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Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que um alpinista sofre uma queda na montanha Rysy, considerada a mais alta da Polônia. As imagens foram compartilhadas pelo perfil @thisisslovakia e chamaram a atenção pela forma como o homem consegue escapar praticamente ileso após despencar por uma encosta coberta de neve.
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O incidente ocorreu no sábado (7), em uma trilha que liga a região de Rysov à área conhecida como Califórnia, no maciço dos Montes Tatra, cadeia montanhosa situada na fronteira entre a Polônia e a Eslováquia. O registro foi feito pela câmera presa ao capacete de um companheiro de escalada.
Assista:
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Passo em falso e queda na encosta
De acordo com a imprensa local, as condições climáticas eram consideradas favoráveis no momento da subida, com boa visibilidade e ventos fracos. Ainda assim, o alpinista teria dado um passo em falso durante a travessia, perdendo o equilíbrio.
Ao escorregar, ele soltou a picareta cravada na neve e começou a deslizar rapidamente pela encosta íngreme da montanha, que alcança cerca de 2.500 metros de altitude. O vídeo mostra o momento em que o homem dá cambalhotas antes de conseguir parar alguns metros abaixo.
Pessoas que estavam próximas correram em direção ao alpinista, temendo o pior. No entanto, apesar do susto, ele se queixava apenas de dor em um dedo mindinho. Um dos companheiros, que por coincidência é médico, fez uma avaliação rápida e concluiu que não havia ferimentos graves. O grupo conseguiu completar a descida da montanha por conta própria.
Região turística, mas com histórico de acidentes
O episódio terminou sem consequências graves, mas especialistas lembram que a região pode ser perigosa. Os Montes Tatra são um destino popular para esqui e montanhismo, atraindo turistas interessados em paisagens alpinas por preços mais acessíveis do que em destinos tradicionais como Suíça ou Itália.
Apesar da popularidade, trilhas da região, especialmente áreas próximas ao cume de Rysy e o percurso conhecido como Orla Perć, já registraram acidentes fatais, muitas vezes associados às condições climáticas instáveis e ao terreno técnico.
Em abril do ano passado, por exemplo, dois turistas ucranianos morreram em incidentes separados após sofrerem quedas enquanto escalavam os Tatra. O vídeo recente, embora assustador, acabou tendo um desfecho considerado quase milagroso.
Os Estados Unidos começaram a realocar partes de um sistema avançado de defesa antimísseis instalado na Coreia do Sul para o Oriente Médio, segundo autoridades citadas pelo Washington Post e por veículos de imprensa sul-coreanos. A medida ocorre 12 dias após o início da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã e reflete a preocupação de Washington com a intensificação dos ataques iranianos na região.
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A redistribuição militar acontece após relatos de que o Irã teria destruído um radar essencial de um sistema Terminal High-Altitude Area Defense (THAAD) instalado na Jordânia. O equipamento é considerado peça-chave para detectar e interceptar mísseis balísticos antes que atinjam seus alvos.
Implantado pela primeira vez na Coreia do Sul em 2017, o THAAD foi concebido para proteger o país de possíveis ataques da Coreia do Norte, que possui arsenal nuclear. Na época, a instalação gerou forte reação interna e críticas da China, que alegou que o poderoso radar do sistema poderia monitorar atividades militares em território chinês.
Pressão militar no Oriente Médio
De acordo com o Washington Post, partes do sistema estão sendo transferidas como uma “medida de precaução” para reforçar a defesa de bases americanas e israelenses. O reposicionamento ocorre enquanto o Irã continua lançando drones e mísseis balísticos contra alvos militares na região.
Segundo estimativas do New York Times, o Irã já disparou mais de 500 mísseis balísticos desde o início do conflito. Embora a maioria tenha sido interceptada, analistas afirmam que o volume de ataques pode estar pressionando os sistemas de defesa antimísseis operados pelos Estados Unidos.
Especialistas avaliam que Teerã pode estar se preparando para uma guerra prolongada de desgaste, envolvendo também aliados regionais de Washington. Nesse cenário, sistemas como o THAAD tornam-se estratégicos para proteger bases militares e infraestruturas críticas.
Como funciona o sistema THAAD
Fabricado pela empresa americana Lockheed Martin, o THAAD é projetado para interceptar mísseis balísticos de curto e médio alcance ainda em grande altitude — inclusive fora da atmosfera terrestre. O sistema utiliza tecnologia de impacto direto, na qual a ogiva inimiga é destruída pela energia cinética do interceptor.
Cada bateria inclui seis lançadores móveis, com oito interceptores em cada um, além de um radar de longo alcance e um centro de controle. O custo estimado de uma bateria é de cerca de US$ 1 bilhão, e sua operação exige cerca de 100 militares.
Os Estados Unidos possuem apenas oito baterias do sistema em operação no mundo. Antes da atual redistribuição, duas estavam posicionadas no Oriente Médio — na Jordânia e em Israel. Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita operam outras três baterias adquiridas diretamente de Washington.
Reação da Coreia do Sul
Veículos de comunicação sul-coreanos, como SBS e Yonhap, informaram que lançadores do sistema já estariam sendo transportados da base aérea de Seongju, ao sul de Seul.
O presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, confirmou que o governo manifestou oposição à retirada de equipamentos de defesa instalados no país, mas reconheceu que Seul tem pouca margem para impedir a decisão americana.
— Parece que recentemente houve controvérsia sobre o envio de algumas armas, como baterias de artilharia e sistemas de defesa aérea, para fora do país pelas forças americanas — afirmou Lee durante reunião de gabinete.
Apesar da preocupação, ele declarou que a mudança não comprometerá a capacidade de dissuasão da Coreia do Sul diante da ameaça norte-coreana.
Um empresário australiano foi considerado culpado por um crime de interferência estrangeira imprudente após produzir relatórios para duas pessoas que, segundo promotores, ele deveria ter suspeitado que eram espiões chineses.
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Alexander Csergo, de 59 anos, foi condenado na sexta-feira em um tribunal de Sydney. Com a decisão, ele pode enfrentar uma pena de até 15 anos de prisão.
A acusação sustenta que o empresário elaborou relatórios para dois indivíduos identificados apenas como “Ken” e “Evelyn”, que teriam solicitado informações relacionadas à segurança nacional. Para os promotores, o crime não depende de prova de que Csergo soubesse com certeza que estava lidando com agentes de espionagem, mas sim de que agiu de forma imprudente ao continuar colaborando com pessoas que poderiam estar ligadas à inteligência estrangeira.
Segundo as autoridades, o primeiro contato ocorreu enquanto Csergo trabalhava em Xangai, na China.
De acordo com o relato apresentado no Tribunal Distrital de Nova Gales do Sul, em 2021 uma mulher entrou em contato com o empresário afirmando trabalhar para um think tank. Ela organizou um encontro entre Csergo e dois representantes e explicou que seus clientes eram pessoas com negócios na Austrália, na Nova Zelândia e no Canadá.
Posteriormente, Csergo passou a se reunir com duas pessoas identificadas como Ken e Evelyn, a quem entregava os relatórios produzidos. Em troca, recebia pagamentos em dinheiro.
Segundo os promotores, os valores eram entregues em envelopes contendo milhares de dólares durante encontros realizados em cafés e restaurantes. O tribunal também ouviu que esses locais frequentemente estavam completamente vazios, circunstância apontada como suspeita durante o julgamento.
Durante o processo, foi revelado que Ken e Evelyn haviam solicitado relatórios sobre diversos temas estratégicos.
Os assuntos estavam organizados em uma “lista de compras” e incluíam temas como mineração de lítio, minério de ferro, o acordo Aukus e a parceria diplomática Quad.
Essa lista foi encontrada em 2023 durante uma busca na casa de Csergo em Bondi, após ele retornar à Austrália e ser preso pelas autoridades.
Defesa diz que dados eram públicos
A defesa apresentou uma versão diferente dos fatos e argumentou que os relatórios entregues pelo empresário continham apenas informações disponíveis publicamente.
Segundo os advogados, os documentos não incluíam dados secretos ou confidenciais. A defesa também reconheceu problemas nos relatórios, mas afirmou que as irregularidades estavam relacionadas a plágio e citações falsas.
Entre os exemplos mencionados estavam referências a entrevistas que nunca ocorreram, incluindo uma suposta conversa com o ex-primeiro-ministro Kevin Rudd.
De acordo com essa linha de argumentação, os erros cometidos por Csergo seriam comparáveis a fraudes acadêmicas ou jornalísticas, e não a espionagem.
Apesar de as informações fornecidas terem sido consideradas de pouco valor relevante, os promotores argumentaram que o ponto central do caso era outro.
Segundo a acusação, Csergo acreditava que Ken e Evelyn trabalhavam para o Ministério da Segurança do Estado da China e, ainda assim, continuou colaborando com eles.
Para os investigadores, o empresário também acreditava estar sendo preparado como uma possível fonte de informações. O tribunal ouviu ainda que ele mantinha uma relação próxima com Ken, com quem trocou cerca de 2.800 mensagens pelo aplicativo WeChat.
Declarações dadas à polícia
Csergo não testemunhou durante o julgamento e não prestou depoimento em sua própria defesa no tribunal.
Em declarações feitas anteriormente à polícia, no entanto, ele afirmou que acreditava estar sendo vigiado enquanto estava na China. Também disse que os relatórios eram baseados em informações disponíveis gratuitamente na internet e admitiu que algumas entrevistas citadas nos documentos haviam sido inventadas.
O processo também chama atenção pelo contexto legal. Csergo tornou-se apenas o segundo australiano acusado e condenado com base nas leis antiespionagem do país, que foram implementadas em 2018.
A polícia da Coreia do Sul realizou uma operação na sede do Ministério da Terra, Infraestrutura e Transportes em meio ao aumento de questionamentos sobre a atuação das autoridades após o desastre do voo 2216 da Jeju Air, considerado o acidente aéreo mais mortal da história do país.
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A ação policial ocorreu enquanto investigações buscam esclarecer possíveis falhas na condução do caso após a tragédia. O acidente aconteceu em 29 de dezembro de 2024, quando um Boeing 737-800 da companhia ultrapassou a pista do Aeroporto Internacional de Muan e colidiu com uma estrutura de concreto. Das 181 pessoas a bordo, 179 morreram e apenas duas sobreviveram.
Causa do acidente e impacto da estrutura
As primeiras conclusões da investigação apontaram que o avião teria sofrido uma colisão com aves durante o voo. A aeronave também acabou atingindo um monte de concreto localizado no aeroporto, estrutura que, segundo os investigadores, contribuiu para agravar o número de vítimas.
Simulações posteriores indicaram que todos os 181 ocupantes poderiam ter sobrevivido caso o avião não tivesse colidido com essa estrutura. O impacto com o bloco de concreto teria provocado a explosão da aeronave em uma bola de fogo, ampliando drasticamente a gravidade do acidente.
Equipe de resgate no Aeroporto Internacional de Muan, onde um voo da Jeju Air caiu e pegou fogo
YONHAP / AFP
Antes da colisão, a sequência de eventos indicava que os pilotos haviam conseguido realizar um pouso de emergência controlado. Um bando de patos migratórios atingiu o motor da aeronave, levando a tripulação a pousar o avião de barriga, sem o trem de pouso. O avião deslizou pela pista antes de atingir a estrutura.
Nova investigação após descoberta de restos humanos
O caso ganhou novos desdobramentos quando investigadores encontraram partes de corpos e pertences de vítimas meses depois do acidente. Os itens estavam armazenados em sacos junto a entulho retirado do local da tragédia.
A descoberta gerou forte indignação pública e levantou dúvidas sobre a forma como foi conduzida a recuperação dos restos humanos após o desastre.
Diante da repercussão, o presidente Lee Jae Myung ordenou a abertura de uma nova investigação para esclarecer por que os restos mortais e os pertences das vítimas não haviam sido identificados anteriormente. O presidente também determinou medidas disciplinares contra os responsáveis por possíveis atrasos no processo de recuperação.
As famílias das vítimas vinham pedindo há meses que o entulho retirado da área fosse reexaminado, temendo que objetos ou restos humanos ainda estivessem misturados ao material recolhido após o acidente. A recente descoberta acabou confirmando essas preocupações.
Operação policial e investigações paralelas
Na sexta-feira seguinte à determinação presidencial, a polícia realizou uma busca no escritório do Ministério dos Transportes na cidade de Sejong, no centro do país. Segundo a agência de notícias Yonhap, a operação tinha como objetivo reunir novas pistas sobre a causa do acidente e verificar se as autoridades lidaram adequadamente com o caso.
Essa ação integra a investigação principal conduzida pelo governo, cujos resultados devem ser divulgados até meados do ano.
Além dessa apuração, outras investigações também foram abertas e estão sendo conduzidas por diferentes agências e pelo parlamento sul-coreano, o que evidencia a dimensão política e institucional do caso.
Críticas ao projeto do aeroporto
Outra frente de investigação foi conduzida por um tribunal de auditoria, que concluiu que o monte de concreto atingido pela aeronave teria sido construído como uma forma de reduzir custos durante a construção do aeroporto.
O Aeroporto Internacional de Muan foi erguido em um terreno inclinado. Para instalar o sistema de antenas de navegação aérea, as autoridades poderiam nivelar o terreno, o que teria custo maior, ou construir uma estrutura elevada de concreto. A segunda opção foi escolhida.
Segundo o tribunal, estruturas que abrigam o sistema de antenas conhecido como localizador deveriam ser projetadas para se romper facilmente quando atingidas por aeronaves, de forma a minimizar o impacto em caso de colisão.
Após a descoberta de restos humanos entre o entulho, o Ministério da Terra, Infraestrutura e Transportes apresentou um pedido de desculpas. As famílias das vítimas, no entanto, recusaram a retratação.
Um representante dos familiares afirmou: “Estamos indignados com o pedido de desculpas tardio e inadequado do ministério dos Transportes, que, segundo as famílias, é como matar as vítimas uma segunda vez”.
Um mês após o acidente, autoridades de aviação adotaram medidas preventivas e removeram estruturas de concreto semelhantes utilizadas para navegação aérea em sete aeroportos do país.
A decisão indica que o problema identificado no aeroporto de Muan poderia estar presente em outras instalações aeroportuárias da Coreia do Sul, ampliando o debate sobre segurança na infraestrutura de aviação do país.
A Guarda Revolucionária do Irã, braço ideológico das forças armadas do país, alertou na sexta-feira que quaisquer novos protestos contra as autoridades serão recebidos com uma resposta mais forte do que em janeiro, quando milhares de pessoas foram mortas.
“O inimigo maligno, não conseguindo atingir seus objetivos de batalha em campo, está mais uma vez buscando instigar o medo e promover tumultos nas ruas”, afirmou a Guarda em um comunicado transmitido pela TV, prometendo “um golpe mais forte do que o de 8 de janeiro” caso haja novos distúrbios.
Na terça-feira, o chefe da polícia do Irã, Ahmad-Reza Radan, também alertou que qualquer manifestante que se oponha às autoridades da República Islâmica será tratado como um “inimigo”, enquanto a guerra entra em seu décimo segundo dia na região. Com isso, Reza Pahlevi, filho exilado do último monarca do Irã, aconselhou seus apoiadores no país a permanecerem em suas casas — e não protestarem — por enquanto.
“Se alguém agir de acordo com os desejos do inimigo, não o consideraremos mais um mero manifestante, mas um inimigo. E o trataremos como tal”, disse o chefe da polícia nacional, Ahmad Reza Radan, em declarações transmitidas pela emissora estatal IRIB.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conclamou os iranianos a tomarem o poder durante seu pronunciamento no início dos ataques coordenados ao país, no final de fevereiro. Quase dois meses antes, uma onda de protestos foi brutalmente reprimida e deixado dezenas de milhares mortos nas ruas de Teerã. Na ocasião, o nome de Reza Pahlevi voltou à tona como a possibilidade dele ascender a um cargo de liderança no país.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse acreditar que o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, está “vivo, mas danificado”. A declaração foi dada durante uma entrevista divulgada pela Fox News na noite de quinta-feira.
“Acho que ele provavelmente está (vivo). Acho que ele está danificado, mas acho que ele provavelmente está vivo de alguma forma, sabe?”, disse Trump em entrevista ao programa “The Brian Kilmeade Show”. Suas declarações foram publicadas pela Fox News na noite de quinta-feira.
Mojtaba, de 56 anos, ficou ferido no mesmo ataque que matou sua mãe, sua esposa e seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, no dia 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra Teerã, desencadeando em uma guerra regional que escala a cada dia. Após especulações sobre seu estado de saúde, o filho do presidente da República Islâmica afirmou na quarta-feira que o novo líder está “são e salvo”.
Desde que foi escolhido no último domingo para suceder seu pai como líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei não é visto pelos iranianos. Seu primeiro pronunciamento no cargo foi lido na quinta-feira por um apresentador de televisão. Na mensagem, ele afirmou que medidas como a pressão sobre o Estreito de Ormuz podem “pressionar o inimigo”, inclusive ao provocar uma alta nos preços do petróleo.
Logo após o pronunciamento, o Irã anunciou uma nova ofensiva contra Israel. Vídeos que mostram o lançamento de mísseis foram publicados em um canal oficial no Telegram, acompanhados do lema “Labbaik, ó Khamenei”, expressão que significa “Atendemos ao chamado, ó Khamenei”.
Uma estátua dourada de 3,6 metros representando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abraçando o financista Jeffrey Epstein foi instalada na manhã de 10 de março no gramado do National Mall, nos Estados Unidos. A obra, intitulada “King of the World”, faz referência direta à cena icônica do filme Titanic, de James Cameron.
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A escultura mostra Trump e Epstein sobre um pedestal em forma de barco, recriando a pose clássica do longa-metragem. Uma placa ao lado da obra ironiza a relação entre os dois, comparando a amizade a uma “história construída sobre viagens luxuosas, festas e segredos”. A instalação faz parte de uma série de intervenções satíricas realizadas pelo coletivo artístico anônimo The Secret Handshake, que nos últimos meses tem espalhado obras críticas ao presidente americano em espaços públicos da capital.
Esta não é a primeira vez que o grupo usa o mesmo tema. Em novembro do ano passado, artistas ligados ao coletivo instalaram no mesmo local a estátua “Best Friends Forever”, que mostrava Trump e Epstein de mãos dadas. A obra também fazia referência à amizade de longa data entre os dois — relação que voltou ao debate público após a divulgação de documentos ligados ao caso Epstein.
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Brendan Smialowski/AFP
A estátua foi removida poucas horas depois pela polícia do parque nacional, mas acabou marcando o início de uma sequência de intervenções públicas do grupo.
Desde então, o coletivo passou a produzir outras obras satíricas envolvendo Trump. Em janeiro, o grupo instalou uma escultura inspirada em um desenho atribuído ao presidente que aparecia em documentos ligados ao caso Epstein. A peça convidava visitantes a escrever mensagens diretamente na obra.
Outra intervenção foi a chamada “Jeffrey Epstein’s Walk of Shame”, uma instalação inspirada na Hollywood Walk of Fame, que apresentava nomes de figuras associadas ao financista.
O coletivo também criou outras peças provocativas direcionadas ao presidente americano. Entre elas estão “Dictator Approved”, uma imagem de um polegar esmagando a Estátua da Liberdade, e “The Eternal Flame of Donald J. Trump”, que faz referência ao comício nacionalista branco de 2017 em Charlottesville.
A nova estátua surge poucos dias depois de uma investigação da rádio pública NPR apontar que o Departamento de Justiça teria retido documentos relacionados a Trump em arquivos do caso Epstein.
Além da escultura, o coletivo espalhou faixas com imagens de Trump e Epstein pela região do National Mall. As peças imitam banners usados pelo próprio presidente em campanhas políticas e trazem o slogan “Make America Safe Again”, uma variação do lema eleitoral do republicano.
Um asteroide que chegou a preocupar cientistas por seu potencial destrutivo deve apenas “passar de raspão” pela Lua, para alívio dos astrônomos. A rocha espacial conhecida como 2024 YR4, descoberta no fim de 2024, não deve colidir com o satélite natural da Terra, segundo novas observações acompanhadas de perto pela Nasa, divulgadas na sexta-feira (6).
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Inicialmente, o objeto chamou atenção por parecer representar risco ao nosso planeta. No início dos cálculos, cientistas estimaram até 3,1% de chance de impacto com a Terra em 22 de dezembro de 2032. Observações posteriores descartaram esse cenário, mas em junho de 2025 surgiu outra hipótese: uma probabilidade de 4,3% de colisão com a Lua.
Observação de precisão
Para esclarecer a trajetória do asteroide, uma equipe liderada pelo astrônomo Andy Rivkin, do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, e por Julien de Wit, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), recorreu ao telescópio espacial James Webb, o único capaz de detectar o objeto antes de 2028.
As observações realizadas em 18 e 26 de fevereiro permitiram refinar os cálculos. Segundo a Nasa e a Agência Espacial Europeia, o YR4 passará a cerca de 22,9 mil quilômetros da Lua, com margem de erro de aproximadamente 800 quilômetros, distância pequena em termos astronômicos, mas suficiente para descartar um impacto.
Caçando um ponto quase invisível
Detectar o asteroide foi um desafio. Com cerca de 60 metros de diâmetro, o objeto estava a milhões de quilômetros do telescópio e aparecia extremamente fraco, refletindo luz equivalente, segundo os pesquisadores, à de uma única amêndoa vista da distância da Lua.
Para localizá-lo, a equipe precisou adaptar os instrumentos do Webb, normalmente usados para observar galáxias distantes, transformando-os em um rastreador capaz de seguir um objeto pequeno e em rápido movimento. Exposições cuidadosamente sincronizadas permitiram medir com precisão a posição do asteroide em relação às estrelas de fundo.
De acordo com a Nasa, o YR4 era 4 bilhões de vezes mais fraco do que o limite visível a olho nu e até 30 vezes menos brilhante do que os menores asteroides detectados por outros observatórios.
Alívio e experiência para o futuro
Embora o encontro cósmico não deva terminar em choque, a aproximação ainda é considerada relativamente próxima. Astrônomos afirmam, no entanto, que novas observações devem apenas ajustar levemente os cálculos, sem alterar a conclusão de que não haverá colisão.
Para o astrônomo Paul Wiegert, da Western University, no Canadá, que estuda possíveis impactos lunares, o resultado é ao mesmo tempo tranquilizador e um pouco frustrante.
— Embora seja um pouco decepcionante perder a chance de observar um grande impacto na Lua, é impressionante ver como a ciência consegue prever e acompanhar eventos assim — disse ele.
Além de afastar o risco, o episódio serviu como teste para futuras missões de defesa planetária. Segundo os pesquisadores, as técnicas usadas pelo Webb podem ajudar a rastrear outros asteroides potencialmente perigosos que cruzem o caminho da Terra, ou da Lua, nas próximas décadas.
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, visitou uma fábrica de munições do país nesta quarta-feira (11) e foi fotografado testando pistolas ao lado da filha adolescente, Kim Ju-ae, considerada por analistas e pela inteligência sul-coreana como possível sucessora do regime. As imagens foram divulgadas pela agência estatal KCNA.
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Durante a visita, pai e filha participaram de um exercício de tiro e circularam pelas instalações da indústria militar. Vestindo jaquetas de couro pretas, os dois aparecem lado a lado entre oficiais do Exército enquanto acompanham demonstrações de armamentos e etapas da produção.
Segundo a KCNA, Kim supervisionou o funcionamento da unidade e pediu a modernização dos processos industriais. O líder afirmou que a fábrica “desempenha um papel muito importante no aumento da eficiência de combate do Exército” e destacou a necessidade de expandir a capacidade produtiva “de forma visionária”.
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A Coreia do Norte mantém uma ampla rede de fábricas de armamentos e munições, muitas delas próximas à capital, Pyongyang, ou em locais mantidos sob sigilo. Essas instalações produzem desde armamentos convencionais até mísseis e sistemas de lançadores múltiplos de foguetes, considerados peças centrais da estratégia militar do regime.
Nos últimos anos, o governo tem intensificado investimentos nesse setor. Em 2026, Kim ordenou um aumento significativo da produção de mísseis e lançadores de foguetes, com foco em novos sistemas de 240 milímetros. Imagens de satélite também indicam a expansão de fábricas ligadas ao programa de mísseis, e relatórios internacionais sugerem que armamentos produzidos no país teriam sido usados pela Rússia na guerra na Ucrânia.
A visita ocorre dias depois de Kim supervisionar testes de mísseis de cruzeiro disparados de um destróier recém-incorporado à Marinha. Segundo a KCNA, os projéteis atingiram ilhas-alvo na costa oeste do país e serviram para demonstrar a postura ofensiva estratégica da força naval.
Filha ganha protagonismo
Com cerca de 13 anos, Kim Ju-ae tem acompanhado o pai em eventos considerados estratégicos desde o fim de 2022, incluindo desfiles militares e testes de armamentos. Analistas apontam que a presença constante da adolescente pode indicar uma preparação gradual para a sucessão.
No mês passado, a agência de inteligência da Coreia do Sul avaliou que Kim estaria próximo de formalizar a filha como herdeira política. Desde então, ela passou a aparecer com frequência crescente em atividades ligadas às forças armadas e ao setor de defesa.
A demonstração de proximidade entre pai e filha em instalações militares reforça o papel simbólico da indústria bélica para o regime norte-coreano, que costuma exibir publicamente avanços em armamentos como forma de projetar poder e consolidar a liderança do país no cenário regional.
Em um prédio discreto perto da base aérea de Mildenhall, na Inglaterra, o fabricante de drones Ukrspecsystems se prepara para iniciar uma nova linha de produção, assim como outras empresas ucranianas que buscam garantir sua cadeia logística e ampliar o volume de armamento. Alemanha, Dinamarca e agora o Reino Unido foram escolhidos nos últimos meses por fabricantes ucranianos de drones para abrir instalações fora do país.
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Especializada em drones de reconhecimento, a Ukrspecsystems escolheu Mildenhall, no condado de Suffolk, no leste da Inglaterra, perto de uma base militar britânica. No complexo de armazéns onde a empresa se instalou, nenhum letreiro indica a presença da unidade, inaugurada em 25 de fevereiro pelo ministro britânico das Forças Armadas, Luke Pollard, ao lado do embaixador ucraniano no Reino Unido, Valeri Zaluzhni.
Em algumas semanas, cerca de 200 drones de reconhecimento (ISR) deverão ser montados por mês, e até 1.000 no futuro, explicou à AFP o diretor da empresa, Rory Chamberlain. Entre eles estão os modelos “Shark”, que custam dezenas de milhares de dólares.
“O campo de batalha é vasto, por isso é essencial dispor em grande quantidade desses sistemas ISR eficazes e de baixo custo”, afirmou.
Embora a Ucrânia tenha multiplicado sua produção de drones desde 2022 — com mais de 4 milhões fabricados em 2025, segundo o presidente Volodymyr Zelensky —, as necessidades continuam enormes. Produzir no país, porém, pode ser difícil devido à ameaça constante de ataques russos e à forte dependência de componentes importados da China, segundo o centro de análise Snake Island Institute, com sede em Kiev.
Para acelerar o ritmo, a Ucrânia criou em 2025 um mecanismo para flexibilizar o embargo às exportações de armas e permitir a transferência de tecnologia a países aliados, que podem abrigar linhas de montagem cujos produtos acabados devem, por enquanto, ser reimportados pela Ucrânia.
Segundo o International Institute for Strategic Studies (IISS), fabricar esses sistemas fora da Ucrânia permite liberar capacidade produtiva adicional para apoiar o esforço de guerra de Kiev e garantir a viabilidade econômica de longo prazo do setor de defesa.
“As exportações controladas permitirão aumentar a produção de drones destinados à frente de batalha. Teremos os recursos necessários”, afirmou Zelensky em setembro de 2025.
Transferência de tecnologia
Em meados de fevereiro, o governo dinamarquês anunciou negociações para receber o fabricante ucraniano de drones Skyfall. O objetivo é reforçar “a segurança de ambos os países”, afirmou o ministro da Defesa da Dinamarca, Troels Lund Poulsen.
Segundo Chamberlain, os fabricantes ucranianos “trazem seu conhecimento” aos países europeus, que estão menos avançados no desenvolvimento desses drones.
“A rapidez com que podem ser atualizados e enviados ao campo de batalha é decisiva. Podemos fazê-lo em 24 horas”, afirmou, acrescentando que a ideia é levar essa experiência ao Reino Unido.
Parcerias entre empresas europeias e ucranianas se multiplicam. Desde o fim de 2024, a finlandesa Summa Defense criou várias joint ventures com parceiros ucranianos para produzir drones em seu território. A britânica Prevail Partners e a ucraniana Skyeton também anunciaram, em julho de 2025, um projeto para fabricar um drone de vigilância no Reino Unido.
Projetos mais avançados também surgem. Em 13 de fevereiro, Zelensky e o ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, receberam o primeiro drone fabricado pela empresa conjunta QFI, que prevê produzir 10 mil destes aparelhos de combate por ano.

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