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O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prepara a divulgação de cerca de 50 mil documentos considerados “desaparecidos” relacionados ao caso do financista Jeffrey Epstein. Segundo o jornal inglês Telegraph, os arquivos passaram por uma nova revisão e devem ser publicados até o fim da semana pelo Departamento de Justiça.
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Entre os documentos estão anotações de um depoimento dado ao Federal Bureau of Investigation (FBI) em 2019 por uma mulher que acusou Trump de tentar forçá-la a fazer sexo oral no início dos anos 1980, quando ela teria cerca de 13 anos. A denúncia afirma que o encontro teria ocorrido após uma apresentação feita por Epstein. As alegações, no entanto, nunca foram comprovadas e não há evidências de que Trump conhecesse Epstein naquele período.
O United States Department of Justice (DoJ) afirmou que alguns dos arquivos contêm “alegações falsas e sensacionalistas” contra o presidente e que os documentos haviam sido enviados ao FBI antes das eleições de 2020. A pasta também ressaltou que as acusações contra Trump são consideradas infundadas.
Uma porta-voz do departamento disse ao jornal The Wall Street Journal que 47.635 arquivos estavam temporariamente offline para revisão e devem ser republicados nos próximos dias. O caso voltou ao centro do debate político em Washington após parlamentares acusarem o governo de reter ilegalmente parte dos documentos do caso Epstein.
A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, foi intimada a prestar depoimento no Congresso após uma iniciativa da deputada republicana Nancy Mace. A proposta foi aprovada pelo comitê de supervisão da Câmara por 24 votos a 19, com apoio de democratas e republicanos.
Antes da votação, Mace acusou o Departamento de Justiça de proteger figuras poderosas em vez de garantir transparência.
— Ainda não temos toda a verdade. Vídeos estão desaparecidos, áudios estão desaparecidos, registros estão desaparecidos — disse a congressista em redes sociais.
O democrata Robert Garcia, que integra o comitê, afirmou que os americanos “merecem transparência” e que sobreviventes do caso Epstein “merecem justiça”.
O Departamento de Justiça é legalmente obrigado a divulgar cerca de seis milhões de documentos relacionados ao caso Epstein, com exceções para proteger a identidade de vítimas e investigações em andamento.
Até agora, porém, apenas cerca de três milhões de arquivos foram tornados públicos.
Um mergulhador na casa dos 50 anos foi levado de helicóptero para um hospital após ser atacado por um tubarão na costa de Queensland, na Austrália, na manhã desta quinta-feira (5). O incidente ocorreu nas águas próximas à Grande Barreira de Corais, um dos principais destinos turísticos marinhos do país.
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De acordo com informações do Serviço de Ambulâncias de Queensland (QAS), o homem participava de um passeio de snorkel ao lado de dois amigos por volta das 8h, na área oeste do Lady Elliot Island Eco Resort. Durante a atividade, ele foi mordido pelo animal enquanto nadava no local.
Apesar do ataque, os três conseguiram retornar à costa e alertar a equipe do resort. Segundo as autoridades de saúde, o mergulhador sofreu um corte profundo no braço e lacerações superficiais no abdômen e na mão. Ele foi transportado de helicóptero para o Hospital Base de Bundaberg, onde chegou em condição estável.
Área de mergulho foi fechada
Após o episódio, a administração da Ilha Lady Elliot decidiu fechar temporariamente as zonas de snorkel localizadas na parte oeste da ilha até novo aviso. Até o momento, não foi possível identificar qual espécie de tubarão esteve envolvida no ataque.
O caso ocorre em meio a uma sequência recente de incidentes envolvendo tubarões na Austrália neste ano. Em 18 de janeiro, um menino de 12 anos morreu após ser atacado enquanto nadava com amigos no porto de Sydney, nas proximidades da Shark Beach, no Parque Nielsen.
Dois dias antes, o músico Andre de Ruyter, de 27 anos, foi hospitalizado após sofrer uma mordida na perna direita enquanto surfava em Manly. Na mesma data, um garoto de 11 anos caiu da prancha após um encontro com um tubarão em uma praia no norte de Sydney, mas escapou sem ferimentos. Já Paul Zvirzdinas, de 39 anos, também foi mordido em uma praia na costa centro-norte de Nova Gales do Sul, a cerca de cinco horas da capital do estado.
Uma operação de repatriação foi iniciada por Israel para trazer de volta milhares de cidadãos que ficaram retidos no exterior após o fechamento temporário do espaço aéreo do país, medida adotada por razões de segurança. A restrição foi implementada no sábado, depois que Israel e os Estados Unidos realizaram ataques militares de grande escala contra o Irã.
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A ação elevou o risco de retaliações com mísseis ou drones e de uma escalada militar na região, levando as autoridades israelenses a suspender pousos e decolagens de voos comerciais.
Com o espaço aéreo fechado, passageiros que estavam fora do país não conseguiram retornar por rotas aéreas regulares. De acordo com dados citados pelas autoridades, cerca de 120 mil israelenses no exterior manifestaram interesse em voltar ao país. Entre eles estão turistas, viajantes a trabalho, estudantes e cidadãos que visitavam familiares ou estavam em trânsito internacional.
Nos últimos dias, o governo começou a organizar o retorno desses passageiros. Segundo o Ministério dos Transportes de Israel, mais de 20 mil pessoas já conseguiram retornar.
Parte dos cidadãos voltou por passagens terrestres de fronteira, entrando em Israel a partir de países vizinhos como Jordânia e Egito. Nesses casos, os viajantes voaram para destinos próximos e completaram o trajeto por terra.
Também foram utilizadas rotas marítimas, com embarcações e ferries levando passageiros até portos israelenses. O tráfego aéreo permanece limitado e controlado, com prioridade para operações de repatriação.
Com a flexibilização parcial das restrições, companhias aéreas israelenses passaram a operar voos especiais para trazer cidadãos de volta ao país. Entre as empresas envolvidas estão a El Al, a Arkia e a Israir.
As rotas e os horários podem ser ajustados de acordo com as condições de segurança e, em muitos casos, partem de grandes centros internacionais onde há maior concentração de passageiros aguardando retorno.
O Ministério dos Transportes estima que a operação para trazer todos os cidadãos de volta pode levar entre sete e dez dias. O prazo depende principalmente da evolução da situação de segurança na região e do número de voos que poderão ser autorizados durante esse período.
Caso o conflito com o Irã se intensifique, existe a possibilidade de novas restrições ao tráfego aéreo.
Ataque ‘em larga escala’
As Forças Armadas de Israel lançaram um ataque “em larga escala” contra Teerã e eliminaram um dos líderes do movimento palestino Hamas no Líbano, em renovadas ofensivas lançadas nas duas frentes da guerra nesta quinta-feira, quando o conflito chega ao seu 6º dia.
O comando militar israelense afirmou ter atingido alvos de instituições da estrutura de repressão interna na capital iraniana em uma ofensiva que contou com 90 caças, além de ter feito novos avanços no território libanês. A República Islâmica acusa Israel de atacar de forma deliberada alvos civis — em um momento em que a liderança política israelense não dá sinais de interromper a ofensiva.
Cerca de 40 alvos foram atacados em Teerã nesta quinta-feira, incluindo uma sede da unidade especial responsável por todas as forças de segurança interna do regime, apontou um comunicado militar que descreveu a ofensiva como a 12ª onda de ataques à capital iraniana. O ataque foi realizado com 90 caças da Força Aérea israelense e despejou sobre os alvos iranianos cerca de 200 munições, ainda de acordo com o comunicado.
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“O quartel-general [atacado na quinta] comanda todas as unidades especiais do regime terrorista iraniano na província e serve para dirigir as Forças Armadas do regime”, detalhou o comunicado, mencionando também alvos ligados à Guarda Revolucionária do Irã e das forças Basij, milícia do regime com participação notória na repressão a dissidências internas.
A ação com intenso poder de fogo ocorre em um momento em que as autoridades israelenses e dos EUA escalam as operações e fortalecem a retórica em torno do esforço de guerra. Em um comentário sobre uma conversa com o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou ter recebido um pedido do aliado americano para prosseguir com a operação “até o fim”.
“O secretário de Defesa [dos EUA] disse: ‘Sigam em frente até o fim, estamos com vocês'”, disse Katz, citado em um comunicado do Gabinete do Ministro israelense.
Imagens do exército dos EUA mostram aeronaves decolando e ataques contra alvos iranianos
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Apesar da confirmação de baixas entre os militares americanos e das perdas civis em Israel, o ataque conjunto dos aliados tem provocado danos muito mais extensos ao regime iraniano. A eliminação do líder supremo, Ali Khamenei, nas primeiras horas de guerra, foi apenas o começo de uma conflito que se propõe a eliminar todas as capacidades de projeção de poder do Irã — embora um objetivo citado de forma marginal pelos EUA seja uma mudança de regime. Estimativas atualizadas por organizações humanitárias apontam que 1.230 pessoas morreram no país desde o início do conflito.
O regime iraniano lançou uma extensa campanha de retaliação que alcançou toda a região — que fontes com conhecimento sobre o regime afirmam ter sido planejada pelo próprio Khamenei. A fim de prevenir tentativas de tomada do poder, enquanto a liderança está entrincheirada para fugir dos ataques aéreos, Teerã bombardeou grupos curdos no Iraque — que fontes americanas sugeriram estar nos planos dos EUA para acrescentar pressão no solo — e bloqueou o acesso à internet no país — segundo o monitor NetBlocks, que monitora a atividade on-line no país a partir das redes sociais, a conectividade atual é de cerca de 1%.
O regime acusou Israel e EUA de estarem realizando “ataques deliberados” contra áreas civis. Em uma publicação nas redes sociais, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano Esmail Baqai afirmou que o povo “está sendo brutalmente massacrado” e que os inimigos atingem de “áreas civis e qualquer lugar que acreditam que provocará o máximo sofrimento e perdas humanas”.
Um avião de pequeno porte caiu sobre duas casas em um bairro residencial no norte de Phoenix, no estado do Arizona, nos Estados Unidos, após sofrer uma falha mecânica logo depois da decolagem, nesta quarta-feira (4). O acidente, registrado por câmeras de segurança, deixou três pessoas feridas, nenhuma em estado grave.
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Imagens captadas por uma câmera de vigilância mostram os momentos que antecederam a queda. No vídeo, a aeronave aparece descrevendo uma curva no ar antes de descer rapidamente em direção às casas de um bairro normalmente tranquilo. O avião desaparece abaixo da linha dos telhados e, em seguida, ocorre o impacto.
Confira:
De acordo com as primeiras informações, a aeronave, um Piper PA-28 de quatro lugares, atingiu inicialmente o telhado de uma das residências com uma das asas, arrancando várias telhas. Com o choque, parte da asa e um painel lateral se desprenderam da fuselagem. A perda dessas estruturas fez com que o avião girasse no ar antes de mergulhar de nariz no quintal da casa vizinha.
Imagens aéreas divulgadas pela emissora local 12 News mostram o cenário após o acidente: a aeronave ficou apoiada sobre o nariz, com a estrutura metálica severamente retorcida, enquanto a asa e o painel arrancados estavam espalhados no local.
Testemunhas relatam susto
Moradores da região relataram ter ouvido um forte estrondo no momento da colisão. A estudante Brianna, de nove anos, disse que presenciou a queda. “Eu disse: ‘Pai, acho que vi um avião cair’”, contou à emissora Arizona’s Family. Segundo ela, o susto foi imediato, embora sua principal preocupação fosse saber se todos estavam bem.
O pai da menina, Sean, afirmou que inicialmente não acreditou no relato da filha, pois não havia fumaça visível. “Achei que, se fosse um avião, haveria uma grande nuvem de fumaça. Continuei levando ela para a escola como se nada tivesse acontecido”, relatou. Ele só percebeu a gravidade da situação depois de ver vídeos do acidente circulando na internet. Apesar da ausência de incêndio, o cheiro de combustível de aviação permaneceu forte por várias horas.
A primeira casa atingida pertence a uma família com um bebê de quatro meses. O quarto da criança foi a parte mais danificada da residência. No momento do impacto, apenas um adulto estava no imóvel e conseguiu sair segundos antes de ficar preso sob os escombros. Ele sofreu traumatismo craniano, escoriações e queimaduras, mas já recebeu alta hospitalar.
A aeronave transportava ainda duas pessoas — um instrutor de voo e um aluno piloto — que foram atendidas por paramédicos no local. O avião havia decolado do aeroporto de Deer Valley Airport, um dos mais movimentados da região para aviação particular.
Segundo o capitão do Corpo de Bombeiros de Phoenix, Todd Keller, o resultado do acidente foi considerado quase milagroso. “Em situações como essa, com várias residências envolvidas e pessoas entrando e saindo das casas, foi um milagre que ninguém tenha se ferido gravemente”, afirmou.
Após o acidente, várias casas da vizinhança foram evacuadas enquanto equipes especializadas, usando trajes de proteção contra materiais perigosos, trabalharam para conter o vazamento de combustível. A Federal Aviation Administration (FAA) informou que a aeronave sofreu uma falha mecânica ao tentar retornar ao aeroporto e confirmou que auxilia na investigação para determinar as causas do incidente.
Três homens suspeitos de espionagem em favor da China — entre eles o marido de uma deputada trabalhista escocesa — foram libertados sob fiança nesta quinta-feira, um dia após serem presos, informou a polícia de Londres.
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David Taylor, de 39 anos, marido da deputada trabalhista Joani Reid, foi detido na quarta-feira no âmbito de uma investigação conduzida pela unidade antiterrorismo da polícia britânica. Ele e outros dois homens foram liberados no dia seguinte, enquanto as apurações continuam.
Taylor aparece como gestor de interesses na declaração oficial de atividades de Reid.
Segundo seu perfil no LinkedIn, o marido da deputada trabalha para a Asia House, um centro de estudos especializado na Ásia.
A parlamentar escocesa divulgou na quarta-feira um comunicado no qual se distancia das atividades profissionais do marido.
“Não estou envolvida nas atividades profissionais do meu marido, e nem eu nem meus filhos estamos implicados nesta investigação”, ressaltou Reid.
“Nunca vi nada que me fizesse suspeitar que meu marido tenha infringido a lei. Desde que sou deputada, não conheci empresários, diplomatas ou funcionários chineses, nem transmiti qualquer preocupação a ministros ou a qualquer outra pessoa em nome de interesses chineses”, acrescentou.
A polícia de Londres deu poucas informações sobre a natureza da investigação que levou à detenção dos três homens.
Os agentes realizaram buscas nas residências dos suspeitos, assim como em outros três endereços em Londres, Cardiff e nas proximidades de Glasgow, com apoio de unidades antiterrorismo.
As detenções “fazem parte de uma investigação. Embora se trate de fatos graves, não acreditamos que exista uma ameaça direta ou iminente para a população”, declarou na quarta-feira a chefe da polícia antiterrorismo de Londres, Helen Flanagan.
Procurada pela AFP, a embaixada da China em Londres criticou “aqueles que, no Reino Unido, fabricam supostos casos de espionagem para caluniar” as autoridades do país asiático.
As Forças Armadas de Israel lançaram um ataque “em larga escala” contra Teerã e eliminaram um dos líderes do movimento palestino Hamas no Líbano, em renovadas ofensivas lançadas nas duas frentes da guerra nesta quinta-feira, quando o conflito chega ao seu 6º dia. O comando militar israelense afirmou ter atingido alvos de instituições da estrutura de repressão interna na capital iraniana em uma ofensiva que contou com 90 caças, além de ter feito novos avanços no território libanês. A República Islâmica acusa Israel de atacar de forma deliberada alvos civis — em um momento em que a liderança política israelense não dá sinais de interromper a ofensiva.
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Cerca de 40 alvos foram atacados em Teerã nesta quinta-feira, incluindo uma sede da unidade especial responsável por todas as forças de segurança interna do regime, apontou um comunicado militar que descreveu a ofensiva como a 12ª onda de ataques à capital iraniana. O ataque foi realizado com 90 caças da Força Aérea israelense e despejou sobre os alvos iranianos cerca de 200 munições, ainda de acordo com o comunicado.
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“O quartel-general [atacado na quinta] comanda todas as unidades especiais do regime terrorista iraniano na província e serve para dirigir as Forças Armadas do regime”, detalhou o comunicado, mencionando também alvos ligados à Guarda Revolucionária do Irã e das forças Basij, milícia do regime com participação notória na repressão a dissidências internas.
A ação com intenso poder de fogo ocorre em um momento em que as autoridades israelenses e dos EUA escalam as operações e fortalecem a retórica em torno do esforço de guerra. Em um comentário sobre uma conversa com o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou ter recebido um pedido do aliado americano para prosseguir com a operação “até o fim”.
“O secretário de Defesa [dos EUA] disse: ‘Sigam em frente até o fim, estamos com vocês'”, disse Katz, citado em um comunicado do Gabinete do Ministro israelense.
Imagens do exército dos EUA mostram aeronaves decolando e ataques contra alvos iranianos
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Apesar da confirmação de baixas entre os militares americanos e das perdas civis em Israel, o ataque conjunto dos aliados tem provocado danos muito mais extensos ao regime iraniano. A eliminação do líder supremo, Ali Khamenei, nas primeiras horas de guerra, foi apenas o começo de uma conflito que se propõe a eliminar todas as capacidades de projeção de poder do Irã — embora um objetivo citado de forma marginal pelos EUA seja uma mudança de regime. Estimativas atualizadas por organizações humanitárias apontam que 1.230 pessoas morreram no país desde o início do conflito.
O regime iraniano lançou uma extensa campanha de retaliação que alcançou toda a região — que fontes com conhecimento sobre o regime afirmam ter sido planejada pelo próprio Khamenei. A fim de prevenir tentativas de tomada do poder, enquanto a liderança está entrincheirada para fugir dos ataques aéreos, Teerã bombardeou grupos curdos no Iraque — que fontes americanas sugeriram estar nos planos dos EUA para acrescentar pressão no solo — e bloqueou o acesso à internet no país — segundo o monitor NetBlocks, que monitora a atividade on-line no país a partir das redes sociais, a conectividade atual é de cerca de 1%.
O regime acusou Israel e EUA de estarem realizando “ataques deliberados” contra áreas civis. Em uma publicação nas redes sociais, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano Esmail Baqai afirmou que o povo “está sendo brutalmente massacrado” e que os inimigos atingem de “áreas civis e qualquer lugar que acreditam que provocará o máximo sofrimento e perdas humanas”.
Frente de guerra norte
As forças israelenses também realizaram novos avanços contra o Líbano nesta quinta-feira, um dia após alertarem que toda a população do sul do país deveria se deslocar para a margem norte do rio Litani, liberando a zona onde o governo afirmou que pretende criar uma zona de segurança livre do movimento xiita Hezbollah. Novos bombardeios atingiram redutos do grupo em Beirute e no leste e sul do país.
A agência estatal de notícias libanesa ANI afirmou que um ataque entre a noite de quarta-feira e a madrugada desta quinta matou um dos com movimento Hamas — movimento palestino aliado ao Hezbollah como parte do “Eixo da Resistência” — em um campo de refugiados palestinos no norte do Líbano. Wasim Atallah al-Ali e sua esposa morreram quando “um drone inimigo atacou sua residência” no campo de Beddawi, perto de Trípoli, noticiou a agência, descrevendo Ali como um “alto comandante do Hamas”.
Imagens divulgadas pelo Exército israelense mostram soldados em atuação no território libanês, por terra. Uma gravação de vídeo mostrou também um bombardeio a um complexo que a inteligência militar disse reunir dezenas de combatentes inimigos. Balanços parciais afirmam que 77 pessoas morreram no Líbano desde que os confrontos se estenderam para o país na segunda-feira. O governo local não se envolveu diretamente nos combates, mas condenou os ataques lançados pelo Hezbollah, anunciando uma proibição às atividades armadas do grupo. Autoridades prometeram nesta quinta não permitir que atividades da Guarda Revolucionária do Irã se espalhem pelo país. (Com AFP)
Os Guardiões da Revolução, força de elite do Irã, afirmaram nesta quinta-feira que um míssil iraniano atingiu um petroleiro dos Estados Unidos no Golfo Pérsico, no sexto dia de guerra.
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Segundo comunicado lido na televisão estatal, o navio “foi atingido por um míssil no norte do Golfo Pérsico” e “atualmente está em chamas”. Não houve mais detalhes sobre o episódio.
O incidente ainda não foi confirmado de forma independente. A declaração ocorre no momento em que os Guardiões afirmam ter “controle total” do estreito de Ormuz, passagem estratégica para o comércio global de petróleo.
O suposto ataque ocorre em consonância com uma declaração feita, também nesta quinta, pelo aiatolá Abdollah Javadi Amoli, que pediu um “derramamento” de sangue de israelenses e do presidente dos EUA, Donald Trump.
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A mensagem de Javadi representou uma das poucas declarações clericais vindas do Irã no momento em que o país enfrenta uma campanha combinada de ataques aéreos dos Estados Unidos e Israel. Um deles que culminou na morte do líder supremo do país, Ali Khamenei.
— Estamos agora à beira de um grande teste e devemos ter cuidado para preservar totalmente esta unidade, para preservar totalmente esta aliança — disse.
Um homem paquistanês acusado de planejar o assassinato de políticos dos Estados Unidos — entre eles o ex-presidente Donald Trump — afirmou nesta quarta-feira que foi pressionado pela Islamic Revolutionary Guard Corps (Guarda Revolucionária do Irã) a elaborar o plano, segundo relatos da imprensa americana.
Tartaruga com nadadeira amputada é reabilitada por quase um ano na Califórnia e devolvida ao oceano; vídeo
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Asif Raza Merchant, de 47 anos, foi acusado em setembro de 2024 pela Justiça federal dos Estados Unidos de tentar contratar um assassino de aluguel para matar políticos americanos. Ele se declarou inocente das acusações.
Durante o julgamento nesta quarta-feira, Merchant afirmou que foi obrigado a participar da conspiração para proteger sua família, que estaria em Tehran, de possíveis represálias da Guarda iraniana. Segundo veículos de imprensa, ele disse que acreditava que seria preso antes que qualquer pessoa fosse morta.
Merchant declarou que nunca recebeu uma ordem direta para matar uma pessoa específica, mas afirmou que seu contato iraniano mencionou três nomes como possíveis alvos: Trump, o ex-presidente Joe Biden e a ex-embaixadora dos EUA na ONU Nikki Haley.
— Minha família estava sob ameaça e eu precisava fazer isso — disse Merchant ao tribunal por meio de um intérprete de urdu, segundo o jornal The Washington Post.
O julgamento ocorre em meio à escalada de tensão entre Estados Unidos, Israel e Irã. Nas últimas operações militares na região, forças americanas afirmaram ter eliminado integrantes de unidades iranianas que planejavam atentados contra Trump.
Autoridades dos Estados Unidos já acusaram anteriormente o Irã de tentar assassinar o político republicano como forma de vingança pela morte do general iraniano Qasem Soleimani, morto em um ataque de drone no Iraque em 2020, ordenado por Trump durante seu primeiro mandato.
Segundo investigadores americanos, Merchant tinha “vínculos estreitos com o Irã”, e o suposto plano teria características semelhantes a operações atribuídas ao regime iraniano.
De acordo com o The New York Times, o acusado afirmou que começou a trabalhar em 2022 com um membro da Guarda Revolucionária que perguntou se ele estaria interessado em realizar “algum trabalho para o governo iraniano”.
Posteriormente, ele teria recebido instruções para organizar um plano que incluía protestos, roubo de documentos, lavagem de dinheiro e, potencialmente, a contratação de alguém para cometer um assassinato.
Merchant afirmou que aceitou participar do esquema por medo do que pudesse acontecer com sua esposa e sua filha adotiva no Irã. Ele acabou sendo preso após tentar contratar assassinos que, na verdade, eram agentes disfarçados do Federal Bureau of Investigation (FBI).
Uma tartaruga-verde resgatada em estado crítico na Califórnia voltou ao oceano após quase um ano de tratamento e reabilitação no Aquário do Pacífico, em Long Beach, cerca de 40 quilômetros ao sul de Los Angeles. O momento da soltura foi divulgado nas redes sociais pela instituição, nesta semana, e chamou atenção pelo desfecho positivo do caso.
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No meio do pasto: míssil iraniano não detonado é encontrado em campo de ovelhas na Síria
Batizada de Porkchop, a tartaruga foi encontrada em março de 2025 com cerca de 90% da nadadeira dianteira sem circulação sanguínea. O ferimento foi provocado por uma linha de pesca que havia se enrolado no membro, deixando o animal preso entre detritos no rio San Gabriel e impedindo que ele conseguisse nadar.
Confira:
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Resgate e cirurgias
O animal foi localizado por voluntários que monitoravam o rio como parte de um programa de ciência cidadã. Eles perceberam que a tartaruga permanecia parada no mesmo ponto e não conseguia se afastar. O resgate levou cerca de quatro horas.
No aquário, exames de raio-X revelaram ainda a presença de um anzol preso na parte posterior da boca. Diante da gravidade do quadro, veterinários decidiram amputar a parte necrosada da nadadeira e retirar o objeto metálico.
“Quando essa tartaruga chegou, não sabíamos qual seria o desfecho devido ao seu estado crítico”, afirmou a veterinária Brittany Stevens, do Aquário do Pacífico. A primeira cirurgia, para remover o membro necrosado, durou cerca de cinco horas e meia. Uma segunda operação, de aproximadamente uma hora, foi necessária para retirar o anzol.
Segundo Jeff Flocken, vice-presidente regional do aquário, os procedimentos foram decisivos para salvar o animal. “Ela ficou muito, muito gravemente ferida”, disse ele à revista People.
Montagem com a tartaruga
Captura de tela/Instagram/@aquariumpacific
Adaptação com três nadadeiras
Durante o período de recuperação, Porkchop passou a se locomover normalmente mesmo com apenas três nadadeiras. Especialistas explicam que tartarugas-verdes conseguem compensar a perda de um membro utilizando outras partes do corpo para nadar e realizar movimentos essenciais.
De acordo com o projeto científico Psilocybe lyrata, funções que normalmente seriam executadas pela nadadeira frontal podem ser parcialmente desempenhadas pelas nadadeiras traseiras.
Com a melhora progressiva, a tartaruga acabou se tornando uma espécie de atração entre visitantes do aquário. “Ela se desenvolveu muito rapidamente”, disse Flocken, acrescentando que o animal era conhecido por “exibir-se” para quem passava pelo tanque.
Retorno à natureza
Após cerca de um ano de reabilitação, a equipe decidiu devolver Porkchop ao ambiente natural. O local escolhido foi o rio San Gabriel, pela proximidade com uma população residente de tartarugas-verdes.
O momento da soltura foi comparado pelos responsáveis a uma cena do filme Procurando Nemo. Segundo Flocken, assim que a maca de apoio foi retirada, o animal começou a nadar imediatamente.
Desde então, voluntários já voltaram a avistar Porkchop na região. Para os responsáveis pelo resgate, a prioridade era garantir que a tartaruga tivesse a chance de viver novamente em liberdade.
“Achamos mais importante que ela tivesse a oportunidade de voltar à natureza e viver o resto da vida em um ambiente natural”, afirmou Flocken.
Embora não se reproduzam na Califórnia, as tartarugas-verdes costumam migrar para as águas da costa oeste dos Estados Unidos para se alimentar. A área próxima à foz do rio San Gabriel abriga a maior concentração da espécie na América do Norte — justamente onde Porkchop foi devolvida ao mar.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/25, conhecida como PEC da Segurança Pública, foi aprovada pelo plenário da Câmara, em segundo turno de votação, por 461 votos a 14, em sessão realizada na noite desta quarta-feira (4).

No primeiro turno, a votação registrou 487 votos a favor, 15 contrários e uma abstenção. A PEC segue agora para análise e votação pelos senadores.

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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), considerou a aprovação como o resultado de diálogo e equilíbrio, “convergindo na vontade de ter um país mais seguro para todos os brasileiros”.

Ele elogiou os trabalhos da comissão especial, assinalando que houve “ampla escuta da sociedade, o que deu legitimidade às decisões tomadas”.

<<Entenda as mudanças propostas pela PEC da Segurança Pública

Arrecadação das bets

O texto aprovado, um substitutivo do relator, deputado Mendonça Filho (União-PE), que fez diversas alterações na versão original encaminhada pelo governo ao Congresso, prevê que o dinheiro arrecadado com as bets (loterias por quota fixa) será destinado aos fundos Nacional de Segurança Pública (FNSP) e Penitenciário Nacional (Funpen).

Maioridade penal

Outra mudança do relator, foi a retirada da parte que tratava da redução da maioridade penal de 18 anos para 16 anos em crimes com violência ou grave ameaça à pessoa, cuja validade dependeria de um referendo popular.

*Com informações da Agência Câmara

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