana

Durante o evento, o governador Tarcísio de Freitas classificou o projeto como um “legado” para a capital. “Tínhamos uma meta de contratar R$ 220 bilhões de investimentos em quatro anos. Mas com os leilões de hoje e de amanhã (do sistema rodoviário da Rota Mogiana),  a gente vai bater R$ 394 bilhões em investimentos, que vão se traduzir em obras, empregos e prosperidade”, completou. 

Segundo o governador, a centralização das estruturas do estado em um único endereço, na região dos Campos Elíseos, trará eficiência administrativa e economia de tempo de deslocamento para 22 mil servidores.

“É um passo para a reabilitação do centro. Para nós, do ponto de vista financeiro, vale muito a pena porque vamos ganhar produtividade. Poderemos fazer investimentos com os imóveis que temos hoje espalhados pela cidade e que não nos atendem mais”, afirmou o governador.

Tarcísio mencionou ainda que a medida integra o esforço de revitalização da região, citando a redução do fluxo de usuários de drogas na Cracolândia.

Protestos e segurança

O leilão ocorreu sob forte esquema de segurança. A Polícia Militar fez bloqueios nas ruas próximas à B3, impedindo a circulação normal de pedestres no centro histórico. De acordo com a PM, a atuação visou “evitar tumultos e preservar a ordem pública” devido a manifestações no Largo do Café.

Do lado de fora, movimentos como a Frente de Luta por Moradia (FLM) e a União dos Movimentos de Moradia (UMM) protestaram contra o projeto. Os manifestantes alegam que a obra provocará desapropriações compulsórias, remoção de famílias e valorização artificial de imóveis (gentrificação), prejudicando residentes de baixa renda.

Questionamento de moradores

Ao final do evento, uma moradora da região dos Campos Elíseos conseguiu acessar o prédio da B3 e questionou o governador sobre a falta de diálogo com a comunidade. “Sou uma das 800 moradoras que não foram ouvidas. O senhor diz que vai trazer vida para o centro, mas está expulsando pessoas que já moram, são proprietários e comerciantes”, criticou a jornalista Jeniffer Mendonça, residente no bairro há 29 anos, desde que nasceu.

“A gente não vai conseguir se manter no centro com o valor que vai ser indenizado para a gente, considerando também a gentrificação”, protestou Jeniffer.

Em resposta, Tarcísio de Freitas argumentou que grandes projetos de infraestrutura invariavelmente exigem desapropriações em nome do “bem coletivo” e que os casos vão ser analisados individualmente. “Ninguém será desassistido. A Constituição estabelece o rito para desapropriação mediante prévia e justa indenização em dinheiro. Vamos cumprir rigorosamente a legislação e dar apoio para que encontrem o melhor imóvel”, declarou.


São Paulo (SP), 26/02/2026 - Manifestação de trabalhadores sem moradia contra o leilão do governo do estado de São Paulo, PPP novo centro administrativo na B3.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Manifestação de trabalhadores sem moradia contra o leilão do governo do estado de São Paulo – Paulo Pinto/Agência Brasil

Detalhes do projeto

O novo centro administrativo prevê a construção de sete edifícios e dez torres nos Campos Elíseos. O complexo abrigará o gabinete do governador, secretarias e órgãos estaduais que hoje ocupam mais de 40 endereços diferentes.

O projeto inclui:

  • Restauro de 17 imóveis tombados;
  • Ampliação das áreas verdes do Parque Princesa Isabel;
  • Destinação de 25 mil m² para comércio e serviços;
  • Construção de um novo terminal de ônibus.

O governo estima que a obra gere 38 mil empregos diretos e indiretos durante a fase de construção e 2,8 mil vagas permanentes no comércio local após a inauguração. Quanto aos prédios desocupados, como o Palácio dos Bandeirantes, o estado informou que avaliará caso a caso se serão vendidos, concedidos ou convertidos para habitação popular via retrofit.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (16) o Projeto de Lei  2213/25, que autoriza o uso de recursos do Fundo Garantidor de Operações (FGO) para cobrir ações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O texto, de autoria do Senado, segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Administrado pelo Banco do Brasil, o FGO facilita o acesso ao crédito por empresas e setores específicos, diminuindo os riscos para os bancos.

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De acordo com o projeto, até R$ 500 milhões do FGO poderão ser utilizados para garantir as operações do Pronaf, que oferece linhas de crédito com condições especiais a agricultores familiares. O texto aprovado altera a Lei 13.999/20,LINK 2  que institui o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).

Um ato conjunto dos ministérios do Desenvolvimento Agrário e da Fazenda definirá como esses recursos serão alocados, quais limites máximos de garantia poderão ser concedidos, os critérios de elegibilidade dos agricultores familiares e de suas cooperativas.

O ato deve indicar ainda quais operações do Pronaf poderão receber cobertura do FGO. As instituições financeiras autorizadas a operar crédito rural no Pronaf poderão solicitar essa garantia, respeitados os limites proporcionais de suas carteiras e o montante efetivamente aportado pela União e pelos demais cotistas.

O relator do projeto, deputado Rogério Correia (PT-MG), disse que a medida não produz impacto orçamentário ou financeiro imediato sobre as contas da União. O deputado citou o Balanço Patrimonial Consolidado do próprio FGO, referente a dezembro de 2024, que mostra que o fundo detinha R$ 43 bilhões em ativos totais, o que demonstra, segundo Correia, que a eventual destinação de até R$ 500 milhões para operações do Pronaf representa uma fração modesta de sua capacidade financeira.

“A medida não afeta sua aptidão [do FGO] para dar cobertura às garantias relacionadas ao Pronampe, nem compromete a estabilidade do fundo. Diante desse cenário, conclui-se que o projeto não produz impacto orçamentário ou financeiro imediato sobre as contas da União, uma vez que apenas autoriza a utilização de recursos já existentes no FGO”, afirmou.

Os integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovaram, nesta quinta-feira (26), as quebras de sigilos bancários e fiscais do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

O pedido de elaboração de relatórios de inteligência financeira e de quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha foi solicitado pelo deputado Alfredo Gaspar (União/AL)

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Silva é citado na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) a realizarem, em 18 de dezembro de 2025, uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga o esquema nacional de descontos associativos não autorizados que lesou milhões de aposentados e pensionistas de todo o Brasil.

Mensagens que a PF extraiu do celular de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, principal operador do esquema criminoso, citam o repasse de ao menos R$ 300 mil para “o filho do rapaz” – que, segundo os investigadores, seria uma alusão a Lulinha.

“A quebra dos sigilos bancário e fiscal, bem como o acesso ao Relatório de Inteligência Financeira (RIF) de Fabio Luis Lula da Silva, tornam-se imperativos técnicos para a CPMI do INSS”, afirmou o deputado Alfredo Gaspar ao justificar seu requerimento.

Em nota divulgada ontem (25), a defesa de Silva afirmou que o cliente não tem nenhuma relação com as fraudes contra os beneficiários do INSS, não tendo participado de desvios, nem tendo recebido quaisquer valores de fontes criminosas.

“Diante da incessante campanha midiática reproduzindo dados parciais e sigilosos de uma investigação em andamento, entendi ser necessário requerer ao STF acesso à investigação”, revelou o advogado Guilherme Suguimori Santos. 

O advogado informou que Silva se colocou à disposição do Supremo para prestar qualquer esclarecimento, tão logo a defesa tenha acesso aos autos do processo. “O acesso aos autos ainda não foi concedido a Silva, o que impede qualquer outra manifestação atual, uma vez que trabalhamos com fatos e provas, não com o combate contra conjecturas inverificáveis”, argumentou o advogado.

Requerimentos

Durante a 32ª reunião da CPMI, os deputados e senadores que integram o colegiado votaram outros 86 requerimentos, incluindo a quebra dos sigilos bancário e fiscal do Banco Master e novas convocações, como a do ex-executivo e sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima.

“Lima deixou a sociedade no Banco Master em 2024”, disse a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), em seu requerimento, no qual lembra que, segundo a PF, o ex-executivo do Master e atual controlador do Banco Pleno é suspeito de ter “atuado na estrutura interna da instituição financeira [Master] e participado de manobras operacionais voltadas a ocultar irregularidades [posteriormente] identificadas pelo Banco Central”.

Também foram aprovadas várias outras convocações, como a do ex-deputado federal André Luis Dantas Ferreira, o André Moura; da empresária Danielle Miranda Fontelles e de Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA), entre outros.

Segundo o deputado federal Rogério Correia (PT/MG), um dos autores do requerimento para convocar Ferreira, o ex-deputado federal vem sendo “apontado como um dos possíveis articuladores do esquema de fraude no INSS, sobretudo no estado do Sergipe”.

Danielle é apontada como “responsável por operar estruturas dos fraudadores no exterior, facilitando a circulação internacional de capitais e a lavagem de dinheiro por meio de uma de suas empresas”, e de Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA).

Gaspar foi um dos alvos da operação que a PF e a CGU deflagraram em 18 de dezembro do ano passado, por supostas “relações do investigado com diversos integrantes do esquema de descontos associativos fraudulentos.

Os 87 requerimentos foram votados em bloco, sem discussão do mérito individual de cada solicitação. Proclamado o resultado, houve um início de tumulto, com empurra-empurra e trocas de socos, motivando a interrupção da reunião.

Depoimentos 

Além de votar os requerimentos, a CPMI do INSS vai ouvir o depoimento do empresário Paulo Camisotti. Filho e sócio do também empresário Maurício Camisotti – que está preso, acusado de envolvimento nas fraudes contra aposentados e pensionistas -, Filho está sendo investigado por suposta participação na fraude bilionária.

Os parlamentares também pretendiam ouvir o deputado estadual Edson Cunha de Araújo (PSB/MA) e o advogado Cecílio Galvão, mas eles não compareceram. De acordo com o presidente da comissão, o deputado Carlos Viana (Podemos/MG), Araújo alegou motivo de saúde e a proibição de deixar a capital maranhense, São Luís, e de se aproximar do deputado federal Duarte Junior (PSB), que integra a CPMI, conforme determinado pelo ministro do STF, André Mendonça.

Galvão alegou estar impedido de prestar depoimento nesta quinta-feira por ter compromissos profissionais – justificativa que motivou o presidente da CPMI a determinar que a secretaria do Senado adote as providências necessárias para, tão logo possível, realizar a condução coercitiva de Galvão.

Quatro cubanos armados a bordo de uma lancha registrada nos Estados Unidos morreram em um tiroteio com militares da Guarda Costeira de Cuba perto da costa da ilha na quarta-feira. O confronto também feriu outras seis pessoas que estavam na embarcação após ela entrar em águas territoriais cubanas, informou o Ministério do Interior de Cuba. Segundo o governo, a lancha não obedeceu à ordem de parada e abriu fogo contra uma patrulha marítima, e seus tripulantes tinham “a intenção de realizar uma infiltração com fins terroristas”. Veja o que se sabe, até o momento:
Contexto: Guarda Costeira de Cuba mata quatro pessoas em lancha com registro dos EUA; Havana fala em ‘tentativa de infiltração’
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O que aconteceu?
Segundo um comunicado do Ministério do Interior de Cuba , a embarcação havia se aproximado do canal El Pino, ao norte de Corralillo, cidade na província central de Villa Clara, na região central do país e a menos de 200 km da Flórida. Cinco guardas de fronteira cubanos em um barco do governo se aproximaram da lancha para solicitar identificação, momento em que os ocupantes abriram fogo contra os militares, ferindo o comandante.
“Como resultado do confronto, até o momento deste relatório, quatro agressores foram mortos e seis ficaram feridos”, disse o governo, em comunicado. “Foram apreendidos fuzis de assalto, pistolas, artefatos explosivos improvisados ​​(coquetéis Molotov), ​​coletes à prova de balas, miras telescópicas e uniformes de camuflagem”, acrescentou o Ministério do Interior.
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De acordo com os registros do estado da Flórida, a embarcação era uma lancha Pro-Line de 24 pés, fabricada em 1981.
Nesta quinta-feira, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que seu país vai se defender com “determinação” perante qualquer “agressão terrorista”.
Quem eram os tripulantes da lancha?
O ministério afirmou que os tripulantes são cidadãos cubanos residentes nos EUA, e que “maioria possui histórico conhecido de atividades criminosas e violentas”, sendo acusados pela Justiça de “envolvimento na promoção, planejamento, organização, financiamento, apoio ou execução de atos terroristas em território cubano ou em outros países”.
A mídia estatal cubana informou que os homens portavam armas, coquetéis Molotov, coletes à prova de balas e roupas de camuflagem. Além do confronto, as autoridades prenderam um homem que admitiu ter voado até a ilha para encontrar o barco, segundo o comunicado do governo.
À beira do colapso: crise de Cuba se aprofunda e expõe fragilidades estruturais
“Duniel Hernández Santos, cidadão enviado dos Estados Unidos para facilitar a recepção da infiltração armada, foi preso em Cuba e confessou seus atos. A investigação prossegue até que os fatos sejam totalmente esclarecidos”, afirmou o governo.
O que os EUA disseram?
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, que estava em São Cristóvão e Névis, no Caribe, no dia do tiroteio, disse que os EUA estavam investigando o incidente, mas que dependiam do governo cubano para obter informações.
— À medida que reunirmos mais informações, estaremos preparados para responder adequadamente — disse Rubio, acrescentando que o tiroteio não fez parte de uma operação americano e não envolveu ninguém do governo dos EUA.
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Em comunicado, o deputado republicano Carlos Gimenez, da Flórida, pediu uma investigação imediata sobre o que chamou de “massacre”. Já o procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, disse ter ordenado ao Gabinete de Promotoria Estadual que abrisse uma investigação sobre o tiroteio.
— Não se pode confiar no governo cubano, e faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para responsabilizar esses comunistas — afirmou Uthmeier.
Qual é o contexto?
O incidente ocorre em meio a uma das mais graves crises econômicas enfrentadas pela ilha nos últimos anos, com preços em alta, queda de rendimentos e investimentos externos e, mais recentemente, um bloqueio à entrada de petróleo, imposto pelos EUA.
Em janeiro, após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a “transição” do chavismo de algoz para aliado da Casa Branca, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou impor sanções a quem vendesse petróleo a Cuba, e que os envios de combustíveis vindos da Venezuela estavam suspensos.
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O bloqueio, que se somou ao embargo em vigor desde os anos 1960, obrigou as autoridades locais a adotarem medidas de emergência, como racionamento de energia e o fechamento de hotéis e estabelecimentos não essenciais. Com o agravamento da situação, o número de barcos de cubanos deixando a ilha encontrados no Caribe aumentou nas últimas semanas. Aos jornalistas, Rubio afirmou que a crise era responsabilidade do governo local, e que o regime “deve mudar fundamentalmente”.
O governo Trump suspendeu os embarques de petróleo para Cuba e ameaçou impor tarifas sobre os produtos de qualquer outro país que tente fornecer petróleo a Havana, que denunciou as medidas americanas. Diante da escassez generalizada de petróleo e da disparada dos preços dos alimentos, a economia cubana está em queda livre, e especialistas dizem que este pode ser um momento decisivo para o governo.
(Com New York Times)
Uma guerra de bolas de neve ocorrida no Washington Square Park em Nova York acabou criando um desconforto entre o prefeito da cidade, Zohran Mamdani, e o Departamento de Polícia de Nova York (NYPD). Em fala sobre um suposto ferimento de policiais, atingidos pelas bolas por cidadãos, o prefeito afirmou que os suspeitos das ações “não deveriam ser punidos”. A declaração não foi recebida positivamente pelo departamento, o que desencadeou um conflito.
Na segunda-feira, moradores aproveitaram a nevasca que atingiu a cidade para fazer uma grande “guerra” na neve no Washington Square Park, em Manhattan, tradicional ponto de encontro dos adeptos da brincadeira. Segundo a polícia, a batalha perdeu o tom de diversão quando homens, que aparentavam idades entre 18 e 20 anos, atingiram policiais várias vezes com neve e gelo, nas regiões da cabeça, pescoço e rosto. Os atingidos foram levados ao hospital e tiveram ferimentos leves.
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Em coletiva de imprensa no dia seguinte ao caso, Mamdani disse ter visto os vídeos que mostram os policiais sendo atingidos. Segundo ele, pelas imagens, não haveria necessidade de punição aos envolvidos.
— Pelos vídeos que vi, pareciam ser crianças brincando de guerra de bolas de neve.
Posteriormente, o prefeito voltaria a se pronunciar sobre o caso, desta vez pelas redes sociais. No comunicado, ele reforçou que os policiais estão mobilizados para manter a ordem durante a tempestade de neve, e que deveriam “ser tratados com respeito”.
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O presidente do sindicato da Polícia de Nova York, Patrick Hendry, se manifestou em comunicado de forma contrária ao prefeito.
A resposta do prefeito é uma completa falha de liderança. Isto não foi apenas uma ‘guerra de bolas de neve’. Foi uma agressão feita por adultos atirando pedaços de gelo e pedras, que levou dois policiais ao hospital com ferimentos na cabeça e no rosto. Ele enviou uma mensagem vergonhosa a todos os policiais que servem esta cidade e uma mensagem perigosa a todas as pessoas que possam estar pensando em atacar um policial no futuro.”
Em concordância, o presidente do sindicato dos sargentos da cidade (SBA, na sigla em inglês), Vincent Vallelong, falou sobre “uma abertura de precedentes” para novas violências contra policiais ao dizer que “hoje são bolas de neve, mas amanhã podem ser pedras, garrafas ou algo pior”.
O episódio marca o primeiro embate significativo entre os sindicatos e o prefeito. Antes de sua gestão, ele havia se retratado por declarações passadas nas quais classificou o NYPD como “racista” e “perigoso para a segurança pública”. Tais falas foram exploradas por seus adversários durante a campanha, que o acusaram de ser contrário à polícia e negligente com a segurança.
Após a vitória em novembro, Mamdani solicitou a permanência da Comissária de Polícia Jessica Tisch — indicado originalmente por Eric Adams — no cargo. A manutenção de Tisch, figura bem vista por moderados e pelo setor empresarial, foi interpretada como uma estratégia de Mamdani para afastar o estigma de que seria brando no combate à criminalidade.
A capacidade da Rússia de sustentar a guerra na Ucrânia “não mostra sinais de enfraquecimento”, enquanto a ameaça ao restante da Europa está em expansão. O alerta consta no relatório anual Balanço Militar 2026, do International Institute for Strategic Studies (IISS).
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De acordo com o diretor do IISS, Bastian Giegerich, há “poucos indícios” de que Moscou esteja perdendo capacidade no quinto ano do conflito. Pelo contrário, o uso contínuo de mísseis de cruzeiro, mísseis balísticos e drones de ataque tem intensificado a pressão sobre as defesas aéreas ucranianas e demonstra a capacidade russa de projetar poder militar a longas distâncias, com implicações diretas para a segurança europeia.
Alcance de até 2.000 quilômetros
Segundo o relatório, mesmo sistemas considerados básicos, como o drone Geran-2 — versão modernizada do iraniano Shahed-136 — podem atingir alvos a até 2.000 quilômetros de distância. Isso coloca vastas áreas do continente europeu dentro de seu raio de ação.
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O IISS estima que a Rússia tenha destinado cerca de US$ 186 bilhões (aproximadamente R$ 955 bilhões) à Defesa em 2025, o equivalente a 7,3% do PIB, ante 6,7% no ano anterior. Embora o crescimento real da despesa tenha sido de 3% — abaixo dos 56,9% registrados em 2024 — o montante triplicou desde 2021.
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Apesar dos custos elevados da guerra, o banco central russo conseguiu “manter a máquina de guerra operacional”, afirma o instituto. Caso a produção e o fornecimento de equipamentos militares sigam no ritmo atual, Moscou poderá reduzir até 2030 a diferença entre as forças disponíveis e as necessárias para um Exército ampliado.
Para Ruben Stewart, pesquisador sênior do IISS em guerra terrestre, a Europa dispõe de recursos suficientes para enfrentar a Rússia “se analisarmos puramente os números”. Em termos de brigadas, tanques e sistemas de artilharia, os meios existentes poderiam ser adequados.
No entanto, Stewart alerta para fragilidades em áreas críticas como inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR) e capacidade de ataque em profundidade — setores nos quais a Europa ainda depende fortemente dos Estados Unidos. Essa dependência limita a autonomia operacional diante de Moscou.
Segundo o especialista, a principal vulnerabilidade europeia é de natureza política. A incerteza quanto à reação de Washington diante de um eventual acionamento do Artigo 5º da OTAN — que prevê defesa mútua em caso de ataque a um membro da aliança — enfraquece a confiança no bloco, ainda que o apoio americano permaneça formalmente em vigor.
Gastos globais em defesa batem novo recorde
O relatório também aponta que os gastos globais com defesa continuaram a crescer em meio à incerteza geopolítica. Em 2025, o total mundial alcançou US$ 2,63 trilhões, acima dos US$ 2,48 trilhões registrados em 2024. Em termos reais, a alta anual foi de 2,5%, abaixo do crescimento de 7% a 8% observado nos anos anteriores, mas ainda mantendo a tendência de expansão.
O crescimento, porém, foi desigual. A redução da ajuda militar à Ucrânia e restrições no orçamento final de defesa do então presidente americano Joe Biden levaram a um ritmo mais moderado de gastos nos Estados Unidos — movimento que a administração de Donald Trump tem buscado reverter. Na Rússia, o crescimento oficial das despesas também foi mais contido, refletindo ajustes no complexo industrial-militar e limitações fiscais.
Na Europa, por outro lado, os gastos atingiram níveis recordes. Em 2025, os países europeus destinaram quase US$ 563 bilhões à defesa, cerca de US$ 100 bilhões a mais que no ano anterior — um aumento real de 12,6%, em linha com o avanço observado em 2024.
O movimento foi impulsionado por compromissos assumidos por membros da OTAN na Cúpula de Haia, em junho, para elevar os gastos com defesa e segurança a 5% do PIB até 2035. Com isso, a participação europeia nos gastos globais ultrapassou 21%, ante 17% em 2022.
A Alemanha liderou o crescimento regional, com aumento real de 18% no orçamento de defesa em 2025, alcançando € 95 bilhões (US$ 107 bilhões), após alta de 23% em 2024. Países nórdicos como Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia também ampliaram significativamente seus investimentos.
Já o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, teria classificado como “irracional” a meta de 5% do PIB, citando níveis elevados de dívida, pressões inflacionárias e custos de oportunidade para outros setores.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta quinta-feira que seu país se defenderá com “determinação” perante qualquer “agressão terrorista”, após um confronto em águas territoriais com uma embarcação registrada nos Estados Unidos, que deixou quatro tripulantes mortos e seis feridos. Segundo o regime, houve uma tentativa de infiltração de homens armados com “objetivos terroristas”.
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“Cuba se defenderá com determinação e firmeza frente a qualquer agressão terrorista e mercenária que pretenda afetar sua soberania e estabilidade nacional”, escreveu o mandatário no X.
O incidente representa um novo foco nas tensões com os Estados Unidos, que se agravaram desde a captura do líder venezuelano deposto Nicolás Maduro no início de janeiro por forças americanas e a interrupção dos envios de petróleo de Caracas para Cuba.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que estava reunindo mais informações sobre o caso e que os EUA estão preparados “para responder adequadamente”.
Desde o retorno de Donald Trump ao poder, a Casa Branca não esconde seu desejo de ver uma mudança de regime na ilha de 9,6 milhões de habitantes e aplica uma política de máxima pressão sobre Havana. Segundo seu governo, o país comunista, localizado a apenas 150 km da costa da Flórida, representa uma “ameaça excepcional” à segurança nacional dos EUA.
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Alegação de armamentos
De acordo com um comunicado do Ministério do Interior cubano, a lancha neutralizada tinha matrícula da Flórida e “transportava 10 pessoas armadas”. “Segundo depoimentos preliminares dos detidos, eles pretendiam realizar uma infiltração com fins terroristas”, afirmou.
O boletim informava que foram encontrados na embarcação “fuzis de assalto, pistolas, artefatos explosivos improvisados (coquetéis molotov), coletes à prova de balas, miras telescópicas e uniformes camuflados”. O incidente ocorreu a uma milha náutica do Cayo Falcones, na província de Villa Clara, no centro de Cuba.
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De acordo com o Ministério do Interior, uma embarcação da Guarda Costeira se aproximou para solicitar a identificação da tripulação da lancha, que abriu fogo “contra os efetivos cubanos”. Os membros do grupo são “cubanos residentes nos Estados Unidos”, a maioria dos quais “tem histórico conhecido de atividades criminosas e violentas”, afirmou o ministério.
Além disso, dois dos ocupantes da embarcação constam na lista de pessoas “sujeitas a investigações criminais” e são procurados por “seu envolvimento na promoção, planejamento, organização, financiamento, apoio ou prática” de “atos terroristas” em Cuba ou em outros países, segundo a nota.
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As autoridades da ilha também relataram a prisão de outro cubano que havia viajado anteriormente dos Estados Unidos para facilitar a operação e que confessou “seus atos”. O comandante da embarcação cubana também ficou ferido no confronto, informou o governo.
Reformas ‘drásticas’
O incidente aconteceu no momento em que Marco Rubio participava de uma reunião de cúpula de chefes de governo da Comunidade do Caribe (Caricom) em São Cristóvão e Névis.
— À medida que reunirmos mais informações, estaremos preparados para responder de forma adequada — declarou o secretário de Estado durante uma entrevista coletiva em Basseterre.
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O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, anunciou a abertura de uma investigação judicial. O congressista americano de origem cubana Carlos Giménez exigiu uma investigação sobre as mortes.
— As autoridades americanas devem determinar se alguma das vítimas era cidadã dos Estados Unidos ou residente legal e estabelecer exatamente o que aconteceu — afirmou. — O regime cubano deve ser relegado ao esquecimento por seus incontáveis crimes contra a Humanidade.
Na quarta-feira, Washington confirmou que flexibilizou as restrições às exportações de petróleo para Cuba, que sofre com uma grave escassez de combustível, por razões humanitárias. Agora, permitirá que o petróleo venezuelano seja revendido ao setor privado cubano, sob a condição de que as transações beneficiem não o governo, mas “o povo” da ilha.
Rubio alertou que as restrições a essas importações seriam reimpostas caso Havana violasse o “espírito” dessa flexibilização. Ele também instou Cuba a realizar “reformas drásticas que abram espaço para a liberdade econômica e, finalmente, política do povo cubano; obviamente, os Estados Unidos adorariam ver isso acontecer”.
Um ataque frustrado foi registrado no estado de Jalisco, no México, em meio a uma escalada de violência desencadeada após a operação que resultou na morte do narcotraficante Nemesio Oseguera, “El Mencho”. O motorista de um ônibus reagiu rapidamente e salvou passageiros de criminosos que tentavam atear fogo ao veículo.
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Grupos criminosos reagiram com ações coordenadas, como bloqueios de vias, incêndio de veículos e confrontos. Entre os grupos mencionados no contexto da violência está o Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), comandado por Mencho e apontado como um dos principais responsáveis pelos episódios na região.
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Segundo a imprensa mexicana, supostos integrantes do cartel teriam tentado interceptar o ônibus. A intenção, segundo o relato, seria fechar a passagem do veículo e incendiá-lo — prática comum para bloquear vias.
Um vídeo que circulou nas redes sociais mostra o momento em que o motorista reage rapidamente. Em vez de parar, ele impede que os criminosos concluam o bloqueio, evitando que o coletivo fosse incendiado.
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A atitude foi considerada decisiva, pois pode ter evitado ferimentos ou mortes entre os passageiros, um incêndio de grandes proporções e a ampliação do caos na área.
As imagens viralizaram, e muitos usuários elogiaram o motorista. Ele foi chamado de “herói” e teve sua rapidez e coragem destacadas. Alguns internautas também comentaram que o veículo usado pelos supostos criminosos, que fugiram a pé, teria ficado no local por horas.
Há dois séculos o Warabi Hadaka Matsuri, ou Festival Nu de Warabi, reúne dezenas de pessoas no inverno Japonês em um ritual que mistura tradição, colheita e lama. Acontecem, no país, outros festivais “nus”, mas o objetivo deste é a ligação direta com a terra. Acredita-se na prática como forma de atrair colheitas fartas.
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Os participantes vestem o tradicional fundoshi, que são tangas brancas feitas em algodão, e mergulham em arrozais lamacentos com temperaturas baixas. Ele é realizado em Yotsukaido, perto de Tóquio, e consiste na formação de pirâmides humanas lançadas uma contra a outra na lama. O barro, para os locais, é símbolo de trabalho no campo, proteção e fertilidade.
Apesar da modernização recente e redução de fazendas na região, a tradição persiste e fortalece a identidade local. Para manter a cultura, pais levam as crianças para participarem do ato, acreditando-se que o ritual promove saúde para as novas gerações.

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