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Após o início da ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, começaram a circular nas redes sociais mensagens afirmando que o FBI teria alertado para um possível ataque iraniano com drones contra a Califórnia. A informação é #FATO, embora autoridades ressaltem que o alerta se baseia em dados não verificados e que não há ameaça iminente.
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De acordo com um documento interno do Federal Bureau of Investigation (FBI), obtido pela ABC News e pela Reuters, o Irã teria considerado, desde fevereiro, a possibilidade de realizar um ataque surpresa com veículos aéreos não tripulados lançados de uma embarcação não identificada ao largo da costa dos Estados Unidos.
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“Recentemente, obtivemos informações não verificadas de que, no início de fevereiro de 2026, o Irão supostamente planeava realizar um ataque surpresa utilizando veículos aéreos não tripulados a partir de uma embarcação não identificada ao largo da costa dos Estados Unidos, especificamente contra alvos não especificados na Califórnia, caso os EUA realizassem ataques contra o Irão. Não temos informações adicionais sobre o momento, o método, o alvo ou os autores desse suposto ataque”, afirma o alerta divulgado no final de fevereiro.
O aviso foi enviado a departamentos de polícia da Califórnia justamente no período em que a administração do presidente Donald Trump iniciou uma ofensiva militar contra Teerã, em 28 de fevereiro.
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Apesar do teor do documento, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, afirmou que não existe ameaça imediata ao estado. Segundo ele, as autoridades locais estavam cientes das informações, mas tratam o caso apenas como medida preventiva.
“Estamos cientes dessas informações. … Trata-se de manter uma postura de preparação para cenários de pior caso”, declarou o governador.
O alerta também foi comentado pela Casa Branca. A secretária de imprensa, Karoline Leavitt, afirmou que a comunicação enviada às forças de segurança se baseava apenas em dados preliminares de inteligência.
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“Não existe qualquer ameaça desse tipo do Irã contra o nosso território, e nunca existiu”, escreveu.
Questionado sobre o tema, o presidente Trump disse que a situação está sob análise. “Está a ser investigado, mas há muitas coisas a acontecer. Tudo o que podemos fazer é lidar com elas à medida que surgem”, afirmou.
Embora o FBI tenha alertado autoridades locais sobre a possibilidade de um ataque com drones, o próprio documento classifica as informações como não verificadas e não apresenta detalhes sobre alvo, método ou data de um eventual ataque.

Boletim médico divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Hospital DF Star indica que o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro apresentou melhora clínica e laboratorial ao longo das últimas 24 horas.

Bolsonaro está internado na unidade de terapia intensiva (UTI) da unidade desde a manhã da última sexta-feira (13), tratando de uma broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa.

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De acordo com a equipe médica, houve recuperação da função renal e melhora parcial de marcadores inflamatórios, “denotando resposta favorável à antibioticoterapia instituída”.

Ainda segundo o boletim, Bolsonaro permanece internado na unidade de terapia intensiva (UTI), com suporte clínico intensivo, fisioterapia respiratória e motora e sem previsão de alta.

O documento é assinado pelo cirurgião-geral Cláudio Birolini; pelos cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado; pelo coordenador da UTI Geral, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior; e pelo diretor-geral do hospital, Allisson B. Barcelos Borges.

Entenda

O ex-presidente está detido na Papudinha (prédio no Complexo Penitenciário da Papuda), onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses, por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados.

Na última sexta-feira, ele passou mal e foi levado por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital DF Star, com febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.

 

Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Professor Paulo Fernando exerceu o mandato em 2023

Morreu no último sábado (14), aos 58 anos, o ex-deputado federal Professor Paulo Fernando (Republicanos-DF). Advogado, jornalista e professor, ele exerceu mandato na Câmara dos Deputados entre 2023 e janeiro de 2024, na vaga de Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF).

Na condição de suplente, tomou posse em março de 2023. Depois, ocupou o cargo durante períodos de licença do titular, que era secretário de Esporte e Lazer do Distrito Federal. Em janeiro de 2024, deixou o mandato.

Ele deixa a esposa e quatro filhos.

A polícia britânica investiga a morte de um homem encontrado dentro de uma lixeira em um parque da cidade de Coventry, na Inglaterra. O corpo foi localizado por volta das 17h da sexta-feira (13), no Cash’s Park, nas proximidades da Daimler Road.
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De acordo com a West Midlands Police, a vítima ainda não foi identificada, mas acredita-se que tenha entre 40 e 50 anos. O homem foi encontrado dentro de uma lixeira com rodas pertencente à prefeitura local, com tampa verde. Os investigadores trabalham em conjunto com o município para determinar de onde o recipiente foi removido antes de chegar ao parque.
Investigação busca identificar vítima
A principal linha de investigação aponta que o homem pode ter sido atropelado por um veículo antes de ser colocado dentro da lixeira e levado até o local onde o corpo foi encontrado. A polícia afirma que realiza diligências urgentes para esclarecer as circunstâncias da morte e confirmar a identidade da vítima.
Como parte do esforço para identificá-lo, os investigadores divulgaram detalhes de tatuagens consideradas marcantes no corpo do homem. Entre elas estão uma cruz com uma serpente enrolada nas costas, a frase “Pequeno Pó Estelar”, a palavra “Nan” acompanhada de um trevo no braço direito e referências às cores da bandeira irlandesa.
O detetive-chefe inspetor Phil Poole, responsável pela investigação, afirmou que uma equipe ampla de detetives, especialistas forenses e outros agentes trabalha continuamente para esclarecer o caso. Segundo ele, a polícia já recebeu diversas informações após divulgar o apelo público e segue analisando as pistas.
Poole também pediu que qualquer pessoa que reconheça as tatuagens ou tenha percebido danos inexplicáveis em veículos, ou mudanças repentinas no comportamento de conhecidos, procure as autoridades. Informações podem ser repassadas diretamente à polícia da região.
O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy voltou nesta segunda-feira aos tribunais para um novo julgamento por supostamente ter se beneficiado de financiamento líbio em sua campanha eleitoral de 2007, caso pelo qual cumpriu 20 dias de prisão no ano passado.
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Um tribunal de primeira instância o condenou em setembro a cinco anos de prisão por permitir que pessoas próximas a ele se aproximassem da Líbia de Muamar Gaddafi, morto em 2011, para obter recursos destinados a financiar ilegalmente sua vitoriosa campanha de 2007.
Embora o processo não tenha conseguido demonstrar que o dinheiro foi utilizado “em última instância”, o tribunal destacou que ele de fato saiu da Líbia e, por isso, o condenou e determinou sua prisão pela “excepcional gravidade dos fatos”, apesar de ele poder recorrer da sentença.
Sarkozy se tornou, em 21 de outubro, o primeiro chefe de Estado francês a acabar atrás das grades desde o fim da Segunda Guerra Mundial e o primeiro de um país já integrante da União Europeia. Ele deixou a prisão parisiense de La Santé 20 dias depois, em liberdade condicional.
O político conservador de 71 anos, que governou a França entre 2007 e 2012, comparece agora em liberdade no julgamento iniciado nesta segunda-feira no tribunal de apelação de Paris, onde chegou cumprimentando policiais e advogados com apertos de mão antes de se sentar no banco dos réus.
O marido da cantora Carla Bruni volta a defender sua inocência no novo julgamento, que deve se estender até 3 de junho.
Sarkozy enfrenta uma série de problemas judiciais desde que deixou o cargo e já recebeu duas condenações definitivas em outros casos.
Em um deles, usou uma tornozeleira eletrônica durante vários meses em 2025, após ser condenado por tentar obter favores de um juiz. No outro, terá que voltar a utilizá-la por causa do financiamento ilegal de sua fracassada campanha de reeleição em 2012.
Em 16 de março de 1968, há 58 anos, tropas dos Estados Unidos entraram na pequena aldeia de My Lai, no centro do Vietnã, durante a guerra contra as forças comunistas do Norte. A operação militar, que deveria atingir guerrilheiros vietcongues, terminou no que se tornaria o maior massacre de civis cometido por militares americanos no século XX. Ao menos 504 moradores desarmados, entre mulheres, idosos, crianças e bebês, foram mortos, sem que nenhum combatente inimigo fosse encontrado no local.
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Naquela manhã, unidades da 11ª Brigada de Infantaria da 23ª Divisão desembarcaram na região de Son My, na província de Quang Ngai, sob a expectativa de enfrentar um reduto do Viet Cong. As ordens transmitidas aos soldados indicavam que qualquer pessoa encontrada poderia ser tratada como inimiga. Ao chegar à vila, no entanto, as tropas encontraram apenas civis escondidos em suas casas após bombardeios preliminares.
Durante cerca de quatro horas, soldados executaram moradores, incendiaram casas e destruíram plantações. Muitos civis foram reunidos em valas ou campos abertos e mortos a tiros. O massacre só começou a ser interrompido quando o piloto de helicóptero Hugh Thompson Jr. pousou sua aeronave entre soldados e sobreviventes, ameaçando abrir fogo contra os próprios compatriotas caso os ataques continuassem.
O episódio foi inicialmente encoberto pelo Exército americano, que relatou apenas a morte de alguns civis em meio a combates. A versão começou a ruir após denúncias do soldado Ronald Ridenhour e a divulgação de fotografias feitas pelo sargento Ron Haeberle, publicadas em 1969 pela imprensa americana. A reportagem do jornalista Seymour Hersh expôs o massacre ao mundo e provocou indignação internacional.
Apesar das investigações, apenas um militar foi condenado: o tenente William Calley, responsabilizado pela morte de civis durante a operação. Sentenciado à prisão perpétua em 1971, ele teve a pena reduzida após intervenção do presidente Richard Nixon e acabou libertado alguns anos depois.
Mais de meio século depois, o massacre de My Lai permanece como um dos episódios mais sombrios da Guerra do Vietnã, símbolo dos excessos cometidos durante o conflito e da dificuldade de responsabilização pelos crimes de guerra.
Após Jeffrey Epstein concordar em pagar mais de US$ 14 mil (cerca de R$ 73,6 mil) em mensalidades escolares para os filhos de um pesquisador alemão de inteligência artificial, ele deu seguimento ao favor com um pedido direto:
— Você ainda não me disse suas percepções sobre como as pessoas me veem.
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Era o verão de 2017. Epstein havia sido processado recentemente por mais uma mulher que o acusava de tráfico sexual, e ele estava ansioso pela opinião do pesquisador, cujo trabalho ele financiava. A troca de mensagens, incluída nos milhões de arquivos relacionados ao caso Epstein pelo Departamento de Justiça, mostra como ele utilizava pagamentos de mensalidades em escolas primárias e secundárias de elite — e a percepção de que poderia influenciar seus processos de admissão — para construir relacionamentos e ganhar influência, mesmo após ter sido condenado por crimes sexuais na Flórida.
Uma revisão dos arquivos revelou dezenas de menções à Trinity School, em Manhattan, à Riverdale Country School, no Bronx, à Masters School, em Westchester e a outras academias de prestígio em conversas informais, e-mails rápidos e outros registros. Em alguns casos, pais esperançosos contatavam o financista em busca de ajuda com mensalidades ou para garantir a admissão de seus filhos. Em outros, o próprio Epstein parecia entrar em contato com os pais por iniciativa própria.
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Entre os pais estavam o pesquisador Joscha Bach; o magnata da mídia e do setor imobiliário Mortimer Zuckerman; Eva Andersson-Dubin, ex-membro do conselho da Trinity que namorou Epstein antes de se casar com o gestor de fundos Glenn Dubin; e o banqueiro particular de Jeffrey.
Todas as interações ocorreram após a condenação de Epstein por crimes sexuais na Flórida em 2008, e antes de promotores federais em Manhattan o acusarem de abusar sexualmente de dezenas de meninas e o indiciarem por acusações de tráfico sexual no ano seguinte. Não há sugestão nos arquivos de que os pais tenham auxiliado o criminoso em qualquer irregularidade. No entanto, as mensagens reforçam o quão profundamente entrincheirado ele permanecia nos círculos de poder, mesmo após ser registrado como agressor sexual.
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Jeffrey Epstein mantinha uma longa associação com escolas particulares de prestígio. Ele atuou brevemente como professor de matemática e ciências na Dalton School, no Upper East Side, em Manhattan, antes de ser demitido por baixo desempenho e passar a trabalhar no setor financeiro. Nos anos seguintes, frequentou os mesmos círculos que alguns dos líderes e ex-alunos proeminentes da escola.
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Divulgação/Departamento de Justiça dos Estados Unidos
Ao fazer isso, e ocasionalmente oferecer favores, o empresário seguia um caminho bem trilhado por americanos ricos e privilegiados, afirmou Adam Howard, professor de educação no Colby College, que estuda escolas particulares de elite.
— Esta questão não é simplesmente sobre Epstein ou sobre um único homem. É sobre como essas instituições frequentemente operam em uma cultura de patrocínio silencioso, alavancagem e redes sociais. A maioria de nós, nos EUA, não tem como acessar esse tipo de rede que tem uma única função: criar e recriar elites — disse Howard.
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Para Joscha Bach, os pagamentos de mensalidades faziam parte de um acordo no qual Epstein financiaria sua pesquisa no M.I.T. e em Harvard — e o custo de vida de sua família nos Estados Unidos — entre os anos de 2013 a 2019.
Bach, que estuda teorias da consciência e inteligência artificial, afirmou ter sido conectado a Epstein por outros cientistas proeminentes. Ao todo, o pesquisador aceitou mais de US$ 180 mil (quase R$ 1 milhão) do financista e chegou a ficar hospedado em um de seus apartamentos em Manhattan por um período em 2015.
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Segundo os e-mails revelados, os pagamentos incluíram mais de US$ 31 mil (mais de R$ 160 mil) em mensalidades para que os filhos de Bach frequentassem a escola particular German International School Boston, em 2016 e 2017. Autoridades da escola não responderam imediatamente a um pedido de comentário por parte do New York Times.
Em um e-mail ao jornal, Bach afirmou que recebeu conselhos de cientistas que respeitava dizendo que deveria aceitar o financiamento de Jeffrey Epstein.
“No entanto, se eu soubesse ou suspeitasse das coisas horríveis de que ele foi acusado após ser preso novamente, ou que ele pudesse estar envolvido em qualquer nova conduta criminosa, eu não teria aceitado seu financiamento ou me associado a ele de forma alguma”, disse. “Quando Epstein ofereceu financiar minha pesquisa, eu lhe disse que isso seria difícil, pois tenho dois filhos e teria que mudar minha família para os EUA, o que eu não poderia pagar”.
Ele acrescentou que o financista se comprometeu a cuidar das despesas de subsistência durante o projeto, afirmando sobre as mensalidades: “Isso fazia parte do financiamento de pesquisa que ele me deu”.
Os arquivos não incluem uma resposta de Bach compartilhando suas visões sobre a reputação de Epstein. Em uma publicação no site Substack no final do ano passado, ele descreveu o falecido como um “sociopata de alto funcionamento”, que era “tenso, intensamente curioso e totalmente desprovido de medo, culpa ou vergonha”.
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No caso de Mortimer Zuckerman, ele e Epstein se conheciam há bastante, socializando e, em dado momento, até investindo juntos. No entanto, no início de 2014, a relação tornou-se tensa: Epstein estava pressionando agressivamente para o bilionário o contratasse para planejamento patrimonial, e o magnata decidiu não fazê-lo, mostram os arquivos.
“Jeffrey, eu simplesmente não me sinto confortável com sua estrutura; tentei e não se encaixa”, escreveu Zuckerman em fevereiro daquele ano. “Sinto muito, mas é por isso que não pude prosseguir.”
Oito dias depois, Epstein enviou um e-mail a Mortimer sugerindo que soubera por meio de Eva Andersson-Dubin que o empresário estava tentando matricular sua filha na Trinity School em Manhattan. “Deveríamos conversar”, escreveu Epstein.
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Há falta certeza se o financista tomou medidas para ajudar a filha de Zuckerman, mas no final daquela semana, ele enviou um novo e-mail ao magnata dizendo que “estava feliz que tudo deu certo” para ela. Zuckerman, hoje com 88 anos, não respondeu aos pedidos de comentário.
Eva Andersson-Dubin, por sua vez, recorreu a Epstein para um favor relacionado à Trinity quando era membro do conselho da escola em 2012. Em setembro daquele ano, ela enviou um e-mail perguntando se Epstein poderia conseguir que o ganhador do Nobel e biólogo molecular Richard Axel falasse em uma assembleia. Ela também observou que “se Woody Allen considerasse isso, eles morreriam (de alegria)!”.
Não está claro se algum dos homens compareceu a um evento na escola, e nem Andersson-Dubin nem os representantes da Trinity responderam aos pedidos de comentário.
Epstein também efetuou pagamentos de mensalidades totalizando mais de US$ 89 mil (quase meio milhão de reais) para a filha de seu contador de longa data, Richard Kahn, para que ela frequentasse a Nightingale-Bamford School no Upper East Side. O advogado de Kahn recusou-se a comentar, assim como um representante da escola.
Em fevereiro de 2018, o banqueiro pessoal de Jeffrey Epstein, Paul Barrett, forneceu a ele uma lista de diretores e membros do conselho da Riverdale Country School, da Ethical Culture Fieldston School e da Masters School em Westchester, pedindo ajuda para tirar seu filho das listas de espera das instituições. Epstein respondeu: “Atrasado, mas vou tentar”.
Não se tem precisão de quais passos — se houve algum — foram tomados em nome de Barrett, que escreveu novamente um mês depois, dizendo: “Você teve mais algum pensamento sobre isso? A escola pública parece provável neste momento”. Paul Barrett recusou-se a comentar.
Além dessas transações, Epstein também doou mais de US$ 400 mil (cerca de R$ 2,1 milhões) ao longo de um período de 13 anos, começando na década de 1990, para o Interlochen Center for the Arts, uma prestigiosa escola interna em Michigan com programas de ensino fundamental e médio. Ele e sua companheira de longa data, Ghislaine Maxwell, utilizaram um alojamento que ele financiou para recrutar algumas de suas primeiras vítimas, informou a rádio pública americana NPR em fevereiro.
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Uma porta-voz de Interlochen afirmou que, em 2009, quando os administradores souberam das condenações criminais de Epstein, a escola realizou uma revisão interna. Não foram encontrados registros de queixas ou preocupações sobre o doador, que morreu em uma cela de prisão em Manhattan enquanto aguardava julgamento por acusações federais de tráfico sexual em 2019. Sua morte foi declarada suicídio.
Após a prisão de 2019, uma segunda revisão foi conduzida em Interlochen, que também não encontrou queixas contra Jeffrey Epstein, informou a porta-voz, Maureen Oleson.
— Continuamos horrorizados com o que aprendemos sobre a extensão da conduta de Epstein e seus co-conspiradores, e esperamos que uma compreensão mais abrangente de todo o escopo continue a evoluir — disse Oleson.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou o diretor Kleber Mendonça Filho, o ator Wagner Moura e toda a equipe que participou do longa O Agente Secreto, que concorreu ao Oscar neste domingo (15) nas categorias Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e Melhor Direção de Elenco. O filme encerrou sua participação no evento sem estatuetas.

Em seu perfil na rede social X, Lula parabenizou ainda o brasileiro Adolpho Veloso, diretor de fotografia do longa Sonhos de Trem, que concorreu ao Oscar na categoria Melhor Fotografia. O drama também não levou a estatueta. “Um enorme orgulho ver mais uma vez nossos artistas na cerimônia do Oscar”, escreveu o presidente.

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“Foram cinco indicações ao maior prêmio do cinema mundial, mostrando, mais uma vez, a força do nosso cinema e o talento dos nossos atores, atrizes, diretores e de toda a equipe técnica que faz essa arte acontecer. É o Brasil levando ao mundo a potência da nossa cultura e das nossas histórias.”

Temos muito orgulho de todos vocês e do nosso cinema”, concluiu o presidente.

A guerra de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã “não tem nada a ver com a Otan”, afirmou nesta segunda-feira o porta-voz do governo alemão, depois que Donald Trump pressionou seus aliados a ajudar a desbloquear o Estreito de Ormuz, uma rota marítima fundamental para o mercado mundial de petróleo.
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— A Otan é uma aliança para a defesa do território [de seus membros e, na situação atual], não existe mandato para mobilizar a Otan — declarou o porta-voz alemão, Stefan Kornelius, em coletiva de imprensa.
“Esta guerra não tem nada a ver com a Otan. Não é a guerra da Otan”, enfatizou o porta-voz do chanceler Friedrich Merz.
Kornelius respondia, assim, a comentários feitos por Trump horas antes.
O presidente republicano disse ao jornal Financial Times que a Aliança Atlântica — cujos membros ele já pressionou anteriormente a aumentar os gastos militares — enfrenta um futuro “muito ruim” se não ajudar a abrir o Estreito de Ormuz, cujo fechamento de fato pelo Irã fez o preço do petróleo ultrapassar os 100 dólares por barril.
Europa avalia alternativas
Mesmo assim, a diplomacia europeia está trabalhando para avaliar o que pode ser feito para restabelecer o trânsito nesse ponto estratégico.
Ainda nesta segunda-feira, os ministros das Relações Exteriores da União Europeia discutirão uma possível modificação da missão naval do bloco no mar Vermelho, Aspides, para ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz.
“Temos interesse em manter o Estreito de Ormuz aberto e, por isso, estamos debatendo o que podemos fazer a esse respeito do lado europeu”, declarou antes do início da reunião em Bruxelas a chefe da diplomacia dos 27, Kaja Kallas.
Vários ministros demonstraram cautela e pediram tempo antes de tomar uma decisão sobre uma eventual modificação do mandato dessa missão, que atualmente conta com três navios patrulha.
Plano coletivo fora da Otan
De Londres, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que trabalha com seus aliados em “um plano coletivo viável” para reabrir o Estreito de Ormuz e reduzir o impacto econômico, embora tenha ressaltado que esse plano “não será e nunca foi pensado como uma missão da Otan”.
O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, esclareceu que seu país não oferecerá “nenhuma participação militar”, embora esteja disposto a “garantir, por via diplomática, a segurança do trânsito pelo Estreito de Ormuz”. “Esta guerra começou sem nenhuma consulta prévia”, enfatizou.
No sábado, Trump havia manifestado interesse em formar uma coalizão de países para garantir a segurança nesse estreito, por onde passa o petróleo extraído do Irã, do Iraque e das monarquias árabes do Golfo, atacadas por Teerã como forma de retaliação desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. O republicano incluiu a China na lista de países.
Austrália e Japão descartaram participar de uma missão naval.
O Exército de Israel anunciou nesta segunda-feira o início de “operações terrestres limitadas” contra o movimento pró-iraniano Hezbollah no sul do Líbano. A escalada do conflito já deixou cerca de 900 mil pessoas deslocadas no país desde o início dos combates, segundo a Cruz Vermelha Libanesa.
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“Nos últimos dias, soldados da 91ª Divisão das FDI iniciaram operações terrestres limitadas e direcionadas contra redutos-chave do Hezbollah no sul do Líbano”, afirmaram as Forças de Defesa de Israel (FDI) em um comunicado.
Segundo o Exército israelense, “a atividade é parte de um esforço de defesa mais amplo para estabelecer e fortalecer uma posição defensiva avançada, que inclui o desmantelamento da infraestrutura terrorista e a eliminação de terroristas que operam na região”.
“Antes da entrada dos soldados na região, as FDI efetuaram ataques com o uso de artilharia e da Força Aérea Israelense contra vários alvos terroristas para mitigar as ameaças no ambiente operacional”, acrescenta a nota.
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De acordo com a Cruz Vermelha Libanesa, muitas das pessoas deslocadas no país ainda permanecem presas nas estradas tentando deixar áreas atingidas pelos bombardeios.
— Precisamos de todo tipo de assistência. A situação no país é extremamente difícil. Pedimos à comunidade internacional ajuda urgente para apoiar os milhares de deslocados — afirmou o diretor da organização ao canal catariano Al-Arabi.
O Líbano foi arrastado para a guerra no Oriente Médio em 2 de março, quando o Hezbollah atacou Israel em resposta à morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, nos bombardeios americanos e israelenses contra a República Islâmica.

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