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Todos os animais de um pequeno zoológico e centro de recreação infantil morreram após um incêndio de grandes proporções destruir o Jungle Box, atração familiar localizada na cidade de Buntingford, no condado de Hertfordshire, na Inglaterra, na madrugada de quarta-feira. As informações foram publicadas pelo site britânico The Sun. As causas do incêndio ainda são desconhecidas. Uma investigação foi aberta para determinar o que provocou o fogo.
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Entre os animais que não sobreviveram estavam suricatas, corujas, iguanas, tartarugas gigantes e uma cobra de 4,8 metros de comprimento. O espaço também funcionava como área de interação com animais exóticos para crianças e famílias.
O incêndio começou por volta das 3h da manhã no Parque Industrial Watermill, onde fica o estabelecimento. Dez caminhões do Corpo de Bombeiros foram mobilizados para combater as chamas, que consumiram grande parte do prédio.
Imagens divulgadas pelos bombeiros locais mostram a destruição causada pelo fogo. Uma densa coluna de fumaça preta podia ser vista à distância. Inaugurado em junho do ano passado, o Jungle Box reunia um parque infantil com brinquedos macios, um mini zoológico e áreas destinadas ao contato próximo entre visitantes e animais.
Incêndio no pequeno zoológico na cidade de Buntingford, na Inglaterra
Divulgação / Bombeiros de Hertfordshire
Apesar dos esforços das equipes de emergência, nenhum dos animais que estavam dentro do prédio conseguiu sobreviver. Não houve registro de feridos entre funcionários, visitantes ou moradores da região.
Em comunicado, o chefe assistente do Corpo de Bombeiros de Hertfordshire, Darren Cook, lamentou a tragédia.
— Durante a madrugada, recebemos chamados para um incêndio de grandes proporções no Jungle Box, em Buntingford. As equipes trabalharam arduamente para conter o fogo e impedir que ele se espalhasse para unidades vizinhas. Gostaria de agradecer a todos os bombeiros pelo profissionalismo e dedicação, assim como aos colegas da central de atendimento pela calma e eficiência. Podemos confirmar que vários animais estavam dentro do prédio no momento do incêndio e não sobreviveram — afirmou ao The Sun .
A tragédia também gerou comoção entre comerciantes da região. Em uma publicação nas redes sociais, o estabelecimento vizinho The Spud Twins lamentou a perda.
— Estamos absolutamente devastados pelos nossos amigos do Jungle Box Soft Play. Se alguém tinha uma visita ou festa agendada, entraremos em contato em breve — publicou a empresa.
Nas redes sociais, moradores e frequentadores do local também manifestaram tristeza pela morte dos animais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou nesta quarta-feira a onda de protestos que ocorrem no momento no México com os atos que atingiram o Brasil em junho de 2013 e sugeriu que pode haver interferência estrangeira nas mobilizações.
Durante discurso em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão, Lula falou sobre a influência das “narrativas” na disputa política.
— Agora mesmo no México está acontecendo um pouco daquilo que aconteceu aqui em 2013. Todo mundo está lembrando que a reivindicação de R$ 0,20 de aumento do transporte foi o pretexto para extrema direita tomar conta das ruas utilizando verde e amarelo. Às vezes, acho que tem o dedo de alguém, às vezes nem é mexicano.
Lula revelou que vai conversar por telefone na tarde desta quarta-feira com a presidente do México, Claudia Sheinbaum.
O Papa Leão XIV abençoa, nesta quarta-feira, a enorme nova torre da basílica da Sagrada Família, em Barcelona, a igreja mais alta do mundo e um dos monumentos mais famosos da Espanha, após visitar uma prisão e a Abadia de Montserrat, símbolo da identidade religiosa catalã. O Pontífice chegou à obra-prima modernista ainda inacabada de Antoni Gaudí exatamente um século após a morte do venerado arquiteto, um católico devoto cujo processo de canonização está em andamento no Vaticano.
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Ao chegar ao monumento, por volta das 14h15 (horário de Brasília), o Pontífice foi recebido pelo rei da Espanha, Felipe VI, e pela rainha consorte, Letizia Ortiz Rocasolano. Uma jovem cega detalhou a construção da nova torre, inaugurada durante a cerimônia de hoje, para o Papa por meio de uma experiência tátil, tocando uma maquete do projeto.
Na sequência, Leão XIV foi apresentado ao interior da basílica, e se pôs de joelhos na cripta, onde estão os restos mortais de Gaudí. O arquiteto foi enterrado na capela dedicada a Nossa Senhora do Carmem
Leão XIV, de 70 anos, americano com cidadania peruana, visitou esta manhã a prisão de Brians, a 40 km de Barcelona, onde disse aos detentos que “o passado não condena o futuro” e recebeu presentes de dois deles, um dos quais quebrou o protocolo e o abraçou.
Mais tarde, o Papa chegou de helicóptero à espetacular Abadia de Montserrat, na montanha de mesmo nome, onde foi recebido por uma multidão entusiasmada, como tem sido costume em toda a sua viagem à Espanha, que começou no sábado.
Assim como fez na terça-feira em Barcelona, Leão XIV misturou catalão e espanhol em seu discurso em Montserrat, um local emblemático da cultura e da história desta região do nordeste da Espanha, onde o sentimento nacionalista é forte.
Na noite de terça-feira, o Papa recebeu uma calorosa recepção ao participar de uma vigília no Estádio Olímpico de Barcelona, onde manteve sua tradição de abençoar bebês trazidos pelo público.
O Pontífice, líder espiritual dos 1,4 bilhão de católicos do mundo, tem buscado revitalizar a Igreja na Espanha, um tradicional reduto católico onde a prática religiosa tem declinado drasticamente nas últimas décadas.
Em Madri, onde esteve de sábado a terça-feira, ele fez um discurso inédito ao Parlamento espanhol, celebrou uma missa no coração da capital para 1,5 milhão de pessoas e teve um breve encontro com o astro porto-riquenho Bad Bunny.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (10), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC nº 32/15) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos no Brasil.

A PEC recebeu 44 votos favoráveis e 18 contrários. O aval da comissão representa o primeiro passo da tramitação da proposta, que agora seguirá para análise de uma comissão especial antes de ser votada em dois turnos, no Plenário da Casa.

A aprovação do parecer favorável do relator, deputado Coronel Assis (PL-MT), ocorreu após mais de duas horas de intenso debate. Para o relator, a medida é juridicamente viável, não viola as chamadas cláusulas pétreas da Constituição Federal, nem tratados internacionais.

A conclusão de Assis foi rebatida por deputados contrários à iniciativa, que argumentam que os direitos da infância e da juventude são cláusulas pétreas que não podem ser alteradas salvo com uma nova constituinte.  

“Esta é uma cláusula pétrea da Constituição. Ou seja, só pode ser modificada com uma nova Constituição. E não estamos aqui falando de uma nova Constituição, mas sim de alterar a atual, modificando uma cláusula que não pode ser alterada”, alegou o deputado Tadeu Veneri (PT-PR), para quem a PEC, se aprovada no Congresso Nacional, será barrada no STF.

“Não podemos iludir a população de que isto vai prosperar. Não vai. Vai chegar no STF e vai parar. E teremos feito um grande debate apenas com cunho eleitoral”, acrescentou Veneri.

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira (10), por unanimidade, as contas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva referentes a 2025, mas com diversas ressalvas e alertas relacionadas à execução orçamentária e financeira.

Os ministros seguiram na íntegra o parecer do relator das contas da União, Benjamin Zymler, que em seu voto afirmou que “as contas são fidedignas”. Contudo, Zymler apontou problemas no controle de renúncias fiscais e na trajetória da dívida pública, entre outros.

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Entre aș principais ressalvas indicadas está o empréstimo de R$ 12 bilhões aos Correios, que, na avaliação do relator, foi aprovado pelo governo sem análise técnica adequada.

“Não houve um exame adequado do plano de recuperação nem dos riscos fiscais associados à concessão de garantia, pela União, ao empréstimo tomado à Empresa de Correios e Telégrafos”, disse Zymler ao apresentar o resultado do exame nas contas feito pelo corpo técnico do TCU.

As contas foram examinadas em sessão extraordinária na sede do TCU, em Brasília, que contou com a presença de três ministros de governo: Bruno Moretti (Planejamento), Vinícius de Carvalho (Controladoria-Geral da União) e Miriam Belchior (Casa Civil).

No relatório, Zymler reconheceu o cumprimento da meta fiscal para 2025, que era de gastos iguais às receitas, com tolerância de 0,25% de déficit. Contudo, ele ressalvou que o déficit do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) ficou em 0,47%, o equivalente a R$ 58,6 bilhões.

Outro ponto ressalvado pelo relator foi o tamanho das despesas que ficaram, por aprovação do Congresso, de fora da meta fiscal formal, na ordem de R$ 48,7 bilhões. Isso prejudica a confiança nas regras fiscais, destacou Zymler.

O corpo técnico do TCU apontou a discrepância entre o esforço fiscal realizado e aquele necessário para estabilizar a trajetória da dívida pública. Segundo cálculos da corte de contas, seria necessário um superávit primário de 1,94% no Governo Central.

Entre os alertas, o relatório apontou, por exemplo, a rigidez na execução orçamentária, com 91,4% dos gastos realizados pelo governo sendo de natureza obrigatória.

Outro alerta diz respeito ao tamanho das renúncias fiscais, que chegam a R$ 544 bilhões, ou 4,7% do Produto Interno Bruto (PIB). Desse montante, 47% não têm prazo de vigência, enquanto mais de 47% de 21 das principais politicas não passam por avaliação periódica. Tais renúncias comprometem o esforço para que o governo cumpra a meta fiscal.

O TCU também destacou a pressão sobre as contas públicas exercida pelo patamar elevado da taxa básica de juros da economia, a Selic, que se encontra em 14,5% ao ano e majora o custo da dívida pública.

O parecer aprovado pelo plenário do TCU deverá agora ser encaminhado ao Congresso Nacional, a quem cabe a decisão final sobre a aprovação das contas de governo, ou seja, se elas atendem ao novo arcabouço fiscal.

Quase 20 mil pessoas ficaram sem acesso à água potável no Irã após ataques dos Estados Unidos contra o país na terça-feira. O bombardeio, segundo autoridades locais, destruiu dois reservatórios de concreto na província de Hormozgan, interrompendo o fornecimento de água para moradores da região e de outras dez aldeias vizinhas. Em mais um sinal de escalada, horas depois da operação, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que a República Islâmica está demorando “tempo demais” para negociar um acordo e que agora terá de “pagar o preço”. Na sequência, em entrevista à rede conservadora Fox News, disse que Washington pode retomar ataques contra infraestrutura crítica iraniana ainda hoje.
— Posso continuar. Eles tiveram a chance de assinar um acordo e sobreviver — declarou.
Contexto: Irã acusa EUA de prejudicarem acordo de paz após ataques e retalia com bombardeios contra alvos no Golfo
Entenda o caso: EUA atacam Irã em resposta à derrubada de helicóptero Apache no Estreito de Ormuz
Os ataques protagonizados pelos EUA e pelo Irã foram alguns dos mais intensos desde o início da trégua, em 8 de abril. Depois de uma série de escaladas menores, forças americanas atacaram a República Islâmica em resposta à queda do helicóptero Apache, supostamente derrubado por forças iranianas na madrugada de terça-feira (noite de segunda-feira em Brasília). Embora uma investigação oficial dos EUA sobre as causas do incidente ainda não tenha sido concluída, Trump rapidamente responsabilizou o Irã:
“Acabo de ser informado por nossos grandes militares que, na noite passada, os iranianos derrubaram um de nossos helicópteros Apache altamente sofisticados enquanto patrulhava o Estreito de Ormuz. Havia dois pilotos a bordo, ambos estão seguros e sem ferimentos”, escreveu Trump nas redes sociais, acrescentando: “No entanto, os Estados Unidos precisam, necessariamente, responder a este ataque”.
A Guarda Revolucionária iraniana afirmou que os bombardeios americanos, que atingiram alvos em Sirik, Jask, Minab, a Ilha de Qeshm e o porto de Bandar Abbas, causaram grandes danos a uma torre de telecomunicações e destruíram dois reservatórios de água. Em resposta, as forças iranianas atacaram bases militares dos EUA em Bahrein, Kuwait e Jordânia.
Período de escassez
A agência iraniana WANA afirmou que os reservatórios atingidos estavam localizados no distrito de Bamani, no condado de Sirik, a cerca de mil quilômetros de Teerã. Segundo a agência, os prejuízos iniciais foram estimados entre US$ 780 mil e US$ 830 mil. Abdolhamid Hamzehpour, diretor-executivo da companhia de abastecimento de água de Hormozgan, disse que os dois reservatórios tinham capacidade combinada de 2,5 milhões de litros.
Os ataques foram especialmente significativos porque ocorreram em um momento de forte escassez hídrica no Irã. O país já enfrentava uma seca prolongada antes mesmo do início da guerra atual. Após anos de práticas agrícolas inadequadas e má gestão dos recursos hídricos, as principais fontes de água do país continuam secando, publicou a al-Jazeera.
Segundo dados do Instituto Mundial de Recursos (WRI, em inglês), o estresse hídrico iraniano é classificado como “extremamente alto”, o que significa que mais de 80% dos recursos hídricos renováveis do país são consumidos anualmente. Em novembro de 2025, a crise hídrica era tão grave no país que a represa Amir Kabir, próxima a Teerã, operava com apenas 8% de sua capacidade. Ao todo, 19 barragens já haviam secado.
O porta-voz da indústria de água do Irã, Isa Bozorgzadeh, classificou o ataque como um crime de guerra. Pelo direito internacional humanitário, instalações de abastecimento de água são consideradas infraestrutura civil e não constituem alvos militares legítimos. As Regras de Berlim sobre Recursos Hídricos, adotadas em 2004 pela Associação de Direito Internacional, proíbem a destruição de instalações de água quando isso provocar sofrimento desproporcional à população civil.
Em atualização.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (10), a proposta de emenda à Constituição (PEC) que concede autonomia financeira e orçamentária ao Banco Central (BC). A PEC 65 de 2023 agora segue para análise do plenário da Casa. 

A proposta permite que o BC retenha, no seu orçamento, receita própria criada pela senhoriagem [recursos oriundos da emissão de moeda]. Atualmente, o BC tem seu orçamento definido pela Lei Orçamentária Anual (LOA) e os recursos da senhoriagem são transferidos para o Tesouro Nacional.

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A PEC estabelece autonomia administrativa, contábil, orçamentária, financeira, operacional e patrimonial ao BC “com ausência de vinculação a Ministério ou a qualquer órgão ou sistema da Administração Pública e de tutela ou subordinação hierárquica”.

O relator da PEC, senador Plínio Valério (PSDB-MA), rejeitou as últimas emendas apresentadas na CCJ, incluindo a emenda do líder do governo no Senado, Jacques Wagner (PT-BA), que pediu que o orçamento do BC seja previamente aprovado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

 


Brasília – DF- 20/05/2026 – Reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que foi lido o relatório do senador Plínio Valério (PSDB-AM) para a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65/2023, que amplia a autonomia do Banco Central. Foto Lula Marques /Agência Brasil.

Brasília – DF- 20/05/2026 – Plínio Valério, relator da PEC que amplia autonomia do Banco Central. Foto-arquivo: Lula Marques /Agência Brasil. – Lula Marques/Agência Brasil.

O CNM é composto pelos ministros da Fazenda, do Planejamento e do Banco Central, concedendo aos ministros da área econômica maioria para aprovar o orçamento da autoridade monetária. 

O líder Jacques Wagner afirmou que a emenda assegura maior previsibilidade para as despesas do BC e que o governo se preocupa com eventuais custos para o Tesouro que prejuízos no BC possam trazer.

“Na medida em que qualquer prejuízo o Governo, o Tesouro tem que aportar. E, na medida que ele é um ente fora – vou chamar – do circuito Tesouro, aquilo poderia vir a impactar no próprio déficit primário do país”, disse o senador baiano.

Relator rejeita

O relator Plínio Valéria argumentou que a preocupação do senador já estaria contemplada no relatório e que o CMN manda o orçamento para ser aprovada em comissão temática do Senado.

“O Conselho Monetário Nacional aprova e manda para o Senado, para a Comissão temática. Portanto, essa preocupação do Senador já está contemplada”, disse o relator.

No texto aprovado na CCJ, o CMN tem a função de “apreciação prévia” do orçamento do BC que será deliberado por Comissão do Senado, apenas para as despesas relativas a pessoal, encargos sociais, além de custeio ou investimento administrativos.

O líder do Governo Jacques Wagner comentou a preocupação do ministro da Fazenda, Dario Durigan, com possível aumento dos gastos do Tesouro. “Por exemplo, com a queda que houve do dólar, do ponto de vista que você realiza um prejuízo, você teria que aportar [pelo Tesouro]”.

Ficou combinado que o relator Plínio Valério e o ministro Durigan negociariam mudanças no texto antes da votação da PEC 65 no plenário do Senado.

 


Brasília - O ministro da Defesa, Jacques Wagner, participa de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores, para falar sobre o decreto sobre militares e Jogos Olímpico (José Cruz/Agência Brasil)

Brasília – líder do Governo Jacques Wagner, chegou a propor uma emenda que pedia que o orçamento do BC fosse previamente aprovado pelo CMN, mas foi rejeitada pelo relator. Foto-arquivo: José Cruz/Agência Brasil – José Cruz/Agência Brasil

Pix na Constituição

Após críticas de que a PEC poderia levar o BC autônomo a privatizar o Pix, o relator Plínio Valério decidiu incluir um dispositivo para colocar o mecanismo gratuito de pagamentos instantâneos criado pelo BC na Constituição.

O artigo 8º da proposta afirma que, em relação ao Pix, ficam “vedadas suas concessões, permissão, cessão de uso, alienação ou, por qualquer título, transferência a outro ente, público ou privado”

Cooptação do BC

Economistas brasileiros renomados publicaram, na última semana, um manifesto contra a PEC alegando que o texto facilita a cooptação do BC pelo setor financeiro, que é fiscalizado e regulado pela autoridade monetária, além de favorecer a manutenção dos altos juros no Brasil. 

“A PEC cria independência seletiva: afasta o BC do controle democrático do Estado (Congresso, Tribunal de Contas da União- TCU, Executivo), mas o mantém estruturalmente poroso às influências do mercado financeiro. Perdem-se os freios dos poderes constituídos e os canais de acesso do setor privado continuam abertos”, diz o manifesto.

O documento sustenta que a PEC fragiliza a fiscalização, o controle social e a responsabilização do Banco Central; aumenta a dívida pública; e poderia criar um modelo único no mundo que reúne autonomia financeira e operacional da autoridade monetária.

Autonomia do BC

 


Brasília – DF – 19/05/2026 – Reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para ouvir o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.

PEC que amplia autonomia do BC é defendida pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Foto-arquivo: Lula Marques/ Agência Brasil. – Lula Marques/Agência Brasil.

A PEC 65 amplia a autonomia concedida ao BC, em 2021, ao permitir que o Banco Central retenha recursos que obtém por meio da senhoriagem. Essa receita foi de R$ 23,3 bilhões, ao ano, entre 2017 e 2025, enquanto o orçamento do BC foi de R$ 4,8 bilhões, ao ano, no mesmo período.

A PEC 65 é defendida pela diretoria do Banco Central, liderada pelo presidente Gabriel Galípolo. Ele argumenta que a instituição está nos limites dos recursos para cumprir com a missão de fiscalizar e regular o sistema financeiro. 

A PEC também é defendida pelos bancos privados. Eles entendem que o BC tem a obrigação de regular e fiscalizar. A Associação Brasileira de Bancos (ABBC) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) têm se manifestado favoravelmente à proposta.

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, na noite desta terça-feira (9), o projeto de lei (PL) que autoriza o governo distrital (GDF) a contratar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

A quantia bilionária será usada para cobrir parte do prejuízo que o Banco de Brasília (BRB) sofreu devido a negócios feitos com o Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro, entre 2024 e 2025.

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De autoria do Poder Executivo, o PL nº2363/2026 estabelece as medidas que o GDF afirma serem necessárias para restabelecer e fortalecer as condições econômico-financeiras do BRB.

Aprovado em regime de urgência, por 11 votos favoráveis, nove contrários, uma abstenção e três ausências, o projeto ratifica os termos do acordo que o GDF e o BRB firmaram com a União e com o Banco Central.

Antes mesmo da Câmara Legislativa aprovar o acordo, o Supremo Tribunal Federal (STF) já o tinha homologado. O que tem gerado críticas de políticos e analistas que apontam a falta de transparência do processo de socorro ao BRB, que até hoje não divulgou seu balanço financeiro de 2025 – que deveria ter sido apresentado até 31 de março, sob pena de multas diárias.

“Até agora, não sabemos qual o real tamanho do rombo do BRB e quanto roubaram do banco”, comentou, ontem de manhã, o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, senador Renan Calheiros (MDB-AL), durante audiência pública para ouvir o presidente do BRB sobre a atual situação da instituição.

“Não entendo como o STF aprova um plano sem que o BRB publique o balanço de 2025. Como se faz um plano assim? Como ele é homologado?”, complementou Calheiros.

Na Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputados distritais da oposição e independentes também criticaram o teor do PL, alegando que ele apresenta várias falhas, não é transparente quanto aos detalhes da operação, como taxa de juros, prazos e impacto fiscal. Já os parlamentares governistas defenderam a necessidade e a urgência da medida como forma de preservar o BRB.

Garantias

O texto do PL aprovado estabelece as contragarantias que o GDF oferece para obter o empréstimo de R$ 6,6 bi e as medidas que terá que implementar para garantir as condições necessárias ao pagamento da dívida dentro do prazo contratado.

As garantias estarão vinculadas ao uso de recursos que o GDF recebe dos fundos de Participação dos Estados (FPE) e de Participação dos Municípios (FPM), por meio dos quais o GDF recebe parte dos recursos que usa para pagar suas despesas.

O GDF também se compromete a implementar medidas legais para o controle de despesas públicas, o que, na prática, pode impedi-lo de realizar novos concursos públicos e de conceder reajustes salariais para servidores públicos, entre outras ações de ajuste fiscal.

Além disso, segundo o STF, eventuais recursos que o Distrito Federal receber por via judicial ou por acordos relacionados a prejuízos sofridos pelo BRB deverão ser prioritariamente destinados ao pagamento do empréstimo.

Entidades que representam outras categorias de servidores distritais, como o Sindicato dos Professores (Sinpro), apontam que o pagamento do empréstimo obrigará o GDF a cortar despesas, tirando recursos da educação, saúde e segurança pública, fragilizando a prestação de serviços públicos , precarizando relações de trabalho e sujeitando os trabalhadores a um forte arrocho fiscal pelos próximos anos.

“O Sinpro não é, nunca foi e nunca será contra o BRB. Queremos um banco forte, público e comprometido com o desenvolvimento de nossa região […] O que combatemos é esse acordo prejudicial que entrega o controle e a essência do banco a interesses privados, fragiliza o serviço público e precariza as relações de trabalho”, declarou a diretora do Sinpro, Márcia Gilda, durante uma reunião da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Legislativa do Distrito Federal, na véspera (8) da votação do PL.

Prejuízo Estimado

Segundo o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, as “possíveis perdas” do banco estatal controlado pelo GDF totalizam R$ 8,8 bilhões. O valor foi calculado após uma auditoria descobrir que, dos R$ 30 bilhões em títulos comprados do Master, ao menos R$ 2,6 bi não têm lastro, ou seja, não há nenhuma garantia real de o BRB ser reembolsado. E que outros R$ 6,2 bi podem também estar perdidos.


Brasília – DF – 09/06/2026 – A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado durante audiência pública para ouvir o presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza.  Foto Lula Marques/Agência Brasil.

Presidente do Banco de Brasília, Nelson Antônio de Souza, disse que as “possíveis perdas” do banco estatal controlado pelo GDF totalizam R$ 8,8 bilhões. Foto Lula Marques/Agência Brasil.

Para cobrir o rombo estimado, além de recorrer ao FGC – uma entidade privada mantida com as contribuições obrigatórias de bancos públicos e privados -, o GDF e o BRB recorrerão à securitização da dívida ativa do Distrito Federal, “vendendo”, com descontos, créditos tributárias a vencer para, assim, antecipar o recebimento de ao menos R$ 2,2 bi em receitas.

De acordo com Souza, só na primeira das três etapas previstas para a operação financeira estruturada com a participação do banco BTG Pactual, realizada no último dia 25, o BRB recebeu R$ 1,17 bi. Quantia já integralizada para capitalizar o banco estatal. As condições financeiras da securitização não foram detalhadas.

 

Um oficial militar russo de alta patente morreu na manhã de terça-feira após o carro que dirigia explodir perto de um prédio residencial, na cidade de Balashikha, a leste de Moscou. As autoridades russas abriram uma investigação sobre o caso que, segundo um funcionário ucraniano e veículos de imprensa da Rússia e da Ucrânia, teve como vítima Damir R. Davydov, oficial do departamento de suprimentos da Diretoria Principal de Mísseis e Artilharia das Forças Armadas russas.
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O episódio parece ser o mais recente de uma série de assassinatos seletivos de figuras militares e apoiadores da guerra na Ucrânia em território russo. O caso ocorre em um momento em que Kiev tem ampliado ataques contra alvos dentro da Rússia, incluindo ofensivas de longo alcance contra Moscou e instalações petrolíferas em diferentes regiões do país.
Investigadores russos informaram que abriram um processo criminal relacionado à explosão. Segundo eles, o motorista morreu no local.
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A identidade da vítima não foi divulgada oficialmente pelas autoridades da Rússia. No entanto, veículos de imprensa russos e ucranianos identificaram o militar como Damir R. Davydov. Sob anonimato, um alto funcionário ucraniano confirmou a informação e afirmou que ele atuava no departamento de suprimentos da Diretoria Principal de Mísseis e Artilharia das Forças Armadas russas.
Questionado sobre o caso nesta quarta-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitri S. Peskov, afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, foi informado sobre o episódio. Ele acrescentou que os detalhes da investigação “não estão sujeitos à divulgação pública devido ao andamento das apurações”.
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Série de atentados
A explosão ocorreu no mesmo bairro onde, em abril de 2025, o major-general Yaroslav Moskalik, vice-chefe do principal departamento operacional do Estado-Maior das Forças Armadas russas, foi morto em um ataque com carro-bomba.
Os serviços especiais ucranianos têm como alvo diversas figuras militares russas de alto escalão em operações que expuseram vulnerabilidades nos serviços de segurança do Kremlin.
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No fim de dezembro, o tenente-general Fanil Sarvarov, chefe da diretoria de treinamento operacional do Exército ligada ao Estado-Maior, morreu em um atentado com carro-bomba. Já no ano anterior, em dezembro de 2024, Igor Kirillov, comandante das forças de proteção nuclear, química e biológica do Exército russo, morreu após a explosão de um artefato instalado em uma scooter perto da entrada de um prédio residencial.
Na época, após a morte de Kirillov, Putin classificou o atentado como uma “falha grave” e disse que os serviços de segurança russos deveriam impedir novos ataques desse tipo.
Mais de 140 anos após o lançamento de sua pedra fundamental, a Sagrada Família atrai centenas de milhares de visitantes todos os anos — e, em fevereiro, tornou-se a igreja mais alta do mundo, com a Torre de Jesus Cristo atingindo o marco de 172,5 metros. Nesta quarta-feira, exatos 100 anos após a morte do arquiteto que deu vida a este projeto ambicioso, o Papa Leão XIV celebra uma missa na balística de Barcelona, que, apesar da grande fama, ainda não terminou de ser construída. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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