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Um parto difícil que era realizado por uma fêmea de baleia-piloto-de-aleta-longa pode ter ocasionado um encalhe em massa de 55 indivíduos da espécie na Baía de Tolsta, na Escócia. O incidente aconteceu em 16 de julho de 2023, mas detalhes foram revelados somente agora com a conclusão de um relatório que investigou o caso.
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Inicialmente, entre as hipóteses estavam trauma, doença ou perturbação acústica, que poderia seu causada por ruídos como os produzidos pela indústria. O Scottish Marine Animal Stranding Scheme (SMASS, na sigla em inglês) afirmou que os animais estavam em bom estado geral de saúde.
A entidade, em seu relatório, afirma ter constatado que uma fêmea adulta teve um parto difícil. Para os cientistas, a “forte coesão social pode ter levado todo o grupo a seguir o indivíduo em perigo até águas rasas”, local onde ocorreu o encalhe em massa, destacou a BBC, que teve acesso ao documento.
As baleias-piloto-de-aleta-longa são golfinhos de grande porte. A área da baía para onde foram levados estava, na ocasião, com “ondas geradas pelos ventos que vinham do mar e do substrato de areia fofa na praia”.
“O evento em Tolsta serve como um lembrete de que encalhes em massa raramente são resultado de uma única causa. Em vez disso, surgem da interseção da fisiologia individual, do comportamento social do grupo e das condições ambientais marinhas externas”, disse o cientista-chefe da investigação conduzida pelo Smass, Dr. Andrew Brownlow, ao jornal inglês The Guardian.
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O especialista explicou que os indivíduos desta espécie tendem a se unirem em momentos de dificuldade, como quando um membro está doente ou ferido, uma estratégia de sobrevivência comum. Em alguns casos, esse comportamento auxilia em repelir possíveis predadores.
“Se um membro do grupo estivesse em perigo, a coesão social bem documentada dessa espécie teria levado os outros a se agruparem em uma resposta protetora”, disse o cientista à reportagem.
Na época, os golfinhos foram submetidos à eutanásia na costa para evitar que sofressem mais.
Na Escola Primária Imam Reza para meninos em Abyek, uma pequena cidade na província de Qazvin, à oeste de Teerã, imagens de câmeras de segurança do dia 28 de fevereiro registram uma manhã aparentemente comum. Cerca de 40 meninos brincam no pátio: alguns caminham pelo local, outros permanecem perto da trave de futebol, enquanto um grupo maior se reúne em círculo. A cena ocorre apenas algumas horas após os primeiros ataques conjuntos de Israel e dos EUA contra o Irã, segundo a mídia estatal do país. As escolas ainda estavam abertas. De repente, as imagens mostram uma grande explosão no topo do quadro, onde uma torre de comunicações fica em uma colina.
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O impacto atinge a área, danificando a escola. As imagens mostram janelas estilhaçando. Crianças correm, algumas com as mãos nos ouvidos. Uma criança cai no chão perto de uma trave de futebol, aparentemente atingida por um destroço. A Tasnim, uma agência de notícias semioficial iraniana, identificou a criança como Mahyar Zanganeh e afirmou que ele não sobreviveu.
O vídeo permaneceu praticamente invisível até ser postado online na sexta-feira. Desde então, foi verificado pelo The New York Times.
Vídeo de câmeras de segurança mostra suposto ataque próximo a escola masculina no Irã
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As imagens capturam uma das duas explosões conhecidas perto de uma escola em funcionamento no dia 28 de fevereiro, o primeiro dia dos ataques dos EUA e de Israel. A outra atingiu uma escola feminina em Minab, onde foi relatada a morte de 175 pessoas, muitas delas crianças.
Nenhum dos lados assumiu a responsabilidade por esse ataque até o momento. Vídeos verificados pelo The New York Times mostram um míssil de cruzeiro Tomahawk atingindo uma base naval operada pelo Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica ao lado da escola em Minab. As Forças Militares dos EUA são as únicas envolvidas no conflito que utilizam mísseis deste tipo.
Missil do modelo tomahawk sendo lançado
Reprodução: Raytheon
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As imagens da escola em Abyek foram compartilhadas pelo canal oficial do Conselho de Coordenação dos Sindicatos de Professores Iranianos, um dos principais sindicatos do país; alguns membros do grupo já foram presos pelo governo iraniano no passado por seu ativismo.
Utilizando imagens de satélite de antes e depois, o The New York Times, assim como um especialista em geolocalização, determinaram que a torre de comunicações onde a explosão foi observada nas imagens das câmeras de segurança parecia ser o alvo pretendido. A estrutura, a menos de 120 metros do pátio, foi reduzida a escombros após a explosão.
— Temos membros ativos na província de Qazvin e no movimento de professores de lá. Mas, infelizmente, o contato ainda não foi possível devido às interrupções generalizadas de internet em todo o país. — disse Shiva Amelirad, representante internacional em Toronto do Conselho de Coordenação dos Sindicatos de Professores Iranianos.
Em um comunicado público, o sindicato enfatizou que o ataque a escolas e hospitais é “rejeitado sob quaisquer circunstâncias”, ressaltando que ataques a tais espaços “não são apenas uma violação dos princípios humanitários fundamentais, mas também uma violação clara do direito internacional e das convenções de direitos humanos.”
Os militares dos EUA e de Israel não responderam aos pedidos de comentário.
Autoridades dos Emirados Árabes Unidos passaram a alertar passageiros para a proibição de tirar fotos ou gravar vídeos dentro do aeroporto internacional de Dubai, um dos mais movimentados do mundo. Quem descumprir a regra pode enfrentar penalidades severas, incluindo multas elevadas, prisão e até deportação.
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O aviso foi reforçado após um incidente de segurança nas proximidades do terminal que levou o governo a endurecer as orientações sobre registros de imagens em áreas sensíveis. Publicar fotos ou vídeos do aeroporto, de operações de segurança ou de eventuais danos pode representar violação das leis locais e resultar em processo criminal.
A recomendação vale tanto para turistas quanto para residentes e inclui a proibição de filmar áreas de embarque e desembarque, além de registrar locais considerados restritos ou ligados a incidentes. O objetivo, segundo o governo, é evitar a disseminação de imagens que possam gerar pânico ou expor informações sensíveis.
O alerta ganhou força após um episódio recente envolvendo a interceptação de um drone nas proximidades do aeroporto, que levou à suspensão temporária de operações e reforçou as preocupações com segurança na região.
Em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, autoridades também pediram que moradores e visitantes não compartilhem nas redes sociais imagens de locais atingidos por projéteis ou destroços de ataques, nem vídeos de sistemas de defesa aérea em funcionamento.
De acordo com comunicados oficiais, qualquer pessoa que registrar ou divulgar esse tipo de conteúdo sem autorização pode ser investigada e punida com base nas leis de segurança e de crimes digitais do país. As medidas fazem parte de um esforço do governo para controlar a circulação de informações e evitar desinformação durante o período de tensão regional.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neta segunda-feira (9) ao presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, que os dois países devem focar na autonomia e no fortalecimento, por meio da produção de artigos militares para autodefesa.

“Se a gente não se preparar na questão de defesa, qualquer dia alguém invade a gente. O Brasil tem necessidade similar à da África do Sul. Portanto, vamos juntar o nosso potencial e ver o que podemos construir juntos”, disse Lula, ao receber Ramaphosa no Palácio do Planalto, em Brasília.

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“Não precisamos ficar comprando dos ‘Senhores das Armas’. Nós poderemos produzir. Ninguém vai ajudar a gente, a não ser nós mesmos”, pontuou.


Brasília, 09/03/2026 Declaração a imprensa, durante encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

“Não precisamos ficar comprando dos ‘Senhores das Armas’. Nós poderemos produzi”, destacou Lula – Fábio Rodrigues-Pozzebom/ Agência-Brasil

O presidente brasileiro defendeu que os dois países do Sul Global articulem uma parceria estratégica para se tornarem um mercado relevante para a indústria de defesa.

A declaração de Lula foi dada após assinatura de acordos bilaterais nas áreas de turismo, de comércio exterior e da indústria, no Palácio do Planalto. A visita do presidente sul-africano ao Brasil vai até esta terça (10).

Lula também reiterou o perfil pacífico da América do Sul e que as tecnologias têm uso civil.

“Aqui, na América do Sul, nós nos colocamos como uma região de paz. Aqui, ninguém tem bomba nuclear, bomba atômica. Nossos drones são para agricultura, para a ciência e tecnologia e não para a guerra.”

Preço do petróleo

Lula também manifestou sua “profunda preocupação” com a escalada de conflito no Oriente Médio que, segundo o presidente, representam uma grave ameaça à paz e à segurança internacional. “O diálogo e a diplomacia constituem o único caminho viável para a construção de uma solução duradoura.”

O presidente Lula afirmou que, por conta da guerra contra o Irã, o preço do petróleo já vem subindo em quase todo mundo e deve encarecer ainda mais..

Lula destacou também os impactos humanitário e econômico do conflito iniciado em 28 de fevereiro, após os Estados Unidos e Israel atacarem de forma coordenada o Irã. Os bombardeios matarem o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei e quase duas centenas de pessoas em Teerã.

“Esses conflitos produzem efeitos deletérios sobre as cadeias de energia, de insumos e de alimentos. São mais vulneráveis, sobretudo, as mulheres e as crianças que sofrem os impactos mais severos dessas crises”, declarou  Lula.

Terras raras

Durante a declaração à imprensa, o mandatário brasileiro explicou que o Brasil tem potencial para exploração de minerais críticos considerados essenciais para a transição energética e digital em curso.

O presidente Lula disse ainda ao presidente da África do Sul que é preciso repensar o papel da exploração dos recursos naturais nos territórios.

“Já está avisado ao mundo que o Brasil não vai fazer das terras raras e dos minerais críticos aquilo que foi feito por minério de ferro. A gente vendeu o minério e comprou produto acabado pagando 100 vezes mais caro.”

Para o presidente Lula o caminho é o fortalecimento das cadeias produtivas da mineração dos dois países, a partir do conhecimento do potencial mineral das duas nações.

“Chega! Já levaram toda a nossa prata, todo o nosso ouro, todo o nosso diamante, todo o nosso minério de ferro. O que mais querer levar? Quando a gente vai aprender que Deus colocou toda essa riqueza para nós e nós ficamos dando para os outros?”, questionou.

Lula enfatiza que não é questão de tomada de decisão política, mas que é preciso tirar proveito da exploração de minerais críticos para melhorar as condições de vida da população.


Brasília, 09/03/2026 Declaração a imprensa, durante encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Presidente da África do Sul está em visita oficial ao Brasil- Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agênc

Democracia

O presidente Lula confirmou que em 18 de abril estará em Barcelona (ES) a convite do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, para quarta reunião Em defesa da Democracia.

“Queremos aproximar nossos países nos temas de regulação do ambiente digital, inteligência artificial e a valorização das fontes de informação de qualidade, incluindo tantas políticas domésticas quanto a articulação para fortalecer essa agenda no ambiente multilateral.”

Por fim, Lula enfatizou que o Brasil e a África do Sul compartilham a convicção de que o Sul Global deve ter voz ativa nas grandes decisões internacionais.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neta segunda-feira (9) ao presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, que os dois países devem focar na autonomia e no fortalecimento, por meio da produção de artigos militares para autodefesa.

“Se a gente não se preparar na questão de defesa, qualquer dia alguém invade a gente. O Brasil tem necessidade similar à da África do Sul. Portanto, vamos juntar o nosso potencial e ver o que podemos construir juntos”, disse Lula, ao receber Ramaphosa no Palácio do Planalto, em Brasília.

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Brasília, 09/03/2026 Declaração a imprensa, durante encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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“Esses conflitos produzem efeitos deletérios sobre as cadeias de energia, de insumos e de alimentos. São mais vulneráveis, sobretudo, as mulheres e as crianças que sofrem os impactos mais severos dessas crises”, declarou  Lula.

Terras raras

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O presidente Lula disse ainda ao presidente da África do Sul que é preciso repensar o papel da exploração dos recursos naturais nos territórios.

“Já está avisado ao mundo que o Brasil não vai fazer das terras raras e dos minerais críticos aquilo que foi feito por minério de ferro. A gente vendeu o minério e comprou produto acabado pagando 100 vezes mais caro.”

Para o presidente Lula o caminho é o fortalecimento das cadeias produtivas da mineração dos dois países, a partir do conhecimento do potencial mineral das duas nações.

“Chega! Já levaram toda a nossa prata, todo o nosso ouro, todo o nosso diamante, todo o nosso minério de ferro. O que mais querer levar? Quando a gente vai aprender que Deus colocou toda essa riqueza para nós e nós ficamos dando para os outros?”, questionou.

Lula enfatiza que não é questão de tomada de decisão política, mas que é preciso tirar proveito da exploração de minerais críticos para melhorar as condições de vida da população.


Brasília, 09/03/2026 Declaração a imprensa, durante encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Democracia

O presidente Lula confirmou que em 18 de abril estará em Barcelona (ES) a convite do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, para quarta reunião Em defesa da Democracia.

“Queremos aproximar nossos países nos temas de regulação do ambiente digital, inteligência artificial e a valorização das fontes de informação de qualidade, incluindo tantas políticas domésticas quanto a articulação para fortalecer essa agenda no ambiente multilateral.”

Por fim, Lula enfatizou que o Brasil e a África do Sul compartilham a convicção de que o Sul Global deve ter voz ativa nas grandes decisões internacionais.

Uma modelo sobrevivente de câncer afirmou ter sido humilhada ao ser obrigada a retirar a peruca durante um controle de imigração no Aeroporto Internacional de Incheon, na Coreia do Sul. O episódio, que teria ocorrido em dezembro, ganhou repercussão após ela relatar a situação em um vídeo publicado nas redes sociais.
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A jovem, identificada como Jieun Yoo, de 24 anos, contou que foi solicitada por um agente a retirar a peruca enquanto passava pela verificação de identidade no aeroporto. Segundo ela, mesmo após apresentar seu cartão de residência — documento exigido para estrangeiros que vivem no país por mais de 90 dias — o funcionário pediu que removesse o acessório para confirmar sua identidade.
Yoo disse ter explicado que havia perdido o cabelo após passar por tratamento contra um câncer agressivo diagnosticado em 2025. Ainda assim, afirma que precisou remover a peruca diante do agente.
— Depois que eu disse que fiz quimioterapia, ele riu discretamente. Foi aí que saí de lá me sentindo humilhada — relatou a modelo à revista People.
De acordo com ela, o episódio ocorreu rapidamente e só mais tarde percebeu o impacto emocional da situação. Em um vídeo publicado no TikTok, no qual aparece sem a peruca, a jovem descreveu o constrangimento e contou que chorou após chegar em casa. O conteúdo ultrapassou 1 milhão de visualizações.
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A modelo, que vive na Coreia do Sul há cerca de seis anos, foi diagnosticada com um câncer em 2025. O tratamento incluiu vários meses de quimioterapia, que provocaram queda de cabelo e outros efeitos colaterais. Segundo ela, o uso de perucas passou a fazer parte de sua rotina após o tratamento, ajudando-a a recuperar a autoestima durante o processo de recuperação.
A doença entrou em remissão em outubro de 2025, após o término das sessões de quimioterapia. Apesar de inicialmente demonstrar revolta com o ocorrido, Yoo afirmou depois que tentou compreender a situação.
— Talvez ele tenha rido porque ficou surpreso ao ver alguém tirando a peruca de repente — disse ela, acrescentando que muitas pessoas ainda não entendem os efeitos físicos e emocionais do câncer.
Segundo a modelo, seu objetivo ao compartilhar a história foi chamar atenção para a necessidade de mais sensibilidade e informação sobre pacientes e sobreviventes da doença.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, durante visita do líder sul-africano Cyril Ramaphosa ao Brasil, que Brasil e África do Sul deveriam cooperar na área da defesa e que países que não investem em armamentos estão sujeitos a serem invadidos.
A declaração foi dada no Palácio do Planalto, em Brasília, ao lado do presidente sul-africano, que realiza visita oficial ao Brasil. Os dois líderes assinaram um acordo de cooperação na área do turismo e ressaltaram o potencial de elevar o fluxo comercial entre as duas nações, que há cerca de 20 anos gira em torno dos US$ 2,3 bilhões.
Lula voltou a dizer que a América do Sul é uma região de paz, mas afirmou ser importante o investimento em defesa.
— Se a gente não se preparar na questão de defesa, qualquer dia alguém invade a gente. Essa é uma coisa de que o Brasil tem necessidade, similar à necessidade da África do Sul, e que vamos juntar o nosso potencial e ver o que a gente pode construir juntos. Não precisamos comprar as armas do exterior; podemos produzir. Precisamos nos convencer de que ninguém vai ajudar a gente a não ser nós mesmos — afirmou Lula.
O presidente brasileiro ressaltou que “a defesa armada é uma coisa extremamente importante” para os dois países. A África do Sul já opera aviões de defesa da Embraer e, segundo Lula, o país tem potencial para ser um mercado para a indústria de defesa brasileira.
Apesar da fala de Lula, o Brasil é um dos países com o menor investimento do PIB em defesa: em torno de 1%, menos do que países vizinhos como a Colômbia (3,4%). A média global é de 2,4% e está em alta nos últimos anos em meio a grandes investimentos de potências como os Estados Unidos e a China.
Em seu discurso, Lula também falou de potenciais avanços na cooperação com a África do Sul em agricultura, energia, turismo e meio ambiente.
Ao citar o conflito no Oriente Médio, Lula diz esperar uma subida nos preços do petróleo, o que deve afetar também a área de alimentos. O presidente brasileiro defendeu um fortalecimento do comércio entre países emergentes.
— Não existe explicação política para que a gente não tenha um comércio bilateral acima de US$ 10 bilhões. Você (Ramaphosa) é um dos poucos presidentes que eu posso tratar de companheiro. A sua visita vai permitir que a gente repense a nossa atuação com a África do Sul. Temos muito que aprender e a ensinar — disse Lula em seu discurso.
Lula também defendeu que “a gente deixe de olhar para a Europa, olhar para os Estados Unidos, e olhe para quem está perto de nós, para quem se parece conosco, para quem tem os mesmos problemas”.
Em seu discurso, Ramaphosa afirmou que o fluxo comercial de seu país com o Brasil está muito aquém do desejado e que a delegação sul-africana, composta também por 20 empresários locais, tem o objetivo de aumentar os investimentos e a cooperação em pesquisas entre os países.
Sem mencionar Donald Trump e os Estados Unidos diretamente, o presidente sul-africano disse que as “tarifas injustas” praticadas pelo país podem incentivar novas rotas comerciais.
A divulgação de novos vídeos sobre o ataque a uma escola primária em Minab, no sul do Irã — onde mais de 170 pessoas morreram, muitas delas crianças — vem pressionando o governo dos Estados Unidos, que nega oficialmente a autoria do bombardeio. Nesta segunda-feira, um dia após a agência semioficial iraniana Mehr publicar uma gravação que reforça as acusações de que um míssil Tomahawk americano teria atingido o local, congressistas democratas pediram uma investigação “imparcial” do Pentágono sobre o episódio. O local foi severamente danificado por um ataque de precisão ocorrido ao mesmo tempo que bombardeios dos EUA atingiam uma base naval operada pela Guarda Revolucionária Iraniana, ao lado da escola.
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Na semana passada, o jornal já havia divulgado um conjunto de evidências — incluindo imagens de satélite, postagens em redes sociais e outros vídeos verificados — que sugeria que os EUA foram responsáveis pelo ataque ao prédio da escola primária Shajarah Tayyebeh.
TV estatal exibe imagens de escola atingida por ataque mortal no sul do Irã
“Uma análise independente sugere de maneira plausível que o ataque pode ter sido lançado por forças americanas, o que, se for verdade, o tornaria um dos piores casos de baixas civis em décadas de intervenção militar dos Estados Unidos no Oriente Médio”, escreveram vários senadores democratas em um comunicado publicado nesta segunda-feira. “O assassinato de estudantes é ultrajante e inaceitável em qualquer circunstância”.
No documento, os congressistas americanos exigem que o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, apresente uma “investigação completa e imparcial” sobre o incidente. No sábado, ao ser perguntado por um repórter do jornal americano se os Estados Unidos haviam bombardeado a escola, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou.
— Não. Na minha opinião e com base no que vi, isso foi feito pelo Irã. Eles são muito imprecisos, como vocês sabem, com suas munições — afirmou no sábado.
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Ao lado de Trump, Hegseth disse que o Pentágono havia aberto uma investigação, mas afirmou que “o único lado que visa civis é o Irã”.
O vídeo do ataque divulgado pela agência iraniana Mehr, publicado pela primeira vez pelo coletivo de investigação Bellingcat, também foi verificado de forma independente pelo New York Times. O jornal americano comparou características visíveis nas filmagens com novas imagens de satélite capturadas dias após os ataques em Minab.
Secretário de Defesa (ou da Guerra) dos EUA, Pete Hegseth
Anna Moneymaker/Getty Images/AFP
As imagens foram filmadas de um canteiro de obras em frente à base e mostram um caminho de terra batida em uma área gramada e pilhas de detritos também evidentes em imagens de satélite recentes, reforçando sua credibilidade. O vídeo também condiz com outros verificados gravados logo após os ataques.
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Uma das análises realizada pelo jornal americano mostra o míssil atingindo um edifício descrito como uma clínica médica na base da Guarda Revolucionária. Colunas de fumaça e detritos saem do prédio após o impacto, enquanto gritos distantes de moradores são ouvidos.
À medida que a câmera se move para a direita, grandes colunas de poeira e fumaça já estão subindo da área ao redor da escola primária, sugerindo que ela havia sido atingida pouco antes do ataque à base naval. Isso é corroborado por um cronograma dos ataques montado pelo Times, que mostra que a escola foi atingida por volta do mesmo horário que a base.
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Vários outros edifícios na base naval também foram atingidos por ataques de precisão na ofensiva, segundo mostra uma análise de imagens de satélite. Determinar precisamente o que aconteceu tem sido dificultado pela falta de fragmentos de armas visíveis e pela incapacidade de repórteres estrangeiros chegarem ao local.
Mas o jornal americano identificou o míssil do vídeo como um modelo Tomahawk, que nem os militares israelenses nem os iranianos possuem. Dezenas deles já foram lançados por navios de guerra da Marinha dos EUA contra o Irã desde 28 de fevereiro. O Comando Central dos EUA afirmou que um vídeo divulgado por eles, mostrando vários Tomahawks sendo lançados de navios da Marinha, foi filmado naquele dia, quando a base iraniana e a escola foram atingidas.
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O Departamento de Defesa descreve os Tomahawks como mísseis guiados de “longo alcance e alta precisão” que podem voar cerca de 1.600 km. Eles são programados com um plano de voo específico antes do lançamento, e os mísseis se autoguiam até seus alvos. Cada míssil tem cerca de 6 metros de comprimento e 2,6 metros de envergadura, de acordo com a Marinha. Os Tomahawks mais comumente usados possuem ogivas que contêm o poder explosivo de cerca de 450 kg de TNT.
Trevor Ball, um ex-técnico de descarte de artefatos do Exército dos EUA, também identificou o míssil no vídeo como um Tomahawk, assim como outro especialista em armas, Chris Cobb-Smith, diretor da Chiron Resources, uma agência de logística e segurança.
Imagens compartilhadas pelo Comando Central dos EUA mostram um navio da Marinha dos EUA lançando mísseis Tomahawk em direção ao Irã
Comando Central dos EUA
O general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, disse em uma conferência de imprensa na quarta-feira que as forças dos EUA estavam realizando ataques no sul do Irã no momento em que a base naval e a escola foram atingidas. Um mapa apresentado por ele mostrou que uma área incluindo Minab, perto do Estreito de Ormuz, foi alvo de ataques nas primeiras 100 horas da operação, embora não tenha identificado explicitamente a cidade.
— Ao longo do eixo sul, o grupo de ataque do USS Abraham Lincoln continuou a exercer pressão a partir do mar ao longo do lado sudeste da costa e tem desgastado a capacidade naval em todo o estreito — disse o general. — Os primeiros atiradores no mar foram Tomahawks lançados pela Marinha dos Estados Unidos.
Em junho, um submarino da Marinha lançou mais de duas dúzias de Tomahawks em uma instalação nuclear em Isfahan, no Irã, como parte de uma guerra que durou 12 dias.
A Nintendo of America, braço da empresa japonesa em operação nos Estados Unidos, está processando o governo dos EUA devido às tarifas impostas pelo presidente Donald Trump no ano passado. A ação judicial, que teve início na última sexta-feira (6), contesta a legalidade das tarifas sobre produtos estrangeiros importados para o país. No documento, a empresa exige a devolução integral dos valores cobrados, corrigidos com juros. A informação foi revelada pelo site Aftermath, que teve acesso à documentação.
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Uma das principais marcas no ramo de videogame, a Nintendo se junta a mais de outras mil empresas que decidiram processar a administração americana. Segundo as requerentes, as tarifas “resultaram na arrecadação de mais de US$ 200 bilhões em tarifas sobre importações de praticamente todos os países”.
No documento obtido primeiro pelo site Aftermath e agora já com trechos divulgados nas redes sociais, mostra que a Nintendo inclui como réus o Departamento do Tesouro dos EUA e o Secretário do Tesouro, Scott Bessent; o Departamento de Segurança Interna dos EUA e a ex-Secretária de Segurança Interna Kristi Noem; o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos e o Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer; a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA e o Comissário de Proteção de Fronteiras, Rodney Scott; e o Departamento de Comércio dos EUA e o Secretário de Comércio, Howard Lutnick.
A empresa destaca que a Suprema Corte decidiu que Trump não poderia invocar a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional de 1977 para impor as tarifas cobradas no ano anterior. Por isso, busca o reembolso do que foi pago, além de ser com a correção de juros.
Ao Aftermath, a Nintendo confirmou que apresentou a queixa, mas que “não tinha mais nada a acrescentar sobre o assunto”.
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No ano passado, diante da imposição das tarifas globais, a empresa adiou as pré-vendas do novo Switch 2. A decisão ocorreu “a fim de avaliar o impacto potencial das tarifas e as condições de mercado em evolução”, destacou, à época, um porta-voz. A Nintendo fabrica seus consoles e acessórios fora dos Estados Unidos, em países como Vietnã e China, principalmente, sendo este último um dos principais alvos de Trump, com taxações que chegaram a 125%. Em seu lançamento, o console permaneceu com o valor de US$ 449,99, mas os acessórios tiveram um aumento no preço, efeito da implementação das tarifas, lembrou o Aftermath.
Na decisão mais recente nos Estados Unidos, a Suprema Corte decidiu que Donald Trump não poderia invocar a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional de 1977 para impor as tarifas. Todos os processos estão sendo julgados Tribunal de Comércio Internacional do país, que tem jurisdição. O Aftermath lembra que na última quarta-feira (4), o juiz Richard Eaton decidiu que as empresas têm direito a reembolsos. Dois dias depois, no entanto, a Alfândega e Proteção de Fronteiras afirmou em um documento que não pode cumprir a ordem de reembolso das tarifas no momento. Um sistema poderia estar “operacional” em 45 dias, de acordo com o Wall Street Journal.
À medida que o Irã intensifica sua retaliação contra a campanha militar de EUA e Israel com amplos ataques a infraestruturas essenciais do setor de petróleo do Golfo Pérsico, a condenação de líderes regionais cresce em escala e intensidade, em um momento em que a guerra no Oriente Médio afeta globalmente o preço dos combustíveis sem sinal de conclusão no curto-prazo. Uma série de países apelou por uma contenção por parte de Teerã, enquanto o primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman al-Thani acusou o país dos aiatolás de “traição” contra os seus vizinhos em meio aos repetidos ataques — que provocaram a maior variação no preço do petróleo no mercado internacional em anos, forçando líderes das principais economias do mundo a se reunirem em busca de soluções.
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Alvo de bombardeios israelenses contra depósitos de combustíveis no fim de semana, que fizeram o dia virar noite em áreas próximas a Teerã, o Irã disparou ataques aéreos contra os setores produtivos de Arábia Saudita, Bahrein e Emirados Árabes Unidos entre a noite de domingo e a madrugada desta segunda-feira, além de outros ataques contra Israel e posições americanas na região. Os bombardeios direcionados, somados ao fechamento quase total do Estreito de Ormuz, via navegável por onde passa 20% da produção mundial de petróleo, provocou uma alta histórica no preço do barril — com uma variação de US$ 101,50 dólares no mercado americano (na referência da West Texas Intermediate), aproximando-se de US$ 120 em mercados asiáticos.
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A Arábia Saudita denunciou quatro ataques separados envolvendo drones iranianos contra o campo de petróleo de Shaybah, explorado pela Aramco, maior empresa petrolífera do mundo. Cinco drones foram interceptados em uma janela de 12 horas, segundo o Ministério da Defesa saudita, que também relatou a intercepção de três mísseis balísticos que teriam como destino a base aérea Príncipe Sultan. Em um sinal dos crescentes riscos, funcionários americanos da missão diplomática dos EUA no país receberam uma ordem de saída obrigatória, segundo fontes ouvidas pelo New York Times — em uma decisão inédita, uma vez que os alertas anteriores eram recomendações de saída voluntária.
No Bahrein, projéteis iranianos atingiram diretamente a maior refinaria da empresa estatal BAPCO, a Al Ma’ameer, localizada na região de Sitra. Os projéteis provocaram um incêndio e danos materiais que o pequeno país do Golfo não revelou em detalhes. A companhia energética estatal precisou declarar que não cumpriria as obrigações contratuais, alegando motivo de força maior. O Ministério da Saúde disse que os ataques do Irã na região deixaram 32 civis feridos na noite de domingo.
Os Emirados Árabes Unidos anunciaram a morte de dois militares após um helicóptero envolvido nas operações de defesa aérea do país apresentar um mal funcionamento e cair, e afirmou que destroços de projéteis interceptados provocaram um incêndio na costa leste do país. O alvo seria uma instalação ligada às exportações de petróleo do país em Fujairah. O Catar, por sua vez, afirmou ter interceptado 17 mísseis balísticos e seis drones iranianos, sem descrever a quais alvos seriam destinados.
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A retórica iraniana ao longo de dez dias de guerra é que não ataca alvos dos países do Golfo de forma direta, e que os bombardeios na região miram apenas alvos israelenses e americanos nesses países — algo que não se comprova em campo, com dezenas de alvos civis atingidos desde o começo da guerra. Entre os vários comunicados emitidos a cada novo dia de conflito, os países afetados na região chegaram a anunciar que se reservavam ao direito de responder às agressões iranianas, em uma linguagem que foi interpretada em alguns momentos como um ultimato para uma tomada de parte no confronto. As sinalizações desta segunda-feira, porém, indicam que uma saída diplomática ainda é a preferência das ricas nações vizinhas.
Em uma entrevista à rede Sky News, o primeiro-ministro do Catar afirmou que os ataques desmedidos no Irã configuravam uma “traição” aos países vizinhos, em um linguagem forte de condenação de um país que tradicionalmente tenta manter neutralidade e portas-abertas ao diálogo. O governo do Catar condenou os ataques de Teerã à Arábia Saudita, que deixaram dois mortos em uma área civil, e disse que as ações do país configuram uma violação da lei internacional e “uma escalada perigosa que ameaça a segurança e a estabilidade da região”. A Arábia Saudita disse que a nação persa seria a “maior derrotada em caso de uma escalada mais ampla”.
Apesar da retórica, Riad não explicitou ameaças futuras ao Irã, restringindo-se a dizer que se reservava ao “total direito de tomar todas as medidas necessárias a defender sua segurança”. Abu Dhabi anunciou que não participará de nenhum ataque a partir de seu território. Em uma resposta direta sobre a condenação aos ataques iranianos, al-Thani afirmou em sua entrevista que uma escalada militar apenas aprofundaria a crise, rejeitando envolvimento bélico.
— Nós continuamos em busca de uma desescalada — disse o premier catari. — Eles são os nossos vizinhos. É nosso destino.
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Pressão do petróleo
Embora as consequências mais visíveis do conflito e dos ataques às instalações petrolíferas sejam no front — o Irã afirma que 1,3 mil pessoas morreram no país em 10 dias de conflito, enquanto contagens apontam 30 mortos em meio à retaliação no Oriente Médio, incluindo 8 militares americanos —, o mundo inteiro sente a repercussão econômica do conflito, com a subida de preço do mercado de hidrocarbonetos.
Os ministros das finanças do G7 se reuniram nesta segunda-feira para discutir a liberação de reservas de petróleo da Agência Internacional de Energia (AIE), criada em 1974 após o choque do petróleo que mantém reservas equivalentes a pelo menos 90 dias de importações líquidas de seus países-membro, mas decidiram esperar mais um pouco.
Os principais líderes europeus, como o chanceler alemão, Friedrich Merz, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, expressaram preocupação com o aumento do preço dos combustíveis e disseram monitorar de perto a situação. Outros países pelo mundo, como a Croácia, anunciaram desde já medidas para segurar a oscilação dos preços. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, chegou a sugerir que as sanções ao petróleo russo fossem suspensas para “criar oferta”. Emmanuel Macron, presidente da França, prometeu uma missão “apenas defensiva” no Golfo, para permitir a circulação de navios-petroleios.
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Em um posicionamento publicado pelo Financial Times, a consultoria de energia americana Rapidan Energy Group afirmou que a guerra em curso já provocou “a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história”, superando o impacto da crise de Suez (1956-1957), quando 10% da oferta global foi interrompida. A interrupção dos fluxos de produção e isolamento do mercado global daqueles países produtores com grande capacidade ociosa foram apontados como motivos para a análise.
Para além dos ataques aéreos, Irã e EUA trocam acusações no campo retórico. O porta-voz da chancelaria iraniana, Esmail Baghaei, afirmou que os EUA atacaram o país em busca de tomar ilegalmente as riquezas petrolíferas. Teerã também advertiu sobre ataques contra o seu hub de exportação de petróleo, na ilha de Kharg — um centro logístico até agora poupado por americanos e israelenses.
Em uma declaração no Departamento de Estado, o secretário americano Marco Rubio afirmou que Teerã estaria tentando deixar o mundo “refém”.
— Creio que todos estamos vendo agora mesmo a ameaça que este regime teocrático representa para a região e para o mundo — disse Rubio. — Estão tratando de manter o mundo como refém. (Com AFP e NYT)

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