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As Forças Armadas de Israel (IDF, na sigla em inglês) afirmaram nesta quinta-feira que o bombardeio na Travessia de Qasmiya, no sul do Líbano, que feriu dois jornalistas da rede estatal russa RT, havia sido alertado previamente a todos os civis.
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Em comunicado, o IDF afirmou que “um aviso explícito havia sido emitido em relação a essa área” e que a região foi atingida “após tempo suficiente ter decorrido desde o aviso”.
Na nota, a força militar reforçou, ainda, que “não tem como alvo civis nem jornalistas” e sustentou que a área onde a equipe estava havia sido previamente evacuada. A corporação destacou que o jornalista “não era, de forma alguma, o alvo da operação”.
“A ação teve como objetivo uma travessia específica utilizada para abastecimento e suporte logístico do grupo terrorista Hezbollah. O Hezbollah utilizava essa travessia para movimentação de terroristas e para transferir milhares de armas, incluindo foguetes e lançadores de foguetes destinados a serem usados contra tropas da IDF e civis israelenses em ataques terroristas”, afirmou o major Rafael Rozenszajn, porta-voz das IDF para a língua portuguesa.
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As forças israelenses reiteraram que a população civil foi previamente alertada e orientada a evacuar a área, como parte dos protocolos para reduzir riscos a não combatentes.
“As IDF continuam atuando para neutralizar ameaças à segurança do país, seguindo medidas operacionais que buscam reduzir danos colaterais sempre que possível”, acrescentou o comunicado.
Veja vídeo do bombardeio e posicionamento russo
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Um vídeo divulgado pela RT mostra o jornalista Steve Sweeney usando um colete à prova de balas com a inscrição “Press”, ou “Imprensa”, e falando diante da câmera momentos antes de uma explosão ocorrer a poucos metros. A emissora afirma que as imagens registram o instante em que “um míssil israelense atingiu perto dos jornalistas da RT”, deixando ambos feridos.
Segundo autoridades russas, o episódio não pode ser tratado como acidental.
“No contexto do assassinato de 200 jornalistas em Gaza, não se pode qualificar o que aconteceu hoje como acidental”, declarou a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, em publicação no Telegram que continha o vídeo, sem citar diretamente Israel.
De acordo com a Ruptly, agência afiliada à RT, os profissionais estavam no sul do Líbano, onde Israel conduz uma ampla ofensiva contra o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, com o objetivo de estabelecer uma “zona de amortecimento”. A embaixada russa no país também condenou o incidente e pediu “uma investigação adequada”.
Durante décadas, os presidentes americanos evitaram falar duramente sobre o ataque japonês a Pearl Harbor em 1941, preferindo concentrar-se no aprofundamento dos laços com Tóquio, que tem sido uma aliada constante desde a Segunda Guerra Mundial. Não é o caso do presidente Donald Trump. Em uma reunião, de resto cordial, com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, no Salão Oval nesta quinta-feira, Trump invocou o ataque japonês de 7 de dezembro de 1941, que levou os Estados Unidos à Segunda Guerra Mundial. Ele respondia a uma pergunta sobre por que o Japão e outros aliados não haviam recebido aviso prévio do ataque conjunto EUA-Israel ao Irã.
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— Não contamos a ninguém porque queríamos fazer uma surpresa. Quem entende melhor de surpresas do que o Japão, certo? — disse Trump no Salão Oval. — Por que vocês não nos contaram sobre Pearl Harbor, entendeu?
Takaichi, que dependia de um intérprete, não disse nada, mas pareceu conter um leve suspiro ao se remexer na cadeira, com pelo menos um gemido audível ouvido na sala lotada de repórteres americanos e japoneses.
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Em 7 de dezembro de 1941, o Japão Imperial lançou um ataque preventivo à importante base americana no Pacífico, em Pearl Harbor, Havaí, na esperança de desferir um golpe decisivo antes da esperada entrada dos EUA na Segunda Guerra Mundial.
Mais de 2.400 americanos morreram no ataque que, segundo o presidente Franklin D. Roosevelt, ficaria marcado na História. Os Estados Unidos encerraram a Segunda Guerra Mundial lançando duas bombas atômicas sobre o Japão, o único uso de armas nucleares na História.
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A história da guerra continua sendo um tema delicado para os japoneses, que durante décadas cultivaram uma estreita aliança com os Estados Unidos e esperavam superar as lembranças do conflito.
A própria Takaichi é conhecida por suas visões nacionalistas, tendo afirmado no passado que o Japão travou uma guerra defensiva e que pediu desculpas demais às nações asiáticas que sofreram.
No ano passado, Trump fez outra alusão surpreendente à Segunda Guerra Mundial quando se encontrou com o chanceler alemão Friedrich Merz, dizendo-lhe que o desembarque das tropas aliadas no Dia D, na França ocupada pelos nazistas, “não foi um dia agradável para você”. Merz respondeu que os alemães tinham uma dívida para com os americanos, pois, a longo prazo, “esta foi a libertação do meu país da ditadura nazista”.
Trump justificou seu ataque ao Irã dizendo que o país estava prestes a obter uma arma nuclear — uma alegação não apoiada pela agência de vigilância nuclear da ONU e pela maioria dos observadores — e pediu aos iranianos que derrubassem seu estado clerical, embora não tenha chegado a fazer da mudança de regime um objetivo.
Tom amigável
Apesar do desconforto pela fala, a reunião correu relativamente bem. Dias depois de criticar duramente os aliados dos EUA, incluindo o Japão, por não atenderem aos seus apelos para ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz, Trump elogiou os esforços de Tóquio relacionados à guerra no Oriente Médio em termos vagos.
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— Acredito que, com base nas declarações que nos foram dadas ontem, anteontem, referentes ao Japão, eles estão realmente fazendo a sua parte — disse Trump.
Após uma longa pausa, Trump acrescentou “ao contrário da Otan”, repetindo suas críticas à aliança militar liderada pelos EUA e composta principalmente por países europeus.
Trump deu poucos detalhes sobre que tipo de ajuda o Japão poderia fornecer para garantir a segurança dessa importante via navegável, por onde normalmente passa um quinto do petróleo mundial. Mas o tom que ele demonstrou em relação a Takaichi foi muito mais amigável do que as duras críticas que dirigiu a aliados, incluindo o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, sobre o assunto nos últimos dias.
O envio das Forças de Autodefesa para o exterior é uma questão politicamente delicada no Japão, um país oficialmente pacifista, já que muitos eleitores apoiam a Constituição de 1947, imposta pelos EUA e que renuncia à guerra. Mas pouco mais de uma hora antes da reunião com Trump, o Japão e outros cinco aliados, incluindo o Reino Unido e a França, disseram estar prontos “para contribuir com os esforços necessários para garantir a passagem segura pelo Estreito de Ormuz”.
Trump disse que seria “apropriado” que o Japão e outros aliados contribuíssem, e observou que o Japão obtém cerca de 90% do seu petróleo através do estreito.
Com New York Times e AFP.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, nesta quinta-feira (19), a postura do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), rechaçou a guerra dos Estados Unidos contra o Irã e disse que irá escrever um artigo para publicar em jornais dos países que integram o Conselho para “chamar a atenção” sobre o problema. O colegiado tem como membros permanentes a China, os Estados Unidos, a França, o Reino Unido e a Rússia.
Lula afirmou que, na semana passada, conversou com vários presidentes desses países e pediu que eles “convocassem uma reunião”.
— Está na hora de vocês convocarem uma reunião, meu amigos. O restante do mundo não participa, mas esses cinco senhores que são membros efetivos do Conselho de Segurança deveriam se reunir para não permitir guerra, para evitar que o Trump invadisse a Venezuela, para evitar que invadisse o Irã. Eles são um Sonselho de Segurança e têm que evitar a guerra. Eu estou escrevendo um artigo para ser publicado nos jornais de cada país que integra o Sonselho de Segurança para chamar a atenção. Assumam a responsabilidade de parar com essa guerra — disse.
O presidente participou da 17ª Caravana Federativa, evento direcionado a prefeitos e vice-prefeitos para divulgar ações do governo federal, em São Paulo. Em um longo discurso, o petista fez diversas críticas aos gastos com guerras pelo mundo nos últimos anos e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e disse que as pessoas “estão perdendo o senso de moralidade”. Ele ainda lamentou os impactos da guerra do Irã no preço do petróleo, o que afeta o Brasil.
— Eu nunca pedi para ninguém concordar com o regime do Irã, eu mesmo não concordo. Mas a gente precisa aprender a respeitar a autodeterminação dos povos, a integridade territorial dos países, a gente não pode ter alguém achando que é dono de mundo, que levanta de manhã e diz “eu vou tomar o Irã, vou tomar o Panamá, a Venezuela”. Não é possível. O mundo precisa de paz, de comida, de educação e não de guerra. E por conta desse ataque, nós estamos com uma crise de petróleo, que está subindo no mundo inteiro — falou.
Lula afirmou que o governo federal vai fiscalizar, por meio da Receita Federal, o aumento abusivo no preço da gasolina, diesel e álcool nos postos de combustíveis, e voltou a conclamar os governadores a reduzirem o ICMS para combustíveis. A proposta, entretanto, foi rejeitada pelos estados. Em manifestação divulgada na terça-feira, o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) afirmou que cortar impostos não assegura alívio ao consumir e pode provocar perdas bilionárias de arrecadação, com impacto direto em áreas como saúde, educação e segurança pública.
— Tomamos a decisão de isentar de PIS e Cofins, fizemos a decisão de fazer mais uma proposta para que a gente pudesse subsidiar as importadoras, e mesmo assim o preço aumenta. Não aumentou apenas o preço do diesel, aumentou o do álcool, que não tem nada a ver com a guerra do Irã, aumentou o da gasolina que não tinha para que aumentar ainda, significa que nesse país tem bandido que quer lucrar até com a desgraça dos outros — acrescentou. Vamos fazer todo o esforço e pedir para os governadores fazer uma isenção de ICMS. Eles poderiam fazer uma isenção de ICMS para não permitir o aumento, e o governo federal se dispõe a devolver para eles a metade da isenção que eles derem, vamos ver se eles vão fazer.
Em comunicado conjunto, divulgado nesta quinta-feira, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão condenaram os recentes ataques retaliatórios do Irã contra infraestruturas energéticas no Golfo e pediram que o país cesse as ameaças a embarcações no Estreito de Ormuz, rota marítima vital para o escoamento de cerca de 20% do petróleo comercializado mundialmente. O grupo expressou sua “disposição” em contribuir com “esforços apropriados” para garantir a passagem segura pelo canal estratégico, bloqueado por Teerã desde o início da guerra.
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“A liberdade de navegação é um princípio fundamental do direito internacional”, afirma a declaração. “Os efeitos das ações do Irã serão sentidos por pessoas em todas as partes do mundo, especialmente pelas mais vulneráveis. Estamos prontos para contribuir com os esforços necessários para garantir a segurança da passagem pelo Estreito de Ormuz”.
Na quarta-feira, o Exército israelense atacou o campo de gás South Pars, o maior campo de exploração de gás natural do planeta, compartilhado entre Irã e Catar. Trata-se de uma reserva responsável por abastecer cerca de 70% do consumo doméstico de gás natural da República Islâmica. Em retaliação, o Irã atacou Ras Laffan — o maior complexo industrial e porto de exportação de gás natural liquefeito (GNL) do mundo —, no Catar, causando “danos extensos”.
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Também foram registrados ataques nesta quinta-feira à duas refinarias no Kuwait e contra uma instalação petrolífera no porto de Yanbu, no Mar Vermelho, utilizada pela Arábia Saudita para exportar petróleo sem passar pelo Estreito de Ormuz.
“Pedimos uma moratória imediata e geral sobre ataques a infraestruturas civis, especialmente instalações de petróleo e gás”, declararam os seis países.
Após os ataques iranianos ao Catar, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou destruir o maior campo de gás natural do Irã, elevando os riscos de uma escalada com efeitos globais. Segundo a agência Reuters, o Pentágono cogita um reforço nas tropas no Oriente Médio para dar mais opções a Trump, incluindo a de uma operação terrestre em solo iraniano.
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Em publicação na sua plataforma Truth Social, Trump voltou a dizer que os EUA não foram informados com antecedência sobre o bombardeio israelense contra South Pars. A ação foi condenada pelas monarquias do Golfo e o republicano disse ser contra ações voltadas ao setor energético iraniano, de acordo com o relato de assessores.
“NENHUM OUTRO ATAQUE SERÁ FEITO POR ISRAEL contra este importantíssimo e valioso campo de South Pars, a menos que o Irã, imprudentemente, decida atacar um país inocente, neste caso, o Catar”, escreveu o presidente. “Nessa situação, os Estados Unidos da América, com ou sem a ajuda ou consentimento de Israel, explodirão maciçamente a totalidade do Campo de Gás de South Pars com uma força e potência jamais vistas ou testemunhadas pelo Irã”.
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Em resposta, um porta-voz da Guarda Revolucionária afirmou, em comunicado, ter advertido a EUA e Israel “que cometeram um grande erro ao atacar a infraestrutura energética do Irã”. “Se isso se repetir, os próximos ataques à sua infraestrutura energética e à de seus aliados não cessarão até sua completa destruição”, diz o texto, divulgado pela agência estatal Isna.
Um caça F-35 dos EUA fez um pouso de emergência após uma missão no Irã, e a suspeita é de que tenha sido atingido pelos sistemas locais de defesa, afirmaram fontes do governo dos EUA à rede CNN. Oficialmente, o Pentágono não detalhou o incidente, revelando apenas que a aeronave fez um pouso de emergência e que “o piloto está em condição estável”.
—Este incidente está sendo investigado — disse à CNN Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central dos EUA.
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Pela manhã, o comandante do Estado-Maior Conjunto dos EUA, Dan Caine, afirmou que as aeronaves americanas estavam realizando incursões mais profundas em território iraniano, sem dar detalhes.
Segundo caça de quinta geração a integrar a Força Aérea dos EUA, o F-35 é uma das mais avançadas armas de combate dos EUA, capaz de atingir Mach 1.6 (1,6 vezes a velocidade do som), de realizar ataques de precisão e de burlar sistemas de monitoramento.
No ano passado, elas atuaram na operação contra instalações nucleares iranianas, que encerrou o conflito de 12 dias entre o Irã e Israel, e em janeiro ajudaram a eliminar sistemas de defesa na Venezuela durante a ofensiva que terminou com a captura do presidente Nicolás Maduro. A Força Aérea israelense também usa a aeronave desde 2017, participando de guerras em Gaza, Líbano, Iêmen e Irã.
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Caso o ataque seja confirmado, seria o primeiro registrado contra aeronaves americanas desde o início da guerra contra o Irã. Na semana passada, uma aeronave de abastecimento dos EUA caiu no Iraque, em um incidente inicialmente atribuído a uma milícia pró-Teerã, mas que o Pentágono afirma ter sido um acidente envolvendo outro avião do mesmo modelo. O incidente ocorre no momento em que os EUA não deixam claro até quando vão manter a guerra, tampouco quais são seus objetivos claros. Nesta quinta-feira, o jornal Washington Post anunciou que pedirá mais US$ 200 milhões ao Congresso para incrementar arsenais e apoiar os esforços militares na região
O Pentágono planeja pedir ao Congresso dos EUA um orçamento suplementar de US$ 200 bilhões, ligado à guerra no Irã, no momento em que o governo do presidente Donald Trump se recusa a fornecer um prazo exato para o fim da ofensiva. A requisição, revelada pelo jornal Washington Post, deve enfrentar resistências na base republicana, ainda mais durante um ano eleitoral e se tratando de um conflito impopular entre os americanos.
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De acordo com o Post, citando fontes no Pentágono, o ponto central do pedido é ampliar a produção de armas consideradas estratégicas, usadas à exaustão nos 20 dias de conflito até agora. Mísseis capazes de perfurar instalações de concreto reforçado ou modelos como o Tomahawk, apontado como a arma que atingiu uma escola em Minab, no sul do Irã, e deixou mais de 170 mortos. Existe a preocupação particular com os estoques de armas defensivas, empregadas não apenas pelos americanos, mas também por seus aliados.
Para conter lacunas imediatas, os americanos realocaram recursos de outras regiões, como a Ásia, para o Oriente Médio: na Coreia do Sul, autoridades veem receio a retirada de baterias de sistemas como o Patriot e o THAAD, apontando para o risco de tornar o país vulnerável. Se a guerra se estender por mais tempo do que as “quatro ou seis semanas” repetidas por Trump, os problemas podem se agravar, especialmente contra armas mais simples e de fácil construção, como os drones do tipo Shahed, empregados pelos iranianos e pelos russos na Ucrânia.
Imagens divulgadas pelo Comando Central dos EUA mostra disparo de mísseis Tomahawk contra navios lançadores de mina do Irã
Reprodução/CENTCOM/X
Em janeiro, quando Trump deixou clara a intenção de atacar o Irã, a Casa Branca propôs aumentar em 50% o orçamento do Pentágono para 2027, chegando a US$ 1,5 trilhão. Segundo o presidente, isso permitiria a criação de um “Exército dos Sonhos”, e ampliaria a capacidade de produção de armamentos e munições, apontada por especialistas como um gargalo para manter adequadamente o estado de prontidão de defesa.
Mas esse não é um processo simples ou rápido. Em janeiro, a Lockheed Martin, fabricante do sistema Patriot, firmou um contrato com o Departamento da Guerra para incrementar a produção dos mísseis do modelo PAC-3 das atuais 600 unidades anuais para 2 mil por ano, meta que, com boa vontade, só será atingida na próxima década. Há questões ligadas ao acesso a materiais para a construção dos armamentos, preparo das linhas de montagem e a disponibilidade limitada de profissionais no setor.
— Injetar muito dinheiro na base industrial não garante que as coisas aconteçam mais cedo, mas com certeza você não vai conseguir nada mais cedo se não investir — disse Elaine McCusker, ex-controladora interina do Pentágono, que agora analisa o orçamento de Defesa no American Enterprise Institute, ao Washington Post.
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Enquanto o novo orçamento do Pentágono está em fase de negociações, Trump quer avançar mais rapidamente com o pacotaço de US$ 200 bilhões, sem ter a certeza se o processo será indolor. Para alguns funcionários da Casa Branca, as chances de aprovação nos atuais termos são pequenas. Nos bastidores, democratas prometem barrar a iniciativa, e não está claro como a base governista vai superar resistências da ala pró-austeridade fiscal ou de céticos com a guerra
Antes de reunião com a premier do Japão, Sanae Takaichi, na Casa Branca, Trump confirmou que fará o pedido, sem detalhar o valor do pacote. Em entrevista coletiva, o secretário da Guerra, Pete Hegseth, disse que “é preciso dinheiro para matar os bandidos”, acrescentando que “vamos voltar ao Congresso e falar com nossos representantes lá para garantir que tenhamos o financiamento adequado”.
— Fizemos algumas estimativas dos custos da guerra com base nos dados limitados disponíveis, mas há uma enorme incerteza, e o Congresso quer saber qual será o valor da conta — disse ao Washington Post Mark Cancian, consultor sênior do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS). — Se o governo pedir mais dinheiro, haverá uma grande batalha política, porque todo o sentimento anti-guerra se concentrará nesse pedido.
Presidente dos EUA, Donald Trump, e secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, a bordo do Air Force One
SAUL LOEB / AFP
De acordo com levantamento do CSIS, publicado pelo jornal Guardian, na primeira semana de conflito foram gastos US$ 5,7 bilhões com sistemas de defesa aérea, incluindo o THAAD e o Patriot, cujos mísseis custam entre US$ 3 milhões e US$ 4 milhões, e mais de 800 foram lançados pelos EUA nos primeiros sete dias da “Operação Fúria Épica”.
O mesmo estudo apontou que, naquele período, foram atingidos 2,5 mil alvos dentro do Irã, a um custo de US$ 5,5 bilhões — apenas nos mísseis de cruzeiro Tomahawk foram gastos US$ 1,2 bilhão. Somada a perdas em combate e gastos operacionais, a conta de uma semana de guerra foi de US$ 12,7 bilhões. O número é similar ao apresentado pelo Pentágono ao Congresso, US$ 11,3 bilhões semanais, e supera o orçamento anual da FDA, a agência responsável por fiscalizar a qualidade de alimentos e medicamentos nos EUA (US$ 7,2 bilhões). Os cálculos não incluem uma potencial invasão terrestre, algo que segue à mesa.
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Vender essa conta ao eleitorado, mesmo o republicano, promete ser complicado.Na terça-feira, o instituto YouGov revelou que apenas 33% dos americanos são favoráveis à guerra, enquanto 56% são contra. Para 61%, a prioridade deveria ser o fim dos combates, e apenas 32% dizem confiar no presidente — entre os que se declaram independentes, cruciais na eleição de outubro, 63% desaprovam o trabalho de Trump na guerra. A sondagem detectou uma piora na confiança dos eleitores no futuro da economia, com especial preocupação com os custos dos combustíveis.
Na campanha que o levou à Casa Branca, em 2024, Trump prometeu reduzir a máquina federal, e levou ao governo o bilionário Elon Musk, com a meta de cortar os gastos em alguns trilhões de dólares. Mas após demissões que afetaram a capacidade de funcionamento do Estado, cortes em benefícios sociais e em agências como a Usaid, principal braço de assistência internacional dos EUA, os resultados ficaram aquém do prometido. Segundo o portal do Departamento de Eficiência Governamental (Doge), foram poupados US$ 215 bilhões em 2025 — pouco mais do que o Pentágono quer para financiar a nova guerra no Oriente Médio.

A deputada estadual de São Paulo Fabiana Bolsonaro (PL) foi acusada de praticar blackface nesta quarta-feira (18) em um discurso na tribuna da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Fabiana se pintou de preto para criticar a eleição da deputada federal Erika Hilton (PSOL- SP), uma mulher trans, como presidente da Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados.

Blackface é uma prática racista em que pessoas brancas utilizam artifícios, como pintar a pele de preto, usar perucas ou outros acessórios, para simularem de forma caricata características físicas de pessoas negras. O termo foi criado nos Estados Unidos, onde atores brancos usavam graxa, carvão e outras ferramentas para representarem pessoas negras no palco, de forma estereotipada e degradante.

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“Eu estou pintada de negra por fora. Eu me reconheço como negra. Por que então eu não posso presidir a Comissão sobre racismo, antirracista? Por que eu não posso cuidar dessa pauta? Porque eu não sou negra”, disse. 

“Eu sou uma mulher. Não adianta se travestir de mulher. Eu não estou aqui ofendendo transexual, muito pelo contrário, eu estou dizendo, eu sou mulher, quero ser vista como mulher. A mulher do ano não pode ser trave (sic) transsexual”, acrescentou.

O presidente da Alesp, André do Prado (PL), e a deputada Erika Hilton foram procurados, mas ainda não responderam.

A deputada estadual paulista Mônica Seixas (PSOL) e a vereadora de São Paulo Luana Alves (PSOL) foram à Delegacia de Repressão aos Crimes Raciais e Delitos de Intolerância registrar boletim de ocorrência.

“Crime de racismo é inafiançável, aconteceu de forma televisionada sem nenhuma reação da presidência da Assembleia Legislativa ao fato da deputada Fabiana Bolsonaro ter feito blackface enquanto dizia impropérios transfóbicos na tribuna da Assembleia Legislativa”, disse Mônica Seixas pelas redes sociais.

“Eu tive muita dificuldade de registrar o flagrante, sendo que a Assembleia Legislativa no seu regimento interno Artigo 282 prevê que a autoridade policial tem que agir quando há crime flagrante no plenário da Assembleia Legislativa”, acrescentou. 

A deputada disse ainda que irá tomar medidas de ordem criminal contra a deputada do PL.

“Nós vamos representar no Conselho de Ética. Estou exigindo da presidência da Assembleia Legislativa uma resposta e uma atuação agora, porque a população do estado, a população negra do estado de São Paulo merece respeito que não teve nessa Casa”.

O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, disse que os Estados Unidos avaliam suspender as sanções ao fornecimento de petróleo iraniano que já está “em trânsito” nos próximos dias. Os comentários surgiram após uma nova alta nos preços do petróleo e do gás, na sequência do ataque do Irã à maior usina de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, no Catar, e das ameaças de destruição da infraestrutura energética da região. Foi o mais recente sinal da gravidade da crise energética global desencadeada pelos bombardeios conjuntos dos EUA e Israel ao Irã e pelos amplos ataques retaliatórios iranianos, refletindo o desespero do governo de Donald Trump em estancá-la rapidamente.
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— Nos próximos dias, poderemos retirar as sanções ao petróleo iraniano que está na água. (…) Usaremos os barris iranianos contra os iranianos para manter o preço baixo pelos próximos 10 ou 14 dias, enquanto continuamos esta campanha — disse Bessent ao canal americano Fox Business nesta quinta-feira, acrescentando que o governo tem “muitas alavancas” e “muito mais” à sua disposição.
Bessent acrescentou na entrevista que o governo dos EUA também poderia liberar mais petróleo de suas reservas estratégicas.
Os EUA já permitem a passagem de petróleo iraniano pelo Estreito de Ormuz, e esse país tem cerca de 140 milhões de barris “na água”, disse o secretário do Tesouro. Quando os EUA decidirem “revogar as sanções” ao petróleo iraniano que flutua no exterior, terão sido criados “cerca de 260 milhões de barris de energia excedentes”, disse Bessent, apontando também para a liberação de reservas de petróleo por diversos países.
Bessent afirmou posteriormente que o Departamento de Agricultura “provavelmente fará um anúncio sobre fertilizantes nos próximos dias”, visto que o conflito no Oriente Médio começa a onerar também os agricultores com custos mais elevados. Com os preços dos insumos já altos, os ataques fizeram os preços dispararem, uma vez que os navios que transportam materiais para a produção de fertilizantes estão praticamente impossibilitados de transitar pelo Estreito de Ormuz e sair do Golfo Pérsico.
Entenda: Como a guerra no Irã impacta o mercado global de gás?
Uma imagem mostra uma vista da fase 12 das instalações do campo de gás de South Pars, perto da cidade de Kangan, no sul do Irã
BEHROUZ MEHRI/AFP
Em busca de soluções
A retaliação de Teerã aos ataques iniciados pelos EUA e Israel em 28 de fevereiro praticamente paralisou o transporte marítimo comercial pelo canal, rota vital para o transporte global de 20% do petróleo, causando graves interrupções nas cadeias de abastecimento de energia.
Desde então, o governo de Donald Trump parece estar buscando soluções às pressas, enquanto as notícias dos mais recentes ataques à infraestrutura energética do Golfo fizeram o preço do petróleo Brent, a referência internacional, subir quase 10%, para US$ 118 o barril (R$ 623) na manhã desta quinta-feira. Os preços do gás natural na Europa dispararam até 30%.
Futuro incerto: Mortes na cúpula do regime ampliam repressão no Irã e elevam ansiedade entre autoridades, que temem ser novos alvos
Como parte de um alívio temporário das sanções impostas à Rússia após a invasão da Ucrânia, o Departamento do Tesouro já permitiu que navios e empresas ligadas ao regime iraniano transportem e vendam petróleo russo no mercado aberto. Esses navios ligados ao Irã estão sujeitos às suas próprias sanções americanas e têm operado como parte de uma chamada frota fantasma, transportando ilicitamente mercadorias e energia para a Rússia, Venezuela e outros países.
Mas os EUA agora precisam dessa rede para reduzir o preço do petróleo. Contudo, os esforços recentes de Washington e de outras nações, incluindo a liberação de reservas estratégicas para ajudar a reforçar o fornecimento de petróleo, pouco fizeram para aliviar os mercados.
A mudança repentina de posição em relação às restrições a navios, mesmo que temporária, ilustra até onde a Casa Branca está disposta a ir para conter as consequências econômicas de uma guerra que parece não ter fim à vista.
O Catar, um dos principais fornecedores globais de energia, afirmou que os ataques iranianos recentes danificaram instalações de gás, incluindo o terminal de Ras Laffan, a maior instalação de GNL do mundo. Os ataques iranianos foram uma retaliação ao ataque israelense a um importante campo de gás, compartilhado com o Catar, na quarta-feira.
Ataques com drones causaram incêndios em duas refinarias estatais no Kuwait, e um drone caiu em um importante terminal de exportação de energia na Arábia Saudita. Nos Emirados Árabes Unidos, autoridades informaram que responderam a incidentes em instalações de gás e em um campo de petróleo causados ​​por destroços de mísseis interceptados.
‘Estamos vencendo’
Ainda assim, o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, demonstrou confiança em uma entrevista coletiva no Pentágono nesta quinta-feira, dizendo aos repórteres:
— Estamos vencendo de forma decisiva e em nossos termos — afirmou, mas recusando-se a oferecer um prazo para o fim da guerra.
Secretário da Guerra dos EUA, Pete Hegseth, após entrevista coletiva em Washington
Mandel NGAN / AFP
Segundo Hegseth, as Forças Armadas dos EUA atacaram mais de 7 mil alvos no Irã desde o início da guerra, há quase três semanas, danificando ou afundando mais de 120 navios da marinha iraniana e deixando seus portos militares “paralisados”. Ele descartou qualquer discussão sobre a condução da guerra e a possibilidade de que ela se expanda para um conflito regional, classificando-as como “ruído”.
Na Europa, porém, os líderes ficaram alarmados com os ataques contínuos na infraestrutura energética e com a disparada dos preços do petróleo e do gás.
— Essa escalada é imprudente — disse o presidente francês Emmanuel Macron a jornalistas em Bruxelas, nesta quinta-feira, antes de uma reunião de líderes da União Europeia, alertando que, se as instalações de produção de energia forem destruídas, o impacto da guerra durará muito mais tempo.
O ministro das Relações Exteriores do Irã alertou nesta quinta-feira para a “zero contenção” caso a infraestrutura do país seja atacada novamente. Abbas Araghchi afirmou nas redes sociais que o Irã usou até o momento apenas uma “fração” de seu poder e demonstrou contenção porque recebeu pedidos de desescalada. Ele não especificou quem fez esses pedidos.
Com New York Times, AFP e Bloomberg.
Um caça russo violou o espaço aéreo da Estônia nesta quarta-feira, provocando uma resposta de emergência da Otan e aumentando a tensão na região do Báltico. Segundo autoridades estonianas, a aeronave permaneceu por cerca de um minuto dentro do território do país antes de deixar a área.
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Bolha gigante: China usa tecnologia inflável para reduzir barulho e poluição em obras; veja vídeo
De acordo com o jornal inglês The Sun, o incidente ocorreu nas proximidades da ilha de Vaindloo, no Golfo da Finlândia, ao norte da Estônia. A incursão foi confirmada pelo ministro das Relações Exteriores do país, Margus Tsahkna, que afirmou que não houve ameaça direta à segurança nacional, mas classificou o episódio como uma violação grave.
— Não houve ameaça à segurança da Estônia, mas trata-se de mais uma demonstração de um padrão que se repete — declarou.
A violação acionou o sistema de policiamento aéreo da Otan no Báltico, que mobilizou unidades da Força Aérea Italiana para monitorar e responder à incursão. A missão, responsável pela vigilância do espaço aéreo de países da região, foi elogiada pelas autoridades estonianas pela rapidez na atuação.
Como resposta diplomática, o Ministério das Relações Exteriores da Estônia convocou o principal representante russo em Tallinn para prestar esclarecimentos. Segundo o governo, foi entregue uma nota formal de protesto.
O episódio marca a primeira violação do espaço aéreo estoniano por uma aeronave russa neste ano. Ainda assim, casos semelhantes já ocorreram anteriormente. Em setembro do ano passado, três aviões militares russos entraram no espaço aéreo do país por cerca de 12 minutos, em um episódio considerado mais prolongado.
Autoridades locais e aliados da Otan reagiram com críticas à ação. O primeiro-ministro da Estônia, Kristen Michal, afirmou que a conduta russa segue um padrão recorrente, enquanto líderes militares destacaram a necessidade de respostas firmes a cada nova incursão.
Um ataque no sul do Líbano deixou ferido o jornalista britânico Steve Sweeney, correspondente da emissora estatal russa RT, que precisou retirar estilhaços do braço após a explosão de um míssil nas proximidades. O incidente ocorreu enquanto ele gravava uma reportagem em área de conflito.
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As imagens do momento mostram o repórter em frente à câmera quando a explosão acontece a poucos metros de distância. Apesar da proximidade do impacto, Sweeney conseguiu se afastar e recebeu atendimento médico. Segundo a emissora, os ferimentos foram leves, mas exigiram a retirada de fragmentos do braço.
Veja vídeo:
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O cinegrafista que acompanhava o jornalista, Ali Rida, também escapou sem ferimentos graves. Ele afirmou que a equipe foi atingida mesmo estando identificada como imprensa, com coletes e credenciais visíveis, e acusou Israel de ter realizado o ataque de forma deliberada.
Até o momento, o governo israelense não se pronunciou sobre o episódio.
O ataque ocorre em meio à escalada de tensões na região. Nos últimos dias, Israel intensificou operações militares no sul do Líbano e também em Beirute, alegando que os alvos são posições do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã.

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