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Uma viagem de seis dias a Nova York terminou na Justiça para o turista alemão Faycal Manz, que pediu o equivalente a mais de R$ 100 milhões em indenizações após relatar uma série de episódios que classificou como traumáticos durante sua estadia nos Estados Unidos. As ações, no entanto, foram rejeitadas por tribunais americanos.
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Morador de Schemmerhofen, no sul da Alemanha, Manz viajou aos EUA em agosto de 2024 com planos turísticos, incluindo uma visita ao US Open. Ao retornar ao país de origem, decidiu processar uma rede de restaurantes, o Walmart e o Departamento de Polícia de Nova York (NYPD), alegando danos físicos e emocionais.100
O primeiro caso envolve uma unidade da rede Los Tacos No. 1, em Manhattan. Segundo Manz, após consumir um taco com molho salsa, ele teria apresentado ardência na boca, náuseas e diarreia. No processo, pediu US$ 100 mil (cerca de R$ 525 mil) por suposta falha do restaurante em alertar sobre o nível de picância do alimento.
A Justiça rejeitou o pedido. O juiz federal Dale E. Ho entendeu que o turista não conseguiu comprovar negligência por parte do estabelecimento. Em sua defesa, a empresa argumentou que qualquer desconforto decorreu da própria escolha do cliente.
Outro processo foi direcionado ao Walmart, após Manz não conseguir acessar o Wi-Fi de uma loja em Nova Jersey com seu celular alemão. Ele alegou ter sofrido discriminação e pediu US$ 10 milhões (cerca de R$ 52,5 milhões). O caso também foi arquivado. O juiz considerou que a situação não configurava violação de direitos civis e apontou que o turista poderia ter utilizado alternativas para acessar a rede.
O terceiro episódio citado ocorreu após Manz acionar a polícia ao presenciar uma suposta agressão a um morador de rua próximo à Times Square. Ele afirmou que os agentes não registraram seu depoimento, o que teria causado insônia e sintomas psicológicos. O pedido de indenização, novamente de US$ 10 milhões, foi posteriormente retirado pelo próprio autor.
As decisões judiciais consideraram as alegações infundadas ou insuficientes para sustentar responsabilidade legal dos envolvidos. Em todos os casos, os réus sustentaram que os danos alegados decorreram de interpretação pessoal do turista sobre os acontecimentos.
Uma estrutura em forma de lua crescente, com cerca de 4,5 metros de altura, foi encontrada completamente destruída no topo da chamada Montanha A, na cidade de Tempe, no estado do Arizona (EUA). O símbolo havia sido instalado para marcar o período do Ramadã e era fruto de um projeto conduzido por estudantes universitários.
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Em comunicado divulgado nesta terça-feira (17), a prefeitura informou que a peça, iluminada e visível a partir do centro da cidade, havia sido reinstalada recentemente após anos de ausência. “Um grupo de estudantes projetou e construiu uma lua crescente para celebrar o feriado com toda a comunidade”, afirmou a administração municipal, acrescentando que o objeto foi localizado “completamente destruído”.
Segundo as autoridades, o prejuízo é estimado em cerca de US$ 20 mil. A polícia local abriu investigação sobre o caso, de acordo com informações da emissora 12 News.
Confira:
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Símbolo religioso e reação das autoridades
A prefeitura ressaltou o valor simbólico da estrutura para os muçulmanos. A lua crescente marca o início do Ramadã, nono mês do calendário islâmico, e está associada a práticas como jejum, oração, reflexão e caridade, conforme descreve a American Halal Foundation.
“Não há lugar em nossa comunidade para esse tipo de ódio. Pessoas de todas as crenças são bem-vindas em Tempe e têm o direito de se sentir seguras”, afirmou o governo local. A administração também informou que o policiamento foi reforçado nas proximidades de locais de culto durante o período festivo e que mantém diálogo com líderes religiosos.
A estrutura havia sido reinstalada em 2023 por meio de uma iniciativa conjunta da Aliança Muçulmana do Arizona, do conselho shura local e da Associação de Estudantes Muçulmanos da Universidade Estadual do Arizona. O projeto contou com voluntários, doadores e apoio de uma empresa de construção.
Localizada a cerca de 300 metros acima do centro de Tempe, a Montanha A já recebeu outros símbolos religiosos ao longo dos anos, como representações dos Reis Magos no Natal, uma cruz na Páscoa e uma estrela de Hanukkah.
Neste ano, a lua crescente foi erguida no início do Ramadã, em 17 de fevereiro. O período religioso termina nesta semana, com celebrações que se estendem até o fim de semana.
Relatos de organizadores indicam que o símbolo atraía visitantes de diferentes religiões e despertava interesse sobre o significado do Ramadã entre moradores da região. Para integrantes da comunidade muçulmana, a instalação também tinha papel de representatividade e inclusão.
A destruição ocorre em um contexto de aumento de tensões internacionais, após recentes conflitos envolvendo o Irã. Segundo a emissora Arizona Family, autoridades locais já haviam intensificado a segurança em locais religiosos antes do incidente, e o reforço deverá continuar durante as celebrações.
A Terra está girando mais lentamente, em um processo associado ao derretimento das calotas polares provocado pelas mudanças climáticas. A desaceleração tem como efeito direto o alongamento da duração dos dias, ainda que em escala de milissegundos.
Entre 2000 e 2020, a duração dos dias aumentou em 1,33 milissegundo por século, de acordo com pesquisa publicada na revista científica Journal of Geophysical Research: Solid Earth, conduzida por cientistas da ETH Zurique e da Universidade de Viena.
Como o derretimento altera a rotação da Terra?
O mecanismo por trás do fenômeno ocorre em etapas. Com o aquecimento global, o gelo das regiões polares derrete. A água resultante se desloca em direção a áreas próximas ao equador, alterando a distribuição de massa do planeta. Essa redistribuição aumenta o momento de inércia da Terra e reduz sua velocidade de rotação.
A pesquisa aponta que essa desaceleração é a mais intensa desde o final do Plioceno, há cerca de 3,6 milhões de anos, e já supera a influência tradicional da Lua sobre a rotação terrestre.
A explicação é comparada ao movimento de um patinador artístico. Segundo Mostafa Kiani Shahvandi, da Universidade de Viena e coautor do estudo, “Nunca antes esse ‘patinador’ levantou seus braços e os níveis dos mares tão rapidamente quanto entre 2000 e 2020”. Na analogia, ao abrir os braços, o patinador afasta a massa do eixo e reduz a velocidade de rotação — efeito semelhante ao que ocorre com a Terra ao redistribuir água em direção ao equador.
Para chegar às conclusões, os pesquisadores analisaram dados paleoclimáticos que remontam a até 3,6 milhões de anos. Parte dessas informações foi obtida a partir de foraminíferos bentônicos, micro-organismos marinhos fossilizados cuja composição química permite reconstruir níveis antigos do mar.
O estudo também utilizou um método baseado em inteligência artificial, chamado Modelo de Difusão Informado pela Física (PIDM), que combina aprendizado de máquina com leis físicas para reconstruir mudanças na duração dos dias ao longo do tempo.
Impacto humano supera fatores naturais
Embora outros fatores também influenciem a rotação da Terra — como o movimento do núcleo, a pressão atmosférica e a gravidade da Lua —, os pesquisadores indicam que o impacto das atividades humanas, via mudanças climáticas, está se tornando dominante.
O texto destaca a diferença entre eventos pontuais e tendências de longo prazo. Apesar de registros isolados de aceleração, como o observado em 4 de julho de 2024, a tendência predominante é de desaceleração contínua.
Mesmo sendo variações mínimas, os efeitos têm relevância prática. Alterações de milissegundos afetam a sincronização do tempo global, com impacto em relógios atômicos, sistemas de navegação e operação de satélites.
Segundo Benedikt Soja, da ETH Zurique, até o fim do século XXI o impacto das mudanças climáticas sobre a rotação terrestre deve superar o efeito da Lua, o que pode impor desafios adicionais a sistemas tecnológicos de alta precisão e exigir ajustes mais complexos.
A morte da turista britânica Janet Taylor Easton, de 67 anos, pisoteada por um elefante durante um safári na Zâmbia, foi oficialmente registrada como acidente. O veredito foi proferido nesta terça-feira (17) pela assistente do legista Caroline Chandler, em audiência no Tribunal do Legista de Bradford, após análise de relatório enviado pelo Ministério do Turismo zambiano.
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Easton morreu em 3 de julho de 2025, no Parque Nacional de South Luangwa, junto com a prima Alison Taylor, também de 67 anos, da Nova Zelândia. Segundo o inquérito apresentado pela BBC, as duas participavam de um safári a pé organizado pela agência Expert Africa e haviam saído do acampamento nas primeiras horas do dia para uma caminhada guiada até o rio Luangwa.
Ataque ocorreu “em questão de segundos”
De acordo com Chandler, o grupo era acompanhado por um guia e um rastreador quando avistou, à distância, uma elefanta com um filhote. Os animais “pareciam tranquilos”, e o trajeto foi ajustado para evitar que o grupo fosse detectado.
O ataque, porém, aconteceu rapidamente. O rastreador percebeu o animal se aproximando por trás e alertou o guia, que chegou a disparar um tiro de advertência. O elefante não recuou e avançou sobre o grupo. Easton caiu e foi atingida. A causa da morte foi registrada como traumatismos torácicos provocados pelo ataque.
Ainda segundo o inquérito, o animal foi ferido pelos disparos, mas não foi possível impedir o ataque. As duas turistas morreram no local.
Durante a audiência, Chandler afirmou que a vítima “não poderia prever” o desfecho da atividade. Ao se dirigir à família, destacou que ainda há questionamentos em aberto e expressou o desejo de que respostas possam trazer algum alívio.
Easton, também conhecida como Janice, foi professora de química por quase quatro décadas na Titus Salt School, em Bradford, até se aposentar em 2022. Após deixar o magistério, passou a viajar com frequência, incluindo visitas à Nova Zelândia, Canadá e Brasil.
O grupo estava no quarto dia de estadia no acampamento e seguia para outra base na região quando ocorreu o ataque. Uma homenagem publicada por uma moradora local descreveu o episódio como um momento de “tristeza” durante uma caminhada ao amanhecer, destacando que, apesar da presença de guias experientes, a reação da elefanta, possivelmente motivada pela proteção do filhote, foi imediata.
O Parque Nacional de South Luangwa é conhecido por abrigar uma das maiores densidades de vida selvagem da África. Elefantas com crias tendem a reagir de forma agressiva diante de possíveis ameaças, comportamento considerado instintivo por especialistas.
O desaparecimento de um estudante universitário americano em Barcelona, na Espanha, mobiliza autoridades locais e gera apreensão entre familiares e amigos. James “Jimmy” Gracey, de 20 anos, natural de Elmhurst, nos arredores de Chicago, não é visto desde a madrugada de terça-feira, após passar a noite em uma boate na região da Vila Olímpica.
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A rede de TV americana CBS News detalha que Gracey estava na cidade para visitar amigos que participam de programas de intercâmbio durante as férias de primavera. Segundo a família, ele foi visto pela última vez no clube Shoko, localizado na praia de Barceloneta, entre 3h e 4h da manhã (horário local). Desde então, não fez mais contato.
“A polícia está com o celular dele, mas ele não conseguiu voltar para o Airbnb”, escreveu a mãe, Therese Marren Gracey, em publicação nas redes sociais.
De acordo com relatos de familiares, o jovem estava acompanhado de um grupo de amigos no local. A boate informou que entregou às autoridades imagens das câmeras de segurança da noite do desaparecimento, que agora são analisadas pela polícia.
Informações divulgadas pela imprensa espanhola indicam que investigadores trabalham com a hipótese de que Gracey não tenha deixado o local sozinho. Fontes policiais classificam o caso como fora do padrão habitual, o que ampliou a atenção das autoridades.
As buscas se concentram na região da Vila Olímpica e arredores. Equipes utilizam helicópteros e unidades marítimas para vasculhar a área costeira, enquanto imagens de monitoramento são analisadas em busca de pistas sobre o paradeiro do estudante.
A família descreve o desaparecimento como algo totalmente fora do comportamento do jovem.
“É completamente atípico para ele não entrar em contato com familiares e amigos”, afirmou a família em comunicado.
Gracey foi visto pela última vez usando camiseta branca, calça escura — possivelmente de moletom — e uma corrente de ouro com uma cruz. Ele tem cerca de 1,85 metro de altura e pesa aproximadamente 79 quilos.
O caso também mobilizou autoridades dos Estados Unidos. O gabinete do senador Dick Durbin informou que já está em contato com a família e com o Departamento de Estado, que declarou estar preparado para oferecer assistência consular.
Enquanto as investigações avançam, familiares reforçam o apelo por informações que possam ajudar a localizar o jovem.
— É um pesadelo que você acha que nunca vai acontecer com a sua família — disse uma tia. — Estamos fazendo tudo o que podemos para trazê-lo para casa em segurança.
Uma ursa conhecida como Blondie foi submetida à eutanásia após atacar uma mulher que passeava com seu cachorro em Monrovia, região montanhosa do condado de Los Angeles, na Califórnia. O caso, ocorrido no sábado (14), deixou dois filhotes órfãos e mobilizou moradores que tentaram evitar o sacrifício do animal.
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De acordo com o administrador municipal, Dylan Feik, a ursa atacou a mulher com as garras enquanto seus filhotes estavam escondidos em uma toca sob uma casa próxima. A vítima sofreu ferimentos leves. Segundo o tenente da polícia local, Kevin Oberon, o animal avançou em direção à mulher e a atingiu na parte de trás do joelho. Um vizinho relatou que a cena envolveu gritos, latidos constantes e o urso em posição defensiva.
Decisão eutanásia e controvérsia
Blondie e seus filhotes foram capturados pelo Departamento de Pesca e Vida Selvagem da Califórnia (CDFW) no dia seguinte ao ataque. Em comunicado, o porta-voz da agência, Cort Klopping, afirmou que o animal foi classificado como uma “ursa de segurança pública”, o que levou à decisão de eutanásia — medida descrita como último recurso quando há risco à população e impossibilidade de retorno seguro à natureza.
A decisão gerou críticas. O Conselho Municipal de Monrovia havia solicitado a realocação da ursa e dos filhotes para a Floresta Nacional de Angeles, mas, segundo Feik, quando a cidade conseguiu dialogar com as autoridades estaduais, a decisão já havia sido tomada.
Nas redes locais, uma petição reuniu quase 4 mil assinaturas pedindo que Blondie fosse reabilitada. “Ela é uma mãe criando filhotes em uma paisagem compartilhada entre vida selvagem e comunidades humanas”, dizia o texto, defendendo alternativas à eutanásia.
Klopping, no entanto, descartou a realocação. Segundo ele, ursos possuem forte memória espacial e tendem a retornar aos locais de origem, o que pode perpetuar conflitos. O CDFW também informou que o DNA de Blondie coincidiu com o de um ataque anterior a um idoso, registrado em junho do ano passado na mesma cidade.
Imagens exibidas por emissoras como KNBC, KTTV e KTLA mostraram a ursa circulando pelo bairro com os filhotes dias antes do incidente. Após a captura, os filhotes foram encaminhados a um centro de reabilitação de vida selvagem, onde permanecerão até terem condições de retornar ao habitat natural.
O órgão reforçou que o episódio evidencia a necessidade de medidas preventivas, como vedação de espaços sob residências e descarte adequado de lixo, para reduzir a aproximação de animais silvestres e evitar novos confrontos.
Um juiz federal de imigração negou o pedido de asilo da família de Liam Conejo Ramos, menino de 5 anos cuja detenção por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) provocou repercussão nacional no início deste ano. A decisão também determina a deportação da família, mas o caso ainda será analisado em instância superior após recurso apresentado pela defesa.
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De acordo com o Distrito Escolar Público de Columbia Heights, em Minnesota, onde Liam estuda, o encerramento do processo foi considerado “de partir o coração”. Em nota, a instituição afirmou que segue apoiando a criança e demonstrou esperança em uma reversão da decisão.
“Entendemos que esta decisão será alvo de recurso e continuamos esperançosos por um desfecho positivo”, declarou o distrito, segundo a rede americna CBS News.
O advogado da família, Paschal Nwokocha, informou que a decisão foi tomada há algumas semanas por um juiz de imigração em Nova York, mas só agora veio a público. Segundo ele, o recurso já foi encaminhado ao Conselho de Apelações de Imigração (BIA), o que permite que a família permaneça nos Estados Unidos até que haja uma decisão final.
— O problema é que eles não tiveram a oportunidade de contar sua história. O processo foi encerrado sem que pudessem apresentar os méritos do caso — afirmou.
O caso ganhou notoriedade em janeiro, quando Liam foi detido junto com o pai, Adrian Alexander Conejo Ramos, na porta de casa, logo após retornarem da pré-escola. Segundo relatos de funcionários da escola, agentes teriam usado a presença da criança para facilitar a abordagem e entrar na residência.
Pai e filho foram levados para um centro de processamento de imigração no Texas, mas acabaram liberados semanas depois por decisão do juiz distrital Fred Biery, que criticou duramente a condução do caso. Na ocasião, ele classificou a ação do governo como parte de uma política “mal concebida”, que poderia resultar em traumas a crianças.
As autoridades de imigração, por sua vez, apresentaram versões divergentes. O Departamento de Segurança Interna afirmou anteriormente que a criança teria sido abandonada pelo pai, versão contestada pela defesa.
A família, de origem equatoriana, entrou nos Estados Unidos em 2024 por meio de um sistema criado durante o governo Biden, que permitia o agendamento de pedidos de asilo por aplicativo. O governo, no entanto, afirma não ter registro do uso da ferramenta no caso específico.
A Inglaterra se prepara para inaugurar uma trilha contínua ao longo de toda a sua costa, em um projeto de grande escala com impacto no turismo, no acesso público e na gestão ambiental. Com 4.327 quilômetros de extensão, a rota é a mais longa trilha costeira gerida do mundo, desenvolvida pela Natural England.
Batizada de King Charles III England Coast Path, a trilha cria, pela primeira vez, um caminho ininterrupto ao redor do país, permitindo caminhar ao lado do mar por longas distâncias e sem grandes interrupções.
Inglaterra inaugura trilha costeira contínua de 4,3 mil quilômetros, a mais longa do mundo
Reprodução/Youtube
O percurso atravessa uma variedade de paisagens, como pântanos salgados, praias, falésias, dunas e cidades costeiras históricas. Entre os destaques está a formação calcária de Seven Sisters, em East Sussex, agora integrada a uma nova reserva natural.
Embora parte da rota já existisse, o projeto exigiu a criação de mais de 1.609 quilômetros de novos trechos, além de melhorias em caminhos antigos. As intervenções incluíram recapeamento, remoção de porteiras, construção de passarelas e instalação de pontes.
Inglaterra inaugura trilha costeira contínua de 4,3 mil quilômetros, a mais longa do mundo
Reprodução/Youtube
A iniciativa foi iniciada durante o governo de Gordon Brown e levou 18 anos para avançar, atravessando sete primeiros-ministros. Atualmente, cerca de 80% do trajeto já está aberto, com conclusão prevista para o fim do ano.
Líder do projeto na Natural England, Neil Constable avalia a iniciativa como “brilhante”.
— A melhor coisa que farei na minha vida profissional — resume.
Ele ressalta que o diferencial não está apenas na extensão, mas na possibilidade de caminhar livremente ao longo da costa, em qualquer direção.
Inglaterra inaugura trilha costeira contínua de 4,3 mil quilômetros, a mais longa do mundo
Reprodução/Youtube
A viabilização da trilha exigiu a criação da Lei de Acesso Marinho e Costeiro, de 2009, que ampliou o acesso público ao litoral e permitiu a continuidade da rota. Com isso, novas áreas foram abertas, como praias, dunas e topos de falésias, além de melhorias de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida.
O projeto também buscou aproximar o trajeto do mar e conectar trechos antes isolados, preenchendo lacunas históricas.
Ainda assim, há pontos de interrupção. No rio Mersey, a travessia é feita por balsa. Já no rio Erme, em Devon, não há ponte ou embarcação, e a passagem precisa ser feita a pé em janelas limitadas pela maré. Sobre essas dificuldades, Constable afirma que “faz parte da experiência”.
Adaptação às mudanças climáticas
A trilha foi projetada com adaptações às mudanças climáticas, como o aumento das chuvas e a elevação do nível do mar. Há previsão legal para deslocar o trajeto para o interior, mecanismo conhecido como “recuada” pela Natural England.
Inglaterra inaugura trilha costeira contínua de 4,3 mil quilômetros, a mais longa do mundo
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Um caso concreto ocorreu em Dorset, onde um deslizamento destruiu parte do caminho. Segundo Lorna Sherriff, responsável pelo South West Coast Path, “a trilha foi fechada e um desvio foi implementado”. O novo trecho aumentou o percurso em cerca de 2,4 quilômetros e passou a utilizar estradas. A solução definitiva incluiu o recuo de 15 metros, com acordo com um proprietário local, o que permitiu reabertura rápida.
— Sem essa previsão de recuo, isso teria levado meses — afirmou.
A iniciativa é vista como “transformadora” por Jack Cornish, diretor da organização Ramblers na Inglaterra. Ele destaca os ganhos de acesso.
— Ela cria uma faixa de acesso desde a trilha até a linha da maré alta, o que significa que você pode sair do caminho para explorar as praias — diz. E acrescenta: — Você pode fazer piqueniques e, em uma nação insular, realmente aproveitar nosso litoral pela primeira vez.
Inglaterra anuncia trilha costeira contínua de 4,3 mil quilômetros, a mais longa do mundo
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A nova trilha também se conecta ao Wales Coast Path, de 1.400 quilômetros, o primeiro a contornar toda a costa de um país. Na Escócia, embora não exista uma rota única oficial, grande parte do litoral já é acessível por lei, com cerca de 8.851 quilômetros.
Somadas, as trilhas da Grã-Bretanha podem chegar a aproximadamente 14.484 quilômetros, percurso que levaria quase dois anos para ser concluído, considerando caminhadas de 24 quilômetros por dia, sem pausas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou destruir os campos de gás iranianos se Teerã continuar seus ataques contra o Catar, o segundo maior exportador mundial de gás natural liquefeito, em uma escalada que voltou a elevar os preços do petróleo nesta quinta-feira.
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Entenda em 5 pontos: Por que é tão difícil reabrir o Estreito de Ormuz, rota vital para o transporte global de 20% do petróleo?
Se o Irã “decidir imprudentemente atacar” o Catar, então os Estados Unidos, “com ou sem a ajuda e o consentimento de Israel, destruirão massivamente todo o campo de gás de South Pars”, escreveu o presidente dos Estados Unidos em sua plataforma Truth Social.
Ele também confirmou que o ataque de quarta-feira a esse campo iraniano no Golfo foi responsabilidade de Israel e que os Estados Unidos “não tinham conhecimento” dessa ação.
Em represália, o Irã atacou na quarta-feira Ras Laffan, no Catar, o maior complexo industrial e porto de exportação de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, e voltou a fazê-lo na quinta-feira.
A empresa estatal de energia do Catar, QatarEnergy, relatou “danos consideráveis” na madrugada de quinta-feira, mas os incêndios provocados pelo ataque foram controlados, segundo o Ministério do Interior, que não registrou vítimas.
O Catar é o segundo maior exportador mundial de GNL, e o Ministério das Relações Exteriores lamentou que os ataques na região “ultrapassaram todas as linhas vermelhas ao ter como alvo civis, assim como instalações civis e vitais”.
Por sua vez, Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, também fechou um centro de processamento de gás natural após a queda de destroços de mísseis interceptados.
Esse novo episódio na guerra iniciada em 28 de fevereiro pela ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã impulsionou os preços do petróleo, levando o barril de Brent a mais de 112 dólares nesta quinta-feira.
Os temores de uma ampliação do conflito para todo o Oriente Médio se intensificaram, e a Arábia Saudita afirmou que “reserva-se o direito” de responder militarmente ao Irã, que ataca regularmente seu território com drones e mísseis.
Corredor seguro
O bloqueio por parte do Irã do estratégico estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo e do gás mundiais, permanece no centro das atenções.
Ao sul do estreito, no Golfo de Omã, um navio foi atingido nesta quinta-feira por um “projétil desconhecido” e um incêndio foi declarado a bordo, segundo a agência marítima britânica UKMTO. Outro navio foi atingido em frente à costa catariana de Ras Laffan, segundo a mesma fonte.
A Organização Marítima Internacional (OMI) reúne-se de forma urgente nesta quinta-feira em Londres para exigir a criação de um corredor marítimo seguro para evacuar os navios bloqueados no Golfo.
O órgão da ONU responsável pela segurança no mar estima que 20 mil marinheiros aguardam atualmente a bordo de 3.200 navios perto do estreito de Ormuz.
Assim como no Federal Reserve dos Estados Unidos, o forte aumento dos preços da energia devido à guerra dominará nesta quinta-feira a reunião do Banco Central Europeu, que teme consequências para a inflação e o crescimento.
O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu nesta quinta-feira uma moratória nos ataques à infraestrutura energética, após uma conversa com Trump e o emir do Catar, Tamim bin Hamad al Thani.
— As populações civis e suas necessidades essenciais, assim como a segurança do abastecimento energético, devem ser preservadas da escalada militar — afirmou Macron.
Em quase três semanas, a guerra deixou mais de 2.200 mortos, segundo as autoridades, principalmente no Irã e no Líbano, o segundo front de guerra, onde se enfrentam Israel e o movimento pró-iraniano Hezbollah.
A China condenou nesta quinta-feira como “inaceitável” o assassinato do chefe de segurança e dirigente histórico da República Islâmica do Irã, Ali Larijani, em um bombardeio aéreo israelense.
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“Sempre nos opusemos ao uso da força nas relações internacionais. As ações destinadas a assassinar dirigentes iranianos e atacar alvos civis são ainda mais inaceitáveis”, declarou em coletiva de imprensa o porta-voz diplomático chinês Lin Jian.
Larijani é a figura de mais alto perfil a morrer nos ataques israelenses e americanos depois do líder supremo Ali Khamenei, assassinado no dia em que começaram os bombardeios contra o Irã, em 28 de fevereiro.
“A China insta as partes envolvidas a cessar imediatamente as operações militares e evitar que a situação regional saia do controle”, acrescentou Lin.
A China é aliada do Irã e tem pedido aos Estados Unidos e a Israel que interrompam seus ataques contra o país, ao mesmo tempo em que critica os bombardeios iranianos contra países do Golfo que abrigam bases militares americanas.
Declaração de vingança
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou, em comunicado, que lançou mísseis contra o centro de Israel “em vingança pelo sangue do mártir Ali Larijani e de seus companheiros”. Um dia antes, o Estado judeu afirmou ter matado o chefe de segurança do país, além do comandante da força paramilitar Basij, Gholamreza Soleimani. Nesta quarta, Israel também disse ter matado o ministro da Inteligência do Irã, Esmail Khatib, embora autoridades iranianas ainda não tenham confirmado o ocorrido — algo que tem sido comum ao longo da guerra.
— Surpresas significativas são esperadas ao longo deste dia em todas as frentes — disse nesta quarta o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, sem dar mais detalhes.
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Os nomes de Larijani e Soleimani — e, se confirmado, também de Khatib — se somam à lista de líderes iranianos assassinados pelos EUA e por Israel, que inclui o líder supremo Ali Khamenei, morto no primeiro dia de guerra. Agora, o Exército israelense afirmou estar determinado a “localizar, encontrar e neutralizar” o sucessor de Khamenei, Mojtaba, que não aparece em público desde que foi nomeado, há mais de uma semana. À imprensa, o porta-voz da polícia de Israel declarou:
— Não sabemos nada sobre Mojtaba Khamenei. Não o ouvimos, não o vemos, mas podemos dizer uma coisa: vamos rastreá-lo, encontrá-lo e neutralizá-lo.
Enquanto isso, o Irã realizou nesta quarta-feira os funerais de Larijani e de seu filho, também morto em um ataque israelense, além de Soleimani e dos mais de 80 marinheiros da fragata afundada por um submarino americano nas costas do Sri Lanka. Imagens exibidas pela televisão estatal mostraram milhares de pessoas acompanhando o cortejo em Teerã, com bandeiras iranianas e retratos dos mortos. As autoridades anunciaram o funeral de Khamenei há duas semanas, mas depois adiaram a cerimônia por tempo indeterminado.
Uma das autoridades mais relevantes da República Islâmica a morrer desde o início do conflito, Larijani teve uma trajetória marcada por posições-chave. Ele já foi ministro, presidente do Parlamento e candidato à Presidência em diversas ocasiões. Oriundo de uma tradicional família iraniana, construiu uma carreira que o colocou entre os principais articuladores políticos do regime. Nos bastidores, seu nome era associado a possíveis negociações delicadas, incluindo cenários de transição política e interlocução com potências estrangeiras, como os EUA — hipótese que ganhou peso após a morte do aiatolá.
Khatib, por sua vez, havia sido alvo de sanções pelo Departamento do Tesouro americano em 2022 por “envolver-se em atividades cibernéticas contra os Estados Unidos e seus aliados”. O Tesouro também classificou o Ministério da Inteligência iraniano, em outra rodada de sanções, como “um dos principais serviços de segurança do governo iraniano, responsável por graves violações de direitos humanos”: “Sob sua liderança, o (Ministério da Inteligência) reprimiu um grande número de defensores de direitos humanos, ativistas pelos direitos das mulheres, jornalistas, cineastas e membros de minorias religiosas”, afirmou.
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Escalada militar
A escalada militar tem ampliado o impacto regional do conflito. O Irã passou a atacar interesses dos Estados Unidos e a atingir infraestruturas estratégicas no Golfo, além de manter pressão sobre o Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte global de petróleo e gás. Autoridades iranianas alertaram que as repercussões econômicas da guerra tendem a se intensificar.
Em resposta, forças americanas realizaram bombardeios contra instalações militares iranianas ligadas ao lançamento de mísseis, incluindo alvos associados à ameaça ao tráfego marítimo no estreito. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou aliados que resistem a se envolver diretamente no conflito, mas afirmou que Washington não depende de apoio externo para suas operações.
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Enquanto isso, o conflito se estende para outras frentes. No Líbano, ataques israelenses atingiram áreas fora dos subúrbios ao sul de Beirute — reduto do grupo xiita Hezbollah — e deixaram ao menos 12 mortos e dezenas de feridos, segundo o Ministério da Saúde libanês. Outras vítimas foram registradas no Vale do Bekaa e em Sidon.
O Hezbollah, apoiado pelo Irã, mantém ataques contra Israel desde o início da guerra, ampliando a instabilidade na região. O número de mortos no Líbano continua a crescer, enquanto milhares de deslocados buscam abrigo em cidades do sul do país, muitas vezes em condições precárias.
(Com AFP)

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