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O Irã atacou ao menos duas infraestruturas no Golfo Pérsico neste domingo, atingindo tanques de combustível no Aeroporto Internacional do Kuwait e danificando uma usina de dessalinização no Bahrein, enquanto Teerã intensificava sua campanha de mísseis e drones contra países vizinhos pela segunda semana consecutiva. Dois guardas de fronteira também foram mortos “enquanto cumpriam seu dever nacional”, informou o Ministério do Interior do Kuwait, sem detalhar as circunstâncias.
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Países vizinhos têm suportado grande parte da resposta de Teerã depois que os Estados Unidos e Israel lançaram uma grande campanha aérea contra o Irã. Desde o início da guerra, 16 pessoas — oito delas civis — morreram nos países do Golfo, segundo uma contagem da AFP.
‘A República Islâmica será forçada a responder’
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, alertou no domingo que a República Islâmica “será forçada a responder” contra países vizinhos se seus territórios forem usados para atacar o Irã. No sábado, o presidente havia pedido desculpas aos países vizinhos que hospedam bases militares dos EUA por ataques ocorridos em seus territórios.
Arábia saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e Kuwait relataram novos ataques, depois que fortes explosões foram ouvidas no dia anterior em Dubai e Manama. Tanques de combustível no aeroporto internacional do Kuwait foram alvo de um ataque com drone, informou o Exército.
A agência oficial “Kuwait News Agency” disse que um incêndio no aeroporto foi controlado e que não houve “ferimentos significativos”. Os militares classificaram o ataque com drone como “um alvo direto contra infraestrutura vital”. Um comunicado separado afirmou que algumas instalações civis sofreram danos materiais devido à queda de fragmentos e destroços resultantes das operações de interceptação.
‘Ameaças de drones’ e corte ‘preventivo’ na produção de petróleo
A companhia petrolífera estatal do Kuwait anunciou um corte “preventivo” na produção de petróleo, enquanto os militares do país disseram neste domingo que responderam a vários ataques de drones e mísseis. As autoridades afirmaram que o prédio principal da seguridade social do Kuwait também foi alvo, sofrendo danos materiais, e que não receberia visitantes neste domingo.
O Ministério do Interior do Bahrain informou que um ataque de drone iraniano danificou uma usina de dessalinização de água, acusando Teerã de atingir “aleatoriamente” uma infraestrutura civil.
A Guarda Revolucionária do Irã disse, no sábado, que atingiu a base americana de Juffair no Bahrein, afirmando que ela havia sido usada anteriormente para atacar uma usina de dessalinização iraniana naquele mesmo dia.
O escritório nacional de comunicação do Bahrein declarou, depois, que o ataque iraniano à instalação de dessalinização não afetou o abastecimento de água nem a capacidade da rede. Destroços de mísseis também feriram três pessoas e danificaram um prédio universitário na área de Muharraq, segundo outro comunicado do Ministério do Interior.
Drones interceptados
O Ministério da Defesa da Arábia Saudita informou, neste domingo, que interceptou 33 drones, acrescentando que não houve relatos de danos ou vítimas.
Entre eles estava um drone que tinha como alvo o distrito diplomático de Riyadh, interceptado sem causar danos materiais ou ferimentos em civis. O porta-voz do ministério disse que a capital e áreas ao redor foram alvo de 26 drones.
Um dos drones também teve como alvo o campo petrolífero de Shaybah, no sudeste do país, segundo o ministério saudita da Defesa.
Nos últimos anos, o Oriente Médio se candidatou a ser o terceiro maior polo de inteligência artificial (IA) do mundo, atrás apenas de EUA e China — o movimento prevê a movimentação de trilhões de dólares por países como Arábia Saudita, Emirados Árabes, Catar e Bahrein. Porém, o novo conflito na região lançou uma nuvem de incertezas sobre o plano da região de reduzir a dependência do petróleo, abrindo possibilidades para o Brasil e o Rio, em particular, ganharem espaço nesse cenário tecnológico.
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— Alguns países do Oriente Médio tentaram passar uma certa noção de normalidade ao longo dos últimos anos, quase que para fazer esquecer que ali é uma região que tem instabilidades crônicas. Portanto, seria possível fomentar IA e inovação. Uma guerra como essa quebra a lógica de normalidade. Quando você quer inovar, é preciso estabilidade e tranquilidade — explica ao GLOBO Tanguy Baghdadi, professor de Relações Internacionais do Ibmec.
O sinal amarelo veio na segunda-feira (2), quando a Amazon comunicou que dois de seus data centers nos Emirados Árabes foram diretamente atingidos por drones suicidas, em uma ação deliberada do Irã, segundo a Agência Fars, que é alinhada com o governo dos aiatolás. No mesmo dia, a gigante americana informou que um de seus centros de dados no Bahrein também foi atingido.
Investimentos em IA no Oriente Médio
Editoria de Arte
“Os ataques causaram danos estruturais, interrompendo o fornecimento de energia para nossas infraestruturas, e, em alguns casos, resultaram em atividades de combate a incêndios que resultaram em danos adicionais causados pela água”, disse comunicado da Amazon.
Não é uma situação que o governo americano, as grandes empresas de tecnologia e os investidores globais e locais podem alegar surpresa. Em julho do ano passado, Christopher S. Chivvis e Sam Winter-Levy, da think tank Fundação Carnegie para a Paz Internacional, assinaram um artigo no Washington Post intitulado: “O Golfo não é o lugar ideal para construir a infraestrutura mundial de IA”. No texto, os data centers planejados para a região são descritos como “alvos fáceis” para ataques de drones baratos e mísseis, especialmente vindos do Irã.
E essa não é a única fragilidade da região. Um dos outros atrativos para a instalação de infraestrutura de IA no Golfo é a sua condição de ponto de conexão de importantes cabos submarinos, que conectam 4 bilhões de pessoas na África, na Ásia e na Europa: 17 cabos passam pelo Mar Vermelho e outros cabos adicionais, conectando Irã, Iraque, Kuwait e Catar, estão no estreito de Ormuz, que foi fechado pelos iranianos com o início do ataque dos EUA.
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Embora muito difíceis de se tornarem alvos ativos de drones iranianos, um dano acidental pode ter consequências importantes para o tráfego global na internet. Em 2024, três cabos no Mar Vermelho foram rompidos após um navio ser atingido por um míssil dos houthis. Resultado: 25% do tráfego entre Ásia, Europa e Oriente Médio foi interrompido e o reparo de um dos cabos levou cinco meses por dificuldades de acesso à região.
Plano para não ser dependente de petróleo
Além da localização estratégica, o Oriente Médio reúne diferentes atrativos para se tornar exportador de poder computacional, um dos recursos mais desejados da atualidade. Os países têm capacidade de investimento, muito espaço físico para a construção de data centers e oferecem energia barata. No ano passado, Tareq Amin, CEO da Humain, empresa estatal da Arábia Saudita, projetava oferecer reduções de custo entre 20% e 40% em relação aos EUA. É a situação ideal para tentar diversificar economias amarradas ao petróleo.
— Há dois anos, eu participei do Fórum Internacional de Governança da Internet em Riade, Arábia Saudita. Por lá, há movimento para que Oriente Médio não seja mais visto só como exportador de petróleo. Eles apostam muito primeiro na infraestrutura de computação, na geração de energia e em uma infraestrutura computacional, não só para empresas locais, mas também para exportação — conta ao GLOBO Diogo Cortiz, professor da PUC-SP.
Brad Smith, presidente da Microsoft, e Peng Xiao, do G42, em anúncio de data centers nos Emirados Árabes
G42/Divulgação
Parte da inspiração para alguns desses países é Israel, que na última década passou a vender o slogan “startup nation”, como consequência dos investimentos em tecnologia. Arábia Saudita e os Emirados Árabes passaram a liderar esse movimento na região, apontando para IA e tecnologia como caminho de diversificação em documentos que planejam seus futuros — Catar e Bahrein passaram a seguir os vizinhos.
“Não permitiremos que o nosso país fique à mercê da volatilidade dos preços de commodities”, diz o documento Visão 2030, que a Arábia Saudita publicou em 2016 para projetar sua década seguinte. A ideia é que a IA e a economia de dados possam contribuir com até US$ 135 bilhões para a economia até 2030. Já o Plano Nacional de IA 2031 dos Emirados Árabes projeta que a IA se torne 20% do PIB que não tem origem em petróleo.
As duas nações começaram a tentativa de transformação tecnológica olhando primeiro para fora, contribuindo com bilhões de dólares para o Vision Fund, o maior fundo de investimentos em tecnologia da história, criado pelo conglomerado japonês SoftBank. Os US$ 100 bilhões ajudaram a financiar startups como Uber, Rappi, ByteDance e WeWork. Os fundos soberanos da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes administram US$ 2 trilhões.
Para levar IA para o próprio território, os dois países decidiram criar “campeões nacionais” da tecnologia. Os Emirados Árabes criaram a G42 em 2018 com forte apoio do fundo Mubadala, que conta com cerca de US$ 300 bilhões. Seis anos mais tarde, o príncipe saudita Mohammed bin Salman criou a Humain, apoiada pelo fundo soberano do país que tem cerca de US$ 1 trilhão, para que seja a “Aramco da IA”. A missão das duas é fomentar diferentes projetos de IA na região.
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O desejo tecnológico da região se transformou em uma relação mutualista entre EUA e os países da região. A disponibilidade de capital atraiu empresas americanas de tecnologia, que são usadas para acelerar a transformação digital do Oriente Médio à medida que o governo americano usa seu domínio sobre essas empresas para afastar a China da região — a G42, por exemplo, tinha laços estreitos com os asiáticos, incluindo a Huawei, mas foi obrigada a cortar relações ainda no governo de Joe Biden.
O resultado dessa relação foi observado em maio do ano passado, quando a visita de Donald Trump à região gerou US$ 2,2 trilhões em promessas de investimento. OpenAI, G42, Oracle, Nvidia e SoftBank anunciaram o Stargate UAE, um super campus de IA de 5 gigawatts em Abu Dhabi, que seria o maior fora dos EUA. Já a Amazon prometeu US$ 5 bilhões para um centro de IA com a Humain em Riade, na Arábia Saudita.
Já em janeiro, Emirados Árabes e o Catar anunciaram a entrada para o Pax Silica, iniciativa americana lançada em dezembro de 2025, para garantir cadeias de suprimentos seguras e confiáveis para semicondutores, IA e minerais críticos. O objetivo é criar um ecossistema tecnológico entre países aliados para reduzir dependências externas em tecnologia. É o alinhamento total entre esses países e Washington.
Bunkers e cavernas
As cifras ficam bem distantes dos US$ 65 bilhões que o Rio de Janeiro projetou atrair em investimentos de data centers até 2032, mas o alinhamento total entre vizinhos do Irã, Washington e big tech transforma os data centers do Golfo em grandes alvos — até aqui data centers comerciais não estavam entre as baixas em zonas de guerra. Centros de dados como os da Amazon são estruturas impossíveis de serem escondidas, e a agência Fars confirmou que os ataques desta semana foram propositais.
Assim, especialistas afirmam que os países da região terão que oferecer planos de segurança reforçados para as companhias de tecnologia, que vão além de cercas elétricas e câmeras. Será preciso investir em equipamentos militares. Na Europa, por exemplo, bunkers da segunda guerra abrigam data centers, enquanto a China abriga servidores da Tencent em cavernas.
Data center da Amazon nos EUA dá uma ideia do tamanho de estruturas que viraram alvo no Oriente Médio
Nathan Howard/Bloomberg
— A corrida da inteligência artificial começa a virar também uma corrida armamentista. As empresas vão correr para garantir a segurança de suas infraestruturas — diz Gustavo Macedo, professor do Insper.
“Investimentos em nuvem, armazenamento e arquitetura de data center serão uma prioridade. No entanto, a construção de data centers exige muito capital e leva vários anos. O aumento dos custos de construção, os custos mais altos de financiamento e os atritos na cadeia de suprimentos podem atrasar os prazos de execução”, escreveu a consultoria IDC em relatório nesta semana. A firma projeta que o gasto da região com tecnologia da informação pode diminuir entre um e dois pontos percentuais caso o conflito dure entre seis e nove meses.
Brasil atrai por segurança
Além de atrasar construções e assustar investidores, o conflito também ameaça a mão de obra qualificada que mora — ou planejava se mudar — para a região. Amazon, Nvidia, Google e Snap fecharam seus escritórios em Dubai durante a semana. Ainda que a maioria dos especialistas tenha muitas incertezas sobre o impacto do conflito — a duração é o maior deles —, eles apontam que o Brasil pode tirar vantagem.
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— Tudo isso torna o Brasil mais atrativo para o mercado global de IA, porque somos um lugar de muita segurança. O Brasil está afastado e não é um alvo. Isso pode nos dar vantagem mesmo com a não votação do Redata — diz Macedo, em referência à medida provisória que cria um regime específico para o setor e que perdeu validade.
No entanto, o sonho do Oriente Médio como potência tecnológica ainda não está destruído. Ele pode ter sido apenas adiado, pois algumas das vantagens permanecem: capital, recursos energéticos e localização estratégica.
Um homem de 45 anos foi acusado de homicídio culposo no Reino Unido após autoridades concluírem que o suposto abuso doméstico exercido por ele contribuiu para o suicídio de uma mulher em 2020, em um caso considerado raro pela Justiça britânica.
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Seyhan Assaf compareceu neste sábado ao tribunal de magistrados de Bromley, em Londres, acusado de homicídio culposo e de exercer comportamento coercitivo ou controlador contra Gillian Morand, de 36 anos. A mulher morreu em março de 2020, no sudeste da capital inglesa, e a morte havia sido inicialmente classificada como suicídio.
Segundo a polícia metropolitana de Londres, denúncias posteriores de abuso doméstico sofrido pela vítima levaram à abertura de uma nova investigação sobre o caso. A apuração concluiu que o comportamento do suspeito ao longo do relacionamento pode ter contribuído para a morte de Morand.
Durante a audiência, Assaf confirmou apenas seu nome, data de nascimento e endereço. Ele foi mantido sob custódia e deverá comparecer novamente à Justiça no dia 7 de abril, desta vez no tribunal criminal Old Bailey, em Londres.
Promotores afirmam que há evidências suficientes para levar o caso adiante e que a acusação atende ao interesse público. Processos desse tipo são incomuns no país, já que estabelecer um vínculo direto entre abuso doméstico e suicídio da vítima costuma ser juridicamente complexo. A polícia também pediu que qualquer pessoa que tenha conhecido Gillian Morand ou tido contato com ela na década anterior à morte procure as autoridades para ajudar nas investigações.
Casos que buscam responsabilizar agressores por suicídios ligados a violência doméstica têm recebido atenção crescente no Reino Unido, diante de alertas de especialistas de que muitas mortes de mulheres nessas circunstâncias podem estar subnotificadas ou não investigadas adequadamente.
A Nasa divulgou o cardápio completo que será levado pelos astronautas da missão Artemis II, primeiro voo tripulado ao redor da Lua em mais de 50 anos. Ao todo, serão 189 itens de comida e bebida selecionados para alimentar a tripulação durante a jornada de cerca de dez dias no espaço.
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O menu inclui pratos como salada de manga, peito bovino desidratado estilo barbecue, mirtilos, abóbora, além de condimentos como mostarda picante e geleia de morango. Também foram incluídos cinco tipos diferentes de molho de pimenta, escolhidos para ajudar a realçar o sabor dos alimentos — algo importante porque o paladar pode ficar menos sensível em microgravidade.
Entre as bebidas disponíveis para os astronautas estão limonada, sidra de maçã e bebidas matinais de sabores como baunilha, chocolate e morango. Café também fará parte da rotina da tripulação, com estoque suficiente para cerca de uma xícara por dia para cada astronauta ao longo da missão.
Como a nave Orion não possui sistema de refrigeração nem possibilidade de reabastecimento durante o voo, todos os alimentos precisam ser escolhidos com antecedência e preparados para permanecer seguros e estáveis por todo o período da viagem. Muitos dos pratos são desidratados ou embalados de forma especial para serem reidratados com água dentro da cápsula.
A tripulação da missão Artemis II
Divulgação/Nasa
A tripulação da Artemis II será formada pelos astronautas americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além do canadense Jeremy Hansen. A missão testará sistemas de suporte à vida e outras tecnologias essenciais para futuras viagens tripuladas à superfície lunar.
O voo marca um passo importante no programa Artemis, iniciativa da Nasa que pretende levar humanos novamente à Lua e preparar futuras missões tripuladas a Marte.
O Golfo Pérsico é uma fonte dominante de fertilizantes. Embora a região seja mais conhecida como uma grande produtora de petróleo e gás natural, sua abundância de energia estimulou o desenvolvimento de fábricas que produzem as matérias-primas de muitos tipos de fertilizantes, especialmente os que fornecem nitrogênio. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no sábado, 7, que não tem interesse em negociar com o Irã e levantou a possibilidade de que a guerra com o país só termine quando Teerã não tiver mais um exército funcional ou qualquer liderança no poder.
Em declarações à imprensa a bordo do Força Aérea Um, no sábado, Trump disse que a campanha aérea poderia tornar as negociações inviáveis ​​caso todos os potenciais líderes iranianos sejam mortos e as forças armadas iranianas sejam destruídas.
“Em algum momento, acho que não haverá mais ninguém para dizer ‘Nós nos rendemos'”, disse Trump.
No domingo, o porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã, Ali Mohammad Naini, afirmou que o país ainda é capaz de enfrentar “pelo menos seis meses de uma guerra intensa” contra os Estados Unidos e Israel.
Enquanto isso, os Estados Unidos e Israel atacaram um depósito de petróleo ao sul de Teerã, no primeiro ataque registrado contra a infraestrutura petrolífera iraniana desde o início do conflito.
Os ataques também afetaram um depósito de combustível no noroeste da capital, de acordo com um jornalista da AFP que viu chamas e fumaça saindo do local
Durante a noite, a cerca de 1.500 km de distância, em Beirute, Israel reivindicou ter realizado um “ataque de precisão” contra “comandantes-chave” da Força Quds, o braço de operações estrangeiras da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, que acusou de planejar “ataques terroristas”.
Segundo o Ministério da Saúde libanês, Israel bombardeou um complexo hoteleiro no coração de Beirute, matando quatro pessoas e ferindo dez.
O ataque teve como alvo o Hotel Ramada, no bairro costeiro de Raouché, uma área turística que anteriormente havia sido poupada de ataques israelenses contra o movimento xiita pró-Irã, o Hezbollah.
Um ataque de Israel contra um hotel no centro de Beirute, capital do Líbano, matou pelo menos quatro pessoas e deixou outras dez feridas neste domingo, 8, segundo autoridades libanesas. O governo israelense, por sua vez, afirmou ter atingido comandantes da Guarda Revolucionária do Irã que estavam no local.
O exército israelense anunciou anteriormente que havia “iniciado uma nova onda de ataques em Beirute”, afirmando que o alvo eram os subúrbios do sul da capital, um reduto do Hezbollah.
Um comunicado separado divulgado posteriormente afirmou que as forças israelenses realizaram um “ataque preciso” em Beirute, visando “comandantes-chave” da Força Quds, o braço de operações estrangeiras da Guarda Revolucionária do Irã.
O comunicado, que não especificou a localização exata, acusou os comandantes não identificados de planejarem “ataques terroristas contra o Estado de Israel e seus civis”.
Israel “continuará a eliminar precisamente os comandantes do regime terrorista iraniano onde quer que atuem”, afirmou.
Céu de Beirute é tomado por fumaça após nova onda de ataques israelenses
FADEL itani / AFP
Um fotógrafo da AFP presente no hotel à beira-mar bombardeado viu um quarto com vidros estilhaçados e paredes carbonizadas, enquanto as forças de segurança isolavam o local.
A área do hotel em Raouche é um importante destino turístico e havia permanecido intocada pelos ataques israelenses durante a guerra entre Israel e o Hezbollah, que terminou com um cessar-fogo em novembro de 2024.
Dezenas de hóspedes em pânico fugiram do hotel com suas bagagens, relatou o fotógrafo. Duas testemunhas disseram ter ouvido um estrondo alto antes da chegada de ambulâncias ao local.
Também neste domingo, o Exército de Israel anunciou o lançamento de mísseis contra bases militares “em todo o Irã”.
Na véspera, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu prosseguir com a guerra “com toda a nossa força”, declarando um plano para erradicar a liderança do Irã, mesmo com Teerã insistindo que não se renderia.
Os Emirados Árabes Unidos avaliam congelar bilhões de dólares em ativos ligados ao Irã mantidos no país, em uma possível resposta aos recentes ataques de Teerã com drones e mísseis contra alvos emiradenses, segundo o Wall Street Journal. A medida, ainda em discussão entre autoridades do país do Golfo, poderia interromper uma das principais vias de acesso do Irã ao sistema financeiro internacional. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A charge de Brendan Loper, publicada no site da revista New Yorker esta semana, mostra a porta-voz do governo Donald Trump, Karoline Leavitt, no que parece ser uma coletiva de imprensa. Aos repórteres, ela anuncia: “Com os ataques ao Irã, o presidente manda mensagem clara ao planeta. Assim que entendermos que mensagem é essa, vocês serão os primeiros a serem avisados.” O humor mirou na Casa Branca e acertou na mosca. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Os carros que circulam pelas cada vez mais vazias ruas e avenidas de Havana carregam um tesouro em si. Com uma escassez absoluta de combustíveis desde que os EUA impuseram um bloqueio efetivo contra Cuba, no início do ano — após a queda do presidente venezuelano, Nicolás Maduro —, o preço da gasolina disparou para incríveis US$ 9 o litro (cerca de R$ 46, sete vezes mais do que a média no Brasil). Para encher um só tanque de um carro popular em Cuba, hoje são precisos quase US$ 500 (R$ 2.570), o equivalente ao salário médio de um médico cubano por mais de três anos de trabalho ininterrupto. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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