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A ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner, já condenada a seis anos de prisão por corrupção, comparece nesta terça-feira à Justiça em um novo processo no qual é acusada de integrar uma suposta rede de subornos entre políticos e empresários nos anos 2000.
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A ex-mandatária, que governou o país entre 2007 e 2015, cumpre pena em prisão domiciliar desde junho do ano passado e utiliza tornozeleira eletrônica. Esta será a primeira vez que Kirchner presta depoimento presencialmente neste megajulgamento, iniciado em novembro, que vinha sendo conduzido por videoconferência até então.
Pela manhã, centenas de apoiadores se reuniram em frente à residência da ex-presidente, em Buenos Aires, com bandeiras argentinas e faixas com a mensagem “Cristina livre”. Antes de seguir para o tribunal, ela acenou e sorriu para os simpatizantes.
Kirchner é acusada, junto a outros 85 ex-funcionários e empresários, de formar uma “associação ilícita” entre 2003 e 2015 para receber propinas em contratos de obras públicas. Segundo a acusação, ela seria a principal beneficiária do esquema, que teria começado durante o governo de seu marido e antecessor, Néstor Kirchner, morto em 2010.
A principal prova do caso são anotações feitas por um motorista ligado ao então Ministério do Planejamento, nas quais estariam registrados pagamentos de dinheiro. A defesa da ex-presidente sustenta que o material é falso e já apresentou diversos recursos para anular o processo, todos rejeitados.
Em publicação nas redes sociais, Kirchner classificou o julgamento como uma “farsa processual” e ironizou a convocação para depoimento presencial.
— Como não há pão, há circo — escreveu, ao sugerir que a medida busca gerar impacto midiático.
A ex-presidente também atribuiu o andamento do processo a uma tentativa do governo de Javier Milei de desviar a atenção de problemas internos, incluindo denúncias envolvendo criptomoedas.
Outro nome central no caso, o ex-ministro do Planejamento Julio De Vido, também deve depor nesta terça-feira. Caso seja considerada culpada, Kirchner pode ser condenada a até dez anos de prisão. Nesse cenário, ela ainda poderia solicitar o cumprimento da pena em regime domiciliar, como já ocorre atualmente.
O julgamento deve se estender até depois de 2026, diante do grande número de testemunhas previstas.
A força de uma tempestade histórica no Havaí destruiu, em poucas horas, o que levou anos para ser construído. O casal Tom e Carrie Bashaw, ambos na casa dos 80 anos, perdeu a casa onde vivia, em Maui, após o imóvel ser arrastado pela enchente provocada pelo transbordamento de um riacho durante a passagem de um ciclone Kona.
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O caso ganhou repercussão nas redes sociais nos últimos dias. Segundo a emissora Hawaii News Now, os Bashaw haviam investido todas as economias na propriedade, construída em Wailuku ao longo dos últimos anos. A casa principal começou a ser erguida em 2020, em um terreno elevado com vista para o riacho Iao, que normalmente apresenta baixo volume de água.
De acordo com o casal, a localização parecia segura. O imóvel ficava a cerca de 23 metros de distância do curso d’água e a aproximadamente 14 metros acima do nível do riacho. Ainda assim, na manhã de sábado (14), a situação mudou drasticamente. Com o volume recorde de chuvas, que chegou a 112 centímetros em algumas áreas, o riacho se transformou em um fluxo violento, capaz de arrancar árvores, erodir o solo e comprometer a estrutura da casa.
Tom contou à Hawaii News Now que começou a acompanhar a elevação da água na sexta-feira, quando percebeu que o riacho já derrubava árvores próximas à propriedade. Com o avanço da erosão, a terra entre a casa e a margem cedeu rapidamente. Após a queda de árvores, incluindo um eucalipto e uma mangueira, o casal decidiu agir às pressas. “Começamos a colocar as coisas em sacos e a arrumar tudo”, disse.
Em menos de uma hora, o cenário se agravou. “O rio chegou até a beira do deck dos fundos”, relatou. Diante do risco iminente, os dois deixaram a casa por volta das 21h, levando apenas o essencial e os gatos de estimação, Civa e Ty. Eles passaram a noite em um celeiro na propriedade.
Ao retornarem no dia seguinte, encontraram um cenário de destruição. Parte da casa já havia desaparecido. “A parte de trás inteira estava no rio”, afirmou Tom. Ao longo do sábado, outras estruturas também foram levadas pela correnteza, incluindo a garagem, que desabou minutos após ele retirar os últimos itens do local.
Sem seguro contra inundações, já que a área não era considerada de risco, o casal agora tenta recomeçar. Desde então, eles têm dormido em colchões infláveis dentro de um contêiner na própria propriedade, segundo informações de uma campanha criada na plataforma GoFundMe por Stephanie Ichinose, filha de Carrie. Até a noite de segunda-feira, a arrecadação havia alcançado cerca de US$ 48,5 mil, destinados a despesas emergenciais, moradia temporária e reconstrução.
Na página, Ichinose descreveu a perda como devastadora. “O que antes era um lar seguro e confortável, construído com carinho pelo próprio Tom, agora é apenas uma lembrança”, escreveu.
A tempestade que atingiu o Havaí também deixou um rastro de destruição em outras ilhas. O fenômeno começou na quinta-feira por Kauai e Oahu e avançou pelo estado ao longo da semana, provocando apagões que afetaram cerca de 100 mil pessoas. Na segunda-feira, milhares de clientes da Hawaiian Electric ainda permaneciam sem energia em regiões como Oahu, Maui e a Ilha do Havaí.
Apesar das perdas, o casal tem demonstrado resiliência em meio à tragédia. “A Mãe Natureza vence. Ela não nos levou, só levou a casa. Somos gratos por isso. Temos um ao outro”, disse Tom à emissora local.
As Forças Armadas de Israel afirmaram, nesta terça-feira, que eliminaram integralmente a capacidade de produção de mísseis balísticos do Irã após uma série de ações militares.
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De acordo com a declaração, a ofensiva teve como alvo estruturas ligadas à fabricação, montagem e armazenamento de componentes desse tipo de armamento, sem menção ao uso ou a estoques já existentes.
A operação, denominada “Rugido do Leão”, resultou na destruição de mais de 100 centros de produção em território iraniano.
Entre os alvos atingidos estão instalações subterrâneas, linhas de montagem e depósitos de componentes.
As estruturas estavam distribuídas por todo o território do Irã. Segundo as Forças de Israel, a ofensiva comprometeu completamente a capacidade do país de produzir mísseis balísticos.
Ali Larijani teria sido eliminado, segundo Israel
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou nesta terça-feira que Ali Larijani, chefe de Segurança do Irã, foi morto em um ataque durante a madrugada. Em paralelo, as Forças Armadas de Israel (IDF, na sigla em inglês) também anunciou a morte do general Gholam Reza Soleimani, líder da milícia Basij, grupo paramilitar voluntário da Guarda Revolucionária iraniana.
Os assassinatos despojam novamente os principais líderes da teocracia iraniana, após os primeiros ataques coordenados entre Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica, em 28 de fevereiro, que matou o Aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos, então líder supremo do país.
“Larijani e o comandante da Basij foram eliminados e se juntaram a Khamenei, o chefe do programa de aniquilação, junto com todos aqueles eliminados do eixo do mal, nas profundezas do inferno”, disse Katz, em comunicado.
“Miramos integrantes dos Guardiões da Revolução do aparato repressivo do regime”, declarou o Exército, em comunicado. “As forças Basij fazem parte do aparato armado do regime terrorista iraniano. Durante os protestos internos no Irã, à medida que as manifestações se intensificaram, as forças Basij, sob o comando de Soleimani, lideraram as principais operações de repressão, empregando violência extrema, prisões em massa e o uso da força contra manifestantes civis”.
Já o chefe do Estado-Maior do Exército de Israel, Eyal Zamir, afirmou que os ataques tiveram “resultados preventivos importantes, que podem influenciar a continuidade das operações e dos objetivos do Exército israelense”.
Os assassinatos ocorrem na véspera do “Chaharshanbe Souri”, conhecido como Festival do Fogo no Irã. Para celebrar, as pessoas acendem fogueiras, soltam fogos de artifício e lançam lanternas com pedidos ao céu. As autoridades iranianas já enviaram mensagens de texto ameaçadoras ao público, instando-os a não participar do festival, temendo que isso possa levar a novos protestos contra a teocracia.
Uma mulher de 50 anos morreu após um acidente com um carro alegórico durante o desfile de St. Patrick’s Day realizado no sábado (14) em Louisville. A vítima foi identificada como Joan Pannuti Pottinger, moradora da região e mãe de duas filhas.
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Segundo informações do Gabinete do Médico Legista do Condado de Jefferson, divulgadas nesta segunda-feira (16), Pottinger teve o pé preso na estrutura de um dos veículos enquanto caminhava ao lado do desfile. Ela caiu e acabou sendo arrastada para debaixo do carro alegórico. A causa oficial da morte ainda não foi informada.
Acidente durante o desfile
De acordo com o Departamento de Polícia Metropolitana de Louisville, o caso ocorreu pouco antes das 16h. A investigação preliminar aponta que, por razões ainda desconhecidas, o pé da vítima ficou preso na plataforma do veículo, provocando a queda. O carro alegórico só foi interrompido após a intervenção de socorristas e de pessoas que assistiam ao evento.
Testemunhas relataram momentos de desespero. Espectadores tentaram levantar o veículo para resgatar Pottinger, mas não conseguiram. Ela foi socorrida por equipes de emergência e levada ao Hospital da Universidade de Louisville, onde morreu posteriormente.
Uma testemunha que trabalhava em um food truck afirmou à emissora WAVE 3 que viu a vítima sendo retirada em uma maca, sem perceber inicialmente a gravidade da situação. “Parte meu coração saber que alguém pereu a vida”, disse.
Milhares de pessoas presentes ao desfile não perceberam imediatamente o que havia ocorrido, notando apenas a interrupção repentina da passagem dos carros alegóricos.
Comoção e homenagens
Em declaração à emissora WLKY, o marido da vítima, Tony Pottinger, classificou o episódio como “um acidente verdadeiramente bizarro” e agradeceu os esforços de quem tentou ajudá-la. Ele também destacou o perfil solidário da esposa, descrevendo-a como “leal e dedicada” à família e à comunidade.
Pottinger atuava desde 2024 na Best Buddies International, organização sem fins lucrativos voltada ao apoio de pessoas com deficiência, promovendo inclusão social, oportunidades de trabalho e moradia. Antes disso, teve uma carreira de mais de uma década na Kraft Foods.
A Associação Cultural e Beneficente Hiberniana, responsável pelo desfile, afirmou estar “profundamente triste” com o ocorrido e prestou condolências à família.
Nas redes sociais, amigos e conhecidos destacaram o impacto de Pottinger na comunidade, descrevendo-a como uma pessoa generosa e engajada em ações sociais. Uma campanha de arrecadação criada para apoiar a família superou rapidamente a meta inicial e já ultrapassava US$ 55 mil até a noite de segunda-feira.
Uma escola em Calgary, no Canadá, provocou repercussão após implementar restrições ao consumo de alimentos no refeitório durante o Ramadã. A decisão, adotada pela Escola Fairview, passou a circular nas redes sociais e gerou críticas de pais e usuários.
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De acordo com um e-mail enviado pela administração em 18 de fevereiro, o espaço de refeições foi parcialmente convertido em “área sem alimentos” para apoiar alunos muçulmanos em jejum. Estudantes do 4º ao 6º ano deveriam permanecer no refeitório sem comer durante a primeira metade do almoço, enquanto alunos do 7º ao 9º ano não poderiam consumir alimentos no local durante todo o intervalo.
Não foi informado, no comunicado, onde os demais estudantes poderiam se alimentar.
Confira:
Imagens do email circulam nas redes sociais
Reprodução
Repercussão nas redes
As imagens do e-mail e relatos sobre a medida se espalharam rapidamente nas redes sociais, acompanhadas de críticas à iniciativa. Usuários questionaram a lógica da decisão e sugeriram alternativas, como a criação de espaços separados para alunos em jejum.
“Literalmente nenhum muçulmano se importa se você comer na frente deles enquanto estamos jejuando”, escreveu um usuário. Outros apontaram que o jejum religioso envolve justamente lidar com a presença de comida, classificando a medida como inadequada.
O Conselho de Educação de Calgary respondeu às críticas afirmando, em comunicado, que não houve alteração nas áreas de almoço, embora tenha reconhecido o envio do e-mail com as orientações. A entidade também destacou que adaptações podem ser feitas durante celebrações religiosas, dependendo das necessidades dos estudantes.
Segundo o conselho, escolas podem designar espaços sem alimentos como forma de acomodação, desde que consideradas as condições locais. A instituição acrescentou que ambientes alternativos já estariam disponíveis para alunos em jejum e que a escola não oferece serviço de alimentação no refeitório.
O órgão afirmou ainda que atua com base no Regulamento Administrativo 3067, que orienta práticas relacionadas à religião na educação, e que tem o dever de atender solicitações sempre que possível.
O Ramadã, iniciado em 17 de fevereiro e com término previsto para 18 de março, é um período em que muçulmanos praticantes jejuam durante o dia. No Islã, o jejum costuma ser obrigatório a partir da puberdade, embora crianças mais novas também possam aderir à prática.
O Exército israelense anunciou nesta terça-feira que matou, em um ataque em Teerã, o general Gholamreza Soleimani, comandante da milícia islâmica de voluntários Basij, responsável pela manutenção da ordem no Irã.
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“Ontem (segunda-feira), a Força Aérea israelense, com base em informações (militares), localizou e eliminou Gholamreza Soleimani”, afirma um comunicado militar israelense.
A nota acrescenta que ele morreu em “um ataque seletivo em Teerã”.
O que sabe sobre a Basij?
Criado logo após a Revolução Islâmica de 1979, o Basij — termo que significa “mobilização”, em farsi (ou persa) — foi idealizado pelo aiatolá Ruhollah Khomeini como uma força popular capaz de defender o regime que se iniciava. À época, o líder religioso chegou a afirmar que o Irã jamais poderia ser derrotado se contasse com uma milícia de 20 milhões de homens.
O Basij, formalmente, é um grupo paramilitar voluntário subordinado à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), a força de elite das tropas iranianas, que responde diretamente ao líder supremo do país. Ao longo dos anos, a milícia consolidou-se como um instrumento central da segurança interna e da imposição da ideologia do Estado.
A organização recruta membros tanto em áreas rurais quanto urbanas e se estrutura principalmente a partir de mesquitas em Teerã e em outras grandes cidades. Seus integrantes, em geral, vêm de camadas mais pobres e conservadoras da população, segundo especialistas ouvidos pela CNN.
A missão do Basij vai além do policiamento convencional. A força atua para sustentar a teocracia iraniana, fazer cumprir códigos de moral islâmica e conter manifestações consideradas ameaças ao regime. Há décadas, o grupo é apontado como protagonista na repressão violenta a protestos e movimentos de contestação.
O papel da milícia ganhou notoriedade internacional durante a guerra Irã-Iraque, entre 1980 e 1988, quando seus integrantes participaram de ataques em “ondas humanas”, usados, segundo relatos, para limpar campos minados antes do avanço das tropas regulares. A partir de 2003, o Basij passou por um reforço significativo, ao ser concebido como primeira linha de defesa interna diante do temor de uma possível invasão liderada pelos Estados Unidos. Desde então, tornou-se presença recorrente nos estágios iniciais de revoltas e distúrbios.
Os Estados Unidos impuseram sanções ao Basij e a comandantes da força em diversas ocasiões, citando violações de direitos humanos, repressão a protestos estudantis e denúncias de uso de crianças-soldados.
Ataque contra Ali Larijani
O Exército israelense tentou eliminar o atual chefe do Conselho Supremo de Segurança, Ali Larijani, em um bombardeio realizado na madrugada desta terça-feira, segundo a mídia israelense. Os resultados de um suposto ataque contra a figura-chave do poder iraniano, “ainda estão sendo avaliados”, segundo o canal N12.
“Ali Larijani foi alvo de uma tentativa de eliminação”, afirmou a emissora pública israelense Kan.
“Miramos integrantes dos Guardiões da Revolução do aparato repressivo do regime”, declarou o Exército, citando em comunicado seu chefe do Estado-Maior. “Nesta noite houve resultados preventivos importantes, que podem influenciar a continuidade das operações e dos objetivos do Exército israelense”, afirmou o tenente-general Eyal Zamir.
Marinheiros e oficiais militares disseram que foram necessárias mais de 30 horas para apagar um incêndio a bordo do porta-aviões Gerald R. Ford, na última quinta-feira (14), enquanto o navio, já bastante avariado, continuava sua árdua jornada de meses em meio às operações militares do presidente Trump.
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O incêndio começou na lavanderia principal do navio na última quinta-feira. Quando foi controlado, mais de 600 marinheiros e tripulantes perderam suas camas e desde então estão dormindo no chão e em mesas, disseram as autoridades.
O Comando Central das Forças Armadas dos EUA informou que dois marinheiros receberam tratamento para “ferimentos que não representam risco de vida”. Pessoas a bordo do navio relataram que dezenas de militares sofreram inalação de fumaça.
E na categoria de situações que não representam risco de vida, mas ainda assim não são ideais, muitos marinheiros não conseguiram lavar roupa desde o incêndio.
O navio, juntamente com seus 4.500 marinheiros e pilotos de caça, estava no Mediterrâneo em 24 de outubro, quando o secretário de Defesa, Pete Hegseth, ordenou que ele navegasse para o Caribe para reforçar a campanha de pressão do presidente Trump sobre Nicolás Maduro, líder da Venezuela antes de sua deposição.
Do Caribe, o porta-aviões seguiu rapidamente para o Oriente Médio para acompanhar a guerra entre EUA e Israel contra o Irã, que já dura três semanas.
Conversar com marinheiros a bordo de porta-aviões é difícil mesmo nas melhores circunstâncias. Durante uma guerra, os navios e as bases militares envolvidas nas operações ficam “às escuras”, limitando a capacidade dos militares de se comunicarem com o mundo exterior. Os oficiais e marinheiros entrevistados para este artigo falaram sob condição de anonimato, pois não estavam autorizados a falar publicamente.
O porta-aviões Ford está agora entrando em seu décimo mês de missão. Ele quebrará o recorde de missão mais longa de um porta-aviões desde a Guerra do Vietnã se ainda estiver no mar em meados de abril. Esse recorde, de 294 dias, foi estabelecido pelo USS Abraham Lincoln em 2020.
Os tripulantes do Ford foram informados de que sua missão provavelmente será estendida até maio, o que os deixaria um ano inteiro no mar, o dobro da duração normal de uma missão em um porta-aviões.
Durante as guerras no Iraque e no Afeganistão, a Marinha manteve porta-aviões em missão por nove meses consecutivos, às vezes um pouco mais. Mas, normalmente, as missões não se estendem por mais de seis meses. Segundo especialistas da Marinha, períodos mais longos são muito prejudiciais tanto para o navio quanto para a tripulação.
— Os navios também se cansam e sofrem danos ao longo de longos períodos de serviço — disse o contra-almirante John F. Kirby, oficial naval aposentado que foi secretário de imprensa do Pentágono e porta-voz de segurança nacional no governo Biden.
— Não se pode operar um navio por tanto tempo e com tanta intensidade e esperar que ele e sua tripulação tenham o melhor desempenho possível.
O porta-aviões Ford está realizando operações de voo ininterruptamente, disseram oficiais da Marinha.
Segundo dois oficiais, o incêndio começou na saída de ar de uma secadora nas instalações de lavanderia do navio e se alastrou rapidamente. Marinheiros combateram as chamas por mais de 30 horas, disseram oficiais e marinheiros.
A Marinha não respondeu ao pedido de comentários. O Comando Central afirmou em comunicado que o incêndio “não causou danos ao sistema de propulsão do navio, e o porta-aviões permanece totalmente operacional”.
O incêndio foi apenas o mais recente de uma série de problemas de manutenção no Ford, o porta-aviões mais novo da Marinha. Ele tem apresentado problemas de encanamento nos 650 banheiros a bordo. A NPR relatou que o sistema de banheiros, subdimensionado e mal projetado, quebra com frequência .
Um importante período de manutenção e reequipamento que o porta-aviões Ford deveria passar no início deste ano no estaleiro naval de Newport News, na Virgínia, foi adiado, disseram autoridades militares.
Um oficial militar afirmou que o Pentágono estava ciente de que o porta-aviões estava atingindo o limite de sua capacidade operacional. Ele disse que o USS George H.W. Bush está se preparando para ser enviado ao Oriente Médio e provavelmente substituirá o Ford.
Um vídeo que circula nas redes sociais registra o momento em que parte do Castelo de Escalona, fortificação do século XV, desaba na manhã de sábado (14) em Toledo, na Espanha. As imagens mostram turistas e visitantes em choque enquanto uma nuvem de poeira e destroços se espalha rapidamente pelo entorno.
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No registro, blocos de pedra se desprendem de uma das torres e atingem a área externa, onde havia carros estacionados, alguns danificados pelos escombros. É possível ouvir gritos e correria enquanto adultos se afastam do local levando crianças. Apesar do impacto da cena, não há relatos de feridos.
Assista:
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Área isolada e suspeita de causas climáticas
Segundo o El Diario, agentes da Guarda Civil e funcionários da prefeitura foram acionados e isolaram a área para avaliação dos danos. A atividade turística no local foi suspensa temporariamente. Autoridades apontam que as chuvas recentes podem ter agravado fragilidades estruturais da construção histórica.
O Castelo de Escalona, erguido sobre uma antiga fortaleza medieval, é um palácio fortificado com igreja em seu interior e teve papel estratégico em conflitos castelhanos. Hoje, é um dos pontos turísticos mais conhecidos da região, embora avaliações recentes de visitantes já mencionassem o estado de deterioração da estrutura, descrita por alguns como uma “ruína bela”.
Imagens circulam nas redes sociais
Captura de tela/X
O episódio ocorre meses após um caso semelhante na Itália. Em novembro do ano passado, parte da Torre dei Conti, construção medieval próxima ao Coliseu, em Roma, desabou durante obras de restauração. Vídeos também compartilhados nas redes sociais mostraram o colapso diante de turistas. Um operário ficou gravemente ferido, enquanto outros dois sofreram lesões leves, segundo autoridades locais.
Os resultados de um suposto ataque contra Ali Larijani, figura-chave do poder iraniano, “ainda estão sendo avaliados”, segundo o canal N12. O Exército israelense tentou eliminar o atual chefe do Conselho Supremo de Segurança em um bombardeio realizado na madrugada desta terça-feira, segundo a mídia israelense.
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“Ali Larijani foi alvo de uma tentativa de eliminação”, afirmou a emissora pública israelense Kan.
“Miramos integrantes dos Guardiões da Revolução do aparato repressivo do regime”, declarou o Exército, citando em comunicado seu chefe do Estado-Maior. “Nesta noite houve resultados preventivos importantes, que podem influenciar a continuidade das operações e dos objetivos do Exército israelense”, afirmou o tenente-general Eyal Zamir.
Quem é Ali Larijani?
Secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Larijani exerce uma das funções mais estratégicas do país, especialmente em um momento de forte instabilidade política e militar. Ele reassumiu o cargo em agosto do ano passado e, desde então, ampliou sua influência no núcleo duro do poder em Teerã.
O chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, em uma cerimônia do movimento xiita libanês Hezbollah, em 27 de setembro de 2025
Anwar AMRO / AFP
Com uma trajetória marcada por posições-chave, Larijani já foi ministro, presidente do Parlamento e candidato à presidência em diversas ocasiões. Oriundo de uma tradicional família iraniana, construiu uma carreira que o colocou entre os principais articuladores políticos do regime.
Nos bastidores, seu nome também é associado a possíveis negociações delicadas, incluindo cenários de transição política e interlocução com potências estrangeiras, como os Estados Unidos — hipótese que ganha peso após a morte do aiatolá Ali Khamenei e de outras autoridades de alto escalão em fevereiro.
Apesar da posição de destaque, especialistas apontam limites no alcance de seu poder. Segundo a socióloga Azadeh Kian, professora da Universidade Paris-Cité, não há garantia de que suas decisões sejam plenamente executadas, sobretudo diante da influência da Guarda Revolucionária, frequentemente descrita como um “Estado dentro do Estado”.
Uma mulher que ganhou notoriedade ao publicar um livro infantil sobre o luto após a morte do marido foi considerada culpada pelo próprio assassinato do companheiro, em um caso que chocou os Estados Unidos. Kouri Richins, de 35 anos, foi condenada por um júri em Utah por envenenar o marido com fentanil, em março de 2022.
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De acordo com a rede BBC, a decisão foi tomada após cerca de três horas de deliberação, na segunda-feira. Richins também foi considerada culpada de tentativa de homicídio por um episódio anterior, em que teria tentado matar o marido ao adulterar sua comida.
Segundo a promotoria, o crime foi motivado por interesses financeiros. Durante o julgamento, os investigadores apontaram que Richins acumulava milhões de dólares em dívidas, havia contratado seguros de vida em nome do marido e mantinha um relacionamento extraconjugal.
— Ela queria se separar de Eric Richins, mas não queria abrir mão do dinheiro dele — afirmou o promotor do condado de Summit, Brad Bloodworth.
Os promotores apresentaram mais de 40 testemunhas, incluindo uma mulher que disse ter fornecido as drogas usadas no crime. Já a defesa optou por não convocar testemunhas, e a própria acusada não prestou depoimento.
De acordo com os autos, Richins chegou a tentar envenenar o marido semanas antes da morte, aumentando posteriormente a dose da substância até provocar a overdose fatal. O laudo do médico legista concluiu que Eric Richins morreu com cerca de cinco vezes a dose letal de fentanil no organismo.
Mensagens de texto apresentadas no tribunal indicam que, entre dezembro de 2021 e fevereiro de 2022, a acusada buscou adquirir analgésicos e, posteriormente, solicitou drogas mais potentes, incluindo fentanil, descrito por ela como “algo como o que matou Michael Jackson”.
Na noite do crime, em 4 de março de 2022, Richins ligou para a polícia afirmando ter encontrado o marido inconsciente na cama. Ela relatou ter servido uma bebida alcoólica antes de se deitar com um dos filhos, que passava mal, e disse ter encontrado o companheiro “frio ao toque” ao retornar ao quarto.
O caso ganhou ainda mais repercussão pelo fato de que, dois meses antes de ser presa, em março de 2023, Richins lançou o livro ilustrado “Are You With Me?”, voltado para crianças que enfrentam a perda de um ente querido. A obra foi dedicada ao marido, descrito por ela como “um pai maravilhoso”.
Em entrevistas à época, a autora afirmou que o livro tinha como objetivo ajudar famílias — incluindo seus três filhos — a lidar com o luto. A acusação, no entanto, sustentou que ela acreditava que herdaria um patrimônio superior a US$ 4 milhões com a morte do marido.
Richins se declarou inocente durante todo o processo. A principal acusação, de homicídio qualificado, pode levar a uma pena que varia de 25 anos de prisão à prisão perpétua.

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