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O diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos, Joe Kent, pediu demissão nesta terça-feira e criticou a guerra conduzida pelo governo de Donald Trump contra o Irã. Segundo ele, não é possível “em sã consciência” apoiar a ofensiva.
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Em publicação nas redes sociais, Kent afirmou que o Irã “não representava uma ameaça iminente ao nosso país, e está claro que iniciamos esta guerra devido à pressão de Israel e de seu poderoso lobby nos Estados Unidos”.
A postagem incluía uma carta de renúncia endereçada a Trump, na qual o agora ex-diretor argumenta que autoridades israelenses teriam levado os EUA a se envolver no conflito.
No documento, Kent afirma que houve uma “campanha de desinformação” conduzida por altos funcionários de Israel e pela imprensa, que, segundo ele, teria enfraquecido a plataforma “America First” de Trump e alimentado um sentimento pró-guerra para incentivar o conflito com Teerã.
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Veterano da guerra do Iraque, Kent disse que os argumentos a favor de um ataque ao Irã, e as promessas de uma vitória rápida, lembram o debate que antecedeu a invasão do país em 2003.
Kent também mencionou sua esposa, Shannon, criptógrafa militar morta na Síria.
“Como veterano que foi enviado ao combate 11 vezes e como viúvo de uma ‘Gold Star’, que perdeu sua amada esposa Shannon em uma guerra fabricada por Israel, não posso apoiar o envio da próxima geração para lutar e morrer em um conflito que não traz benefícios ao povo americano nem justifica o custo de vidas americanas”, escreveu.
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Kent havia sido confirmado no cargo em julho do ano passado, por 52 votos a 44 no Senado. Ex-candidato político com ligações a grupos de extrema direita, ele comandava o órgão responsável por analisar e detectar ameaças terroristas.
Antes de integrar a administração Trump, disputou sem sucesso duas eleições para o Congresso pelo estado de Washington. Ele também serviu nas Forças Especiais do Exército americano, com 11 missões como integrante dos “boinas verdes”, e trabalhou posteriormente na CIA.
(Com New York Times)
Dois turistas britânicos ficaram feridos após um balão de ar quente colidir com fios de alta tensão e cair em um campo de futebol no Vale de Teotihuacan, próximo à Cidade do México, na manhã desta segunda-feira (16). Clare Wolstenholme, de 43 anos, está em estado crítico, enquanto seu parceiro, Nicholas Wright, de 49, sofreu ferimentos menos graves.
Segundo informações da Agência Federal de Aviação Civil do México (AFAC), o incidente ocorreu por volta das 8h40, quando a aeronave, registrada como XA-OZY e operada pela empresa Happy Puerto, entrou em contato com cabos de energia. O choque elétrico provocou queimaduras nos ocupantes e teria levado o piloto a perder o controle do balão.
Clare e Nicholas, ambos de Londres, receberam os primeiros atendimentos no local e, em seguida, foram transferidos para um hospital particular na capital mexicana. Imagens que circularam mostram o balão caído e a mobilização de moradores e equipes de emergência na área.
Investigação em andamento
A polícia local abriu investigação para apurar as circunstâncias do acidente. O piloto, identificado como Santiago Torres, foi detido e interrogado. Em nota, a AFAC informou que também iniciou um procedimento administrativo para esclarecer as causas da ocorrência.
O caso reacende preocupações sobre a segurança em passeios de balão. Em 2024, um acidente semelhante no Brasil deixou oito mortos em Praia Grande, no sul de Santa Catarina, destino conhecido pela prática. Na ocasião, o balão pegou fogo antes de cair, com 21 pessoas a bordo. Treze sobreviveram, enquanto vítimas como a médica Leise Herrmann Parizotto e o oftalmologista Andrei Gabriel de Melo estavam entre os mortos, segundo autoridades locais.
Um corpo encontrado há mais de cinco décadas em uma estrada rural do estado de Nova York, nos Estados Unidos, foi finalmente identificado após avanços em exames de DNA. A vítima é Clyde A. Coppage, de 35 anos, natural da Pensilvânia, segundo informações da Fox News.
Corpo de Clyde A. Coppage, de 35 anos, foi encontrado em uma estrada de Nova York
Polícia do Estado de Nova York
Os restos mortais foram descobertos em março de 1970, na cidade de Andover, no condado de Allegany. Na época, o caso chamou atenção pelas condições em que o corpo foi encontrado, sem cabeça e sem mãos, o que dificultou a identificação por décadas.
De acordo com as investigações, há indícios de que o homem tenha sido morto em outro local antes de ter o corpo deixado na estrada. Sem documentos ou características que permitissem o reconhecimento, o caso permaneceu sem solução por mais de 50 anos.
A identificação só foi possível após a exumação dos restos mortais, em 2022, e a análise de material genético com o apoio de autoridades federais. A partir do perfil de DNA, os investigadores conseguiram confirmar a identidade da vítima.
Apesar do avanço, o crime segue sem solução. Até o momento, não há informações sobre suspeitos, e o responsável pelo homicídio continua desconhecido. As autoridades afirmam que as investigações permanecem em andamento.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que uma mulher cai de um táxi em movimento e é atingida pelo próprio veículo em uma avenida movimentada de Xian, cidade da China. O caso ocorreu na quinta-feira (12) e ganhou repercussão após a divulgação do vídeo.
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As gravações, feitas por câmera veicular, mostram a porta traseira sendo aberta à força enquanto o carro trafega por uma via de quatro faixas. Em seguida, é possível ver as pernas da passageira se debatendo antes de ela cair no asfalto. O motorista aciona o pisca-alerta e leva o veículo ao acostamento, enquanto a mulher permanece caída na pista, com um dos braços passando sob a roda do táxi por um instante.
Assista:
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Discussão antecedeu queda
De acordo com a polícia local, a mulher, identificada pelo sobrenome Cheng, estava no veículo com uma amiga após ambas consumirem bebida alcoólica. Durante o trajeto, as duas iniciaram uma discussão, o que teria levado à abertura da porta e à queda.
Em comunicado divulgado na sexta-feira (13), as autoridades informaram que a vítima sofreu apenas escoriações leves. Após o incidente, as duas passageiras seguiram viagem no mesmo táxi.
Imagens circulam nas redes sociais
Reprodução
A polícia afirmou ainda que o caso não foi tratado como crime, mas Cheng foi multada por sair de um veículo em movimento, conforme as regras de trânsito locais.
O episódio ocorre em meio à repercussão recente de outro vídeo viral envolvendo um acidente semelhante, desta vez nos Estados Unidos, onde uma criança foi arremessada de um carro em movimento na Califórnia. Nas imagens, o bebê de 19 meses cai na via após a porta se abrir repentinamente e quase é atingido por outro veículo, sendo resgatado pela mãe em seguida.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, disse nesta terça-feira (17) que o governo federal pretende apresentar um projeto de lei com regime de urgência sobre o fim da escala 6×1 caso haja “enrolação” por parte do Congresso Nacional em votar o tema.

“Estamos respeitando o trâmite do Legislativo, como tem que ser. Agora, termina março, passa mais algumas semanas e se percebe que está tendo uma estratégia de enrolação no Congresso, escreva o que estou dizendo: Lula, vai entrar com um projeto de lei com regime de urgência.”

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“Aí, é obrigado a votar em até 45 dias. Essa é a legislação. É a regra”, completou Boulos, ao participar de entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Segundo Boulos, o projeto de lei com regime de urgência a ser apresentado pelo governo federal conta com três pontos: o fim da escala de trabalho 6×1, a instalação de um regime de trabalho máximo de 5×2 e a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas – tudo sem que haja redução de salário.

“Esses são os três pontos. Estamos respeitando o trâmite do Legislativo. Agora, uma coisa é respeitar, outra coisa é permitir a enrolação. Aí, o presidente entra com o projeto de lei com regime de urgência. A Câmara tem 45 dias pra votar, senão tranca a pauta. O Senado tem 45 dias pra votar.”

“A tática do seu Valdemar [Costa Neto, presidente do PL] e dos bolsonaristas, do lobby do andar de cima vai por água abaixo. Se a ideia era não votar, agora vai ter que votar. E quem é contra vai ter que botar sua digital lá e responder à sociedade por que não quer que o trabalhador e a trabalhadora brasileiros tenham mais tempo com suas famílias.”

Entenda

O fim da escala 6×1 está previsto na Proposta de Emenda Constitucional nº 8/2025, apresentada à Câmara dos Deputados em fevereiro do ano passado e assinada por 226 deputados – sendo a deputada Erika Hilton (PSOL/SP), correligionária de Boulos, a autora da proposta e primeira signatária.

 

A Lei do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital) n° 15.211/2025, começa a valer no Brasil nesta terça-feira (17). A legislação é voltada à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, como redes sociais, jogos eletrônicos, serviços de vídeo e lojas virtuais de produtos e serviços voltados a este público ou que podem ser acessados por ele.

Sancionada em setembro do ano passado, a nova legislação não substitui o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de 1990, mas estabelece diretrizes mais rigorosas sobre os direitos do público infanto-juvenil, para garantir que a proteção prevista no mundo físico ocorra também no digital.

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Pesquisadoras de entidades ligadas ao direito da infância, ouvidas pela Agência Brasil, qualificaram a nova lei como “histórica” e de “vanguarda” para o país.  

A especialista em proteção digital de crianças e adolescentes, Águeda Barreto, que atua na coordenação da organização não governamental (ONG) ChildFund Brasil, considera que o país saiu na frente ao aprovar uma lei para subsidiar políticas públicas que preveem integração entre setores.

Águeda cita iniciativas para proteger a infância de outros países, como a Austrália que proibiu o uso de redes sociais por menores de 16 anos.

“Nós acompanhamos que esse é um movimento global, mas essa lei brasileira aprovada é bem ampla”.

Lei Felca


São Paulo (SP), 13/08/2025 - Youtuber e influenciador digital Felipe Bressanim Pereira (Felca)  participa do Influent Summit 2025. Foto: Paulo Pinto/Agência

Vídeo do influenciador Felca trouxe o tema adultização para o debate e motivou aprovação do ECA Digital- Paulo Pinto/Agência Brasil

A aprovação do ECA Digital ocorreu após o influenciador Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, publicar um vídeo, em agosto do ano passado, no qual denunciou perfis em redes sociais que usavam crianças e adolescentes para promover a sexualização de menores de 18 anos.

O vídeo de uma hora de duração alerta para os riscos de expor conteúdos impróprios para o público infanto-juvenil nas redes sociais e como os influenciadores lucravam com isso. Informalmente, o ECA Digital tem sido chamado também de Lei Felca.

A lei 15.211/2025 proíbe a monetização ou impulsionamento de qualquer conteúdo que retrate menores de forma sexualizada ou com linguagem adulta.

Maria Mello é gerente do eixo digital do Instituto Alana – organização da sociedade civil, sem fins lucrativos – e explica que desde a publicação do vídeo de Felca, a discussão sobre adultização gerou consenso e mobilizou autoridades, políticos, especialistas, famílias e organizações da sociedade civil em torno do tema.

“O debate público a esse respeito cresceu e foi bastante importante para a lei, que já estava madura, para que pudesse ser aprovada rapidamente.”

Impactos

Dados da pesquisa TIC Kids Online Brasil 2025, do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), mostram que, em 2025, 92% das crianças e adolescentes brasileiros com idades de 9 a 17 anos acessavam a internet, o que representa cerca de 24,5 milhões de pessoas. Segundo a pesquisa, 85% desse público têm perfil em, pelo menos, uma das plataformas investigadas.

Em um recorte mais específico, os dados mostram que na faixa etária de 9 e 10 anos, 64% dos usuários têm perfil em rede social. Esse percentual sobe para 79% entre o público de 11 e 12 anos; e para 91% entre usuários de 13 e 14 anos. Quase todos (99%) os usuários de internet com idade de 15 a 17 anos têm perfil em, ao menos, uma plataforma.

A partir desta terça-feira, o ECA Digital passará a dar respaldo a famílias com a do designer instrucional Filipe Adão, pai da Catarina, de 6 anos.

Filipe conta que o perfil da menina em uma rede social funciona sob uma lógica analógica: a do álbum de fotografia e não de uma rede social. A conta existe apenas para registrar memórias e é totalmente administrada pelos pais, Filipe Adão e Karen Lima.

“Ela não utiliza redes sociais. Temos um Instagram para registrar memórias dela. Ela gosta e se diverte porque, por enquanto, é como um álbum de família para ela”, explicou o pai.

Filipe faz parte de uma parcela de responsáveis que, embora ainda não domine os detalhes técnicos da nova legislação, apoia integralmente um controle maior sobre as gigantes de tecnologia.

“Já era hora de existir uma regulação, principalmente para proteger os jovens de influências negativas e crimes cibernéticos.”

A relação da criança com a tecnologia começou aos 2 anos, mas com um propósito específico: encurtar distâncias. Durante a pandemia de covid-19, o tablet foi a ferramenta que permitiu o contato da criança com parentes distantes. Hoje, o equipamento é restrito a jogos de quebra-cabeça off line, música e atividades escolares.


Brasília (DF),  16/03/2026 - ECA Digital entre em vigor nesta terça feira (17) - Karen Lima e Filipe Adão, pais de Catarina, que cuidam das fotos postadas na rede social da menina de 6 anos
Foto: Karen Lima/Arquivo Pessoal

Karen Lima e Filipe Adão administram o perfil da pequena Catarina nas redes sociais – Karen Lima/Arquivo Pessoal

Responsabilidade das famílias

Com o ECA Digital, a segurança na Internet dos usuários com menos de 18 anos deverá ser compartilhada entre as empresas de tecnologia e as famílias, que devem estar mais atentas ao uso da internet.

Para que essa supervisão parental seja reforçada, menores até 16 anos somente poderão acessar redes sociais, caso a conta esteja vinculada à de um responsável legal.

A pesquisadora do Child Fund Brasil, Águeda Barreto explica que o objetivo é monitorar mais de perto as conversas, o tempo de uso, o bloqueio de conteúdos inadequados e autorização para compras, por exemplo.

A advogada Bianca Mollicone, especialista em proteção de dados e regulação de novas tecnologias, enfatiza que a legislação sozinha não substitui o papel da família, de escolas e dos educadores: 

“Não dá para terceirizar a educação dos filhos e depois culpar apenas as plataformas. Os pais precisam entender o que os filhos estão usando e não ter medo de proibir quando algo não faz sentido. Se você não está ali como pai e mãe, quem vai impedir?”, questiona Bianca.

Por outro lado, Maria Mello, do Instituto Alana, reconhece que a fiscalização do acesso online de crianças e adolescentes não pode recair exclusivamente sobre as famílias; para Maria, essa é uma conquista da legislação, que reconhece as desigualdades históricas do Brasil.

“Em uma sociedade com 11 milhões de mães solo, únicas cuidadoras, em que falta creche, parque público e segurança para que as crianças também possam sair da tela, ampliar o rol de responsabilidades é fundamental.”

Acompanhamento 


Brasília (DF),  16/03/2026 - ECA Digital entre em vigor nesta terça feira (17) - Julianna Passos, psiquiatra, e mãe de Bernardo e Adam.
Foto: Julianna Passos/Arquivo Pessoal

Psiquiatra Julianna Passos e os filhos Bernardo e Adam – Julianna Passos/Arquivo Pessoal

A médica psiquiatra Julianna Passos adota uma postura que mistura o rigor técnico de sua profissão com o cuidado materno. Mãe de Bernardo, de 10 anos, ela compartilha uma experiência de gestão digital que prioriza o “mundo real” e o diálogo franco.

A criança ganhou o primeiro celular aos 9 anos, de presente do avô paterno. O dispositivo, no entanto, está longe de ser um passaporte livre para a internet. O uso é estritamente delimitado: durante a semana, serve apenas para dar “boa noite” ao pai; nos finais de semana, o acesso é liberado exclusivamente para o WhatsApp.

Redes sociais, como Instagram ou TikTok, são proibidas. “Ele nem tem conta ou acesso”, afirma Julianna.

Mesmo no WhatsApp, a vigilância é constante, com fiscalizações semanais.

“Escolhi dar a ele informações para que pudesse compreender a necessidade da limitação. O diálogo proporcionou a ele senso crítico, pondo fim na ansiedade de ter um aparelho sem restrição”, explica a mãe psiquiatra.

Essa educação digital já deu frutos. O próprio Bernardo identificou comportamentos inadequados em grupos de mensagens e decidiu sair, reportando o ocorrido à mãe.

O ECA Digital também determina que as plataformas devem disponibilizar configurações e ferramentas acessíveis e fáceis de usar que apoiem a supervisão parental. 

As plataformas Family Link e Qustodio são as mais conhecidas e permitem monitorar e seguir as atividades online de crianças, além de bloquear sites perigosos e protegê-las do bullying online.

Autodeclaração 

Entre as regras estabelecidas pela nova lei está a proibição da simples autodeclaração de idade que, com apenas um clique em “tenho +18 anos” permite acesso irrestrito a redes sociais por usuários de qualquer idade.

Segundo a assessora em políticas públicas do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) e especialista em direito digital, Kelli Angelini Neves, mecanismos mais confiáveis devem verificar a real idade do usuário, em vez da autodeclaração.

“O site terá que aferir a idade e terá que indisponibilizar contas e acessos de compras para os menores de 18 anos. O mesmo vale para site de conteúdos adultos que não é permitido para menores de 18 anos. Uma série de medidas devem ser implementadas pelas empresas para que realmente haja essa proteção.”

A especialista explica que o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) devem publicar, ainda neste mês, um decreto regulamentador definindo que mecanismos de aferição serão aceitos.

Vulnerabilidade


Brasília (DF), 28.06.2024. - Pesquisadora Águeda Barreto. Matéria sobre 10 anos da Lei da Palmada. Foto: ONG Child Fund/Divulgação.

Para a pesquisadora Águeda Barreto, o ECA digital é um arcabouço amplo – Foto: ONG Child Fund/Divulgação

No ano passado, o ChildFund publicou a pesquisa Mapeamento dos Fatores de Vulnerabilidade de Adolescentes na Internet que ouviu 8 mil adolescentes em todo o Brasil. O estudo mostrou que 54% dos adolescentes entrevistados já tinham sofrido algum tipo de violência sexual online.

A especialista da ChildFund Águeda Barreto conta que um dos caminhos para esse tipo de violência é a interação que jogos online permitem, por exemplo, com conversas virtuais: “O agressor liga pra essa criança por vídeo e coloca uma imagem sexual. É um exemplo da dimensão do problema que nós estamos vivendo.”

O ECA Digital também tem, entre seus objetivos, proteger as crianças desses ataques externos. Nesse contexto, a lei agiliza a remoção obrigatória, em prazo de até 24 horas, de conteúdo de exploração sexual, violência física, uso de drogas, bullying, cyberbullying, incentivo ao suicídio ou à automutilação, entre outros.

Essas ocorrências devem ser reportadas imediatamente à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Além disso, a legislação proíbe peças publicitárias consideradas predatórias, injustas ou enganosas, bem como aquelas que podem resultar em danos financeiros a crianças e a adolescentes.

Dados da TIC Kids Online Brasil, mostram que 53% dos usuários de 11 a 17 anos reportaram ter tido contato com vídeos ou conteúdos de influenciadores divulgando jogos de apostas. Na faixa etária de 15 a 17 anos, a exposição a esse tipo de conteúdo é pior, sobe para 63%.

Caixas de recompensa

Outro problema que o ECA Digital aborda são as caixas de recompensa, conhecidas como loot boxes. A legislação busca banir esse mecanismo, muito comum em jogos eletrônicos voltados para o público infanto-juvenil, como o Roblox. 

Essas caixas de recompensa armazenam itens aleatórios comprados com dinheiro real ou moedas virtuais. O usuário, no entanto, gasta sem saber exatamente o que vai ganhar. O resultado, neste caso, dependeria da sorte, e não da habilidade do jogador.

A advogada Bianca Mollicone explica que a lógica do jogo se assemelha à de máquinas caça-níqueis de cassinos, que influenciam no número de tentativas para receber recompensas melhores e resultam em perdas financeiras, ao se aproveitar do fator do vício e da vulnerabilidade infantil.

“Esse movimento cria um vício que acaba fazendo com que se gaste mais e mais. O que representa um ponto de alta monetização por parte das plataformas.”

A nova legislação vai mudar esse modelo de negócio.

Dados

A partir de agora, lojas virtuais de aplicativos (Google Play e Apple Store) e sistemas operacionais devem fornecer um “sinal de idade”, via Interface de Programação de Aplicações (API, sigla em inglês), para que outros aplicativos saibam a faixa etária do usuário e cumpram a lei, sem expor dados desnecessários.

Os produtos de acesso à internet também devem ter as configurações de proteção da privacidade e dados pessoais no nível máximo por padrão automático para contas de menores.

Para a gerente do eixo digital do Instituto Alana, Maria Mello, o principal avanço é estabelecer que todos os serviços de tecnologia de informação possam assumir responsabilidades concretas em relação à segurança e ao bem-estar de crianças e adolescentes. 

“O que a lei faz é consagrar o princípio da proteção integral para o ambiente digital. Estabelece uma lógica de que produtos e serviços digitais precisam estar configurados de fábrica para proteger os usuários que tenham menos de 18 anos.”

Responsabilidades

O ECA Digital também prevê que as empresas que oferecem serviços online para crianças e adolescentes devem criar canais de apoio às vítimas e promover programas educativos.

As plataformas com mais de 1 milhão de usuários na faixa etária infanto-juvenil devem elaborar relatórios semestrais sobre o impacto de proteção de dados e submetê-los à ANPD.

Maria Mello avalia que a lei pode funcionar de forma proativa: “As empresas devem prestar contas de como elas estão lidando com as contas de crianças e adolescentes, com conteúdos que possam ferir os seus direitos.”

A especialista lembra que o ECA Digital é taxativo quanto às sanções aplicadas às empresas, em caso de descumprimento. Além das penas previstas no Código Penal, a legislação endurece as penas às empresas infratoras.

As sanções vão desde advertência, multas que podem chegar a 10% do faturamento do grupo econômico, passando por suspensão temporária dos serviços até a perda de autorização para funcionar no país, se houver reincidência de irregularidades.

No caso de empresa estrangeira, a filial ou o escritório no Brasil responde solidariamente.

*Colaborou a repórter da Rádio Nacional Priscilla Mazenotti

> Confira aqui os demais pontos do ECA Digital

 

Um casal de idosos perdeu a casa onde planejava viver a aposentadoria após enchentes provocadas por uma forte tempestade atingirem a ilha de Maui, no Havaí, nos Estados Unidos. A residência foi destruída pela força da água, deixando os dois desabrigados.
Tom e Carrie Bashaw, ambos com cerca de 80 anos, assistiram à destruição do imóvel após o transbordamento do rio ʻĪao, que avançou sobre o terreno e comprometeu a estrutura da casa. O fenômeno foi causado por uma tempestade que atingiu o arquipélago com chuvas intensas ao longo de vários dias.
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De acordo com relatos do casal, a água começou a avançar rapidamente, derrubando árvores e levando partes do terreno. Em poucas horas, a erosão atingiu a base da residência.
— A parte de trás da casa inteira desapareceu. Quartos, sala — afirmou Tom Bashaw ao site de notícias local Hawaii News Now.
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Sem conseguir conter os danos, eles deixaram o local às pressas e passaram a noite em um celeiro próximo. Na manhã seguinte, grande parte da casa já havia sido levada pela correnteza. O restante da estrutura, incluindo a garagem, desabou horas depois.
O imóvel havia sido construído recentemente, com obras iniciadas em 2020, e não possuía seguro contra enchentes. Segundo o casal, a área não era considerada zona de risco, o que contribuiu para a decisão de não contratar a cobertura.
Atualmente, os dois estão vivendo em um contêiner no próprio terreno, dormindo em colchões infláveis ao lado de seus gatos, enquanto avaliam como recomeçar.
Casa de Tom e Carrie foi destruída por chuvas no Havaí
Reprodução | Facebook Laycie Khadija
A tragédia ocorre em meio a um evento climático considerado extremo. Em algumas regiões de Maui, o volume de chuva ultrapassou 500 mm em poucos dias, provocando enchentes, deslizamentos e danos generalizados.
Diante da perda, familiares organizaram uma campanha de arrecadação online para ajudar o casal a reconstruir a vida. A iniciativa já mobilizou a comunidade local e arrecadou dezenas de milhares de dólares.
Apesar do impacto, ninguém ficou ferido.
— A natureza vence. Ela não levou a gente, só levou a casa — disse Tom ao Hawaii News Now.
A divulgação do inquérito, nesta semana, sobre a morte da cantora Soriah Barry trouxe novos detalhes sobre o acidente que matou a artista de 27 anos no leste de Londres, dias antes de uma reunião com a Apple Music para lançamento de suas músicas. A plataforma informou à família que pretende disponibilizar as faixas em homenagem à jovem.
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Soriah morreu após colidir com um ônibus de dois andares na manhã de 8 de fevereiro de 2024, depois de deixar a casa de uma amiga. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.
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De acordo com o inquérito, imagens de câmeras de segurança mostram o carro desviando em direção a um ônibus parado em Hackney, seguido por um forte impacto e fumaça. A investigação indicou que a cantora trafegava a cerca de 56 km/h, após acelerar momentos antes da batida.
O legista afirmou que, por aproximadamente três segundos, não houve qualquer tentativa de manobra evasiva. “Não posso dizer o que causou a falta de atenção”, declarou.
Testemunhas relataram que correram para socorrer a jovem. Uma delas contou que Soriah, coberta pelos airbags, respondeu “não estou bem” ao ser questionada. Ela sofreu uma parada cardíaca ainda no local e foi levada ao hospital após cerca de duas horas, em meio ao trânsito intenso, mas morreu em decorrência de hemorragia interna e graves danos no fígado.
O inquérito concluiu que a cantora não usava cinto de segurança no momento do acidente. Exames indicaram que seu nível de álcool no sangue estava abaixo do limite permitido. A causa exata da colisão, no entanto, não foi determinada.
Familiares acreditam que ela possa ter se distraído ou enfrentado problemas no veículo, que, segundo eles, costumava puxar para o lado. O caso também gerou indignação após vídeos da vítima ferida circularem nas redes sociais, incluindo o TikTok.
Descrita como uma artista em ascensão, Soriah planejava ampliar sua presença também no Spotify e se preparava para um possível avanço na carreira. Em nota, a família afirmou que a jovem era “leal, inspiradora e muito amada”.
Uma campanha criada na plataforma GoFundMe busca arrecadar recursos para o funeral e prestar homenagens à cantora.
A ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner, já condenada a seis anos de prisão por corrupção, comparece nesta terça-feira à Justiça em um novo processo no qual é acusada de integrar uma suposta rede de subornos entre políticos e empresários nos anos 2000.
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A ex-mandatária, que governou o país entre 2007 e 2015, cumpre pena em prisão domiciliar desde junho do ano passado e utiliza tornozeleira eletrônica. Esta será a primeira vez que Kirchner presta depoimento presencialmente neste megajulgamento, iniciado em novembro, que vinha sendo conduzido por videoconferência até então.
Pela manhã, centenas de apoiadores se reuniram em frente à residência da ex-presidente, em Buenos Aires, com bandeiras argentinas e faixas com a mensagem “Cristina livre”. Antes de seguir para o tribunal, ela acenou e sorriu para os simpatizantes.
Kirchner é acusada, junto a outros 85 ex-funcionários e empresários, de formar uma “associação ilícita” entre 2003 e 2015 para receber propinas em contratos de obras públicas. Segundo a acusação, ela seria a principal beneficiária do esquema, que teria começado durante o governo de seu marido e antecessor, Néstor Kirchner, morto em 2010.
A principal prova do caso são anotações feitas por um motorista ligado ao então Ministério do Planejamento, nas quais estariam registrados pagamentos de dinheiro. A defesa da ex-presidente sustenta que o material é falso e já apresentou diversos recursos para anular o processo, todos rejeitados.
Em publicação nas redes sociais, Kirchner classificou o julgamento como uma “farsa processual” e ironizou a convocação para depoimento presencial.
— Como não há pão, há circo — escreveu, ao sugerir que a medida busca gerar impacto midiático.
A ex-presidente também atribuiu o andamento do processo a uma tentativa do governo de Javier Milei de desviar a atenção de problemas internos, incluindo denúncias envolvendo criptomoedas.
Outro nome central no caso, o ex-ministro do Planejamento Julio De Vido, também deve depor nesta terça-feira. Caso seja considerada culpada, Kirchner pode ser condenada a até dez anos de prisão. Nesse cenário, ela ainda poderia solicitar o cumprimento da pena em regime domiciliar, como já ocorre atualmente.
O julgamento deve se estender até depois de 2026, diante do grande número de testemunhas previstas.
A força de uma tempestade histórica no Havaí destruiu, em poucas horas, o que levou anos para ser construído. O casal Tom e Carrie Bashaw, ambos na casa dos 80 anos, perdeu a casa onde vivia, em Maui, após o imóvel ser arrastado pela enchente provocada pelo transbordamento de um riacho durante a passagem de um ciclone Kona.
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O caso ganhou repercussão nas redes sociais nos últimos dias. Segundo a emissora Hawaii News Now, os Bashaw haviam investido todas as economias na propriedade, construída em Wailuku ao longo dos últimos anos. A casa principal começou a ser erguida em 2020, em um terreno elevado com vista para o riacho Iao, que normalmente apresenta baixo volume de água.
De acordo com o casal, a localização parecia segura. O imóvel ficava a cerca de 23 metros de distância do curso d’água e a aproximadamente 14 metros acima do nível do riacho. Ainda assim, na manhã de sábado (14), a situação mudou drasticamente. Com o volume recorde de chuvas, que chegou a 112 centímetros em algumas áreas, o riacho se transformou em um fluxo violento, capaz de arrancar árvores, erodir o solo e comprometer a estrutura da casa.
Tom contou à Hawaii News Now que começou a acompanhar a elevação da água na sexta-feira, quando percebeu que o riacho já derrubava árvores próximas à propriedade. Com o avanço da erosão, a terra entre a casa e a margem cedeu rapidamente. Após a queda de árvores, incluindo um eucalipto e uma mangueira, o casal decidiu agir às pressas. “Começamos a colocar as coisas em sacos e a arrumar tudo”, disse.
Em menos de uma hora, o cenário se agravou. “O rio chegou até a beira do deck dos fundos”, relatou. Diante do risco iminente, os dois deixaram a casa por volta das 21h, levando apenas o essencial e os gatos de estimação, Civa e Ty. Eles passaram a noite em um celeiro na propriedade.
Ao retornarem no dia seguinte, encontraram um cenário de destruição. Parte da casa já havia desaparecido. “A parte de trás inteira estava no rio”, afirmou Tom. Ao longo do sábado, outras estruturas também foram levadas pela correnteza, incluindo a garagem, que desabou minutos após ele retirar os últimos itens do local.
Sem seguro contra inundações, já que a área não era considerada de risco, o casal agora tenta recomeçar. Desde então, eles têm dormido em colchões infláveis dentro de um contêiner na própria propriedade, segundo informações de uma campanha criada na plataforma GoFundMe por Stephanie Ichinose, filha de Carrie. Até a noite de segunda-feira, a arrecadação havia alcançado cerca de US$ 48,5 mil, destinados a despesas emergenciais, moradia temporária e reconstrução.
Na página, Ichinose descreveu a perda como devastadora. “O que antes era um lar seguro e confortável, construído com carinho pelo próprio Tom, agora é apenas uma lembrança”, escreveu.
A tempestade que atingiu o Havaí também deixou um rastro de destruição em outras ilhas. O fenômeno começou na quinta-feira por Kauai e Oahu e avançou pelo estado ao longo da semana, provocando apagões que afetaram cerca de 100 mil pessoas. Na segunda-feira, milhares de clientes da Hawaiian Electric ainda permaneciam sem energia em regiões como Oahu, Maui e a Ilha do Havaí.
Apesar das perdas, o casal tem demonstrado resiliência em meio à tragédia. “A Mãe Natureza vence. Ela não nos levou, só levou a casa. Somos gratos por isso. Temos um ao outro”, disse Tom à emissora local.

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