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A polícia de Nova York prendeu neste sábado um homem que lançou o que pareciam ser dois artefatos incendiários caseiros perto de manifestantes de extrema direita que protestavam em frente à residência do prefeito da cidade, constataram jornalistas da AFP.
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O influenciador de extrema direita Jake Lang participava de uma manifestação contra a suposta “islamização” e pedia o fim da “oração muçulmana em espaços públicos” em Nova York, em frente à Gracie Mansion, residência do prefeito Zohran Mamdani, que é muçulmano.
Um homem vestido com um moletom escuro com capuz e calça cargo bege recebeu de um companheiro ativista um dispositivo envolto em fita adesiva que soltava fumaça. Ele o deixou cair perto de uma fileira de policiais antes de pular uma barreira de segurança. nO suspeito já havia lançado anteriormente um artefato semelhante em direção ao grupo de manifestantes liderado por Lang.
Dispositivo explosivo caseiro não detonado lançado por um ativista de esquerda em direção a policiais durante um protesto organizado pelo influenciador de extrema direita Jake Lang contra a suposta “islamização”
CHARLY TRIBALLEAU / AFP
Instantes depois, ele e outro homem foram detidos por agentes que estavam posicionados nas proximidades do protesto.
— Até o momento não há registro de feridos nem de danos materiais. Duas pessoas de interesse foram detidas e a investigação segue em andamento — informou a polícia à AFP, acrescentando que havia sido alertada sobre “dois artefatos suspeitos”.
O homem, aparentemente um manifestante contrário a Lang, gritou “Allahu akbar” (“Deus é o maior”), segundo ouviu um jornalista da AFP no local. O Departamento de Polícia de Nova York mobilizou uma equipe antibombas.
Uma pessoa morreu em Dubai neste sábado depois que destroços de uma “interceptação aérea” caíram sobre um veículo, informaram autoridades, enquanto o Irã continuava seus ataques de retaliação pelo Golfo.
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— As autoridades confirmam que destroços de uma interceptação aérea caíram sobre um veículo na área de Al Barsha, resultando na morte de um motorista asiático — disse o Escritório do Governo de Dubai, sem fornecer mais detalhes.
Segundo o órgão, a vítima morreu depois que destroços resultantes da interceptação de um projétil caíram sobre um carro no bairro de Al Barsha. O motorista, um cidadão paquistanês, não resistiu aos ferimentos.
O órgão confirmou que os destroços atingiram também um a fachada de uma torre residencial — identificada como a 23 Marina Tower, um dos edifícios mais altos da cidade. O impacto causou danos externos, mas não deixou feridos no prédio.
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O governo local descreveu o episódio como um “incidente menor” causado pela queda de fragmentos após a interceptação bem-sucedida de um alvo aéreo pelas defesas do país. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram explosões no céu e destroços atingindo áreas urbanas.
Os ataques ocorrem no contexto do conflito iniciado após ofensivas dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Em resposta, Teerã lançou uma série de mísseis e drones contra países do Golfo, incluindo Emirados Árabes Unidos, Qatar e Bahrain.
Apesar de o presidente iraniano ter pedido desculpas a países vizinhos pelos ataques recentes, novos lançamentos de drones e mísseis continuaram a ser registrados na região, ampliando a tensão entre Teerã, aliados dos Estados Unidos e países do Golfo.
Uma explosão dentro de uma boate no norte do Peru deixou 33 pessoas feridas na madrugada de sábado (7), segundo autoridades que investigam o incidente em uma região assolada pelo crime organizado.
A explosão, descrita como um possível “ataque” em um comunicado do governo regional do departamento de La Libertad, ocorreu antes do amanhecer na discoteca Dali, perto de Trujillo, uma cidade costeira a cerca de 500 quilômetros ao norte da capital Lima.
Dezenas de pessoas estavam na boate durante uma apresentação de cumbia quando uma explosão sacudiu o local, segundo imagens do canal local Sol TV Peru.
“Temos 33 feridos registrados até o momento, incluindo cinco em estado grave”, disse o gerente regional de saúde, Alberto Florian, ao programa de televisão Latina Noticias.
A província de Trujillo foi profundamente afetada pelo crime organizado nos últimos anos e encontra-se em estado de emergência declarado pelo governo desde março de 2025 devido ao aumento da extorsão e dos assassinatos por encomenda.
O Peru, de forma geral, atravessa uma grave crise de criminalidade. No ano passado, foram registrados 2.200 homicídios relacionados ao crime organizado, segundo dados da polícia.
Uma mulher britânica de 29 anos foi encontrada morta a bordo de um superiate de US$ 190 milhões (cerca de R$ 966,5 milhões) ancorado no porto de Palma, em Maiorca, na Espanha. A vítima, identificada como Charlotte Conradie, era integrante da tripulação da embarcação e foi localizada sem vida dentro de sua cabine no último domingo (1º), após colegas estranharem sua ausência.
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Segundo autoridades locais, o alerta foi dado por volta das 21h, quando outros tripulantes decidiram verificar se a jovem estava bem, já que ela não respondia a mensagens e ligações. Equipes de emergência foram acionadas, mas apenas puderam confirmar a morte no local.
A investigação está sendo conduzida pela Guarda Civil espanhola. Até o momento, não foram encontrados sinais de violência no corpo da vítima ou na cabine onde ela foi localizada, e o caso não é tratado inicialmente como crime. A causa da morte será determinada após a realização de uma autópsia no Instituto de Medicina Legal de Palma.
Charlotte trabalhava na manutenção do iate Lind, uma embarcação de cerca de 52 metros que pode receber até dez hóspedes e 13 tripulantes. O barco estava atracado na marina Moll Vell, na capital da ilha.
O superiate pertence ao bilionário alemão Peter Alexander Wacker, herdeiro do grupo químico Wacker Chemie. A embarcação, registrada nas Ilhas Cayman, pode ser alugada por cerca de 300 mil libras (aproximadamente R$ 1,9 milhão) por semana na alta temporada e conta com luxos como cinema ao ar livre, jacuzzi e academia.
Embora tivesse cidadania britânica, Conradie nasceu na Zâmbia e vivia na Europa há alguns anos, trabalhando na indústria de iates. Colegas de trabalho foram ouvidos pela polícia como parte dos procedimentos padrão enquanto as autoridades aguardam o resultado dos exames periciais.
Os Emirados Árabes Unidos anunciaram neste sábado (7) que sofreram novos ataques com mísseis e drones, ao mesmo tempo em que foram ouvidas explosões no Bahrein e no Catar, enquanto o Irã prossegue com as ofensivas de represália contra países do Golfo.
“As defesas aéreas dos Emirados Árabes Unidos estão respondendo neste momento a ameaças de mísseis e drones procedentes do Irã”, afirmou o Ministério da Defesa em um comunicado no X.
“Os ruídos que estão sendo ouvidos são o resultado dos Sistemas de Defesa Antiaérea interceptando mísseis e drones”, acrescenta a nota.
Também foram registradas fortes explosões em Manama, capital do Bahrein, e em Doha, capital do Catar, segundo jornalistas da AFP.
Em Manama, um correspondente da AFP relatou ter ouvido ao menos cinco fortes explosões.
‘Sairão mais fortes’
O presidente dos Emirados Árabes Unidos afirmou, também neste sábado (7), que seu país sairá “mais forte” da guerra, enquanto o Irã continua seus ataques retaliatórios nos países do Golfo.
Os Emirados Árabes Unidos estão em “estado de guerra”, disse o xeque Mohammed bin Zayed em um raro pronunciamento televisionado na Abu Dhabi TV. Mas “sairemos mais fortes”, acrescentou.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebe neste sábado, em seu clube de golfe em Doral, na Flórida, vários governantes da América Latina e do Caribe para a reunião de cúpula “Escudo das Américas”, que abordará o crime organizado, a imigração ilegal e a interferência estrangeira no continente.
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O encontro acontece no âmbito do que o republicano chama de “Doutrina Donroe”, sua versão da histórica Doutrina Monroe, com a qual prometeu intervir para promover os interesses de Washington no hemisfério ocidental, aumentar a segurança do país e interromper a influência de potências como a China.
Um exemplo da aplicação da doutrina foi a operação das forças americanas que terminou com a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em 3 de janeiro em Caracas, ou o bloqueio imposto ao fornecimento de petróleo a Cuba.
Em Doral, perto de Miami, o presidente receberá líderes de direita, incluindo aliados próximos como o argentino Javier Milei, o equatoriano Daniel Noboa e o salvadorenho Nayib Bukele, elogiado por Trump por sua bem-sucedida e polêmica campanha para reduzir drasticamente a violência das gangues.
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Os convidados compartilham a preocupação de Washington com o avanço do crime organizado no continente, um fenômeno que afeta inclusive países que até recentemente eram considerados bastante seguros, como Chile e Equador, explica Irene Mia, especialista em América Latina no Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês).
A situação, que ajudou a direita latino-americana a vencer eleições recentes, faz com que a política intervencionista dos Estados Unidos no restante das Américas não receba a rejeição que seria de se esperar, dada a longa história de intervenções de Washington no continente, acrescenta a analista.
“Um equilíbrio frágil”
Além de Bukele, Milei e Noboa, Trump convidou os presidentes da Bolívia, Costa Rica, República Dominicana, Honduras, Panamá, Paraguai, Guiana e Trinidad e Tobago, assim como o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast.
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Alguns governantes souberam aproveitar taticamente a boa relação com o republicano, além da afinidade ideológica. O hondurenho Nasry Asfura recebeu, por exemplo, um apoio importante do presidente americano nas eleições do ano passado.
No caso de Milei, sua boa relação com Trump ajudou na concessão, por parte de Washington, de uma linha de financiamento e ‘swap’ cambial de 20 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 104 bilhões) no ano passado.
Mas a coalizão de governos gera dúvidas sobre seu alcance e duração, segundo Irene Mia.
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A analista ressalta que as propostas de Washington para a América Latina são baseadas em uma agenda puramente negativa.
— Tudo se reduz às ameaças que a região representa para a segurança dos Estados Unidos: migração e crime organizado — diz.
Mia também aponta outra fragilidade da reunião de cúpula dedicada ao combate ao narcotráfico: a ausência de México e Brasil, governados pelos presidentes de esquerda Claudia Sheinbaum e Luiz Inácio Lula da Silva.
Os cartéis mexicanos comandam a cadeia global do narcotráfico e as organizações criminosas brasileiras controlam portos cruciais utilizados para o envio ilegal de drogas à Europa, explica Mia. Uma iniciativa sem eles “não conseguirá resolver os problemas”, acrescenta.
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A analista também alerta para o risco de basear as alianças na proximidade ideológica, já que os governos podem mudar nas próximas eleições e estabelecer prioridades diferentes.
Para ela, o apoio dos Estados “é bastante frágil devido à relação problemática” entre a América Latina e os Estados Unidos.
— É um equilíbrio muito delicado saber se a população aprovará a política de Trump e até quando — conclui.
A companhia petrolífera nacional do Kuwait anunciou neste sábado (7) que reduziu “preventivamente” a sua produção de petróleo devido aos ataques e ameaças iranianas ao Estreito de Ormuz, uma passagem crucial para os hidrocarbonetos do Golfo.
“Em vista da contínua agressão da República Islâmica do Irã contra o Estado do Kuwait, incluindo as ameaças iranianas à segurança dos navios que transitam pelo Estreito de Ormuz, a Kuwait Petroleum Company (KPC) implementou uma redução preventiva na produção de petróleo bruto e no processamento de refino”, afirmou a empresa em comunicado, enfatizando que essa medida será “reavaliada com base no desenvolvimento da situação”.
Ataque contra centro de operações dos EUA
Os primeiros militares americanos a morrer no conflito entre os Estados Unidos e o Irã foram atingidos por um ataque direto iraniano contra um centro de operações improvisado em um porto civil no Kuwait no domingo, disse à CNN uma fonte a par do ocorrido. Na tarde de segunda-feira (2), o número de mortos no ataque ao porto de Shuaiba subiu para seis, anunciou o Comando Central dos EUA, após a recuperação dos restos mortais de outros dois militares.
Inicialmente, o órgão americano havia informado que três militares tinham sido mortos, sem especificar o local do ataque. Também na segunda-feira, o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, afirmou que a ofensiva que matou os oficiais atingiu um “centro de operações táticas fortificado”, mas que “um” projétil conseguiu ultrapassar as defesas aéreas. Antes, a imprensa americana havia informado que o episódio teria ocorrido após um ataque com drone.
A fonte familiarizada com o caso, no entanto, disse que o ataque ocorreu pouco depois das 9h e que houve um impacto direto no centro do edifício, descrito como um trailer triplo adaptado com escritórios no interior. A ofensiva foi feita rapidamente e sem qualquer aviso. Nem mesmo sirenes que pudessem alertar as tropas para evacuar ou se abrigar em um bunker foram acionadas. Horas após o ataque, ainda havia focos de incêndio em partes do prédio.
Uma imagem de satélite feita na manhã de domingo mostrou um prédio no porto em chamas e uma fumaça escura subindo ao céu. O interior do centro de operações improvisado ainda estava enegrecido, e as paredes haviam sido projetadas para fora pela explosão, com algumas partes se desprendendo da estrutura. Como o prédio ainda queimava em alguns pontos horas depois do ataque, a recuperação dos demais militares levou tempo, afirmou a fonte.
Em nota, o Comando Central afirmou que a instalação foi atingida “durante os ataques iniciais do Irã” e confirmou que as forças americanas “recentemente recuperaram os restos mortais de dois militares anteriormente desaparecidos” no local. Os soldados estavam designados ao 1º Comando de Sustentação de Teatro, um quartel-general independente sediado no Kentucky, com tropas de outras unidades designadas para apoio em rotações de nove meses.
Os preços da gasolina nos Estados Unidos subiram novamente ontem, com o preço do galão (que corresponde a 3,7 litros) sendo acrescido de 34 centavos de dólar, ou cerca de 11%, desde o início da guerra liderada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Com esse aumento, o preço médio da gasolina sem chumbo atingiu US$ 3,32 por galão, o maior valor desde setembro de 2024, de acordo com a Associação de Automóveis (AAA).
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O preço do diesel subiu ainda mais rápido do que o da gasolina comum. Um galão de diesel nos Estados Unidos custava, em média, US$ 4,33 na sexta-feira, segundo dados da AAA. Esse é o valor mais alto desde novembro de 2023. Isso pode afetar diretamente o custo do frete de mercadorias, pressionando as empresas a aumentarem os preços.
A alta consistente nos preços do petróleo por conta do conflito no Oriente Médio sugere que os preços nos postos de gasolina podem continuar subindo. O petróleo bruto de referência dos EUA fechou na sexta-feira a US$ 90,90 o barril, alta de 12,2% no dia e 35,6% na semana.
O aumento dos custos pode se tornar um problema político para o presidente Donald Trump, que frequentemente se vangloria da queda dos preços da gasolina durante seu segundo mandato, exagerando a magnitude dessa redução. Após as recentes altas, os preços estão agora mais altos do que no início de seu mandato.
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Os preços da energia dispararam devido ao bloqueio das remessas de petróleo e gás do Golfo Pérsico em função dos combates, bem como das ameaças iranianas a petroleiros que tentam atravessar o estreito canal de Ormuz, que serve de saída do Golfo.
Em entrevista à Reuters na quinta-feira, Trump sugeriu que a operação militar no Irã era sua prioridade e que estava disposto a tolerar um aumento nos preços.
“Eles cairão muito rapidamente quando isso terminar”, disse ele.
Na sexta-feira, os contratos futuros de petróleo bruto nos Estados Unidos subiram mais de 30% desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. O aumento dos preços da energia também pode afetar tudo, desde o custo de uma passagem aérea até o aquecimento residencial.
O céu deve escurecer por alguns minutos em pleno dia durante um fenômeno astronômico raro previsto para 2 de agosto de 2027. Nesse dia, um eclipse solar total cruzará parte do hemisfério oriental e poderá provocar até 6 minutos e 22 segundos de escuridão em determinadas regiões do planeta — o que o tornará o eclipse mais longo observado em terra firme no século XXI.
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O fenômeno poderá ser visto parcialmente em áreas da Europa, África e Ásia. No entanto, a fase de totalidade — quando a Lua bloqueia completamente a luz do Sol — será visível apenas em uma faixa de cerca de 258 quilômetros de largura.
Segundo a NASA, essa faixa de totalidade percorrerá mais de 15 mil quilômetros e passará por dez países: Espanha, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Sudão, Arábia Saudita, Iêmen e Somália. No total, a sombra da Lua cobrirá cerca de 2,5 milhões de quilômetros quadrados da superfície terrestre.
O eclipse faz parte da série Saros 136, conhecida por produzir eclipses com fases de totalidade mais longas. Um evento com duração superior a essa só deve ocorrer novamente em 2114.
Por que o eclipse será tão longo
A duração incomum do fenômeno está relacionada à posição da Lua no momento do eclipse. Nesse período, o satélite natural estará no perigeu, ponto da órbita em que fica mais próximo da Terra. Essa proximidade faz com que a sombra projetada pela Lua seja maior, permitindo que o Sol fique totalmente encoberto por mais tempo.
O eclipse faz parte da série Saros 136, conhecida por produzir eclipses com fases de totalidade mais longas. Um evento com duração superior a essa só deve ocorrer novamente em 2114
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Durante a fase de totalidade, o ambiente não ficará completamente escuro como à noite. Segundo o site especializado Space.com, o efeito será semelhante a um crepúsculo repentino, com uma espécie de penumbra de 360 graus ao redor do horizonte.
Informações falsas nas redes sociais
Nos últimos dias, circularam nas redes sociais publicações afirmando que “o mundo ficará totalmente no escuro por seis minutos” e que o fenômeno não se repetirá por cem anos. A informação não é correta.
Apesar de a duração ser considerada longa para um eclipse solar, a escuridão total só poderá ser observada dentro da faixa específica por onde a sombra da Lua passará.
Além disso, não haverá outro eclipse solar em agosto de 2027. O próximo fenômeno do tipo previsto para aquele ano será um eclipse solar parcial em 21 de setembro, visível principalmente em regiões do oceano Pacífico, incluindo áreas próximas a Fiji, Taiti e Nova Zelândia.
Como observar o fenômeno
Para assistir ao eclipse, será necessário estar dentro da faixa de totalidade e contar com boas condições climáticas. Entre os locais considerados favoráveis para observação estão a cidade de Tarifa, na Espanha, praias da Tunísia e a cidade egípcia de Luxor.
Se o céu estiver limpo nessas regiões, será possível observar o momento exato em que o disco solar desaparece completamente por alguns minutos.
Além de atrair turistas interessados em astronomia, o fenômeno também deve servir como oportunidade para pesquisas científicas.
Por que acontecem os eclipses solares
De acordo com a NASA, um eclipse solar ocorre quando o Sol, a Lua e a Terra ficam quase perfeitamente alinhados e a Lua passa entre o Sol e o nosso planeta, projetando sua sombra sobre a Terra.
Essa configuração não acontece em todas as luas novas porque a órbita da Lua é inclinada cerca de cinco graus em relação à órbita da Terra. Por isso, na maioria das vezes, a sombra do satélite passa acima ou abaixo do Sol quando vista da Terra.
Existem diferentes tipos de eclipses solares. No eclipse total, a Lua cobre completamente o disco solar e permite observar a coroa do Sol. No eclipse anular, a Lua está um pouco mais distante da Terra e não cobre totalmente o Sol, deixando um anel luminoso visível ao redor. Já no eclipse parcial, apenas parte do Sol é encoberta. Há ainda os eclipses híbridos, que podem parecer totais ou anulares dependendo do local de observação.
A investigação judicial sobre a morte de Sofía Devries, a jovem de 23 anos que morreu durante um exercício de mergulho em Puerto Madryn, na Patagônia argentina, está em andamento, com a análise de depoimentos de participantes do mergulho, bem como o estudo de manuais técnicos e normas de segurança que regem a atividade. O caso teve grande repercussão na Argentina e gerou um debate na comunidade de mergulho recreativo sobre as condições em que os treinamentos são realizados e a conduta dos instrutores em situações críticas subaquáticas.
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O corpo da jovem foi encontrado na quarta-feira, 18 de fevereiro, por autoridades locais, nas águas do Golfo Novo, próximo à costa de Punta Cuevas, após 48 horas de buscas. Fontes judiciais indicam que o grupo que Sofía integrava no momento da tragédia havia concluído o curso “Open Water Diver” no dia anterior, uma certificação básica que permite aos mergulhadores descerem a uma profundidade de 18 metros. No dia seguinte, Sofía decidiu fazer, juntamente com outros membros do grupo, um segundo curso. Nele, eles conseguiriam chegar a 30 metros.
As buscas pelo corpo da jovem duraram 48 horas
Maxi Jonas via La Nación
O que aconteceu no momento da tragédia?
Os depoimentos coletados após a morte da jovem começaram a reconstruir a sequência do mergulho. Segundo as declarações iniciais, o grupo era composto por quatro pessoas que desciam acompanhadas por instrutores. Um dos participantes — que se acredita ser o parceiro da jovem — teve dificuldade em descer devido a problemas para equalizar a pressão nos ouvidos, uma manobra de rotina realizada por mergulhadores durante a descida.
— Ele estava com dificuldade para descer porque estava com dificuldade para equalizar. É uma manobra que é feita a cada poucos metros, e ele estava achando difícil — afirmaram os investigadores.
Naquele momento, Sofía já estava em uma profundidade maior com um instrutor da escola Freediving Patagonia identificado como Alejandro Andrés, que agora é o foco de parte da análise jurídica. Entretanto isso, os outros membros do grupo também começaram a subir.
Nesse momento, o instrutor de Sofía sinalizou que estava com um problema no colete equilibrador e precisava subir à superfície. Quando ele começou a subir, a jovem permaneceu no fundo. Segundo depoimentos colhidos pela Procuradoria, ela entrou em pânico.
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— Ela começou a se desesperar, teve uma crise e removeu o regulador para tentar respirar — explicaram fontes próximas ao caso.
O instrutor tentou ajudá-la. Primeiro, ofereceu-lhe o próprio regulador e, em seguida, tentou inflar o colete equilibrador (BCD) dela para que ambos pudessem subir à superfície. No entanto, durante a manobra, a jovem teria soltado o colete. Com o próprio BCD inflado, o parceiro subiu e ficou impossibilitado de descer para ajudá-la.
A suposta responsabilidade do instrutor e o debate na comunidade de mergulho recreativo
Um dos pontos centrais da investigação é determinar se o instrutor agiu de acordo com os protocolos de segurança estabelecidos para esse tipo de prática. A discussão técnica gira em torno de saber se, ao detectar um problema com seu próprio equipamento, ele deveria ter ordenado que todo o grupo subisse junto com ele, em vez de subir sozinho à superfície.
— O que se investiga é se, ao ter esse problema, ele deveria ter dito ‘subimos todos’ e não deixá-la lá embaixo. Essa é a discussão técnica — indicaram fontes judiciais.
Para avançar nessa avaliação, o Ministério Público solicitou os manuais oficiais da Associação Profissional de Instrutores de Mergulho (PADI) e também as normas vigentes da Prefeitura Naval relacionadas a atividades de mergulho.
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Os investigadores buscam determinar se existe uma regra explícita que obrigue o instrutor a não abandonar os mergulhadores durante uma imersão, ou se a situação poderia ser considerada parte dos riscos próprios de uma atividade classificada como esporte radical.
— Todos opinam que ele não deveria tê-la deixado sozinha, mas o que está sendo analisado é se essa obrigação está escrita em alguma norma e se, mesmo estando lá embaixo, o desfecho poderia ter sido evitado — explicaram os investigadores.
Enquanto isso, o caso continua na fase de coleta de provas e análise técnica para estabelecer se houve responsabilidades penais ou administrativas pela morte da jovem.
O depoimento do dono da agência de mergulho
Em meio à comoção gerada pelo caso, o responsável pela escola de mergulho Freediving Patagonia, Alejandro Andrés, decidiu se pronunciar publicamente pela primeira vez e publicou uma mensagem nas redes sociais expressando o impacto pessoal que a tragédia lhe causou.
“O que aconteceu será algo que, pessoalmente, vai me atormentar pelo resto dos meus dias”, afirmou o instrutor, explicando que permaneceu incomunicável por vários dias porque seus dispositivos ficaram sob custódia judicial no âmbito da investigação.
Andrés afirmou que não dará detalhes sobre o ocorrido durante a imersão. “Não vou falar sobre o que aconteceu nem julgar ninguém; disso se encarregará o juiz do caso”, disse.
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O empresário também descreveu o impacto emocional que o episódio lhe causou. “Tenho constantemente imagens do que aconteceu, dos minutos que se passaram, do que todos nós que estávamos no local vivemos, que me perseguirão para sempre”.
Além disso, afirmou que nunca havia passado por uma situação semelhante em sua carreira dentro de um esporte que ele reconhece como de risco. “Nunca me aconteceu algo assim. Vou tentar reencontrar a alegria de fazer isso e vamos continuar ensinando, mostrando às pessoas o quão bonito é o trabalho na água”, expressou.
Apesar da repercussão nacional que o caso teve, ele confirmou que continuará com a atividade. “Tenho minha filha e tenho este negócio que levei 15 anos para construir. Tomei a decisão de abrir as portas e recomeçar”, indicou.
Por fim, adiantou que a empresa realizará uma revisão interna de seus procedimentos após o ocorrido. Enquanto isso, a investigação penal continua, e será a Justiça que determinará com precisão o que aconteceu durante a imersão no Golfo Novo e se existiram responsabilidades em uma tragédia que voltou a colocar o foco na segurança do mergulho recreativo na região.

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